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quinta-feira, 3 de março de 2011

USP reprova qualidade do leite no Estado de São Paulo


03/03/11 - 00:00 

Uma pesquisa realizada pela Esalq (Escola de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP de Piracicaba, em três laticínios do interior do Estado, aponta que boa parte dos produtores de leite não respeita as medidas de segurança exigidas para garantir a qualidade. 

A constatação foi feita a partir do resultado de questionários realizados em 75 fazendas que abastecem os três laticínios e do alto nível de coliformes fecais encontrado em 70% do leite cru dessas fazendas. 

As respostas dos fazendeiros revelaram que muitos tentam fazer a ordenha da maneira correta, mas acabam pecando em alguns detalhes. “A gente constata que alguns até executam o que precisa ser feito, mas falta um pouco de conhecimento. Então, acabam aplicando os métodos de maneira não adequada”, diz o orientador do estudo, professor Ernani Porto. 

Como o leite cru é misturado nas usinas, o empenho dos que executam as medidas de higiene corretamente acaba sendo em vão. 

Segundo o especialista, no entanto, o índice de coliformes não deve prejudicar o consumidor de leite industrializado, já que o produto passa por processos, como o de pasteurização, que eliminam possíveis danos à saúde. A preocupação maior fica por conta dos derivados, que passam por mais processos de manipulação.

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Qualidade do Leite: SC investe em qualidade para buscar novos mercados

No Brasil, a contagem bacteriana era de 1 milhão de unidades por litro de leite em 2006. Baixou para um limite de até 750 mil em 2009. E deve ser de 100 mil a partir de julho de 2011, segundo uma normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), se igualando a países como Nova Zelândia. Isso irá obrigar uma melhora de qualidade. O secretário de Agricultura do Estado de Santa Catarina, Enori Barbieri, reconhece que a melhoria é necessária se o Brasil quiser continuar crescendo na produção e buscar mercados de exportação.


"No Brasil, ainda falta um padrão de qualidade", aponta Barbieri. Mas com o atual custo de produção, parte dos agricultores pode não conseguir se adaptar às novas normas. Ele afirma que o Estado está desenvolvendo programas para incentivar a atividade leiteira, como um centro de pesquisa em pastagem em convênio com a Nova Zelândia, em Lages ( SC), mas vai precisar aumentar os serviços de assistência técnica.

Para o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Nelton Rogério de Souza, o que falta é as indústrias do Estado melhorarem os seus índices de preço por qualidade.

Diário catarinense

Enviado por Roberto Amaral

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Brasil é 6º produtor de leite, mas baixa qualidade compromete exportações


22/09/10 - 13:36 
O Brasil é o sexto maior produtor mundial de leite, mas as taxas de exportação do produto são baixas, uma vez que a qualidade da produção não atinge padrões exigidos por países europeus e pelos Estados Unidos, por exemplo.

Uma das propostas que tentam mudar esse cenário consiste no pagamento, por parte das indústrias, aos produtores que oferecem produtos de melhor qualidade. O assunto é um dos temas do Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite, que começa nesta quarta (22) e vai até sexta-feira (24), em Florianópolis (SC).

De acordo com o imunologista veterinário Adil Knackfuss Vaz, a alternativa do pagamento por produtos melhores já vem sendo implementada e é positiva tanto para as indústrias, que passam a adquirir leite de maior qualidade, quanto para os produtores, que são estimulados a aperfeiçoar o processo de produção.

Atualmente, a maioria dos 1,6 bilhões de litros de leite produzidos no Brasil é destinada ao mercado interno. Há uma pequena quantidade exportada para países africanos e para vizinhos latino-americanos mas, por conta da queda do dólar, as exportações praticamente zeraram.

Adil garante que o leite brasileiro é seguro para o consumo. O problema, segundo ele, são os níveis de bactéria que não satisfazem os padrões internacionais de qualidade. “Os pequenos produtores, quando bem treinados, conseguem produzir leite de qualidade. Falta capacitação e conscientização”, avaliou.

O professor explicou que o Ministério da Agricultura e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) já realizam capacitações de produtores brasileiros, mas em número insuficiente. “É preciso que as indústrias digam quais são as prioridades. Isso vai estimular o produtor a se capacitar porque ele vai ver que o vizinho está ganhando mais por produzir leite de maior qualidade”, concluiu.

Autor: Paula Laboissière


Disponível em Inovadefesa