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terça-feira, 31 de maio de 2011

"Vaca louca": OIE não altera status brasileiro


A esperada recuperação pelo Brasil do risco 1 para a doença da "vaca louca" ainda este ano não vai ocorrer. A reclassificação deve ficar para 2012. Apesar de nunca ter registrado a encefalopatia espongiforme bovina (BSE, na sigla em inglês), o Brasil está entre os países com classificação de risco 2 para a doença, isto é, risco controlado, conforme a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Risco 1, a classificação que o Brasil tinha até 2005 e perdeu, significa risco insignificante para a enfermidade.

Em 2010, o Brasil enviou um relatório para a OIE com informações sobre o status sanitário para "vaca louca" e chegou a ser elogiado pelo órgão. A OIE, no entanto, disse, à época, que ainda não seria possível melhorar a classificação brasileira.

Por trás do comportamento do corpo de veterinários da OIE está o fato de que o Brasil ainda não conseguiu responder de forma satisfatória a questões sobre o rastreamento de animais importados, na década de 1990, de países que tiveram a doença. Mas também haveria um certo desinteresse em melhorar a classificação do Brasil, que tem um papel importante no mercado internacional de carne bovina, avaliam fontes do setor. Desde que perdeu o status de risco insignificante, o Brasil ficou impedido de exportar tripa bovina - matéria-prima para salsichas - à União Europeia.

O diretor de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, rejeita acusações de inação do governo pela manutenção do risco 2. Ele afirma que o governo solicitou duas vezes a melhora na classificação de risco do Brasil, mas a OIE não respondeu aos questionamentos feitos em 2010. "Mandamos uma atualização da base de dados do relatório de 2010, aguardamos manifestação, mas não houve resposta até hoje", diz.

Marques explica que o governo não enviou um novo relatório e optou por mandar apenas um "adendo" ao texto antes enviado porque não sabia onde havia falhas. "Ficamos aqui com técnicos sem viajar, nos fins de semana e dispostos a ir à OIE, mas não fomos consultados", disse.

Em março de 2010, o governo recebeu da OIE impressões positivas sobre a reclassificação para risco 1 na escala da doença, segundo Marques. "Eles nos parabenizaram pelo excelente relatório, mas lamentaram que o país não tinha como receber o risco 1. Perguntamos o porquê ao Bernard Vallat (diretor-geral da OIE), mas não recebemos nenhum documento".

Hoje, apenas 13 países têm o status de risco 1. Para chegar a esse nível, são requeridos oito anos de rastreamento e ações de redução de ingestão de proteína de animal alterada (príon) por ruminantes.

Diante da postura da OIE, o governo optou por não refazer o relatório. "Não foi má vontade nem indisposição. Foi estratégia do governo", afirma Marques. Ele diz que o Brasil é um alvo analisado "com lupa" pelos concorrentes que estão entre os 176 países da OIE. Além disso, enfrenta o protecionismo dos países ricos.

Os críticos do sistema brasileiro apontam falhas nos controles, como o uso da "cama de frango" na alimentação de bovinos, processo insuficiente na esterilização da farinha de carne, possibilidades de "contaminação cruzada" e não rastreamento de 100% do gado importado há 20 anos, cujo potencial de apresentar sintomas da doença não poderia ser descartado.

Para resolver a situação, o diretor informa que encaminhará um novo relatório atualizado à OIE após a reunião anual da organização em maio. "Vamos esgotar o tema na reunião e o relatório será enviado de novo", disse. "Queremos clareza dos motivos da recusa da OIE. Vamos ser sabatinados e, se justiça for feita, em maio de 2012 teremos esse reconhecimento".

O diretor do ministério diz que o caso do Brasil mudou as regras da OIE. Agora, entre réplicas e tréplicas, a organização tem obrigação de consultar países sobre os relatórios encaminhados. E precisa responder questionamentos em detalhes.

Sobre as travas na importação de tripa pela Europa, Marques diz que o Código de Animais Terrestres da OIE permitiria esse comércio. "Pelo código da OIE, tripa é produto isento de risco, assim como leite, colágeno e gelatina de couro, além de osso calcinado, sebo sem impurezas e alguns tipos de carne", informa.

A disputa do Brasil na OIE se arrasta desde 2000, quando o Canadá suspendeu as importações de carne bovina brasileira sob pretexto de que haveria risco de ocorrência de "vaca louca" no país. A UE criou um sistema de classificação de risco geográfico de cinco faixas. Depois, a OIE refez o sistema e reduziu a três riscos: insignificante (1), controlado (2) e desconhecido (3). Até hoje, não existe país declarado livre da doença.

Desde 2000, o Brasil encaminha, de forma voluntária, relatórios anuais. Se não fizer, entra no risco 3. Procurada, a Abiec (reúne exportadores de carne bovina) preferiu não se manifestar "uma vez que aguarda uma solução para o problema há três anos".

A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) indica que o Brasil não forneceu todas as informações pedidas para ter revisada sua situação. O problema, segundo fontes na Europa, é que o Brasil importou gado bovino europeu na época da epidemia da doença no continente e ainda não conseguiu mostrar o destino desses animais.

A OIE mantém o Brasil na categoria de risco controlado da doença ao lado de países que já tiveram a enfermidade, como nações da Europa e os EUA. Por sua vez, Argentina e Austrália, outros grandes produtores de carne bovina, estão na categoria de risco insignificante, o que dá vantagem competitiva no mercado de carnes.

Procurada, a OIE foi econômica nas respostas ao Valor sobre a situação do Brasil. A entidade confirmou que o país pediu no fim de 2009 revisão de seu status para a doença. E que, após avaliação do pedido no início de 2010, foi demandado ao Brasil que fornecesse elementos complementares para validar a demanda de obtenção do status de risco insignificante.

A OIE dá a entender que as autoridades brasileiras não responderam satisfatoriamente. Limita-se a lembrar que a avaliação dos pedidos dos países para reconhecimento de status de doenças prioritárias, como a "vaca louca", ocorre uma vez por ano entre novembro e fevereiro, "o que não exclui uma revisão do status do Brasil na próxima etapa de avaliações".

Apesar de ser um órgão cientifico, as decisões da OIE são influenciadas politicamente pelos países e, segundo as mesmas fontes, a pressão parece ter sido forte para que o Brasil fosse mantido na categoria de risco controlado. Uma das razões é que isso satisfaz os europeus, já que deixa o Brasil - o maior exportador global de carne bovina - na mesma categoria de risco dos 21 dos países da UE. Também a Argentina não estaria insatisfeita com o status brasileiro. Os EUA, que como o Brasil tiveram recusado o pedido de redução de risco, também preferem seu concorrente na mesma categoria, já que uma reclassificação teria impacto comercial.

Segundo dados da própria UE, de 1º de janeiro a 24 de abril deste ano foram registrados 11 novos casos de "vaca louca" no bloco: três na Espanha, três no Reino Unido, um na França, um na Irlanda, um na Itália, uma na Holanda e um Portugal. Um foco da enfermidade pode representar um ou mais animais afetados.

Em 2009 foram 71 focos, em 2010 outros 44 e agora já são 11. Mas o número deve diminuir a partir de julho, por uma canetada de Bruxelas. É quando entra em vigor uma decisão da Comissão Europeia, que mudará a idade de controle de bovinos a partir de julho deste ano. O regulamento atual determina que a partir da idade de 48 meses o animal deve ser testado para a doença da "vaca louca". Agora, a idade passará para 72 meses, o que indica um relaxamento do controle.

A avaliação entre analistas é de que a Europa não vai conseguir erradicar pelos próximos 10 a 20 anos a infecção, apesar dos investimentos feitos até agora. De maneira geral, o estado sanitário da UE é inquietante. O bloco europeu registrou 783 focos de enfermidades animais em 2010. Desde janeiro, teve mais 79 surtos oficialmente notificados, incluindo 11 focos de doença de lingua azul, 12 focos de febre aftosa (todos na Bulgária), 15 de doença vesicular equina e quatro de gripe aviária em aves.

As informações são do Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe BeefPoint.


Fonte: Celia Padovan

terça-feira, 19 de abril de 2011

Reino Unido aumenta idade limite para teste de EEB


O Departamento de Alimentos, Meio-Ambiente e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra), a Agência de Padrões de Alimentos (FSA) e a Assembleia Nacional de Gales, abriram um processo de consulta aumentando a idade limite acima da qual os bovinos saudáveis abatidos para consumo humano precisam ser testados para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). As entidades propuseram que a idade limite aumente de 48 meses para 72 meses a partir de primeiro de julho. Em detalhes, os dois aspectos da consulta são:


- A partir de 1 de julho de 2011, o Reino Unido e 21 outros Estados Membros permitirão aumentar a idade limite para teste de EEB para todos os bovinos saudáveis abatidos para consumo humano de 48 para 72 meses;

- A partir de janeiro de 2013, o Reino Unido e 21 outros Estados Membros terão permissão para testar uma amostra de bovinos saudáveis abatidos para consumo humano com idade de mais de 72 meses para EEB. O tamanho da amostra será decidido mais tarde.

A epidemia de EEB no Reino Unido está declinando. Foram confirmados 11 casos de EEB em bovinos na Grã-Bretanha em 2010. Mais de 2 milhões de bovinos saudáveis para consumo humano foram testados para EEB na Grã-Bretanha de novembro de 2005 até o final de 2010. Desses, somente dois bovinos com idade de menos de 72 meses foram diagnosticados com EEB: um abatido em 2005 e um abatido em 2008.

Se essas mudanças forem aprovadas, estima-se que levarão a uma economia de aproximadamente US$ 1,5 milhão por ano para a indústria e que haverá mais economias para o Governo.

A reportagem é do MeatingPlace.com.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

The end of BSE


Good news, 20 years on, the BSE epidemic is finally over

Dairy farmers lose more than 3p on every litre of milk they produce
The first hint of catastrophe came a quarter of a century ago. In October 1987, David Brown of The Sunday Telegraph described “a mystery brain disease [which] is killing Britain’s dairy cows and vets have no cure”. A few months later, he disclosed that the government had launched an inquiry into what was now being called bovine spongiform encephalopathy, or BSE. By the end of the decade, his stories were referring routinely to “mad cow disease”, and a chilling new phrase had entered the language.
The BSE epidemic cost us billions, and devastated the British farming industry. Now, that plague is at an end. A few days ago, in New Scientist, we described how just 17 cases were recorded worldwide in cattle last year.
Brown, who died in 2001, aged just 54, would have been surprised by the lack of publicity given to BSE’s demise. Overall, as many as three million animals were infected; in the peak year, 1992, the UK saw 37,280 diagnoses. Yet there are good reasons why any celebrations have been put on hold. All told, around half a million infected animals entered the food chain. Although it remains unclear how many people ate the most infectious parts, it is clear that the majority of the British population was exposed.
So far, the human equivalent of BSE, variant Creutzfeldt-Jakob disease (vCJD), has claimed 170 lives, mainly through consumption of BSE-infected beef. And because of the extraordinary incubation time of the disease, it is possible that many more cases may be waiting in the wings.
The story of BSE starts in the 1960s, with two London-based researchers – Tikvah Alper, of Hammersmith Hospital, and John Stanley Griffith, of Bedford College – who were studying scrapie, the equivalent disease in sheep. They suggested that such “spongiform” brain disorders were caused not by conventional agents such as viruses and bacteria, but a novel type of infectious agent: a rogue protein.
In a 1967 paper for Nature, Griffith assured readers that “there is no reason to fear that the existence of a protein agent would cause the whole theoretical structure of molecular biology to come tumbling down”. But to his peers, the idea was either heresy or simply idiocy.
The torch was carried forward by Stan Prusiner, a flamboyant American scientist, after one of his patients at the University of California, San Francisco, died of spongiform disease in 1972. After a decade of work, he came up with a snappy name for the rogue protein responsible: the “prion”, or “proteinaceous infectious particle”.
The whole idea, however, still challenged a central orthodoxy about the nature of the disease. Because of this, and the slender evidence base, a perception hardened that Prusiner’s big idea was closer to insanity than genius. “The personal attacks of the naysayers at times became very vicious,” he would later remark.
The prion theory was eventually vindicated – and Prusiner’s dogged labours rewarded with a Nobel prize – but scientists soon realised that these new particles operated on an extraordinarily long timescale. It takes years for prions to infiltrate the central nervous system, and years more for them to replicate and accumulate to levels that cause personality change, loss of body function and, eventually, death.
And although the current wave of vCJD is apparently fizzling out, after peaking in 2000 with 28 cases, there is a possibility that further waves may appear. We each inherit one of three different combinations of the two prion genes; so far, all the vCJD infections have been among of people with one particular combination, found in 37 per cent of the population. The rest of the population may be relatively immune; but it could be that the disease merely takes longer to develop. If so, the result would be two more waves of vCJD.
Prof John Collinge, of the Medical Research Council Prion Unit in London, has studied kuru, a related disease found in the Fore people of Papua New Guinea and spread by the now abandoned ritual of eating relatives’ brains at funerals. He says that these second and third waves might not appear for more than half a century – but fortunately, with the support of the National Prion Clinic, he has just announced the first accurate blood test for vCJD
The next step will be to test several thousand anonymous blood donors from a country unaffected by BSE, to make sure the test never gives a false positive for people who don’t have the disease. Then will come longer-term studies to assess what proportion of the population tests positive for prion infection (the current estimate is one in 4,000), and to assess how many carriers will then go on to develop the disease. Until that work is complete, and the uncertainty is ended, Britain will still live in the shadow of BSE.
Roger Highfield is the editor of 'New Scientist’

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mad cow disease test raises hopes for NZ donors


LOIS CAIRNS


madcow

British scientists have developed a prototype test able to detect tiny amounts of vCJD-causing particles in human blood.



British scientists have developed the most accurate blood test yet for the human form of mad-cow disease, potentially clearing the way for thousands of Kiwis who lived in the UK in the 1980s and 90s to give blood.
Since 2000, the New Zealand Blood Service has banned donations from anyone who lived in Britain, France or Ireland for six months or longer between 1980 and 1996.
The ban was instigated by the Ministry of Health because of the risk of donated blood products transmitting variant Creutzfeldt-Jakob disease (vCJD). The fatal, brain-wasting disease is linked to eating beef from cattle infected with bovine spongiform encephalopathy (BSE), also called mad-cow disease. It is thought that infected beef entered the food supply of the three countries during the 16-year period.
The disease, which first emerged in the mid 1990s, causes personality change, loss of body function, and eventually death.
But British scientists have now developed a prototype blood test which is 100,000 times more sensitive than previous tests and able to detect tiny amounts of vCJD-causing particles, known as prions.
Writing in the Lancet medical journal, lead researcher Graham Jackson, from University College London, said that although larger studies were needed to confirm its effectiveness, the test could in future allow doctors to screen whole populations for vCJD infection.
A spokeswoman for the Ministry of Health said it was aware of the research but it would be premature to speculate on its introduction in New Zealand.
http://www.stuff.co.nz/national/health/4651478/Mad-cow-disease-test-raises-hopes-for-NZ-donors?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Aftosa - Dicas importantes para uma vacinação eficiente e racional

Dia primeiro começa mais uma fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso do Sul, excetuando-se a região da Zona de Alta Vigilância - ZAV, nas fronteiras, onde a imunização iniciou em 17 de setembro por ser desenvolvida de forma orientada e excepcional.  Para o restante do Estado, segunda a Iagro, o início está previsto para o próximo dia primeiro de novembro, tanto para a região do planalto quanto para a região pantaneira. Só o encerramento difere: planalto dia 30 de novembro e pantanal dia 15 de dezembro.

Orientações importantes - Nos últimos anos cresce nas fazendas a utilização de técnicas de manejo racional envolvendo o manuseio, transporte e a aplicação de vacinas nos rebanhos bovinos. Essa tendência, que vem sendo fortemente estimulada pela indústria frigorífica, visa, acima de tudo, elevar o nível de qualidade e a padronização das carcaças de animais enviados ao abate.  Segundo Marcos Malacco, médico veterinário e gerente técnico da Merial Saúde Animal, a execução do manejo de vacinação começa com o planejamento de cada uma das etapas, processo esse que define, por exemplo, quem serão os profissionais responsáveis pela vacinação e o que farão durante o procedimento.  A orientação tem sempre como preocupação qualificar gestores, peões, capatazes, vaqueiros para pontos importantes do manejo de vacinação, como a estruturação do calendário anual, definindo quais as vacinas que precisam ser aplicadas, em que data elas devem acontecer, quais categorias de animais serão vacinadas e, por fim, o local e a forma como a vacinação será realizada.  "O uso incorreto das vacinas pode, ao invés de proteger o rebanho, colocar todo um trabalho em risco, já que a administração da dose errada, a aplicação em local impróprio no corpo do animal e a ocorrência de refluxos da vacinas após aplicadas podem gerar conseqüências danosas, além de sérios prejuízos", esclarece Mallaco.  Ao ser feito o transporte das vacinas, é fundamental observar que se tratam de produtos biológicos que, em sua grande maioria, devem ser mantidos sob temperatura de refrigeração, ou seja, entre 2º e 8ºC. Para isso, os frascos deverão ser colocados em caixas isotérmicas (de isopor, por exemplo) em bom estado, com gelo em quantidade compatível ao número de frascos de vacinas, que deverão ser bem tampadas lacradas, a fim de não permitir a perda excessiva de frio em seu interior.  Outro ponto importante relacionado ao transporte das vacinas é evitar que os frascos de vacinas congelem. Isso poderá ser facilmente resolvido com a colocação de "separadores" entre os frascos de vacinas e o gelo, ou vice-versa. Tais separadores poderão ser pedaços de papelão com alguns furos para facilitar a passagem do frio, que serão colocados entre o gelo e os frascos de vacinas, evitando o contato direto entre tais materiais.  As seringas e agulhas a serem utilizadas nas vacinações deverão estar previamente lavadas e esterilizadas. Ainda no caso das seringas, as mesmas deverão estar bem lubrificadas. O melhor processo para esterilização do material é a fervura. Antes de cada vacinação, as seringas deverão ser convenientemente desmontadas e todos os seus componentes deverão ser lavados com água, sabão e detergente.  Após a lavagem, todos os componentes das seringas que entrarem em contato com as vacinas e as agulhas que serão empregadas deverão ser colocados em recipiente contendo água limpa, sendo então, submetidos à fervura. A completa esterilização do material ocorrerá quando, após a "abertura" da fervura, o material permanecer no recipiente sobre o fogo por mais 15 a 20 minutos. Na esterilização nunca devermos utilizar desinfetantes usuais, pois os mesmos poderão comprometer a qualidade das vacinas, concluiu o médico-veterinário. (Correio do Estado)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Jornada de Capacitación “PROYECTO DE PREVENCIÓN DE LAS ENCEFALOPATÍAS ESPONGIFORMES TRANSMISIBLES EN ARGENTINA”


Jornada de Capacitación
“PROYECTO DE PREVENCIÓN DE LAS ENCEFALOPATÍAS ESPONGIFORMES TRANSMISIBLES EN ARGENTINA”
“PREVENCIÓN Y VIGILANCIA DE LA ENCEFALOPATÍA ESPONGIFORME BOVINA (EEB)


Fecha                   25 de octubre de 2010
Lugar                   Facultad de Ciencias Veterinarias - UNCPBA
Dirección: calles Reforma Universitaria y Los Ombúes. Ciudad de Tandil,  Pcia de Bs. As.     
Entidades que organizan
Facultad de Ciencias Veterinarias  de la UNCPBA -
Área de Medicina Veterinaria Preventiva- Orientación en  Sanidad Animal Cátedra de Epidemiología Aplicada
 “Proyecto de prevención de las TSE en Argentina”  IICA- PROSAP
Auspicia:
Colegio Médicos Veterinarios Prov. Bs. As. – Distrito VI

PROGRAMA DE ACTIVIDADES
8:30 hs -  Acreditaciones. 
9:00 hs
Encefalopatías  Espongiformes Transmisibles, generalidades.
La Encefalopatía Espongiforme Bovina (EEB): aparición e  impacto en los mercados internacionales.
Panorama internacional, regional y de Argentina. Impacto mundial de las enfermedades emergentes.
Presentación del “Proyecto de Prevención de las TSE, en Argentina” sus componentes.
Dr. Carlos van Gelderen  Coordinador del “Proyecto de Prevención de las EET, en Argentina”  - IICA
9:45 hs
La Normativa vigente y sus alcances para la prevención y vigilancia de las EEB Prevención por medio de la alimentación de bovinos.
Aplicación de la normativa. Función del SENASA en la prevención y vigilancia. Función de los veterinarios privados y oficiales.
Dr. Andrés Viton -  “Programa de prevención y vigilancia de la EEB” Sanidad Animal -  SENASA -  C.A.B.A


10:30-10:45  Intervalo
10:45 hs
La vigilancia epidemiológica como herramienta de prevención. Vigilancia activa y pasiva.
Técnicas para la toma de muestras de material encefálico. Participación del veterinario oficial y privado.
Dr. Javier Blanco Viera y equipo -  Laboratorio de Referencia Diagnóstico EET CICVyA  -  INTA - Castelar
11:30 hs
Hipótesis sobre el origen de la EEB. Etiología. Priones. Avance en herramientas de diagnóstico para EETs. Diagnóstico de EEB y  Scrapie.
Técnicas de diagnóstico.
Dr Gabriel Pinto - INTA - Laboratorio de Referencia Diagnóstico de  EETs y EEB  (CICVy A) INTA - Castelar)
12:15  hs
Encefalopatías Espongiformes Transmisibles humanas.
Características, etiología, epidemiología y vigilancia.
Dr. Christian Begue  Doctorado en Biología Molecular (MSc,PhD)
 Laboratorio de Biología Molecular. Dpto de Neuropatología
Instituto FLENI -  C.A.B.A
13:00 hs  Almuerzo (libre)
14:00 hs
Diagnósticos diferenciales de enfermedades del Sistema Nervioso Central.
 Dr. Ernesto Odriozola - Sanidad Animal  - Estación Experimental  INTA Balcarce, Pcia de Bs. As.
15:00 hs. - Parte práctica: sala de necropsia de la Facultad
Toma de muestras de material encefálico. Técnicas de extracción y envío de muestras con formularios correspondientes.
Participación de  profesionales y alumnos.
 A cargo del Dr. Blanco Viera,  Dr. Félix Capellino y  Dr. Fernando Delgado
Laboratorio de Patobiología -  INTA

16:00 hs: Cierre        

Enviado por Mateo Schettino

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Menina recebe dose de vacina para cães em Alagoas

Primeira dose da vacina foi aplicada corretamente, mas quando ela voltou ao posto de saúde, recebeu a vacina animal

selo
Uma menina de 9 anos está sendo monitorada pela Vigilância Epidemiológica em Ouro Branco (AL) desde segunda-feira, quando recebeu por engano uma dose de vacina antirrábica para animais. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, a criança foi mordida na perna por um cachorro de rua e procurou atendimento médico.
A primeira dose da vacina foi aplicada corretamente, mas quando ela voltou ao posto de saúde para tomar a segunda, recebeu a vacina animal.
Até o início da noite de hoje, a paciente não havia manifestado nenhuma reação. A criança vai continuar monitorada até que se complete 72 horas da aplicação da dose.
Ainda conforme a secretaria, depois do ocorrido, a menina foi atendida pelo Hospital de Doenças Tropicais em Maceió e liberada. Ela está em casa, sob observação da família.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Interrupção da vacinação contra a raiva animal

O Ministério da Saúde, diante do aumento das notificações  e dados preliminares das investigações laboratoriais referentes aos eventos adversos graves após vacinação contra raiva animal, determinou que sejam interrompidas preventivamente, e por período indeterminado, as campanhas de vacinação contra a raiva animal com uso da vacina RAI-PET®,  do Laboratório Bio-Vet® em todo o país, até que sejam concluídas as demais etapas da investigação pelo Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O Ministério da Saúde também reforça a necessidade de que todos os eventos adversos ocorridos sejam notificados por meio do Formulário de Notificação, via online – FORMSUS, disponível no site www.saude.gov.br/svs, no local “Vacina Raiva – notifique aqui”.

sábado, 25 de setembro de 2010

SP confirma reação à vacina da raiva em animais e mantém imunização suspensa

24/09/2010 - 15h28     Matéria da: Folha.com DE SÃO PAULO
Investigação realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças e pelo Instituto Pasteur, em parceria com os municípios, constatou que a vacina usada neste ano na campanha contra a raiva foi a responsável por reações acima do esperado entre cães e gatos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pela Secretaria Estadual da Saúde, que manteve a recomendação para que as cidades mantenham suspensa a campanha de imunização.
A medida vale por tempo indeterminado, até que o governo federal decida se é necessária a substituição dos lotes encaminhados a São Paulo ou mesmo do produto. A secretaria recomendou a suspensão da campanha de vacinação contra raiva animal logo após os primeiros registros de reações.
Entre os dias 13 de agosto e 21 de setembro foram notificados 3.424 casos de reações em cães e gatos vacinados no Estado. Do total, 890 (26%) foram considerados graves, conforme critérios de classificação estabelecidos pelo Ministério da Saúde, informou a secretaria. A maioria --717-- foram em gatos.
Reportagem da Folha publicada no último dia 7 mostra que uma nota técnica do Ministério da Saúde confirmou o alto índice de complicações em animais vacinados contra a raiva no Estado de São Paulo. O material, divulgado a profissionais do setor e obtido pela reportagem, diz que o lote n.º 59/10 foi o único usado em São Paulo e Guarulhos, onde os casos de reações adversas se concentram.
Em 2009, 53 reações foram registradas, uma incidência de 0,05 casos a cada mil doses.
DOSES
De acordo com a secretaria, em São Paulo, foram distribuídos neste ano dois lotes da vacina Raipet-Biovet, adquirida pelo Ministério da Saúde: os de nº. 59/2010 e 139/2010. Do total de cidades paulistas, 77,5% receberam apenas o lote 59/2010 --distribuído, inclusive, nos municípios de São Paulo e de Guarulhos, responsáveis por 67% das notificações.
Laudos feitos em 15 animais mortos após a vacinação aponta que cinco deles tiveram hemorragias digestivas; dois também tiveram problemas no aparelho digestivo, sem confirmação de sangramento. Os demais apresentaram problemas como choque hipovolêmico e broncopneumonia.
Dois laudos apontaram a causa da morte como indeterminada. Os laudos foram elaborados pela Universidade de São Paulo, a pedido da Secretaria da Saúde.
Em nota, a pasta informou que os resultados já foram encaminhados ao ministérios da Saúde e da Agricultura.

Enviado por Roberto Amaral

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bahia mantém status de livre de febre aftosa com vacinação

06/09 

Definidos os próximos passos para a realização, ainda este mês, de dois inquéritos soro epidemiológicos para febre aftosa no Estado, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa-PNEFA. Em reunião na última quinta-feira, 2, na sede do Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar), em Feira de Santana, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e o Ministério da Agricultura discutiram a padronização dos procedimentos dos inquéritos.

O primeiro deles vai avaliar a eficiência da vacinação contra febre aftosa. O trabalho visa certificar os índices de cobertura vacinal nas últimas etapas de vacinações do rebanho bovino do Estado, que foram superiores a 97% e, nos últimos anos, têm se limitado às unidades da Federação habilitadas para exportação à União Européia.

O segundo inquérito prevê estudo para confirmar a ausência de circulação viral, condição essencial para manter o status da Bahia como livre de aftosa com vacinação, requerida pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE.

Dessa maneira, a Bahia estará dando um passo grande na defesa sanitária, reafirmando o compromisso do Estado, das entidades envolvidas no setor agropecuário, da cadeia produtiva da carne e dos produtores rurais para manter o status de livre de febre aftosa com vacinação, sendo um dos pré-requisitos para o Estado se credenciar como habilitado à exportação de carne, juntamente com outras unidades da Federação já habilitadas.

O objetivo dos estudos é fornecer informações estratégicas para gestão do PNEFA, atender normas da OIE referentes à manutenção de status sanitário e cumprir a certificação acordada com mercados importadores de carne bovina brasileira, com especial atenção ao mercado da União Européia.
Além da Bahia, os estados do Sergipe, Tocantins, Rondônia e Acre estão livres de febre aftosa com vacinação ainda não habilitada à exportação para a União Européia.


sábado, 4 de setembro de 2010

BSE - Netherlands: new case

BSE - NETHERLANDS: NEW CASE

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A ProMED-mail post <http://www.promedmail.org>
ProMED-mail is a program of the International Society for Infectious Diseases <http://www.isid.org>

Date: Fri 3 Sep 2010
Source: Reuters [edited]


A 10-year-old cow in the Netherlands has tested positive for BSE [bovine spongiform encephalitis], more commonly known as "mad cow" disease, the 1st such result in more than 2 years, the Dutch government said on Friday [3 Sep 2010].

The government ministry responsible for food quality said the animal tested positive for the brain-wasting disease bovine spongiform encephalopathy at a slaughterhouse.

It was the 1st positive test for BSE in the country since May 2008, the ministry said in a statement.

A spokesman for the ministry told Reuters the cow's meat was withdrawn from the food chain after a 1st positive test, while a 2nd test confirmed the result. All cows sent to slaughter in the country are tested and held aside for the results before their meat enters the system.

Mad cow disease is of particular concern because it has been known to cause a related brain-wasting disease in humans who have eaten contaminated meat. A total of 3 people have died in the Netherlands from [variant] Creutzfeldt-Jakob disease after eating meat from a BSE positive cow. The last reported death was in January 2009.

[Byline: Ben Berkowitz]

--
Communicated by:
Terry S Singeltary Sr

[The slaughterhouse where this BSE-positive cow has been discovered, is -- according to the Dutch press -- located in Tilburg (North Brabant province). The location of the affected farm is not disclosed.

Last year (2009), the number of slaughtered cows, older than 30 months, which were compulsorily tested in Dutch slaughterhouses for BSE, was about 405 000 -- all with negative results. Suspected cases are withheld until the receipt of final results from the Central Veterinary Institute (CVI) in Lelystad. According to CVI, sporadic cases of BSE may still occur in the Netherlands during the coming years. - Mod.AS]

North Brabant is located in the south of the Netherlands. A map ofthe province can be accessed at <http://www.movetonetherlands.com/images/Netherlands_map.png>.
The HealthMap/ProMED-mail interactive map of the Netherlands is available at <http://healthmap.org/r/05mZ>. - Sr.Tech.Ed.MJ]


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Indea e MAPA realizam ações de vigilância para doença em rebanhos




DENISE NIEDERAUER 
Assessoria/Seder-MT 

Assessoria
Sacrifício de bovinos como ação de investigação
O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realizaram abate de bovinos como ação de minimização do risco para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB - Doença da Vaca Louca). Neste ano no mês de Abril foram identificados dois pontos de possibilidade de risco de desenvolvimento da EEB, em Tangará da Serra, (239 Km de Cuiabá), nas fazendas: Sítio Santa Rosa – Gleba Triângulo e Sítio São Francisco – Gleba São Jorge. Foi detectado o forrnecimento de “Cama de aviário” aos ruminantes, com comprovação laboratorial, tendo sido detectados os subprodutos de origem animal, “Ossos não Calcinados e Penas não Hidrolisadas”, proibidos pela legislação vigente na Instrução Normativa Ministerial nº 08/ 2004/MAPA.

Os produtores após serem devidamente notificados do resultado laboratorial positivo, tiveram um prazo de 30 dias para abater os animais em estabelecimentos de abate sob inspeção sanitária. No dia 29 de julho foram sacrificados trinta e um bovinos, no Frigorífico Pantanal, em Tangará da Serra, onde as carcaças dos animais adultos foram liberadas para consumo humano e dos bezerros destruídas, conforme dispõe a legislação sanitária vigente, e todo Material de Risco Específico (MRE) como o encéfalo, olhos, tonsilas, medula espinhal, e terço distal do íleo para EEB foram retirados e destruídos.

Os trabalhos de abate dos bovinos, a retirada do MRE e destruições foram acompanhados pelos médicos veterinários Donizeti Pereira de Mesquita, do Serviço de Saúde Animal (SSA), da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA/MT/MAPA), Ernani Machado de Lima e Igor Queiroz Silva, da Coordenadoria de Controle das Doenças dos Animais (CCDA), do Indea de Mato Grosso. Todos os procedimentos para efetivar a denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) foram adotados pelo Serviço de Saúde Animal do MAPA.

O presidente do Instituto, Valney Souza Corrêa afirmou que os técnicos e os médicos veterinários do Indea, na capital e no interior vão continuar efetuando a fiscalização em propriedades de risco, ou seja, aquelas que criam aves e suínos junto com ruminantes ou forneçam qualquer tipo de proteína de origem animal proibida na suas alimentações. “As ações do Governo são de proporcionar ao rebanho mato-grossense de 28,2 milhões de bovinos e bubalinos os investimentos necessários no controle da sanidade animal com campanhas permanentes de vacinação e capacitação dos nossos profissionais”.

Segundo o médico veterinário do Indea/MT Ernani Lima, responsável pelo programa de controle da raiva dos herbívoros e prevenção de outras EET, é fundamental que o produtor faça a sua parte e não forneçam aos ruminantes (bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos) produtos de origem animal, ossos não calcinados, resíduos da criação de suínos e cama de aviário, ou qualquer outro produto de origem animal proibido. “Os produtores rurais flagrados realizando a prática de fornecimento de arraçoamento com a administração de ração com produtos proibidos pela legislação sanitária serão penalizados conforme a legislação sanitária federal e estadual, inclusive com a interdição da propriedade e eliminação/sacrifício dos animais”, ressaltou.

Enviado por Roberto Renato-INDEA/MT

Disponível em http://www.indea.mt.gov.br/html/acontece.php?codigoAcontece=153

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

BA: Adab abate animais que receberam cama de frango

[02/08/2010]

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) acompanhou na quinta-feira (29), em Feira de Santana/BA, o abate inspecionado do primeiro lote de seis animais que comeram ração com proteína de base animal, da popularmente conhecida "cama de frango". A medida preventiva, orientada pela legislação do Ministério da Agricultura e organismos internacionais, visa evitar a transmissão de doenças a outros animais, além de zelar pela segurança alimentar da população. Outros dois lotes de animais aguardam o resultado de uma contra-prova para detectar a presença da proteína animal. Em caso positivo, a Adab realizará o mesmo procedimento de abate. 


"A Bahia foi a primeira Unidade da Federação a determinar, pela Portaria Estadual nº 441/2008, a proibição da cama de frango" salientou o diretor de Defesa Sanitária Animal da Adab, Rui Leal, que, junto com médico o veterinário José Neder, esteve present e no frigorífico Frifeira, garantindo a eficácia da ação, em todas as etapas do abate.

Médicos veterinários da Adab continuam em campo, coletando amostras de alimentos para análise, a fim de verificar a utilização da cama de frango na ração animal, com especial atenção nos períodos secos do ano, quando a prática é mais acentuada para complementar a alimentação do gado.

Periodicamente, a Adab realiza fiscalização no abate de bovinos, caprinos, ovelhas e bubalinos, além da realização de exames em animais com suspeita de doenças nervosas. Sendo constatado o uso de subprodutos animais na ração, os animais são isolados e encaminhados ao abate em frigoríficos do Sistema de Inspeção Federal (SIF), com aproveitamento da carcaça e a retirada do material de risco.

"Os pecuaristas da Bahia que insistam em alimentar o gado com subprodutos de aves e suínos podem ter seus animais sacrificados e destruídos na p ropriedade, sem direito a indenização, tendo como base a Instrução Normativa nº 41, de outubro de 2009 do Ministério da Agricultura" , adverte o médico veterinário da Adab José Neder.

As informações são do Governo da Bahia.

Informação enviada por e-mail de Roberto Amaral

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Aftosa: Sorologia é novo passo para mudar classificação do RN



Aftosa: Sorologia é novo passo para mudar classificação do RN
28/07/10 - 16:53 
O Rio Grande do Norte caminha para ser declarado como um estado livre de febre aftosa por vacinação. O Instituto de Defesa Agropecuária do RN (Idiarn) registrou a vacinação de 90,56% do rebanho potiguar durante a primeira etapa da campanha vacinal, realizada em abril. Mais de 820 mil dos cerca de 905 mil bovinos que compõem o rebanho potiguar foram vacinados. O resultado atinge a meta mínima de 90% estabelecida pelo Ministério da Agricultura.

A expectativa do Idiarn é que a mudança de classificação de zona de risco médio para livre por vacinação ocorra até o final do ano. A diretora de defesa e inspeção Tereza Cristina Ribeiro explica que o plano do governo federal é que todos os estados do Nordeste e parte do Pará façam essa mudança em bloco. A medida evitaria a necessidade de barreiras econômicas ou sanitárias entre esses estados.

Agora o próximo passo é a etapa sorológica. Sob supervisão do Ministério da Agricultura, o Idiarn e os demais institutos de defesa agropecuária nordestinos deverão coletar amostras dos seus rebanhos que serão remetidas para análises do departamento de epidemiologia do ministério. Esse estudo por amostragem é que irá determinar se o rebanho está livre da doença.

Atualmente, no Nordeste, apenas a Bahia e Sergipe são considerados livres da aftosa por vacinação. Os demais estados nordestinos são classificados como áreas de médio risco. Segundo Tereza Cristina há mais de dez anos não há registro de focos de aftosa no estado.

A diretora se mostra otimista na obtenção da meta. “Há um empenho muito grande do governo federal e dos governos estaduais para que o Brasil seja declarado livre da aftosa em 2010. O cronograma feito no início do ano está sendo cumprido, assim como o plano de ação elaborado após a auditoria do ministério realizada em março”.

No Brasil, o último foco de febre aftosa foi em 2005, no Mato Grosso, hoje considerado livre por vacinação, e onde o Brasil mantém uma de suas zonas de vigilância em suas fronteiras.

Tribuna do Norte

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Brasil debate retirada da vacinação contra febre aftosa

Rio Grande do Sul diz que não tem pressa para alterar status

Patrícia Comunello

O Rio Grande do Sul está sendo assediado por outros estados para apressar a mudança do status de zona livre de aftosa com vacinação. O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa), Gilmar Tietböhl, afirma que recebeu há duas semanas documento e telefonema do titular da pasta da área de Minas Gerais, Gilman Viana, com pedido para aderir à eliminação gradual da vacina. A meta é buscar junto ao Ministério da Agricultura (Mapa) a autorização para a retirada nos animais adultos, acima de dois anos. Tietböhl condicionou a medida à consulta da cadeia produtiva local. A posição gaúcha será apresentada na reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Agricultura (Conseagri), que ocorrerá hoje no Rio de Janeiro. A direção do Conseagri já conhece a proposta mineira e pretende aprovar posição conjunta dos membros.

A presidente do conselho, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, confirma que levará à apreciação dos participantes a intenção de retirada gradual. Tereza consultou o Mapa e ouviu resposta negativa sobre eliminação da vacina somente para animais adultos. “O ministério acha que não tem amparo técnico, mas queremos discutir o mecanismo. Vamos fazer planejamento de como podemos implementar”, antecipou a presidente, citando que a redução na idade de abate pode ser bom argumento para a adoção do modelo proposto por Minas. O que seduz a dirigente, secretária de Agricultura de Mato Grosso do Sul, que tem fronteira de 1,5 mil quilômetros, é a possibilidade de uma ação coordenada dos estados para acelerar a implantação de zona livre sem vacinação nacional. “Na aftosa, não há debate político, é essencialmente técnico”.

 A condição sanitária dos estados em relação à aftosa será um dos principais temas do encontro. O conselho, que foi dirigido pelo secretário mineiro até agosto de 2009, discute os cronogramas e assiste a posições de busca de mudança de status, como a do Paraná, que já tem pedido no Mapa desde o ano passado. Rondônia fez a solicitação. Os paranaenses anunciaram, em maio, que pretendiam passar à condição sem vacinação neste ano, o que não deve se confirmar.

Hoje 14 estados, o Distrito Federal, dois municípios do Amazonas e outros 46 do Pará são zonas livres da doença com vacinação. Santa Catarina é o único que não vacina. Segundo Tietböhl, Viana enviou documento sobre a pretensão de suspender a vacinação a animais acima de 24 meses. O ofício, protocolado no ministério em junho, indicava a sugestão para que o Rio Grande do Sul acompanhasse a estratégia. “O Viana me ligou para reforçar o pleito. Deixei claro que respeitava a posição mineira, mas que não poderia me comprometer com a proposta sem consultar a cadeia produtiva”, recordou o secretário gaúcho. A meta do colega de Minas Gerais seria efetivar a alteração até 2011. 

Tietböhl dirá no Conseagri que não tem pressa em alterar o status. “Eles não dependem do Rio Grande do Sul para tomar uma decisão. A percepção é que se houver um movimento coordenado de várias regiões será mais eficiente para a relação com mercados externos”, justificou. “A mudança pode até ser gradual, mas não daremos nenhum passo sem nos reunirmos com a cadeia produtiva”, acautelou-se o secretário, que avisou: “O prazo não é de meses, mas de anos”, demarcou. Se adotasse o critério de idade, a vacinação atingiria 40% do rebanho de 13,5 milhões de cabeças.
Cadeia produtiva exige o fim de fatores de risco antes de mudança

O Rio Grande do Sul está dez pontos percentuais acima da exigência de cobertura vacinal, de 85% do rebanho. Na campanha de maio passado ostentou 95,3% de cobertura. Também cumpre critério como ter estados vizinhos com proteção. A fragilidade está nas fronteiras, segundo o secretário gaúcho Gilmar Tietböhl. A cautela reflete o temor de um repeteco do incidente de Joia, nas Missões, que protagonizou em junho de 2000 a volta da doença, após a conquista da zona livre sem vacinação em 1998. Além de perder o status, o Estado amargou restrições comerciais. O passivo mais visível foi a perda de 11 mil animais, um prejuízo calculado em R$ 10 milhões.

O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, reforça que a cadeia produtiva nunca teve posição tão unânime como na condução da eliminação da vacina. Segundo Sperotto, a preocupação se concentra nas extensas fronteiras. Sejam no Sul ou no Oeste, com a Bolívia, mesmo sem contato direto com o Estado. “Estamos olhando mais a situação dos nossos vizinhos de fronteira que o quadro nacional. Pressão pode surgir, mas temos argumento robusto para não agir na euforia”, preveniu o dirigente.

O representante da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) na comissão de saúde animal do Comitê Veterinário Permanente do Mercosul, Luiz Alberto Pitta Pinheiro, ouviu comentários de dirigentes da pecuária de Minas de que o ritmo de eliminação da vacina estaria demorado. “Não somos contra a suspensão, mas não vamos fazer enquanto não tivermos garantia absoluta que o risco é desprezível”, justificou.

Na Expointer de 2010, de 28 de agosto a 5 de setembro, o governo pretende atrair representantes do Uruguai e Argentina para debater medidas de maior controle do fluxo de animais. Os convites serão feitos nesta semana durante visita de Tietböhl à feira argentina de Palermo, uma das maiores do setor na América do Sul.
Secretário mineiro aposta em apoio de colegas de pasta

Minas Gerais já adota a vacinação por idade. Há três anos a cobertura de todo o rebanho só ocorre em uma das duas campanhas anuais de imunização contra a aftosa, em novembro. Em maio, apenas os exemplares até dois anos recebem as doses. O titular da Seappa, Gilman Viana, solicitou, em junho, o aval do Ministério da Agricultura para suspender definitivamente as aplicações nos adultos. Segundo ele, o Mapa vetou alegando falta de segurança na aferição técnica da proteção do rebanho, o segundo maior do País, com 22 milhões de cabeças. O estado é o maior produtor de leite, somando 7,2 bilhões de litros.

Como o Mapa é o órgão que pode liberar ou não o procedimento, Viana aceitou a resposta, mas não desistiu da ideia. “Estamos com vacina há 15 anos. Se existir algum vírus ainda, ele já está morto e sepultado. Vamos ficar mais quanto tempo nesta situação?”, reagiu. “Isso parece missa. Tem de ir todo domingo e a fé é sempre insuficiente”, comparou à moda mineira, avisando ser católico pouco afeito a cultos. Mas contra a aftosa, o secretário garantiu que é aguerrido e investiu muito em estrutura sanitária, em pessoal e laboratórios.

Viana considera fundamental que sua pretensão tenha mais seguidores. Por isso, falou com o Rio Grande do Sul e vizinhos, como São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Bahia. “É importante formar pressão junto ao ministério. Isso não é rebeldia”, adiantou. Ele cita o exemplo dos catarinenses, únicos sem vacinação, como motivador para uma empreitada coletiva rumo ao mesmo status. “Não queremos buscar individualmente esta condição. Se os controles foram coordenados, temos maior chance de sucesso.” Já quanto ao temor de ataque pelas fronteiras, Viana apontou como única estratégia a tolerância zero.