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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Exportações do agronegócio perderam atratividade em 2010





Exportações do agronegócio perderam atratividade em 2010
07/02/11 - 18:10 
De 2009 para 2010, o preço médio em Real das exportações (Índice de Atratividade-Agro/Cepea) do agronegócio caiu 7%, mesmo com a valorização média de 11,7% em dólar dos produtos no mercado internacional. O problema esteve com a taxa de câmbio efetiva real do agronegócio, que valorizou 16%. Em volume, o aumento foi de 7,23% na comparação de 2010 com 2009, conforme os Índices de Exportação do Agronegócio calculados pelo Cepea, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP.

No ano, os únicos produtos com atratividade em expansão, no comparativo com 2009, foram: açúcar (13,36%), papel e celulose (10,43%), álcool (7,74%), carne suína (4,71%), carne bovina (2,66%) e café (1,85%). Todos os demais tiveram perda de atratividade, com destaque para farelo de soja (-37,46%), soja em grãos (-18,59%) e madeira e mobiliário (-12,71%). As frutas, óleo de soja, suco de laranja e a carne de frango apresentaram retração entre 6% e 10% (veja Figura 6 do arquivo anexo). 

Quanto aos destinos das exportações brasileiras do agronegócio, o Cepea aponta que a União Européia, EUA e China continuam aparecendo como os principais, com a diferença de que a pauta de produtos exportados para a UE e para os EUA é muito mais diversificada; já as compras da China no agronegócio brasileiro são concentradas - em torno de 90% - nos produtos do complexo da soja.

Dos produtos exportados, os do complexo sucroalcooleiro, do complexo soja e as carnes aparecem na dianteira em termos de receita. Em 2010, o açúcar foi o produto de maior destaque, com crescimento de quase 17% do volume e de 36% dos preços em dólar – comparações sobre as médias de 2009. 

Na avaliação dos pesquisadores responsáveis por esses índices, desde o início de 2010, o agronegócio nacional parece ter superado a crise, apesar da forte valorização cambial que tem prejudicado o faturamento em Reais do setor. Para o início do ano de 2011, avaliam, espera-se uma pequena redução nas quantidades exportadas, já que os principais produtos exportados encontram-se em fase de entressafra. "Contudo, pode ocorrer um aumento ainda maior para os preços em dólar, já que a demanda pelos produtos brasileiros segue aquecida", comenta o professor Geraldo Barros, coordenador do Cepea. Segundo ele, fatores que apontam para a manutenção dos preços em níveis altos são: do lado da demanda, o forte crescimento dos países em desenvolvimento e dados positivos sobre a atividade econômica dos países desenvolvidos; do lado da oferta, eventos climáticos podem trazer redução do volume a ser colhido na próxima safra em vários países considerados como importantes exportadores de produtos agrícolas. 

Confira detalhes no texto assinado pelo professor Dr. Geraldo Barros e pela pesquisadora Dra. Andréia Adami. 

As informações são da assessoria de imprensa do Cepea.

Agrolink

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Agronegócio brasileiro exportou US$ 70,3 bilhões em 11 meses

28/12 

PanoramaBasil - Nos primeiros onze meses deste ano, as vendas externas do agronegócio brasileiro renderam US$ 70,3 bilhões. O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Célio Porto acredita que as exportações possam alcançar US$ 76 bilhões, e, em 2011, US$ 80 bilhões. "O resultado de 2010 recupera a trajetória de crescimento das exportações e o de 2011 vai depender da continuidade de demanda crescente por alimentos, preços altos e boa colheita", esclarece Porto.

Em termos de valores, o destaque das exportações de janeiro a novembro de 2010 foi o milho, que passou de US$ 1 milhão para US$ 1,7 milhão, em relação ao mesmo período do ano passado. Em segundo lugar no crescimento percentual, mas em primeiro no aumento do valor exportado, ficaram as vendas de açúcar, com aumento de 57,6% em 2010.

Um produto que voltou a ter exportações significativas em 2010 foi o milho. O secretário esclarece que, nos últimos anos, a China era exportadora de milho, mas, em 2010, se tornou importadora. A tendência é de que essa situação se acentue, já que, para produzir mais carne, os chineses terão de comprar mais milho para alimentação animal. Também há expectativa de recuperação da produção de carne bovina, o que favorecerá tanto o atendimento do mercado interno quanto o do externo.

Também houve crescimento expressivo das exportações de carnes. "Somos o maior exportador mundial de carne de frango e a expectativa é que, em 2011, nos tornemos o segundo maior produtor", informa Porto. Hoje, o primeiro lugar está com os EUA, seguidos da China.

Entre os fatos de destaque para o agronegócio exportador em 2010, o secretário cita a posse dois oito adidos agrícolas em postos estratégicos no exterior: Bruxelas (Bélgica), Buenos Aires (Argentina), Genebra (Suíça), Moscou (Rússia), Pequim (China), Pretória (África do Sul), Tóquio (Japão) e Washington (EUA). A presença desses profissionais ajuda a diplomacia brasileira a melhorar o diálogo com as áreas técnicas locais, principalmente no que se relaciona ao acesso a mercados.

O secretário citou também a conclusão do painel do algodão contra os Estados Unidos, em que os americanos aceitaram pagar ao Brasil uma indenização recorde no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), de US$ 147 milhões por ano, por ainda não terem mudado as políticas condenadas pela OMC. "Isso derivou na criação do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), que vai gerir os recursos da indenização americana", completa Porto.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Rossi: Agronegócio pode fechar o ano com superávit superior a US$ 60 bilhões



Apesar do dólar fraco, o agronegócio brasileiro deverá fechar o ano com superávit superior a U$ 60 bilhões. O número foi apresentado hoje em Curitiba pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi. O setor é responsável por quase metade das exportações brasileiras. "Ano passado, essa participação chegou aos 42% e este ano será ainda maior, gerando um superávit extraordinário. Devemos chegar ao fim do ano com US$ 72 bilhões de exportações provenientes do agronegócio. E vamos importar apenas algo em torno de US$ 12 a US$ 14 bilhões", disse o ministro à Agência Brasil.



Segundo ele, o Brasil está aproveitando bem este momento de ampliação do consumo de alimentos em todo o mundo. "O Brasil é hoje o grande fornecedor de proteínas, tanto de origem animal como vegetal, e pode aproveitar o momento para expandir ainda mais sua atividade agropecuária. Já exportamos alimentos para 215 países e somos os maiores exportadores de vários produtos, além dos tracionais café, açúcar e suco de laranja. Estamos nos destacando nas exportações de carne bovina, suína e de aves e já ocupamos a condição de maiores exportadores do complexo soja".

O ministro reconhece a existência de gargalos no agronegócio brasileiro, mas lembrou que não se fala mais nisso como Custo Brasil. "Estamos ganhando a competição no mundo inteiro. Existem realmente áreas que devem ser melhoradas, mas já estão previstas no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], com investimentos significativos, suficientes para incorporar novos modais no transporte de safras , substituindo, por exemplo, o transporte rodoviário por ferrovias e portos".

O ministro Wagner Rossi foi a Curitiba participar da abertura do Fórum Sementes de um Novo Brasil, promovido pela empresa multinacionalSyngenta, uma das maiores produtoras mundias de sementes e defensivos agrícolas. A empresa também é uma das líderes em pesquisa e desenvolvimento no setor de biotecnologia agrícola.

FONTE

Lúcia Nórcio - Repórter
Vinicius Doria - Edição