De acordo com o gerente de Sanidade Animal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (IDARON), a defesa sanitária de 11,5 milhões de animais é um grande desafio, que requer a participação integrada de criadores, frigoríficos e do governo.
O esforço dos 95 mil criadores de gado e do governo de Rondônia para vacinar um rebanho de 11,5 milhões contra a febre aftosa, garantindo a certificação da carne para exportação, será o principal case apresentado no seminário especial da Comissão de Agricultura do Senado, que será realizado em Ji-Paraná, na região Central do Estado de Rondônia, nesta sexta-feira, a partir das 13h, no auditório do Espaço Paternon.O controle sanitário do rebanho brasileiro e avaliação do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa serão o tema do seminário que vai reunir senadores, técnicos e autoridades dos governos federal e estadual, além de representantes dos pecuaristas e do mercado da carne.O seminário é uma iniciativa do senador Acir Gurgacz, líder do PDT e presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária no Senado Federal. “Estamos levando este ciclo de debates da Comissão de Agricultura do Senado a Rondônia para que a experiência positiva de nosso Estado, no sentido de combater a febre aftosa, possa ser conhecida de discutida em âmbito nacional, contribuindo para a erradicação da doença em todo território nacional”, frisou Gurgacz.De acordo com o gerente de Sanidade Animal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (IDARON), a defesa sanitária de 11,5 milhões de animais é um grande desafio, que requer a participação integrada de criadores, frigoríficos e do governo. “As doenças não respeitam fronteiras, então o papel do Estado é realizar ações para diminuir riscos e agir de forma preventiva”, disse. Ele destacou que esse trabalho é muito maior em Rondônia, que tem fronteiras com países que oferecem riscos de sanidade animal. “Creio que este seminário vai servir para apresentar o trabalho desenvolvido em Rondônia ao País, para que possamos aperfeiçoá-lo ainda mais”, frisou.O presidente do Fundo de Apoio a Defesa Sanitária Animal do Estado de Rondônia (Fefa), José Vidal, explica que são realizadas anualmente duas vacinas estratégicas no rebanho, além do constante monitoramento através da sorologia. “A pecuária é nosso item número um de exportação e precisamos estar sempre em alerta porque não podemos ter um retrocesso nas exportações”, detalhou. Ele acredita que o seminário da CRA será o palco de discussões apropriado para que os pecuaristas e agentes de controle sanitário possam solidificar cada vez mais a parceria público/privado existente, para fortalecer ainda mais o agronegócio rondoniense.Esta será a primeira vez que a Comissão de Agricultura realiza um evento fora do Senado e de Brasília com transmissão ao vivo pela TV e Rádio Senado. Também será possível a participação do público de todo o Brasil via Alô Senado – 0800 612211, pela internet – via formulário no site do Senado ou pelo twitter - @alosenado. O evento será realizado em Ji-Paraná, na região Central de Rondônia, no Espaço Paternon, próximo a Unijipa, a partir das 13h no horário de Rondônia, 14h no horário de Brasília.Foram convidados para debater o assunto o diretor do Departamento de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura (Mapa), Guilherme Marques; o fiscal federal de Agropecuária do Mapa, Jamil Gomes de Souza; a representante da Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária, Regina Sugayama; o gerente de Sanidade Animal do Idaron, Fabiano Alexandre da Silva; e o presidente do Fundo de Apoio a Defesa Sanitária Animal do Estado de Rondônia (Fefa), José Vidal.Neste Blog fazemos: 1- Atualização sobre a ocorrência de doenças de importância em Veterinária e em Saúde Pública em todo o mundo. 2- Troca de informações sobre: Doenças Infecciosas, Zoonoses, Saneamento Ambiental, Defesa Sanitária Animal (Legislação e Programas Sanitários do Ministério da Agricultura) e demais assuntos relacionados à sanidade e Saúde Pública. Este blog se destina a discutir a saúde animal dentro dos seus mais variados aspectos.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Vacinação contra Aftosa no Rio terá alterações a partir de 2012
30/05/2011 - 17:51h - Atualizado em 30/05/2011
Imunização em maio será para animais até 24 meses e em novembro todo o rebanho bovino será vacinado
A partir de 2012 a vacinação em maio contra a Febre Aftosa no Rio de Janeiro será apenas para animais até 24 meses. A imunização total do rebanho bovino ocorrerá na campanha de novembro. O anúncio, que beneficia os pecuaristas fluminenses foi feito hoje, pelo secretário estadual de Agricultura e Pecuária, Christino Áureo, durante o lançamento do Diagnóstico da Cadeia Produtiva da Pecuária de Corte no Estado, realizado pela Federação estadual de Agricultura e Pecuária (Faerj), no plenário da Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
– Vamos completar 15 anos livres da doença em nosso plantel. Através de tratativas com o ministério de Agricultura e Pecuária e o Comitê Estadual de Erradicação da Febre Aftosa manifestamos nossa disposição em flexibilizar a vacinação dentro da margem de segurança. A medida reduzirá custos com a aquisição da vacina e manejo, como já se observa em outros estados da federação. Tenho certeza de que o Rio de Janeiro conseguirá manter o bom índice de cobertura vacinal que vem alcançando – afirmou.
Resultado de pesquisa coordenada pelo professor Nelson Jorge Moraes de Matos, com a participação de docentes da Universidade Rural do Rio de Janeiro e técnicos da Faerj, o diagnóstico apresentado é um raio X da cadeia produtiva da pecuária de corte fluminense e instrumento que servirá de base para políticas públicas voltados para o setor. Entre as questões apontadas pelo documento, estão as necessidades de melhoramento do nível gerencial das propriedades e da genética do rebanho.
– É importante capacitar o nosso produtor para cuidar do orçamento de sua propriedade, tratando a atividade de forma profissional. Além disso, temos que nos voltar para questões técnicas buscando melhorias de resultado e qualidade. Não adianta competir com estados com grande extensão territorial e volume de produção. Somos o estado da genética. Temos vocação para oferecer um produto de melhor qualidade e que seja valorizado pelo consumidor – explicou o secretário.
Na ocasião, Christino Áureo lembrou a importante parceria da Alerj, desde a gestão do ex-presidente da casa, Jorge Picciani, e mantida com o atual, deputado Paulo Melo na defesa de questões envolvendo o segmento. Assim foi com a aprovação da lei apoiada pelo governador Sérgio Cabral que extinguiu o ICMS sobre a carne e seus derivados. Isso contribuiu para que o produto do Rio de Janeiro esteja mais ao alcance do consumidor e ofereça ganhos para produtores e frigoríficos. O benefício incentiva ainda a legalização daqueles que atuavam na clandestinidade, construindo uma cadeia forte, que produz dentro das normas sanitárias.
Para o presidente da Faerj, Rodolfo Tavares, o diagnóstico é fundamental na orientação das discussões dos agentes envolvidos no processo de fortalecimento da pecuária de corte considerando não apenas o aumento do rebanho, mas também o melhoramento do manejo e da genética como instrumentos de consolidação da atividade.
Durante a solenidade, a Faerj homenageou destaques na cadeia produtiva da carne no estado, como o criador de gado Nelore, Paulo Lemgruber, pecuarista do município do Carmo, na Região Serrana, e descendente de Manoel Lemgruber, pioneiro na criação da raça no país. Representando a indústria, Jair Ferreira Júnior, do Frigorífico Landim, recebeu a homenagem em nome de seu pai, Jair Ferreira, que acreditou nos incentivos tributários do governo do estado para o setor e investiu em nova indústria, em Barra do Piraí.
http://inovadefesa.ning.com/group/defesaagropecuriarj?commentId=2874953%3AComment%3A146692&xg_source=msg_com_group
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
Febre aftosa é transmitida a animais por período menor que o estimado
Pesquisa britânica testou transmissão do vírus da doença em bezerros.Trabalho foi divulgado na revista ‘Science’ nesta sexta-feira (6).
Do G1, em São Paulo
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Edimburgo e do Laboratório Pirbright, ambos no Reino Unido, mostra que o vírus da febre aftosa só pode ser transmitido durante um curto período da vida do animal. O tempo é quase metade do previsto anteriormente pela comunidade científica. O trabalho foi publicado na revista “Science” nesta sexta-feira (6).
A doença causa lesões na boca e nas patas, febre e secreção nasal em bois, porcos, cabras e ovelhas e pode levar à morte ou à necessidade de sacrifício dos animais.
Durante o estudo, bezerros foram postos ao lado de outros saudáveis, em pares, durante oito horas, para que o vírus causador da febre aftosa pudesse ser transmitido. Ao todo, foram feitas 28 dessas tentativas. Apenas 8 animais foram contaminados. A pesquisa inteira contou com o uso de 44 mamíferos.
Segundo os pesquisadores, o bezerro só pode transmitir o vírus da doença por um período menor que 2 dias. Após esse tempo, a defesa natural do mamífero entra em ação e limita o número de vírus
gerados. O estudo mostra que a chance de passar o micro-organismo adiante só aparece 12 horas após o surgimento dos primeiros sinais clínicos.
A equipe agora busca formas para diagnosticar a febre aftosa no campo, após os primeiros sintomas surgirem, mas antes da possibilidade de um animal transmitir a ameaça a outro.
A maior epidemia de febre aftosa aconteceu em 2001, no Reino Unido, levando à morte de centenas de milhares de animais e à perda de bilhões de libras esterlinas antes de a doença ser controlada.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Vacina contra Aftosa com variedade exótica-ALERTA
América do Sul pode entrar em estado de alerta
A sanidade animal da América do Sul pode entrar em estado de alerta. O Valor teve acesso a fotografias de embalagens de vacina contra febre aftosa que indicam a manipulação, na Argentina, de uma variedade exótica do vírus ao continente americano. As imagens dos frascos foram feitas em Taiwan, com rótulos do laboratório argentino Biogénesis-Bagó, para a proteção contra a variedade "O Taiwan" do vírus da febre aftosa, versão esta que não existe na região. Pela análise das fotos, fontes brasileiras indicam que o laboratório argentino estaria manipulando a versão do vírus com objetivo de produzir vacinas destinadas à exportação para países asiáticos, entre eles Taiwan.
As imagens mostram claramente o nome comercial da vacina do laboratório argentino - Aftogen Oleo -, a variedade do vírus a qual ela é destinada, bem como a série do lote, data de fabricação e também de vencimento. Pelas fotos obtidas pela reportagem, os produtos exportados para Taiwan foram fabricados em junho e novembro de 2009, além da série 685, produzida em setembro de 2010.
Atualmente, existe um acordo sanitário entre os países da América do Sul para que não haja manipulação de variedades exóticas do vírus da febre aftosa ao continente. A própria Comissão Sul-Americana de Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa) convencionou que nenhum laboratório trabalhe com versões que não tenham sido identificadas e registradas na região devido ao elevado risco de contaminação por possíveis falhas na biossegurança dos laboratórios que manipulam o vírus. O vazamento de um vírus exótico poderia comprometer todo o programa de controle e erradicação da febre aftosa no continente.
Segundo Rodolfo Bellinzone, diretor técnico da Biogénesis-Bagó a empresa não está manipulando o vírus exótico em seu laboratório na Argentina. As vacinas estão sendo produzidas a partir do banco de antígeno inativo e congelado, criado antes de o vírus ter sido destruído em 2008. "Nosso laboratório é constantemente avaliado pelos órgãos brasileiros e da Argentina e cumpre as exigências necessárias", disse Bellinzone ao Valor.
Falhas na biossegurança de laboratórios são raras, mas acontecem. Em 2007, o erro em uma válvula de um encanamento conectado a uma centrífuga permitiu que o vírus da febre aftosa alcançasse o sistema de drenagem das instalações de um laboratório inglês, atingindo o meio ambiente. Os danos foram minimizados porque, na época, a variedade que fugiu aos controles não era exótica ao Reino Unido.
Além da preocupação do continente, a Biogénesis-Bagó conseguiu autorização do governo brasileiro para exportar vacinas contra febre aftosa ao país. Apenas em 2010, o Ministério da Agricultura aprovou 29,6 milhões de doses da vacina argentina. Para conseguir a autorização de exportação, a condição imposta pelo governo brasileiro foi de que a empresa não manipulasse vírus exóticos e que qualquer cepa existente fosse destruída.
"Ainda não recebemos nenhuma denúncia oficial sobre o assunto, mas se recebermos serão realizadas auditorias e esclarecimentos", disse ao Valor Guilherme Marques, diretor do departamento de saúde animal do Ministério da Agricultura do Brasil.
O diretor do ministério lembra que há cerca de dois anos uma missão brasileira foi à Argentina vistoriar o laboratório e constatou a semente do vírus fora destruída. Existia, contudo, o antígeno inativado é superconcentrado do vírus. Segundo fontes do mercado, é comum que países mantenham o antígeno inativo e congelado para casos emergenciais. Ele, no entanto, possui vida útil que varia de seis a oito meses e permite a produção de uma quantidade limitada de vacinas.
Para o Brasil, o risco de manipulação de um vírus exótico no continente é que no caso de um vazamento e escape, as vacinas produzidas atualmente não controlam essas variedades. Hoje, os produtos utilizados controlam as espécies "A 24 Cruzeiro", "O 1 Campos" e "C 3 Indaiau".
Apesar de ser possível manipular em um mesmo laboratório duas variedades diferentes de vírus, existe o risco de que ocorra uma contaminação cruzada, dentro do próprio laboratório. Com isso, uma vacina comercializada para combater determinadas espécies de vírus poderia conter o antígeno de outras. Nessa hipótese, o anticorpo exótico poderia facilmente passar ao controle do governo, já que os protocolos de fiscalização não levam em consideração a possibilidade de haver outro antígeno que não aqueles esperados.
No Brasil, o Sindicato Nacional da Indústria de produtos para Saúde Animal (Sindan) informou apesar de contribuir com o governo, apenas segue as regras determinadas pelo Ministério da Agricultura. Para o membro do Grupo Interamericano para a Erradicação da Febre Aftosa (Giefa) e representante do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, manter um vírus exótico é correr um risco desnecessário.
Segundo Marques, do ministério brasileiro, no caso de se confirmar ã existência da variedade exótica do vírus, existe a possibilidade de que as importações do laboratório argentino sejam suspensas. O governo já prepara uma nova vistoria na Argentina.
Valor EconômicoPR: Controle de aftosa pede 13,93 milhões de doses
23/03/11 - 05:43
Demanda oficial do Mapa para 2011 também aponta disponibilização de 363 milhões de doses para aplicação em todo o País
O rebanho de bovinos e bubalinos do Paraná devem utilizar 13,93 milhões de doses da vacina contra a febre aftosa em 2011. A estimativa integra a demanda oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para este ano, divulgada na última segunda-feira pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).
Para a campanha de maio - quando são vacinados bovinos e búfalos de até 24 meses de idade - serão disponibilizadas 4,3 milhões de doses e, para novembro, 9,63 milhões. Com base nesse índice, o Estado corresponde a 26% da projeção de consumo nacional. Para todo o País serão ofertadas 363 milhões de doses ao longo deste ano, cerca de 180 milhões em cada campanha.
No ano passado, o Paraná tentou adquirir o status de estado livre da febre aftosa sem vacinação. Entretanto, a deficiência de fiscalização nas barreiras sanitárias do Estado inviabilizou a proposta, principalmente devido à dificuldade para contratação de profissionais para compor um quadro funcional capaz de manter a vigilância sanitária em alerta em substituição às campanhas de vacinação. Na época, o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) decidiu pela continuidade da vacinação para manter a segurança da sanidade agropecuária em todas as cadeias produtivas de origem animal existentes no Estado.
O presidente do Sindan, Emilio Carlos Salani, confirma que o Paraná recuou desse projeto por questão de falta de infraestrutura. ''Faltam barreiras sanitárias móveis e fixas, além de técnicos para o controle'', argumenta. Segundo ele, é preciso desmistificar o status de livre de aftosa com vacinação. ''O que tem de ruim em vacinar. Nossas vacinas têm proteínas estruturais que protegem e não interferem no inquérito epidemiológico'', salienta. Salani esclarece que a atual vacina contra aftosa - quem vem sendo utilizada há dois anos no Brasil - não mascara a doença e permite que o diagnóstico diferencie os animais doentes dos vacinados.
Vacinação
De acordo com dados da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná possui um rebanho bovídeo (bovinos e bubalinos) de 9.403.676 animais, distribuídos em 202.264 propriedades. Na Regional de Londrina, o rebanho é de 257.571, o equivalente a 36,5% do Estado. Na última campanha de vacinação, realizada em novembro de 2010, foram imunizados 9.161.745 animais em todo o Paraná, número correspondente a 97,43% do rebanho. No Núcleo Regional de Londrina foram vacinados 255.328 animais, 99,13% do rebanho.
Desde 1998 a Central de Selagem de Vacinas (CSV) armazena, atesta a qualidade, distribui e fiscaliza toda a vacina contra aftosa produzida e comercializada no Brasil, apoiando o Programa de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). Para isso, a Central utiliza um selo holográfico indicativo de que a vacina é genuína e passou por todos os testes de qualidade na indústria e nos laboratórios oficiais do Mapa.
A CSV disponibiliza dados sobre vacinação ao Mapa, garante o suprimento do produto e a sua qualidade, além de possibilitar a rastreabilidade da vacina. ''Hoje esse é o maior programa de rastreabilidade de um produto no mundo. A cadeia no País está muito bem estruturada'', destaca Salani, lembrando que em algumas regiões ainda é preciso conscientizar os produtores e as autoridades sobre a importância da garantia da sanidade animal.
Alteradas normas de vigilância veterinária na fronteira de Mato Grosso do Sul
Alteradas normas de vigilância veterinária na fronteira de Mato Grosso do Sul
Por Editor em 23/03/2011
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) redefiniu ontem, 22 de março de 2011, os procedimentos de vigilância veterinária que serão executados nas áreas de fronteira de Mato Grosso do Sul (MS) com o Paraguai e a Bolívia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) - clique aqui para acessar -, por meio da Instrução Normativa n° 13. As mudanças estão relacionadas ao reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em fevereiro de 2011, da região de fronteira internacional do estado (antiga Zona de Alta Vigilância - ZAV) como livre de febre aftosa com vacinação.
"O serviço veterinário oficial manterá uma unidade veterinária em cada município da região de fronteira com, no mínimo, dois médicos veterinários, além de postos fixos e equipes móveis de fiscalização atuando de forma permanente", informa o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques.
A partir de agora, a região será denominada zona livre de febre aftosa, porém continuará contando com atenção especial, para evitar a reintrodução da doença. Os pecuaristas dessa região terão mais agilidade nos processos de comercialização do rebanho e poderão destinar os animais a mercados que exigem procedência de áreas livres da febre aftosa.
A identificação de todas as propriedades rurais e mapas com os limites da região deverão estar disponíveis nos escritórios de atendimento à comunidade. Além disso, esses locais deverão dispor de adequada estrutura e comunicação. "O serviço veterinário oficial também deverá manter o cadastro georreferenciado de todas as propriedades e a identificação individual de bovinos, búfalos, ovinos e caprinos", acrescenta Marques.
O sistema de fiscalização e acompanhamento da vacinação contra a doença continuará efetivo, porém com maior delegação de responsabilidades aos produtores e entidades privadas. O serviço veterinário estadual terá de estabelecer um plano específico de monitoramento que deverá conter, por exemplo, inspeção em propriedades consideradas de maior risco sanitário e fiscalização de trânsito, com definição de procedimentos e metas. O plano será submetido à avaliação da Secretaria de Defesa Agropecuária.
Os limites da nova zona livre de febre aftosa permanecerão inalterados, abrangendo uma faixa de aproximadamente 15 km de largura, a partir da fronteira internacional em 13 municípios. São eles: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Corumbá, Japorã, Ladário, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porá, Porto Murtinho e Sete Quedas.
HISTÓRICO
Em 2001, o Mato Grosso do Sul alcançou o status de livre de febre aftosa com vacinação pela OIE. Mas, com o surgimento de focos da doença, em 2005, esse reconhecimento foi suspenso. Em 2008, a maior parte do estado retornou à condição de zona livre com vacinação, exceto a região da fronteira onde foi implantada a ZAV em 2008. Após ações intensivas na região, em agosto de 2010, o Ministério da Agricultura encaminhou o pleito de restituição do status.
hoje, 15 unidades da federação são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Além disso, detêm esse status, a região Centro-Sul do Pará e os municípios de Guajará e Boca do Acre, no Amazonas.
O Estado de Santa Catarina é reconhecido pela OIE como livre da doença sem vacinação. Classificados como risco médio estão Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e a região Centro-Norte do Pará e como alto risco encontram-se Rora ima, Amapá e as demais áreas do Estado do Amazonas.
FONTE
Kelly Beltrão - Jornalista
MS: IAGRO vai intensificar fiscalização volante na fronteira (Paraguai e a Bolívia)
24/3 /2011
A Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) deverá intensificar os postos volantes de fiscalização na região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, como medida para manter a qualidade do controle da sanidade animal. A área de 15 quilômetros que compunha a Zona de Alta Vigilância (ZAV) foi oficializada esta semana como “livre de febre aftosa com vacinação”.
De acordo com a diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, além dos 15 postos fixos que devem ser mantidos – como previsto na Instrução Normativa do Ministério da Agricultura (Mapa) – as ações volantes, que já são feitas, vão ser mantidas. “Nós temos cerca de 900 quilômetros de fronteira seca, que demandam cuidados”, explica. Conforme Maria Cristina, já na próxima semana deverá ser publicada a portaria da agência sanitária regulamentando todas as ações que vão ser tomadas a partir das novas diretrizes determinadas pelo Mapa.
Com a recuperação do status sanitário, essa região deixa de ter uma série de restrições, como a exigência de quarentena para o transporte de animais. Conforme a presidente da Iagro, também não vai mais ser preciso o lacre dos caminhões, que obrigatoriamente precisava ser feito por fiscais sanitários nas propriedades ou nos postos fixos. A vacinação regular contra a aftosa passa agora a ser feita como nas demais regiões, pelo próprio produtor, sem a necessidade de aplicação pela Iagro. Esse cuidado, no entanto, continua para assentamentos, aldeias, periferias de cidades ou pontos considerados de risco. Nessas localidades, será mantida a chamada “agulha especial”, em que a agência sanitária se encarrega da vacinação.
Em entrevista hoje a um telejornal, a presidente da Iagro comentou também a eventual necessidade de alterar o calendário de vacinação na região do Pantanal, em função das cheias. Segundo ela, a agência vai fazer essa definição depois de verificar como as condições estão progredindo na região. “Vamos ver como as coisas caminham, para ajustar situação sanitária”.
ZAV livre de aftosa
A Instrução Normativa nº 13, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reconhecimento o novo status da antiga ZAV em Mato Grosso do Sul, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22.
Com a decisão, o trânsito e o comércio de animais e produtos de origem animal dessa região deverão cumprir os requisitos previstos para zonas livres de febre aftosa com vacinação, os mesmos exigidos para as demais áreas do Estado. Antes, as exigências eram mais rigorosas, como a necessidade de quarentena para a venda do animal.
A medida beneficia pecuaristas dos municípios de Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã, Mundo Novo, Corumbá e Ladário, que desde a implantação da ZAV ficaram sujeitos a restrições para movimentação e comércio de bovinos. A nova Instrução Normativa redefine as Diretrizes para Execução do Sistema de Vigilância Veterinária na área compreendida por uma faixa territorial de aproximadamente 15 quilômetros de largura desde a fronteira – e agora considerada zona livre de febre aftosa com vacinação.
A normatização pelo Mapa consolida a decisão da Organização Nacional de Saúde Animal (OIE), que em fevereiro acatou a "Solicitação de Restituição do Reconhecimento da Condição Sanitária de Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação", após comprovação de que as ações sanitárias foram bem sucedidas.
A Iagro, em conjunto com a Superintendência Federal de Agricultura (SFA-MS) vão produzir em conjunto e colocar em prática um plano de acompanhamento e supervisão das atividades de vigilância.
terça-feira, 22 de março de 2011
Zona de Alta Vigilância de Mato Grosso do Sul é reconhecida como área livre de febre aftosa
Instrução normativa do Ministério da Agricultura foi publicada hoje no Diário Oficial da União
Publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União a Instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que reconhece a Zona de Alta Vigilância (ZAV) em Mato Grosso do Sul como livre da Febre Aftosa sem vacinação e livre para exportação da carne bovina.
A medida vai beneficiar aproximadamente 15 quilômetros de largura a partir da fronteira internacional que se estende por Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã, Mundo Novo, Corumbá e Ladário, todos no Estado do Mato Grosso do Sul.
A normativa prevê ainda que sejam redefinidas as Diretrizes para Exportação do Sistema de Vigilância Veterinária na ZAV sob os termos da "Solicitação de Restituição do Reconhecimento da Condição Sanitária de Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação", depositada perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
O controle sanitário na região passou a vigorar em janeiro de 2008. Há estimativa de que no local existam seis mil propriedades e um rebanho com 700 mil animais.
Pontos fixos de fiscalização deverão ser mantidos na rodovia MS-289, em Amambai; rodovia MS-384, em Antônio João; BR-060, em Bela Vista; MS-382 em Bonito; BR-384, em Caracol; MS-386, em Japorã; BR-163, em Mundo Novo; BR-163, em Eldorado; MS-295, em Paranhos; MS-164, em Ponta Porã; BR-267, em Porto Murtinho; MS-160, em Sete Quedas e Município de Corumbá, incluindo Forte Coimbra.
Fonte: Jornal Correio do Estado
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Extinção da Zona Tampão da Bahia é reconhecida internacionalmente pela OIE
Por Editor em 18/02/2011
A extinção da Zona Tampão da Bahia, já reconhecida em todo o território nacional, acaba agora de ser reconhecida internacionalmente. A Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aprovou relatório da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), encaminhado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a extinção da Zona Tampão e criação da Zona de Proteção no Estado. Com isso, a Bahia passa a ser mundialmente reconhecida como zona livre de aftosa com vacinação, colocando toda a pecuária baiana no mesmo status sanitário, e sem restrições quanto ao comércio e trânsito de animais.
O reconhecimento definitivo da criação da Zona de Proteção deve ocorrer em maio deste ano [2011], após a realização da Plenária Anual da OIE, organizada para discutir os assuntos relacionados à sanidade animal em todo o mundo. "Este é mais um momento para comemorar por se tratar de mais uma etapa conquistada pelo Governo do Estado que tem o objetivo maior de tornar a Bahia livre de aftosa sem vacinação até 2014", ressaltou o secretário de Agricultura do Estado, engenheiro agrônomo Eduardo Salles. "Agora projeta-se um fortalecimento do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa e um novo cenário para a pecuária nacional, tornando-a mais igualitária, competitiva e com possibilidades reais de inclusão social", salientou.
A zona tampão foi oficialmente extinta na Bahia após a publicação da Instrução Normativa nº 45 do Diário Oficial da União (DOU), de 28 de dezembro pelo MAPA. A partir dela, cerca de 10 mil criadores, com um rebanho de aproximadamente 255 mil cabeças, passaram a integrar a comercialização e o trânsito de animais em todo o Estado.
"Com isso, houve um fortalecimento da agropecuária baiana, na medida em que tornou o negócio pecuário mais justo e igualitário nos oito municípios componentes da região", destacou o diretor da Adab em exercício, Paulo Emílio Torres, lembrando que os índices de vacinação contra febre aftosa nas cidades de Casa Nova, Remanso, Campo Alegre de Lourdes, Pilão Arcado, Buritirama, Mansidão, Santa Rita de Cássia e Formosa do Rio Preto, acima de 97%, estão entre os maiores do Estado.
O ex-diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, que participou ativamente e acompanhou de perto todo o processo para a criação da Zona de Proteção, também comemorou a aprovação preliminar da OIE. "O reconhecimento internacional do fim da zona tampão é emblemático por representar o sucesso da parceria entre governo, produtores e iniciativa privada, todos unidos em busca de um objetivo único. Ganha a pecuária baiana, cada vez mais forte, e a sociedade, com o aquecimento da economia e a geração de emprego e renda", avaliou Peixoto.
Aspectos relacionados à sanidade do rebanho baiano foram fundamentais para a decisão da Comissão Científica da OIE. "A Bahia é detentora do maior rebanho bovino da região Nordeste e tem apresentado, nos últimos anos, uma estabilidade sanitária referenciada nacionalmente, apontando para o fortalecimento da defesa agropecuária baiana", apontou o diretor de Defesa Sanitária Animal, Rui Leal, salientando o trabalho dos técnicos e fiscais agropecuários da Adab em campo como outro fator para o sucesso das atividades contra a febre aftosa na Bahia. "Os índices de imunização contra a febre aftosa nos municípios componentes da atual Zona de Proteção comprovam a evolução da qualidade pecuária e da consciência do criador quanto aos novos rumos da atividade".
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), João Martins, a pecuária baiana está pronta para crescer ainda mais "o referendo da Comissão Científica da OIE, aprovando a extinção da zona tampão era um anseio do governo e dos municípios, que agora vão viver outro momento, com importantes impactos sociais e econômicos".
FONTE
Telefone: (71) 3115-2737
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