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quarta-feira, 29 de junho de 2011

En África es más fácil conseguir una Coca-Cola que una vacuna


LUNES, 27 JUNIO 2011

La GAVI Alliance declaró hace unos días la siguiente década como la 'década de las vacunas'. Su objetivo es evitar la muerte de seis millones de niños de aquí al 2020. / Doune Porter (GAVI Alliance, unless stated otherwise)
“Podemos llevar Coca-Cola a todo el mundo, pero parece que no podemos llevar medicinas para salvar a un niño de algo tan simple como una diarrea”, dijo la cantante Annie Lennox hace unos años. Ahora, un equipo de investigadores han querido comprobar si aquella frase iba más allá de la anécdota. Sin embargo, han encontrado que en muchas zonas del África subsahariana es más fácil conseguir productos como una tarjeta para recargar el móvil que un antibiótico. Si la situación se revirtiera, se podrían salvar las vidas de más de seis millones de niños y ahorrar 231.000 millones de dólares.
El Centro Internacional para el Acceso a las Vacunas (IVAC), que depende de la Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, ha publicado esta semana un estudio donde importan más los datos que sus conclusiones. El trabajo constata que el suministro de mercancías a muchas zonas se enfrenta a un sinfín de dificultades: malas comunicaciones, lejanía de los grandes centros de distribución, deficientes sistemas para el mantenimiento de la cadena de frío y, ya en destino, pequeñas tiendas que no tienen las condiciones mínimas para un almacenamiento decente.
Sin embargo, la ratio de disponibilidad de bienes de consumo es varias veces superior a la de las medicinas. En Tanzania, por ejemplo, la gentamicina o la ceftriaxona inyectables (potentes antibióticos que se usan en infecciones graves) es entre 10 y 18 veces más difícil de encontrar que las tarjetas prepago para los móviles. Mientras, en Kenia la posibilidad de que no haya existencias de amoxicilina triplica a la de las recargas.
Pero además de las dificultades que comparten con otros bienes, las medicinas sufren algunas extra. Los medicamentos necesitan que los niveles de humedad y temperatura no sobrepasen unos umbrales. La mayoría de los antirretrovirales, por ejemplo, necesitan viajar refrigerados. Otras formulaciones han de ser administradas por personal especializado, lo que complica su distribución.
El resultado de todo esto es que buena parte de los medicamentos que los bienintencionados de Occidente donan o pagan nunca llegan a su destino o llegan inservibles. Los investigadores sostienen que se pierden unos 30 millones de dosis de vacunas por una deficiente cadena de frío. Mejorando los sistemas de gestión, distribución y almacenamiento se podrían ahorrar 162 millones de dólares al año. Otros elevan las cifras del desperdicio. Un trabajo reciente de la Gavi Alliance, donde participan grandes países donantes, Unicef o la OMS, estimó que se pierden entre 25 y 50 millones de dosis en los países menos desarrollados sólo de la vacuna pentavalente, que sirve para inmunizar contra la difteria, tos ferina, tétano, influenza tipo b o hepatitis B.
La solución que dan los autores del trabajo es que la distribución de las medicinas copie la de los bienes de consumo. Ponen como ejemplo a los sistemas de distribución que ha montado la compañía Coca-Cola en algunas zonas de áfrica. Su nombre, Centros de Distribución Manual, lo dice todo. Carros tirados por bueyes o por los mismos vendedores han conseguido llevar la chispa de la vida a los rincones más remotos de Kenia o Tanzania. Fuera de la anécdota, el informe cree firmemente que la asociación con el sector privado puede acabar con la ineficiencia que provoca tanto despilfarro de medicinas.
Pero, como también reconocen los autores, esta colaboración ideal entre empresas e instituciones u organizaciones sanitarias tiene varias limitaciones. La básica, que ellos mencionan casi de pasada, es que mientras que la distribución de los refrescos y las tarjetas prepago se basa en el beneficio que cada eslabón de la cadena obtiene, la de las vacunas se basa en maximizar el acceso de la población al menor coste posible. Como el agua y el aceite.

sexta-feira, 25 de março de 2011

País retoma campanha da vacina antirrábica




A campanha de vacinação contra raiva em cães e gatos, que estava suspensa desde o ano passado por causa de mortes e reações adversas exageradas nos animais, será retomada em todo o País em duas etapas. O Estado de São Paulo começará a receber as doses da vacina do Ministério da Saúde a partir de julho - que desta vez não serão fornecidas pelo laboratório Biovet.
A vacina do ano passado, que era de cultivo celular e considerada de ponta, provocou problemas em 637 animais do País, segundo o Ministério da Saúde. Desse total, 41,6% (265 bichos) tiveram ocorrências graves que levaram à morte ou provocaram fortes reações adversas. Desta vez, o fornecedor será o Instituto de Tecnologia do Paraná.
Em agosto de 201 Q, por causa dos problemas ocorridos em São Paulo, revelados à época pelo JT, a secretaria de Estado da Saúde suspendeu a vacinação em todos os municípios. Foi o único Estado a tomar essa medida. Em outubro, foi a vez do Ministério da Saúde recomendar a suspensão para todo o País.
O cancelamento da campanha pelo Governo Federal se deu após resultados de testes em camundongos que demonstraram que o medicamento era insatisfatório em relação à capacidade de não produzir reações inesperadas.
Com o recebimento das novas doses, os municípios farão seus calendários de aplicação - que poderá ocorrerem setembro e não em agosto, como é de praxe. ::






Eis o link para baixar o informe técnico:
http://xa.yimg.com/kq/groups/23157480/177224371/name/INFORME+T%C3%89CNICO+-+MAR%C3%87O+2011.pdf

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vacina contra Aftosa com variedade exótica-ALERTA


América do Sul pode entrar em estado de alerta




A sanidade animal da América do Sul pode entrar em estado de alerta. O Valor teve acesso a fotografias de embalagens de vacina contra febre aftosa que indicam a manipulação, na Argentina, de uma variedade exótica do vírus ao continente americano. As imagens dos frascos foram feitas em Taiwan, com rótulos do laboratório argentino Biogénesis-Bagó, para a proteção contra a variedade "O Taiwan" do vírus da febre aftosa, versão esta que não existe na região. Pela análise das fotos, fontes brasileiras indicam que o laboratório argentino estaria manipulando a versão do vírus com objetivo de produzir vacinas destinadas à exportação para países asiáticos, entre eles Taiwan.
As imagens mostram claramente o nome comercial da vacina do laboratório argentino - Aftogen Oleo -, a variedade do vírus a qual ela é destinada, bem como a série do lote, data de fabricação e também de vencimento. Pelas fotos obtidas pela reportagem, os produtos exportados para Taiwan foram fabricados em junho e novembro de 2009, além da série 685, produzida em setembro de 2010.
Atualmente, existe um acordo sanitário entre os países da América do Sul para que não haja manipulação de variedades exóticas do vírus da febre aftosa ao continente. A própria Comissão Sul-Americana de Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa) convencionou que nenhum laboratório trabalhe com versões que não tenham sido identificadas e registradas na região devido ao elevado risco de contaminação por possíveis falhas na biossegurança dos laboratórios que manipulam o vírus. O vazamento de um vírus exótico poderia comprometer todo o programa de controle e erradicação da febre aftosa no continente.
Segundo Rodolfo Bellinzone, diretor técnico da Biogénesis-Bagó a empresa não está manipulando o vírus exótico em seu laboratório na Argentina. As vacinas estão sendo produzidas a partir do banco de antígeno inativo e congelado, criado antes de o vírus ter sido destruído em 2008. "Nosso laboratório é constantemente avaliado pelos órgãos brasileiros e da Argentina e cumpre as exigências necessárias", disse Bellinzone ao Valor.
Falhas na biossegurança de laboratórios são raras, mas acontecem. Em 2007, o erro em uma válvula de um encanamento conectado a uma centrífuga permitiu que o vírus da febre aftosa alcançasse o sistema de drenagem das instalações de um laboratório inglês, atingindo o meio ambiente. Os danos foram minimizados porque, na época, a variedade que fugiu aos controles não era exótica ao Reino Unido.
Além da preocupação do continente, a Biogénesis-Bagó conseguiu autorização do governo brasileiro para exportar vacinas contra febre aftosa ao país. Apenas em 2010, o Ministério da Agricultura aprovou 29,6 milhões de doses da vacina argentina. Para conseguir a autorização de exportação, a condição imposta pelo governo brasileiro foi de que a empresa não manipulasse vírus exóticos e que qualquer cepa existente fosse destruída.
"Ainda não recebemos nenhuma denúncia oficial sobre o assunto, mas se recebermos serão realizadas auditorias e esclarecimentos", disse ao Valor Guilherme Marques, diretor do departamento de saúde animal do Ministério da Agricultura do Brasil.
O diretor do ministério lembra que há cerca de dois anos uma missão brasileira foi à Argentina vistoriar o laboratório e constatou a semente do vírus fora destruída. Existia, contudo, o antígeno inativado é superconcentrado do vírus. Segundo fontes do mercado, é comum que países mantenham o antígeno inativo e congelado para casos emergenciais. Ele, no entanto, possui vida útil que varia de seis a oito meses e permite a produção de uma quantidade limitada de vacinas.
Para o Brasil, o risco de manipulação de um vírus exótico no continente é que no caso de um vazamento e escape, as vacinas produzidas atualmente não controlam essas variedades. Hoje, os produtos utilizados controlam as espécies "A 24 Cruzeiro", "O 1 Campos" e "C 3 Indaiau".
Apesar de ser possível manipular em um mesmo laboratório duas variedades diferentes de vírus, existe o risco de que ocorra uma contaminação cruzada, dentro do próprio laboratório. Com isso, uma vacina comercializada para combater determinadas espécies de vírus poderia conter o antígeno de outras. Nessa hipótese, o anticorpo exótico poderia facilmente passar ao controle do governo, já que os protocolos de fiscalização não levam em consideração a possibilidade de haver outro antígeno que não aqueles esperados.
No Brasil, o Sindicato Nacional da Indústria de produtos para Saúde Animal (Sindan) informou apesar de contribuir com o governo, apenas segue as regras determinadas pelo Ministério da Agricultura. Para o membro do Grupo Interamericano para a Erradicação da Febre Aftosa (Giefa) e representante do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, manter um vírus exótico é correr um risco desnecessário.
Segundo Marques, do ministério brasileiro, no caso de se confirmar ã existência da variedade exótica do vírus, existe a possibilidade de que as importações do laboratório argentino sejam suspensas. O governo já prepara uma nova vistoria na Argentina.
Valor Econômico

PR: Controle de aftosa pede 13,93 milhões de doses



Controle de aftosa pede 13,93 milhões de doses
23/03/11 - 05:43 
Demanda oficial do Mapa para 2011 também aponta disponibilização de 363 milhões de doses para aplicação em todo o País


O rebanho de bovinos e bubalinos do Paraná devem utilizar 13,93 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa em 2011. A estimativa integra a demanda oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para este ano, divulgada na última segunda-feira pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).



Para a campanha de maio - quando são vacinados bovinos e búfalos de até 24 meses de idade - serão disponibilizadas 4,3 milhões de doses e, para novembro, 9,63 milhões. Com base nesse índice, o Estado corresponde a 26% da projeção de consumo nacional. Para todo o País serão ofertadas 363 milhões de doses ao longo deste ano, cerca de 180 milhões em cada campanha.



No ano passado, o Paraná tentou adquirir o status de estado livre da febre aftosa sem vacinação. Entretanto, a deficiência de fiscalização nas barreiras sanitárias do Estado inviabilizou a proposta, principalmente devido à dificuldade para contratação de profissionais para compor um quadro funcional capaz de manter a vigilância sanitária em alerta em substituição às campanhas de vacinação. Na época, o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) decidiu pela continuidade da vacinação para manter a segurança da sanidade agropecuária em todas as cadeias produtivas de origem animal existentes no Estado.



O presidente do Sindan, Emilio Carlos Salani, confirma que o Paraná recuou desse projeto por questão de falta de infraestrutura. ''Faltam barreiras sanitárias móveis e fixas, além de técnicos para o controle'', argumenta. Segundo ele, é preciso desmistificar o status de livre de aftosa com vacinação. ''O que tem de ruim em vacinar. Nossas vacinas têm proteínas estruturais que protegem e não interferem no inquérito epidemiológico'', salienta. Salani esclarece que a atual vacina contra aftosa - quem vem sendo utilizada há dois anos no Brasil - não mascara a doença e permite que o diagnóstico diferencie os animais doentes dos vacinados.



Vacinação



De acordo com dados da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná possui um rebanho bovídeo (bovinos e bubalinos) de 9.403.676 animais, distribuídos em 202.264 propriedades. Na Regional de Londrina, o rebanho é de 257.571, o equivalente a 36,5% do Estado. Na última campanha de vacinação, realizada em novembro de 2010, foram imunizados 9.161.745 animais em todo o Paraná, número correspondente a 97,43% do rebanho. No Núcleo Regional de Londrina foram vacinados 255.328 animais, 99,13% do rebanho.



Desde 1998 a Central de Selagem de Vacinas (CSV) armazena, atesta a qualidade, distribui e fiscaliza toda a vacina contra aftosa produzida e comercializada no Brasil, apoiando o Programa de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). Para isso, a Central utiliza um selo holográfico indicativo de que a vacina é genuína e passou por todos os testes de qualidade na indústria e nos laboratórios oficiais do Mapa.



A CSV disponibiliza dados sobre vacinação ao Mapa, garante o suprimento do produto e a sua qualidade, além de possibilitar a rastreabilidade da vacina. ''Hoje esse é o maior programa de rastreabilidade de um produto no mundo. A cadeia no País está muito bem estruturada'', destaca Salani, lembrando que em algumas regiões ainda é preciso conscientizar os produtores e as autoridades sobre a importância da garantia da sanidade animal.

terça-feira, 15 de março de 2011

Descubren el mecanismo de acción de un adyuvante que favorecerá el desarrollo de vacunas más eficaces



Europa Press
Lunes, 14 de marzo de 2011
Madrid, 14 (Europa Press)
 
Investigadores de la Facultad de Medicina de la Universidad de Calgary (Canadá) han descubierto el mecanismo de acción del alumbre, un tipo de sulfato que se utiliza como adyuvante en muchas vacunas, lo que abrirá las puertas al desarrollo de nuevas y mejores vacunas, según informa la revista 'Nature Medicine'.
 
El alumbre ha sido un elemento básico a la hora de hacer alimentos en conserva y, desde hace 90 años, se incluye como adyuvante en casi todas las vacunas humanas desarrolladas hasta ahora ya que resulta "muy eficaz" para inducir la respuesta de anticuerpos.
 
En el estudio, que ha liderado el doctor Yan Shi, del Instituto Snyder de Infecciones e Inflamaciones, han conseguido descifrar cómo funciona este sulfato, lo que permite "dar un paso más en la idea mecanicista de los adyuvantes", sin los cuales una vacuna apenas ofrece protección.
 
En concreto, han observado que el alumbre interactúa con un grupo de células inmunes, llamadas células dendríticas, a través de los lípidos de la membrana celular.
 
Así, las células dendríticas, centinelas del sistema inmunológico, prestan atención a la llamada de alumbre y pasan a activar a las células T, responsables de coordinar la respuesta inmune celular.
 
De este modo, Shi y su equipo están convencidos de que el funcionamiento del alumbre ayudará a la comunidad médica a la producción de vacunas más eficaces, al tiempo que puede abrir la puerta a la creación de nuevas inmunizaciones para enfermedades como el VIH, la malaria o la tuberculosis.
 
"Nos ayuda a conocer cómo hay que manipular el alumbre para que la vacuna para conseguir dirigir un ataque contra las principales enfermedades que requieren una respuesta contra las células T", explica este experto.
 
Dicho hallazgo se produjo cuando estaban utilizando una novedosa técnica para estudiar las células de forma individual y medir sus respuestas al alumbre..
 
 
Dr. Juan Antonio Montaño Hirose

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vacinação contra brucelose bovina em MG tem o maior índice desde 2008


Instituto Mineiro de Agropecuária vacinou 1.913.546 bezerras em 2010

 
No ano de 2010, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) vacinou 1.913.546 bezerras contra brucelose. Com esse número, Minas obteve um índice de 85% de vacinação, o melhor resultado dos últimos três anos. Em 2008 e 2009, os índices foram de 77% e 80%, respectivamente. O recorde foi em 2006, quando o índice de vacinação chegou a 86%.
As coordenadorias regionais do IMA de Almenara, Curvelo, Uberlândia e Unaí atingiram 90% de vacinação contra a doença. Essas coordenadorias abrangem 102 municípios das regiões Central, Vale do Jequitinhonha, Triângulo e Noroeste de Minas.
Os programas sanitários estipulam meta mínima a ser alcançada de 80% de vacinação. Em Minas, a meta do IMA é imunizar, no mínimo, 90% de bezerras por município.
A vacinação contra a brucelose é obrigatória, sendo uma das principais medidas estabelecidas pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PNCEBT) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O PNCEBT é de adesão voluntária e tem como objetivo baixar a prevalência e incidência de novos casos de brucelose e tuberculose bovina, bem como certificar propriedades como livres dessas doenças.
O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, afirma que a vacinação é a principal medida de combate a brucelose e faz um alerta quanto à importância da certificação de propriedades no programa PNCEBT.
– A adesão do produtor à certificação de propriedades livres ou monitoradas proporciona redução dos prejuízos ocasionados pela brucelose e tuberculose, maior credibilidade sanitária, além de agregar valor aos produtos lácteos e derivados de carnes – comenta.
O IMA, órgão vinculado a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é responsável pela execução das ações de defesa sanitária animal em Minas e adota, desde 2001, os procedimentos previstos no PNCEBT, como a coordenação e controle da vacinação contra brucelose em bezerras de três a oito meses de idade.
Doença
A brucelose é uma doença grave e altamente contagiosa provocada por bactérias do gênero Brucella, que acomete bovinos, suínos, equinos, caprinos e ovinos.
Pode ser transmitida ao homem através do contato direto com animais infectados ou pelo consumo da carne, leite e derivados que não passaram pelo processo de pasteurização ou cozimento.

Release: GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Fonte: Canal Rural

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Calha do Rio Amazonas vacina contra aftosa


A campanha de vacinação oficial contra a febre aftosa começa no dia 28 de fevereiro na Calha do Rio Amazonas. Até 13 de abril, o serviço veterinário oficial deverá imunizar cerca de 500 mil bovinos e búfalos em oito mil propriedades. Rádios e visitas in loco às comunidades e fazendas são os meios utilizados na divulgação. A vacinação conta com o trabalho das equipes dos escritórios de atendimento à comunidade e das unidades veterinárias locais da Comissão Executiva Permanente de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav), subordinada à Secretaria de Estado da Produção Agropecuária, Pesca e Desenvolvimento Rural Integrado.

Para que a imunização em 2011 alcance 100% de abrangência, cerca de 100 médicos veterinários, técnicos estaduais e do Ministério da Agricultura serão capacitados, no período de 24 a 26 de fevereiro, em Manaus. “Haverá uma atualização sobre os procedimentos de vacinação, inspeção clínica dos animais, recadastramento, georreferenciamento das propriedades e coleta de sangue para estudo sorológico”, explica o responsável técnico do Programa de Erradicação e Prevenção contra a Aftosa no estado, Leandro Oliveira.

A agulha oficial, aplicada pelos técnicos estaduais ou do governo federal, é vista por Oliveira como uma forma de alavancar o programa da aftosa na Calha do Rio Amazonas. “Essa vacinação estratégica é necessária porque 90% das propriedades estão localizadas em regiões de difícil acesso”, informa.

Na campanha de 2010, foram imunizados 97% dos animais na Calha. O estado do Amazonas tem 62 municípios. As outras 50 cidades participam das campanhas regulares em maio e novembro.

Saiba mais

A Calha do Rio Amazonas é composta por 12 municípios: Autazes, Barreirinha, Boa Vista dos Ramos, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Itacoatiara, Manaus, Maués, Nhamundá, Parintins, Rio Preto da Eva e Urucurituba. O estado do Amazonas tem dois municípios livres de febre aftosa com vacinação: Guajará e Boca do Acre, além de parte dos municípios de Lábrea e Canutama. As demais cidades são classificadas como de alto risco para a doença.

Kelly Beltrão
MAPA
(61) 3218-2203

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vacinação é forma segura e eficaz na prevenção e controle da brucelose





Vacinação é forma segura e eficaz na prevenção e controle da brucelose
15/02/11 - 06:14 
Doença é diagnosticada com maior facilidade na época de concentração das parições, pois diminui o número de bezerros nascidos

Além das perdas em produtividade ocasionadas ao sistema de produção pelo elevado número de abortos que causa nas fêmeas domésticas, a brucelose é também tema de preocupação constante por parte das autoridades de saúde pública mundial, já que se trata de uma zoonose (doença transmitida dos animais ao homem). 

Segundo Marcos Malacco, médico veterinário e gerente técnico da Merial Saúde Animal, a brucelose bovina é causada por bactérias da espécie Brucella abortus e sua apresentação clínica no rebanho pode ser observada principalmente pela ocorrência de abortos. O aborto acontece no terço final da gestação, seguido por retenção de placenta, sendo esse o sinal mais evidente da contaminação do animal. 

Entretanto é preciso atenção, pois o aborto não costuma acontecer indefinidamente nas fêmeas afetadas. Isso é muito importante, pois as fêmeas infectadas que não abortam, todas as vezes que parem, eliminam grande número de brucelas no ambiente, servindo como fonte de infecção para os outros animais do rebanho.

“Após infectadas, até 80% das fêmeas abortam uma primeira vez, enquanto que outros 25% podem abortar uma segunda vez, e raramente ocorre novo aborto após esse segundo episódio. Em geral, os animais que nascem de uma gestação de fêmeas bovinas brucélicas, morrem logo após o nascimento. Entretanto, alguns podem sobreviver, e tornarem-se portadores latentes, contribuindo para propagação silenciosa da doença na fazenda”, explica Malacco.

A principal forma de infecção pela brucela é por meio da ingestão ou contato das mucosas ou pele lesada dos animais com a bactéria. No meio ambiente esses agentes infecciosos podem permanecer viáveis por longos períodos, especialmente em locais ricos em matéria orgânica, protegidos da luz solar e de altas temperaturas”, diz. 

Uma forma eficaz e segura de combater a doença é a vacinação sistemática das bezerras entre os três e oito meses de idade com vacina atenuada produzida com a cepa B-19 da Brucella abortus. É necessária apenas uma dose da vacina. Estas vacinas deverão ser aplicadas pelo médico veterinário ou por pessoa por ele treinada e autorizada, pois são vacinas vivas atenuadas e podem causar problemas ao ser humano caso cuidados específicos não sejam tomados. Em vários Estados brasileiros a vacinação das bezerras ou terneiras é obrigatória e exige atestado expedido por médico veterinário cadastrado nos órgãos responsáveis pela sanidade animal da região.

A Merial fornece aos produtores de bovinos brasileiros a vacina Anabortina® Bovina B-19, testada e comprovada sob as mais diversas condições de campo brasileiras, produzida e comercializada há mais de 50 anos, o que comprova sua alta eficácia e confiabilidade. 

A Merial oferece também para seus clientes cursos e palestras com objetivo de mostrar a importância da brucelose, seus riscos e formas de controle sempre se baseando no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

Outras medidas de controle da brucelose são: isolar as fêmeas que tenham abortado do restante do rebanho, retirar animais que não abortaram do pasto onde se encontrarem as fêmeas que abortaram; retirar os fetos abortados das pastagens com cuidado usando os equipamentos básicos de proteção como luvas, botas de borracha, e enterrando-os; roçar o local onde foi encontrado o feto abortado e aplicar cal sobre o local. 

As informações são da assessoria de imprensa da Merial Saúde Animal.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

North American Foot-and-Mouth Disease Vaccine Bank Provides Vaccine to the Republic of Korea




WASHINGTON, Jan. 31, 2011 – The North American Foot-and-Mouth Disease Vaccine Bank, administered jointly by commissioners from the United States, Canada and Mexico, is providing the Republic of Korea with foot-and-mouth disease (FMD) vaccine needed to assist the country with its ongoing FMD outbreak.  The vaccine bank will provide the antigen needed to manufacture 2.5 million doses of vaccine to vaccinate pigs and cattle in the Republic of Korea.

“Through the vaccine bank, the United States, Canada and Mexico have the capacity to assist other countries who are dealing with an FMD outbreak with vaccine antigen to produce additional doses of vaccine,” said John Clifford, Chief Veterinary Officer for the U.S. Department of Agriculture and one of the commissioners of the vaccine bank.  “The Republic of Korea asked for our help in order to stop the spread of FMD in the country, and the three commissioners agreed to assist them.”

“This contribution demonstrates our collective commitment to protecting animal health—both here at home and abroad,” said Brian Evans, Chief Veterinary Officer and Chief Food Safety Officer for Canada. “We recognize that addressing the emergence of diseases at their source is an important element of global security and such international collaboration directly contributes to our North American pre-border disease prevention efforts.”

The Republic of Korea is already vaccinating animals with vaccine they’ve purchased, but needs additional doses in order to facilitate emergency blanket vaccination.  They requested assistance from the North American vaccine bank in order to facilitate the blanket vaccination and limit the need for large-scale animal depopulation.

The North American Foot-and-Mouth Disease Vaccine Bank maintains a supply of vaccine antigen for this particular strain of the disease as a contingency to address an outbreak in North America, if required.  Inventory levels will return to full supply by the end of the year at the latest.

Note to Reporters:  USDA news releases, program announcements and media advisories are available on the Internet and through Really Simple Syndication (RSS) feeds.  Go to the APHIS news release page atwww.aphis.usda.gov/newsroom and click on the RSS feed link. 

____________
USDA is an equal opportunity provider, employer and lender. To file a complaint of discrimination, write: USDA, Director, Office of Civil Rights, 1400 Independence Avenue, S.W., Washington, D.C. 20250-9410 or call
(800) 795-3272 (voice), or (202) 720-6382 (TDD).


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

NOTA TÉCNICA N.º 161 /2010 – DEVEP/SVS/MS - Vacina contra a Raiva

MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Esplanada dos Ministérios, Edifício Principal, 2º andar
70.304-000 Brasília-DF
Tel. (061) 3213 - 8095
NOTA TÉCNICA N.º 161 /2010 – DEVEP/SVS/MS

Assunto: Atualização sobre a vacina contra raiva canina e felina - RAI-PET® do laboratório Bio-Vet – 29/11/2010

1. Esta nota técnica foi elaborada a fim de esclarecer as ações adotadas pelos Ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) frente aos relatos de eventos adversos ocorridos após o uso da vacina contra raiva “RAI-PET® – Vacina contra a Raiva Inativada” fabricada pelo laboratório Bio-Vet e licenciada no MAPA sob o número 8657/2003.

2. Há 30 anos, o Ministério da Saúde, adquire do laboratório TECPAR a vacina anti-rábica animal para utilização na Campanha Nacional de Imunização de Cães e  Gatos. A partir de 2009, esse laboratório iniciou o processo de desenvolvimento de uma nova tecnologia de fabricação, passando da vacina tipo Fuenzalida & Palacios para a de cultivo celular, sendo esta última uma vacina comprovadamente de maior imunogenicidade.
Entretanto, dificuldades no processo de incorporação dessa tecnologia inviabilizaram sua produção. Por esse motivo, o TECPAR forneceu ao Ministério da Saúde as partidas nºs 059/2010, 139/2010, 177/2010 e 213/2010 da vacina RAI-PET®. As partidas foram previamente avaliadas e aprovadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

3. Após o início da vacinação, foi relatada ao Ministério da Saúde a ocorrência de eventos adversos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Para acompanhar essa situação em todo o país, o Ministério da Saúde criou um instrumento de monitoramento dos eventos adversos associados temporalmente ao uso da vacina contra raiva animal, que passaram a ser notificados no formulário eletrônico “Notificação de Evento Adverso Temporalmente Associado à Vacinação Contra a Raiva Animal”, disponível no site www.saude.gov.br/svs

4. A partir das notificações do Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento promoveu a colheita de amostras das quatro partidas (059/10, 139/10, 177/10 e 213/10) do produto de uso veterinário “RAI-PET® - Vacina contra a Raiva Inativada”, nos locais indicados pelo Ministério da Saúde (Rio de Janeiro e São Paulo), a fim de avaliar se essas partidas poderiam apresentar resultados diferentes daqueles encontrados antes da liberação do produto para a rede de saúde.

5. As amostras foram retestadas pelo LANAGRO/SP, onde foram submetidas a testes de vírus residual (para checar se havia presença de vírus ativo de raiva); esterilidade (que detecta se há contaminação por bactéria ou fungo); e inocuidade (que verifica se a vacina causa algum efeito adverso não esperado). Os testes são realizados com a aplicação da vacina em camundongos, em conformidade com o regulamento técnico para produção e controle da qualidade de vacinas contra raiva, previsto na Portaria Ministerial nº 228, de 1988, disponível no site www.agricultura.gov.br

6. Até a presente data, foram emitidos resultados finais referentes as 16 amostras testadas, sendo que quatro amostras de uma partida, a 059/10, apresentaram resultado insatisfatório no que concerne à prova de inocuidade.

7. Como nas amostras da partida nº059/10, os resultados em relação à inocuidade foram discrepantes, não foi possível chegar a uma conclusão sobre o motivo da alteração constatada nessas amostras, e, diante desse fato, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento encaminhou para estudos no laboratório de patologia clínica da Universidade de São Paulo – USP, tecidos dos camundongos que apresentaram eventos adversos não esperados. Esses estudos poderão indicar a causa do aumento do índice de eventos adversos, e se esses eventos foram provocados pelo uso das partidas de vacina contra raiva citadas.

8. O sistema de monitoramento do Ministério da Saúde registrou os seguintes dados:
·         A ocorrência de 637 eventos em 17 Unidades Federadas, sendo que o intervalo entre a vacinação e o início dos sintomas foi em média de um dia e mediana de zero dia (0 a 34 dias). Dos eventos classificados quanto à natureza clínica, observou-se que 41,6% (265/637) eram graves.
·         Dentre os graves, 74% (196/265) ocorreram em cães e 26% (69/265) em gatos. No que refere à idade e porte dos animais, 39,2% (104/265) ocorreram em menores de um ano de idade e 50,2% (133/265) em animais com menos de 10 kg, respectivamente. Com relação à evolução do caso, 76,2% (202/265) foram a óbito, além disso, foram relatados sintomas até então não descritos na literatura e na bula da vacina RAIPET ®, como hemorragia.
·         Dos 265 eventos graves ocorridos, identificou-se a numeração da partida em 73,2%, dos quais 68,6% (133/194) estão relacionados à partida nº 059/10; 21,1% (41/194) à partida nº 177/10; e 10,3% (20/194) à partida nº 139/10.
·         Com relação à taxa de eventos graves, foram identificados os seguintes valores: partida nº 059/10 – 0,1/1.000 (80/794.023); partida nº 139/10 – 0,03/1.000 (12/427.136) e partida nº 177/10 – 0,04/1.000 (20/547.756).
·         Os animais vacinados com a partida nº 059/10 apresentaram risco relativo de 1,42 (1,16 – 1,76) de apresentar forma grave de evento adverso, dentre todos aqueles que tiveram evento adverso. Já em relação à evolução do caso para o óbito, os animais vacinados com a partida nº 059/10, apresentaram risco relativo de 1,59 (1,25 – 2,02) em comparação com as outras partidas.
·         Segundo avaliação estatística realizada pela equipe técnica do Ministério da Saúde, a partir do estudo caso-controle, em que foram avaliados os eventos adversos graves e a partida utilizada, foi possível verificar que os animais vacinados com a partida nº 059/10 apresentaram uma maior chance de desenvolver eventos adversos graves: Odds Ratio: 3,53 (2.33 – 5.36).
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9. A partir da notificação desses fatos ao TECPAR, no dia 25 de novembro de 2010, a referida empresa decidiu pela reposição ao Ministério da Saúde de todas as vacinas ainda não utilizadas.

10. As Secretarias de Estado de Saúde deverão seguir a seguinte orientação, quanto às partidas de vacina abaixo relacionadas:

·         Em função do resultado encontrado nas avaliações laboratoriais da partida nº 059/10 e dos estudos epidemiológicos efetuados, decidiu-se pela suspensão definitiva do seu uso na rede pública de saúde, e o quantitativo da referida partida existente nos estados e municípios deverá ser destruído, adotando-se todos os procedimentos legais necessários por parte do Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
·         Recolher as vacinas RAI-PET® das partidas 139/10 e 177/10 existentes nos municípios, mantendo-as na Central de Armazenamento de Imunobiológicos nos Estados, em condições adequadas de uso, para que o TECPAR possa realizar o devido recolhimento.
·         Todo o quantitativo a ser incinerado ou recolhido deverá ser informado à Coordenação Geral de Imunizações até o dia 15/12/2010.
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11. Inicialmente, o Ministério da Saúde receberá do TECPAR o quantitativo de três milhões de doses de vacina contra raiva animal, que deverão atender exclusivamente as ações de bloqueio de foco, que serão posteriormente esclarecidas pelo Ministério da Saúde.
Os demais quantitativos da vacina serão substituídos em 2011, em cronograma a ser apresentado pela empresa.

12. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA esclarece ainda:
·         Após realização de auditoria no sistema de produção da empresa Bio-Vet, constatou-se que não ocorreram alterações na metodologia de produção e de controle da qualidade que justifiquem o aparecimento desses eventos adversos.
·         Vale ressaltar que 100% das partidas da vacina fabricadas e importadas são testadas em laboratórios oficiais antes de serem comercializados, para avaliação da segurança e eficácia e, na ocasião, não foi detectado nenhum problema no processo produtivo da vacina anti-rábica canina.

Brasília, 29 de novembro de 2010.
Ministério da Saúde
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento