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quinta-feira, 24 de março de 2011

Alteradas normas de vigilância veterinária na fronteira de Mato Grosso do Sul


Alteradas normas de vigilância veterinária na fronteira de Mato Grosso do Sul

Por Editor em 23/03/2011


 
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) redefiniu ontem, 22 de março de 2011, os procedimentos de vigilância veterinária que serão executados nas áreas de fronteira de Mato Grosso do Sul (MS) com o Paraguai e a Bolívia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) clique aqui para acessar -, por meio da Instrução Normativa n° 13. As mudanças estão relacionadas ao reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em fevereiro de 2011, da região de fronteira internacional do estado (antiga Zona de Alta Vigilância - ZAV) como livre de febre aftosa com vacinação.



"O serviço veterinário oficial manterá uma unidade veterinária em cada município da região de fronteira com, no mínimo, dois médicos veterinários, além de postos fixos e equipes móveis de fiscalização atuando de forma permanente", informa o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques. 

A partir de agora, a região será denominada zona livre de febre aftosa, porém continuará contando com atenção especial, para evitar a reintrodução da doença. Os pecuaristas dessa região terão mais agilidade nos processos de comercialização do rebanho e poderão destinar os animais a mercados que exigem procedência de áreas livres da febre aftosa.

A identificação de todas as propriedades rurais e mapas com os limites da região deverão estar disponíveis nos escritórios de atendimento à comunidade. Além disso, esses locais deverão dispor de adequada estrutura e comunicação. "O serviço veterinário oficial também deverá manter o cadastro georreferenciado de todas as propriedades e a identificação individual de bovinos, búfalos, ovinos e caprinos", acrescenta Marques.

O sistema de fiscalização e acompanhamento da vacinação contra a doença continuará efetivo, porém com maior delegação de responsabilidades aos produtores e entidades privadas. O serviço veterinário estadual terá de estabelecer um plano específico de monitoramento que deverá conter, por exemplo, inspeção em propriedades consideradas de maior risco sanitário e fiscalização de trânsito, com definição de procedimentos e metas. O plano será submetido à avaliação da Secretaria de Defesa Agropecuária.

Os limites da nova zona livre de febre aftosa permanecerão inalterados, abrangendo uma faixa de aproximadamente 15 km de largura, a partir da fronteira internacional em 13 municípios. São eles: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Corumbá, Japorã, Ladário, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porá, Porto Murtinho e Sete Quedas.

HISTÓRICO

Em 2001, o Mato Grosso do Sul alcançou o status de livre de febre aftosa com vacinação pela OIE. Mas, com o surgimento de focos da doença, em 2005, esse reconhecimento foi suspenso. Em 2008, a maior parte do estado retornou à condição de zona livre com vacinação, exceto a região da fronteira onde foi implantada a ZAV em 2008. Após ações intensivas na região, em agosto de 2010, o Ministério da Agricultura encaminhou o pleito de restituição do status.

hoje, 15 unidades da federação são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Além disso, detêm esse status, a região Centro-Sul do Pará e os municípios de Guajará e Boca do Acre, no Amazonas.

O Estado de Santa Catarina é reconhecido pela OIE como livre da doença sem vacinação. Classificados como risco médio estão Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e a região Centro-Norte do Pará e como alto risco encontram-se Rora ima, Amapá e as demais áreas do Estado do Amazonas.

FONTE

Kelly Beltrão - Jornalista

MS: IAGRO vai intensificar fiscalização volante na fronteira (Paraguai e a Bolívia)


24/3 /2011
A Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) deverá intensificar os postos volantes de fiscalização na região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, como medida para manter a qualidade do controle da sanidade animal. A área de 15 quilômetros que compunha a Zona de Alta Vigilância (ZAV) foi oficializada esta semana como “livre de febre aftosa com vacinação”.

De acordo com a diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, além dos 15 postos fixos que devem ser mantidos – como previsto na Instrução Normativa do Ministério da Agricultura (Mapa) – as ações volantes, que já são feitas, vão ser mantidas. “Nós temos cerca de 900 quilômetros de fronteira seca, que demandam cuidados”, explica. Conforme Maria Cristina, já na próxima semana deverá ser publicada a portaria da agência sanitária regulamentando todas as ações que vão ser tomadas a partir das novas diretrizes determinadas pelo Mapa.

Com a recuperação do status sanitário, essa região deixa de ter uma série de restrições, como a exigência de quarentena para o transporte de animais. Conforme a presidente da Iagro, também não vai mais ser preciso o lacre dos caminhões, que obrigatoriamente precisava ser feito por fiscais sanitários nas propriedades ou nos postos fixos. A vacinação regular contra a aftosa passa agora a ser feita como nas demais regiões, pelo próprio produtor, sem a necessidade de aplicação pela Iagro. Esse cuidado, no entanto, continua para assentamentos, aldeias, periferias de cidades ou pontos considerados de risco. Nessas localidades, será mantida a chamada “agulha especial”, em que a agência sanitária se encarrega da vacinação.

Em entrevista hoje a um telejornal, a presidente da Iagro comentou também a eventual necessidade de alterar o calendário de vacinação na região do Pantanal, em função das cheias. Segundo ela, a agência vai fazer essa definição depois de verificar como as condições estão progredindo na região. “Vamos ver como as coisas caminham, para ajustar situação sanitária”.

ZAV livre de aftosa

A Instrução Normativa nº 13, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reconhecimento o novo status da antiga ZAV em Mato Grosso do Sul, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22.

Com a decisão, o trânsito e o comércio de animais e produtos de origem animal dessa região deverão cumprir os requisitos previstos para zonas livres de febre aftosa com vacinação, os mesmos exigidos para as demais áreas do Estado. Antes, as exigências eram mais rigorosas, como a necessidade de quarentena para a venda do animal.

A medida beneficia pecuaristas dos municípios de Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã, Mundo Novo, Corumbá e Ladário, que desde a implantação da ZAV ficaram sujeitos a restrições para movimentação e comércio de bovinos. A nova Instrução Normativa redefine as Diretrizes para Execução do Sistema de Vigilância Veterinária na área compreendida por uma faixa territorial de aproximadamente 15 quilômetros de largura desde a fronteira – e agora considerada zona livre de febre aftosa com vacinação.

A normatização pelo Mapa consolida a decisão da Organização Nacional de Saúde Animal (OIE), que em fevereiro acatou a "Solicitação de Restituição do Reconhecimento da Condição Sanitária de Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação", após comprovação de que as ações sanitárias foram bem sucedidas.

A Iagro, em conjunto com a Superintendência Federal de Agricultura (SFA-MS) vão produzir em conjunto e colocar em prática um plano de acompanhamento e supervisão das atividades de vigilância.



terça-feira, 22 de março de 2011

Zona de Alta Vigilância de Mato Grosso do Sul é reconhecida como área livre de febre aftosa


Instrução normativa do Ministério da Agricultura foi publicada hoje no Diário Oficial da União

VIVIANNE NUNES22/03/2011 07h19 
   

Publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União a Instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que reconhece a Zona de Alta Vigilância (ZAV) em Mato Grosso do Sul como livre da Febre Aftosa sem vacinação e livre para exportação da carne bovina.


A medida vai beneficiar aproximadamente 15 quilômetros de largura a partir da fronteira internacional que se estende por Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã, Mundo Novo, Corumbá e Ladário, todos no Estado do Mato Grosso do Sul.

A normativa prevê ainda que sejam redefinidas as Diretrizes para Exportação do Sistema de Vigilância Veterinária na ZAV sob os termos da "Solicitação de Restituição do Reconhecimento da Condição Sanitária de Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação", depositada perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O controle sanitário na região passou a vigorar em janeiro de 2008. Há estimativa de que no local existam seis mil propriedades e um rebanho com 700 mil animais.

Pontos fixos de fiscalização deverão ser mantidos na rodovia MS-289, em Amambai; rodovia MS-384, em Antônio João; BR-060, em Bela Vista; MS-382 em Bonito; BR-384, em Caracol; MS-386, em Japorã; BR-163, em Mundo Novo; BR-163, em Eldorado; MS-295, em Paranhos; MS-164, em Ponta Porã; BR-267, em Porto Murtinho; MS-160, em Sete Quedas e Município de Corumbá, incluindo Forte Coimbra.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Reunião no Mapa definirá medidas para regulamentar ZAV


15/02 

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) participa nesta terça-feira (15), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, de uma reunião para definir as medidas que serão tomadas após o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) da Zona de Alta Vigilância (ZAV) como região livre da aftosa com vacinação. A reunião terá participação do diretor secretário da Famasul, Dácio Queiroz, do presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã, Jean Pierre Martins, e representantes da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Mato Grosso do Sul (SFA) e da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro/MS).

“A quarentena dificulta a vida do produtor. Com o reconhecimento, esse procedimento não deve continuar. Esperamos que as medidas adotadas sejam possíveis de serem executadas pelos produtores rurais”, assinala o médico veterinário da Famasul, Horácio Tinoco, que irá participar amanhã da reunião. Além de não terem que deixar os animais permanecer em esquema de quarentena para transitar fora da região da fronteira, os produtores rurais esperam que com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), não seja mais necessário realizar teste sorológico nos bovinos e búfalos localizados na fronteira. Entretanto, deve continuar acontecendo o controle intensivo do trânsito.

A ZAV de Mato Grosso do Sul foi reconhecida pela OIE como livre de febre aftosa com vacinação no dia 4 de fevereiro, quando o Estado passou a ter um status único de classificação. Em 2001, MS já havia alcançado o status de livre de febre aftosa com vacinação, porém com o surgimento de um foco da doença, em 2005, o organismo internacional decidiu suspender esse reconhecimento..

Ao todo 13 municípios compõem a ZAV: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Corumbá, Japorã, Ladário, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porá, Porto Murtinho e Sete Quedas. Os municípios fazem fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Nessa região, existem cerca 800 mil cabeças de gado.

Na sexta-feira (18), a Famasul reunirá na sede da Casa Rural representantes de produtores da ZAV para repassar as medidas definidas na reunião de amanhã, bem como o calendário de vacinação da região.