segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Pesquisadores desenvolvem técnica para criação em massa de abelhas sem ferrão

Método será testado em lavouras de morango – uma das 30 culturas agrícolas beneficiadas pela polinização por esse tipo de inseto (FFCLRP/USP)
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Abelhas sem ferrão, como a jataí (Tetragonisca angustula) e a uruçu (Melipona scutellaris), são reconhecidas como importantes polinizadoras de diversas culturas agrícolas, como berinjela, morango, tomate e café.
Uma das principais limitações para utilizá-las para essa finalidade, no entanto, é a dificuldade em produzir colônias em quantidade suficiente para atender à demanda dos agricultores, uma vez que a maioria dessas espécies apresenta baixo número de rainhas.
Mas uma nova técnica que pode ajudar a superar essa limitação foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores, que criou in vitro rainhas de uma dessas espécies de abelha: a Scaptotrigona depilis, conhecida popularmente no Brasil como mandaguari.
O estudo foi feito por cientistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com colegas da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), campus de Mossoró (RN).
Resultado de um trabalho de doutorado, realizado com Bolsa da FAPESP, a técnica foi descrita na edição de setembro da revista Apidologie e será testada em campo nos próximos anos por meio de um projeto realizado com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP.
“Conseguimos desenvolver uma metodologia de produção artificial de rainhas da espécieScaptotrigona depilis, que demonstrou ter uma aplicação fantástica para a criação em larga escala dessa espécie de abelha, a fim de atender à demanda dos produtores agrícolas”, disse Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), e autor do estudo, àAgência FAPESP.
De acordo com o pesquisador, que realizou doutorado na FFCLRP sob orientação da professora Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, a mandaguari está mais presente na região Sudeste do Brasil e pertence a um gênero de abelhas – o Scaptotrigona – que está sendo revisto e do qual, além dela, fazem parte mais oito espécies que ocorrem em todo o país e possuem ferrão atrofiado.
As colônias dessas espécies de abelhas são compostas, em média, por 10 mil operárias – cada uma com cerca de 5 milímetros – e são regidas por uma única rainha-mãe, com cerca de 1,5 centímetro e capacidade de pôr ovos.
A fim de aumentar o número de colônias de espécies desse gênero de abelha – que, além de polinizadora, também produz mel, pólen e própolis –, criadores brasileiros têm utilizado uma técnica pela qual se divide uma colônia ao meio para originar outra com uma nova rainha.
Mas só é possível utilizar o método para multiplicar as colônias da maioria das espécies de abelhas sem ferrão uma vez por ano, afirmou Menezes. “Com essa técnica, para produzir 50 mil colônias de jataí e polinizar cerca de 3,5 mil hectares de morango, seria preciso ter 50 mil abelhas rainhas”, estimou.
“O morango é uma das culturas agrícolas que dependem de polinização com menor área de cultivo no Brasil. Imagine quantas abelhas rainhas precisaríamos para polinizar lavouras de tomate, cuja área de plantação é bem maior”, comparou.
Nova técnica
Para aumentar a produção de rainhas e de colônias de mandaguari, Menezes desenvolveu durante seu doutorado, realizado entre 2006 e 2010, uma técnica pela qual fornece a larvas recém-nascidas da abelha uma quantidade seis vezes maior de alimento do que o inseto está acostumado a ingerir. Dessa forma, todas as abelhas fêmeas superalimentadas se tornam rainhas.
De acordo com Menezes, 97,9% das abelhas rainhas produzidas por esse método sobreviveram e foram capazes de pôr ovos e formar colônias in vitro. O tamanho delas pode ser igual ao de rainhas “naturais” se receberem quantidades de alimento larval suficiente, apontou.
“Otimizamos essa técnica de produção in vitro de abelhas rainhas, temos um protocolo muito bem definido e conseguimos produzir a quantidade de insetos que for necessário”, afirmou.
Atualmente, ele e os demais participantes do projeto de pesquisa aprimoram o sistema de alimentação artificial das larvas do inseto, em que usam dieta à base de soja em substituição ao alimento natural, para alimentar o número de colônias produzidas.
As abelhas são criadas em estufa, com temperatura controlada, e protegidas de inimigos naturais. “Com o avanço dessas novas técnicas de produção in vitro de rainhas de abelhas sem ferrão estamos testando a possibilidade de produzir dez colônias filhas a partir de uma mãe por ano. Com isso, daríamos origem a um método viável de produção de colônias”, disse Menezes.
Com o projeto apoiado pelo Programa PIPE, da FAPESP, os pesquisadores pretendem reunir essas técnicas em um sistema único de produção de colônias e testá-lo em campo. Em uma segunda fase, eles vão avaliar qual o efeito dos principais agrotóxicos utilizados hoje na cultura do morango sobre as abelhas.
Para isso, associaram-se à empresa produtora de agentes biológicos Promip, situada no município paulista de Engenheiro Coelho, onde foram construídas cinco estufas climatizadas para plantio de morango.
As abelhas serão introduzidas nessas estufas e expostas aos dez agrotóxicos mais utilizados para combater pragas que atacam a cultura do morango, com o intuito de avaliar qual o efeito de cada produto, individualmente, na sobrevivência das abelhas e na existência das colônias.
A partir dos resultados, os pesquisadores pretendem elaborar uma lista de recomendações para os agricultores sobre quais cuidados tomar ao utilizar um determinando agrotóxico, de modo que não mate as abelhas, ou indicar quais predadores naturais podem ser utilizados no lugar de agrotóxicos para eliminar pragas que atingem as lavouras de morango, como o ácaro rajado.
“Queremos ter ao final do projeto uma lista de recomendações para falar com embasamento e segurança ao agricultor que, se ele utilizar abelhas para a realização de polinização, não poderá utilizar determinados agrotóxicos”, disse Menezes.
Testes de eficácia
Os pesquisadores também avaliam o aumento na produtividade com a introdução de abelhas sem ferrão para a polinização em diversas culturas agrícolas.
No caso do morango, por exemplo, a medida aumentou entre 20% e 40% a produtividade agrícola – dependendo da variedade – e diminuiu em até 80% a má formação de frutos, afirmou Menezes.
Uma inflorescência – com diversas microflores juntas –, a flor do morango é visitada por diversos grupos de abelhas – incluindo as com ferrão e espécies “solitárias”. Quando várias abelhas voam e pousam sobre essa inflorescência, elas realizam a polinização dessas microflores e fazem com que o fruto seja bem formado, redondo e vistoso.
Já quando poucas abelhas visitam a flor do morango, elas realizam a polinização de apenas uma parte da inflorescência, fazendo com que os frutos fiquem deformados, segundo Menezes.
“No passado, esse tipo de má formação do morango era associado à trips – uma praga que ataca o fruto – e, por essa razão, os agricultores aplicavam mais pesticida para combatê-la e acabavam matando mais abelhas e prejudicando a produtividade da cultura agrícola”, contou.
Em princípio os testes em campo serão feitos com a mandaguari porque ela se mostrou mais resistente à multiplicação. E, inicialmente, as colônias de mandaguaris serão introduzidas em lavouras de morango porque é a cultura sobre a qual eles possuem maior conhecimento sobre o benefícios do uso de abelhas sem ferrão como polinizadoras.
A ideia, no entanto, é expandir a aplicação para outras culturas, as quais já se sabe que o processo de polinização por abelhas confere frutos maiores, com mais sementes e sabor e cor mais acentuados. “Há cerca de 30 culturas agrícolas que sabemos que podem ser beneficiadas pela polinização das abelhas sem ferrão”, estimou Menezes.
“Já estamos fazendo testes preliminares com algumas delas, como o tomate, em São Paulo, e com o açaí, em Belém do Pará, utilizando uma abelha sem ferrão do mesmo gênero da mandaguari, mas de uma espécie diferente e muito parecida com ela”, contou.
Para introduzir as abelhas nas lavouras da cultura selecionada, as colônias artificiais são mantidas confinadas, durante três a seis meses, até que a população seja composta por, no mínimo, 3 mil abelhas.
Com esse número, a colônia é levada à noite para a lavoura, com condições de temperatura amenas, e colocada sobre um cavalete para que os insetos sejam liberados para voar sobre a plantação e realizar a polinização.
Algumas das vantagens da utilização desse tipo de abelha para realizar a polinização, segundo Menezes, é que elas possuem raio de voo menor – de 900 metros, contra 2,5 quilômetros das abelhas com ferrão.
Por isso, têm maior chance de atingir a cultura-alvo para polinização. “Como o raio de voo das abelhas com ferrão é maior, se encontrarem outra planta florindo durante sua trajetória elas pousam nela, em vez de na cultura-alvo”, explicou.
“É mais difícil as abelhas sem ferrão se dispersarem durante o trajeto”, comparou.
O artigo An advance in the in vitro rearing of stingless bee queens(doi: 10.1007/s13592-013-0197-6), de Menezes e outros, pode ser lido por assinantes da revista Apidologie emwww.apidologie.org/ ou em http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs13592-013-0197-6.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Para baixar - Aquicultura: manejo e aproveitamento de efluentes

Publicação da Embrapa Meio Ambiente está disponível para download
O Documento "Aquicultura: manejo e aproveitamento de efluentes", redigido pelos pesquisadores Mariana Silveira Guerra Moura e Silva, Marcos Eliseu Losekann e Hamilton Hisano, todos da Embrapa Meio Ambiente, está disponível para download. A publicação abrange temas importantes para a atividade. Dentre eles, destacam-se: qualidade da água, sistemas de produção, sistemas de tratamento natural e aquaponia.

Acordo permite ao Brasil exportar genética bovina para a Costa Rica

Protocolo sanitário articulado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e assinado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Agricultura da Costa Rica abre oportunidades de exportação da genética zebuína nacional. Envio deve ter início já em fevereiro.


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Agricultura da Costa Rica anunciaram a assinatura de protocolo sanitário para envio de genética bovina brasileira para o país da América Central. Este acordo foi articulado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), por meio de seu projeto internacional Brazilian Cattle.


Com o acordo, sela-se uma questão antiga. Há 37 anos, a família do pecuarista costarriquenho Hector Alfonso Muñoz Fonseca se engajava no trabalho da criação do protocolo sanitário entre Brasil e Costa Rica, a fim de importar sêmen e embriões brasileiros para o melhoramento do gado local.


Algumas centrais de genética bovina do Brasil já têm pedidos para envio de sêmen de diversas raças para a Costa Rica, entre elas Nelore e Gir Leiteiro. A expectativa é de que a exportação tenha início já em fevereiro de 2014.


“A ABCZ tem orgulho de dizer que é parte atuante neste processo de internacionalização da genética zebuína brasileira, abrindo mais um importante mercado. Estamos trabalhando com a perspectiva de abertura de novas frentes para a genética bovina brasileira em diversos países da América Central e África e, certamente, teremos mais novidades já em 2014”, enfatiza Luiz Claudio Paranhos, presidente da ABCZ.


Nos últimos anos, devido ao trabalho desenvolvido pelo projeto Brazilian Cattle, foram assinados protocolos sanitários para o intercâmbio de genética entre o Brasil e vários países de pecuária tropical, entre eles Colômbia, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Panamá, Angola, Moçambique e África do Sul (o mais recente).


Em janeiro de 2014, chegará ao País delegação da República Dominicana para conhecer de perto as centrais genéticas brasileiras, a fim de dar encaminhamento a um futuro acordo.


Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Mudanças no ambiente põem em risco saúde agropecuária e humana


Desafios sanitários do mundo globalizado exigem compromisso multissetorial, concluem especialistas reunidos em fórum técnico na Costa Rica
O crescimento populacional, o aumento do comércio internacional e os impactos das mudanças climáticas sobre o ambiente põem em risco a sanidade agropecuária, o que pode afetar a saúde pública, afirmaram especialistas convocados pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Segundo eles, a prevenção e o controle destas enfermidades requerem abordagens integrais de prevenção e controle.

A conclusão exposta acima foi extraída do fórum técnico Um mundo, uma saúde, realizado na sede do Instituto, na Costa Rica, e transmitido via web para todos os países do continente. Para os especialistas presentes no evento, “é necessário um trabalho intersetorial para a elaboração de estratégias que beneficiem a saúde humana, das plantas e animais, em um ambiente saudável”.

“Do ponto de vista da saúde agropecuária, o gerenciamento de risco de enfermidades e infecções exige o compromisso de todos os setores – agrícola, saúde e meio ambientes – assim como das agências internacionais”, apontou o gerente do Programa de Sanidade Agropecuária e Inocuidades de Alimentos (SAIA), do IICA, Robert Ahern.

Colaboração internacional para controle de surtos

Uma saúde é uma chamada para a colaboração mundial. Os países dependem um dos outros para o sucesso de suas campanhas contra as zoonoses. Um surto em uma nação pode por em risco todo o mundo”, alertou a coordenadora de projetos da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Susan Corning.

Zoonoses são doenças animais transmissíveis às pessoas. De acordo com Corning, cerca de 60% dos patógenos (agentes causadores das enfermidades como vírus e bactérias) que afetem a saúde humana são de origem animal, a exemplo da raiva e da gripe aviária. A especialista da OIE ainda recomendou que, além do desenvolvimento de mecanismos conjuntos para prevenção e resposta a essas doenças, deve ser feita uma boa comunicação de risco, que envolva a todos as partes pertinentes ao trabalho, como base para a tomada de decisões acertadas.

Doença é fenômenos social

Luis Carlos Villamil, pesquisador da Universidad de La Salle, da Colômbia, disse que a saúde não é somente a ausência de doença, mas um fenômeno social que implica em bem estar físico, mental, socioeconômico e ambiental. “A pobreza, a destruição ambiental, a falta de acesso a água potável, o desemprego, a violência e até a segurança no trânsito devem ser considerados fatores de risco para a saúde”, afirmou.

“Para se fazer frente aos desafios sanitários há que se assumir uma mentalidade de interdependência, reconhecer que formamos um sistema biológico grande”, asseverou Alejandra Días, especialista em SAIA do IICA, Alejandra Díaz. Segundo ela, o Instituto promove esta visão integral com a promoção do desenvolvimento territorial rural, que busca melhorar a qualidade de vida no campo com base na equidade, inclusão social, empoderamento e respeito da identidade e diversidade cultural.

Fim do embargo à carne bovina e menos burocracia na exportação para a China

Assessoria de Comunicação CNA

Presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, apresentou ao embaixador chinês, Li Jinzhang, os temas que considera prioritários para visita do presidente da China ao Brasil



 

Acabar com o embargo da China à carne bovina brasileira, em vigor desde dezembro de 2012, e reduzir a burocracia para liberação de frigoríficos exportadores que têm interesse em abastecer o mercado chinês. Estes temas poderiam ser abordados pelo presidente da China, Xi Jinping, durante visita oficial ao Brasil, no primeiro semestre de 2014. Ele estará no país para a reunião dos BRICS, grupo dos cinco maiores países emergentes, que reúne, além do Brasil e da China, Índia, Rússia e África do Sul. As sugestões foram apresentadas pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, ao embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang. 

Em reunião na sede da CNA, em Brasília, a senadora Kátia Abreu explicou ao embaixador que a carne bovina produzida no Brasil é segura e por isso não há justificativa para a manutenção da restrição comercial. “A OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) informou que não há risco de vaca louca no país”, afirmou ela, referindo-se ao organismo internacional responsável por questões de sanidade animal. “Vários países já entenderam que houve um grande engano e retomaram as importações, menos a China”, afirmou. O embargo foi imposto em função do registro de um caso do mal da vaca louca, descoberto em 2010, no Paraná. O tema foi discutido com autoridades da Administração de Inspeção de Qualidade e Quarentena da China (AQSIQ), durante missão da CNA à China, há três semanas. 

Ainda quanto ao mercado de carnes, a CNA sugere a assinatura de um protocolo entre os dois países para simplificar a habilitação de novos frigoríficos exportadores, especialmente os de médio porte. Nove plantas do Brasil têm autorização para vender carne bovina para a China continental, enquanto a Argentina tem 18 frigoríficos habilitados e o Uruguai, 22. “Quanto maior o número de empresas fornecedoras, melhor para os chineses”, afirmou. Citando a decisão de o governo de Xi Jinping de estimular o consumo interno, explicou que “o Brasil precisa estar preparado para vender carne para os chineses”. 

A presidente da CNA embarcará nesta sexta-feira para Pequim, acompanhando um empresário do ramo de churrascarias que tem interesse em instalar unidades na China. Em janeiro, outro grupo de uma rede de 200 restaurantes também estará na China, avaliando as perspectivas do mercado local. Também há interesse em instalar uma rede de cafeterias brasileiras, o que depende, além de acordos de cooperação, da redução das tarifas impostas por Pequim para importação de café do Brasil. As alíquotas oscilam entre 8% para o grão verde, 15% para o torrado e 34% para o solúvel. 

Os investimentos da China em infraestrutura e logística também devem ser discutidos, segundo a presidente da CNA. “A China é especialista em hidrovias, o que torna essencial a cooperação entre os dois países”, afirmou.

Página de atualizações do MAPA foi atualizada!!!!

A página no site do MAPA foi atualizada, e passa a ser chamada de Sistema de Informações Zoossanitárias – SIZ.

Foi efetuada a inclusão do Manual SIZ, da Lista de Doenças de Notificação ao SVO e o Form Notifica, entre outras alterações.
Os Informes Semanais serão disponibilizados em breve na página.


FDA issues guidance for judicious antimicrobial use

The U.S. Food and Drug Administration today is implementing a plan to help phase out the use of medically important antimicrobials in food animals for food production purposes, such as to enhance growth or improve feed efficiency. The plan would also phase in veterinary oversight of the remaining appropriate therapeutic uses of such drugs.
Certain antimicrobials have historically been used in the feed or drinking water of cattle, poultry, hogs, and other food animals for production purposes such as using less food to gain weight. Some of these antimicrobials are important drugs used to treat human infection, prompting concerns about the contribution of this practice to increasing the ability of bacteria and other microbes to resist the effects of a drug. Once antimicrobial resistance occurs, a drug may no longer be as effective in treating various illnesses or infections.
Because antimicrobial drug use in both humans and animals can contribute to the development of antimicrobial resistance, it is important to use these drugs only when medically necessary. The plan announced today focuses on those antimicrobial drugs that are considered medically important (i.e., are important for treating human infection) and which are approved for use in feed and water of food animals.
In a final guidance issued today, the FDA lays out a road map for animal pharmaceutical companies to voluntarily revise the FDA-approved use conditions on the labels of these products to remove production indications. The plan also calls for changing the current over-the-counter (OTC) status to bring the remaining appropriate therapeutic uses under veterinary oversight. Once a manufacturer voluntarily makes these changes, its medically important antimicrobial drugs can no longer be used for production purposes, and their use to treat, control, or prevent disease in animals will require veterinary oversight.
The FDA is asking animal pharmaceutical companies to notify the agency of their intent to sign on to the strategy within the next three months. These companies would then have a three-year transition process.
“Implementing this strategy is an important step forward in addressing antimicrobial resistance. The FDA is leveraging the cooperation of the pharmaceutical industry to voluntarily make these changes because we believe this approach is the fastest way to achieve our goal,” said FDA Deputy Commissioner for Foods and Veterinary Medicine Michael Taylor. “Based on our outreach, we have every reason to believe that animal pharmaceutical companies will support us in this effort.”
In order to help phase in veterinary oversight of those drugs covered by the guidance that are intended for medically appropriate uses in feed, the FDA also has issued a proposed rule to update the existing regulations relating to Veterinary Feed Directive (VFD) drugs. The use of VFD drugs requires specific authorization by a licensed veterinarian using a process outlined in the agency’s VFD regulations. The VFD proposed rule is intended to update the existing VFD process and facilitate expanded veterinary oversight by clarifying and increasing the flexibility of the administrative requirements for the distribution and use of VFD drugs. Such updates to the VFD process will assist in the transition of OTC products to their new VFD status.
“This action promotes the judicious use of important antimicrobials to protect public health while ensuring that sick and at-risk animals receive the therapy they need,” said Bernadette Dunham, DVM, Ph.D., director of the FDA’s Center for Veterinary Medicine. “We realize that these steps represent changes for veterinarians and animal producers, and we have been working -- and will continue to work -- to make this transition as seamless as possible.”
The guidance for animal pharmaceutical companies is now in final form, and the proposed VFD rule is open for public comment for 90 days starting on Dec. 12, 2013. To electronically submit comments on the proposed VFD rule, go to regulations.gov and insert docket FDA-2010-N-0155. Send written comments to the Division of Dockets Management, Food and Drug Administration, Room 1061, 5630 Fishers Lane, Rockville, MD 20852.

ESTUDO: AGROTÓXICO VINCULADO A TRANSGÊNICOS CAUSA DANOS À SAÚDE

Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz mostra que a maior parte dos estudos conduzidos de 2006 para cá por universidades e institutos aponta o agrotóxico 2,4-D - usado para combater ervas daninhas de folha larga - como causador de danos à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Segundo a pesquisadora e toxicologista Karen Friedrich, responsável pelo levantamento, os resultados contrastam com os encontrados por empresas privadas em relação à substância.
Os dados foram apresentados durante audiência pública no Ministério Público Federal (MPF) para discutir a liberação no mercado de sementes transgênicas de milho e soja resistentes a esse tipo de agrotóxico. O MPF e alguns pesquisadores temem o aumento do uso de 2,4-D por produtores rurais caso esses organismos geneticamente modificados sejam autorizados no País.
Para Karen, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria reavaliar a permissão para uso do herbicida no Brasil. Consequentemente, não poderiam, também, ser permitidas as sementes transgênicas resistentes a ele. "Um produto transgênico resistente ao 2,4-D só vai causar o aumento do consumo de um agrotóxico que era para ser proibido. Estudos de pesquisadores isentos mostram relação com danos como má-formação fetal, mutações genéticas, câncer. A maioria foi feita em animais de laboratório, mas alguns em população humana", destacou a pesquisadora.
De acordo com Karen, uma entidade da sociedade civil ou um parlamentar pode encaminhar o pedido de reavaliação à Anvisa. A substância foi reavaliada pela última vez em 2006, e mantida. No entanto, de acordo com a pesquisadora, de lá para cá foram feitas mais pesquisas sobre o 2,4-D.
Karen ressalta ainda que a Anvisa enfrenta dificuldades nos processos de reavaliação, que são interrompidos por muitos recursos judiciais. "Em 2008, ela indicou 14 (agrotóxicos para reavaliação) e ainda não conseguiu terminar a análise de todos. Proibiu quatro, manteve dois e os outros ainda estão aguardando", informou.
No Brasil, diferentemente do modelo adotado em países em que há reavaliação periódica, quando um agrotóxico é registrado, sua autorização é permanente. Ela pode ser revista, no entanto, caso estudos evidenciem que a substância pode trazer riscos à população ou ao meio ambiente.
Outro representante da Fundação Oswaldo Cruz, Luiz Cláudio Meirelles, destacou o fato de que o 2,4-D está na classe dos herbicidas que podem liberar dioxina em seu processo de fabricação. Trata-se de uma impureza suspeita de causar danos reprodutivos de alguns tipos de câncer. Há uma preocupação pelo fato de o Brasil não ter laboratório adequado para medir a dosagem de dioxina na sustância. "Acho que é um produto que, no mínimo, tem que ser descontinuado, caminhando para o banimento."
Empresas negam risco
Enquanto, na avaliação da Fundação Oswaldo Cruz, o 2,4-D não é adequado para uso, empresas privadas alegam que o herbicida não causa danos, desde que usado da maneira e na dosagem corretas. O médico toxicologista Flávio Zambrone, presidente do Instituto Brasileiro de Toxicologia e consultor da Força Tarefa, grupo formado por quatro empresas - Dow Agrosciences, Atanor, Milenia e Nufarm -, afirma que não há dados conclusivos vinculando o 2,4-D a danos à saúde e ao meio ambiente.
"O perigo é inerente à substância. Mas, se a exposição for em dose segura, não apresenta risco", disse Zambrone. Segundo ele, o agrotóxico apresentou o mesmo pacote de dados que outros pesticidas e passou por testes em animais antes de ser aprovado no Brasil. "Quando você passa de animais para homens, as doses são em um valor 100 vezes menor."
Outro argumento favorável ao 2,4-D apresentado pelo toxicologista é que o herbicida está registrado em 70 países e, até o momento, não foi suspenso por eles. Recentemente, houve reavaliação no Canadá e nos Estados Unidos, com manutenção da permissão para o produto. Quanto à dioxina, ele acredita que a ausência de um laboratório que meça a dosagem no Brasil não é motivo para descontinuar o uso do agrotóxico. "É uma impureza séria, mas tem dose segura. Se não temos laboratório, temos que criar ou fazer (o teste da dosagem) fora", defendeu. 
Após a audiência pública de hoje, equipes técnicas do MPF vão redigir pareceres. A partir desse material é que o órgão vai decidir os próximos passos com relação ao 2,4-D e às sementes resistentes ao agrotóxico. Atualmente, estão em curso inquéritos civis instaurados pelo MPF, para avaliar irregularidades na liberação das sementes transgênicas pela Comissão Nacional de Biossegurança (CTNBio) e a segurança da permanência do 2,4-D no mercado brasileiro.

CARBÚNCULO SINTOMÁTICO X GANGRENA GASOSA

Emília Rabelo
No campo, é muito comum a dúvida sobre a diferença entre as doenças gangrena gasosa ecarbúnculo sintomático, pois possuem sintomatologia muito semelhante. Ambas tem um grau de letalidade alto, mas podem ser facilmente evitadas por um programa de vacinação adequado, que será melhor explicado a seguir.
Estas doenças pertencem ao grupo das clostridioses, enfermidades causadas por bactérias que estão presentes normalmente no ambiente e no trato digestivo da maioria dos animais. Essas bactérias são do gênero Clostridium sp. e sua espécie é que vai definir a doença. Por exemplo, no caso do carbúnculo sintomático, o agente é o Clostridium (gênero) chavoei (espécie).
O carbúnculo sintomático é também conhecido como manqueira ou mal de ano. A bactériaClostridium chavoei está presente no ambiente e pode ser ingerida pelo animal. Ela é protegida por uma espécie de cápsula, quando é chamada de esporo, o que permite que ela consiga sobreviver ao passar pelo rúmen e então ser absorvida. Assim, esse esporo poderá cair na corrente sanguínea e se alojar em um músculo do animal. Posteriormente, uma situação de trauma neste músculo, como uma pancada, poderá levar à germinação do esporo, que é o processo pelo qual a bactéria é ativada novamente, saindo da cápsula. Nesse local, a bactéria começa a se replicar e produzir toxinas, que são produtos gerados durante o desenvolvimento dela. Essas toxinas são irritativas ao tecido muscular e causam necrose no local onde se iniciou o processo, ou seja, causam morte do tecido muscular. A morte do animal, que acontece em até 72h, é causada pela disseminação de toxinas por todo o organismo – a toxemia. A manqueira geralmente acomete bovinos de até dois anos de idade.
Já na gangrena gasosa também conhecida como edema maligno, o que ocorre é bem semelhante ao carbúnculo. Porém, ela é causada por uma série de agentes, não sendo somente um tipo de clostridium. A forma de entrada das bactérias no organismo também é diferente, sendo necessária uma porta de entrada direta, como uma ferida, local de aplicação de medicamento, etc. Por esse meio, a bactéria, também protegida em um esporo, entra no músculo e causa o mesmo processo do carbúnculo. No entanto, no caso da gangrena, o curso da doença costuma ser muito mais rápido, levando o animal ao óbito em 24 a 48h. Essa doença pode ocorrer em qualquer idade.
Com relação à característica das lesões, bem semelhante nas duas doenças, os músculos atingidos na maioria das vezes são os maiores, como os dos membros posteriores. O músculo afetado fica com volume aumentado, quente no início do processo e depois frio, já que o tecido fica necrosado, deixando de receber irrigação sanguínea. Além disso, fica com um aspecto crepitante, como se houvesse bolhas no músculo, e com uma consistência flácida. Uma diferença possível de visualizar a campo, no caso da gangrena, é uma ferida necrosada no local por onde a bactéria penetrou, característica ausente no carbúnculo. Além destes sinais, os animais apresentam febre e ficam muito deprimidos, subitamente. Existe uma maior ocorrência destas doenças em épocas mais quentes do ano, pois o calor pode favorecer o desenvolvimento das bactérias.
Já que estas duas doenças, assim como as outras clostridioses, são causadas por bactérias presentes no ambiente, a erradicação não é possível. Cabe, então, ao proprietário tomar medidas preventivas. Uma das mais importantes e efetivas é a vacinação. A primeira dose deve ser feita aos três meses de idade e a segunda quatro semanas depois. Após, é necessário uma dose de reforço anual. As vacinas usadas quase sempre serão as mesmas, pois as vacinas existentes no mercado previnem as duas doenças, além de outros tipos de clostridioses. Devido à forma de introdução da gangrena, muito cuidado deve ser tomado com o uso de seringas, instrumentais cirúrgicos e qualquer material perfurocortante, de modo que a aplicação não seja feita em locais onde a pele do animal esteja suja. Se possível, utilize álcool no local, além de fazer uma correta assepsia dos equipamentos após o uso.
Quando se inicia um surto pode-se fazer a vacinação de todo rebanho, pois dependendo da evolução dos casos, pode auxiliar no controle da disseminação da doença.
(*) Emília Rabelo é médica veterinária da Rehagro

LOS CONSUMIDORES DE LA UE PODRÁN SABER EL ORIGEN DE LA CARNE QUE COMPRAN

EC/ Unión Europea.
Una mayoría cualificada de los Estados miembros aprobó en el Comité Permanente de la Cadena Alimentaria y de Sanidad Animal la propuesta de una nueva normativa sobre el etiquetado de la carne fresca y congelada de cerdo, ovino, caprino y aves de corral que obliga a indicar el origen o procedencia de los animales.

Bajo la nueva norma, los consumidores de la UE podrán saber de dónde procede la carne que compran. Los consumidores podrán tomar decisiones de compra en base a los conceptos "origen", "criado" y "sacrificado". La propuesta introduce un sistema de etiquetado obligatorio que establece un vínculo entre la carne y el animal del que procede. De acuerdo con las nuevas reglas, los animales nacidos, criados y sacrificados en el mismo Estado miembro pueden ser etiquetados con el término "origen: Estado miembro (o país tercero)", mientras que en otros casos en la etiqueta se indicará los lugares cría y sacrificio. Se establece un conjunto detallado de normas adaptadas a cada tipo de producción con el fin de garantizar que el lugar de cría es de hecho donde el animal pasó la parte más importante de su vida.

La propuesta será adoptada formalmente por la Comisión y se publicará en el Diario Oficial en los próximos días. Con el fin de permitir la adaptación del sector agroalimentario a la nueva normativa, el nuevo Reglamento se aplicará a partir del 1 de abril de 2015. En la actualidad ya existen normas similares para la carne de ternera fresca, y en 2011 se identificó la necesidad de un enfoque claro y armonizado para el etiquetado de las otras carnes, solicitando a la Comisión la propuesta de normas a escala de la UE.

Requisitos para identificar el país de la crianza de cerdos:
  • Más de 6 meses: Estado miembro o tercer país en el que el animal pasó los últimos 4 meses de vida.
  • Menos de 6 meses de edad con más de 80 Kg de peso vivo: Estado miembro o tercer país en el que el cerdo ha sido criado desde los 30 kg hasta su sacrificio.
  • Menos de 6 meses de edad con menos de 80 kg de peso vivo: Estado miembro o tercer país en el que haya tenido lugar todo el período de cría desde su nacimiento.
http://www.zoonews.com.br/noticiax.php?idnoticia=234946&a=view

CINOMOSE: A INIMIGA NÚMERO UM DOS CÃEZINHOS


No mundo canino, cinomose é sinônimo de alerta vermelho! Essa doença viral e contagiosa entre os cachorros é extremamente perigosa, podendo matar o bichinho em poucos dias.
Os sintomas podem aparecer de formas bem diferentes. No início, os sinais clínicos mais comuns são diarreia, vômitos e secreção ocular ou nasal. Porém, na fase mais grave da doença, podem surgir problemas neurológicos, como convulsão, falta de coordenação motora e paralisia.

“Essa é uma doença multissistêmica, ou seja, que pode atingir diferentes órgãos”, explica a médica veterinária Marcela Barbosa, que atende na pet shop Petit Ami, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.
A cinomose tem um índice altíssimo de mortalidade, chegando a cerca de 70% dos casos, de acordo com estimativas de especialistas. Segundo Marcela, o tratamento é pouco efetivo e bem difícil. “A recuperação depende principalmente da resposta imunológica de cada cão, pois por ser uma doença viral, ela não têm tratamento específico”, afirma. Segundo a veterinária, as medicações utilizadas servem mais para controlar problemas secundários desencadeados a partir da cinomose. É possível que o médico indique, por exemplo, antibióticos, imunoestimulantes e soro, entre outros.
Prevenir é o melhor único remédio
A cinomose é causada por um vírus geralmente transmitido pelo contato direto com outros animais infectados, ou pelas secreções de focinho, boca ou urina de outros cachorros doentes que tenham contaminado o ambiente. Por isso, é importante que o animal em tratamento fique totalmente isolado. Se isso não acontecer, o vírus se alastra.

Para dar um exemplo da gravidade da doença: no início de 2012, 200 cãezinhos morreram no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, todos vítimas da cinomose.
Contra esse mal, o caminho indicado é a prevenção. Existe vacina contra a cinomose, e é importante que os tutores sigam à risca os intervalos para a imunização. Em filhotes, a vacina deve ser aplicada em torno de 45 dias, com reforço mensal por três ou quatro meses, dependendo da orientação de cada veterinário. Depois disso, o reforço passa a ser anual, por toda a vida do cão.
Por ser muito temida e não ter um tratamento definitivo, a cinomose causa muitas dúvidas nos donos. Assim, Marcela Barbosa nos conta as “verdades e mentiras” sobre a doença:
1) Os cães recuperados se tornam portadores da doença.
MENTIRA. No entanto, após a cura, os bichinhos ainda eliminam por cerca de seis meses o vírus na urina, podendo disseminar a doença.

2) Limpar o ambiente ajuda a não disseminar o vírus.
VERDADE.
 O vírus é pouco resistente no ambiente, portanto a realização de limpeza com desinfetantes ajuda no controle e disseminação da doença.

3) A doença pode ser transmitida para humanos.
MENTIRA.
 A doença não é uma zoonose, ou seja, não é transmissível para os humanos.

4) Controle de alimentação, entre outros, pode ajudar a prevenir a cinomose.
MENTIRA.
 A ÚNICA forma de prevenção realmente efetiva é a vacinação anual do seu cão.

5) Algumas raças são mais propensas a desenvolverem a doença.
MENTIRA.
 Não existe predisposição com base em raça. O que ocorre é que a cinomose acomete, principalmente, filhotes ainda não vacinados e cães idosos não vacinados, por terem o sistema imunológico mais frágil. É importante destacar, porém, que qualquer cão, de qualquer idade ou de qualquer raça, está propenso à cinomose quando não vacinado.


BRUCELLOSIS, HUMAN, BOVINE - PANAMA: (PANAMA)

Seven people in Capira are suspected of being infected with from bovine brucellosis , a deadly disease detected in cattle from six farms the area and in Darien.
The cases include two children , aged two and six, and a 17 year old, and were detected after the Ministry of Health ( MoH) took blood samples from 22 residents of the community of MonteOscuro , in the village of Cermak , to see if they had zoonotic disease ( transmitted by animals to humans) .
Bredio Velazco , Veterinarian and Animal Health deputy director of the Ministry of Agricultural Development (MIDA ) , confirmed to FOX Report that there are six affected animal farms , but denied that it is passed to humans.
The secretary general of the MoH , Félix Bonilla reported that they are awaiting for results of confirmatory tests from Gorgas Memorial Hospital reports La Prensa,
The 22 examined in October are working on the farms El Pensamiento and Los Mangos, located 30 minutes from downtown Capira.
The arrival of brucellosis to cattle in Capira Resume took place in October, when 72 cattle were slaughtered on three farms , two dairy and one meat , in Monte Oscuro , and the valley was quarantined.
Despite the measure, which banned the movement of cattle, Velazco confirmed that two animals were infected with brucellosis in Darien , on a farm whose owner is the same as that of one inCapira , which has raised questions about the effectiveness of the quarantine .
" 129 animals were sacrificed ," Velazco told local television.
MIDA REACTION
The official did not seem concerned about said La Prensa. "I foresaw more cases," he said. "We are mitigating the situation ," he added.
But for the Association of Dairy Producers ( Aprogalpa ) , the cases are “worrying" because it is a highly contagious disease and especially as the origin of the outbreak is still unknown.
The last time Panama had sick animals from bovine brucellosis was in 2004, and human cases in 2009 , according to the World Organisation for Animal Health (OIE).
A report was sent to the OIE , in October, detailing the slaughter of 72 cattle slaughtered inCapira. But the notification to the OIE - binding international rules on transparency , with the total number of 129 sacrifices was not met .
In Resume quarantine is maintained, but is allowed to market milk pasteurizing companies said Luis Solano , regional coordinator for Animal Health Measure .
The spread of brucellosis to humans is through consumption of unpasteurized milk, undercooked meat or contact with secretions from infected animals .
It produces abortions in animals and in humans , fever , weakness and general pain. "It is an extremely infectious zoonosis " warns the OIE.
La Prensa investigation earlier this year revealed that the blood tests showed a person infected with brucellosis. It also published details of the secret slaughter of bovine tuberculosis animals in Anton, Cocle.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Los científicos del ARS ponen a punto una nueva arma para combatir la fiebre aftosa


(Foto: Morguefile.com)

Se trataría de usar interferón para evitar la expansión de la infección mientras se vacuna

El interferón bovino de tipo III puede controlar de forma muy eficaz al virus de la fiebre aftosa en el ganado vacuno durante un periodo de tiempo suficiente como para que las vacunas contra esta enfermedad  tengan tiempo de producir inmunidad en los animales susceptibles de infectarse.
Según publica el Plum Island Animal Disease Center en su página web, los investigadores de su unidad de enfermedades exóticas (Foreing Animal Disease Research Unit) han descubierto la capacidad de los interferones de tipo alfa y beta para bloquear el virus de la fiebre aftosa durante un periodo de tiempo suficiente como para inmunizar mediante vacunas a los animales susceptibles de un área afectada por un brote.
Los interferones son, en general, capaces de matar virus o bloquear su desarrollo o reproducción. Se clasifican en tres familias: tipo I (alfa y beta), tipo II (gamma) y tipo III (lambda). El químico Marvin Grubman, ya retirado, descubrió que el tipo I es muy eficaz controlando el virus de la fiebre aftosa: en un experimento se inocularon cerdos con un vector viral que contenía el gen codificador del interferón porcino tipo I y esto les confirió protección frente al virus de la fiebre aftosa durante un periodo de cinco días tras la inoculación del interferón.
El problema era conseguir que la protección cubriese al menos una semana, que es el periodo que necesitan las vacunas contra la fiebre aftosa en inducir la protección necesaria contra el virus. Grubman combinó interferones de los tipos I y II con la vacuna antiviral para que se administrasen conjuntamente: los interferones bloqueaban el virus durante siete días y eso daba tiempo a que la vacuna indujese la respuesta inmunitaria protectora en el animal.
El método de Grubman funciona bien en cerdos, pero no en ganado vacuno. Pero la colaboración del científico con un equipo formado por la microbióloga Teresa de los Santos y el biólogo computacional James Zhu ha permitido identificar un interferón del tipo III que consigue proteger eficazmente a las vacas contra el virus de la fiebre aftosa. En test de laboratorio han observado que la aparición de la enfermedad se retrasa significativamente en animales expuestos a la infección si previamente han recibido interferón bovino de tipo III en comparación con grupos control.
De los Santos afirma además en otros experimentos que han llevado a cabo, el interferón de tipo III se muestra todavía más eficaz en vacas expuestas de forma natural al virus de la fiebre aftosa que en las pruebas de laboratorio.
*Se puede leer más sobre estas investigaciones en el ejemplar de octubre de 2013 del Agricultural Research magazine.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Rhipicephalus sanguineus y Amblyomma cajennense son poco importantes en la transmisión de Hepatozoon canis

No se encontraron H. canis en A. cajennense adultos alimentados en perros infestados 

Un estudio realizado en Brasil puso de manifiesto que Hepatozoon canis no infesta garrapatas de las especies A. cajennense o R. sanguineus y que es posible que A. ovale muestre diferentes susceptibilidades a patógenos.
Hepatozoon canis es un parásito apicomplejo común en los perros. En Brasil se ha propuesto que Rhipicephalus sanguineus, Amblyomma ovale, Amblyomma cajennense yRhipicephalus (Boophilus) microplus actúan como vectores. El presente estudio* tuvo como objetivo evaluar, en condiciones controladas, la adquisición de H. canis por parte de A. ovale, R. sanguineus y A. cajennense después de alimentarse de perros infectados de forma natural. Los exámenes citológicos e histopatológicos se realizaron para recuperar ooquistes y otras etapas esporogónicas del protozoario de las ninfas y adultos infectados experimentalmente.
Los resultados mostraron que ninguna de las ninfas de los R. sanguineus (n = 30) o A. cajennense (n = 15) que fueron disecadas después de alimentarse de perros infectados naturalmente de H. canis se infectaron por el hemoparásito. Del mismo modo, ninguna de las garrapatas adultas de R. sanguineus (n = 165) y A. cajennense (n = 114) que fueron alimentadas como ninfas en perros demostraron la infección. Adicionalmente, las garrapatas adultas de A. cajennensefueron incapaces de adquirir la infección, ya que ningún parásito se encontró en 62 adultos que se alimentaron de perros infectados con H. canis.
Con respecto a las garrapatas A. ovale, se llevaron a cabo dos infestaciones diferentes. En primer lugar, un perro con hepatozoonosis natural fue infestado de adultos A. ovale procedentes de Rondônia, Brasil. Las garrapatas se alimentaron hasta su congestión. Se recogieron un total de 31 adultos del perro y se disecaron en el tercer día después de la separación natural. Se detectaron oocistos en 13 (42 %) de las garrapatas. La segunda infestación experimental se realizó utilizando garrapatas adultas procedentes de São Paulo, Brasil. Sorprendentemente, de las 103 garrapatas disecadas, sólo una (1 %) contenía ooquistes en el hemocele. No se encontró otra etapa esporogónica.
Los resultados indican que pueden existir diferentes grupos de garrapatas A. ovale en Brasil con diferentes susceptibilidades a patógenos. Además, es posible que R. sanguineus y A. cajennense tengan poca o ninguna importancia en la transmisión de H. canis en las zonas rurales de Brasil.
*Demoner LD, Rubini AS, Dos Santos Paduan K, Metzger B, de Paula Antunes JM, Martins TF, Mathias MI, O'Dwyer LH.Investigation of tick vectors of Hepatozoon canis in Brazil. Ticks Tick Borne Dis. 2013 Oct 24.

USDA releases Salmonella action plan

The U.S. Department of Agriculture’s Food Safety Inspection Service earlier this week released a ten-point action plan to address Salmonella, which USDA estimates causes 1.3 million illnesses annually.
FSIS logo
“Far too many Americans are sickened by Salmonella every year. The aggressive and comprehensive steps detailed in theSalmonella Action Plan will protect consumers by making meat and poultry products safer.” said Under Secretary for Food Safety Elisabeth Hagen.

The plan will function as the agency’s strategy to address the threat of the pathogen in meat and poultry products, and FSIS identifies modernizing the “outdated” poultry slaughter inspection system as a top priority. According to FSIS, by focusing on inspectors’ food safety duties, approximately 5,000 illnesses could be prevented each year. In addition to modernizing poultry slaughter inspection protocols, FSIS committed to enhancingSalmonella sampling and testing programs to ensure “that these programs factor in the latest scientific information and account for emerging trends in foodborne illness."
FSIS says there is evidence that pork products contribute toSalmonella illness and commits to publishing a directive of instructions for FSIS inspection personnel on the verification activities related to sanitary dressing procedures in hog slaughter operations. FSIS will explore developing a Salmonella sampling program for pork products.  
In all, the action plan identifies 10 steps to be taken to address Salmonella, including reviewing in-plant strategies, reviewing protocols related to posting Salmonella categories online, developing and implementing additional performance standards related to poultry and pork products, developing a new enforcement strategy, eploring the contribution of lymph nodes to Salmonella contamination, synthesizing information related to poultry and beef pre-harvest interventions and focusing on education and outreach tools that could help reduce Salmonella illnesses.
To review the Salmonella Action Plan, click here

Video series addresses “superbugs” in meat and poultry products


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Book : People, pathogens and our planet Vol. 2

This report analyzes and assesses the benefits and the costs of control of an important group of contagious diseases. Zoonotic diseases are caused by pathogens that can infect both animals and humans, resulting in disease outbreaks, including epidemics in humans and epizootics in animals. These diseases account for 70 percent of emerging infectious  diseases. In the absence of timely disease control, zoonotic pathogens can cause pandemics, with potentially catastrophic impacts that are global in scale. The report also touches on food safety, but does not cover other risks and opportunities at the interfaces between humans, animals, and the ecosystem, such as food security and pollution. Limiting its focus to this topic matter has important advantages, particularly with respect to immediate relevance and relative simplicity.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ST LOUIS ENCEPHALITIS, EQUINE - BRAZIL: (MINAS GERAIS) FIRST VIRUS ISOLATION


A ProMED-mail post
<http://www.promedmail.orgProMED-mail is a program of the International Society for Infectious Diseases <http://www.isid.org>


Scientists have confirmed what is believed to be the 1st known case of neurological disease in a horse caused by the mosquito-borne St Louis encephalitis virus (SLEV).

The researchers isolated the virus from the brain of a horse in Brazil. St Louis encephalitis virus is considered endemic in the Americas, with cases being diagnosed from Canada to Argentina. There is no vaccine or treatment available.

An average of about 128 SLEV cases in people are reported annually in the United States. Cases in temperate areas of the USA occur mostly in the late summer or early fall. In the southern USA, where the climate is milder, they can occur year round.

The name of the virus goes back to 1933 when, within 5 weeks, an explosive epidemic centered on St Louis, Missouri, resulted in more than 1000 human cases being reported to authorities.

The virus belongs to the _Flavivirus_ genus, which includes the West Nile encephalitis virus, Japanese encephalitis virus, dengue virus, yellow fever, and other medically important viruses.

The virus is carried by birds, with mosquitoes acting as the vector infecting humans.

The Brazilian researchers, writing in the open-access journal, PLoS Neglected Tropical Diseases, said they had isolated an SLEV strain from the brain of a horse with neurological signs in the countryside of Minas Gerais. They described it as a newly isolated strain.

Human infections with SLEV are mostly symptom-free. However, infected individuals can have mild malaise or flu-like symptoms, especially young or middle-aged patients. Severe cases can involve high fever, neurological problems, altered consciousness, and headache, which are accompanied by brain swelling or meningoencephalitis. It can be lethal in up to 30 per cent of cases associated with direct damage to the central nervous system.

SLEV has been detected in Brazil for over 40 years.

The researchers described the horse case as a significant event.

They said their work confirmed that SLEV was the agent that caused disease and, ultimately, the death of the horse in this case.

"To our knowledge, this is the 1st observation that SLEV can cause disease in wild or domestic animals, which indicates that some aspects of the SLEV viral cycle and its ability to cause disease need further studies."

They said the SLEV strain they isolated from the horse was able to induce systemic and neurological signs in mice.

Evidence based on known genotype information suggested that the sample in question likely originated from the Brazilian Amazon Region.

"The circulation of SLEV from the Amazon Region in the southeast region of Brazil suggests a possible involvement of migratory birds in disseminating the virus, since SLEV has been detected in 49 species of wild birds in Brazil, many of which are migratory."

[Ref: Rosa R, Costa EA, Marques RE, Oliveira TS, Furtini R, et al: Isolation of Saint Louis Encephalitis Virus from a Horse with Neurological Disease in Brazil. PLoS Negl Trop Dis 7(11): e2537. doi:10.1371/journal.pntd.0002537;