sábado, 27 de outubro de 2012

Campinas registra quatro casos de febre maculosa


DE CAMPINAS

A Secretaria de Saúde de Campinas (93 km de SP) confirmou quatro novos casos de febre maculosa na cidade, sendo que três vítimas morreram neste mês e uma já se recuperou.
O acumulado do ano agora é de cinco casos --duas pessoas se curaram. As vítimas tinham entre 10 e 35 anos, e os pacientes curados tinham 33 e 48 anos.
O Departamento de Vigilância em Saúde informou que está fazendo investigações para verificar se há um elo comum entre os pacientes. Por enquanto, trabalha com a possibilidade de a transmissão ter ocorrido no distrito de Joaquim Egídio.
No ano passado, a cidade teve cinco casos, com três mortes registradas. Em 2010, foram 14 casos e quatro mortes.
A febre maculosa é uma doença infecciosa, transmitida pelo carrapato estrela quando ele está contaminado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Em Campinas, o principal hospedeiro é a capivara. Os sintomas da doença são febre alta, mal-estar e dor no corpo. Manchas vermelhas podem aparecer na pele.
Pessoas que tiveram picada de carrapato devem informar ao médico para que o tratamento seja iniciado precocemente. (MARÍLIA ROCHA)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Un modelo matemático permite estimar la cantidad de tuberculosis no detectada en ganado vacuno


(Foto: Sxc.hu)
Una investigación ha puesto de manifiesto que muchas veces no se detectan a los animales portadores de la enfermedad, por lo que los rebaños grandes son especialmente vulnerables a la transmisión rápida.
Con el objetivo de salvar este inconveniente, un equipo de científicos ha utilizado herramientas matemáticas para el desarrollo de modelos que estiman la eficiencia de los controles de la tuberculosis bovina (BTB). Estos modelos ayudarán a los responsables políticos a comprender y, por lo tanto, a controlar una enfermedad que cuesta bastante dinero al contribuyente, debido a las pruebas diagnósticas, el sacrificio de los animales y las compensaciones al ganadero.
Estos modelos representan un avance respecto a los anteriores, ya que están directamente basados en abundantes datos sobre la incidencia y la diseminación de la enfermedad, en lugar de en opiniones de expertos. Es importante destacar que proporcionan una primera estimación de la cantidad de infección no detectada mediante las pruebas realizadas a los animales y la contribución de esta infección oculta en la persistencia de la bTB dentro de los rebaños.
Aplicando los datos más recientes, los modelos sugieren que alrededor de uno de cada cinco de los rebaños británicos a los que se les han retirado las restricciones a raíz de las pruebas de BTB, podrían albergar la infección. También apuntan a una incidencia más alta y más rápida de la transmisión de la enfermedad en los rebaños grandes.
La investigación, financiada por el Departamento de Medio Ambiente, Alimentación y Asuntos rurales (DEFRA), se ha realizado entre un grupo de expertos multidisciplinar pertenecientes al Departamento de Medicina Veterinaria de la Universidad de Cambridge y la Agencia de Salud Animal y Veterinaria bitánica.

sábado, 20 de outubro de 2012

Vesículas com proteínas ajudam Trypanosoma cruzi a invadir células hospedeiras


Parasita pronto para o ataque

CARLOS FIORAVANTI | Edição 200 - Outubro de 2012
© IMAGEM RENATO MORTARA/UNIFESP
Em busca de novos espaços: um T.cruzi (em vinho), com vesículas (em amarelo) sobre o corpo, próximo a uma célula hospedeira
Ao examinarem as informações que eles próprios e outros grupos haviam produzido nos últimos 40 anos, pesquisadores de São Paulo identificaram um possível mecanismo que deve ajudar o protozoário causador da doença de Chagas a invadir as células hospedeiras. Tão logo se instala em uma única célula, o Trypanosoma cruzi se diferencia, se divide intensamente a ponto de romper a célula e libera vesículas com proteínas e lipídeos (gorduras) que devem facilitar a instalação dos parasitas em outras células.
“Parece que esse é um fenômeno abrangente”, diz Walter Colli, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e supervisor desse estudo, realizado por Ana Cláudia Torrecilhas, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Diadema, em colaboração com Robert Schumacher e Maria Júlia Manso Alves, da USP. “Outros grupos de parasitas e células tumorais também liberam vesículas que funcionam de modo similar e facilitam a infecção das células hospedeiras.”
Os especialistas dessa área, no Brasil e em outros países, estão animados com a possibilidade de usar essas informações para desenvolver novas formas de combater ou diagnosticar doenças tropicais de amplo alcance mundial. É o caso da doença de Chagas, que atinge cerca de 10 milhões de pessoas na América do Sul e está se tornando um problema de saúde pública nos Estados Unidos.
Em um editorial publicado em maio deste ano na revista PLoS Neglected Diseases, pesquisadores dos Estados Unidos e do México alertaram para o avanço da doença de Chagas nos Estados Unidos, principalmente entre imigrantes nos estados mais próximos da fronteira com o 
México; estima-se em 1 milhão o número de pessoas infectadas. Nesse trabalho a doença de Chagas foi chamada de “uma nova Aids das Américas”: embora uma seja causada por um protozoário transmitido por um inseto e a outra por vírus, principalmente por contato sexual, ambas podem ser passadas adiante por meio de transfusão de sangue, são mais frequentes entre pessoas mais pobres e exigem tratamentos prolongados. Além disso, a doença de Chagas tem se mostrado uma infecção oportunista relevante entre pessoas vivendo com HIV/Aids e, como nas primeiras duas décadas da epidemia de Aids, a maioria das pessoas com Chagas não tem acesso a serviços médicos de saúde.
Em agosto, Peter Hotez, professor da Escola de Medicina Baylor e diretor do Instituto de Vacinas Sabin, ambos em Houston, nos Estados Unidos, e primeiro autor do editorial na PLoS, assinou um artigo no jornal New York Times argumentando que as doenças tropicais como Chagas, dengue e leishmaniose e cisticercose eram as “novas pragas da pobreza”. Segundo ele, 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos vivem na pobreza extrema. “Sem novas intervenções”, ele comentou, “essas doenças estão aqui para ficar, mantendo as pessoas na pobreza por décadas”.
Vários tamanhos
A produção científica sobre as vesículas é intensa – cerca de 3.500 artigos sobre essas estruturas foram publicados nos últimos cinco anos —, mas também há muitas dúvidas. A primeira delas: como chamar esses compartimentos repletos de proteínas? Em um artigo publicado em fevereiro deste ano na revista Proteomics and Bioinformatics, dois pesquisadores da Universidade La Trobe, Austrália, observaram que as chamadas microvesículas extracelulares estão recebendo nomes diferentes, de acordo com suas dimensões, origem e composição. Um dos tipos de vesícula, o exossomo, com diâmetro de 30 a 100 nanômetros, se mostrou relevante por ter muitas funções, como transferir o vírus HIV para células-alvo, e ganhou um site exclusivo, o www.exocarta.org, com quase 150 estudos e 4.563 proteínas identificadas até o início de setembro. Há também vesículas de outros tipos, por enquanto menos relevantes, como o ectossomo, grande vesícula de membrana e bolha apoptótica, que pode ter 5 mil nanômetros e é liberado por células agonizantes.

As vesículas do T. cruzi são menores, com 20 a 80 nanômetros de diâmetro, e inicialmente não ganharam muita importância. No final dos anos 1980, ao identificarem as vesículas, Marinei Gonçalves, Maria Júlia Manso Alves, Bianca Zingales e outros pesquisadores da equipe de Colli pensaram, como outros dessa área, que se tratava apenas de material descartado, embora já tivessem visto que variedades mais virulentas de T. cruziliberavam mais vesículas que as menos virulentas.

Nos anos seguintes, outros estudos e equipamentos mais sensíveis indicaram que as proteínas e os lipídeos das vesículas poderiam facilitar a infecção das células hospedeiras pelo parasita. Em seu doutorado e no pós-doutorado, feito sob a supervisão direta de Maria Júlia, Ana Claudia Torrecilhas verificou que as proteínas das vesículas aumentam a quantidade e a ação dos parasitas nos tecidos e induzem uma resposta inflamatória do hospedeiro. Em um estudo com camundongos, ela observou que as vesículas facilitavam a entrada do parasita nas células do coração e antecipavam a morte dos animais.
Agora, em um estudo a ser publicado em outubro na Microbes and Infection, os pesquisadores da USP e da Unifesp comentam que quase metade do conteúdo das vesículas é formada de glicoproteínas (proteínas associadas com açúcares). Uma delas é a transialidase, enzima específica desse parasita, além de outras codificadas por uma superfamília de genes – com cerca de 700 genes ativos e 700 pseudogenes – denominada gp85, também descoberta no laboratório de Colli.
Projetos
1. Interação entre Trypanosoma cruzi e hospedeiro: ligantes, receptores e condicionantes do desenvolvimento intracelular – nº 04/03303-5
2. Vesículas liberadas pelo T. cruzi: papel de seus componentes na infecção – nº 04/08487-7
Modalidades
1. Projeto Temático
2. Bolsa de pós-doutorado
Coordenadora
1. Maria Júlia Manso Alves – IQ-USP
Bolsista
2. Ana Claudia Torrecilhas – IQ-USP
Investimento
1. R$ 1.248.031,59
2. R$ 204.190,40 (FAPESP)
Essas moléculas podem ativar proteínas – ou receptores – da membrana externa de células de defesa como os macrófagos, células dendríticas e linfócitos. Por sua vez, os receptores estimulam a produção de óxido nítrico e de moléculas como o interferon-gama, o fator de necrose tumoral e a interleucina-12. Essas moléculas aumentam a resposta inflamatória das células hospedeiras, atraindo mais células, que destroem os parasitas, mas também danificam as células do organismo, facilitando a invasão dos parasitas que sobreviveram à batalha ou chegaram em seguida. Após um T. cruzi invadir uma célula, o que não faltará é parasita. Segundo Colli, um único T. cruzise divide rapidamente e em poucas horas pode se multiplicar em 500 outros, que fazem a célula hospedeira explodir, liberando-os para o meio extracelular e a corrente sanguínea, que lhes permite chegar a outras células.
Outros parasitas
“Em 15 minutos, as vesículas do T. cruzi podem se fundir com os macrófagos”, diz Ana Claudia. Outros pesquisadores verificaram que outros dois grupos de protozoários também liberam vesículas, com funcionamento similar e conteúdo provavelmente distinto. O primeiro são os protozoários do gêneroLeishmania, causador da leishmaniose, que se espalhou por 98 países, com 2 milhões de novos casos por ano. O segundo é o Trypanosoma brucei, com subespécies (T. b. gambiense e T. b. rhodesiense) causadoras da doença do sono, que atinge cerca de 70 mil pessoas na África subsaariana.

Outros dois parasitas, o Plasmodium falciparum, causador da malária, responsável por cerca de 1 milhão de mortes por ano na África, e o Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose, agem de outro modo: invadem as células hospedeiras e em seguida são elas que produzem vesículas com proteínas dos microrganismos invasores, que são liberadas e alertam outras células de defesa.
Os pesquisadores pretendem o mais breve possível saber quais proteínas das vesículas de T. cruzi e de outros protozoários ativam as respostas inflamatórias das células hospedeiras e como a resposta do organismo é alterada de modo a beneficiar os parasitas. Desde já está claro, porém, que as vesículas funcionam como um meio de sinalização ou comunicação a distância entre os parasitas e as células hospedeiras.
Nos últimos anos várias estruturas celulares estão sendo reconhecidas como capazes de destruir ou, inversamente, beneficiar outras células. Outros estudos mostraram que as células podem produzir estruturas chamadas nanotubos de tunelamento, com diâmetro de 50 a 200 nanômetros e uma extensão equivalente ao diâmetro de várias células. Por meio desses tubos um linfócito pode se ligar a outro e enviar nutrientes ou componentes celulares que, no caso das células de defesa, ajudam a prolongar – e geralmente vencer – o combate contra parasitas e células tumorais.
Artigos científicos
GONÇALVES, M.F. et al. Trypanosoma cruzi: Shedding of surface antigens as membranevesicles. Experimental Parasitology. v. 72, n. 1, p. 43-53. 1999.
TORRECILHAS A.C. et al. Vesicles as carriers of virulence factors in parasitic protozoan diseases. Microbes and Infection (in press). 2012.
SIMPSON, R. J. e MATHIVANAN, S. Extracellular microvesicles: the need for internationally recognised nomenclature and stringent purification Criteria.Proteomics & Bioinformatics. v. 5, n. 2, p. ii. 2012.
HOTEZ P.J. et al. Chagas Disease: the new HIV/AIDS of the Americas. PLoS Neglected Tropical Diseases. v. 6, n. 5, p. e1498. 2012.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Vacinação assistida na fronteira pode ficar comprometida em Mato Grosso


Vívian Lessa

Do Agrodebate

Os produtores de Mato Grosso que fazem fronteira com a Bolívia deveriam estar ocupados com a aquisição das vacinas contra a febre aftosa para imunizar o rebanho bovino, mas a preocupação do setor é que a campanha de vacinação fique prejudicada devido a falta de estrutura do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

A vacinação nos animais será realizada entre os dia 1º e 30 de novembro, no entanto o trabalho de fiscalização e orientação terá início na próxima semana. "Isso se tiver veículos funcionando para que os fiscais consigam ir até as propriedades", reclama a presidente do Sindicato Estadual dos Servidores do Sistema Agrícola Agrário e Pecuário (Sintap-MT), Diany Dias.  

Segundo ela,  dos  282 veículos que o órgão possui apenas 254 estão funcionando. "O governo depositou R$ 526 mil para que os carros sejam revisados e reformados, mas não liberou o orçamento para o investimento na frota", explica. De acordo com a representante dos servidores, as melhorias na estrutura do Indea prometidas pelo governo ainda não atendem as reivindicações da categoria. 

"Está tudo muito demorado, o que pode prejudicar a campanha de vacinação contra aftosa na segunda etapa do ano", diz. Outros R$ 700 mil foram direcionados ao Indea para o pagamento de fornecedores, funcionários e terceirizados. Ela afirma que, com a atual estrutura do órgão, os fiscais não conseguiram fazer um bom trabalho na campanha de vacinação.

O coordenador de defesa agropecuária do Indea, Alisson Cericatto, a vacinação assistida, ou seja, o acompanhamento dos fiscais no momento em que o produtor está vacinando o gado, é obrigatória em todas as propriedades situadas na região da fronteira com a Bolívia. No restante do estado, estimasse que a vacinação com apoio dos servidores do Indea será feita em 2% do total de fazendas em cada município.

João Oliveira Gouveia, produtor de Cáceres, município distante a 250 quilômetros de Cuiabá, se mostra preocupado com a situação. Já que a participação dos fiscais do Indea durante a vacinação do rebanho é necessária para certificar que o estado permanece livre da aftosa. "Oferece mais segurança para a questão comercial". Conforme ele, na região somam aproximadamente 2 mil produtores que criam cerca de 850 mil animais. 

Sobre a situação calamitosa do Indea, o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), José Bernardes, afirma que demonstra um desrespeito do governo para o setor. "Representamos 70% do PIB do estado mas não estamos sendo valorizados". 

Campanha - Em novembro todo o rebanho bovino de Mato Grosso, de todas as idades, deve ser imunizado contra a febre aftosa. Somam cerca de 29 milhões de animais, sendo o maior rebanho do país. A multa para o produtor que não vacinar seu gado é salgada. Para cada animal não vacinado terá que pagar 2,25 UPFs - Unidades de Padrão Fiscal - equivalente a R$ 104,10.  

Estudantes da área da saúde terão acesso a banco de dados científico atualizado



15/10/2012 12:51 - Portal Brasil
O portal conta com publicações sistematicamente revisadas, com protocolos clínicos baseados em evidências, abrangendo documentos escritos, fotos, vídeos e outras ferramentas, como calculadoras médicas e de análise estatística

Materiais científicos atualizados de 14 áreas da saúde ficarão disponíveis para que estudantes possam realizar consultas nas bibliotecas de suas instituições de ensino. O acesso é possibilitado pelo Portal Saúde Baseada em Evidências, uma plataforma científica mantida pelo Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Francisco Dutra/Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Estudantes da área da saúde poderão consultar material científico no Portal Saúde Baseada em Evidências
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  • Estudantes da área da saúde poderão consultar material científico no Portal Saúde Baseada em Evidências
A ampliação do serviço - que já está disponível, gratuitamente, para mais de 900 mil profissionais de saúde - foi anunciada na última sexta-feira (12) pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales.
De acordo com o secretário, é importante viabilizar o acesso ao conhecimento qualificado em saúde desde a formação. “Já somos pioneiros ao possibilitar, aos profissionais de saúde, acesso gratuito a este tipo de conteúdo. Acreditamos que, ampliando para o estudante, criaremos uma rotina de educação permanente preciosa, que vai melhorar a prática profissional, e, consequentemente, o atendimento prestado à população”, explica.
Já está sendo estudada também uma ferramenta técnica para viabilizar o acesso dos alunos através das bibliotecas das instituições de ensino. Atualmente, o portal está disponível para 14 profissões de saúde regulamentadas no País - biologia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia e terapia ocupacional, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia e serviço social -, e conta com conteúdos científicos e publicações sistematicamente revisadas com protocolos clínicos baseados em evidências, abrangendo documentos escritos, fotos, vídeos e outras ferramentas, como calculadoras médicas e de análise estatística.
Inicialmente, estão sendo ofertadas sete bases indicadas por pesquisadores e docentes de universidades públicas do País: Rebrats, Embase, ProQuest Hospital Collection, Atheneu livros Virtuais, Micromedex, Dynamed, Best Practive – British Medical Journal (BMJ).

Acesso às publicações
O acesso dos profissionais de saúde ao conteúdo científico do Portal Saúde Baseada em Evidências foi lançado no dia 29 de maio deste ano, através de parceria entre o Ministério da Saúde, Ministério da Educação (MEC) e Capes.
Na ocasião, foram disponibilizados para consulta mais de 31 mil periódicos completos e mais de 200 mil trabalhos acadêmicos digitalizados, entre dissertações de mestrado e teses de doutorado.
De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o objetivo é melhorar a eficiência do trabalho dos médicos no País, além de apostar nos profissionais e gestores que já atuam na área para que tenham informações mais atualizadas e possam tomar decisões mais corretas.
“O portal ajuda os profissionais a tratarem as pessoas em um tempo mais adequado. Um dos grandes problemas hoje é o tempo de demora, de espera para fechar um diagnóstico, para resolver o tratamento. Com esse portal, lá na ponta, o profissional de saúde, onde estiver, vai poder checar o diagnóstico, qual é a melhor forma de fazer o diagnóstico”, disse o ministro.
Foram investidos R$ 10 milhões para a criação do portal e a compra do acervo digital de sete bancos de dados. O acesso ao portal será feito com o número do registro profissional (CRM) e uma senha. A expectativa é cadastrar 1,8 milhões de profissionais de saúde do País.
O objetivo da medicina baseada em evidências é oferecer ao médico e profissionais de saúde subsídio de estudos e práticas anteriores para auxiliar na tomada de decisão.

Congresso Brasileiro de Educação Médica
O anúncio foi feito por Mozart Sales durante o 50º Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem), realizado este fim de semana em São Paulo. O evento contou com demonstrações sobre o funcionamento do Portal Saúde Baseada em Evidências e disponibilização de senhas de teste para exploração do conteúdo.
“Escolhemos o Congresso Brasileiro de Educação Médica para divulgação do portal, pois se trata de um evento que conta com ampla participação daqueles que buscam a formação na área de saúde. A partir daqui, saberemos qual é a reação do estudante frente a essa nova ferramenta”, esclarece o secretário.
Foram debatidos temas como, as estratégias de formação associadas a provimento de médicos, a qualidade da avaliação da educação superior, os processos de credenciamento de programas de residência médica, a revalidação de diplomas, e os processos de educação permanente.
O congresso também teve como finalidade comemorar os 100 anos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, além dos aniversários de 50 anos da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e da Federação Pan-americana de Faculdades e Escolas de Medicina.

Aberta seleção de métodos alternativos para uso de animais em pesquisas



15/10/2012 14:45 - Portal Brasil
Estão previstos recursos no valor de R$ 1,1 milhão para propostas voltadas para o financiamento de pesquisas e desenvolvimento e validação de modelo de pele humana na forma de kits para testes de segurança e eficácia

Em busca de encontrar soluções em pesquisas sem a experiência ou uso de animais, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está selecionando propostas até a quinta-feira (18) para estruturação da Rede Nacional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais em Pesquisas (Renama). 
Divulgação / Universidade Federal do Pará
Para criar alternativas de substituição de animais em pesquisas, os participantes devem encaminhar os projetos pelo site do CNPq
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De acordo com o presidente da Federação Latino-Americana de Biofísica, Marcelo Morales, a criação e o fortalecimento do Renama são fundamentais para o avanço da substituição de animais em pesquisas, quando houver comprovação científica da eficácia do método alternativo.
“Neste momento, o Brasil dá os primeiros passos na proliferação desses métodos, mas ainda há uma necessidade muito grande dos animais para a ciência. Só vamos conseguir substituir em alguns casos. Ainda é desta forma - com uso dos animais- que vamos conseguir fazer novas metodologias para a produção de medicamentos e de vacinas não só para uso de seres humanos, mas também dos próprios animais”, explicou.
A legislação brasileira exige que todas as instituições em que são feitas pesquisas com o uso de animais tenham uma comissão de bioética responsável por garantir que não lhes seja causado sofrimento.
A representante no Brasil da organização Worldwide Events to End Animal Cruelty (Weeac), que defende o fim da crueldade contra animais, Patrícia El-Moor, vê com otimismo a iniciativa do governo brasileiro. Embora reconheça que a criação do Renama cause desconfiança entre ativistas que exigem uma resposta mais rápida e definitiva às suas demandas, ela acredita que a rede vai contribuir, de fato, para incentivar pesquisas de métodos substitutivos.

Renama
A Renama foi criada em junho deste ano, no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o objetivo de atuar no desenvolvimento, na validação e na certificação de tecnologias e de métodos alternativos ao uso de animais para os testes de segurança e de eficácia de medicamentos e cosméticos. Outra atribuição da rede é promover maior integração de trabalhos e estudos colaborativos de grupos que atuam nessa área.

Edital de participação
Estão previstos recursos no valor de R$ 1,1 milhão para propostas voltadas para as linhas temáticas: financiamento de pesquisas para implementação em laboratórios, desenvolvimento e validação de modelo de pele humana na forma de kits para testes de segurança e eficácia, e métodos alternativos ao uso de animais.
Podem participar da seleção instituições de ensino superior, públicas ou privadas sem fins lucrativos; institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados sem fins lucrativos; ou empresas públicas que executem atividades de pesquisa em ciência, tecnologia ou inovação.
As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq pela internet, companhadas de arquivo contendo o projeto. A chamada e o regulamento podem ser conferidos no site da instituição.

Método alternativo existente 
Morales, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), citou o exemplo de um método certificado internacionalmente para substituir os animais em testes de irritabilidade de pele. Esses kits, com estruturas celulares produzidas em cultura, são comercializados, mas o curto prazo de validade prejudica a importação pelo Brasil.
“O Brasil ainda não usa esse kit porque não conseguimos importar e usar durante o período de validade, que é apenas sete dias. Depois de ser enviado e passar por todos os trâmites da alfândega, o prazo já foi ultrapassado. É muito importante que tenhamos uma rede nacional que faça pesquisa com esses métodos alternativos e nos permita substituir sempre que possível”, avaliou.

Lei tenta diminuir colisões entre aeronaves e animais



LEANDRO MARTINS
DE RIBEIRÃO PRETO
MOACYR LOPES JUNIOR
DE SÃO PAULO

Para tentar reduzir o risco de colisões entre aviões e animais, sobretudo aves, uma lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, publicada nesta quarta-feira (17), criou regras que incluem áreas de proteção no entorno de aeroportos e até o abate de espécimes.
Batidas entre aviões e aves são cada vez mais comuns. De janeiro até a última terça-feira (16), segundo dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), foram reportados 1.301 colisões em todo o país --o que representa cerca de quatro casos por dia, em média.
Desde 1996, registros do tipo cresceram 1.050%, muito mais do que a frota aérea nacional, cuja evolução foi de 42% no mesmo período.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Urubu voa ao lado da pista do aeroporto de Guarulhos no momento em que aeronave se aproxima para pouso
Urubu voa ao lado da pista do aeroporto de Guarulhos no momento em que aeronave se aproxima para pouso
A lei publicada na terça prevê, em um raio de 20 quilômetros no entorno de aeroportos, a criação de áreas de segurança. A ocupação desses locais terá regras para normatizar atividades que possam atrair animais.
A lei também prevê o manejo da fauna, cujo plano depende de aprovação do Ibama, podendo envolver mudanças apenas no ambiente, para evitar a atração de bichos, ou ainda a captura e até o abate de espécimes.
O abate, no entanto, só deverá ocorrer quando as demais estratégias de manejo não forem suficientes.
Antes da lei, segundo o Ibama, uma instrução normativa publicada pelo órgão em 2005 já previa o abate em situações de risco aéreo.
Os casos de animais abatidos, no entanto, são mais raros, diz a assessoria do órgão federal.
Um deles ocorreu no aeroporto de Curitiba, onde lebres que causavam riscos ao tráfego de aviões no solo precisaram ser mortas depois que os demais métodos de manejo falharam, diz o Ibama.
A advogada Ana Maria Pinheiro, assessora jurídica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, diz que o abate deve ser a última opção.
"No caso dos urubus, seria no mínimo uma falta de bom senso permitir o abate sem antes remover os lixões perto dos aeroportos".
Editoria de Arte/Folhapress
RISCO REAL
Na aviação comercial brasileira não há registros de grandes acidentes causados por aves, mas elas representam um risco real ao voo.
Em maio deste ano, um voo da TAM que decolou de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) precisou retornar ao aeroporto Leite Lopes após atingir aves na subida.
Só neste ano, Ribeirão teve ao todo dez colisões como essa.
O SNEA (sindicato das empresas aeroviárias) calculou em ao menos US$ 1 milhão os prejuízos anuais causados no país devido ao problema.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Estudos veterinários contribuem para a saúde humana


Danielle Kiffer

 Divulgação
    
        Ovelhas no pasto: semelhança com humanos na 
          estrutura e regeneração óssea motiva pesquisa
A estrutura óssea dos ovinos e sua recuperação são muito parecidas com as dos humanos. Essa semelhança permite que se estude a eficácia dos implantes ósseos artificiais. Outro estudo analisa como se dá a infecção por Toxoplasma gondii em ovinos, em especial no processo de reprodução, assunto que tem sido pouco estudado nessa espécie. Esses dois exemplos mostram a diversidade de pesquisas que vêm sendo desenvolvidas na Unidade de Criação de Ovinos e o Laboratório de Pesquisa Animal da Fazenda Escola da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Cachoeiras de Macacu, que recentemente recebeu recursos do edital de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (DCTR), da FAPERJ. Cada um desses trabalhos contribuem tanto para a medicina quanto para a veterinária.
Vinculada ao Programa de Pós-Graduação de Clínica e Reprodução Animal da UFF, sob a coordenação da professora e Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ, Ana Maria Reis Ferreira, a unidade pôde ampliar seus projetos. "Um dos pontos mais interessantes do trabalho é o aspecto multidisciplinar do laboratório, o que permite maior amplitude de informações para os estudantes de graduação e pós-graduação, além de parcerias com outras universidades, como a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf)", Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica a coordenadora.
Ela dá como exemplo a pesquisa pré-clínica sobre biomateriais, em que o doutorando Gustavo Almeida Gonçalves, orientado por ela, vem analisando a eficácia de implantes ósseos artificiais. "Foi desenvolvida no laboratório do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), um tipo de biocerâmica sintética, como alternativa aos materiais anteriormente empregados, com origem em ossos de bovinos. Para testar a biocompatibilidade do novo material, temos realizado enxertos nos ossos de ovelhas. Nosso objetivo é chegar a um material ideal para o reparo de perdas ósseas, resultantes de acidentes ou doenças, como osteosarcoma, por exemplo", explica.
Gustavo conta que a escolha das ovelhas como modelo animal para o procedimento não foi por acaso. "Até pouco tempo, esses estudos eram realizados em roedores ou coelhos. Mas como os trabalhos têm comprovado que os ovinos têm características mais similares às dos humanos, no que diz respeito à estrutura óssea e articular, a optamos pela ovelha como modelo animal", conta. Segundo o doutorando, a similaridade está no desenho da estrutura óssea das ovelhas, que utilizam o esqueleto para sustentação e locomoção da mesma forma que nós usamos. Depois dos testes, pudemos ver que o tempo de recuperação óssea também é bastante semelhante ao nosso", completa.
Nos testes, o enxerto foi aplicado numa perfuração de cerca de um centímetro na tíbia do animal. Após 30 dias, analisou-se o material ósseo no local da perfuração e do enxerto para avaliar o reparo ósseo. "Isso nos permite avaliar como essa regeneração está acontecendo", diz Gustavo.
A análise do material recolhido foi feita com microscopia de campo claro, em que se utiliza microscópio comum, e por microscopia confocal de varredura a laser, que é uma espécie de tomografia do fragmento em análise, com reconstituição tridimensional da imagem em 3D. "Este tipo de reconstituição nos permite ver detalhes da reparação óssea", descreve o doutorando. O resultado da análise mostrou que o enxerto sintético foi bem-sucedido, estimulando a regeneração óssea de forma eficaz. "Além disso, o ovino se mostrou um ótimo modelo animal, com rápida recuperação cirúrgica", acrescenta.
 Divulgação
    
               Andressa colhe sangue de ovelha para
          averiguar se há contaminação por toxoplasma
Outro projeto, já realizado, avaliou a infecção de toxoplasmose nas ovelhas em exame diagnóstico de imuno-histoquímica, desenvolvido no mestrado de Andressa Ferreira da Silva, atualmente doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Clinica e Reprodução Animal. Tanto no mestrado quanto no doutorado, Andressa foi orientanda da professora Ana Maria e também bolsista do programa Mestrado Nota 10, da FAPERJ. A pesquisa, desenvolvida com recursos do edital de Apoio a Grupos Emergentes de Pesquisa (Pronem), foi publicada no ano de 2012, no periódico Veterinary Parasitology. “O  estudo teve como ponto de partida a alta incidência da doença no rebanho fluminense. Somente no estado do Rio, cerca de 50% dos animais estão contaminados. Isso representa um grande prejuízo para os criadores e um risco de infecção para quem se alimenta desta carne", diz Ana Maria.
Atualmente, a doutoranda está desenvolvendo o projeto de doutorado de duas formas: por  contaminação natural e contaminação artificial. Sob o título "Transmissão sexual natural e experimental de Toxoplasma gondii em ovinos diagnosticadas pelas técnicas de reprodução, molecular e imuno-histoquímica”, a pesquisa está sendo realizada em conjunto com pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).
Todos esses trabalhos puderam ser realizados também pela otimização e reestruturação da unidade, que agora conta com novos equipamentos, como balança de ovinos com capacidade de 300Kg,  freezer, raio X veterinário e microscópio com câmera de vídeo digital e software de análise digital de imagem com alta resolução de imagens de amostras de tecidos. Os recursos para essas melhorias vieram do edital de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (DCTR), da FAPERJ. "Todas as pesquisas desenvolvidas na unidade são avaliadas pela comissão de bioética da UFF e respeitam as normas do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal para a garantia do bem estar animal", conclui Ana Ferreira.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Una investigación en Brasil señala la utilidad diagnóstica de un nuevo antígeno recombinante de Leishmania


En España, un equipo hace la primera encuesta epidemiológica para la enfermedad en Lleida

Por Joaquín Ventura García
(Foto: Sxc.hu)
Acaban de aparecer dos publicaciones sobre Leishmania que pueden tener un gran interés para los veterinario clínicos: una a nivel internacional, con el descubrimiento del valor diagnóstico de un antígeno recombinante de Leishmania, y otra a nivel español, con la primera encuesta epidemiológica sobre distribución de leishmaniosis que se lleva a cabo en la provincia de Lleida.
Un equipo de investigadores del Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular de la Universidade Federal de Viçosa (Brasil) ha hecho público un estudio* en el que han analizado la utilidad diagnóstica para la leishmaniosis visceral canina de la ATP difosfohidrolasa (rLic-NTPDase-2), un antígeno recombinante de Leishmania.
Han clonado el dominio extracelular de la ATP difosfohidrolasa en pET21b-Escherichia coli y han detectado mediante ELISA el antígeno purificado rLic-NTPDase-2 utilizando una colección de sueros caninos estándar que contenía muestras de perros con leishmaniosis visceral, muestras negativas y muestras de perros infectados con Trypanosoma cruzi. Los resultados mostraron una sensibilidad del 100% (95% CI=92,60% a 100,0%) y especificidad también del 100% (95% CI=86,77% a 100,0%), con un alto grado de confianza (k=1). Los datos señalan que esta proteína recombinante se puede usar para diagnosticar leishmaniosis canina, así como humana utilizando pruebas de inmunocromatografía de flujo lateral.
Primera encuesta epidemiológica de leishmaniosis canina en la provincia de Lleida (España)
Sin dejar el tema del diagnóstico de leishmaniosis, pero pasando ahora al campo de las encuestas epidemiológicas, un equipo de la Universidad Autónoma de Barcelona (Facultad de Farmacia) y el Centro de Investigación en Salud Internacional de Barcelona (CRESIB) ha llevado a cabo la primera encuesta epidemiológica para esta enfermedad parasitaria en la provincia de Lleida (España).
Se sabe que la distribución de la leishmaniosis canina en España es heterogénea y no hay demasiados datos disponibles sobre su distribución en la zona norte del país. Por eso los autores de este estudio** llevaron a cabo una encuesta epidemiológica en la provincia de Lleida en la que participaron 32 veterinarios clínicos. La mayoría de los encuestados (78,1%) dicen haber observado un incremento en el número de casos de perros infectados y el 93,8% del total de entrevistados dicen haber visto casos.
Así mismo, se llevó a cabo un estudio de seroprevalencia en criaderos en la región del Pallars Sobirà, al norte de la provincia, donde se detectó recientemente el primer caso de leishmaniosis autóctona en la zona (ver noticia en PV Argos). Se utilizaron cuatro test serológicos (IFAT, ELISA, Western blot, ICF) y se consideró infectados a los animales positivos a dos de ellos al menos: el 33,1% lo fueron. Un análisis de los resultados demostró que el riesgo de estar infectado aumenta con la edad y disminuye si los perros viven en una zona urbana o periurbana.
*Souza RF, Santos YL, Vasconcellos RD, Borges-Pereira L, Caldas IS, Almeida MR, Bahia MT, Fietto JL. Recombinant Leishmania (Leishmania) infantum Ecto-Nucleoside Triphosphate Diphosphohydrolase NTPDase-2 as a New Antigen in Canine Visceral Leishmaniasis Diagnosis. Acta Trop. 2012 Sep 26. pii: S0001-706X(12)00316-6. doi: 10.1016/j.actatropica.2012.09.011.
**Ballart C, Alcover MM, Picado A, Nieto J, Castillejo S, Portús M, Gállego M. First survey on canine leishmaniasis in a non classical area of the disease in Spain (Lleida, Catalonia) based on a veterinary questionnaire and a cross-sectional study. Prev Vet Med. 2012 Sep 27. pii: S0167-5877(12)00294-2. doi: 10.1016/j.prevetmed.2012.09.003.