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terça-feira, 15 de março de 2011

Descubren el mecanismo de acción de un adyuvante que favorecerá el desarrollo de vacunas más eficaces



Europa Press
Lunes, 14 de marzo de 2011
Madrid, 14 (Europa Press)
 
Investigadores de la Facultad de Medicina de la Universidad de Calgary (Canadá) han descubierto el mecanismo de acción del alumbre, un tipo de sulfato que se utiliza como adyuvante en muchas vacunas, lo que abrirá las puertas al desarrollo de nuevas y mejores vacunas, según informa la revista 'Nature Medicine'.
 
El alumbre ha sido un elemento básico a la hora de hacer alimentos en conserva y, desde hace 90 años, se incluye como adyuvante en casi todas las vacunas humanas desarrolladas hasta ahora ya que resulta "muy eficaz" para inducir la respuesta de anticuerpos.
 
En el estudio, que ha liderado el doctor Yan Shi, del Instituto Snyder de Infecciones e Inflamaciones, han conseguido descifrar cómo funciona este sulfato, lo que permite "dar un paso más en la idea mecanicista de los adyuvantes", sin los cuales una vacuna apenas ofrece protección.
 
En concreto, han observado que el alumbre interactúa con un grupo de células inmunes, llamadas células dendríticas, a través de los lípidos de la membrana celular.
 
Así, las células dendríticas, centinelas del sistema inmunológico, prestan atención a la llamada de alumbre y pasan a activar a las células T, responsables de coordinar la respuesta inmune celular.
 
De este modo, Shi y su equipo están convencidos de que el funcionamiento del alumbre ayudará a la comunidad médica a la producción de vacunas más eficaces, al tiempo que puede abrir la puerta a la creación de nuevas inmunizaciones para enfermedades como el VIH, la malaria o la tuberculosis.
 
"Nos ayuda a conocer cómo hay que manipular el alumbre para que la vacuna para conseguir dirigir un ataque contra las principales enfermedades que requieren una respuesta contra las células T", explica este experto.
 
Dicho hallazgo se produjo cuando estaban utilizando una novedosa técnica para estudiar las células de forma individual y medir sus respuestas al alumbre..
 
 
Dr. Juan Antonio Montaño Hirose

terça-feira, 1 de março de 2011

USP demite professor por plágio em pesquisa


20/02/2011 - 08h34

A reitoria da USP decidiu demitir um professor de dedicação exclusiva, com mais de 15 anos de carreira, após entender que ele liderou pesquisa que plagiou trabalhos de outros pesquisadores. A informação é de reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição da Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
A exoneração por plágio é a primeira na instituição em mais de 15 anos. O imbróglio envolveu também a ex-reitora Suely Vilela, coautora da pesquisa questionada. Ela não sofreu punição --a avaliação é que não teve relação com os trechos plagiados.
O docente Andreimar Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, foi demitido por ser o principal autor da pesquisa, que copiou imagens de trabalhos de 2003 e 2006, sem creditá-las aos autores, da UFRJ (Federal do Rio).
Outra pesquisadora teve o título de doutorado cassado. Era responsável pelas partes contestadas. Tanto o docente quanto a pesquisadora podem recorrer internamente e judicialmente das decisões.
OUTRO LADO
O professor Andreimar Soares não concedeu entrevista após sua demissão. Em novembro de 2009, ele enviou por e-mail à Folha algumas respostas sobre o caso.
"Não houve plágio, mas lamentável erro de substituição de figuras pela minha ex-aluna de doutorado", disse. "Não houve má-fé e todas as medidas já estão sendo tomadas para a retratação deste grave erro junto à editora e à comunidade científica." A retratação já foi feita.
A reportagem não encontrou a pesquisadora que perdeu o título de doutora. Ao informativo da Adusp (sindicato dos professores da USP), também de 2009, ela afirmou que o que o professor disse "é o que realmente aconteceu" e lamentou a situação.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

HIV-like infection banished from mice


For the first time, an HIV-like infection has been cleared from an animal without the use of antiviral drugs. The infection was eliminated from mice using a human protein that peps up immune cells.
Marc Pellegrini from the Walter and Eliza Hall Institute of Medical Research in Melbourne, Australia, and colleagues infected mice with lymphocytic choriomeningitis virus (LCMV), which causes a chronic infection that spreads throughout the body. "The virus overwhelms mice, mimicking the massive viral loads associated with HIV infection in humans," says Pellegrini.
Eight days after infection, some of the mice were injected with human interleukin-7 (IL-7) – a chemical messenger that plays a role in the development of immune cells – once a day for three weeks. The others received a placebo instead.
"Usually mice never clear this virus," says Pellegrini. But 30 days later, those given treatment had cleared most of the infection and removed all of it by 60 days.

Overactive response

The explanation seems to lie in a protein called SOCS3, which blocks the function of T-cells – a type of immune cell and therefore part of the body's system for fighting infection. At the beginning of an acute infection, SOCS3 becomes highly activated, suppressing the body's immune response. That sounds just the opposite of what you'd want. But it's a good thing because it stops T-cells being overzealous, which can cause damage to body tissue, says Pellegrini.
It becomes a problem when the body is trying to fight an overwhelming infection like HIV, he says: then the immune system puts on the brakes too early and the infection persists.
Blood tests taken throughout the experiment showed that IL-7 seemed to switch off the production of SOCS3, thereby ramping up the T-cell response.

Start and stop

This explanation was confirmed when the team knocked out the SOCS3 gene in a separate group of mice and infected them with LCMV. Immune cell numbers in these mice skyrocketed – T-cells increased sixfold compared with normal mice.
But knocking out SOCS3 showed the dangers of taking the immune brakes off. "Initially the mice mounted a robust immune response, but then it got out of hand," says Pellegrini. The mice developed mass inflammation and increased incidences of autoimmune diseases.
However, because IL-7 only affects T-cells, and not other types of immune cell, the researchers suggest that drugs could be developed that turn offSOCS3 for very short periods to reinvigorate T-cells without causing damage to the body.
Sharon Lewin at the Burnet Institute in Melbourne says the finding that IL-7 can clear the virus without the help of antiviral drugs is very interesting. Viruses like HIV use the host's cells to replicate, which makes it difficult to design antivirals that stop the virus without harming healthy cells.
"[Stopping a virus] without antivirals is something we haven't seen before," she says.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

PESQUISADOR NÃO SABE IMPORTAR MATERIAL CIENTÍFICO, DIZ GOVERNO

A dificuldade na importação de material científico é, para o governo, culpa dos próprios cientistas que não sabem preencher corretamente os formulários para realizar o procedimento.

A conclusão surgiu numa reunião que aconteceu neste final de ano entre cientistas, membros de entidades que representam a ciência e instituições governamentais.

Na ocasião, foi analisada a situação das importações com finalidade de pesquisa científica – que, em alguns casos, pode levar seis meses.

Para o governo, os atrasos e demais problemas na importação acontecem devido ao desconhecimento das regras de importação.

“Os pesquisadores e quem executa esses procedimentos por eles (despachantes) desconhecem a legislação sanitária para executar os procedimentos relativos ao desembaraço das remessas”, disse à Folha Roberta Amorim, gerente substituta de Inspeção de Produtos em Portos, Aeroportos e Fronteiras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Ela explicou que a maioria dos trâmites das importações é de competência da Receita Federal e que cabe à Anvisa a orientação no cumprimento da legislação sanitária – o que a instituição faz por meio do seu site.

A RFB (Receita Federal Brasileira) também informou que as orientações sobre os procedimentos de importação para pesquisa estão no seu site. Mesmo assim, está prevista para 2011 uma ação de capacitação de pesquisadores com ajuda do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento).

“O CNPq, que tem contato direto com os interessados nas informações, pretende organizar uma ação de capacitação online com apoio técnico aduaneiro da RFB”, disse Fausto Coutinho, subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da RFB.

Papéis e atrasos – As principais reclamações dos pesquisadores são o excesso de burocracia para importar e a demora na liberação de material vindo de fora – problema que até o ministro Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) reconhece.

“Conseguimos simplificar o procedimento de importação, mas ainda é mais difícil um pesquisador daqui comprar um equipamento de fora do que um cientista de outro país”, disse Rezende em entrevista recente à Folha. “Nos outros lugares é assim: o pesquisador quer comprar um equipamento para fazer uma pesquisa e compra. Aqui não pode. A burocracia é um entrave e isso diminui a competitividade.”

O médico Antonio Carlos de Carvalho, do Instituto Nacional de Cardiologia, já sentiu na pele essa burocracia. Ele enfrentou problemas na importação de um reagente por causa da papelada.

“O pesquisador não tem tempo para essas coisas. Deveríamos ter funcionários especializados para fazer isso para nós”, disse Carvalho.

Quanto a isso, Anvisa e RFB não se responsabilizam. “Temos conhecimento que geralmente as universidades possuem um setor que trata de importação. Essa definição não é de competência da Anvisa”, disse Amorim.

Também não é de responsabilidade da Anvisa ou da RFB o armazenamento do material que chega aos aeroportos, mas sim da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que não dispõe de espaços para receber adequadamente as mercadorias destinadas à pesquisa.

Os reagentes importados por Carvalho ficaram retidos no aeroporto por três semanas. Por sorte, chegaram em condições para uso.
Fonte: Folha.com

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Brasil reforça intercâmbio de pesquisadores



Brasil reforça intercâmbio de pesquisadores
17/12/10 - 08:44 
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva elegeu como um dos eixos estratégicos de sua política para o desenvolvimento do agronegócio o intercâmbio de conhecimentos entre pesquisadores brasileiros e de outros países. Essa aposta tem sido testada no diálogo entre os vizinhos brasileiros e países do continente africano. Em maio, por exemplo, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, recebeu 26 delegações africanas. Na ocasião, foram discutidos temas como mecanização da lavoura, capacitação de profissionais e recuperação de áreas degradadas. “Essa linha de atuação será aprofundada nos próximos quatro anos”, afirma Wagner Rossi.

Segundo o ministro, a África está passando por um rápido processo de modernização, o que aumenta o interesse no aprimoramento das suas condições produtivas. “O Brasil está disposto a contribuir para o desenvolvimento da agricultura tropical e vamos ampliar essa troca de experiências, fornecendo nossa expertise”, afirma. A expectativa é estreitar outras parcerias com países da América Latina e do Oriente Médio.

As atividades de cooperação científica, tecnológica, de transferência de tecnologia e de promoção de negócios fora do território nacional serão exercidas com mais autonomia nos próximos quatro anos. “Estar presente em países desenvolvidos, acompanhando os avanços científicos, e em contato com povos de países do eixo sul-sul proporciona valiosa troca de informações”, destaca o presidente da Embrapa, Pedro Arraes.

Ele destaca que isso só foi possível pelo reforço institucional promovido no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma medida provisória foi assinada este ano concedendo à Embrapa mais autonomia para atuar no exterior, o que aumenta o potencial de internacionalização da empresa. A medida permite à estatal enviar e receber recursos para regiões onde já estão instalados projetos, sem limitação jurídica. Com isso, não será mais indispensável a intermediação de organismos internacionais para a atuação da empresa em outros países.

Projetos

Além da busca de mais espaço no exterior para intensificar a pesquisa agropecuária, o governo brasileiro tem contribuído de maneira decisiva para a transferência de tecnologia. Apenas em 2010, mais de 120 pesquisadores brasileiros e africanos debateram projetos na área agrícola, durante o Fórum da Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária. Dos 61 projetos apresentados no encontro, seis foram selecionados e serão financiados por organizações internacionais. Pedro Arraes lembra que 52 agrônomos e veterinários africanos foram treinados no Centro de Estudos Estratégicos e Capacitação em Agricultura Tropical da estatal, em Brasília.

Funcionária do Ministério da Agricultura de Cabo Verde, Zenaida dos Santos Silva teve a oportunidade de participar do curso e de aprimorar conhecimentos em produção de sementes, forragicultura, pastagens e boas práticas. Ela aprovou a proposta do Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). “As pessoas precisam entender a importância da floresta para a agricultura”, defende.

Zenaida se destacou, aos 14 anos, como a melhor aluna de sua escola e, por esse motivo, ganhou uma bolsa de estudos em Cuba. O conhecimento adquirido será adotado em Cabo Verde. “Moro num país africano que possui clima árido, então vou verificar as sementes que são mais eficientes e que melhor se adaptam ao nosso bioma”, informa.

Outro pesquisador africano que aproveitou o curso da Embrapa foi o angolano Amílcar Calupeteca. Funcionário do Ministério da Agricultura de Angola há mais de 20 anos, ele reforçou sua experiência em multiplicação de sementes. “Já tinha participado de outra capacitação da Embrapa, que durou 45 dias. Espero que mais cursos sejam oferecidos aos técnicos da África, para encontrarmos soluções para os gargalos que surgirem”, diz.

Além das técnicas de produção de sementes, os participantes conheceram as ações desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura nas áreas de defesa agropecuária, cooperativismo, bioenergia, gestão estratégica e política agrícola. Para o próximo ano, a ideia é promover cursos sobre Sistema de Produção para Agricultura Familiar, Produção Comunitária de Sementes, Conservação de Água em Pequenas Propriedades e Cultura da Soja.


FAPERJ: ação contempla 105 novos projetos em três editais


Mais 105 novos projetos receberão recursos da FAPERJ. Eles foram contemplados em três editais, cujos resultados estão sendo divulgados nesta quinta, 16 de dezembro, pela Fundação: Apoio à Melhoria do Ensino Público, com 55 propostas aprovadas;Apoio à Pesquisa Clínica em Hospitais Universitários, com 23; e Apoio ao Estudo da Biodiversidade no Estado (Biota-RJ), com 27. Os três programas contam com recursos da ordem de R$ 10,5 milhões.
No edital de Apoio à Melhoria do Ensino, dos 55 projetos contemplados, 15 tiveram origem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Das 14 instituições beneficiadas, a segunda colocação ficou com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com 12 propostas aprovadas, seguida pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com oito. A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), tiveram, cada, três projetos aprovados, enquanto a Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (Faetec) teve dois. A Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), a Universidade do Grande Rio (Unigranrio), o Centro Universitário Plínio Leite (Unipli), o Espaço Ciência Viva (ECV), a Universidade Estácio de Sá (Unesa), o Instituto Federal Fluminense (IFF) aprovaram, cada, um projeto.
Com recursos de R$ 1,5 milhão, dos quais 30% serão aplicados em escolas fora da região metropolitana do estado, o programa se destina a projetos que permitam o aprimoramento da infraestrutura das escolas públicas e a atualização ou capacitação de professores e desenvolvam temas relevantes ao processo de ensino-aprendizagem, contribuindo para estabelecer níveis de excelência do ensino nas escolas da rede pública. Para tanto, o edital custeará despesas de capital, como aquisição de materiais permanentes e equipamentos, e acervo bibliográfico; e despesas de custeio, como aquisição de componentes ou peças de reposição; material de consumo; pequenas obras de infraestrutura e instalações (até o limite de 30% do montante solicitado); serviços de terceiros (pessoas físicas e jurídicas), desde que eventuais (até o limite de 20% do montante solicitado); diárias e passagens (até o limite de 10% do montante solicitado); e despesas acessórias de importação (até o limite máximo de 18% do valor do bem importado).
No caso do edital de Apoio à Pesquisa Clínica em Hospitais Universitários, das 23 propostas aprovadas, de quatro instituições do estado, 10 foram da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), seguida pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com nove; e a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) tiveram, cada, duas propostas selecionadas.
Voltado a financiar a aquisição e manutenção de equipamentos, bem como obras de infraestrutura que se mostrem importantes para a execução de pesquisas clínicas visando ao diagnóstico, prognóstico e tratamento de enfermidades, o edital conta com recursos de R$ 5 milhões. Os recursos serão pagos em duas parcelas, e os projetos submetidos foram classificados em duas faixas, de acordo com o montante solicitado: A – entre R$ 250.001 e R$ 500 mil; e B – valor inferior ou igual a R$ 250 mil. A verba solicitada custeará despesas de capital, como material permanente e equipamentos, e obras e instalações de grande porte; despesas de custeio, como pequenos reparos e adaptações de bens imóveis (até 30% do montante solicitado em despesas de custeio); manutenção corretiva e preventiva de equipamentos; material de consumo, componentes e/ou peças de reposição de equipamentos; despesas acessórias de importação (até 18% do bem importado).
Para financiar pesquisas interdisciplinares que ampliem o conhecimento sobre a biodiversidade fluminense, sua conservação e uso sustentado, o programa inédito de Apoio ao Estudo da Biodiversidade no Estado (Biota) conta com R$ 4 milhões, que serão distribuídos pelos 27 projetos aprovados. Das 10 instituições beneficiadas, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) teve nove propostas contempladas, enquanto a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tiveram, cada, quatro projetos beneficiados, seguidas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com três; a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) tiveram, ambas, duas propostas selecionadas; enquanto o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IPJBRJ) aprovaram, cada, um projeto.
Entre os objetivos do programa estão o levantamento, mapeamento, caracterização, conservação, recuperação e uso sustentável da fauna, flora e microbiota fluminenses, para aperfeiçoar os estudos de impacto e planejamento das ações ambientais, subsidiando políticas públicas para a melhoria da qualidade do ambiente e vida da população do estado; estudos de investigação do potencial biotecnológico e etnobiológico de produtos adquiridos de forma sustentável, a partir do conhecimento dos recursos da biodiversidade fluminense; o mapeamento dos diferentes níveis de diversidade, assim como o mapeamento sistemático de alterações das paisagens e o seu monitoramento, envolvendo estudos para estabelecer patamares de referência (baseline); conhecimento sobre a distribuição e o status de conservação de espécies raras e ameaçadas de extinção, com diagnósticos e recomendações quanto a sua conservação in situ e ex situ; e iniciativas que visem, futuramente, à estruturação e consolidação de uma rede de estudos acerca da biodiversidade fluminense.
Com propostas enquadradas em uma de três faixas, de acordo com o montante solicitado – Faixa A: entre R$ 300.001 e R$ 500 mil; Faixa B: entre R$ 150.001 e R$ 300 mil; Faixa C: até R$ 150 mil –, os recursos do edital poderão financiar despesas de capital, como aquisição de materiais permanentes e equipamentos, incluindo componentes e/ou peças de reposição de equipamentos, obras e instalações de grande porte; e despesas de custeio, como serviços de terceiros (pessoas físicas e jurídicas) com caráter eventual para manutenção de equipamentos e material permanente e para a realização de pequenos reparos e adaptações de bens imóveis (até o máximo de 30% do montante solicitado em despesas de custeio); diárias e passagens, até o limite de 10% do montante solicitado em despesas de custeio (desde que compreendam despesas necessárias para o desenvolvimento do projeto de pesquisa); não serão permitidas diárias e passagens para participação em reuniões científicas; material de consumo, componentes e/ou peças de reposição de equipamentos; despesas de importação (até o limite máximo de 18% do valor do bem importado).
O diretor científico da Fundação comenta sobre os três editais: “Esta é a quarta edição do programa Apoio à melhoria do ensino às escolas públicas, lançado em todos os anos deste quadriênio. Trata-se de um compromisso da FAPERJ e da Secretaria de Ciência e Tecnologia apoiar iniciativas que elevem substancialmente a qualidade da educação dispensada em nossas escolas. No tocante ao edital Apoio à pesquisa clínica em hospitais universitários, esta é a segunda edição (a primeira foi lançada em 2008). Precisamos dotar nossos hospitais universitários, reconhecidamente de excelência, da infraestrutura necessária para a prática da pesquisa clínica. Dessa forma, também a assistência e o ensino serão privilegiados. E, como um programa inédito, o Biota – RJ era uma necessidade para o nosso estado, haja vista a grande biodiversidade de que dispomos, com a maior parte do que resta da Mata Atlântica.” Analisando os resultados hoje divulgados, Jerson comentou: “Em todos os casos, o comitê de julgamento teve grande dificuldade na seleção das propostas a serem contempladas. A demanda qualilficada, como sempre tem ocorrido, foi muito elevada, muito superior ao montante disponibilizado. Assim, muitas boas propostas não puderam ser aprovadas.”
Confira a listagem completa dos aprovados nos editais:






© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vida onde não se imaginava


Vida onde não se imaginava
Nasa anuncia a descoberta de bactérias que crescem em ambiente cheio de arsênio, tóxico para a maioria dos seres vivos. Novidade amplia a busca por vida extraterrestre (divulgação)


3/12/2010
Agência FAPESP – As chances de existir vida em outros planetas acaba de aumentar. Pelo menos de acordo com o anúncio feito na tarde desta quinta-feira (2/12) pela Nasa, a agência espacial norte-americana, que destaca a descoberta de um organismo que cresce onde não se imaginava que pudesse existir vida.
O anúncio, transmitido para todo o mundo pela internet, refere-se ao estudo feito por Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, e colegas e publicado na nova edição da revista Science.
Os cientistas descobriram uma bactéria (linhagem GFAJ-1 da famíliaHalomonadaceae) capaz de sobreviver e de prosperar em um ambiente cheio de arsênio. O elemento químico, até então, era considerado altamente tóxico a quase todos os seres vivos.
Da baleia à bactéria Escherichia coli, passando pelo homem e todos os mamíferos, os organismos terrestres dependem dos mesmos seis elementos: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, fósforo e enxofre.
A bactéria que acaba de ser descrita é a primeira exceção. E essa inusitada forma de vida não foi encontrada em outro planeta, como inicialmente deu a entender o aviso feito pela Nasa no início da semana, de que divulgaria “uma descoberta em astrobiologia que impactará a busca por evidência de vida extraterrestre”. A bactéria foi encontrada mesmo no hipersalino e altamente tóxico lago Mono, na Califórnia.
Não é uma vida extraterrestre, mas, segundo a Nasa, a descoberta amplia a busca por formas de vida desconhecidas, tanto na Terra como fora dela. Até agora, a busca tem se voltado a planetas com circunstâncias semelhantes às que se consideravam fundamentais para a existência de vida.
Ambientes venenosos – pelo menos para a maior parte dos habitantes da Terra –, como lotados de arsênio, passam a contar. A bactéria é a mais nova personagem entre os organismos extremófilos, capazes de sobreviver em condições extremas e prejudiciais à maioria das formas de vida terrestres.
Após recolher amostras da bactéria no lago californiano, Felisa e colegas realizaram experimentos em laboratório com o organismo. Verificaram que a GFAJ-1 foi capaz de transformar arsênio em fosfatos e até mesmo dispensar o fósforo. O arsênio substituiu o fósforo até mesmo no DNA da bactéria, que continuou a crescer.
“Conhecíamos microrganismos capazes de respirar arsênio, mas agora encontramos um que faz algo totalmente novo: constrói partes de si mesmo com arsênio. Se algo aqui na Terra pode fazer algo tão inesperado, o que mais a vida pode fazer que ainda não vimos?”, disse Felisa.
“A definição de vida acaba de se expandir. À medida que prosseguimos em nossos esforços para procurar por sinais de vida no Sistema Solar, teremos que pensar mais ampla e diversamente e considerar vidas de que não tínhamos conhecimento”, disse Ed Weiler, administrador da divisão de ciência da Nasa.
O artigo A Bacterium that Can Grow by Using Arsenic Instead of Phosphorus (10.1126/science.1197258), de M.Thomas Gilbert e outros, pode ser lido por assinantes da Science emwww.sciencemag.org/cgi/content/abstract/science.1197258

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pesquisa feita no Instituto de Biociências da USP demonstra que algumas espécies de abelhas sem ferrão podem ter rainha de fora da colmeia


Colmeia com rainha forasteira

Colmeia com rainha forasteira

18/11/2010
Por Fábio Reynol
Agência FAPESP – Em uma colmeia, a sucessora da abelha-rainha será uma de suas descendentes. Pelo menos é o que se imaginava. No entanto, uma pesquisa feita com a Melipona scutellaris, uma espécie da tribo Meliponini que compreende as abelhas sem ferrão, mostra que isso pode não ocorrer.
O trabalho fez parte do doutorado da bióloga Denise de Araujo Alves, defendido e aprovado em agosto e publicado em outubro na revista Biology Letters.
Denise contou com Bolsa de Doutorado Direto da FAPESP e seu estudo esteve inserido no Projeto Temático “Biodiversidade e uso sustentável de polinizadores”, que se realizou no âmbito do Programa Biota-FAPESP e foi coordenado por Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, professora titular em Ecologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).
“O resultado foi surpreendente. Verificamos que, nas colônias nas quais houve substituição natural de rainhas fecundadas, as rainhas substitutas, em alguns casos, não eram oriundas daquela colônia”, disse Vera Lúcia àAgência FAPESP.
A pesquisa trouxe as primeiras evidências de um parasitismo social intraespecífico para colônias de abelhas Meliponini. O primeiro a sugerir a ideia foi o pesquisador holandês Marinus Sommeijer. Em experimentos na Costa Rica e em Trinidad Tobago, chamou-lhe a atenção o elevado número de abelhas-rainhas que nasciam em uma colônia, o que o levou a lançar a hipótese de que algumas poderiam assumir um ninho órfão (sem rainha).
Mas Sommeijer, após um estudo baseado em observações que rainhas saiam vivas das colônias, não levou adiante a investigação e a hipótese ficou sem comprovação.
Denise começou seu trabalho em São Simão (SP), com abelhas do experimento do professor Paulo Nogueira Neto, também do IB-USP. Nessa fase, ela coletou pupas de favos dos ninhos amostrados em diferentes épocas do ano.
Esse material foi submetido a uma análise molecular na Bélgica pelo professor Tom Wenseleers, da Universidade de Leuven. Nos resultados, foram detectadas evidências da existência de rainhas oriundas de outras colmeias.
“Acreditava-se que uma rainha que não assumisse o ninho em que nasceu seria morta logo ao emergir ou sairia com parte das operárias para fundar um novo ninho. Mas o experimento apontou outra possibilidade: ela poderia assumir um ninho órfão”, disse Denise, destacando que a descoberta derrubou também a crença de que a abelha-rainha teria de ser uma descendente de sua antecessora.
Para dar suporte biológico à nova tese, a bióloga aprofundou a investigação. Retirou as rainhas de alguns ninhos mantidos no Laboratório de Abelhas da USP, em São Paulo, e observou-os para ver quem seria a nova rainha.
Primeiro, foi determinado o genótipo parental das pupas da colônia original por meio da técnica de marcadores moleculares de microssatélites. A seguir, após a fecundação da nova rainha, parte de sua asa foi retirada. O material foi submetido à análise de genótipos parentais para indicar o ninho de origem do inseto. Depois, a cria da nova rainha também foi genotipada.
O resultado foi que, em cerca de 25% das substituições das rainhas-mãe, o genótipo das novas crias não coincidiu com o das pupas originais da colmeia, confirmando o parasitismo social intraespecífico.
“Como esse fato foi observado em duas localidades diferentes, São Simão e São Paulo, acreditamos que se trata de um fenômeno comum a esse grupo”, disse Denise.
“No Brasil, relatos de criadores de abelhas sem ferrão também se referem a rainhas virgens andando nas proximidades dos meliponários, mas a sua importância para as colônias órfãs era desconhecida”, afirmou.
Parasitismo intraespecífico
Uma das consequências da descoberta atinge os criadores de abelhas sem ferrão. O protocolo atual de melhoramento genético não considera a possibilidade de uma interferência genética externa por meio da introdução de uma rainha estranha ao ninho.
“Descobrimos que não há como garantir que a linhagem obtida no melhoramento permanecerá constante ao longo das gerações”, observou Denise. Com isso, se um produtor adquiriu uma colmeia com uma linhagem de alta produção de mel, não há garantias de que esses resultados continuarão, pois a colônia está sujeita a receber uma rainha com genótipo diferente.
“Esse estudo abre uma nova linha de pesquisa acadêmica, a de parasitismo intraespecífico, e terá aplicações práticas na genética de populações”, disse Vera Lúcia. Segundo ela, as análises moleculares serão cada vez mais aplicadas na resolução de problemas comportamentais.
“Nossos próximos passos serão no sentido de verificar se esse fenômeno ocorre em todas as abelhas do gênero Melipona”, disse. As abelhas da tribo Meliponini, foco do Projeto Temático coordenado por Vera Lúcia, possuem o ferrão atrofiado. Apenas na região neotropical, que nas Américas vai do México até a Argentina, elas se dividem em mais de 400 espécies já descritas, mas se estima que o número seja bem maior.
“Além disso, essas abelhas são agentes polinizadores muito importantes tanto de espécies vegetais de áreas conservadas como de culturas agrícolas de interesse econômico”, disse. 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ganhador do Nobel de Medicina faz conferência na Fiocruz nesta quinta-feira (18/11)



O pesquisador Eric Kandel, prêmio Nobel de Medicina, fará uma conferência na Fiocruz nesta quinta-feira (18/11), às 11h, na Residência Oficial. O título da palestra será There is life after the Nobel Price: A molecular approach to the epidemiological gateway hypothesis of drug abuseLaureado em 2000, Kandel dividiu o prêmio com Arvid Carlsson e Paul Greengard. Eles foram agraciados por suas descobertas relativas à transdução de sinal no sistema nervoso.

Kandel, que foi diretor do Center for Neurobiology and Behavior da Columbia University, em Nova York, foi premiado por suas descobertas de como a eficiência das sinapses pode ser modificada, e quais mecanismos moleculares participam desse processo. Ele demonstrou como as mudanças da função sináptica são centrais para o aprendizado e a memória. Pesquisador do Howard Hughes Medical Institute da Columbia University, Kandel nasceu na Áustria, em 1929, e é cidadão americano.

Mais informações:

Enviado por Paulo Abílio

domingo, 7 de novembro de 2010

Cell homeostasis in a Leishmania major mutant overexpressing the spliced leader RNA is maintained by an increased proteolytic activity

Genética da leishmania
Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas brasileiros, com colaboração de colegas de outros países, acaba de trazer um novo avanço para a compreensão dos mecanismos de controle da expressão gênica do parasita causador da leishmaniose.

A expressão gênica é o processo pelo qual a informação hereditária contida em um gene é transcrita no RNA, ou em proteínas, por exemplo. No novo estudo, o grupo investigou as alterações moleculares, bioquímicas e morfológicas observadas em um parasita mutante que teve sua virulência atenuada devido à superexpressão dos chamados miniéxons – ou spliced leader RNA –, curtas sequências de nucleotídeos que são adicionadas aos RNA mensageiros, tornando-os "maduros" e funcionais.

O trabalho foi publicado na edição de outubro do The International Journal of Biochemistry & Cell Biology e faz parte de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e coordenado por Angela Kaysel Cruz, professora do Departamento de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (BIOCEL-FMRP), da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com Angela, o grupo envolvido com o Temático já havia demonstrado anteriormente que a presença de uma quantidade aumentada de transcritos dos miniéxons diminuía a virulência do parasita.

“Desta vez, investigamos como se dá o envolvimento dos miniéxons com a atenuação da virulência que foi observada. Verificamos que a superexpressão dos miniéxons não afeta a multiplicação de promastigotas –a forma infecciosa, flagelada, do parasita –, mas parece impossibilitar a multiplicação dos amastigotas, ou seja, o parasita em sua forma intracelular, que se estabelece no homem e em outros mamíferos”, disse.

A ineficácia do parasita mutante para se multiplicar na forma de amastigotas parece estar relacionada com um esforço do parasita para manter sua homeostase celular – a propriedade da célula de regular seu ambiente interno para manter uma condição estável, por meio de múltiplos ajustes controlados por mecanismos de regulação.

“O esforço do parasita para reverter esse desequilíbrio da homeostase celular parece impedir que os amastigotas se multipliquem como eles fariam naturalmente no interior da célula do hospedeiro vertebrado – isso parece causar a perda de virulência observada”, indicou Angela.

A descoberta é importante porque o mecanismo descrito pode contribuir para elucidar diferentes níveis de controle da expressão gênica dos parasitas. Além disso, a revelação das moléculas envolvidas na atenuação de virulência observada pode representar uma rota para identificação de novos alvos para o desenvolvimento de drogas contra a leishmania.

“O estudo representa mais um passo no caminho que leva à compreensão dos processos de controle de expressão gênica em leishmania. Outro aspecto importante é que a identificação de um ou mais genes diminuídos nesse superexpressor poderá nos ajudar a gerar mutantes que possam ter esses genes desligados. Com isso, talvez possamos gerar um parasita que é incapaz de se multiplicar no meio intracelular”, explicou Angela.

Futura vacina viva
Segundo a professora da FMRP-USP, as pesquisas se voltaram para a questão do desequilíbrio homeostático por essa ser considerada uma peça- chave no processo de expressão gênica.

“Quando a homeostase está desbalanceada, a célula do parasita precisa fazer uma série de processos para se estabelecer intracelularmente – livrando-se de certas proteínas, por exemplo – e não consegue se multiplicar”, disse.

Entender a ligação entre o desequilíbrio da homeostase celular e a atenuação da virulência é fundamental, segundo Angela, para verificar se a atenuação poderá ser utilizada, no futuro, como uma ferramenta para gerar uma vacina viva.

“Acredita-se que as vacinas vivas são a única forma para prevenir leishmaniose, pois as vacinas de subunidades – que usam somente os fragmentos antigênicos de um microrganismo que mais estimulam a resposta imune – não estão se mostrando eficientes”, disse Angela.

“Nada do que foi feito até agora está funcionando, mesmo as experiências mais interessantes com combinação de diversos determinantes antigênicos. Seria interessante se pudéssemos localizar um ou mais genes que atenuem a ação do parasita – impossibilitando que ele se multiplique no hospedeiro”, destacou.

Além de Angela, participaram da elaboração do artigo Juliano ToledoTiago Ferreira e Tânia Defina, também da FMRP-USP,Fernando Dossin, atualmente no Centro de Deonças Negligenciadas do Instituto Pasteur Coreia, em Bundang-gu(Coreia do Sul), Sergio Schenkman, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Kenneth Beattie e Douglas Lamont, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Dundee(Escócia), e Serge Cloutier e Barbara Papadopoulou, doCentro de Pesquisa em Infectologia da Universidade Laval, em Quebec (Canadá).

O artigo Cell homeostasis in a Leishmania major mutant overexpressing the spliced leader RNA is maintained by an increased proteolytic activity, de Angela Kaysel Cruz e outros, pode ser lido por assinantes da The International Journal of Biochemistry & Cell Biology

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

EUA: cientistas criam "isopor" biodegradável a partir de leite

Cientistas dos Estados Unidos usaram uma proteína do leite e argila para desenvolver um novo tipo de poliestireno extrudido - tipo de "espuma de plástico", usado como isolante térmico -, leve, biodegradável que eles dizem que podem substituir o produto tradicional. A pesquisa foi liderada por David Schiraldi, da Case Western Reserve University, que disse que "trata-se de uma opção de produto para companhias que buscam materiais verdes e que não causam danos ao meio-ambiente". Ele disse que o processo em si também não prejudica o meio-ambiente, uma vez que o único efluente é o vapor de água.


Os resultados do estudo, recentemente publicado no Biomacromolecules, mostra que o material produzido usando leite bovino é biodegradável e forte o suficiente para usos comerciais com quase um terço do material se degradando dentro de 30 dias. Oitenta por cento das proteínas do leite correspondem à caseína, que já é usada na fabri cação de colas e revestimentos de papel. "A caseína mostra boa formação de filme e propriedades de revestimentos, bem como excelentes propriedades de barreira a substâncias não polares (oxigênio, dióxido de carbono e aromas). Isso a torna uma excelente candidata para várias aplicações, como revestimentos de papeis, colas e embalagens de alimentos".

Entretanto, a caseína por si só tem uma resistência mecânica limitada e é sensível à água, o que pode restringir suas aplicações práticas. Para tornar a caseína mais flexível e aumentar sua resistência à água, os cientistas a misturaram em uma pequena quantidade de argila e uma molécula reativa chamada gliceraldeído, que une as moléculas de proteína da caseína.

Os cientistas congelaram e desidrataram a mistura resultante, removendo a água para produzir um aerogel esponjoso, um material leve. Para fortalecer o material, os cientistas o secaram em um forno e, entã o, testaram sua resistência. Os pesquisadores disseram que o desenvolvimento veio em meio a preocupações sobre o acúmulo de lixos plásticos em aterros sanitários municipais e a dependência do petróleo importado para se fabricar plásticos.

Os pesquisadores disseram que esse novo material pode ser usado em uma série de aplicações onde a baixa densidade e a característica de não ser agressivo ao meio-ambiente são de grande importância. Em termos de desenvolvimento do produto a nível universitário, Schiraldi disse que pretende trabalhar com empresas de lácteos para ver se os cientistas podem usar produtos lácteos diretamente, ao invés de usar caseína purificada.

As informações são do Dairy Reporter.

Enviado por Roberto Amaral

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vaccine Development, Testing, and Regulation



National Library of Medicine
Bottle of diphtheria antitoxin, produced by the Hygienic Laboratory and dated May 8, 1895
Vaccine development is a long, complex process, often lasting 10-15 years and involving a combination of public and private involvement.
The current system for developing, testing, and regulating vaccines developed during the 20th century as the groups involved standardized their procedures and regulations.

Government Oversight

In the United States

At the end of the 19th century, several vaccines for humans had been developed. They were smallpox, rabies, plague, cholera, and typhoid vaccines. However, no regulation of vaccine production existed.
On July 1, 1902, the U.S. Congress passed "An act to regulate the sale of viruses, serums, toxins, and analogous products," later referred to as the Biologics Control Act (even though "biologics" appears nowhere in the law). This was the first modern federal legislation to control the quality of drugs. This act emerged in part as a response to 1901 contamination events in St. Louis and Camden involving smallpox vaccine and diphtheria antitoxin.
The Act created the Hygienic Laboratory of the U.S. Public Health Service to oversee manufacture of biological drugs. The Hygienic Laboratory eventually became the National Institutes of Health. The Act established the government’s right to control the establishments where vaccines were made.
The United States Public Service Act of 1944 mandated that the federal government issue licenses for biological products, including vaccines. After a poliovirus vaccine accident in 1954 (known as the Cutter incident), the Division of Biologics Standards was formed to oversee vaccine safety and regulation. Later, the DBS was renamed the Bureau of Biologics, and it became part of the Food and Drug Administration. It is now know as the Center for Biologics Evaluation and Research.

Elsewhere

In the European Union, the European Medicines Agency supervises regulation of vaccines and other drugs. A committee of the World Health Organization makes recommendations for biological products used internationally. Many countries have adopted the WHO standards.

Stages of Vaccine Development and Testing

In the United States, vaccine development and testing follow a standard set of steps. The first stages are exploratory in nature. Regulation and oversight increase as the candidate vaccine makes its way through the process.

First Steps: Laboratory and Animal Studies

Exploratory Stage

This stage involves basic laboratory research and often lasts 2-4 years. Federally funded academic and governmental scientists identify natural or synthetic antigens that might help prevent or treat a disease. These antigens could include virus-like particles, weakened viruses or bacteria, weakened bacterial toxins, or other substances derived from pathogens.

Pre-Clinical Stage

Pre-clinical studies use tissue-culture or cell-culture systems and animal testing to assess the safety of the candidate vaccine and its immunogenicity, or ability to provoke an immune response. Animal subjects may include mice and monkeys. These studies give researchers an idea of the cellular responses they might expect in humans. They may also suggest a safe starting dose for the next phase of research as well as a safe method of administering the vaccine.
Researchers may adapt the candidate vaccine during the pre-clinical state to try to make it more effective. They may also do challenge studies with the animals, meaning that they vaccinate the animals and then try to infect them with the target pathogen. Challenge studies are never conducted in humans.
Many candidate vaccines never progress beyond this stage because they fail to produce the desired immune response. The pre-clinical stages often lasts 1-2 years and usually involves researchers in private industry.

IND Application

A sponsor, usually a private company, submits an application for an Investigational New Drug (IND) to the U.S. Food and Drug Administration. The sponsor describes the manufacturing and testing processes, summarizes the laboratory reports, and describes the proposed study. An institutional review board, representing an institution where the clinical trial will be conducted, must approve the clinical protocol. The FDA has 30 days to approve the application.
Once the IND application has been approved, the vaccine is subject to three phases of testing.

Next Steps: Clinical Studies with Human Subjects

Phase I Vaccine Trials

This first attempt to assess the candidate vaccine in humans involves a small group of adults, usually between 20-80 subjects. If the vaccine is intended for children, researchers will first test adults, and then gradually step down the age of the test subjects until they reach their target. Phase I trials may be non-blinded (also known as open-label in that the researchers and perhaps subjects know whether a vaccine or placebo is used).
The goals of Phase 1 testing are to assess the safety of the candidate vaccine and to determine the type and extent of immune response that the vaccine provokes. A promising Phase 1 trial will progress to the next stage.

Phase II Vaccine Trials

A larger group of several hundred individuals participates in Phase II testing. Some of the individuals may belong to groups at risk of acquiring the disease. These trials are randomized and well controlled, and include a placebo group.
The goals of Phase II testing are to study the candidate vaccine’s safety, immunogenicity, proposed doses, schedule of immunizations, and method of delivery.

Phase III Vaccine Trials

Successful Phase II candidate vaccines move on to larger trials, involving thousands to tens of thousands of people. These Phase III tests are randomized and double blind and involve the experimental vaccine being tested against a placebo (the placebo may be a saline solution, a vaccine for another disease, or some other substance).
One Phase III goal is to assess vaccine safety in a large group of people. Certain rare side effects might not surface in the smaller groups of subjects tested in earlier phases. For example, suppose that an adverse event related to a candidate vaccine might occur in 1 of every 10,000 people. To detect a significant difference for a low-frequency event, the trial would have to include 60,000 subjects, half of them in the control, or no vaccine, group (Plotkin SA et al.Vaccines, 5th ed. Philadelphia: Saunders, 2008). 
Vaccine efficacy is tested as well. These factors might include 1) Does the candidate vaccine prevent disease? 2) Does it prevent infection with the pathogen? 3) Does it lead to production of antibodies or other types of immune responses related to the pathogen?

Next Steps: Approval and Licensure

After a successful Phase III trial, the vaccine developer will submit a Biologics License Application to the FDA. Then the FDA will inspect the factory where the vaccine will be made and approve the labeling of the vaccine.
After licensure, the FDA will continue to monitor the production of the vaccine, including inspecting facilities and reviewing the manufacturer’s tests of lots of vaccines for potency, safety and purity. The FDA has the right to conduct its own testing of manufacturers’ vaccines.

Post-Licensure Monitoring of Vaccines

A variety of systems monitor vaccines after they have been approved. They include Phase IV trials, the Vaccine Adverse Event Reporting System, and the Vaccine Safety Datalink.

Phase IV Trials

Phase IV trial are optional studies that drug companies may conduct after a vaccine is released. The manufacturer may continue to test the vaccine for safety, efficacy, and other potential uses.

VAERS

The CDC and FDA established The Vaccine Adverse Event Reporting System in 1990. The goal of VAERS, according to the CDC, is “to detect possible signals of adverse events associated with vaccines.” (A signal in this case is evidence of a possible adverse event that emerges in the data collected.) About 30,000 events are reported each year to VAERS. Between 10% and 15% of these reports describe serious medical events that result in hospitalization, life-threatening illness, disability, or death.
VAERS is a voluntary reporting system. Anyone, such as a parent, a health care provider, or friend of the patient, who suspects an association between a vaccination and an adverse event may report that event and information about it to VAERS. The CDC then investigates the event and tries to find out whether the adverse event was in fact caused by the vaccination.
The CDC states that they monitor VAERS data to
  • Detect new, unusual, or rare vaccine adverse events
  • Monitor increases in known adverse events
  • Identify potential patient risk factors for particular types of adverse events
  • Identify vaccine lots with increased numbers or types of reported adverse events
  • Assess the safety of newly licensed vaccines
Not all adverse events reported to VAERS are in fact caused by a vaccination. The two occurrences may be related in time only. And, it is probable that not all adverse events resulting from vaccination are reported to VAERS. The CDC states that many adverse events such as swelling at the injection site are underreported. Serious adverse events, according to the CDC, “are probably more likely to be reported than minor ones, especially when they occur soon after vaccination, even if they may be coincidental and related to other causes.”
VAERS has successfully identified several rare adverse events related to vaccination. Among them are
  • An intestinal problem after the first vaccine for rotavirus was introduced in 1999
  • Neurologic and gastrointestinal diseases related to yellow fever vaccine
Additionally, according to Plotkin et al., VAERS identified a need for further investigation of MMR association with a blood clotting disorder, encephalopathy after MMR, and syncope after immunization (Plotkin SA et al. Vaccines, 5th ed. Philadelphia: Saunders, 2008).

Vaccine Safety Datalink

The CDC established this system in 1990. The VSD is a collection of linked databases containing information from large medical groups. The linked databases allow officials to gather data about vaccination among the populations served by the medical groups. Researchers can access the data by proposing studies to the CDC and having them approved.
The VSD has some drawbacks. For example, few completely unvaccinated children are listed in the database. The medical groups providing information to VSD may have patient populations that are not representative of large populations in general. Additionally, the data come not from randomized, controlled, blinded trials but from actual medical practice. Therefore, it may be difficult to control and evaluate the data.
Rapid Cycle Analysis is a program of the VSD, launched in 2005. It monitors real-time data to compare rates of adverse events in recently vaccinated people with rates among unvaccinated people. The system is used mainly to monitor new vaccines. Among the new vaccines being monitored in Rapid Cycle Analysis are the conjugated meningococcal vaccine, rotavirus vaccine, MMRV vaccine, Tdap vaccine, and the HPV vaccine. Possible associations between adverse events and vaccination are then studied further.

In Conclusion

Vaccines are developed, tested, and regulated in a very similar manner to other drugs. In general, vaccines are even more thoroughly tested than non-vaccine drugs because the number of human subjects in vaccine clinical trials is usually greater. In addition, post-licensure monitoring of vaccines is closely examined by the Centers for Disease Control and the FDA.

Sources

Plotkin SA, Orenstein WA, Offit PA, eds. Vaccines, 5th ed. Philadelphia: Saunders, 2008. Chapters 3 and 73.
Table above from The Children’s Vaccine Initiative: Achieving the Vision. National Academies Press.
Vaccine product approval process. Food and Drug Administration (FDA). Accessed May 2010. 
Investigational New Drug (IND) Application. Food and Drug Administration (FDA). Accessed May 2010.
Lilienfeld DE. The first pharmacoepidemiologic investigations: national drug safety policy in the United States, 1901-1902. Perspectives in Biology and Medicine. 51.2 (2008): 192-96.

Timeline Entry: 1939Whooping Cough Vaccine Shown to Be Effective

American bacteriologist Pearl Kendrick, PhD (1890-1980), and her colleague Grace Elderding, PhD (1900-1988), at the Michigan Department of Public Health published the results of a landmark pertussis (whooping cough) vaccine study. The two scientists demonstrated the effectiveness of a vaccine when compared with a control group that did not receive the vaccine: the annual attack-rates per 100 children were 2.3 in the vaccinated group and 15.1 in the control group, respectively, with no deaths in either group. In addition, the disease was milder in the group that had been vaccinated.

Timeline Entry: 4/25/1954Massive Polio Vaccine Trial Begins in U.S.

March of Dimes Foundation
A crowd of people receives inactivated poliovirus vaccine in Protection, Kansas
The Vaccine Advisory Committee approved a field test of Salk’s polio vaccine. The trial began the next day, with the vaccination of a six-year-old boy in Virginia.
In all, over 1.3 million children participated in the trial. The trial was a randomized, double-blind test, meaning that children were randomly assigned to either the control group or the vaccine group. Neither the children (or their parents) nor health officials knew which children had received the vaccine and which had received the injected placebo fluid. (A smaller control group received no injection. Rather, officials observed them throughout the trial period for signs of polio infection.)
It would take almost a year to analyze the results and determine whether the vaccine provided protection against polio.