segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vírus da raiva é encontrado em macaco-prego

Animal pode se tornar um transmissor da doença para seres humanos

© TIAGO FALÓTICO/USP
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Macaco-prego pode estar entre os responsáveis pela transmissão do vírus da raiva
Um primata bem conhecido, adotado inclusive como animal de estimação em muitas regiões do Brasil, o macaco-prego pode estar entre os responsáveis pela transmissão do vírus da raiva. É o que sugere um estudo publicado na revista Virus Research. Nele, um grupo de pesquisadores brasileiros e japoneses relata ter identificado uma possível nova variante do vírus em um macaco-prego no município de Marcelândia, no estado de Mato Grosso. Esta é a primeira vez que o vírus da raiva é detectado nesse primata. Até então, os pesquisadores haviam identificado uma variante do vírus circulando em saguis (Callitrix jacchus), que passaram, a partir daí, a ser considerados um reservatório natural da doença. Entre os anos de 1991 e 1998, os saguis-de-tufo-branco (Callitrix jacchus jacchus) causaram oito mortes de seres humanos no Ceará.
O aparecimento de casos de raiva transmitida por esses macacos revela certas particularidades do perfil epidemiológico de uma doença bastante difícil de se controlar. Por ter o RNA como material genético, e não o DNA, o vírus da raiva é muito suscetível a mutações. Assim surgem as novas variantes, que continuam a circular por meio de animais silvestres, sobretudo morcegos. A variante encontrada no macaco-prego — identificada como BRmk1358 — é resultado de mais uma dessas mutações.
A suspeita dos pesquisadores de que o animal poderia estar infectado surgiu quando empregados da fazenda onde ele foi abatido disseram que o macaco tinha mordido um cavalo, um comportamento agressivo muitas vezes causado pela doença. Durante o período de incubação, o vírus se multiplica nas fibras musculares locais, atingindo em seguida as células nervosas e os nervos periféricos, até chegar ao cérebro. A essa altura, a febre aumenta e o animal torna-se agressivo.
Os pesquisadores colheram amostras do cérebro do animal e as encaminharam para análise em laboratório, onde confirmaram que ele estava infectado. Em seguida, o material genético da amostra foi sequenciado e comparado com o de vírus encontrados em saguis e outros animais das Américas, cujas sequências estão em um banco de dados público.
O grupo verificou que a variante representava uma linhagem distinta da encontrada em saguis, mas com características genéticas semelhantes às encontradas em morcegos, provavelmente a fonte da infecção. “Isso nos permite sugerir que o vírus pode ter sido transmitido ao macaco-prego por um morcego, indicando que o ciclo de transmissão é diferente daquele dos saguis, que pode ocorrer sem a participação de morcegos”, explica a médica veterinária Adolorata Aparecida Bianco Carvalho, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Jaboticabal, e uma das autoras do artigo. Os morcegos são considerados uns dos principais reservatórios silvestres do vírus da raiva no Brasil. “Como o macaco-prego, além de frutas, folhas de plantas e invertebrados, também se alimenta de pequenos vertebrados, é possível que ele tenha sido exposto ao contato com algum morcego infectado”, diz a pesquisadora.
Apesar de até hoje não haver registros de transmissão de raiva para humanos por macacos-prego, a médica veterinária alerta para os riscos do contato com esse animal e destaca a importância da vacinação em caso de mordidas de macacos e outros animais silvestres. “Nosso estudo mostrou que o macaco-prego pode ser um potencial transmissor de raiva para o ser humano”, diz. “Existem casos de contato acidental entre as duas espécies, sem registros de transmissão do vírus. De qualquer forma, é importante identificar o ciclo infecioso da raiva em macacos para o controle da doença.” Como apenas uma amostra foi analisada no estudo, ainda não é possível saber se a descoberta se aplica a todos os macacos-prego. Pela localização geográfica, o animal encontrado em Marcelândia provavelmente era da espécie Sapajus libidinosus,conforme alterações recentes na classificação.
Pesquisas sobre a raiva em animais silvestres têm se tornado cada vez mais necessárias. Enquanto a variante do vírus que circula entre cães — por muito tempo a grande responsável pela raiva humana — está erradicada em muitos países e controlada na maioria dos estados brasileiros, a relacionada aos morcegos e outros animais silvestres continua circulando, principalmente em ambientes rurais. “O ciclo silvestre da raiva, que mantém o vírus na natureza, é o grande problema”, conta Adolorata. “Países como Estados Unidos e Canadá estão investindo milhões em pesquisas e na vacinação de animais silvestres. No Brasil, os estudos estão no início. Mas acredito que estamos longe de poder destinar recursos suficientes para o controle do vírus em animais silvestres, já que o controle da raiva canina ainda demanda grandes investimentos em alguns estados.”
O estudo é fruto de um convênio entre a Faculdade de Medicina Veterinária da USP e a Universidade Nihon, no Japão, voltado ao desenvolvimento de um projeto de caracterização genética de amostras de vírus da raiva isoladas no Brasil.
Artigo científico
KOBAYASHI, Y. et al. Isolation of a phylogenetically distinct rabies virus from a tufted capuchin monkey (Cebus apella) in Brazil. Virus Research. v. 178, n. 2, p. 535-38. dez 2013

http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/02/21/virus-da-raiva-e-encontrado-em-macaco-prego/

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Del control del tránsito de ganado y sus productos a la trazabilidad


(Foto: Alfonso Abecia)
El venezolano Julián Castro nos habla en esta ocasión de la trazabilidad, entendida como la posibilidad de seguir el rastro e identificar los animales y productos desde la propiedad o granja hasta la mesa del consumidor.
El funcionamiento de los sistemas pecuarios de producción trae como uno de sus resultados corrientes nacionales e internacionales de tránsito de ganado y sus productos, cuya  vigilancia y control tienen importancia capital para preservar y conservar la propiedad ganadera, instrumentar el combate de las enfermedades de los animales y conocer la caracterización económica-productiva de la ganadería.
Este control demanda de un marco jurídico que norme el registro de las propiedades o predios y la identificación de los animales con la utilización de hierros, marcas y/o divisas. Así como la sistematización de registros de fundos en las oficinas públicas de los ministerios de agricultura, del mismo modo  de censos y recopilación de la dinámica de los rebaños. Esta última para caracterizar las corrientes de movilización en épocas, origen y destino, rutas, cantidades de semovientes y finalidad de la movilización.
También hay que disponer de una organización a nivel de las carreteras, puestos fronterizos, puertos y aeropuertos con puestos de inspección. Han de dotarse de equipos y personal técnico adiestrado para las comprobaciones que correspondan, en cuanto a los requisitos exigidos, según el área geográfica de origen y destino y especie animal o producto movilizado.
Un soporte básico viene dado por la educación sanitaria y la divulgación que se realiza a la comunidad en general y en especial a la de los usuarios específicos. Los requisitos y exigencias oficiales establecidas para otorgar la permisología correspondiente, para movilizar animales y productos, en el ámbito nacional e internacional, deben ser del dominio público para una mayor eficiencia del servicio. Hay que dar a conocer las razones de las exigencias y los beneficios para la pecuaria del país.
La estrategia a desarrollar para llevar a cabo el control sanitario del tránsito de animales y sus productos está condicionada, entre otros factores, por el estado sanitario del área geográfica considerada, existencia de áreas libres, regionalización o zoonificación, instrumentación de programas sanitarios, presencia de epidemias, puesta en práctica de planes de emergencia, exigencias de los mercados nacionales e internacionales, firma de acuerdos bilaterales y/o participación de mercados comunes.
La gestión sanitaria para mantener y mejorar la sanidad animal de los países y la que deriva de la inspección del comercio pecuario internacional se ha visto exigida, ya que la globalización de la economía ha propiciado una expansión considerable del intercambio comercial de mercancías pecuarias y, con ello, un aumento del riesgo de ingreso, dispersión y establecimiento de enfermedades exóticas y endémicas importantes para los países.
La consecución y mantención de mejores perfiles de sanidad animal en los países ha llevado a adoptar estrategias de integración para accionar en forma conjunta basándose en programas con alcances geográficos más amplios, metodologías homogéneas, ejecución y seguimiento conjunto y el establecimiento de bases institucionales para su sostenibilidad.
Los servicios sanitarios oficiales de los países han evolucionando en función de obtener el control sanitario total de la cadena productiva animal. Este es un proceso global que incluye en forma sistemática e integral la sanidad de la cría y el comercio de animales de importancia económica, al mismo tiempo que la protección de los riesgos de contaminación en las fases de procesamiento industrial así como en la comercialización y distribución a los consumidores para proteger su salud y bienestar.
Estos hechos han influenciado para que la identificación de los animales y el control de tránsito de ganado y sus productos haya evolucionado hacia la trazabilidad. Esta representa la posibilidad de seguir el rastro e identificar los animales y productos desde la propiedad o granja hasta la mesa del consumidor.
Es una herramienta destinada al control de las enfermedades de los animales y a obtener la seguridad sanitaria de los alimentos. El sistema de trazabilidad debe poseer mecanismos que permitan seguir la huella de un producto pecuario hasta la explotación de origen del animal del que se ha obtenido, y disponer de instrumentos de identificación a lo largo de toda la cadena de producción y distribución que sea utilizada.
El sistema para su eficiencia necesita sustentarse en una solvente identificación de los animales y sus productos, capacidad para rastrear sus desplazamientos, conocimiento preciso de los lugares visitados y un registro adecuado de todos estos datos.
En la producción primaria coexisten una serie instrumentos tales como la regulación y registro de la identificación de los animales (individual o por lotes, según la especie), el registro de explotaciones ganaderas y el de movilización de animales, que utilizados de manera conjunta permiten garantizar la trazabilidad de los animales vivos desde su nacimiento hasta su sacrificio: dónde estuvo el animal y/o grupo de interés, cuándo estuvo en cada sitio y con qué otros grupos de animales estuvieron en contacto y dónde están estos.
En la industria las exigencias nacionales e internacionales llegaron más temprano y estas han evolucionado introduciendo el uso del análisis de riesgo de puntos críticos y la utilización de elementos para establecer o reconocer la procedencia de la materia prima incluida en cada paso del proceso de elaboración.
En la evaluación del sistema de trazabilidad se han venido utilizando tres parámetros que son:
  • Alcance, que se orienta a conocer el tipo de información que se registra y  la cantidad que se ha registrado.
  • Profundidad, referida a la cobertura de la derivación, hacia atrás o adelante, que permite investigar la trazabilidad.
  • Precisión, encaminada a conocer la habilidad del sistema para ubicar con exactitud el origen de un problema y el tiempo utilizado para lograrlo.
Beneficios de un buen sistema de trazabilidad
  • Seguridad alimentaria al influenciar sobre los niveles de producción y la inocuidad de los productos. Además en lo particular beneficia a las empresas que participan en su implementación, al mantener un orden organizativo en sus procesos productivos, que provoca un efecto directo en la mejora de la calidad del producto a ofertar.
  • Coadyuva las estrategias sanitarias que llevan a cabo los servicios oficiales de sanidad animal, para instrumentar los programas de combate de las enfermedades de los animales, y así mantienen y elevan los niveles del perfil de sanidad animal de los países.
  • Facilita y favorece la participación en el comercio internacional al colocar en el mercado productos inocuos y de calidad, que responden a las exigencias que los países han venido estableciendo en sus acuerdos y mercados comunes, para el cuido de su seguridad alimentaria y calidad de vida.
  • La pecuaria nacional recibe un aporte que la estabiliza y solidifica, influenciando directamente sobre su economía y el bienestar de la población en general, al haber más fuentes de trabajo, contribuciones al fisco e influencia en su interrelación con otros sectores económicos.
Bibliografía
Abeal, R. Trazabilidad y su impacto internacional. ALLFEX. Costa RICA. 2012.
Castro, J. Planes de emergencia en sanidad animal. Portal Albéitar. Zaragoza. 2010.
Castro, J. La integración geopolítica como estrategia sanitaria. Portal Albéitar. Zaragoza. 2012.
Castro, J. Riesgo sanitario y la importación de animales y sus productos. Carabobo Pecuario. 2011.
Castro, J. Estrategias sanitarias basadas en el análisis de riesgo. Portal Albéitar. Zaragoza. 2012.
Ministerio de agricultura, alimentación y ambiente. Trazabilidad animal. España. 2013.
OIE. Oficina Internacional de Referencia en Sanidad Animal. Principios generales de trazabilidad. Paris.
OIE. Oficina Internacional de Referencia en Sanidad Animal. Boletín 2008-2. Editorial. Paris. 2008.
Pinto, J. Como la identificación de animales y la trazabilidad apoyan a las acciones de prevención, control y erradicación de enfermedades. FAO-AGAH. Chile. 2011.
(Foto: Pravdaverita)
http://albeitar.portalveterinaria.com/noticia/12866/

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Idaf abre processo seletivo simplificado para vagas temporárias


O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) publicou, nesta segunda-feira (03), no Diário Oficial do Estado, o edital que prevê a seleção, em regime de designação temporária, bem como a formação de cadastro de reserva, de profissionais de nível médio, médio técnico e superior. 

Os cargos de nível médio são para assistente de suporte em desenvolvimento agropecuário, com salário de R$ 1.664,00. Os demais cargos são para técnico em desenvolvimento agropecuário (técnico em agropecuária), com salário de 
R$ 2.350,40, e agente em desenvolvimento agropecuário (médico veterinário), com salário de R$ 4.769,55. 

Para os cargos de nível técnico e superior, além do registro no Conselho Profissional de sua categoria, também é exigido a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B, no mínimo. Os requisitos específicos para cada cargo estão descritos no edital. 

Inscrições 

As inscrições terão início na próxima quarta-feira (05), a partir das 10 horas, e poderão ser realizadas até o dia 12 de fevereiro, exclusivamente por meio eletrônico pelo site www.idaf.es.gov.br (menu Processo Seletivo Simplificado – Idaf). Para os candidatos que não dispuserem do serviço de Internet, o Idaf disponibilizará acesso à rede em sua sede em Vitória, no período de realização das inscrições, das 8h30 às 11h30 e das 14h às 17h. 

O processo seletivo será realizado em etapa única composta de prova de títulos, de caráter eliminatório e classificatório, de acordo com o nível de escolaridade do cargo pretendido. O candidato poderá realizar somente uma inscrição, devendo optar por um cargo/função e até três municípios para atuação. 

Apresentação de documentos 

Todos os candidatos inscritos deverão apresentar, entre os dias 18 e 28 de fevereiro de 2014, a documentação descrita no edital para comprovação dos requisitos e títulos. 

Os documentos devem ser enviados por Sedex (com Aviso de Recebimento - AR) ou entregues pessoalmente em envelope lacrado, com o nome do candidato na parte externa do envelope, aos cuidados da Comissão de Coordenação do Processo Seletivo, no Escritório Central do Idaf (Rua Raimundo Nonato, n° 135, Forte São João, Vitória-ES, CEP 29017-160). 

As vagas referentes ao cadastro de reserva serão preenchidas por interesse, conveniência e oportunidade da Administração. O contrato de prestação de serviços será de um ano, prorrogável por igual período. 

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Seção de Recursos Humanos do Idaf pelo e-mail serh@idaf.es.gov.br ou pelos telefones (27) 3636-3780 e 3636-3778. 


Serviço: 
Vagas temporárias no Idaf 
Inscrições: www.idaf.es.gov.br (Processo Seletivo Simplificado – Idaf) 
Período de inscrições: 05 a 12/02/2014 
Período de entrega da documentação: 18 a 28/02/2014 
Formação: ensino médio, médio técnico e superior (medicina veterinária) 
Salário: R$ 1.664,00 (ensino médio); R$ 2.350,40 (médio técnico) e R$ 4.769,55 (superior – medicina veterinária). 
Informações: (27) 3636-3780 e 3636-3778 


Informações à Imprensa: 
Assessoria de Comunicação/Idaf 
Francine Castro 
comunicacao@idaf.es.gov.br 

Estudo na UFF procura entender melhor a leptospirose bovina

Elena Mandarim

 
 Divulgação/ Paula Ristow 
             
      Imagens de leptospira obtidas por microscopia de varredura: análises
           minuciosas 
permitiram descobrir novas cepas jamais descritas
Quando ouvimos falar em leptospirose, imediatamente, associamos o termo a uma infecção transmitida aos seres humanos pela urina de roedores. Contudo, esta doença também afeta outros mamíferos e apresenta outras formas de contaminação. No meio rural, por exemplo, estudos mostram que diversas estirpes de leptospira – bactéria causadora da leptospirose – têm sido responsáveis pela elevada incidência de problemas reprodutivos, principalmente o aborto, nos rebanhos bovinos, entre outros. Especialista no assunto, Walter Lilenbaum, Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ, explica que a leptospirose bovina é uma grave doença infecciosa, que traz muitos prejuízos econômicos para o setor agrário. Para o pesquisador, os atuais métodos de diagnóstico e de tratamento podem estar sendo pouco eficazes para a realidade brasileira, o que explicaria as altas taxas da doença por aqui. No Laboratório de Bacteriologia Veterinária, da Universidade Federal Fluminense (UFF), ele coordena um grupo de pesquisa que busca desenvolver novos mecanismos para diagnosticar a leptospirose e identificar as diferentes cepas da bactéria que contaminam o gado local. "Os nossos resultados são animadores. Até o momento, já descobrimos sete novas cepas, jamais descritas na literatura internacional", comemora Lilenbaum.
O pesquisador relata que uma das motivações para desenvolver o estudo foi perceber que o atual banco de dados sobre leptospirose é composto por diferentes tipos de cepas, encontradas, principalmente, na América do Norte e na Europa, duas regiões que apresentam condições climáticas e ambientais completamente diferentes das regiões tropicais, como o Brasil. "Dessa forma, os principais métodos de diagnóstico e vacina foram desenvolvidos para essas estirpes, que podem não estar sendo tão eficazes para a realidade brasileira, já que, em nossos resultados, estamos constatando que há cepas de leptospira no Brasil que parecem não circular nos países do hemisfério Norte."
Segundo Lilenbaum, outro fator que explica a grande disseminação dessa enfermidade nas regiões rurais é o fato de haver vários animais que, embora não apresentem os sintomas, estão infectados com algum tipo de leptospira e passam a contaminar, pela urina, outros animais e até mesmo o meio ambiente. "Os atuais métodos de diagnóstico, realizados por exame de sangue – sorologia –, são capazes apenas de identificar os animais doentes. Dessa forma, os animais carreadores da infecção não são reconhecidos. Logo, não são tratados e passam a ser agentes disseminadores da doença."
O professor também ressalta que o estudo é inédito, na medida em que lança mão de técnicas moleculares avançadas para ir além da sorologia, o que permite trabalhar, entre outras coisas, com o sequenciamento do DNA da bactéria. Na pesquisa, foram estudados 167 bovinos adultos. "Com as amostras de sangue desses animais, fizemos a sorologia padrão e encontramos resultados semelhantes ao que já está amplamente divulgado. Contudo, utilizamos a urina dos bovinos para cultura bacteriológica e posteriormente para PCR (Reação em cadeia da polimerase, a partir do inglês Polymerase Chain Reaction).  Esta técnica permite amplificar o material genético, neste caso o das bactérias, para que possamos avaliá-lo com maior precisão. Nesta parte, os resultados foram surpreendentes: enquanto estudos internacionais mostram que apenas 10% a 15% do rebanho é carreador das bactérias, nossos resultados mostram uma incidência de 53%", informa o pesquisador.
Em cooperação com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com o parisiense Instituto Pasteur, a equipe coordenada pelo professor Lilenbaum vem trabalhando com bovinos de matadouros do estado do Rio de Janeiro. Ele conta que, até o momento, os resultados permitem concluir que a ocorrência de bovinos carreadores de leptospira na urina é mais de três vezes o que é usualmente relatado em outros estudos. Tal identificação foi facilitada pelo emprego dos novos métodos de diagnóstico molecular. Adicionalmente, foi demonstrada uma grande diversidade genética entre as cepas de leptospira obtidas, identificando-se estirpes que não são consideradas para os métodos de diagnóstico ou para as vacinas atualmente utilizadas no Brasil. O projeto continua sendo executado e tem previsão de duração de mais três anos. "Conhecer as novas cepas da leptospira é o primeiro passo para melhorar o diagnóstico da doença e começar a pensar em novos estudos para desenvolver vacinas mais especificas para as regiões brasileiras", finaliza.

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

EUA: veja o tamanho do rebanho bovino americano em 2013

Como esperado, o rebanho bovino dos Estados Unidos diminuiu novamente durante 2013, apesar do número de novilhas sugerir uma tendência de crescimento. O número de bovinos, incluindo todos os bovinos e bezerros nos Estados Unidos, em 1 de janeiro de 2014 totalizou 87,7 milhões de cabeças, 2% a menos que as 89,3 milhões de cabeças em 1 de janeiro de 2013, de acordo com o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 31 de janeiro.
Esse é o menor rebanho em 1 de janeiro, desde 1951, quando o rebanho era de 82,1 milhões de cabeças. O número de vacas e novilhas que pariram, de 38,3 milhões, foi 1% menor do que os 38,5 milhões em 1 de janeiro de 2013. Esse é o menor rebanho dessa categoria de animais em 1 de janeiro desde 1941, quando foi de 36,8 milhões de cabeças.
O número de vacas de corte, de 29 milhões de cabeças, caiu em 1% com relação a janeiro de 2013, mas as novilhas de corte de reposição, com um rebanho de 5,5 milhões de cabeças, mostraram um aumento de 2%, sugerindo que, nacionalmente, os produtores começaram a buscar expansão do rebanho em 2013.
Avaliando os números de vacas de corte que pariram em 2013, entre os estados de maior produção de gado de corte, os números em Arkansas aumentaram em 4%, em Kansas aumentaram em 6%, e em Missouri, em 4%. Entre os estados com reduções nas vacas que pariram, Flórida declinou em 3%, Idaho em 13%, Iowa em 4%, South Dakota em 3%, Tennessee em 5% e Texas em 3%.
Para as novilhas de corte de reposição, vários importantes estados mostraram aumentos acima da média nacional. A reposição de novilhas em Colorado e Kansas aumentou em 4%, enquanto em Missouri aumentou em 5%, em Nebraska aumentou em 10%, em Oklahoma aumentou em 16% e em Texas, em 7%.
Outros dados importantes do relatório incluem:
  • O número de vacas leiteiras, de 9,2 milhões de cabeças, não mudou com relação a 1 de janeiro de 2013.
  • O número de novilhas de 226 quilos ou mais, de 18,8 milhões de cabeças, caiu em 2%.
  • As novilhas leiteiras de reposição, com 4,5 milhões de cabeças, não apresentaram mudanças.
  • Outras novilhas, 8,7 milhões de cabeças, tiveram queda de 5%.
  • Novilhos pesando 226 quilos ou mais, 15,4 milhões de cabeças, caíram em 3%.
  • Touros pesando 226 quilos ou mais, 2 milhões de cabeças, caíram em 1%.
  • Bezerros com menos de 226 quilos, 13,3 milhões de cabeças, caíram em 4%.
  • Bovinos e bezerros em engorda para abate em todos os estabelecimentos de engorda, 12,7 milhões de cabeças, caíram em 5%.
  • O número combinado total de bezerros com menos de 500 libras e outras novilhas e novilhos com mais de 226 quilos fora dos estabelecimentos de engorda foi de 24,7 milhões de cabeças, 3% a menos que no ano anterior.
Rebanho EUA
Fonte: Drovers, com dados do USDA, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/eua-veja-o-tamanho-do-rebanho-bovino-americano-em-2013/

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Los rotavirus bovinos y porcinos pueden infectar a los caballos

(Foto: Morguefile.com)

Estudios genéticos han demostrado que estos virus pueden saltar la barrera interespecífica


Investigaciones llevadas a cabo en Japón han demostrado que rotavirus tanto de origen porcino como bovino son capaces de infectar a animales de la especie equina y desencadenar procesos diarreicos en potros.
Los rotavirus, que causan diarrea grave en potros, son muy contagiosos y se pueden diseminar muy rápidamente entre todos los animales de una cuadra. Ahora no sólo habrá que temer un brote causado por rotavirus equinos, porque un equipo de investigadores radicado en Japón ha publicado dos artículos [1,2] en los que demuestran que los rotavirus bovinos y porcinos son capaces de dar el salto entre especies e infectar a los caballos.
Este equipo del Departamento de Higiene de la Escuela Universitaria de Medicina de Sapporo, liderado por Souvik Ghosh, ha llevado a cabo un análisis genético completo de varias cepas de rotavirus aisladas en potros con diarrea y ha encontrado que se trataba de cepas de origen bovino y porcino, según explica en una noticia publicada por TheHorse.com.
Los rotavirus cuentan con 11 segmentos en su genoma que pueden recombinarse y mezclarse con los de otras cepas y dar origen a cepas mixtas nuevas. El equipo de Ghosh ha observado cómo un rotavirus bovino y otro equino daban origen a una cepa mixta con nueve segmentos del primero y dos del segundo. Pero en el caso referido en el artículo que han publicado el año pasado [1], el rotavirus aislado en los caballos tenía los 11 segmentos de origen bovino; en otras palabras, la enfermedad ya no puede considerarse especie-específica.
En un estudio anterior [2] el equipo de Ghosh ya había encontrado una cepa en équidos con nueve segmentos genéticos de otra porcina. Los otros dos segmentos no pudieron identificarse de forma definitiva, pero parecían porcinos o humanos. En ningún caso equinos.
1. Ghosh S, Taniguchi K, Aida S, Ganesh B, Kobayashi N. Whole genomic analyses of equine group A rotaviruses from Japan: evidence for bovine-to-equine interspecies transmission and reassortment events. Vet Microbiol. 2013 Oct 25;166(3-4):474-85. doi: 10.1016/j.vetmic.2013.07.016. Epub 2013 Jul 26.
2. Ghosh S, Shintani T, Kobayashi N. Evidence for the porcine origin of equine rotavirus strain H-1. Vet Microbiol. 2012 Aug 17;158(3-4):410-4. doi: 10.1016/j.vetmic.2012.02.037. Epub 2012 Mar 2.

http://argos.portalveterinaria.com/noticia/10321/%C3%89QUIDOS/rotavirus-bovinos-porcinos-pueden-infectar-caballos.html

El descubrimiento de tres nuevos virus felinos plantea interrogantes acerca de su transmisión

Están ampliamente distribuidos en ejemplares de Florida, Colorado y California

Los virus pertenecen a la misma familia que los herpesvirus gamma que pueden causar linfoma y el sarcoma de Kaposi en las personas y es posible que también estén asociados con enfermedades en linces, pumas y gatos domésticos.
Investigadores de patógenos de la Colorado State University han descubierto una familia de virus que causan cáncer en varias poblaciones de linces, pumas y gatos domésticos de Estados Unidos. Este hecho plantea interrogantes sobre si los virus previamente no detectados podrían transmitirse entre especies de felinos, y si podrían ser la causa de algunos tipos de cáncer que aparecen en los gatos domésticos.
Los científicos analizaron cerca de 300 muestras de sangre de gatos en tres regiones geográficas en Florida, Colorado y California. Encontraron números significativos de cada especie infectados, lo que indica una amplia distribución de los virus recién identificados, dijo la doctora Susan VandeWoude, una veterinaria asociada del CSU College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences. Gran parte del trabajo se llevó a cabo en su laboratorio.
Los virus recientemente identificados se encuentran en la misma familia que los herpesvirus gamma que pueden causar linfoma y el sarcoma de Kaposi en las personas, especialmente en aquellos que tienen el VHI-SIDA y otras enfermedades inmunosupresoras. Ambos son cánceres del sistema circulatorio. Otros herpes virus pueden causar una enfermedad bovina fatal al ser transmitida al ganado desde las especies huésped, incluyendo ñus y ovejas.
Todavía no se sabe si los nuevos virus felinos están asociados con enfermedades en linces, pumas y gatos domésticos, pero el vínculo entre herpesvirus gamma y enfermedades en otras especies plantea claramente dicha posibilidad, afirmaron los científicos.
“Creemos que existe una posibilidad de que estos virus puedan estar haciendo algo similar en los gatos”, dijo Ryan Troyer, un investigador del CSU's Department of Microbiology, Immunology, and Pathology. “El descubrimiento de los virus y de su transmisión es importante porque puede ayudarnos a entender las enfermedades comunes y emergentes de los animales y de las personas. Ese es el primer paso para detener las enfermedades infecciosas”.
Los resultados de la investigación fueron publicados en la versión online de la revista Journal of Virology. Entre las personas del equipo de investigación está Julia Beatty, un experto en enfermedades felinas de la University of Sydney, Australia, que ayudó a diseñar la investigación durante una visita al campus de la CSU.
Los colaboradores fueron capaces de identificar herpesvirus gamma en linces, pumas y gatos domésticos después de desarrollar técnicas para detectar rápida y específicamente el ADN del virus en la sangre felina, según se señala en la revista.
Otros investigadores recogieron muestras de sangre de los linces y pumas en el curso de los estudios independientes relacionados con los felinos salvajes y compartieron muestras para el estudio de la CSU. Del mismo modo, los refugios de animales en todos los Estados Unidos recogieron y compartieron muestras de sangre de los gatos domésticos.
Las poblaciones de estudio se encontraban cerca de Los Ángeles y San Diego, California; Fort Myers y Naples, Fla.; y Montrose y Grand Junction en Colorado's Western Slope.
En el análisis de la sangre recogida de las poblaciones de gatos salvajes y domésticos en estas regiones los investigadores identificaron los nuevos herpesvirus gamma en tres especies -y descubrieron además el virus del lince en algunos pumas. La vía de transmisión sigue siendo desconocida, pero podría ocurrir cuando los animales pelean en la naturaleza, afirmó Troyer.
“Los investigadores han estudiado los virus de gatos desde hace muchos años, por lo que lo interesante de esta investigación es que esta es la primera vez que estos agentes, relativamente ubicuos, han sido identificados”, dijo VandeWoude, autora bien conocida por su propia investigación de los virus felinos. “Este estudio sugiere que todavía tenemos mucho que aprender acerca de los patógenos que existen en la naturaleza. No hemos terminado de hacer los descubrimientos básicos acerca de los posibles agentes patógenos en animales de compañía y salvajes.”
La noticia completa se puede leer en http://www.medicalnewstoday.com/releases/271830.php
http://argos.portalveterinaria.com/noticia/10340/ACTUALIDAD/descubrimiento-tres-nuevos-virus-felinos-plantea-interrogantes-acerca-transmisi%C3%B3n.html 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

BA: TUBERCULOSE BOVINA - Cruzamento de informações pode rastrear focos

30/01/2014 21:22
Adab evolui na busca pela erradicação da tuberculose bovina na Bahia, zoonose presente em todo o território nacional e de ocorrência mundial que causa prejuízos à saúde animal e humana.

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Secretaria de Estadual Agricultura (Seagri), implanta projeto para rastreamento de foco de Tuberculose Bovina na busca pela erradicação da enfermidade no Estado. Os 11 matadouros frigoríficos com Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da região Nordeste e centro da Bahia passam a enviar amostras das lesões sugestivas de tuberculose em bovinos abatidos para análise e confirmação da doença. O objetivo é estimar a prevalência e conhecer a distribuição espaço temporal da enfermidade, possibilitando a vigilância epidemiológica, já que a doença causa grandes prejuízos econômicos por não existir vacina e os animais acometidos precisarem ser sacrificados.
Médicos veterinários inspetores dos frigoríficos estiveram reunidos na sede da coordenadoria regional de Feira de Santana para alinhar os procedimentos de envio do material encontrado na inspeção durante o abate. Durante as reuniões ocorridas no mês de janeiro, o médico veterinário José Gregório Nascimento explicou que a Tuberculose se caracteriza pela formação de nódulos granulares denominados tubérculos que podem estar localizados em qualquer órgão, mas frequentemente observadas nos linfonodos, pulmões, intestinos, fígado, baço, pleura e peritônio dos animais infectados. 

“Todas as amostras das lesões sugestivas de tuberculose bovina, identificadas pelo veterinário da inspeção, serão encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para isolamento do M. bovis e confirmação do diagnostico de tuberculose bovina”, disse a coordenadora do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) na Bahia, Luciana Ávila.
Munida destas confirmações a Adab vai desencadear ações em defesa sanitária animal para o rastreamento de foco e saneamento. “O uso destas ferramentas aplicadas à defesa sanitária animal vai permitir que a Adab evolua na busca da erradicação da tuberculose bovina em nosso Estado. Além disso, objetiva-se também consolidar grupos de pesquisas multi-institucionais e divulgar os resultados em periódicos e eventos científicos”, incentivou o diretor de Defesa Sanitária Animal, Rui Leal.
Os onze primeiros matadouros foram selecionados de acordo com os dados do inquérito epidemiológico realizado em toda a Bahia entre 
2008 e 2010 que apresentou uma prevalência considerada predominantemente baixa de 1,6%, de um total de 18.810 cabeças bovinas com idade superior a dois anos amostradas em 1350 propriedades. “Iremos iniciar este projeto nas regionais de Feira de Santana, Salvador, Ribeira do Pombal e Paulo Afonso por apresentarem a menor prevalência do Estado com 0,3%, já que o uso do diagnostico molecular (PCR) permite identificação e rastreamento de genótipos que auxiliam no processo de vigilância epidemiológica e "explicação" de origens dos focos”, esclarece Luciana Ávila.

Esta medida é pioneira do Brasil, adotada recentemente no Mato Grosso do Sul, e países como a Argentina e Uruguai, que utilizaram este cruzamento de informações entre a inspeção nos abatedouros e a defesa sanitária animal para erradicar a Tuberculose dos rebanhos, principalmente os leiteiros.

(Da Ascom Adab),  



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Ministério da Agricultura publica regras para comércio de sêmen de caprinos e ovinos


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou no dia 23 de janeiro de 2014, no Diário Oficial da União(DOU), instrução normativa (IN) com as regras para o processamento e comercialização de sêmen de caprinos e ovinos no Brasil. Embora existam normas para outras espécies, ainda não havia regulamentação para o sêmen desses dois tipos de criação.Clique aqui para acessar a IN.

O texto foi consolidado após consulta pública ao setor produtivo. Segundo o ministério, os critérios estão alinhados ao código sanitário da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A medida entrou em vigor no dia da sua publicação no DOU.. 

A instrução normativa prevê que a coleta, processamento, distribuição e comercialização só podem ocorrer nos Centros de Coleta e Processamento de Sêmen registrados no Ministério da Agricultura. Para ingresso nos centros, os animais deverão ter documento oficial de trânsito animal e atestado de saúde emitido por veterinário registrado no Conselho de Medicina Veterinária.

A norma determina ainda que, no caso de rebanhos certificados pelo ministério como livres de doenças, não são necessários testes. No entanto, é preciso apresentar declaração assinada pelo médico veterinário responsável pela propriedade de origem dos animais e o próprio certificado emitido pelo Ministério da Agricultura. 

FONTE

Mariana Branco - Repórter
Fábio Massalli - Edição


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

SP: Novo aplicativo verifica autenticidade da Guia de Trânsito Animal



O aplicativo Consulta GTA, disponível nasplataformas iOS (Apple) e Android (Google), permite a verificação da autenticidade da Guia de Trânsito Animal. O documento é emitido pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA). Para consultar a autenticidade, basta abrir o aplicativo e posicionar a câmera digital do smartphone no QR Code, que é um código parecido com o código de barras.

"Esta ferramenta é útil tanto para o criador como para os profissionais de defesa agropecuária em qualquer estado da federação", afirma o coordenador da Defesa Agropecuária de São Paulo, Heinz Otto Hellwig. "O criador terá mais tranquilidade ao receber os animais e comprovar a autenticidade do documento emitido em seu nome. Já os técnicos dos serviços de defesa ganham agilidade e rapidez nas atividades que desenvolvem", explica.

É possível ainda cadastrar número de CPF e do celular para receber uma mensagem cada vez que for emitida uma GTA em nome do produtor cadastrado. Quem já estiver cadastrado precisa entrar no sistema, ir até "cadastro de pessoa física", visualizar os dados, informar um número de celular ou endereço de e-mail e marcar na configuração que aceita essa facilidade.

FONTE


Balança Comercial do Agronegócio: confira os resultados de 2013, carne bovina é destaque [MAPA]


Confira os resultados de janeiro a dezembro de 2013
As exportações do agronegócio alcançaram a cifra de US$ 99,97 bilhões em 2013, subindo 4,3% em relação aos US$ 95,81 exportados em 2012, segundo dados da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa). As importações cresceram 4%, atingindo US$ 17,06 bilhões. O saldo do comércio exterior do agronegócio foi positivo em US$ 82,91 bilhões.
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O principal setor exportador foi o complexo soja (US$ 30,96 bilhões), responsável por 31% das vendas externas. Já com relação as vendas externas de carnes, estas subiram de US$ 15,74 bilhões em 2012 para US$ 16,80 bilhões em 2013 (+6,8%). Sendo assim, a carne bovina se destacou pelo aumento do valor exportado (+15,9%) e atingiu a cifra recorde de US$ 6,66 bilhões em 2013. Outro recorde histórico foi obtido nas vendas externas de milho, que somaram US$ 6,25 bilhões, crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior.
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A Ásia foi o grande destaque no que diz respeito ao aumento das exportações do agronegócio. A região incrementou as compras em 18,3%, passando de US$ 34,24 bilhões em compras de produtos do agronegócio brasileiro em 2012 para US$ 40,5 bilhões em 2013. Um aumento significativo em relação aos 4,3% de expansão total das vendas externas do agronegócio brasileiro. Assim, a região passou de uma participação de 35,7% para 40,5% nas exportações do agronegócio brasileiro em 2013.
Somente outros três blocos econômicos tiveram aumento no valor adquirido: NAFTA (US$ 8,35 bilhões; +0,9%), ALADI (US$ 5,67 bilhões; +8,9%), e Mercosul (US$ 2,30 bilhões; +0,5%). As demais regiões diminuíram as compras de origem brasileira.
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A China se destacou entre os países importadores. Foi a primeira vez, em ano fechado, que o país ultrapassou a União Europeia como principal comprador de produtos do agronegócio brasileiro e adquiriu US$ 22,88 bilhões. As vendas subiram US$ 4,91 bilhões em relação a 2012, valor que superou a expansão total das exportações brasileiras do agronegócio em 2013 (US$ 4,15 bilhões).
A participação da China nas exportações subiram para 22,9% em 2013, mais 4,1 pontos percentuais, enquanto a participação da União Europeia caiu de 23,6% em 2012 para 22,1% em 2013, menos 1,5 pontos percentuais.
Além da China, outros mercados relevantes que tiveram crescimento acima da média das exportações totais (+4,3%) foram: Hong Kong (+31,3%), Venezuela (+21,7%), Coreia do Sul (+21,5%), Países Baixos (+15,0%), Emirados Árabes Unidos (+13,7%) e Indonésia (+10,6%).
Houve concentração das exportações entre os 20 principais países importadores em 2013. Esses países passaram de uma participação de 72,0% nas compras de produtos do agronegócio brasileiro para 74,3%.
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Resultados do mês de dezembro/13
Em dezembro, o Brasil exportou US$ 6,39 bilhões em produtos do agronegócio, e importou US$ 1,37 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial alcançou o superávit de US$ 5,02 bilhões.
O setor que se destacou foi o de carnes, com US$ 1,41 bilhão. Tal cifra representou incremento de 1,1% ante dezembro/2012 e decorreu, principalmente, do crescimento das vendas de carne bovina, que passaram de US$ 491,94 para US$ 618,56 milhões. Houve aumento das vendas desse produto também em quantidade (25,4%; de 109,27 para 137,03 mil toneladas).
A Ásia foi o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro no mês de dezembro/2013. O Brasil exportou US$ 1,76 bilhão à região, o que representou 27,5% das exportações totais do setor. A União Europeia ocupou a segunda posição no ranking, com US$ 1,47 bilhão. Assim como a Ásia, também houve queda nas vendas para esse mercado (-20,4%).
Perspectivas para 2014
Diante da safra recorde, estimada pela Conab em 196,6 milhões de toneladas, e da abertura de novos mercados, a perspectiva para 2014 é de continuidade no crescimento das exportações do agronegócio, mantendo o protagonismo do setor na balança comercial brasileira.
Fonte: MAPA, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint

domingo, 5 de janeiro de 2014

Ubabef sugere medidas sanitárias para afastar risco de contaminação com gripe aviária

Raiva: entender para derrotar

O Dia Mundial de Combate a Raiva está praticamente aí e o tema deste ano é Raiva: entender para derrotar. Queremos garantir que aqueles que convivem com o risco da Raiva tenham entendimento como ocorre a transmissão, como é possível evitar exposições e o que fazer quando mordido ou arranhado por um animal com Raiva.
Mesmo que sejamos nós a coordenar e apoiar os eventos e recursos do  Dia Mundial de Combate a Raiva, este dia é de todos nós, e a cada ano  somos impressionados com os relatos de dedicação individuais. Neste ano, na Síria, a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Al Baath irá distribuir panfletos a crianças em centros de refugiados. E em Kolkata, Índia, haverá competição de desenho e redação para crianças nas escolas.
Outros eventos incluem a vacinação de cães errantes, exposições de cães, corridas geradoras de fundos, campanhas nacionais da mídia , e a lista continua, sendo possível visualizar muitos destes eventos na sua página. E se você analisar nosso mapa (imagem), você poderá observar que os eventos se espalham globalmente.
Portanto, o que você pode fazer para participar? Verifique na nossa página sobre eventos próximos a voce, ou estruture seu próprio evento e conte-nos sobre ele.  Uma maneira grandiosa de salvar vidas é ensinando as crianças sobre o que é Raiva, e para ter ajuda nisto, você pode baixar  a planilha de aulas apropriada a todas as idades em vários idiomas. Também disponibilizamos  pôsteres, folhetos e vídeos – todos gratuitamente – inclusive algumas traduções em russo, e um novo poster para a prevenção da Raiva por morcegos. 
Contacte seu representante no governo e questione o que está sendo feito para parar a Raiva, uma enfermidade previnível, exigindo dezenas de milhares de vidas a cada ano. Caso você reside em uma área onde aRaiva é endêmica, informe seu governo sobre os recursos gratuitos como www.rabiesblueprint.com , um guia que orienta passo a passo o que pode ser feito para reduzir o impacto da Raiva nas comunidades.
Participe da discussão de Uma Saúde (“One Health”) sobre como a prevenção da Raiva está progredindo aqui. Ou sintonize conosco na Google Hangout com Al Jazeera.  A data e horário exatos ainda devem ser confirmados, mas fique atento no Twitter e Facebook para atualizações. A gravação final será divulgada no Dia Mundial de Combate a Raiva. 
Lembre-se de atualizar seus links para nossa página (nosso novo endereço é www.rabiesalliance.org), nossa página da Facebook e siga-nos no Twitter  – use jogo da velha #RabiesIsPreventable.
E, por último, o mais importante, Obrigado. É você que faz do Dia Mundial de Combate a Raiva um movimento global. Juntos podemos derrotar a Raiva!
A equipe do Dia Mundial de Combate a Raiva da Aliança Global para o Controle da Raiva.
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Estudo analisa mel e pólen de abelhas sem ferrão



Pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, avaliou o mel e o polén de 13 espécies de abelhas sem ferrão, bem como as próprias abelhas. O trabalho realizado pelo biólogo André Luis Lima de Araújo demonstrou as diferenças existentes na composição química de cada um dos produtos analisados, suas características e ainda o efeito dos locais de origem nas suas constituições.

Além do próprio mel, o estudo avaliou a composição química do pólen, principal fonte de minerais para a colmeia, e as próprias abelhas, num total de 13 espécies, que também foram coletadas para a correlação de seus respectivos méis. Para tanto, o pesquisador coletou amostras em cinco estados brasileiros (Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo), totalizando 77 colmeias.

"O estudo desses méis, combinado com o conhecimento do pólen e das próprias abelhas, nos permitiu um melhor entendimento sobre as contribuições desses produtos. Porém, ainda que exista uma legislação que regulamenta a criações de abelhas sem ferrão nas regiões onde são endêmicas, é necessário criar uma legislação específica para o mel dessas abelhas", completa o pesquisador.

As análises localizaram 10 elementos diferentes nos méis, outros 12 tipos nos polens e 14 nas abelhas. "Os resultados comprovaram a diferença na composição dos méis em função de local e espécies estudadas. Mas o dado mais positivo é que os elementos com importância toxicológica ficaram abaixo do valor máximo estabelecido pela legislação brasileira", avalia.

Apesar de ser detentor da maior diversidade de abelhas sem ferrão de todo o planeta, a produção do mel brasileiro é baseada na espécie exótica Apis mellifera, também conhecida como abelha-europeia. Contudo, mesmo sendo um dos maiores produtores mundiais desse produto, a criação das espécies nativas ainda é pouco explorada no país.

Diante do pouco conhecimento disponível, embora desperte algum interesse gastronômico e da medicina natural, a pesquisa estudou a composição do produto derivado de algumas espécies sem ferrão, comparando-o com o mel das tradicionais abelhas de listras amarelas.

Umidade

Outra importante diferença identificada nos teores avaliados diz respeito à umidade encontrada em cada tipo de mel, sendo que naquele proveniente da Apis mellifera, 80% é açúcar e 20% água. "A quantidade de água presente nos méis avaliados variou significativamente, sendo que apenas o mel de Apis melliferaapresentou umidade dentro do limite regulamentado, que é o de 20%. Já o nível da umidade presente nos méis de abelha sem ferrão variou entre 22 a 35%".

"Os méis das abelhas nativas são muito diferentes das de Apis mellifera, o que o torna um nicho comercial ainda pouco explorado. Ainda mais porque sua produção apresenta grande potencial para agregar valor econômico sustentável aos ecossistemas brasileiros, sobretudo os florestais", afirma.

Produção de alimentos e pólen

A tese de doutorado Estudo da qualidade do mel de abelhas sem ferrão por análise por ativação neutrônica instrumental foi defendida em novembro de 2013, sob orientação da professora Elisabete A De Nadai Fernandes.

No trabalho, Araújo justifica a importância de sua pesquisa lembrando que 70% da produção dos alimentos do mundo dependem da transferência de pólen pelas abelhas. "Além desses dados mundialmente confirmados, estima-se ainda que as abelhas sem ferrão sejam responsáveis por até 90% da polinização das árvores nativas do Brasil", informa.

FONTE


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