quinta-feira, 28 de abril de 2011

Armadillos Can Transmit Leprosy to Humans, Federal Researchers Confirm


By GARDINER HARRIS


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Armadillos have never been among the cuddly creatures routinely included in petting zoos, but on Wednesday federal researchers offered a compelling reason to avoid contact with the armored animals altogether: They are a source of leprosy infections in humans.
Julio Viard
Few armadillos live long enough in the wild to be seriously affected by the infection.

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Readers' Comments

Using genetic sequencing machines, researchers were able to confirm that about a third of the leprosy cases that arise each year in the United States almost certainly result from contact with infected armadillos. The cases are concentrated in Louisiana and Texas, where some people hunt, skin and eat armadillos.
Leprosy, also known as Hansen’s disease, is an ancient scourge that has largely disappeared, but each year about 150 to 250 people in the United States and 250,000 in the world contract the illness. As long as the disease is identified relatively quickly, treatment with antibiotics — a one- to two-year regimen with three different drugs — offers an effective cure. But every year dozens of people in the United States do not recognize their skin lesions for what they are early enough and suffer lifelong nerve damage as a result.
Part of the problem is that doctors sometimes fail to consider leprosy in patients who have not traveled to parts of the world where the disease is endemic, like India, Brazil, Africa, the Philippines and other islands in the Western Pacific. Two-thirds of leprosy patients in the United States are people who have either lived or worked in such places before coming down with the illness.
But in a given year, about 50 to 80 people who have symptoms consistent with leprosy tell their doctors that they have not traveled to such areas or had any contact with someone with a leprosy infection. And in these patients, doctors may mistakenly dismiss consideration of a leprosy infection.
“These patients have always been a puzzle,” said Dr. Anthony S. Fauci, director of theNational Institute of Allergy and Infectious Diseases.
Now researchers are hoping that their study leads doctors to ask one more question of patients who have skin lesions that are numb in the center: Any armadillos in your life?
Leprosy now joins a host of other infectious diseases — including flu, H.I.V./AIDS and SARS — that are known to have jumped from animals to humans. Flu is thought to have first crossed to humans from migratory waterfowl several hundred years ago. H.I.V./AIDS first crossed from a chimpanzee about 90 years ago.
Dr. Fauci said that about 70 percent of new emerging infectious diseases were known to have animal origins.
But one of the interesting aspects of leprosy is that transmission seems to have gone in both directions. Leprosy was not present in the New World before Christopher Columbus, and armadillos are indigenous only to the New World.
“So armadillos had to have acquired it from humans sometime in the last 400 to 500 years,” said Dr. Richard W. Truman, a researcher at the National Hansen’s Disease Program in Baton Rouge, La., and an author of the armadillo study, which was published Wednesday in The New England Journal of Medicine.
Some studies have shown that as many as 20 percent of armadillos in some areas are infected with leprosy.
Armadillos now range from Colorado to North Carolina and have a similar habitat to opossums. Few armadillos live long enough in the wild to be seriously affected by the infection, Dr. Truman said, but those in laboratories suffer many of the same problems as humans and eventually die of liver and kidney failure.
The microbe that causes leprosy, Mycobacterium leprae, is a fragile one. It does not grow in laboratory petri dishes, and survives only a week or two in moist soil. Indeed, the only animals in which it is known to flourish are humans and armadillos, and researchers have long used armadillos to grow the disease, although its presence in armadillos predates such research. Because of this, researchers have speculated that some share of human leprosy cases reported in the United States and other parts of the Americas resulted from contact with armadillos, but there has not been definitive proof until this study.
The fragility of the leprosy bacterium suggests that infections result from something more than casual contact with an armadillo, Dr. Truman said.
“The important thing is that people should be discouraged from consuming armadillo flesh or handling it,” Dr. Truman said.

Unicamp lança portal de conteúdos educacionais


OpenCourseWare Unicamp facilitará o acesso pelo público geral de textos, fotos, animações, apostilas e vídeos utilizados nas disciplinas de graduação da universidade (Unicamp)

28/04/2011
Agência FAPESP – A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou no dia 25 o OpenCourseWare (OCW) Unicamp, portal desenvolvido para hospedar conteúdos das disciplinas dos cursos de graduação em formato digital, originários de disciplinas de cursos de graduação da universidade.
O objetivo da iniciativa é disponibilizar para a sociedade, de forma gratuita, materiais como textos, fotos, animações, apostilas e vídeos. O serviço já conta com 12 disciplinas de diferentes áreas do conhecimento.
“Para a Unicamp, é muito importante tornar esses conteúdos acessíveis à comunidade acadêmica e à sociedade em geral. Temos convicção de que cada vez mais professores se interessarão pelo uso dessa ferramenta”, disse o reitor Fernando Ferreira Costa.
A Unicamp é a primeira universidade pública do Brasil a contar com o OCW. A criação do portal começou a ser formatada há pouco mais de dois anos, por meio de um acordo com a Universia Brasil. Na oportunidade, o objetivo era lançar a ferramenta com dez disciplinas disponíveis.
“Assim que a atual administração assumiu, demos impulso ao projeto. Não foi uma tarefa trivial criar uma plataforma que contasse com recursos de edição simples e que observasse questões importantes como o respeito ao direito autoral”, disse Marcelo Knobel, pró-reitor de Graduação.
O trabalho de concepção da ferramenta ficou a cargo da Pró-Reitoria de Graduação, em conjunto com o Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE).
O acesso aos dados disponíveis poderá ser realizado de forma livre e sem custo. Não haverá necessidade de inscrição ou do cumprimento de outras formalidades. Entretanto, o usuário terá que estar de acordo com as condições previstas nos termos de Uso do serviço.
“No momento da publicação, o GGTE confere com o docente se os direitos autorais relativos aos materiais que compõem a aula foram observados. Se houver alguma dúvida, nós adiamos a publicação até que esse ponto seja devidamente esclarecido”, explicou o coordenador do grupo, José Armando Valente.
“Essa ferramenta certamente mexerá com uma série de situações, inclusive com métodos pedagógicos. O desafio que fica aos professores é fazer com que os conteúdos de suas aulas também possam ser aprendidos a distância”, disse Ricardo Fasti, diretor-geral da Universia Brasil.
A estrutura do OpenCourseWare Unicamp segue uma tendência mundial que possibilita ampliar a relação institucional com a comunidade, a exemplo do que ocorre no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, por meio do projeto MIT OpenCourseWare.
OpenCourseWare Unicamp: www.ocw.unicamp.br 


ABRASCO: Boletim Eletrônico



Pesquisa em Atenção Primária à Saúde: como construir uma agenda para o Brasil?
A Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde abriu seu terceiro fórum de debates sobre o tema "Pesquisa em Atenção Primária à Saúde: como construir uma agenda para o Brasil?". A partir da pauta proposta a Rede coloca três questões para reflexão: Considerando-se que a elaboração de uma agenda de pesquisa em APS deve buscar refletir a natureza e complexidade desse objeto, que eixos ou dimensões devem ser priorizados na pesquisa em APS e por quê?; Que iniciativas devem ser implementadas ou fortalecidas para impulsionar o desenvolvimento da pesquisa em APS e qual o protagonismo e tarefas da Rede de Pesquisa em APS nessa questão? e; Como melhorar a utilização dos resultados de pesquisa por gestores e profissionais no âmbito da APS?. O Fórum recebe contribuições até o dia 10 de maio, quando será realizado um debate online, das 16h às 17h, com as coordenadoras da atividade, Maria Guadalupe Medina e Rosana Aquino (Pesquisadoras do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, Coordenadoras do Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação Técnica em Formação e Avaliação da Atenção Básica - GRAB). Saiba como participar clicandoaqui.
Saúde Mental em pauta
O coordenador do GT Saúde Mental da ABRASCO e do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Laps/ENSP), Paulo Amarante, um dos organizadores do projeto Loucos pela Diversidade e nome reconhecido no movimento de reforma psiquiátrica no Brasil é o entrevistado da primeira edição da revista eletrônica RapaDura. A entrevista, feita em vídeo, aborda temas como: a situação das instituições psiquiátricas, a forma como o Estado trata a questão e o conceito de alienação, Reforma Manicomial, o SUS, o mercado da saúde, entre outros temas. Confira a entrevista clicando aqui.
Presidente da SBMFC concede entrevista à Rede de Pesquisa APS
Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) é o entrevistado do mês de abril da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde. Na entrevista Gusso fala sobre os pontos positivos e negativos do SUS, e da APS em particular, destacando seus principais avanços e a dificuldade importa pela contratação de profissionais (especialmente médicos), os desafios que enfrenta na presidência da SBMFC, a programação do 11° Congresso Brasileiro de Medicina de Família e as contribuições da Rede de Pesquisa em APS. Confira a entrevista clicando aqui.
´Semana da saúde´ no Senado tem 47 projetos em pauta
Um total de 47 projetos pode fazer parte da "semana da saúde", esforço concentrado para votação de projetos da área definido pelo presidente do Senado, José Sarney, em conjunto com lideranças partidárias. A prevenção ao uso de drogas, a relação dos clientes com os planos de atendimento e o custeio e a organização da saúde são temas dominantes nas propostas. Mais detalhes aqui.
Fórum de Mobilização para Enfrentamento das Doenças Negligenciadas
O Programa de Enfrentamento às Doenças Negligenciadas da Secretaria de Saúde do Governo de Pernambuco está promovendo oFórum de Mobilização para Enfrentamento das Doenças Negligenciadas, no próximo dia 05 de maio, das 8h30 às 17h. O encontro tem como objetivo falar sobre o enfrentamento de doenças tropicais endêmicas que atingem a população de baixa renda: tracoma, doença de Chagas, hanseníase, filariose, esquistossomose, helmintíase e tuberculose e será realidado no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco.
Seminário Internacional Rotas Críticas III: situações limite decorrentes de violências de Gênero
O Seminário Internacional Rotas Críticas III: situações limite decorrentes de violências de gênero será realizado de 25 a 27 de maio, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O encontro tem como público alvo a comunidade acadêmica e trabalhadores de saúde, segurança pública, educação, ação social, jurídicos e militantes de ONGs e movimentos sociais. O Seminário é uma promoção da UFRGS, através do Curso de Análise de Políticas e Sistemas de Saúde e do Programa de Pós-graduação em Enfermagem, conta com apoio do CNPq é tem caráter gratuito. Veja a programação detalhada clicando aqui.
10th International Conference on Urban Health
We are pleased to announce the call for abstracts for the 10th International Conference on Urban Health (ICUH), to be heldNovember 1–5, 2011 in Belo Horizonte, Brazil. The abstract deadline is June 30th, 2011, and applicants will be notified of the final decisions on their submissions by July 30th.  The website for the Conference is www.icuh2011.com. The principal theme to be addressed will be urban health action toward equity, with special interest in the urban context, its metrics, and interventions. The conference will examine how institutions and governments can develop and implement interventions that improve health equity, based upon the urban health evidence. These issues will be examined in a multitude of sectors, such as climate change, air pollution, physical activity, health services, violence and security, transportation and injuries, housing and infrastructure, neighborhoods and the urban environment, reproductive and maternal child health, the social determinants of health, substance use and vulnerable populations, and still others. The meeting is being jointly organized by the School of Medicine of the Federal University of Minas Gerais (UFMG), the Belo Horizonte Observatory for Urban Health, and the International Society for Urban Health. The Observatory, a partnership between UFMG and the Belo Horizonte Municipality, has made the city a model for efforts to increase health equity in the urban setting. Founded in 2002, its mission is to build workforce capacity in population health research and to conduct urban-themed studies that can drive planning for improving urban health.
Publicações e oportunidades
Clique nos links a seguir e confira as publicações e oportunidades da semana.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mapa Mundi Interativo do IBGE


Recentemente o IBGE lançou um mapa-mundi digital, com síntese, histórico, indicadores sociais, economia, redes, meio ambiente, entre outras curiosidades, vale a pena conferir! 
http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php

SCGÁS estuda aproveitar biogás de dejetos suínos no oeste de SC



  A Companhia de Gás de Santa Catarina - SCGás, Sadia e Biogastec do Brasil assinaram, nesta terça-feira (26), em Concórdia, com a presença do governador Raimundo Colombo, o protocolo para o desenvolvimento de projetos de aproveitamento de biogás a partir de dejetos de suínos. "Essa ação vai contribuir com o desenvolvimento sustentável e ambiental. Acredito que estamos no caminho certo, é um grande desafio para o Estado, e será um impulsionador do desenvolvimento de Santa Catarina. É possível gerar renda com preservação do meio ambiente", destacou o governador. 
  A proposta consolidou uma parceria para realização de estudos para avaliar a viabilidade técnica, econômica, financeira e ambiental de projetos de aproveitamento de dejetos de suínos para a produção de biogás nos municípios de Faxinal dos Guedes e Concórdia. De acordo com o presidente da SCGás, Altamir José Paes, a iniciativa pode mudar a realidade da suinocultura. "Santa Catarina tem potencial para produzir diariamente quantidade significativa desse gás, já que possui mais de 7,5 milhões de cabeças de suínos.
  O maior desafio é a organização das granjas, que ainda não são voltadas para reaproveitar os dejetos", informou. O projeto inicial será desenvolvido na granja modelo da Sadia em Faxinal dos Guedes, onde atualmente estão alojados 26 mil suínos, que produzem um volume diário estimado de 315 metros cúbicos de dejetos. Com o sistema em funcionamento, há uma estimativa de produzir anualmente quatro milhões de metros cúbicos de biogás, além de 110 toneladas/ano de biofertilizante, (fertilizante de origem orgânica, 100% natural).
  A segunda etapa prevê a implantação de uma usina de biogás centralizada em Concórdia, cuja matéria prima será dejetos recolhidos de granjas integradas da Sadia num raio de 20 quilômetros. A região projetada gera mais de 600 metros cúbicos diários de dejetos, e o estudo projeta, também, a utilização de resíduos de abatedouro. Para o diretor técnico comercial da SCGás, Walter Pizza Junior, o desenvolvimento sustentável do agronegócio para Concórdia e região, pode representar um significativo salto tecnológico, com grandes granjas resolvendo um dos principais problemas, que é o destino adequado dos resíduos da produção dos rebanhos alojados. Biogás O produto é resultante da fermentação anaeróbia de material orgânico. Ele é formado por metano (50-75%), dióxido de carbono (20-45%), água, gás sulfídrico, hidrogênio, nitrogênio e outros componentes. O produto se assemelha ao gás natural e pode ser utilizado para fins energéticos.
  O poder calorífico do biogás bruto é de aproximadamente 5.500 kcal/metros cúbicos, podendo variar conforme a origem do material orgânico a ser degradado. Em termos comparativos, apresenta cerca de 60% do conteúdo energético do gás natural. Para a SCGÁS distribuir o biogás, há necessidade de purificá-lo, visando aproximar as características químicas do gás natural. Benefícios para Santa Catarina A utilização do biogás traz diversos benefícios para Santa Catarina.
   No campo dos aspectos sociais, com o tratamento adequado dos dejetos suínos será possível manter e expandir o agronegócio, bem como promover a geração de novos empregos e a fixação do homem ao campo. Essa também é uma nova fonte de renda para os produtores agrícolas: O produtor poderá utilizar o biogás como fonte de energia (térmica ou elétrica) para consumo próprio e, se houver excedente de biogás, dispô-lo em redes de gás natural após tratamento prévio. O uso também ajuda a redução dos Gases de Efeito Estufa (GEE) e o desenvolvimento de novas fontes de energias renováveis:
  O processo natural de decomposição dos dejetos suínos produz gás metano (CH4) o qual é liberado para a atmosfera e contribui para o efeito estufa. O armazenamento do biogás reduz as emissões de gases.
   A produção de biofertilizante é resultante do processo de biodigestão dos dejetos suínos é um adubo de alta qualidade, podendo ser utilizado na própria área do produtor ou, após beneficiamento, ser comercializado em outras áreas.
Com informações do Governo do Estado de Santa Catarina. (AB)

De: http://www.suino.com.br/SanidadeNoticia.aspx?codigoNot=EyTftUNnjB4=

PR: Doença animal terá notificação on-line


Curitiba - A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) quer ampliar o controle e prevenção de doenças que prejudicam os animais de produção no Paraná. Para isso, realizou ontem (26), na sede da Celepar em Curitiba, uma Webcast com a participação de médicos veterinários da iniciativa privada e de representantes das entidades ligadas ao agronegócio que têm vínculo com o serviço estadual de defesa sanitária animal. Anunciou também a implantação do sistema on-line - que começa a funcionar hoje em substituição às guias em papel- para notificação de enfermidades dos animais de produção, com um novo aplicativo do Sistema de Defesa Sanitária Animal.

Segundo a médica veterinária Maria do Carmo Pessôa Silva, responsável pela área de Epidemiologia na Secretaria, a informação precisa e oportuna é uma ferramenta poderosa para planejar programas sanitários e até mesmo, detectar a necessidade de mudanças nas estratégias dos referidos programas, de forma a atender as demandas da produção e dos novos mercados.

Pelo sistema on-line poderão ser comunicadas doenças de bovinos, suínos, aves, equinos, ovinos, caprinos, peixes, abelhas e até bicho da seda. Segundo Maria do Carmo, o maior número de registros de doenças acontecem em aves, suínos e bovinos, nesta ordem.

A veterinária prevê que as notificações poderão aumentar com o sistema on-line. Por outro lado, vai agilizar a investigação das doenças e sanar os problemas mais rapidamente. Além disso, ela avalia que haverá menos erros e mais qualidade nas informações prestadas. Só em março de 2011, a Seab recebeu 365 fichas de notificação de doenças em animais de produção e 265 em vegetais, sendo que 70% deu resultado negativo.

Andréa Bertoldi

Prêmio Fundação Bunge 2011: DEFESA SANITÁRIA ANIMAL E VEGETAL


Prêmio Fundação Bunge 2011


DEFESA SANITÁRIA ANIMAL E VEGETAL

A história da agricultura e da pecuária no mundo é uma história de luta. Desde quando aprendeu a cultivar alimentos e domesticar animais, há mais de 10 mil anos, o homem vem desenvolvendo técnicas cada vez mais evoluídas para fazer frente a pragas e doenças em suas lavouras e rebanhos – ameaças à produtividade e à saúde humana que, infelizmente, também evoluem.
A sobrevivência da nossa espécie até hoje, portanto, é a prova de que, nessa luta permanente, ainda somos os vencedores.
A Defesa Sanitária Animal e Vegetal é um dos campos científicos que mais têm contribuído para isso. Para cada epidemia de febre aftosa em rebanhos, para cada surto de ferrugem em culturas agrícolas, para cada suspeita de que os insumos utilizados em lavouras e criações trazem efeitos nocivos ao ser humano; para cada novo obstáculo, enfim, a ciência entra em campo com novos estudos, novas vacinas, novas variedades de plantas, novas recomendações de prevenção e contenção de doenças.

IMPORTÂNCIA PARA A ECONOMIA

No Brasil, um dos maiores exportadores de alimentos do planeta, a Defesa Sanitária Animal e Vegetal tem uma história para se orgulhar. O que significa dizer: uma história de crises superadas.
Foi assim no final dos anos 1930 e durante os anos 1940, quando os laranjais paulistas foram acometidos pelo vírus da Tristeza dos Citros. A doença atacava as laranjeiras através dos porta-enxertos – suportes para a planta obtidos de uma variedade imprópria para o consumo, porém mais resistente. E até que se descobrisse a natureza virótica da Tristeza e se substituísse a laranja-azeda pelo limão-cravo como porta-enxerto, quase 90% das lavouras de São Paulo foram destruídas, em mais de uma década de pesquisas que, ao final, resultaram vitoriosas.
Hoje, o Brasil é o principal exportador mundial de suco de laranja.
Foi assim, também, em 2005, quando um foco de febre aftosa foi identificado no Mato Grosso do Sul, principal produtor de bois do País. Mais de 50 países pararam de importar a carne brasileira, até que a vacinação e medidas sanitárias mais rigorosas tranquilizassem o mundo novamente.
Hoje, 30% da carne bovina exportada no mundo é brasileira.
Exemplos como esses explicam como a Defesa Sanitária Animal e Vegetal contribui para a produtividade agropecuária brasileira, que desde 2003 tem crescido a taxas anuais de 5,8%, conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2010).

IMPORTÂNCIA PARA A SAÚDE HUMANA

Mas, se aumentar a produtividade agropecuária é um dos objetivos a que se propõe a Defesa Sanitária Animal e Vegetal, outro de igual importância é o cuidado com saúde humana. No mundo inteiro, cada vez mais a ciência vem se debruçando sobre possíveis efeitos nocivos dos insumos agropecuários – como defensivos agrícolas, hormônios e antibióticos veterinários – na saúde do homem, sem falar nos impactos ambientais dos mesmos.
“Um dos desafios dessa ciência consiste na legitimação dos produtos utilizados”, diz Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. “É preciso a articulação de órgãos como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), em parceria com o Ministério, para termos o equilíbrio entre a produtividade e a saúde humana.”
E esse é um desafio que vai além das fronteiras de um país. A própria OMC (Organização Mundial do Comércio) tem marcos regulatórios para a questão. O Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC estabelece normas específicas relacionadas à segurança alimentar e à sanidade animal e vegetal, mas, para além dessas regras básicas, os países são livres para estabelecer níveis de proteção ainda mais rigorosos. Um fator que, diante de uma economia globalizada, pode influenciar decisivamente a economia de um país exportador, o que torna ainda mais estratégico o desenvolvimento da pesquisa e das tecnologias de Defesa Sanitária Animal e Vegetal no Brasil.

O PAPEL DA CIÊNCIA E O PAPEL DA POLÍTICA

“O nível da pesquisa no Brasil está up to date com o mundo contemporâneo, o suficiente para contribuir para o crescimento espantoso do agronegócio brasileiro”, diz Roberto Rodrigues.
O maior desafio, segundo o ex-ministro, é fazer a pesquisa chegar ao produtor, bem como aplicar os programas de defesa sanitária. “O País é grande e o Ministério tem de trabalhar em convênio com os estados. Mas a definição das prioridades políticas de cada um é difícil e pode trazer problemas. Se determinado estado não vacinar contra febre aftosa, por exemplo, isso pode prejudicar os demais.”
Para Rodrigues, o papel da ciência é “criar mecanismos de prevenção de doenças e pragas, desenvolver tecnologias, variedades resistentes, produtos veterinários e agrícolas que não deixem resíduos nocivos”. Cabe aos governos, porém, sistematizar a informação produzida e regular sua aplicação nas lavouras e pastagens, para que o Brasil continue à frente de uma luta da qual depende a sobrevivência de um estado, de um país e de toda a humanidade.

Emerging Infectious Diseases - Volume 17, Number 5 May 2011



 
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Table of Contents 
Volume 17, Number 5âMay 2011 
 
 
PERSPECTIVE
 
Vector-borne Infections 
     R. Rosenberg and C.B. Beard 
 
SYNOPSES

RESEARCH
Molecular Epidemiology of Oropouche Virus, Brazil 
     H. Baldez Vasconcelos et al. 
Plasmodium knowlesi Malaria in Children 
     B.E. Barber et al. 
Babesiosis in Lower Hudson Valley, New York, USA 
     J.T. Joseph et al. 

HISTORICAL REVIEW

DISPATCHES
Tick-Borne Encephalitis Virus, Kyrgyzstan 
     B.J. Briggs et al. 
Novel Bluetongue Virus Serotype, Kuwait 
     S. Maan et al. 
Chikungunya Virus, Southeastern France 
     M. Grandadam et al. 

ANOTHER DIMENSION
The Crab Hole Mosquito Blues 
     K.M. Johnson et al. 

LETTERS
Japanese Encephalitis, Tibet, China 
     Y.-X. Li et al. 
Dengue Virus Serotype 4, Roraima State, Brazil 
     J.G. Temporao et al. 
Novel Phlebovirus in Febrile Child, Greece 
     V. Anagnostou et al. 
Toscana Virus in Blood Donors, France, 2007 
     N. Brisbarre et al. 
West Nile Virus Infection, Assam, India 
     S.A. Khan et al. 
Avian Malaria Deaths in Parrots, Europe 
     P. Olias et al. 

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