De acordo com o gerente de Sanidade Animal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (IDARON), a defesa sanitária de 11,5 milhões de animais é um grande desafio, que requer a participação integrada de criadores, frigoríficos e do governo.
O esforço dos 95 mil criadores de gado e do governo de Rondônia para vacinar um rebanho de 11,5 milhões contra a febre aftosa, garantindo a certificação da carne para exportação, será o principal case apresentado no seminário especial da Comissão de Agricultura do Senado, que será realizado em Ji-Paraná, na região Central do Estado de Rondônia, nesta sexta-feira, a partir das 13h, no auditório do Espaço Paternon.O controle sanitário do rebanho brasileiro e avaliação do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa serão o tema do seminário que vai reunir senadores, técnicos e autoridades dos governos federal e estadual, além de representantes dos pecuaristas e do mercado da carne.O seminário é uma iniciativa do senador Acir Gurgacz, líder do PDT e presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária no Senado Federal. “Estamos levando este ciclo de debates da Comissão de Agricultura do Senado a Rondônia para que a experiência positiva de nosso Estado, no sentido de combater a febre aftosa, possa ser conhecida de discutida em âmbito nacional, contribuindo para a erradicação da doença em todo território nacional”, frisou Gurgacz.De acordo com o gerente de Sanidade Animal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (IDARON), a defesa sanitária de 11,5 milhões de animais é um grande desafio, que requer a participação integrada de criadores, frigoríficos e do governo. “As doenças não respeitam fronteiras, então o papel do Estado é realizar ações para diminuir riscos e agir de forma preventiva”, disse. Ele destacou que esse trabalho é muito maior em Rondônia, que tem fronteiras com países que oferecem riscos de sanidade animal. “Creio que este seminário vai servir para apresentar o trabalho desenvolvido em Rondônia ao País, para que possamos aperfeiçoá-lo ainda mais”, frisou.O presidente do Fundo de Apoio a Defesa Sanitária Animal do Estado de Rondônia (Fefa), José Vidal, explica que são realizadas anualmente duas vacinas estratégicas no rebanho, além do constante monitoramento através da sorologia. “A pecuária é nosso item número um de exportação e precisamos estar sempre em alerta porque não podemos ter um retrocesso nas exportações”, detalhou. Ele acredita que o seminário da CRA será o palco de discussões apropriado para que os pecuaristas e agentes de controle sanitário possam solidificar cada vez mais a parceria público/privado existente, para fortalecer ainda mais o agronegócio rondoniense.Esta será a primeira vez que a Comissão de Agricultura realiza um evento fora do Senado e de Brasília com transmissão ao vivo pela TV e Rádio Senado. Também será possível a participação do público de todo o Brasil via Alô Senado – 0800 612211, pela internet – via formulário no site do Senado ou pelo twitter - @alosenado. O evento será realizado em Ji-Paraná, na região Central de Rondônia, no Espaço Paternon, próximo a Unijipa, a partir das 13h no horário de Rondônia, 14h no horário de Brasília.Foram convidados para debater o assunto o diretor do Departamento de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura (Mapa), Guilherme Marques; o fiscal federal de Agropecuária do Mapa, Jamil Gomes de Souza; a representante da Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária, Regina Sugayama; o gerente de Sanidade Animal do Idaron, Fabiano Alexandre da Silva; e o presidente do Fundo de Apoio a Defesa Sanitária Animal do Estado de Rondônia (Fefa), José Vidal.Neste Blog fazemos: 1- Atualização sobre a ocorrência de doenças de importância em Veterinária e em Saúde Pública em todo o mundo. 2- Troca de informações sobre: Doenças Infecciosas, Zoonoses, Saneamento Ambiental, Defesa Sanitária Animal (Legislação e Programas Sanitários do Ministério da Agricultura) e demais assuntos relacionados à sanidade e Saúde Pública. Este blog se destina a discutir a saúde animal dentro dos seus mais variados aspectos.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
Paraná adere a programa de abate humanitário de animais
Médicos veterinários da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) estão sendo capacitados para assegurar o respeito, no Estado, às normas do abate humanitário de bovinos, suínos e aves. A fiscalização do abate segundo essas normas será incorporada a partir deste ano [2011] à rotina do Serviço de Inspeção do Paraná (SIP) do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis). A previsão é que até o primeiro quadrimestre de 2012 todos os frigoríficos paranaenses já tenham aderido ao abate humanitário de animais de produção.
Nesta segunda quinzena de junho, veterinários da Seab estão fazendo um curso de três dias, ministrado por dirigentes da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) -- uma organização não-governamental que firmou parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O curso começou em Curitiba no dia 14 e será encerrado hoje (16/06/11). Além da capacitação, o curso visa a conscientização das estruturas de governo e dos frigoríficos para a importância do tema.
Links referenciados
www.pr.gov.br/seabMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentowww.agricultura.gov.brPrograma Nacional de Abate Humanitáriowww.wspabrasil.org/latestnews/2009/lancamento-Programa-Nacional-de-Abate-Humanitario.aspxPrograma Nacional de Abate Humanitáriowww.wspabrasil.org/latestnews/2009/lancamento-Programa-Nacional-de-Abate-Humanitario.aspxSociedade Mundial de Proteção Animalwww.wspabrasil.orgAgência de Notícias do Paranáwww.aenoticias.pr.gov.brAcesse aquiptextranet.animalwelfareonline.org/especialistas/FCAW/index.aspxhttp://www.agrosoft.org.br/agropag/218338.htm
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Ministério confirma entrada em vigor de normas sobre qualidade do leite
15/06/11
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Aberto Concurso CIDASC- Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina - CIDASC, empresa pública com personalidade jurídica de direito privado, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, comunica que se encontram abertas, as inscrições ao concurso público destinado a selecionar candidatos para atuar em todo o Estado de Santa Catarina, nas diversas atividades da Empresa. O salário varia de R$ 773,88 a R$ 4.772,91.
As inscrições devem ser realizadas no período de 1º de junho a 15 de julho de 2011, através do endereço eletrônicohttp://cidasc.fepese.org.br. Valor da taxa de inscrição: para os cargos com exigência de curso superior R$ 90,00, para os cargos com exigência de curso médio R$ 60,00 e para os cargos com exigência de curso fundamental R$ 40,00.
Cargos:
•Nível superior - Agente Técnico: Administrador, Advogado, Analista de Sistema, Psicólogo, Contador, Economista, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Mecânico, Engenheiro, Jornalista e Químico.
•Nível médio - Agente Operacional Administrativo: Assistente Administrativo, Analista de Suporte de Informática, Técnico de Suporte de Informática e Técnico Agrícola.
•Nível fundamental - Agente Operacional de Serviços Gerais: Continuo, Eletricista, Servente, Auxiliar Agropecuário, Operador, Laboratorista e Mecânico.
O presente concurso público tem validade de 2 anos, prorrogável uma única vez, por igual período.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Vacinação contra Aftosa no Rio terá alterações a partir de 2012
30/05/2011 - 17:51h - Atualizado em 30/05/2011
Imunização em maio será para animais até 24 meses e em novembro todo o rebanho bovino será vacinado
A partir de 2012 a vacinação em maio contra a Febre Aftosa no Rio de Janeiro será apenas para animais até 24 meses. A imunização total do rebanho bovino ocorrerá na campanha de novembro. O anúncio, que beneficia os pecuaristas fluminenses foi feito hoje, pelo secretário estadual de Agricultura e Pecuária, Christino Áureo, durante o lançamento do Diagnóstico da Cadeia Produtiva da Pecuária de Corte no Estado, realizado pela Federação estadual de Agricultura e Pecuária (Faerj), no plenário da Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
– Vamos completar 15 anos livres da doença em nosso plantel. Através de tratativas com o ministério de Agricultura e Pecuária e o Comitê Estadual de Erradicação da Febre Aftosa manifestamos nossa disposição em flexibilizar a vacinação dentro da margem de segurança. A medida reduzirá custos com a aquisição da vacina e manejo, como já se observa em outros estados da federação. Tenho certeza de que o Rio de Janeiro conseguirá manter o bom índice de cobertura vacinal que vem alcançando – afirmou.
Resultado de pesquisa coordenada pelo professor Nelson Jorge Moraes de Matos, com a participação de docentes da Universidade Rural do Rio de Janeiro e técnicos da Faerj, o diagnóstico apresentado é um raio X da cadeia produtiva da pecuária de corte fluminense e instrumento que servirá de base para políticas públicas voltados para o setor. Entre as questões apontadas pelo documento, estão as necessidades de melhoramento do nível gerencial das propriedades e da genética do rebanho.
– É importante capacitar o nosso produtor para cuidar do orçamento de sua propriedade, tratando a atividade de forma profissional. Além disso, temos que nos voltar para questões técnicas buscando melhorias de resultado e qualidade. Não adianta competir com estados com grande extensão territorial e volume de produção. Somos o estado da genética. Temos vocação para oferecer um produto de melhor qualidade e que seja valorizado pelo consumidor – explicou o secretário.
Na ocasião, Christino Áureo lembrou a importante parceria da Alerj, desde a gestão do ex-presidente da casa, Jorge Picciani, e mantida com o atual, deputado Paulo Melo na defesa de questões envolvendo o segmento. Assim foi com a aprovação da lei apoiada pelo governador Sérgio Cabral que extinguiu o ICMS sobre a carne e seus derivados. Isso contribuiu para que o produto do Rio de Janeiro esteja mais ao alcance do consumidor e ofereça ganhos para produtores e frigoríficos. O benefício incentiva ainda a legalização daqueles que atuavam na clandestinidade, construindo uma cadeia forte, que produz dentro das normas sanitárias.
Para o presidente da Faerj, Rodolfo Tavares, o diagnóstico é fundamental na orientação das discussões dos agentes envolvidos no processo de fortalecimento da pecuária de corte considerando não apenas o aumento do rebanho, mas também o melhoramento do manejo e da genética como instrumentos de consolidação da atividade.
Durante a solenidade, a Faerj homenageou destaques na cadeia produtiva da carne no estado, como o criador de gado Nelore, Paulo Lemgruber, pecuarista do município do Carmo, na Região Serrana, e descendente de Manoel Lemgruber, pioneiro na criação da raça no país. Representando a indústria, Jair Ferreira Júnior, do Frigorífico Landim, recebeu a homenagem em nome de seu pai, Jair Ferreira, que acreditou nos incentivos tributários do governo do estado para o setor e investiu em nova indústria, em Barra do Piraí.
http://inovadefesa.ning.com/group/defesaagropecuriarj?commentId=2874953%3AComment%3A146692&xg_source=msg_com_group
http://inovadefesa.ning.com/group/defesaagropecuriarj?commentId=2874953%3AComment%3A146692&xg_source=msg_com_group
terça-feira, 31 de maio de 2011
"Vaca louca": OIE não altera status brasileiro
A esperada recuperação pelo Brasil do risco 1 para a doença da "vaca louca" ainda este ano não vai ocorrer. A reclassificação deve ficar para 2012. Apesar de nunca ter registrado a encefalopatia espongiforme bovina (BSE, na sigla em inglês), o Brasil está entre os países com classificação de risco 2 para a doença, isto é, risco controlado, conforme a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Risco 1, a classificação que o Brasil tinha até 2005 e perdeu, significa risco insignificante para a enfermidade.
Em 2010, o Brasil enviou um relatório para a OIE com informações sobre o status sanitário para "vaca louca" e chegou a ser elogiado pelo órgão. A OIE, no entanto, disse, à época, que ainda não seria possível melhorar a classificação brasileira.
Por trás do comportamento do corpo de veterinários da OIE está o fato de que o Brasil ainda não conseguiu responder de forma satisfatória a questões sobre o rastreamento de animais importados, na década de 1990, de países que tiveram a doença. Mas também haveria um certo desinteresse em melhorar a classificação do Brasil, que tem um papel importante no mercado internacional de carne bovina, avaliam fontes do setor. Desde que perdeu o status de risco insignificante, o Brasil ficou impedido de exportar tripa bovina - matéria-prima para salsichas - à União Europeia.
O diretor de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, rejeita acusações de inação do governo pela manutenção do risco 2. Ele afirma que o governo solicitou duas vezes a melhora na classificação de risco do Brasil, mas a OIE não respondeu aos questionamentos feitos em 2010. "Mandamos uma atualização da base de dados do relatório de 2010, aguardamos manifestação, mas não houve resposta até hoje", diz.
Marques explica que o governo não enviou um novo relatório e optou por mandar apenas um "adendo" ao texto antes enviado porque não sabia onde havia falhas. "Ficamos aqui com técnicos sem viajar, nos fins de semana e dispostos a ir à OIE, mas não fomos consultados", disse.
Em março de 2010, o governo recebeu da OIE impressões positivas sobre a reclassificação para risco 1 na escala da doença, segundo Marques. "Eles nos parabenizaram pelo excelente relatório, mas lamentaram que o país não tinha como receber o risco 1. Perguntamos o porquê ao Bernard Vallat (diretor-geral da OIE), mas não recebemos nenhum documento".
Hoje, apenas 13 países têm o status de risco 1. Para chegar a esse nível, são requeridos oito anos de rastreamento e ações de redução de ingestão de proteína de animal alterada (príon) por ruminantes.
Diante da postura da OIE, o governo optou por não refazer o relatório. "Não foi má vontade nem indisposição. Foi estratégia do governo", afirma Marques. Ele diz que o Brasil é um alvo analisado "com lupa" pelos concorrentes que estão entre os 176 países da OIE. Além disso, enfrenta o protecionismo dos países ricos.
Os críticos do sistema brasileiro apontam falhas nos controles, como o uso da "cama de frango" na alimentação de bovinos, processo insuficiente na esterilização da farinha de carne, possibilidades de "contaminação cruzada" e não rastreamento de 100% do gado importado há 20 anos, cujo potencial de apresentar sintomas da doença não poderia ser descartado.
Para resolver a situação, o diretor informa que encaminhará um novo relatório atualizado à OIE após a reunião anual da organização em maio. "Vamos esgotar o tema na reunião e o relatório será enviado de novo", disse. "Queremos clareza dos motivos da recusa da OIE. Vamos ser sabatinados e, se justiça for feita, em maio de 2012 teremos esse reconhecimento".
O diretor do ministério diz que o caso do Brasil mudou as regras da OIE. Agora, entre réplicas e tréplicas, a organização tem obrigação de consultar países sobre os relatórios encaminhados. E precisa responder questionamentos em detalhes.
Sobre as travas na importação de tripa pela Europa, Marques diz que o Código de Animais Terrestres da OIE permitiria esse comércio. "Pelo código da OIE, tripa é produto isento de risco, assim como leite, colágeno e gelatina de couro, além de osso calcinado, sebo sem impurezas e alguns tipos de carne", informa.
A disputa do Brasil na OIE se arrasta desde 2000, quando o Canadá suspendeu as importações de carne bovina brasileira sob pretexto de que haveria risco de ocorrência de "vaca louca" no país. A UE criou um sistema de classificação de risco geográfico de cinco faixas. Depois, a OIE refez o sistema e reduziu a três riscos: insignificante (1), controlado (2) e desconhecido (3). Até hoje, não existe país declarado livre da doença.
Desde 2000, o Brasil encaminha, de forma voluntária, relatórios anuais. Se não fizer, entra no risco 3. Procurada, a Abiec (reúne exportadores de carne bovina) preferiu não se manifestar "uma vez que aguarda uma solução para o problema há três anos".
A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) indica que o Brasil não forneceu todas as informações pedidas para ter revisada sua situação. O problema, segundo fontes na Europa, é que o Brasil importou gado bovino europeu na época da epidemia da doença no continente e ainda não conseguiu mostrar o destino desses animais.
A OIE mantém o Brasil na categoria de risco controlado da doença ao lado de países que já tiveram a enfermidade, como nações da Europa e os EUA. Por sua vez, Argentina e Austrália, outros grandes produtores de carne bovina, estão na categoria de risco insignificante, o que dá vantagem competitiva no mercado de carnes.
Procurada, a OIE foi econômica nas respostas ao Valor sobre a situação do Brasil. A entidade confirmou que o país pediu no fim de 2009 revisão de seu status para a doença. E que, após avaliação do pedido no início de 2010, foi demandado ao Brasil que fornecesse elementos complementares para validar a demanda de obtenção do status de risco insignificante.
A OIE dá a entender que as autoridades brasileiras não responderam satisfatoriamente. Limita-se a lembrar que a avaliação dos pedidos dos países para reconhecimento de status de doenças prioritárias, como a "vaca louca", ocorre uma vez por ano entre novembro e fevereiro, "o que não exclui uma revisão do status do Brasil na próxima etapa de avaliações".
Apesar de ser um órgão cientifico, as decisões da OIE são influenciadas politicamente pelos países e, segundo as mesmas fontes, a pressão parece ter sido forte para que o Brasil fosse mantido na categoria de risco controlado. Uma das razões é que isso satisfaz os europeus, já que deixa o Brasil - o maior exportador global de carne bovina - na mesma categoria de risco dos 21 dos países da UE. Também a Argentina não estaria insatisfeita com o status brasileiro. Os EUA, que como o Brasil tiveram recusado o pedido de redução de risco, também preferem seu concorrente na mesma categoria, já que uma reclassificação teria impacto comercial.
Segundo dados da própria UE, de 1º de janeiro a 24 de abril deste ano foram registrados 11 novos casos de "vaca louca" no bloco: três na Espanha, três no Reino Unido, um na França, um na Irlanda, um na Itália, uma na Holanda e um Portugal. Um foco da enfermidade pode representar um ou mais animais afetados.
Em 2009 foram 71 focos, em 2010 outros 44 e agora já são 11. Mas o número deve diminuir a partir de julho, por uma canetada de Bruxelas. É quando entra em vigor uma decisão da Comissão Europeia, que mudará a idade de controle de bovinos a partir de julho deste ano. O regulamento atual determina que a partir da idade de 48 meses o animal deve ser testado para a doença da "vaca louca". Agora, a idade passará para 72 meses, o que indica um relaxamento do controle.
A avaliação entre analistas é de que a Europa não vai conseguir erradicar pelos próximos 10 a 20 anos a infecção, apesar dos investimentos feitos até agora. De maneira geral, o estado sanitário da UE é inquietante. O bloco europeu registrou 783 focos de enfermidades animais em 2010. Desde janeiro, teve mais 79 surtos oficialmente notificados, incluindo 11 focos de doença de lingua azul, 12 focos de febre aftosa (todos na Bulgária), 15 de doença vesicular equina e quatro de gripe aviária em aves.
As informações são do Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.
Fonte: Celia Padovan
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A melhoria da qualidade do leite e a IN 51
Por Marcos Veiga
A qualidade do leite voltou à pauta de discussões da cadeia produtiva do leite. Não é por acaso. Um dos responsáveis por esse repentino interesse é a alteração dos limites de qualidade do leite cru previstos para 2011. Vale lembrar que esta redução dos limites de CCS e CBT estava prevista desde 2002, há mais de 10 anos, quando foi editada a Instrução Normativa 51/2002 do MAPA.
A IN 51/2002 previa a vigência de limites de CCS e CBT no patamar de 1.000.000 células/mL (CCS) e 1.000.000 ufc/mL (CBT) a partir de 2005, além de outras importantes exigências como o resfriamento do leite na propriedade rural e a coleta a granel a cada 48 horas. A coincidência dos valores de CCS e CBT pode ter contribuído para alguma confusão por parte do produtor, mas na época, podemos considerar que foi um avanço para a cadeia produtiva, já que até então o país não tinha limites para CCS e C BT do leite cru tipo C. A partir de julho/2008, os mesmos critérios foram reduzidos de forma idêntica para 750.000 (cel./mL e ufc/mL) e finalmente, em 2011 haverá (ou haveria?) a redução para 100.000 ufc/mL e 400.000 cel./mL, para CBT e CCS.
Não é exagero afirmar que o tema de qualidade do leite está longe de ser uma unanimidade dentro da cadeia produtiva. O que poderia ser uma situação de convergência entre produtores, indústria processadora e consumidores, reflete os vários conflitos de interesse dentro de um setor em fase de consolidação.
Uma importante pergunta a ser respondida pelo setor produtivo é: a) qual a demanda atual de qualidade por parte do consumidor? b) o que as empresas e produtores podem ganhar com a melhoria da qualidade?
Do lado do consumidor não se nota grande capacidade de diferenciação em relação à qualidade. Para a maioria dos consumidores, com pouco conhecimento sobre os processos produtivos, o s principais critérios são a segurança (ausência de resíduos de antibióticos e inocuidade em relação à transmissão de doenças), sabor agradável e razoável vida de prateleira. É ainda muito incipiente, mas crescente, grupos de consumidores preocupados com os atributos de composição, efeitos benéficos sobre a saúde, respeito ao ambiente e bem-estar animal. Sendo assim, considerando o baixo grau de exigência do consumidor, pois para muitos o leite e derivados é quase uma commodity, cabe ao pode público, em particular a inspeção oficial, determinar os padrões mínimos aceitáveis de qualidade e segurança.
Entre os produtores e a indústria processadora existem visões divergentes sobre a qualidade. Os produtores reclamam que a produção de leite de qualidade gera maiores custos, o que somente seria rentável se o leite for pago por qualidade, o que ainda não ocorre de forma disseminada na cadeia produtiva. As empresas, por sua vez, alegam qu e grande parte dos produtores não atendem aos critérios mínimos de qualidade e dada a concorrência acirrada pela captação de leite, se um determinado laticínio tornar mais rígidos os padrões de qualidade, alguns produtores simplesmente mudariam para um laticínio de menor exigência.
Considerando o histórico de avaliação da qualidade do leite no Brasil, é forçoso reconhecer que, a despeito de muitos esforços isolados, não houve melhoria substancial das médias de CCS e CBT durante os últimos cinco anos. Em 2007, cerca de 10 e 25% de produtores analisados não atendiam aos padrões de 1.000.000 de CCS e CBT, respectivamente. Em 2009, em um grande levantamento feito pela RBQL (Rede Brasileira de laboratórios de Qualidade do Leite) em quase 1,7 milhão de análises, aproximadamente 21 e 42% das amostras analisadas não atendiam o padrão 750.000 de CCS e CBT, respectivamente. É fácil concluir que com a redução do limite de CCS e CBT em julho/11 esse percentual de não conformidade tende a aumento. Com base nestes números, a qualidade parece não ter sido encarada como questão estratégica para uma parcela significativa da cadeia produtiva.
A alteração dos limites de CCS e CBT, prevista para julho/2011, é vista diferentemente por dois grupos de opiniões: os que propõe adiar os prazos e/ou não reduzir os limites de CCS e CBT e os que torcem para a aplicação dos novos padrões de exigência. As razões alegadas pelo primeiro grupo, que incluem empresas e parte das entidades de classe dos produtores, são de que a redução dos limites traria grandes dificuldade de atendimento aos novos padrões, e consequentemente resultaria em instabilidade ao setor produtivo e potencial exclusão de produtores. Do outro lado, muitos técnicos, laticínios e produtores enxergam que a mudança ou adiamento dos novos padrões geraria total descrédito da IN 51 e desestimularia os produtores e empresas que fizeram a lição de casa, os quais são hoje a maioria dos produtores. Em outras palavras, uma mudança neste momento traria benefícios justamente aos que não implantaram programas e medidas de controle durante o período de implantação da IN 51.
Acredito que a alteração da data (postergar) ou a não redução dos limites previstos seja uma discussão secundária dentro da atual realidade, pois embute a crença de que tais medidas podem minimizar os atuais problemas de qualidade e permitir mais tempo para que os produtores e empresas possam atuar para reduzir as não-conformidades. Entendo que esta visão de postergar prazos não resolve os problemas, pois a atual legislação de qualidade foi editada em 2002 (IN 51/2002) e previa uma carência de 3 anos para início da vigência efetiva de padrões mínimos de qualidade somente a partir de 2005. Além disso, uma parte das empresas e produtores que investiu em treinamento, melhoria de procedimentos e valorização d a qualidade, já trabalha com mais de 90% do leite atendendo as novas exigências de CBT, o que somente está previsto para entrar em vigor a partir de julho/2011.
Desta forma, somente postergar sem um plano de ação para atacar os problemas principais da qualidade do leite, significaria empurrar o problema para frente, deixando de buscar as origens: falta de capacitação do produtor, ausência de pagamento por qualidade, indefinição sobre aplicação da legislação, deficiências de infra-estrutura (estradas, eletrificação, equipamentos) e falta de assistência técnica. Esta postura não produz perspectivas de avanços. Além disso, é de se destacar que mesmo com os atuais limites de CCS e CBT (supondo que não haja alteração dos padrões de qualidade da IN 51), cerca de 40% das amostras não atendem os limites máximos para CCS e CBT. Sendo assim, a ideia de prorrogar prazos não traz perspectivas de melhoria da qualidade para uma parcela significativa do leite que atualmente tem qualidade deficiente. Em um estudo recente (Diagnóstico da Cadeia Produtiva do leite de Goiás - FAEG), os produtores indicaram que a melhoria da qualidade do leite tem como pré-requisito básico uma boa assistência técnica, pagamento por qualidade e oferta de financiamentos. Não se menciona, por desconhecimento ou falta de importância, a influência da legislação.
A experiência internacional, de cooperativas e grande empresas que implantaram sistemas de valorização da qualidade (pagamento por qualidade) no Brasil, desde 2005, indica que os produtores respondem de forma imediata aos incentivos de bonificação e penalização com base na qualidade do leite. Deve-se lembrar de que tais programas devem ter como princípios a transparência das análises (realizadas em laboratório oficial), recebimento de extratos mensais de qualidade do leite, possibilidade de acesso a assistência técnica. A lógica do pagamento por qual idade é estimular via bonificação sobre um preço base o produtor de leite de alta qualidade, assim como penalizar o leite de qualidade inferior. É um princípio simples: pagar mais por uma matéria prima de maior valor e potencial de lucratividade para empresa. Tais programas já foram implantados com sucesso em outros países desde a década de 1980e 1990, contudo não houve ampla difusão entre as empresas, cooperativas e laticínios brasileiros, com apenas poucos exemplos de sucesso.
Outro limitante para a melhoria da qualidade do leite e que tem sido pouco abordado é a necessidade de assistência técnica. Dada a complexidade dos sistemas de produção e a farta oferta de tecnologias, é necessário que o produtor tenha auxílio técnico para a tomada de decisões em relação ao manejo de ordenha, controle de mastite, limpeza de equipamentos, entre outros. Muitas vezes encontramos situações nas quais o produtor usa tecnologias sem qualquer comprovaçà £o técnico-cientí fica, por desconhecimento ou falta de assistência técnica competente. É de se destacar que grande parte dos atuais
programas de fomento a produção de leite (Balde Cheio, Educampo, Cati Leite) tem como fundamento básico a necessidade de assistência técnica. É chegada a hora de incluir a qualidade do leite dentro deste contexto produtivo. Temos atualmente um conjunto de tecnologias disponíveis e a baixo custo para produzir leite de alta qualidade, mesmo para pequenos produtores com ordenha manual.
Voltando a IN 51, temos que usar o atual momento de discussão em torno da mudança dos padrões da IN 51 como oportunidade de encontrar soluções mais definitivas para problemas crônicos de qualidade e apontar as possíveis estratégias de ação capazes de abrir oportunidade de melhoria da qualidade. Devemos usar a oportunidade para buscar possíveis soluções para reduzir a zero os atuais problemas de não-conformidades de CCS e CBT (e de composição) e caminhos para implantar sistemas de valorização da qualidade, pois não temos como exigi-la com sistemas de pagamento que não diferenciam o produtor em função da qualidade diferente.
Fonte: SANTOS, M. V. A melhoria da qualidade do leite e a IN 51.
Inforleite, São Paulo-SP, abril/2011.
Enviado por e-mail por Roberto Amaral
ENVIADO POR E-MAIL POR rOB
quarta-feira, 27 de abril de 2011
PR: Doença animal terá notificação on-line
Curitiba - A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) quer ampliar o controle e prevenção de doenças que prejudicam os animais de produção no Paraná. Para isso, realizou ontem (26), na sede da Celepar em Curitiba, uma Webcast com a participação de médicos veterinários da iniciativa privada e de representantes das entidades ligadas ao agronegócio que têm vínculo com o serviço estadual de defesa sanitária animal. Anunciou também a implantação do sistema on-line - que começa a funcionar hoje em substituição às guias em papel- para notificação de enfermidades dos animais de produção, com um novo aplicativo do Sistema de Defesa Sanitária Animal.
Segundo a médica veterinária Maria do Carmo Pessôa Silva, responsável pela área de Epidemiologia na Secretaria, a informação precisa e oportuna é uma ferramenta poderosa para planejar programas sanitários e até mesmo, detectar a necessidade de mudanças nas estratégias dos referidos programas, de forma a atender as demandas da produção e dos novos mercados.
Pelo sistema on-line poderão ser comunicadas doenças de bovinos, suínos, aves, equinos, ovinos, caprinos, peixes, abelhas e até bicho da seda. Segundo Maria do Carmo, o maior número de registros de doenças acontecem em aves, suínos e bovinos, nesta ordem.
A veterinária prevê que as notificações poderão aumentar com o sistema on-line. Por outro lado, vai agilizar a investigação das doenças e sanar os problemas mais rapidamente. Além disso, ela avalia que haverá menos erros e mais qualidade nas informações prestadas. Só em março de 2011, a Seab recebeu 365 fichas de notificação de doenças em animais de produção e 265 em vegetais, sendo que 70% deu resultado negativo.
Andréa Bertoldi
quinta-feira, 24 de março de 2011
Vacina contra Aftosa com variedade exótica-ALERTA
América do Sul pode entrar em estado de alerta
A sanidade animal da América do Sul pode entrar em estado de alerta. O Valor teve acesso a fotografias de embalagens de vacina contra febre aftosa que indicam a manipulação, na Argentina, de uma variedade exótica do vírus ao continente americano. As imagens dos frascos foram feitas em Taiwan, com rótulos do laboratório argentino Biogénesis-Bagó, para a proteção contra a variedade "O Taiwan" do vírus da febre aftosa, versão esta que não existe na região. Pela análise das fotos, fontes brasileiras indicam que o laboratório argentino estaria manipulando a versão do vírus com objetivo de produzir vacinas destinadas à exportação para países asiáticos, entre eles Taiwan.
As imagens mostram claramente o nome comercial da vacina do laboratório argentino - Aftogen Oleo -, a variedade do vírus a qual ela é destinada, bem como a série do lote, data de fabricação e também de vencimento. Pelas fotos obtidas pela reportagem, os produtos exportados para Taiwan foram fabricados em junho e novembro de 2009, além da série 685, produzida em setembro de 2010.
Atualmente, existe um acordo sanitário entre os países da América do Sul para que não haja manipulação de variedades exóticas do vírus da febre aftosa ao continente. A própria Comissão Sul-Americana de Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa) convencionou que nenhum laboratório trabalhe com versões que não tenham sido identificadas e registradas na região devido ao elevado risco de contaminação por possíveis falhas na biossegurança dos laboratórios que manipulam o vírus. O vazamento de um vírus exótico poderia comprometer todo o programa de controle e erradicação da febre aftosa no continente.
Segundo Rodolfo Bellinzone, diretor técnico da Biogénesis-Bagó a empresa não está manipulando o vírus exótico em seu laboratório na Argentina. As vacinas estão sendo produzidas a partir do banco de antígeno inativo e congelado, criado antes de o vírus ter sido destruído em 2008. "Nosso laboratório é constantemente avaliado pelos órgãos brasileiros e da Argentina e cumpre as exigências necessárias", disse Bellinzone ao Valor.
Falhas na biossegurança de laboratórios são raras, mas acontecem. Em 2007, o erro em uma válvula de um encanamento conectado a uma centrífuga permitiu que o vírus da febre aftosa alcançasse o sistema de drenagem das instalações de um laboratório inglês, atingindo o meio ambiente. Os danos foram minimizados porque, na época, a variedade que fugiu aos controles não era exótica ao Reino Unido.
Além da preocupação do continente, a Biogénesis-Bagó conseguiu autorização do governo brasileiro para exportar vacinas contra febre aftosa ao país. Apenas em 2010, o Ministério da Agricultura aprovou 29,6 milhões de doses da vacina argentina. Para conseguir a autorização de exportação, a condição imposta pelo governo brasileiro foi de que a empresa não manipulasse vírus exóticos e que qualquer cepa existente fosse destruída.
"Ainda não recebemos nenhuma denúncia oficial sobre o assunto, mas se recebermos serão realizadas auditorias e esclarecimentos", disse ao Valor Guilherme Marques, diretor do departamento de saúde animal do Ministério da Agricultura do Brasil.
O diretor do ministério lembra que há cerca de dois anos uma missão brasileira foi à Argentina vistoriar o laboratório e constatou a semente do vírus fora destruída. Existia, contudo, o antígeno inativado é superconcentrado do vírus. Segundo fontes do mercado, é comum que países mantenham o antígeno inativo e congelado para casos emergenciais. Ele, no entanto, possui vida útil que varia de seis a oito meses e permite a produção de uma quantidade limitada de vacinas.
Para o Brasil, o risco de manipulação de um vírus exótico no continente é que no caso de um vazamento e escape, as vacinas produzidas atualmente não controlam essas variedades. Hoje, os produtos utilizados controlam as espécies "A 24 Cruzeiro", "O 1 Campos" e "C 3 Indaiau".
Apesar de ser possível manipular em um mesmo laboratório duas variedades diferentes de vírus, existe o risco de que ocorra uma contaminação cruzada, dentro do próprio laboratório. Com isso, uma vacina comercializada para combater determinadas espécies de vírus poderia conter o antígeno de outras. Nessa hipótese, o anticorpo exótico poderia facilmente passar ao controle do governo, já que os protocolos de fiscalização não levam em consideração a possibilidade de haver outro antígeno que não aqueles esperados.
No Brasil, o Sindicato Nacional da Indústria de produtos para Saúde Animal (Sindan) informou apesar de contribuir com o governo, apenas segue as regras determinadas pelo Ministério da Agricultura. Para o membro do Grupo Interamericano para a Erradicação da Febre Aftosa (Giefa) e representante do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, manter um vírus exótico é correr um risco desnecessário.
Segundo Marques, do ministério brasileiro, no caso de se confirmar ã existência da variedade exótica do vírus, existe a possibilidade de que as importações do laboratório argentino sejam suspensas. O governo já prepara uma nova vistoria na Argentina.
Valor EconômicoPR: Controle de aftosa pede 13,93 milhões de doses
23/03/11 - 05:43
Demanda oficial do Mapa para 2011 também aponta disponibilização de 363 milhões de doses para aplicação em todo o País
O rebanho de bovinos e bubalinos do Paraná devem utilizar 13,93 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa em 2011. A estimativa integra a demanda oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para este ano, divulgada na última segunda-feira pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).
Para a campanha de maio - quando são vacinados bovinos e búfalos de até 24 meses de idade - serão disponibilizadas 4,3 milhões de doses e, para novembro, 9,63 milhões. Com base nesse índice, o Estado corresponde a 26% da projeção de consumo nacional. Para todo o País serão ofertadas 363 milhões de doses ao longo deste ano, cerca de 180 milhões em cada campanha.
No ano passado, o Paraná tentou adquirir o status de estado livre da febre aftosa sem vacinação. Entretanto, a deficiência de fiscalização nas barreiras sanitárias do Estado inviabilizou a proposta, principalmente devido à dificuldade para contratação de profissionais para compor um quadro funcional capaz de manter a vigilância sanitária em alerta em substituição às campanhas de vacinação. Na época, o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) decidiu pela continuidade da vacinação para manter a segurança da sanidade agropecuária em todas as cadeias produtivas de origem animal existentes no Estado.
O presidente do Sindan, Emilio Carlos Salani, confirma que o Paraná recuou desse projeto por questão de falta de infraestrutura. ''Faltam barreiras sanitárias móveis e fixas, além de técnicos para o controle'', argumenta. Segundo ele, é preciso desmistificar o status de livre de aftosa com vacinação. ''O que tem de ruim em vacinar. Nossas vacinas têm proteínas estruturais que protegem e não interferem no inquérito epidemiológico'', salienta. Salani esclarece que a atual vacina contra aftosa - quem vem sendo utilizada há dois anos no Brasil - não mascara a doença e permite que o diagnóstico diferencie os animais doentes dos vacinados.
Vacinação
De acordo com dados da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná possui um rebanho bovídeo (bovinos e bubalinos) de 9.403.676 animais, distribuídos em 202.264 propriedades. Na Regional de Londrina, o rebanho é de 257.571, o equivalente a 36,5% do Estado. Na última campanha de vacinação, realizada em novembro de 2010, foram imunizados 9.161.745 animais em todo o Paraná, número correspondente a 97,43% do rebanho. No Núcleo Regional de Londrina foram vacinados 255.328 animais, 99,13% do rebanho.
Desde 1998 a Central de Selagem de Vacinas (CSV) armazena, atesta a qualidade, distribui e fiscaliza toda a vacina contra aftosa produzida e comercializada no Brasil, apoiando o Programa de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). Para isso, a Central utiliza um selo holográfico indicativo de que a vacina é genuína e passou por todos os testes de qualidade na indústria e nos laboratórios oficiais do Mapa.
A CSV disponibiliza dados sobre vacinação ao Mapa, garante o suprimento do produto e a sua qualidade, além de possibilitar a rastreabilidade da vacina. ''Hoje esse é o maior programa de rastreabilidade de um produto no mundo. A cadeia no País está muito bem estruturada'', destaca Salani, lembrando que em algumas regiões ainda é preciso conscientizar os produtores e as autoridades sobre a importância da garantia da sanidade animal.
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