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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Inmetro reprova 60% das aves vendidas em supermercados

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) reprovou 60% das aves vendidas em supermercados durante uma blitz realizada pela instituição. A pesquisa foi realizada nos Estados do Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e em Brasília.
O objetivo dos fiscais era verificar se todos os frangos, chesters e perus tinham etiqueta com o peso, o que é obrigatório, e se é descontado o peso da embalagem que, na etiqueta, é chamado de tara. Os profissionais também deram dicas aos consumidores.
“Se, ao adquirir o produto, o consumidor tiver dúvida quanto ao peso, ele pode utilizar uma balança do próprio supermercado pra fazer a conferência”, explica o chefe do Serviço de Pré-Medidos do Inmetro de Brasília, Paulo Cesar Felipe.
“Na balança do ponto de venda, esse produto deve ter peso superior ao peso líquido da etiqueta, o que equivaleria ao peso líquido somado ao peso da embalagem”, diz a fiscal Vera Lucia Gonçalves.
Resultado da blitz nos supermercados
Dos 1.865 produtos verificados, 1.091 foram reprovados. Ou seja, quase 60% não apresentavam etiqueta de pesagem ou tinham o peso errado, muitas vezes, sem o desconto da embalagem.
No Rio de Janeiro, 56,3% dos chesters e 35% dos perus foram reprovados. Os fiscais não encontraram frangos nos postos de venda, por isso eles não foram avaliados.
O mesmo aconteceu no Amazonas, onde 13,2% dos chesters e 17,8% dos perus avaliados foram reprovados.“Nós tivemos oito amostras fora do tolerado”, aponta a fiscal.
Em Brasília, foram reprovados 14,3% dos chesters, 89,4% dos frangos e 17,9% dos perus.
No Rio Grande do Sul, 21,6% dos chesters, 28,7% dos frangos e 7,7% dos perus foram reprovados. “Deveriam estar pesados e não estão”, diz a fiscal.
Em São Paulo, a reprovação atingiu 46,6% dos chesters e 52,3% dos frangos. Nenhum peru checado em São Paulo apresentou problema.
Por fim, Sergipe: 57,7% dos chesters, todos os frangos e 69,5% dos perus foram reprovados.
Os supermercados com produtos reprovados foram multados, mas têm direito de contestar a autuação. Em outro teste recente, o Inmetro analisou 19 marcas de peito de frango congelado para verificar se a quantidade de água presente ultrapassava o limite permitido pela lei. Nessa avaliação, o resultado foi bem melhor: nenhuma marca desobedeceu ao limite.
Fonte: Avicultura Industrial (acessado em 20/12/10)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Brasil é alvo de programa americano de exportação


O Brasil é um dos mercados prioritários dos Estados Unidos dentro do pacote detalhado ontem pelo governo Barack Obama que visa dobrar as exportações em cinco anos. Com isso, o Brasil receberá atenção especial dos americanos para receber financiamentos, nas negociações para a abertura de mercados e nos esforços de promoção comercial.
O Brasil é citado 25 vezes no relatório de 74 páginas entregue a Obama por técnicos que trabalham no esforço para fazer com que as exportações americanas, que em 2009 somaram US$ 1,57 trilhão, cheguem a US$ 3,14 trilhões em 2015. Só a China, com 34 menções, é mais lembrada no relatório do que o Brasil.
Em janeiro, no discurso que os presidentes americanos fazem à nação, Obama lançou o ambicioso projeto de duplicar as exportações dos Estados Unidos, como forma de criar novos empregos e reduzir os altos déficits comerciais do país, que são apontados como uma das causas da atual crise econômica. A ideia é que a economia fique um pouco menos dependente de seu próprio consumo doméstico e que a demanda externa seja uma das locomotivas do crescimento.
Ontem, em reunião com exportadores, Obama disse que já há progressos. "Estamos muito satisfeitos de ver que as exportações cresceram 18% em relação ao ano passado", disse Obama. "As exportações de manufaturados subiram 20%." Nos últimos meses, porém, as exportações perderam fôlego.
Além disso, apesar da alta das exportações, o déficit externo americano voltou a subir mais recentemente, em virtude da expansão ainda mais vigorosa das importações. Estatísticas oficiais divulgadas ontem mostram que o déficit em conta corrente, que inclui as principais transações comerciais e de serviços com o exterior, cresceu 13% do primeiro para o segundo trimestre, chegando a US$ 123,3 bilhões. As exportações cresceram 3,6% no período, mas as importações tiveram expansão de 6,3%, puxadas sobretudo por bens de consumo duráveis como carros e computadores.
Analistas dizem que será difícil atingir a meta de dobrar as exportações em cinco anos. Para isso, as vendas externas teriam de crescer cerca de 15% ao ano, sendo que não se espera uma forte demanda mundial nos próximos anos.
Uma das formas para aumentar as exportações, afirma o relatório, é a China, a Alemanha e o Japão aumentarem suas importações. "A China precisa se mover muito mais rápido para permitir que as forças de mercado corrijam a subvalorização do yuan", diz o texto. Da Alemanha e o Japão, os Estados Unidos cobram medidas para ampliar o consumo e investimento nesses países, como estímulos fiscais.
Sobre o Brasil, o relatório faz referência ao forte crescimento do País, que cria oportunidades de exportação. "O Departamento do Comércio identificou os países cujo crescimento deverá aumentar substancialmente nos próximos 12 meses (Brasil, India e China) para direcionar a eles as suas missões comerciais", afirma do relatório. No texto, também é apontado um segundo grupo de economias emergentes dinâmicas que merecem atenção especial, incluindo economias como Colômbia, Africa do Sul, Turquia e Vietnã.
O Brasil se tornou prioridade, diz o relatório, do banco que financia exportações de empresas americanas, o Eximbank, ao lado de outras oito economias, como o México, a Índia e a Nigéria. Na exportação de serviços, o foco são os turistas brasileiros que visitam os Estados Unidos. Uma da propostas é facilitar o acesso para que brasileiros entrem com pedidos de vistos nos consulados americanos.
Leia o relatório sobre exportação no site www.commerce.gov
Valor Econômico