sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A grande política da bovinocultura de corte brasileira

Por: celso de almeida gaudencio

A bovinocultura de corte brasileira sempre soube acompanhar o crescimento da demanda de carne no mercado interno. Tenta também exportar, embora sofrendo embargos comerciais a todo o momento. Nem sempre, ao atender o mercado, obtém lucro em função da oferta excessiva denominada de ciclo pecuário, entretanto nunca houve falta de bois para abate.

A grande política consiste então em ajustar a oferta, evitando a super-oferta em determinados momentos do ciclo da pecuária de corte, para que alcance viabilidade econômica suficiente para investir em qualidade do plantel e dos pastos.

A grande política consiste também em centrar esforços na melhoria do plantel visando a diminuição da idade de abate, evitando que ocorram prejuízos de tempo em tempo no ciclo do boi. De nada adianta usar da pecuária intensiva na melhoria produtiva se, em dado momento, o aumento da oferta abarrota o mercado de bois.

A grande política deve prever simbolicamente que, para cada dez mil reais em faturamento, devem ser reservados R$ 500,00 (quinhentos reais) para a compra de fertilizantes para a pastagem; já que o ambiente produtivo das pastagens está ou em solos ácidos e/ou com limitações químicas no solo.

As reservas florestais exigidas por lei reduzem o quantitativo bovino com qualidade natural a pasto. Aliás, o grande trunfo comercial brasileiro. Essa diminuição deve ser observada no planejamento, quando situado no Domínio de Florestas e Campos Meridionais, entre 20% a 50% da área total de produção de carne. Qualquer compromisso assumido, no chamado sustentável, pode diminuir o correspondente no renovável, os pastos. Não será exagero dizer que a queda pontual média do plantel atinja 30% no referido domínio ecológico. Naturalmente, há muito tempo, muitos já têm definidas tais áreas florestadas; daí então o impacto parece ser menor, amortizado no tempo.

Mas, em todos os casos, se deve considerar, nos custos da produção, a fração da terra reservada para florestas como se fosse uma área arrendadas para pecuária.

Na verdade deve-se engrossar os itens de custos para se fazer frente à diminuição da oportunidade produtiva. Quando estabelecer o valor da carne bovina, o produtor deve adicionar esse montante destinado à preservação florestal.

Diante dessa análise, a intensificação produtiva no cocho é uma saída que muitos propõem. Mas quando a mesma transpõe o uso de resíduos e subprodutos agrícolas, a área ocupada para produção de grãos, a necessidades de parque de máquinas e os insumos, inclusive os importados, precisam ser contabilizados na produção. Há que ser considerado o preço de mercado, a comparação com a produção de outras proteínas animais e a localização logística. Deve-se também avaliar a necessidade de grãos para produzir determinada unidade de proteína animal, o acréscimo de área de grãos, o tempo, o custo total e o valor do produto.

As áreas promovidas há muito tempo pelo Estado na ocupação e conquista territorial por projeto consolidado de colonização ou de aumento subsidiado da fronteira agrícola, caso ocorram penalidades, para contrapor, devem ser previstas na Grande Política, como instrumentos de defesa e diminuição de plantel, guardadas as liberdades individuais, até que as ameaças cessem.

Dessa forma, passa a ser delineada a Grande Política da Bovinocultura de Corte Brasileira, diante das incertezas vindas de fora da porteira. É claro que muitos não vão entender esse intento, e a Grande Política redundará em fracasso.

No terceiro quadrimestre de 2011, a oferta de bois para abate atendeu plenamente a demanda, inclusive refluindo os preços de mercado no fim do mesmo. Dessa forma, não existem evidências da necessidade de aumentar a oferta de animais para atender a demanda, tanto internamente como na exportada. Mas, diante da corrente contraria à pecuária a pasto, deve-se cuidar melhor do ambiente produtivo, sem aumentar o plantel bovino. Isso parece ser uma boa norma e, como já foi exposto anteriormente, deve ser usada para estabelecer a Grande Política da Bovinocultura de Corte Brasileira.

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/espaco-aberto/a-grande-politica-da-bovinocultura-de-corte-brasileira/

A lenta reforma do Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura ainda patina desde a posse do ministro Mendes Ribeiro, em agosto do ano passado. Ao assumir o cargo, Mendes prometeu uma reformulação para “enxugar” e “dar gestão” à Pasta, extinguindo secretarias e mudando a estrutura deixada pelo antecessor Wagner Rossi. As iniciativas, porém, não têm saído na mesma velocidade prometida pelo ministro.

Alguns desses problemas prejudicam a rapidez de ação do ministério. O embargo da Rússia à compra de carnes brasileiras, iniciado em junho de 2011, ainda não foi resolvido. A barreira foi colocada em segundo plano pelo ministério, já que os exportadores abriram novos mercados para as carnes e reduziram a dependência de Moscou. Uma fonte que acompanha as negociações disse que a dificuldade em resolver o problema esbarra em questões políticas e comerciais. Mas o prejuízo é evidente. A Rússia encolheu de 5,9% para 2,4% sua fatia nas exportações do agronegócio brasileiro em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2011. A queda se deve, principalmente, ao embargo.

Além disso, a febre aftosa voltou a rondar o país após a descoberta de um foco no Paraguai, e a vigilância do governo tem se mostrado frágil. Em 27 de janeiro, o ministério teve que sacrificar, em Boa Vista (MS), 266 animais suspeitos de entrar clandestinamente em Mato Grosso do Sul via Paraguai. A lentidão nas respostas dos dois casos, do embargo e da aftosa, segundo uma fonte da pasta, deriva de uma briga política entre o secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, e o diretor de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Luiz Carlos de Oliveira.

A crise gerada pela seca no Sul ainda não recebeu uma resposta enfática. Por enquanto, foram anunciados apenas pequenos repasses de dinheiro para a perfuração de poços artesianos e compra de equipamentos, além da promessa da avaliação das perdas para cobertura de seguros agrícolas.

Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/a-lenta-reforma-do-ministerio-da-agricultura/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

MAPA licencia seis antígenos para diagnóstico aviário

Campinas, 9 de Fevereiro de 2012 - O Diário Oficial da União de 6 de fevereiro publicou em Licenciamento de Produtos Veterinários a aprovação, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de seis antígenos (descritos no quadro abaixo), produzidos internamente pelo Laudo Laboratório Avícola (Uberlândia, MG). Como a produção e a disponibilidade interna de produtos voltados para o diagnóstico de doenças em aves para a avicultura têm sido, há tempos, problemática, o significado desta aprovação vai além. A questão é fundamental para a avaliação do status sanitário do plantel avícola: como chegar a um diagnóstico se não há antígenos para realizá-lo?
A aprovação é importante para o setor avícola, que se queixava do desabastecimento de parte desses produtos, essenciais para o diagnóstico de doenças avícolas, desde que um dos principais fornecedores do mercado brasileiro suspendeu as importações de antígenos.
Para Edison Rossi, sócio proprietário do Laudo Laboratório, a falta de antígenos no mercado deve-se, entre outros fatores, a um processo de produção caracterizado como “artesanal” e que, por isso, não se encaixa na rotina de grandes empresas.
Cita a propósito, que o Laudo – em sua essência, um laboratório de diagnóstico – já vinha produzindo seus próprios antígenos. O “know-how” acumulado a partir daí levou a empresa a decidir-se por produzi-los comercialmente. Mas, para isso, foram necessários três anos de investimento, período no qual o Laudo construiu e equipou duas novas instalações (área total de 1.000 m²), que atendem às exigências para produção e armazenagem desse tipo de insumo e que podem servir também para produção de vacinas.
Rossi também explica que os três primeiros produtos descritos no quadro são utilizados como testes de triagem, enquanto os demais têm por finalidade confirmar ou não as reações encontradas nos testes de triagem. Já os três últimos também são novidade no mercado, uma vez que serão comercializados pela primeira vez.

http://www.avisite.com.br/noticias/default.asp?codnoticia=12908

Diagnóstico de encefalomielite aviária pela metodologia Elisa

Belo Horizonte, MG, 9 de Fevereiro de 2012 - A Encefalomielite Aviária (EA) é causada por um picornavírus pequeno que contém RNA. Eles estão entre os menores vírus conhecidos e pertencem a um ramo de picornavírus conhecidos como enterovírus. Os vírus da EA não têm invólucro. Uma vez que a maioria dos desinfetantes comuns agem destruindo o invólucro viral, o vírus da EA torna-se resistente aos desinfetantes comuns, bem como aos ácidos, clorofórmio e calor. Seu reduzido tamanho auxilia-o também a resistir à desinfecção.
Todos os vírus da EA são de um só sorotipo. Entretanto cepas diferentes variam em seu grau de patogenicidade. Todas as cepas de campo têm uma tendência a crescer nos tecidos dos intestinos (enterotrópicas). As cepas mais patogênicas são também neurotrópicas e causam sintomas associados à EA. Os vírus de vacinas comerciais são atenuados pela passagem em embriões. O vírus muda suas características se for passado muitas vezes em embriões dos ovos. Os vírus da EA que passaram pelos ovos muitas vezes tornam-se mais suaves se administrados oralmente às aves, porém mais patogênicos se administrados por injeção.

Curso da doença

O curso da EA nas aves depende da idade na qual a ave for infectada. O vírus é ingerido e se multiplica nos tecidos do intestino. À medida que multiplica-se, ele causa uma resposta imunológica. Por volta de três a quatro semanas de idade, a ave produz anticorpos e apresenta uma doença clínica. O vírus pode, porém, espalhar-se até o aparelho reprodutor da galinha, causando uma queda temporária na produção de ovos. O período de incubação, desde o momento da infecção até a queda na produção de ovos é de pelo menos onze dias em matrizes. O vírus da EA pode ser transmitido do intestino à cloaca, onde pode contaminar as cascas dos ovos e infectar os pintos quando estes estão sendo incubados.
Quando pintos com quatro semanas de idade são infectados, o vírus multiplica-se no intestino, mas as aves não estão ainda completamente desenvolvidas quanto à imunidade. Assim, as cepas patogênicas entram na corrente sangüínea e infectam o cérebro, causando sintomas neurológicos. O período de incubação, desde a infecção até o surgimento dos problemas neurológicos é de onze dias, a menos que as aves tenham sido infectadas ainda quando embriões. Neste caso o período de incubação varia de um a sete dias. As cepas de campo patogênicas não afetam nem matam o embrião. As aves jovens aumentam em muito o alastramento do vírus.

Aves infectadas pelo vírus da Encefalomielite Aviária apresentando paralisia e prostração

Não existem sinais clínicos patognomônicos da EA em aves adultas. Os plantéis de poedeiras geralmente apresentam uma queda na produção de ovos, mas pode ser apenas uma queda leve. Pode ocorrer ainda inchaço e azulamento dos olhos. Nas aves jovens (com menos de quatro semanas de vida), os sintomas clínicos começam com apatia e baixa atividade. Pintos afetados logo tornam-se descoordenados e apresentam dificuldades ao se mover. Ocorre também um tremor na cabeça e no pescoço, semelhantes a calafrios. Deve-se lembrar que as aves não tremem quando tem frio, mas sim eriçam as penas. Calafrios ou tremores são sinais de doença neurológica. As aves afetadas eventualmente tornam-se imóveis e 60 a 90% delas morrem.

Olho esquerdo apresentando opacidade (ave com EA) e olho direito normal

Diagnóstico de EA

De um modo geral, como conseqüência do moderno sistema de produção, as aves de produção industrial tornaram-se muito mais susceptíveis às doenças. Permanentemente, surgem novas doenças e síndromes devido à quebra no equilíbrio entre os hospedeiros, os agentes etiológicos e o ambiente das criações. Neste contexto, os problemas da sanidade dos plantéis devem ser rapidamente identificados, controlados e superados a fim de se evitar conseqüências devastadoras para a granja ou mesmo a região afetada.
O monitoramento sorológico de lotes de aves é uma importante ferramenta que deve sempre ser usada. O monitoramento auxilia na detecção de desafios, falhas nas vacinações e diagnóstico de doenças.
A metodologia ELISA pode ser usada para mensurar os títulos de anticorpos contra a Encefalomielite Aviária. O kit ELISA para EA é rápido e apresenta boa especificidade e sensibilidade.

O monitoramento pode ser feito:

• Monitoramento de anticorpos maternos (20 a 25 soros de pintos de 1 a 3 dias de idade).
• Avaliação das vacinações (é recomendado a coleta de 20 a 25 soros de aves antes da vacinação e 14 a 18 dias pós vacinação mais 20 a 25 soros).
• No caso de suspeita de doença clínica podem ser enviados soros para sorologia junto com tecidos com alterações macroscópicas (no caso de suspeita de EA enviar SNC, moela, pâncreas e proventrículo) encontradas na necropsia para histopatologia para fechamento de diagnóstico.


http://www.avisite.com.br/clipping/maisnot.asp?codnoticia=18233&codCategoria=&Mes=2&Ano=2012&utm_source=informativo&utm_medium=diario&utm_campaign=email

Emater-RO orienta agricultores no curtimento de peles de ovinos

08/02/2012
Técnicas simples e baratas de curtimento para melhor aproveitamento e agregação de valor ao produto.

Os agricultores tiveram a oportunidade de praticar o ato de curtir cada um a pele de seus animais.

Extensionistas da chamada pública de assistência técnica e extensão rural (Ater), do contrato entre a Emater e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) realizaram no Território da Cidadania Central, na região de Ji-Paraná, um curso para capacitação em curtimento de peles de ovinos. O curso foi realizado na Linha 208, Lote 34, Gleba 33, km 11, na propriedade do produtor José Ely Santos de Oliveira e contou com a participação de 15 agricultores familiares.

O curtimento é o processo pelo qual a pele passa para se transformar em substâncias estáveis, imputrescíveis capazes de durar anos, preservando suas características naturais. Segundo artigo publicado pelo engenheiro agrônomo Ph D. Enéas Reis Leite, da Embrapa Caprinos, em Sobral, no Ceará, “o Brasil tem um grande mercado potencial para produtos derivados das peles de pequenos ruminantes domésticos, apresentando, também, condições favoráveis para a produção de calçados e vestuário em quantidades suficientes para suprir a demanda interna e gerar excedentes exportáveis”

Em Rondônia alguns criadores de ovinos, através da Associação de Ovinocultores de Rondonia (AORO), vêm lutando para disseminar a criação do animal em pequenas propriedades e a ideia de se trabalhar a pele vem ganhando força. O curso realizado pela Emater teve por objetivo reforçar essa ideia e orientar os agricultores para um melhor aproveitamento das peles desses animais, através de técnicas simples e baratas de curtimento.

Segundo o extensionista da Emater, Alexandre Notti Miranda, zootecnista que ministrou o curso, o agricultor tem grande dificuldade para conservar e armazenar as peles dos ovinos na propriedade rural, e isso faz com que ele não tenha o aproveitamento desejado dessa matéria prima, onerando ainda mais sua atividade. “O que propomos é ensinar técnicas simples e baratas de curtimento visando o seu aproveitamento com o objetivo de agregar valor aos produtos da ovinocultura”, diz.

O curso apresentou técnicas que vão desde o abate, esfola, lavagem, descarne e desengorduramento da pele, até a conservação, acondicionamento e análise de defeitos. No decorrer do curso foram apresentados também, estudos sobre os diferentes tipos de curtimento (vegetal e mineral). Os agricultores tiveram a oportunidade de praticar o ato de curtir cada um a pele de seus animais através da metodologia “aprender a fazer fazendo” e assim obter melhor conhecimento sobre a atividade.

Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
EMATER-RO

http://www.emater-ro.com.br/noticiaview.php?id=643

Reagentes facilitam diagnóstico de vírus emergentes

09/02/2012
Por Karina Toledo

Agência FAPESP – No jargão científico, vírus emergente é o recém-descoberto ou aquele cuja incidência aumenta em uma determinada região. No Brasil, alguns exemplos são o Oropouche e o Mayaro – arbovírus como os da dengue e também causadores de doenças febris agudas que estão se tornando epidêmicas no Norte do país.

Há ainda o hantavírus, responsável por uma forma grave de pneumonia capaz de matar quase metade dos infectados. Ele foi encontrado pela primeira vez no Brasil em 1993 e, desde então, cerca de 1,4 mil casos já foram notificados.

Durante os últimos três anos e meio, cientistas do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo se dedicaram a estudar esses e outros vírus emergentes em um Projeto Temático financiado pela FAPESP e coordenado pelo infectologista virologista Luiz Tadeu Moraes Figueiredo.

Foram ao todo 52 subprojetos, dos quais participaram mais de 50 pessoas. Até o momento, os resultados deram origem a sete teses de doutorado, nove dissertações de mestrado e 22 artigos publicados em revistas científicas – 15 deles no exterior.

Entre os avanços, destacam-se o isolamento do hantavírus Araraquara, inédito no Brasil, e o desenvolvimento de um reagente que facilitou o diagnóstico da hantavirose. “Antes, dependíamos de insumos importados. Hoje, distribuímos esses antígenos para vários locais no Brasil e também para Colômbia e Argentina”, disse Figueiredo.

Também foram criados reagentes para diagnosticar o Oropouche e três vírus causadores de encefalite: Saint Louis, Rocio e Oeste do Nilo. Este último acreditava-se não existir no Brasil, mas, recentemente, estudos sorológicos feitos em cavalos comprovaram sua presença.

O próximo passo, contou Figueiredo, é testar em animais se esses reagentes – obtidos a partir de genes do vírus inoculados em uma bactéria – também são capazes de funcionar como vacina. Leia a seguir trechos da entrevista concedida pelo infectologista à Agência FAPESP:

Agência FAPESP – Na sua avaliação, qual foi a principal contribuição do Projeto Temático “Estudos sobre vírus emergentes incluindo arbovírus, robovírus, vírus respiratórios e de transmissão congênita”, que o senhor coordenou?
Luiz Tadeu Moraes Figueiredo – A principal foi a produção de insumos para diagnóstico. Estruturamos metodologias para diagnosticar o hantavírus, o Oropouche e três microrganismos causadores de encefalite: Oeste do Nilo, Rocio e vírus da encefalite de Saint Louis. Isso não só tem possibilitado o diagnóstico de indivíduos em diversas regiões como também tem permitido estudos populacionais. Nesse tipo de estudo, coleta-se sangue de uma amostra relevante da população de uma comunidade e aplica-se o teste contra um determinado vírus. Obtêm-se então os níveis de anticorpos contra aqueles patógeno naquela população. No caso do hantavírus, por exemplo, há cerca de dez estudos populacionais recém-publicados ou prestes a serem publicados. Foram feitos em locais como Amazonas, Santa Catarina, Mato Grosso e até na Colômbia. Em Ribeirão Preto, aplicamos o teste em amostras coletadas nos anos 1980 e encontramos resultados positivos. Isso mostrou que a hantavirose é antiga no país e o que emergiu foi nosso conhecimento sobre a existência desses vírus e a doença que eles causam. No Ceará e na Colômbia, o primeiro diagnóstico de infecção humana por hantavírus foi feito usando nosso antígeno.

Agência FAPESP – Como foram desenvolvidos esses reagentes?
Figueiredo – Pegamos o sangue de um indivíduo doente, detectamos o vírus, retiramos parte do seu material genético e inoculamos em uma bactéria Escherichia coli. O bacilo passou a produzir a proteína N do hantavírus com segurança e em grande quantidade. Com esse peptídeo, produzido pela técnica do DNA recombinante, conseguimos estruturar métodos de diagnóstico de Elisa – Enzyme-Linked Immunoabsorbent Assay, um teste imunoenzimático que permite a detecção de anticorpos contra o hantavírus no plasma sanguíneo. Nosso próximo objetivo é testar esses peptídeos como vacinas. Queremos verificar se eles são capazes de imunizar animais.

Agência FAPESP – Que tipo de estudos o isolamento do hantavírus Araraquara tem permitido realizar?
Figueiredo – Estamos sequenciando o genoma completo do vírus, pois até hoje tínhamos apenas pedacinhos de RNA. Isso permitirá conhecer como ele funciona, como se multiplica, como evolui e se tem particularidades que o diferenciam de outros vírus. Para estudar vários aspectos da epidemiologia também é preciso ter o vírus isolado. Por exemplo, para entender melhor como ocorre a transmissão para o homem – acreditamos que seja pela aspiração de poeira contaminada com a urina de roedores infectados, mas queremos entender melhor esse processo. Queremos saber quanto tempo o vírus fica viável na urina do rato. Já sabemos que o reservatório do hantavírus Araraquara é Necromys lasiurus, popularmente chamado de rato do rabo peludo. O Araraquara é o hantavírus mais agressivo conhecido, pois quase 50% dos que são infectados e apresentam a doença morrem. Existem outros hantavírus no Brasil, mas que não foram isolados. Para manipulá-los, é preciso um laboratório de biossegurança nível 3, no qual o risco de contaminação do pesquisador e do ambiente com o vírus é muito reduzido. Os hantavírus são causadores de doença grave. Isso dificulta e encarece as pesquisas.

Agência FAPESP – Quais os avanços alcançados nos estudos sobre o vírus da dengue?
Figueiredo – Fizemos um estudo filogenético grande. Graças a computadores de alta capacidade, conseguimos alinhar as sequências nucleotídicas e mapear o genoma de centenas de vírus. Cada um dos quatro sorotipos do vírus da dengue – DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4 – se divide em vários subtipos e, dentro de cada subtipo, já descobrimos variantes. Chegamos a propor criar um novo subtipo dentro do DEN-3. Em outro estudo, desenvolvemos um exame de PCR [reação em cadeia da polimerase] em tempo real para diagnóstico rápido da dengue. Esse exame procura o genoma do vírus no sangue do paciente com enorme sensibilidade. Nossos testes mostraram que ele é eficaz também com amostras de saliva e urina. Agora, o exame está sendo aplicado em uma situação real de epidemia na região Norte. A grande vantagem em relação à sorologia, método mais usado hoje, é a rapidez. Para fazer a sorologia é preciso esperar até o quinto dia da doença, quando os anticorpos começam a ser detectados, para colher o sangue. Depois, ainda demora uma semana para sair o resultado. Para o médico isso não tem muita utilidade. O ideal seria ter a resposta em algumas horas para orientar a conduta terapêutica. Como o vírus da dengue está se tornando hiperendêmico no Brasil, é importante ter maneiras de diagnosticar rapidamente a doença.

Agência FAPESP – Por que está se tornando um vírus hiperendêmico?
Figueiredo – Nós temos os quatro sorotipos do vírus circulando continuamente no país. Cada ano as epidemias são causadas por um sorotipo diferente. Isso aumenta o risco de as pessoas contraírem a doença pela segunda ou terceira vez e, consequentemente, aumenta o número de casos graves e mortes. Antes, você não via manifestações graves em crianças e hoje elas estão se tornando frequentes, pois até crianças já estão contraindo a doença pela segunda ou terceira vez.

Agência FAPESP – Como se comprovou que o vírus do Oeste do Nilo está presente no Brasil?
Figueiredo – Quando esse vírus foi introduzido nas Américas, em 1999, tornou-se um problema gravíssimo de saúde pública nos Estados Unidos. Além de muitas mortes por encefalite, o vírus causou também problemas em bancos de sangue. Muitos se contaminaram com transfusão. Com as aves migratórias o vírus chegou à América Central, Venezuela e Colômbia. Depois foi encontrado na Argentina. Não seria possível que ele tivesse pulado o Brasil. Mas não havia reagentes para fazer o diagnóstico da encefalite do Nilo Ocidental no país. No primeiro estudo brasileiro sobre o vírus, o pesquisador teve de realizar seus testes na Argentina. Tivemos de desenvolver os peptídeos e, para testá-los, fizemos um inquérito sorológico em cavalos de diversas regiões. Encontramos vários resultados positivos.

Agência FAPESP – Por que cavalos?
Figueiredo – Tanto o vírus do Oeste do Nilo, como o Rocio e o da encefalite de Saint Louis são zoonoses de aves que causam infecção no sistema nervoso central do homem e de animais domésticos, principalmente o cavalo. Se você quiser procurar um vírus como o do Oeste do Nilo, a melhor maneira de detectá-lo seria no cavalo. É um animal grande, fica ao ar livre e é bastante picado por pernilongos, que são os transmissores da doença. Outra possibilidade seria fazer em aves, mas é mais difícil.

Agência FAPESP – Há risco de o vírus do Oeste do Nilo causar no Brasil um problema tão sério quanto nos Estados Unidos?
Figueiredo – É muito provável que na América Latina não cause o mesmo problema que causou nos Estados Unidos. Primeiro porque nós temos a dengue, que é causada por um vírus da mesma família e gênero que o Oeste do Nilo. As pessoas são vacinadas contra febre amarela, que é outro vírus da família. Temos ainda outros arbovírus endêmicos circulando, como o da encefalite de Saint Louis e o Rocio, que são primos do Oeste do Nilo. Essa imunidade cruzada deve conferir alguma proteção. O que se espera é que as pessoas tenham uma doença branda ou nem manifestem os sintomas. Ainda assim, é preciso ter atenção e capacitar os laboratórios de saúde pública para que possam fazer o diagnóstico dessa virose.

Agência FAPESP – Quais outros vírus emergentes existem no Brasil?
Figueiredo – Graças a uma parceria com pesquisadores do Amazonas, conseguimos mostrar que já estão ocorrendo epidemias causadas pelo vírus Oropouche e pelo Mayaro na cidade de Manaus. Antes, eles estavam restritos às regiões de floresta. Desenvolvemos os métodos de diagnósticos em Ribeirão Preto, mas, como esses vírus não ocorrem em nossa região, testamos no Norte. Esses vírus causam uma doença parecida com a dengue. O Oropouche pode causar meningite em alguns casos. Já é a segunda arbovirose no país, atrás apenas da dengue. O Mayaro é um vírus primo do Chikungunia, que está causando uma enorme epidemia na Ásia. Em países como Índia e Indonésia são milhões de casos. Os serviços de saúde têm medo de que ele seja introduzido no Brasil, pois sua transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti. O Mayaro, por enquanto, não é transmitido pelo aedes, mas em laboratório já foi demonstrado que isso é possível. Se essa adaptação ocorrer, poderá haver grandes epidemias, será uma nova dengue.

Agência FAPESP – Qual é a letalidades desses vírus?
Figueiredo – Como ainda são pouco estudados, não se sabe ao certo. Mas acredito que tenham potencial para matar em alguns casos. Tanto o Mayaro como o Chikungunia causam sintomas similares à dengue, mas também costumam inflamar as articulações. Pretendemos agora produzir reagentes para facilitar o diagnóstico desses patógenos. A medicina no Brasil, sobretudo nessa área que lida com vírus mais exóticos, carece de reagentes. E quem tem de produzi-los somos nós, pois ninguém está mais interessado em Oropouche ou Mayaro do que os afligidos por eles. É diferente do HIV ou da hepatite C, por exemplo, que ocorrem em todo o mundo. Estão surgindo novos vírus e os já conhecidos estão em constante mutação. Temos de ter armas diagnósticas e ficar atentos a isso.

http://agencia.fapesp.br/15155

Schmallenberg Virus in Europe

Schmallenberg es una ciudad alemana localizada en el estado de Renania del Norte-Westfalia. Pero lo que les quiero contar no es precisamente sobre turismo. Pues resulta que desde Agosto de 2011, se empezó a detectar una enfermedad en el ganado bovino, vacuno y otros, pero no solo en
Schmallenberg, también más de 50 localidades en Alemania, 240 granjas en Holanda, 126 granjas en Bélgica y un número indeterminado en Reino Unido, y que ocasiona abortos y malformaciones congénitas. Según como lo cuenta el Guardian, la semana pasada el Friedrich-Loeffler-Instituts logró identificar al agente responsable, el virus de Schmallenberg, y que ha recibido varios nombres con anterioridad. Pertenece a la familia de los Orthobunyavirus. Algunas fotografías de como afecta al ganado pueden verlo en la "European Livestock Association". Aunque faltan más investigación sobre la forma de transmisión, se cree que se transmite por mosquitos.
http://ela-europe.org/ELA%20Schmallenberg%20virus.htm
Hasta el momento, se considera que no afecta a humanos, dado que no se han reportados casos, pero no se excluye completamente la posibilidad. La relevancia de la enfermedad está relacionada a la gran número de granjas afectadas y los costos económicos que está ocasionado por la pérdida de ganado, ya que no existe vacuna o tratamiento conocido.
Risk assessment: New Orthobunyavirus isolated from infected cattle and small livestock ─ potential implications for human health http://ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/Forms/ECDC_DispFor...
10 things you didn't know about Schmallenberg virus (aka WTF is
“Schmallenberg virus”?)
http://www.microbiologybytes.com/blog/2012/01/25/10-things-you-didnt-...
Statement of the Friedrich-Loeffler-Instituts on „Schmallenberg Virus“
http://ela-europe.org/ELA%20teksten/Schmallenberg%20virus/Statement%2...

Schmallenberg virus hits UK farms

Deformed lambs are born on farms across south-east England as the first cases of Schmallenberg virus are confirmed in the UK

Government scientists called for vigilance as the disease was identified on 11 farms across the counties of Norfolk, Suffolk, Essex, Kent and East Sussex.

These counties are in the area already identified as potentially at risk from infected midges being blown across the Channel from affected areas in continental Europe.

Frustration at Schmallenberg virus delays

More suspected cases of Schmallenberg virus are being reported amid growing frustration at the time it is taking to confirm outbreaks.

Three farmers who reported deformities among new-born lambs up to a week ago are still waiting for test results.

The government says identification is taking time due to laboratory procedures samples because the virus is new.


Bélgica detecta el nuevo virus del ganado 'Schmallenberg' en 80 granjas, confirmando su expansión
Se confirma su expansión desde que fue detectado el otoño pasado en Alemania
http://goo.gl/9faeX

Bélgica: Confirman la presencia del virus ´Schmallenberg` en 80 granjas
Publicada el 06/02/2012
Los predios afectados, en su mayoría dedicados a la crianza de ganado
ovino, se ubican en el noroeste del país.
http://goo.gl/D6Hpq

BBC PODCAST. 31 JAN 12: Schmallenberg's Disease Cases.
Duration: 14 mins
Available: 1 day remaining
Vets say thousands of animals could be infected with Schmallenberg's
disease, which causes birth defects in lambs and calves.
http://soundcloud.com/klintsy-torres/schmallenbergs-disease-cases

Retirado e modificado de http://groups.google.com/group/BlogBioseguridad/browse_thread/thread/d78798745089f506

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SEAPA-RS faz a maior apreensão em barreiras da Operação Verão

08/02
Na manhã desta terça-feira, fiscais do Departamento de Defesa Agropecuária, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, ´fizeram a maior apreensão de carne da Operação Verão Numa Boa, do Governo do Estado, nesta temporada.
Uma equipe que realiza barreiras no litoral norte apreendeu quatro toneladas de carne bovina com temperatura acima da permitida para transporte. A legislação federal que regula estes procedimentos de transporte de produtos de origem animal determina que a temperatura para transporte de carne bovina resfriada deve ser de no máximo 7ºC.
Os cortes apresentavam temperaturas que variavam entre 10 e 17,9ºC, portanto muito acima da permitida. O carregamento, proveniente de um estabelecimento com Serviço de Inspeção Federal, estava sendo transportado para Capão da Canoa, local da abordagem dos fiscais do DDA.
A ação foi realizada em conjunto com a Brigada Militar. A ação foi comandada pelos Médicos Veterinários Endrigo Pradel e Robson Garragory e contaram com o apoio dos técnicos Antônio Carlos Dutra Rathje e José Fernando Folliatti.

Assessoria de Comunicação Social

Rebanho morre após vacina em São Gabriel

Suspeita é que 43 bovinos tenham sido vítimas do carbúnculo
Sangue dos animais foi coletado para confirmar diagnóstico
Crédito: marcelo ribeiro / especial / cp

Quarenta e três cabeças de gado morreram na última segunda-feira até 30 minutos após a aplicação de vacina contra carbúnculo hemático na propriedade de Darci Langbecker, na localidade de Piray, em São Gabriel. Segundo o veterinário da IVZ do município Alamir Lisboa Melo, que realizou a necrópsia e coletou amostras, é possível que tenha ocorrido alguma reação durante a imunização, causando uma espécie de efeito reverso. Todos os sintomas, garante ele, indicam para a doença: sangue não coagulado em orifícios, evolução superaguda e inchaço no abdômen. Comum na região, a doença infecciosa também pode ser contraída por equinos, ovinos, suínos e humanos. A bactéria Bacillus anthracis produz esporos que permanecem por anos no solo, causando a transmissão pelo contato com feridas ou ingestão de pasto, por exemplo.

Ontem, os animais mortos foram colocados em uma vala e incinerados. Conforme Melo, este é o procedimento padrão para evitar disseminação. Hoje, as amostras de sangue e das vacinas serão enviadas ao laboratório da Universidade Federal de Santa Maria para análise e confirmação do diagnóstico. O presidente do Sindicato Rural de São Gabriel, Tasso Teixeira, espera que os resultados sejam liberados o mais rápido possível para evitar novos casos, já que o rebanho está em plena vacinação.

http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=131&Caderno=0&Noticia=390237

Identificação eletrônica de bovinos

08/02
A identificação de animais é a primeira etapa para implantação de sistema de rastreabilidade, mas não se deve confundir o fato de identificar o animal com o sistema de rastreamento em si. Um sistema de rastreamento é aquele que permite o acompanhamento do bovino desde o nascimento até o consumidor final.

No Brasil existem diferentes formas de identificação, sendo a marcação a ferro quente a mais utilizada, porém a sua utilização causa danos ao couro, o que diminui a área utilizável, e também apresenta problemas para a leitura devido a distorções nas marcações. O método de tatuagem também é utilizado, porém também apresenta problemas de leitura, tornando a identificação pouco visível. Os brincos são uma importante forma de identificação e também muito utilizado, apresentando o inconveniente de um índice de perda que varia entre 15% e 20%.

Devido a esses inconvenientes a identificação eletrônica (IE) aparece como alternativa. A tecnologia utilizada na IE é a RFID, abreviação da expressão em inglês de “Identificação por Rádio Frequência”, um método automático de identificação que utiliza transponders eletrônicos, sendo os principais tipos o brinco auricular com botton, bolus intra-ruminal e o implante de chip subcutâneo.

O brinco auricular com transponders (ou tags ou bottons) permite a identificação eletrônica do animal, mas com o mesmo inconveniente dos brincos sem o transponder. O implante subcutâneo ou microchips injetáveis são dispositivos que permitem a identificação eletrônica de cada animal. Apresentam a dificuldade de se localizar o transponder já que este pode migrar para outras posições do corpo, dificultando a recuperação após o abate, além disso, por estar na camada subcutânea o aparelho pode se quebrar com golpes externos.

O bolus intra-ruminal é o que apresenta menos inconvenientes, pois o artefato, que é de cerâmica, é engolido pelo animal alocando-se no retículo, proporcionando perdas insignificantes e com recuperação fácil após o abate.

No entanto, o fator predominante na escolha do tipo de identificação eletrônica é o custo. Verificou-se que o microchip de aplicação subcutânea é o de maior custo, 50% mais que o bolus intra-ruminal e 65% mais que o brinco eletrônico. Aliado aos inconvenientes apresentados, é um método caro e, aparentemente, de baixa eficiência.

Por outro lado, o bolus intra-ruminal apresenta um custo mediano, 31% mais que o brinco eletrônico e 50% menor que o do microchip. Avaliando-se o custo beneficio apresentado pelo bolus intra-ruminal pode-se dizer que é um tipo de identificação eficaz para o controle do rebanho bovino e importante etapa para implantação de um sistema de rastreamento.

Para implantação de um método de identificação eletrônica é necessário considerar também o custo com as leitoras dos transponders. Existem diversos modelos, com mais ou menos funções (GPS e Bluetooth, por exemplo) e capacidade de armazenamento de dados. O preço médio das leitoras, segundo o levantamento da Scot Consultoria foi de R$1,8 mil.

Existe ainda o custo da antena, a responsável por captar o sinal do transponder e transmitir a leitura que identificará a numeração do dispositivo eletrônico implantado no animal. Normalmente são vendidos os conjuntos antena e leitora, cujo preço médio é de R$6,0 mil. Porém, é possível encontrar os aparelhos separadamente, neste caso a antena teria um custo médio de R$368,00.

Todo esse aparato para identificação do animal gera um banco de dados que, conectado a um computador pode ser “descarregado” através de um software básico, permitindo a identificação e controle do rebanho. Entretanto, existem empresas que oferecem softwares mais elaborados que permitem ir além do controle do rebanho, possibilitando buscar no banco de dados informações como datas das pesagens, vacinações e outras. Nesse caso os preços são individualizados, e conforme a assistência oferecida, como o treinamento, por exemplo, podem chegar ao valor de R$9,0 mil. *Colaborou Fábio Luiz Martins da Silva, graduando em zootecnia.

http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=165489

Animais idosos não perdem neurônios

07/02/2012
Por Fábio de Castro
Trabalho feito por cientistas da USP com preás mostra que animais idosos não apresentam redução do número de neurônios e que células nervosas continuam se dividindo na velhice (divulgação)

Agência FAPESP – Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em preás mostrou que, diferentemente do que se imaginava, animais idosos não sofrem redução do número de neurônios do sistema nervoso autônomo periférico – a parte do sistema nervoso situada nos diversos órgãos do indivíduo e fora do cérebro.

O estudo foi publicado no International Journal of Developmental Neuroscience – revista de referência da Associação Internacional da Neurociência do Desenvolvimento.

O trabalho corresponde à tese de mestrado conduzida por Aliny Antunes Barbosa Lobo Ladd na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, com Bolsa da FAPESP e sob a supervisão do professor Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP).

O estudo se soma a uma série de trabalhos do grupo que reforçam a tese de que os animais idosos não sofrem necessariamente redução do número de neurônios. “Além disso, o trabalho teve o mérito de observar neurônios se dividindo em animais idosos – algo que há alguns anos era considerado impossível na literatura médica”, disse Coppi à Agência FAPESP.

De acordo com Coppi, já é possível afirmar que o envelhecimento não corresponde necessariamente a uma condenação à perda de células nervosas. Essa perda, segundo ele, era um dogma da neurociência há algumas décadas.

“De 1954 a 1984, vários trabalhos indicavam que havia perda de neurônios durante o envelhecimento. Mas atribuímos essa conclusão ao método bidimensional utilizado na época para quantificar as células nervosas. A partir de 1984, quando um grupo da Dinamarca publicou o primeiro trabalho utilizando o método de estereologia em três dimensões chamado de ‘Disector’, a contagem de células em geral passou a ser muito mais acurada e precisa”, explicou.

Desde então, a comunidade científica internacional começou a refazer os trabalhos realizados nas décadas anteriores, com resultados mais acurados, mas os estudos em geral são voltados para o sistema nervoso central. Os trabalhos na FMVZ-USP são voltados especificamente a neurônios do sistema autônomo periférico, procurando confirmar as conclusões dos demais estudos realizados no cérebro.

“Iniciamos essa linha de pesquisa em 2002 e esse é o sétimo trabalho internacional que publicamos sobre o tema. Estamos confirmando por meio desses estudos que o número de neurônios do sistema nervoso periférico não diminui necessariamente durante o envelhecimento. Ao contrário, na maior parte das vezes se mantém estável”, disse Coppi.

Divisão celular

O grupo já realizou estudos com ratos, cobaias, cavalos, cães, gatos, capivaras, pacas, cutias e, agora, preás – incluindo estudos com modelos de doença de Parkinson e de doença de Huntington. No caso dos preás, aos três anos e meio os animais são considerados idosos.

“Por meio dos métodos imuno-histoquímicos associados à estereologia, pudemos detectar neurônios uninucleados e binucleados em pleno processo de divisão em animais idosos. Nossa hipótese é que o número de células nervosas que se dividem é maior que o número de neurônios que morrem e isso permite que o número total de neurônios permaneça estável”, disse Coppi.

Em meio aos muitos modelos animais estudados pelo grupo nos últimos dez anos, só uma exceção foi registrada: as cobaias. “No caso das cobaias tivemos uma redução de 21% no número total de neurônios entre os animais idosos. Não sabemos explicar as causas dessa redução. Em compensação, no caso do cão, houve um aumento incrível do número de neurônios em animais idosos: 1.700%”, afirmou.

Apesar da exceção, o conjunto dos estudos mostra que a tendência na velhice é uma estabilidade ou aumento do número total de neurônios. “Esse dado por si só quebra o dogma de que o número de neurônios deveria necessariamente diminuir”, afirmou.

O diferencial do estudo com os preás, segundo Coppi, é que pela primeira vez foram observados neurônios do sistema nervoso autônomo em pleno processo de divisão celular, os quais foram quantificados em três dimensões pelo método estereológico do fractionator óptico.

“Dessa vez utilizamos marcadores imunohistoquímicos especiais para detectar as células que estavam se dividindo. Mostramos que o número de células em divisão é uma proporção constante em cada faixa etária. Assim, o número total de células se mantém exatamente o mesmo em cada uma das quatro faixas etárias que observamos: animais neonatos, jovens, adultos e idosos”, explicou.

O artigo SCG postnatal remodelling - hypertrophy and neuron number stability – in Spix's Yellow-toothed Cavies (Galea spixii), de Aliny Ladd, Antonio Coppi e outros, pode ser lido por assinantes da International Journal of Developmental Neuroscience em www.ncbi.nlm.nih.gov .

Mais informações sobre a pesquisa: www2.fmvz.usp.br/lssca e guto@usp.br.

http://agencia.fapesp.br/15144

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eight-year-old survives rabies

Published: Feb. 2, 2012 at 9:34 PM

ATLANTA, Feb. 2 (UPI) -- U.S. health officials said Thursday an 8-year-old girl was hospitalized, ultimately diagnosed with rabies and survived, even though rabies is usually fatal.

A report published by the Centers for Disease Control and Prevention's Morbidity and Mortality Weekly Report said the girl caught the disease after contact with free-roaming cats.

"To help make recovery possible, a process was initiated that suppresses brain activity in order to help the immune system fight the rabies virus. The girl survived and was discharged after a 52-day hospitalization," the report said. "This is the third reported case of recovery from rabies in a patient who was unvaccinated before illness onset."

Despite these cases, rabies is usually fatal, CDC officials said. However, it is preventable via vaccination of domestic animals such as dogs and cats and avoidance of wild or unfamiliar animals.

"When an exposure has occurred, a preventive vaccine known as PEP can prevent infection," the report said.

In addition, physicians caring for patients with acute progressive encephalitis should consider rabies in the differential diagnosis and pursue laboratory diagnostic testing when indicated, CDC officials said.

http://www.upi.com/Health_News/2012/02/02/Eight-year-old-survives-rabies/UPI-86541328236444/

EUA: mitos e fatos relacionados à carne bovina

Publicado por Sofia Iba em 6 fevereiro 2012

do BeefPoint - O ponto de encontro da cadeia produtiva da carne de Juliana Santin

Em 2010, o Instituto Americano de Carnes (AMI) conduziu uma pesquisa (1) para determinar se os principais mitos incluídos na mídia popular referentes à carne faziam parte das crenças dos americanos. Esse trabalho traz alguns dos mitos mais populares nos Estados Unidos – e os fatos associados a eles e foi revisado pela Associação Americana de Ciência da Carne (AMSA) e inclui referências detalhadas que suportam as afirmações.

Mito:
O hormônio usado na produção de carne bovina é preocupação para a saúde.

Fato:

Hormônios como o estrógeno são usados em produções modernas de carne bovina para aumentar a quantidade de carne produzida pelos animais. Entretanto, esses hormônios são os mesmos – ou versões sintéticas deles – hormônios produzidos pelo gado. O estrógeno que é usado na produção de carne bovina, por exemplo, é usado a níveis que correspondem a uma fração do que é encontrado no óleo de soja, grãos de soja, ovos e do que é produzido pelo corpo humano.

Considere que uma libra (0,45359 quilos) de óleo de soja contêm 900.000 nanogramas de estrógeno por libra. Compare isso a 1,9 nanogramas por libra encontrados na carne bovina produzida usando implantes hormonais e 1,7 nanogramas por libra na carne bovina não implantada (2). Embora algumas pessoas citem a barreira na Europa à carne tratada com hormônios dos Estados Unidos como uma evidência de que os hormônios são uma preocupação, os cientistas europeus afirmaram que o uso de hormônios na produção pecuária é segura (apesar do embargo à carne continuar).

Mito:
A carne é menos segura hoje do que era no passado.

Fato:
A segurança da carne pode ser avaliada de várias maneiras, Um jeito é contar os níveis de bactérias. Todos os produtos agrícolas crus contêm bactérias, mas durante o processamento, a indústria de carnes busca reduzir esses níveis o máximo possível e solicita manejo cuidadoso, bem como cozimento, para garantir que não sobrem bactérias nocivas quando a carne for servida.

Dados federais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram grandes declínios nas bactérias presentes nas carnes. Por exemplo, a presença de E. coli O157:H7 na carne moída fresca declinou em 63% entre 2000 e 2009 para aproximadamente um terço dos 1% de amostras testadas. Isso significa que a bactéria somente será encontrada em aproximadamente 1 em cada 300 amostras.

O patógeno ambiental Lesteria monocytogenes, que pode contaminar uma série de alimentos protéicos, também declinou marcadamente nas carnes prontas para consumo. Entre 2000 e 2009, a L. monocytogenes declinou em 74$ e agora é encontrada em menos de metade de 1% das amostras testadas.

Todos esses declínios ocorreram devido aos esforços de encontrar bactérias nocivas, que aumentaram, e à capacidade de encontrá-las, que melhorou dramaticamente através de melhores tecnologias de diagnósticos.

Os casos de doenças transmitidas por alimentos também ofereceram informacões sobre a segurança dos alimentos nos Estados Unidos. Em 2010, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) anunciou que os casos de doenças transmitidas por alimentos estavam declinando. Em particular, o CDC disse que os Estados Unidos tinham alcançado sua meta de menos de um caso de doença por E. coli O157:H7 por 100.000 pessoas (3).

Notavelmente, esses declínios ocorreram à medida que o rastreamento pela saúde pública dessas doenças se expandiu consideravelmente. Em 1993, por exemplo, quase nenhum Estado dos Estados Unidos rastreava infecções por E. coli O157:H7 nas pessoas.Hoje, todos os Estados dos Estados Unidos monitoram de forma rotineira a incidência dessas infecções e reportam para oficiais federais. Além disso, os dados mostram declínios, o que é encorajador.

Mito:
Americanos comem muita carne.

Fato:
O Guia Dietético dos Estados Unidos recomendou que os americanos consumissem de 5 a 7 onças (141,74 a 198,44 gramas) de alimentos na categoria de carnes e grãos por dia dependendo da idade, sexo e nível de atividade. O Relatório Técnico sobre o Guia Dietético de 2010 indica que os americanos estão consumindo a quantidade recomendada. A Pesquisa Nacional de Avaliação de Saúde e Nutrição (NHANES) indica que os homens consomem 6,9 onças (195,6 gramas) de carnes vermelhas e brancas, enquanto as mulheres consomem aproximadamente 4,4 onças (124,7 gramas) (4).

De fato, essa é a única categoria consumida na quantidade adequada (5). Frutas, vegetais e grãos integrais são consumidos em baixa quantidade, enquanto açúcar e gordura são consumidos em excesso.

Mito:
A carne contém gordura saturada e isso contribui para doenças cardíacas.

Fato:
Embora a carne contenha gordura saturada, aqueles que precisam limitar a ingestão de gordura saturada devem procurar consumir os aproximadamente 40 cortes de carnes vermelhas que se qualificam como “magro”, de acordo com a classificação do Governo americano (6) e contêm menos de 10,5 gramas de gordura, menos de 4,5 gramas de gordura saturada e menos de 95 mg de colesterol. A gordura da carne também tem porções substanciais de gordura mono e poliinsaturada – chamadas de “gorduras boas” -,um fato que muitas pessoas desconhecem.

Um estudo muito grande feito em 2010 pela Escola de Saúde Pública de Harvard mostrou que “não existem evidências significantes para concluir que a gordura saturada da dieta está associada com um maior risco de aterosclerose coronariana e doenças cardiovasculares” (7).

Além disso, importantes novas pesquisas mostram que as refeições que incluem carnes estão associadas com um senso de satisfação e controle mais prolongado da fome, que podem ajudar a prevenir o ganho de peso, que, por sua vez, podem levar a questões de saúde relacionadas ao peso (8,9). Enquanto alguns estudos sugeriram uma associação entre gordura saturada e doenças cardíacas, as últimas descobertas sugerem que as evidências não são claras e que a moderação na dieta é provavelmente a abordagem mais prudente.

Mito:
As pessoas obtêm a maioria do nitrito de carnes curadas.

Fato:
Quanto adicionado às carnes curadas, o nitrito tem, um papel muito importante em prevenir o crescimento da Clostridium botulinum, que pode causar a doença fatal chamada botulismo. Além disso, menos de 5% da ingestão de nitrito de sódio vem das carnes curadas, como bacon, presunto e hot dogs. Noventa e três por cento vêm de vegetais como alface, espinafre, aipo, repolho, beterraba e da saliva humana.

Pesquisas conduzidas nos últimos 20 anos revelaram o fato de que o corpo fabrica nitrito como parte de seu ciclo normal e saudável de nitrogênio. Como uma referência, considere que uma salada de espinafre e um sanduíche de presunto contribuem com a mesma quantidade de nitrito na dieta.

Parte do nitrato encontrado nas folhas verdes e raízes de vegetais como espinafre, beterraba, aipo e alface é convertida para nitrito quando entra em contato com a saliva humana. Quando engolido, o nitrito se torna óxido nítrico – um composto essencial e crítico usado pelo sangue para manter os níveis normais de pressão sanguínea, combater infecções e dar suporte ao sistema nervoso. Mesmo produtos naturalmente curados de carne contêm nitrito, porque usam ingredientes como suco/pó de aipo como um ingrediente natural de cura que são ricos em nitrato e nitrito de ocorrência natural.

Embora algumas pessoas questionem se o nitrito dos vegetais e da saliva é diferente do nitrito que é adicionado a carnes curadas, especialistas como o Ph.D. da Universidade de Wisconsin, Jeff Sindelar, diz enfaticamente: “De onde você o (o nitrito) recebe, realmente não faz diferença, porque o nitrito é nitrito. Em outras palavras, nitrito derivado do aipo ou de outros vegetais é exatamente o mesmo nitrito encontrado em carnes curadas”.

Mito:
O nitrito nas carnes curadas está relacionado a doenças como o câncer.

Fato:
O Programa Nacional de Toxicologia (NTP) dos Estados Unidos, que é considerado “padrão ouro” na determinação se substâncias são causadoras de câncer, completou um estudo de vários anos no qual ratos e camundongos foram alimentados com altos níveis de nitrito de sódio. O estudo mostrou que o nitrito não foi associado com o câncer. O NTP mantém uma lista de químicos que são carcinogênicos. O nitrito de sódio não está na lista (10).

Não somente o nitrito não causa câncer, como os pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde (11) e do Centro de Ciências de Saúde da Universidade do Texas descobriram que o nitrito realmente têm benefícios para a saúde. Quando a segurança do nitrito foi questionada nos anos setenta, os pesquisadores ainda não tinham descoberto que o corpo humano fabrica nitrito como parte de seu ciclo normal e saudável do nitrogênio. Embora isso possa surpreender muitas pessoas que por anos pensarem que deveriam evitar o nitrito da dieta, vários estudos mostraram que o nitrito pode:

- Regular a pressão sanguínea (12,13);
- Prevenir danos de um ataque cardíaco (14);
- Prevenir danos cerebrais após um derrame (15);
- Prevenir pré-eclâmpsia em mulheres grávidas (16);
- Promover a cura de machucados (17);
- Promover o transplate bem sucedido de órgãos (18);
- Tratar anemia de célula (19);
- Prevenir úlceras gástricas (20);

Mito:
O monitoramento o bem-estar animal nas plantas frigoríficas é inadequado.

Fato:
Nenhum outro setor de agricultura animal tem um nível de vigilância como o da indústria frigorífica dos Estados Unidos. Pela Lei do Abate Humanitário (21), todos os animais precisam ser tratados humanamente. Eles precisam receber água, alimentos se forem permanecer na planta por um período estendido e precisam ser manejados de forma a minimizar o estresse. Os veterinários federais monitoram o manejo animal continuamente e podem tomar uma variedade de ações – incluindo o fechamento da planta – por violações. Além disso, no final dos anos noventa, um negócio comercial de auditoria bem sucedido foi desenvolvido baseado nos padrões escritos para a indústria pelo especialista em bem-estar animal, Temple Grandin, Ph.D., professor de ciência animal da Universidade do Colorado. Auditores independentes avaliaram plantas para importantes redes varejistas e restaurantes de acordo com os padrões de Grandin para fornecer vigilância adicional. Falhas nas auditorias podem levar a perdas de contratos.

Além do cumprimento federal e comercial, muitas pesquisas mostraram que o manejo humanitário dos animais cria melhores produtos terminados. O manejo rude pode causar contusões que precisam ser removidas. Isso também causa defeitos de qualidade, como pontos de sangue na carne bovina. Esses são custos diretos para as companhias de carne.

Fortes incentivos éticos, regulamentadores e econômicos existem para manejar animais humanitariamente. Embora tenha havido casos em que o manejo dos animais nas plantas não cumpriu esses padrões, é importante lembrar que esses casos são exceções. A indústria demonstrou um compromisso com o bem-estar animal e os dados coletados por Grandin mostraram uma melhora sustentada durante o tempo nos indicadores de bem-estar animal (22).

Mito:
O uso de antibióticos na produção animal está aumentando e esse é um risco para a saúde humana.

Fato:
O uso de antibióticos na produção pecuária é estritamente regulamentado por oficiais da Administração para Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA) e as carnes são inspecionados nas plantas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para garantir que cumpram com as leis federais de segurança. As questões relacionadas ao uso de antibióticos e resistência são extremamente complexas e envolvem usos humanos e veterinários. Embora notícias recentes tenham focado no uso veterinário de antibióticos, muitos especialistas alertaram contra o uso excessivo de antibióticos em humanos por décadas.

Nos anos quarenta, os antibióticos se tornaram disponíveis na medicina geral. Uma década depois, a comunidade médica alertou nos jornais médicos contra o uso excessivo de antibióticos para tratar doenças para as quais seu uso não era justificado, porque os cientistas reconheceram que o uso excessivo em humanos tem potencial de criar cepas de bactérias resistentes. As preocupações sobre o uso excessivo de antibióticos nos humanos continuou pelas décadas seguintes. Um estudo de 1999 de pediatras publicado no jornal Pediatrics (23) mostrou que mais da metade dos médicos prescreveram 10 ou mais antibióticos nos meses anteriores que eles acreditavam que eram injustificados e fizeram isso em resposta à pressão dos pais. Similarmente, pesquisas envolvendo entrevistas com pacientes revelam que esses frequentemente exageram nos sintomas e pressionam os médicos a garantir uma prescrição para antibióticos, mesmo quando não é necessário. Em geral, as pessoas entrevistadas acreditavam que os antibióticos eram necessários para tratar de tudo, até o resfriado mais comum (24).

Assim como os antibióticos, usados de forma prudente, são importantes para garantir a saúde humana, eles são importantes para garantir a saúde animal. O uso de antibióticos tem sido relativamente estável, mas em resposta às preocupações sobre o desenvolvimento de novas bactérias resistentes a antibióticos, a atenção tem se voltado para a agricultura.

Por mais de 40 anos, os antibióticos regulados e aprovados pelo FDA têm sido usados para tratar animais doentes, prevenir doenças e manter a saúde dos animais. Em todos os casos, eles precisão ser usados de forma adequada. Na produção pecuária, os antibióticos podem ser usados para tratar, controlar e prevenir doenças. Alguns antibióticos oferecem um benefício adicional melhorando o crescimento dos animais quando administrados mas, de acordo com uma pesquisa de 2007, somente um número estimado de 13% dos antibióticos são usados na promoção do crescimento e a atenção elevado a esse assunto tem desestimulado seu uso.

Alguns críticos argumentam que o uso de antibióticos em alimentos de origem animal pode criar cepas de bactérias que são resistentes a antibióticos e, por fim, infectar os humanos, mas anos de pesquisa não provaram que essa evolução está ocorrendo ou que está havendo risco para a vida humana. Uma estatística frequentemente citada vem da Union of Concerned Scientists, que afirma que 70% dos antibióticos produzidos nos Estados Unidos são dados aos animais, uma estatística que não se pode calcular considerando que o uso de antibióticos em humanos não é rastreado. Mesmo assim, deveria-se esperar que 302 milhões de cabeças de gado e 6,27 bilhões de frangos e perus requerem mais antibióticos do que 309 milhões de pessoas que pesam uma fração de um novilho crescido e bem menos que um típico suíno comercial.

Muitos citam a Dinamarca, onde o uso de antibióticos não terapêuticos foi banido, como modelo. Porém, a eliminação dos antibióticos na manutenção da saúde na Dinamarca não levou a um impacto substancial na incidência de doenças transmitidas por alimentos por bactérias resistentes a antibióticos em humanos.

De acordo com um artigo feito pelo especialista em avaliação de riscos e ex-vice-secretário de Segurança Alimentar do USDA, Scott Hurd, Ph.D. da Universidade de Iowa, “Parece haver poucas evidências depois de 10 anos de que a saúde pública melhorou desde que a Dinamarca baniu os antibióticos promotores de crescimento e preventivos”. Além disso, de acordo com ele, apesar de muitos terem previsto que a barreira ao uso de antibióticos promotores de crescimento e preventivo reduziria o consumo total de antibióticos nos animais, o Governo dinamarquês reportou que “o consumo para animais de produção (de antibióticos terapêuticos) aumentou gradualmente em 110% de 1998 a 2008” (25). Os antibióticos terapêuticos que estão agora sendo usados são considerados mais importantes na medicina humana. De forma geral, Hurd disse que os dados sugerem que os antibióticos anteriormente usados para promoção de crescimento estavam evitando uma série de doenças, especialmente em suínos.

Referências bibliográficas

1) Harris Interactive Poll, March 2010.

2) Hormones in my organic food? Yep., 2009, Accessed at http://meatisneat.wordpress.com/2009/12/05/hormones-in-my-organic-f..., July 20, 2010.

3) CDC Press Release, CDC Report Shows Success in Fighting E. coli O157:H7, April 23, 2010, Accessed at http://www.cdc.gov/media/pressrel/2010/r100415b.htm, July 20, 2010.

4) Pyramid Servings Intakes in the United States, 1999-2002, 1 Day, Beltsville Human Nutrition Research Center, ARS, USDA, March 2005, Accessed at http://www.ars.usda.gov/sp2UserFiles/Place/12355000/foodlink/ts_3-0..., July 29, 2010.

5) 2010 U.S. Dietary Guidelines. Advisory Committee, Webinar, May 12, 2010.

6) Code of Federal Regulations, 9CFR317.363.

7) Meta-Analysis of Prospective Cohort Studies Evaluating the Association of Saturated Fat With Cardiovascular Disease, American Journal of Clinical Nutrition, January 13, 2010, Accessed at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20071648, November 5, 2010.

8) Apolzan JW, Carnell NS, Mattes RD, Campbell WW. Inadequate Dietary Protein Increases Hunger and Desire to Eat in Younger and Older Men. Journal of Nutrition, 2007;137(6):1478-82.

9) Johnston, CS, Tionn SL, Swan PD. High-protein, low-fat diets are effective for weight loss and favorably alter biomarkers in healthy adults. Journal of Nutrition. 2004; 134: 586-591.

10) National Toxicology Program Report on Carcinogens, Accessed at http://ntp.niehs.nih.gov/?objectid=72016262-BDB7-CEBA-FA60E922B18C2540, November 5, 2010.

11) Gladwin, MT, et. al., The emerging biology of the nitrite anion, 2005, Accessed at http://www.nature.com/nchembio/journal/v1/n6/abs/nchembio1105-308.html, July 19, 2010.

12) Acute Blood Pressure Lowering, Vasoprotective, and Antiplatelet Properties of Dietary Nitrate via Bioconversion to Nitrite Hypertension 2008 51 (3) 784-790.

13) Effects of dietary nitrate on blood pressure in healthy volunteers. N Engl J Med 355: 2792–2793, 2006.

14) Dietary nitrite supplementation protects against myocardial ischemia-reperfusion injury. Proc Natl Acad Sci USA 104: 19144–19149 , 2007.

15) Early intravenous infusion of sodium nitrite protects brain against in vivo ischemia-reperfusion injury. Stroke 37: 2744–2750, 2006.

16) Nitric Oxide and Reproduction, Molecular Human Reproduction, vol.3 no.8 pp. 639–641, 1997.

17) Dermal Nitrite Application Enhances Global Nitric Oxide Availability: New Therapeutic Potential for Immunomodulation: Dermal Nitrite Administration Journal of Investigative Dermatology, 130, 608-611m February 2010.

18) Cytoprotective effects of nitrite during in vivo ischemia-reperfusion of the heart and liver, Journal of Clinical Investigation 115; 1232-1240, 2005.

19) Sodium nitrite promotes regional blood flow in patients with sickle cell disease: a phase I/II study, Br J Haematol. 2008 September; 142(6): 971–978.

20) Lundberg, JO, et. al., The nitrate–nitrite–nitric oxide pathway in physiology and therapeutics, 2006, accessed at http://www.nature.com/nrd/journal/v7/n2/full/nrd2466.html, July 19, 2010.

21) Pub.L. 85-765, § 2, Aug. 27, 1958, 72 Stat. 862; Pub.L. 95-445, § 5(a), Oct. 10, 1978, 92 Stat. 1069.

22) Vogel, K. and Grandin, T., 2009 Restaurant Animal Welfare and Humane Slaughter Audits in Federally Inspected Beef and Pork Slaughter Plants in the U.S., 2009, Accessed at: http://www.grandin.com/survey/2009.restaurant.audits.html, July 27, 2010.

23) Bauchner, H, et al., Parents, physicians and antibiotic use, Pediatrics, Vol. 103 No. 2 February 1999, pp. 395-401.

24) Patients interviews and misuse of antibiotics, Clinical Infectious Diseases, 2001, Accessed at http://www.journals.uchicago.edu/doi/abs/10.1086/321844, July 16, 2010.

25) Hurd, H.S., Danish Experience Offers Lessons for U.S. Antibiotic Use, Spring 2010, Accessed at http://beefissuesquarterly.com/danishexperienceofferslessonsforu. s.antibioticuse.aspxhttp://beefissuesquarterly.com/danishexperienceofferslessonsforu.s.antibioticuse.aspx, July 26, 2010.


Esse artigo foi baseado em um documento preparado pelo Instituto Americano de Carnes (AMI), revisado pela Associação Americana de Ciencia da Carne, publicado no site http://www.meatmythcrushers.com, e que pode ser acessado no link:http://www.meatmythcrushers.com/documents/Meatmythcrushersbrochure_....

Fonte: Beefpoint

Cientistas usam droga adaptada para tratar leishmaniose visceral

06/02/2012
Por Fábio de Castro

Grupo do Instituto Adolfo Lutz consegue ação eficaz contra leishmania ao direcionar para os órgãos infectados uma droga originalmente aplicada contra parasitoses em animais. Na ilustração, modelo do lipossoma.


Agência FAPESP – Um fármaco empregado na clínica veterinária para tratar determinadas parasitoses demonstrou alta eficácia para o tratamento de leishmaniose visceral em modelos animais, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

O estudo, cujos resultados serão publicados em breve na revista Experimental Parasitology, mostrou que a buparvaquona teve eficácia semelhante à do medicamento padrão utilizado contra a leishmaniose, mas com dose 150 vezes menor.

De acordo com o coordenador da pesquisa, André Gustavo Tempone, do Instituto Adolfo Lutz, já se sabia que a buparvaquona é um dos fármacos mais ativos contra a leishmania no modelo in vitro, mas sua ação nunca havia sido reportada em modelos in vivo.

“Há grande expectativa de que esses resultados levem a futuros testes em humanos, pois o medicamento já se mostrava muito eficaz em testes in vitro. Só que em modelos animais sua ação era muito limitada, pois havia um gargalo: a droga não chegava ao fígado e ao baço do animal, que é onde ocorre a infecção pela leishmania”, disse Tempone à Agência FAPESP.

Para driblar o gargalo, os pesquisadores utilizaram lipossomas – vesículas esféricas utilizadas para dirigir o fármaco de forma controlada com maior precisão à célula infectada. “Com o carreador lipossomal, conseguimos pela primeira vez demonstrar que é possível utilizar o medicamento para tratar a leishmaniose visceral”, destacou.

A pesquisa foi realizada no âmbito do projeto “Combinações terapêuticas na leishmaniose visceral: o potencial anti-leishmania de bloqueadores de canais de cálcio e o uso de nanoformulações lipossomais”, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular e foi encerrado em julho de 2011.

O estudo faz parte também da pesquisa de doutorado de Sandra Reimão, realizada com bolsa da FAPESP sob a orientação de Tempone. Além de Reimão e Tempone, participaram do artigo os pesquisadores Fábio Colombo e Vera Pereira-Chioccola – todos do Departamento de Parasitologia do Instituto Adolfo Lutz.

Atualmente, Tempone coordena o projeto “From trypanosomes to Leishmania: novel drug candidates for the treatment of neglected parasitic diseases”, apoiado no âmbito do acordo de cooperação científica FAPESP-King's College London.

Fórmula mais simples

Segundo Tempone, o novo trabalho é especialmente importante por se tratar de um estudo de adaptação de fármacos já existentes.

“Esse tipo de estudo – conhecido como piggy-back chemotherapy–, embora não traga inovação no aspecto de descoberta de novas drogas, é importante do ponto de vista da saúde pública devido à possibilidade de colocar fármacos no mercado com mais rapidez. Como se trata de uma droga que já está no mercado, podemos dispensar, por exemplo, os testes de toxicidade. Começamos assim a desenvolver a nova aplicação a partir de uma fase mais avançada”, explicou.

A buparvaquona, segundo ele, é uma droga de uso clínico veterinário empregada contra uma parasitose, principalmente na Europa. Sua atividade anti-leishmania foi revelada pela primeira vez em um estudo publicado em 1992.

No entanto, os testes na ocasião foram feitos com a leishmaniose visceral provocada pela Leishmania donovani – o parasita predominante em países como a Índia. No Brasil, predomina a Leishmania chagasi.

“Essa droga foi perseguida por muitos anos pelo pessoal da área de parasitologia, que a tentava fazer funcionar, pois ela mostrava alta eficiência in vitro. O ineditismo da nossa contribuição consistiu em fazer a droga funcionar em modelos animais com a ajuda dos lipossomas”, contou Tempone.

Os pesquisadores utilizaram lipossomas convencionais – e não nanolipossomas – para que a formulação fosse mais simples. “Pensamos nas necessidades da indústria, que poderá no futuro produzir a droga. Por isso, tivemos a preocupação de fazer a formulação mais simples possível, para facilitar o escalonamento”, disse.

A formulação utilizada incluiu o uso de um fosfolipídio modificado que confere um direcionamento maior para a célula hospedeira, que na leishmaniose é o macrófago, presente no fígado e baço do animal.

“Utilizamos modelos de hamsters infectados com a Leishmania chagasi. Essa formulação lipossomal levou a droga ao fígado e ao baço dos animais. Ela mostrou que pode reduzir em 89% a carga parasitária no baço e em 67% a carga de parasitas no fígado. O mais importante, no entanto, é que para conseguir a mesma eficácia do glucantime – que é a droga padrão contra a leishmaniose – utilizamos uma dose 150 vezes menor.

Graças à tecnologia de PCR em tempo real, os pesquisadores conseguiram utilizar a biologia molecular como ferramenta no laboratório. “Utilizando a PCR em tempo real, conseguimos quantificar de forma precisa a ação de uma droga no modelo animal. Isso tem facilitado muito nossos estudos sobre novos fármacos”, disse Tempone.

A partir de agora, os pesquisadores trabalharão em novos estudos com modelos animais para definir as melhores vias de administração, a posologia adequada e o tempo de administração ideal. “Vamos investigar também os detalhes sobre a dinâmica de biodistribuição lipossomal desse fármaco no modelo animal”, disse.

O artigo Effectiveness of liposomal buparvaquone in an experimental hamster model of Leishmania (L.) infantum chagasi, de Juliana Reimão e outros, pode ser lido por assinantes da Experimental Parasitology em www.journals.elsevier.com/experimental-parasitology

http://agencia.fapesp.br/15133

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Organismo Internacional (PANAFTOSA) procura Profissionais para admissão imediata em Duque de Caxias - RJ e Pedro Leopoldo - MG.

Vaga RJ - TÉCNICO DE LABORATÓRIO
Salário R$ 3.562,00 + Benefícios

Experiência de sete anos comprovada em atividades correlatas as funções tais como:
- Realizar ensaios imunoquímicos para o controle de qualidade de insumos, kits e sets
- Manter registro e analisar resultados de testes de laboratório no controle de qualidade
- Executar procedimentos de biologia molecular voltados à produção de kits e sets
- Executar técnicas avançadas de imunoquímica para produção e controle de qualidade de kits e sets Indispensável ensino médio completo com formação técnica em área relacionada à saúde

Desejável graduação em Ciências Biológicas ou áreas afins
Domínio do português com conhecimento de espanhol ou inglês.
Enviar currículo até 29 de Fevereiro de 2012, para o endereço rh@panaftosa. ops-oms.org informando no assunto o cargo a que se candidata.

PANAFTOSA
Departamento de Recursos Humanos - rh.panaftosa@yahoo.com.br


Vaga RJ - ASSISTENTE TÉCNICO DE LABORATÓRIO II
Salário R$ 2.954,00 + Benefícios

Necessário ter experiência de seis anos comprovada em atividades correlatas à função, tais como:
- Produzir, manipular e controlar abastecimento de insumos para produção de kits e sets
- Realizar passagens de organismos em cultivos celulares, para produção de antígenos
- Operar equipamentos de precisão para o fracionamento de componentes, nas proporções utilizadas na composição de kits e sets
- Separar componentes, envazar, montar, rotular e embalar kits e sets

Indispensável ensino médio completo com formação técnica em biotecnologia ou química
Desejável graduação em biotecnologia ou química
Domínio do português com conhecimento de espanhol ou inglês.
Enviar currículo até 29 de Fevereiro de 2012, para o endereço rh@panaftosa. ops-oms.org informando no assunto o cargo a que se candidata.

PANAFTOSA
Departamento de Recursos Humanos - rh.panaftosa@yahoo.com.br

Vaga RJ - ASSISTENTE TÉCNICO DE LABORATÓRIO I
Salário R$ 2.446,00

Experiência de cinco anos comprovada em atividades correlatas à função, tais como:
- Controlar a qualidade insumos e processos de produção de kits e sets
- Controlar a qualidade de insumos biológicos para mapeamento de amostras
- Controlar testes e eficácia de produtos acabados e itens de kits e sets
- Mapear, analisar e manter atualizados os fluxos de processos produtivos

Indispensável ensino médio completo com formação técnica em estatística ou administração
Desejável graduação em estatística ou administração
Domínio do português com conhecimento de espanhol ou inglês.
Enviar currículo até 29 de Fevereiro de 2012, para o endereço rh@panaftosa. ops-oms.org informando no assunto o cargo a que se candidata.

PANAFTOSA
Departamento de Recursos Humanos - rh.panaftosa@yahoo.com.br

Vaga RJ - TÉCNICO DE INFORMAÇÃO II (GEOPROCESSAMENTO)
Salário R$ 2.954,00 + Benefícios

Necessário ter experiência de seis anos comprovada em atividades correlatas à função e um ano na utilização de ferramenta GIS e/ou comprovada participação em grupos de trabalho na área de aplicação de métodos estatísticos, tais como:
- Capacidade de consolidar bases cartográficas digitais
- Elaborar mapas temáticos em apoio a análise epidemiológica
- Receber, tratar, tabular e consolidar dados em âmbito continental, gerando informes e relatórios
- Desenvolver e implementar bancos de dados de apoio

Indispensável ensino médio completo ou formação técnica em estatística
Desejável graduação em matemática ou estatística
Bom conhecimento do português e inglês ou espanhol
Enviar currículo até 29 de Fevereiro de 2012, para o endereço rh@panaftosa. ops-oms.org informando no assunto o cargo a que se candidata.

PANAFTOSA
Departamento de Recursos Humanos - rh.panaftosa@yahoo.com.br


Vaga MG - TECNICO DE LABORATÓRIO – MG
Salário R$ 3.562,00 + Benefícios

Necessário ter experiência de sete anos comprovada em atividades de diagnósticos virológico e biologia molecular para:
- Preparar e manter a coleção continental de vírus de referencia (cepario)
- Realizar procedimentos para diagnósticos primários de doenças vesiculares
- Aplicar metodologias de isolamento viral e caracterização de vírus vesicular
- Manter registros de desempenho de testes laboratoriais e seus resultados

Indispensável ensino médio completo com formação técnica em área relacionada à saúde
Desejável graduação em VeterináriaDomí nio do português com conhecimento de espanhol ou inglês.Bom conhecimento do português e inglês ou espanhol
Enviar currículo até 24 de Fevereiro de 2012, para o endereço rh@panaftosa. ops-oms.org informando no campo assunto "TÉCNICO DE LABORATÓRIO - MG".

PANAFTOSA
Departamento de Recursos Humanos - rh.panaftosa@yahoo.com.br

Malária mata 1,2 milhão por ano

Pesquisa publicada na The Lancet aponta que a doença é responsável por quase o dobro de mortes do que indica o World Malaria Report 2011 da OMS (Wikimedia)

03/02/2012

Agência FAPESP – Uma nova pesquisa publicada na revista The Lancet aponta que a malária é responsável pela morte de 1,2 milhão de pessoas ao ano em todo o mundo, quase o dobro do que se estimava anteriormente.

Outra conclusão é que, apesar de se achar que a doença infecciosa mata basicamente crianças pequenas, o estudo mostra que quase metade das mortes (42%) foi em crianças mais velhas e em adultos.

A boa notícia é que as intervenções adotadas na última década para tentar conter a transmissão têm contribuído para diminuir a mortalidade da malária.

Destacado no editorial da The Lancet, o estudo foi coordenado pelo professor Christopher Murray, da Universidade de Washington, em Seattle, Estados Unidos, cuja equipe coletou dados disponíveis sobre a doença de 1980 a 2010.

O resultado de 1,2 milhão de mortes para 2010 é quase duas vezes o total descrito no World Malaria Report 2011, divulgado em dezembro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estimou em 655 mil o total de óbitos no ano atribuídos à doença.

A nova pesquisa verificou que de 1980 a 2010 o total de mortes aumentou de 1 milhão em 1980 para o máximo de 1,8 milhão em 2005. O aumento se deve, segundo os autores, à elevação na mortalidade e no aumento da população com risco de ser contaminada.

Apesar do número elevado, o 1,2 milhão de mortes em 2010 representam uma queda de 32% desde 2004. A situação é mais crítica na África, com 700 mil mortes pela doença em crianças com menos de 5 anos em 2010. Mas os adultos têm sido muito atingidos. O estudo indica que um terço das mortes atribuídas à malária em 2010 ocorreu em adultos.

Na comparação com o relatório da OMS, o estudo indica 1,3 vez mais mortes por crianças com menos de 5 anos e 8,1 vezes mais para crianças mais velhas na África e 1,8 vez a mais para pessoas de todas as idades no resto do mundo.

“Aprendemos nas escolas de medicina que pessoas expostas à malária enquanto crianças desenvolvem imunidade e raramente morrem por causa da doença quando crescem. Mas verificamos em registros de hospitais, de óbitos e de outras fontes que analisamos que a situação é outra”, disse Murray.

De acordo com a OMS, causada por cinco espécies de parasita do gênero Plasmodium que afetam humanos, a malária devida ao P. falciparum é a mais letal e predomina na África. De acordo com a organização, 91% das mortes em 2010 devidas à doença ocorreram no continente africano.

O artigo Global malaria mortality between 1980 and 2010: a systematic analysis (Lancet 2012; 379: 413–3), de Christopher Murray e outros, pode ser lido por assinantes da The Lancet em www.thelancet.com.

http://agencia.fapesp.br/15128

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MAPA estabelece novos critérios para Avermectinas

02/02
A regra instituída pela Nova Instrução Normativa SDA nº 48 tem como objetivo alavancar as exportações de carne bovina e evitar entraves comerciais
O Ministério da Agricultura (MAPA) por meio da Instrução Normativa SDA Nº 48, publicada em dezembro do ano passado, restringiu o uso de produtos antiparasitários que contenham princípios ativos das Avermectinas (Segundo a IN Nº 6 PNCRC, Avermectinas: Abamectina, Doramectina, Ivermectina, Eprimomectina, Moxidectina), nos quais o período de carência ou de retirada descrito nos rótulos seja maior do que 28 dias. A nova regra se aplica em bovinos de corte criados em regimes de confinamento e semi-confinamento, assim como em animais criados no regime extensivo, em fase de terminação.
A restrição do princípio ativo foi determinada em função da detecção acima dos limites estabelecidos do produto nas exportações brasileiras para o EUA. O Gerente de Serviços Técnicos da Biogénesis-Bagó no Brasil, Reuel Luiz Gonçalves, explica que a quantidade utilizada do antiparasitário pelos produtores brasileiros não está acima do normal, “o critério de detecção e os limites de resíduos utilizado pelo EUA não são os mesmos do Brasil, deste modo ocorreram bloqueios”. Seguimos os limites máximos de resíduos (LMR) estabelecidos pelo MAPA, Mercosul e Codex Alimentarios (FAO / OMS). E ainda completa, “a legislação veio apenas ressaltar que todos devemos respeitar a carência dos produtos, principalmente das Avermectinas antes do abate dos animais”.
A nova regra não é motivo de preocupação se seguida com cuidado, “a medida irá beneficiar o Brasil, visto que o número de exportações só tende a aumentar. Também existem muitos produtos que podem substituir o uso das Avermectinas. O produtor pode optar pela utilização do Biopersol Forte MV (Fosfato de Levamisol), que possui carência de apenas 7 dias para o abate”, revela o Gerente.
Há mais de 20 anos o Brasil tem se preocupado com questões de resíduos e drogas veterinárias em alimentos. Programas como o Plano Nacional de Controle de Resíduos Biológicos em Produtos de Origem Animal (PNCRB-MAPA) e Programa Nacional de Análise de Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos (PAMVet-ANVISA), tem contribuído para o monitoramento de possíveis resíduos que podem significar riscos a saúde pública.

Agrolink com informações de assessoria

http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=165302

Laptopspirose!!!!!!!!!!!!!

Vírus descoberto na Alemanha causa deformidades em animais

Infectados têm febre e diarreia; vírus ainda não tem cura.
França, Bélgica, Holanda e Reino Unido também já registraram casos.
Da Agência Estado


Uma nova doença de caprinos, ovinos e bovinos tem causado deformidades em animais na Alemanha, segundo autoridades de agricultura.
O instituto de pesquisa The Friedrich Loeffler Federal Research Institute of Animal Health afirmou que 186 fazendas na Alemanha foram atingidas desde que o vírus Schmallenberg se manifestou, em novembro, em 8 dos 16 Estados do país. Em 172 destas fazendas, ovelhas foram infectadas.
O instituto afirmou que Bélgica, Holanda, França e Reino Unido também já registraram casos. A Rússia afirmou que vai suspender as importações dos países afetados em decorrência do surto.
O vírus recebeu o nome da primeira cidade alemã onde foi detectado, Schmallenberg, onde atingiu 51 fazendas, principalmente no Estado de North Rhine-Westphalia, relatou o instituto em 26 de janeiro.
Acredita-se que mosquitos sejam portadores da doença, que causa febre e diarreia entre os animais adultos e não pode ser transmitida de um animal para outro, segundo especialistas.
Ainda sem cura
No momento, não há vacina para Schmallenberg. No entanto, embriões podem ser prejudicados, levando a nascimentos prematuros ou deformidades que provocam a morte após o nascimento. O problema é semelhante ao causado por outros vírus detectados na Austrália e na América do Sul.
O Ministério de Alimentos, Agricultura e Proteção ao Consumidor afirmou hoje que vai estabelecer em março um sistema de informação obrigatória sobre novos casos, depois da aprovação do parlamento. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar afirmou que o vírus não é transmissível aos humanos. As informações são da Dow Jones.

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/02/virus-descoberto-na-alemanha-causa-deformidades-em-animais.html

OMC vai discutir relação entre taxas de câmbio e comércio internacional

As controvérsias envolvendo a relação entre taxas de câmbio e comércio internacional predominarão em uma discussão marcada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para 27 e 28 de março de 2012, em Genebra, na Suíça. O debate atende a um pedido do governo do Brasil, feito no ano passado, e será dividido em quatro sessões. A primeira etapa discutirá os setores público e privado, a segunda as organizações internacionais, a terceira as instituições acadêmicas e a última as conclusões.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), por meio de sua assessoria de imprensa, informou que as discussões são parte de duas propostas enviadas pelo Brasil à OMC em 2011. Em uma das propostas, o governo brasileiro ressalta a necessidade de discutir a relação entre taxas de câmbio e comércio internacional.

Na segunda proposta encaminhada à organização, em setembro do ano passado, as autoridades do Brasil retomaram o tema, sugerindo a reflexão sobre como a OMC pode lidar com os efeitos negativos de desalinhamentos acentuados das taxas de câmbio para os fluxos comerciais internacionais.

As discussões em março devem contar com representantes do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

Também foram convidados os professores P. Lane, do Instituto Trinity College, de Dublin, na Irlanda; A. Trejos, da Escola de Negócio Incae, da Costa Rica; e Shang-Jin Wei, da Universidade de Columbia, em Nova York.

Por parte do Brasil foram convidados o empresário Josué Gomes da Silva, do grupo Coteminas, que representará o setor privado nacional, além de Eva Jaili, do comando da PB Swiss Tools, Ruogu Li, presidente do EximBank chinês, e Eugenio Simeoni, diretor-geral da Nestlé. Representantes da Índia, da Turquia e do Canadá também foram convidados para os debates.

FONTE

Agência Brasil
Renata Giraldi - Repórter
Graça Adjuto - Edição
Links referenciados

Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento
www.unctad.org

Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico
www.oecd.org

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
www.mdic.gov.br

Organização Mundial do Comércio
www.wto.org

Fundo Monetário Internacional
www.imf.org

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

OMC
www.wto.org

http://www.agrosoft.org.br/agropag/220613.htm

MAPA e UFSC abrem inscrições para curso de inovação no agronegócio

Estão abertas as inscrições para a 3ª edição do curso sobre Propriedade Intelectual e Inovação no Agronegócio, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O início das aulas está previsto para o dia 2 de abril e as inscrições podem ser feitas até dia 15 de fevereiro de 2012 pela internet.

O curso será à distância e busca sensibilizar, capacitar e atualizar profissionais que atuam na inovação e propriedade intelectual no agronegócio. O programa do curso contempla conceitos, legislação e os principais assuntos relacionados ao tema. Entre estes estão patentes de invenção, modelos de utilidade, desenho industrial, marcas, programas de computadores, indicação geográfica de produtos agropecuários e proteção de cultivares.

Serão oferecidas mil vagas para participantes em todo o território nacional. O curso terá duração de dois meses, com carga horária total de 90 horas-aula e certificação emitida pela extensão universitária da UFSC. A obtenção do certificado é pré-requisito para participação nos demais módulos que serão oferecidos pelo Ministério da Agricultura. Já estão previstas novas edições dos cursos sobre Indicação Geográfica e um módulo específico sobre Proteção de Cultivares.

Clique aqui para fazer a inscrição.

Mais informações sobre o curso

Secretaria de Educação à Distância da UFSC
Telefone: (48) 3952-1900
Site: www.sead.ufsc.br

FONTE

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social do MAPA
Débora Bazeggio - Jornalista
Telefone: (61) 3218-3089

http://www.agrosoft.org.br/agropag/220610.htm

Pesquisa comprova que cloro na água elimina larvas do mosquito da dengue



O cloro existente em produtos sanitários, na concentração de 0,1%, é capaz de impedir o crescimento e eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, como mostra uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba. O estudo revela também que a concentração de cloro testada mantém seu efeito protetor durante dez dias.

O experimento foi realizado a pedido da Associação Brasileira das Indústrias de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor). "O objetivo inicial era verficar se o cloro utilizado em tratamento de piscinas impedia o desenvolvimento da larva do mosquito da dengue", diz o professor Octavio Nakano, da Esalq, que coordenou a pesquisa. "Os resultados mostraram que a dosagem também é eficaz para outros pontos com água, como vasos de plantas, por exemplo".

No Laboratório do Departamento de Entomologia da Esalq, larvas do Aedes aegypti criadas em laboratório foram adicionadas a recipientes com água misturada com cloro em diversas concentrações, simulando as quantidades usadas em tratamento de piscinas. Em contato com a água, as larvas em incubação dão continuidade a seu ciclo de desenvolvimento, dando origem ao mosquito.

Os experimentos demonstaram que uma quantidade de cloro equivalente a 0,1% do volume total da água em que acontece a aplicação (1 mililitro para cada litro de água, por exemplo) é capaz de eliminar as larvas do mosquito da dengue. "O cloro tem ação mortal sobre elas, impedindo que cresçam", ressalta Nakano.

Efeitos

A pesquisa também constatou que o efeito do cloro se prolonga por dez dias. "Durante esse período, o cloro vai evaporando até seu efeito residual desaparecer por completo", conta o professor Nakano. "Depois de dez dias, é necessário fazer uma nova aplicação na água".
De acordo com Nakano, a ação protetora pode ser prolongada por mais tempo, desde que seja utilizada uma quantidade maior de cloro. "Na medida em que a água apresente uma residuidade maior, é possível manter o efeito contra as larvas do mosquito da dengue".

O professor explica que os resultados dos experimentos também são válidos para produtos que apresentem cloro em sua composição, como por exemplo, água sanitária. "A concentração testada não apresenta efeitos nocivos aos seres humanos, já que é semelhante a empregada no tratamento de piscinas".

O cloro também pode ser usado para impedir a proliferação do Aedes aegypti em vasos, pois a dosagem díluida na água que as plantas são regadas não prejudica o seu desenvolvimento. Para evitar que as larvas cresçam, também é necessário verificar caixas dágua vazias, garrafas, pneus e todo local que possa haver acúmulo de água, mantendo-os secos.

Mais informações

Professor Octavio Nakano
E-mail: onakano@esalq.usp.br

FONTE

Agência USP de Notícias
Júlio Bernardes - Jornalista
Telefone: (11) 3091-4411
E-mail: agenusp@usp.br

http://www.agrosoft.org.br/agropag/220614.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+agrosoft+%28Jornal+Agrosoft%29

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Curso de Manejo de Felinos Selvagens no RJ

Ocorrerá entre os dias 24 e 25 de Março de 2012 no Rio-ZOO (Rio de Janeiro), a 3ª edição do Curso de Manejo de Felinos Selvagens.

Mais informações "www.sollarisambiental.com.br/cursos-eventos" ou sollaris@sollarisambiental.com.br

O que faz um fiscal agropecuário?

O fiscal agropecuário não trabalha apenas com fiscalização como o próprio nome sugere, ele também é um sanitarista atuando na prevenção e erradicação das doenças de notificação obrigatória (doenças que quando surgem deve ser comunicada a defesa agropecuária ex: raiva). No Brasil essa profissão não é reconhecida com o devido valor, sendo ignorada pela classe política e desconhecida para a maioria da população, mas que beneficio o fiscal traz para sociedade? Como sanitarista ele atua na captura de morcegos para o controle da raiva, comunica a secretaria de saúde do município da presença de zoonoses, investiga animais que apresentam os seguintes sintomas: hemorragias, vesículas ou sintomas nervosos, faz educação sanitária orientado a população dos riscos de doenças como: brucelose, tuberculose, encefalomielite eqüina, mormo, etc. Além disso ainda tem a parte de fiscalização dos produtos e subprodutos de origem animal e da atuação dos veterinários que realizam alguns tipos de exames, além da revenda de produtos biológicos (farmácia veterinária). Como podemos ver o trabalho não é pouco e muito menos fácil, apesar disso nos deparamos aqui no Brasil com: falta de estrutura adequada para desempenhar o serviço, baixa remuneração, pouco pessoal, capacitações insuficientes e por ai vai. A conseqüência disso tudo é que ainda não somos um país livre de febre aftosa, com isso uma serie de barreiras são impostas para que nossos produtos não sejam exportados, só que isso é o de menos quando consideramos a saúde pública, porque todos esses entraves que foram citados afeta e muito o trabalho, tornando a população suscetível a doenças como: encefalomielite eqüina, mormo, brucelose, raiva, tuberculose, carbúnculo hemático (antraz), etc. Aqui vai um lembrete a primeira linha de defesa contra essas doenças é feita pela DEFESA AGROPECUÁRIA e os soldados que vão combatê-las são os Médicos Veterinários Fiscais Agropecuários então lembrem-se que veterinário não cuida só de bicho.

http://eticavet.blogspot.com/2010/08/o-que-faz-um-fiscal-agropecuario.html?spref=fb

RabiesBlueprint: Disponível em Português

Prezados Colegas,

Informo que em parceria com PANAFTOSA/OPAS foi traduzida e revisada a versão em Português do RABIESBLUEPRINT.

O site Rabiesblueprint é uma iniciativa dos Parceiros para o a prevenção da Raiva (Partners for Rabies Prevention - PRP) e da Aliança Global para o Controle da Raiva (Global Alliance for Rabies Control – GARC), para apoiar as ações de controle, vigilância e prevenção da Raiva Humana Transmitida por Cães.

Para acessar o site, basta clicar no link abaixo:

http://www.rabiesblueprint.com/?lang=pt


Muito obrigado pelo apoio na divulgação.

Em breve estará disponível a versão em Espanhol, também apoiada por esta Organização.

Até breve,


Marco Antonio Natal Vigilato

Veterinary Public Health Specialist
PANAFTOSA - PAHO/WHO
(5521) 3661-9010

Recebido por e-mail