Mostrando postagens com marcador Universidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Universidades. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Governo libera contratação de professor sem concurso em federal


O governo federal poderá preencher vagas em novas universidades e escolas técnicas sem a necessidade de promover concursos públicos para a contratação de professores efetivos.

Medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff coloca a expansão das instituições de ensino federais, uma das principais promessas da presidente, na categoria de "excepcional interesse público".

Com isso, fica liberada a contratação de professores temporários, que gozam de regime trabalhista mais precário, para preencher vagas nessas instituições. A MP é editada justamente no momento em que o governo se prepara para cortar R$ 50 bilhões do Orçamento.

O limite de vagas de temporários nas federais ainda será definido. Na prática, a MP vale só para novas universidades ou novos campi. No caso de professores efetivos que entram em licença, por exemplo, já existe a figura do professor substituto, que é outro tipo de professor temporário. Agora, com a MP, vagas "virgens" também podem ser ocupadas por temporários.

Além de salários menores (o pagamento é feito por horas trabalhadas), esses professores não têm direito a férias, nem acesso ao plano de carreira que profissionais efetivos desfrutam.

Em discursos e entrevistas, Dilma costuma reforçar sua preocupação com a "valorização dos professores".

De acordo com o texto da MP encaminhada na segunda-feira ao Congresso, a contratação desses profissionais temporários deve respeitar o prazo de um ano, prorrogável por igual período.

O texto não deixa claro, porém, se a vaga temporária poderá ser preenchida por outro professor, também em caráter temporário, após o fim do prazo máximo de dois anos. A MP afirma só que "as contratações serão feitas por tempo determinado".

O Ministério da Educação nega que exista a possibilidade de a vaga ser perpetuada como "temporária". Segundo o MEC, depois dos dois anos, ou mesmo antes disso, haverá contratação, via concurso, de professor efetivo.

A política de contratação de professores temporários, em detrimento de concursos, é alvo de críticas por parte de sindicatos dos docentes, por conta da precariedade da relação trabalhista.

Concurso em segundo plano

Como funciona hoje - Não há previsão de contratação temporária de professores para suprir vagas abertas com a criação de novas universidades ou com a abertura de novos campi nas instituições que já funcionam. O que existe é a previsão para contratação de professores substitutos, que devem cobrir exonerações, aposentadorias, falecimentos ou licenças. Além disso, pela lei atual, o percentual desses professores substitutos não pode passar 10% do total do quadro docente de uma universidade

Como ficará - As contratações temporárias para "suprir demandas decorrentes da expansão das instituições federais de ensino" passam a ser permitidas, por prazo máximo de dois anos. Ou seja, o governo fica dispensado de abrir concurso público e pode fazer a contratação temporária para novas vagas em universidades. Em relação aos professores substitutos, fica estabelecido um limite de 20% do total de professores efetivos da instituição. Fonte: MP nº 525, de 14 de fev. de 2011, e Lei 8.745/1993
(Folha de São Paulo)

Fonte indireta: Jornal da Ciência

sábado, 25 de setembro de 2010

Ranking das Universidades - 2010



Atualmente existem numerosos rankings mundiais de universidades. Já divulgamos uma extensa lista deles no post Rankings de universidades. Há pouco, o colega Emilio Silva, enviou-me artigo sobre a divulgação do ranking do The Times Higher Education (THE), veja as 20 primeiras na figura acima.
Esta é a sétima edição deste ranking e houve mudanças significativas de fonte e de metodologia, o que resulta, também, em mudanças de alguns postos. Agora o THE usa os dados da Thomson Reuters e consulta a 50 consultores de 15 diferentes países e não são modestos: “We believe we have created the gold standard in international university performance comparisons.” Eu não teria tanta confiança, o ranking “The Academic Ranking of World Universities (ARWU)” publicado pela Graduate School of Education, Shanghai Jiao Tong University (GSE-SJTU) tem recebido muito mais atenção.
De todo modo, o THE considera 13 indicadores de performance em cinco categorias:
  • Teaching — the learning environment (worth 30 per cent of the overall ranking score)
  • Research — volume, income and reputation (worth 30 per cent)
  • Citations — research influence (worth 32.5 per cent)
  • Industry income — innovation (worth 2.5 per cent)
  • International mix — staff and students (worth 5 per cent).
No Times Higher Education aparece um artigo de análise dos dados obtidos pela América Latina The goals will come, que indica os problemas da região:
“The main contenders are the continent’s great public universities such as the University of Buenos Aires. These are, however, saddled with cumbersome, bureaucratic and sometimes politicised governance structures. They rely mainly on part-time faculty – and part-timers can never be the basis of a research university. They are also under-funded and most are unable to charge tuition fees to their students.”
e apresenta um tom positivo para o Brasil:
But Brazil looks likely to score some big successes soon.
Indeed, the University of São Paulo was very close to making it into the table of the top 200 institutions for 2010-11 …. the State University of Campinas and São Paulo State University are also sitting just outside the top 200.
Ao falar da USP, chama a atenção que ela forma mais PhDs que qualquer universidade americana, mas que tem problemas sérios com as modalidades de contratação de pessoal e sua pouca inserção internacional (apenas 3% dos doutorandos são de fora do Brasil). A análise continua em vários outros aspectos, inclusive de produção científica e investimento (aqui).
Há uma reportagem atual sobre o tema no portal Exame: As melhores universidades em produção científica considerando o GSE-SJTU. Seis universidades brasileiras aparecem entre as 500 melhores: USP; UNICAMP; UFMG, UFRJ e UNESP empatadas e UFRGS.
Para ter uma idéia da variação das classificações

Universidade
SJTU
Webometrics
USP
101
122
UNICAMP
201
239
UFMG
301
470
UFRJ
301
386
UNESP
301
801
UFRGS
401
243
UFBA
Não aparece
868