segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pará pode ser área livre de aftosa ainda este ano

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 12/02/2012 às 15:19


O Pará poderá ser declarado área livre de aftosa com vacinação ainda este ano. Técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) iniciam uma série de avaliações no rebanho bovino paraense nesta segunda-feira (13). Nesta primeira fase será avaliado o serviço de vigilância e atenção à sanidade veterinária. Nos meses de março e abril será feita a investigação sorológica. Em maio começará a coleta de amostras no campo, para verificação da presença do vírus transmissor da doença.

A expectativa é que o Estado consiga ser declarado área livre da febre aftosa com vacinação em agosto deste ano. Atualmente, apenas as regiões sul e sudeste do Pará são consideradas áreas livres de aftosa. Após a declaração do Ministério, o próximo passo será a comunicação à Organização Internacional de Epizotias (OIE), órgão sediado na França, que fará o reconhecimento internacional.

Há quatro anos, as auditorias vêm sendo realizadas nas regiões norte e nordeste e o Pará, demostrando avanços significativos. Durante a primeira reunião com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, realizada no último dia 8, na Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), os esforços do setor paraense para conseguir erradicar a aftosa foram destacados pelo secretário.

“Um trabalho de muito esforço que está sendo feito pelos produtores, pela Adepará (Agência de Defesa Agropecuária do Pará) e pela Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri). Nossa expectativa é grande para ver o Pará 100% livre de aftosa”, destacou Francisco Jardim, durante o encontro com os diretores da Adepará, Mário Moreira e Sálvio da Silva; o presidente da Faepa, Carlos Xavier; o secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes; o superintendente da Agricultura Federal, Ademir Teixeira, e representantes do setor produtivo dos Estados do Amapá e do Amazonas.

Investimentos – Na última quinta-feira (09), um segundo encontro foi realizado na sede da Adepará. Na reunião, o diretor geral da Agência, Mário Moreira, anunciou que o governo do Estado realizará um investimento de R$ 1, 2 milhão para reformar e equipar as Unidades Locais de Sanidades Agropecuárias (Ulsas). Ele também destacou que todas as embarcações estão sendo cadastradas para o controle da vacinação.

Durante o encontro, o coordenador do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, Plínio Lopes, repassou informações sobre o vírus e estratégias de prevenção, e destacou a importância da fiscalização nas fronteiras estaduais. O objetivo é reforçar o controle sobre a circulação de animais e, com isso, afastar o risco de reintrodução do vírus no Pará.

Com a liberação de todo o Estado, os produtores do Arquipélago do Marajó, da região do Baixo Amazonas e do nordeste paraense – que hoje ainda são consideradas áreas de risco médio - também serão beneficiados com a autorização para exportação da carne para outros Estados e países. Hoje, o Pará tem um rebanho calculado em 18,2 milhões de bovinos e 437 mil bubalinos.

Texto:
Amanda Engelke - Secom
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http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=93418

Workshop de Ameaças Sanitárias para Cadeias Produtivas de Carnes

Veja o Link: Folder

domingo, 12 de fevereiro de 2012

SIMILE - Simpósio Mineiro sobre Leishmaniose

Mensagem do Ailton Costa, da UFMG, solicitando a divulgação de um evento muito importante em sua instituição, o SIMILE - Simpósio Mineiro sobre Leishmaniose. O evento acontecerá de 22 a 24 de maio no auditório da Escola de Veterinária da UFMG. Mais sobre o evento abaixo e inscrições aqui. Participem!!!!
É fundamental que se discuta muito sobre doenças negligenciadas - sobretudo leishmaniose. Só neste ano já foi confirmado um caso de LV (importado) no Uruguai e outros casos (autóctones) na Argentina... Já passou da hora de termos soluções!! Parabéns pela iniciativa, pessoal!]
Em Maio/2012 acontecerá na Escola de Veterinária da UFMG, em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz- FioCruz/MG, o SIMILE. Com uma proposta inovadora e englobará a Saúde Publica, Clinica Médica, Epidemiologia e avanços em pesquisas da área.

Segue o link da EV-UFMG e a programação anexada

http://www.vet.ufmg.br/eventos/exibir/68/

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Detecting Mycobacterium avium in Milk of Naturally Infected Cows

Mycobacterium avium subsp. paratuberculosis (MAP) is the cause of Johne's Disease in cattle. Research by the University of Iowa looked at chemicals which can reduce the growth of non-specific microorganisms in milk while minimally affecting the recovery of MAP.

Summary and Implications

Two decontamination chemicals, hexadecylpyridinium choride (HPC) and N-acetyl-L-cysteine-sodium hydroxide (NALC-NaOH), were compared for their efficacy of reducing the growth of non-specific microorganisms in milk while minimally affecting the recovery of Mycobacterium avium subsp. paratuberculosis (MAP). In addition three culture mediums, Bactec 12B and Trek-ESP para-JEM, and Herrold’s egg yolk media (HEYM), were compared for the ability to suppress growth of non-specific microorganisms as well as their sensitivity of detection of low levels of MAP in milk. Results indicated that exposing the milk to 1.5% NALC-NaOH for 15 minutes most effectively reduced non-target microorganisms without reducing MAP viability. In addition, the Bactec 12B medium detected the lowest levels of MAP more rapidly and more consistently than the other two mediums.

Introduction

Mycobacterium avium subsp. paratuberculosis (MAP), the causative agent of Johne’s Disease (JD), is an enteric pathogen that is shed in the feces. JD is slow progressing wasting disease that does not manifest physical symptoms in ruminants until late in the disease making early diagnosis difficult and costly. It is estimated that 68% of dairy herds are infected with the disease. The primary route of exposure for neonates is fecal-oral, however, MAP is also shed into the milk and calves can be exposed to this pathogen by suckling the dam or being fed colostrum or waste milk from infected cows. Despite this, there is little information in the literature to document the shedding of MAP into the colostrum and milk of infected dams, particularly, the bacterial load and how this relates to the infection status of the dam and the stage of lactation. This is due in part to the difficulty in culturing the organism from a complex moiety such as milk. Yet if producers could understand the association of disease with bacterial load in the milk they might be more readily willing to make critical management decisions to further prevent dissemination of infection within the herd.

In order to obtain this information, an effective culture protocol must be established. Because of the presence of nonspecific microorganisms found naturally in milk, a decontamination protocol must be determined to inhibit the growth of the non-target microorganisms while minimally affecting the viability of MAP. In addition, various culture mediums, including liquid and solid mediums, must be investigated for their efficacy to determine the superior medium. Together, the decontaminating protocol and the efficacy of the mediums will be combined to ensure that the bacteria detection thresholds are as low as possible.
Materials and Methods

Milk collected from a non-infected cow was inoculated with live MAP (strain 167 from a clinical cow) to achieve final concentrations of 108, 106, 104, 102 cfu/ml. Non-inoculated milk was used for a negative control and 106 cfu/ml in PBS was used as a positive control. Milk samples were separated by centrifugation and the whey layer was discarded leaving the pellet and the cream. Two different decontaminating chemicals were investigated: hexadecylpyridinium chloride (HPC) and N-acetyl-L-cysteine-sodium hydroxide (NALC-NaOH). Milk was treated with either HPC at concentrations of 0.75, 1.00, 1.25, and 1.50% for 5, 24, and 48 hours, or with NALC-NaOH solution consisting of 0.25% NALC, 0.725% sodium citrate, and 0.5, 1.0, 1.5, and 2.0% NaOH for 5, 15, and 30 minutes. After each chemical treatment samples were centrifuged again, discarding the chemical layers and retaining the cream and the pellet. The cream and pellet were resuspended in PBS for media inoculation.

Each decontaminated milk sample was inoculated into three mediums: Bactec 12B, Trek-ESP para-JEM, and Herrold’s Egg Yolk media (HEYM). Bactec 12B media was supplemented with egg yolk, mycobactin J, and PANTA antibiotic mixture and samples were incubated at 37oC and monitored biweekly for two weeks post-inoculation and then weekly for 12 weeks. Trek-ESP para-JEM was supplemented according to the manufacturer’s instructions (propriety information). The samples were incubated for up to 65 days. Samples were also inoculated onto three HEYM slants and incubated at 39oC f or 12 weeks, with colony counts performed at 4, 8 and 12 weeks of incubation. Only results from Bactec 12B and Trek-ESP are presented here.
Results and Discussion

Results suggest that the concentration or time of exposure to HPC does not influence the level of non-target microorganisms in milk samples and recoveries of MAP in the milk were also not affected. However, high concentrations of HPC (1.25%) and time of exposure (48 hours) may reduce the recovery of MAP. Therefore, optimal decontamination conditions for milk samples were determined to be 0.75% HPC for 5 hours. Experiments to determine optimal conditions for treatment of samples with NALC-NaOH demonstrated that increased length of exposure and increasing concentration of NaOH did decrease the level of contaminating microorganisms. In contrast to HPC, increasing concentrations of NaOH did not appear to influence the recovery of MAP. Optimal decontamination conditions for NALC-NaOH were determined to be 1.5% NaOH for 15 minutes. HPC was superior at reducing fungal contamination and NALC-NaOH was superior at reducing bacterial contamination. A comparison of MAP recovery from the two liquid medium systems showed that Bactec 12B media was superior to Trek-ESP para-JEM in sensitivity of MAP detection and the speed of recovery from inoculated milk samples (Fig. 1). The liquid media each have their own strengths with regard to the abilities to suppress the growth of non-target microorganisms. The Bactec 12B media was superior in anti-bacterial properties and the Trek-ESP para-JEM was superior in anti-fungal properties. The NALC-NaOH decontamination protocol also appears to result in more rapid recovery of MAP than the HPC decontamination protocol (Fig. 1). The culture protocols defined in these studies will be used to quantify the amount of MAP shed into milk and colostrum of naturally infected dairy cows.

Comparison of Decontamination Protocols and Liquid Culture
Mediums on the Recovery of Mycobacterium Avium Subsp. Paratuberculosis from Milk.

http://www.thedairysite.com/articles/3073/detecting-mycobacterium-avium-in-milk-of-naturally-infected-cows

Europa: crise reduz consumo de carne bovina

Em Bruxelas (Bélgica), os clientes até recentemente não hesitavam em pagar €37 euros (R$ 84) por um quilo de contra-filé importado. Mas agora, com as persistentes incertezas sobre a crise na zona do euro, mesmo quem tem uma boa renda se retrai e prefere comprar cortes de menor qualidade ou carne branca, que são alternativas mais baratas.

Jean-Luc Meriaux, secretário-geral da União Europeia do Comercio de Gado e de Carnes (UECBV, na sigla em francês) olha a cena também com inquietação. Ele conta que a preferência europeia em geral é cada vez maior por carne bovina moída. Na França e na Grã-Bretanha, o produto já representa 50% do total vendido hoje em dia.

Na Europa, o consumo de carne bovina declinou de 16 para 14,4 quilos por habitante entre 2007 e 2011, conforme a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). No caso da carne de ovinos, a queda foi de 2,1 para 1,6 quilo, e no da carne suína, de 32,8 para 32,3 quilos. Em contrapartida, o consumo de carne de frango subiu de 19,4 para 21,5 quilos na mesma comparação.

Com sua própria demanda de carne bovina em baixa, há sobra suficiente para que a UE registre superávit no comércio exterior do segmento pelo segundo ano consecutivo desde 2003. “É incrível. Estamos voltando a ser exportadores, e mesmo sem subsídios para a produção”, afirma Meriaux.

Em 2011, as exportações europeias cresceram 30% em volume e 63% em valor. Alcançaram 620 mil toneladas e renderam € 1,8 bilhão. Em 2010, os embarques somaram 485 mil toneladas – 20% do total de gado vivo -, ou € 1,1 bilhão. Tudo isso em meio à queda de 2,5% na produção. A expectativa é que a produção recue mais 4% este ano, mas que as exportações continuem em alta.

Já o volume das importações europeias de carne bovina declinaram 16% nos 11 primeiros meses de 2011 em comparação a igual período de 2010, de 380 mil toneladas (€ 1,5 bilhão) para 286 mil (€ 1,6 bilhão). Os únicos países que têm conseguido aumentar as exportações para a UE são EUA e Austrália. Os americanos exportaram cerca de 20 mil toneladas, enquanto os australianos venderam outras 17 mil, dentro de cotas.

Já as exportações de carne bovina do Brasil e da Argentina para o mercado europeu diminuíram e ficaram não apenas mais raras como mais caras. O preço quase dobrou entre 2010 e 2011, reduzindo enormemente a diferença em relação ao custo da carne europeia, segundo Meriaux.

“Existe o impacto da crise econômica, mas também o efeito do alto preço da carne bovina”, confirma Conceptión Calpe, economista da FAO em Roma. Seus dados mostram que o consumo de carnes em geral cai nos países desenvolvidos, mas continua a crescer em emergentes.

Para alguns analistas, a crise econômica acelera a mudança de consumo na Europa. Emerge um novo tipo de consumidor, o “flexitariano”, um vegetariano flexível, que reduz a compra de carnes tanto por razões econômicas quanto ambientais e de saúde, estimulados por campanhas como “Meatless Thursday” ou “Meat-Free Monday”.

Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/europa-crise-reduz-consumo-de-carne-bovina/

Paraguai: Senacsa analisa controlar rebanho bovino com chip

O presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai (Senacsa), Felix Otazú, disse que estuda a possibilidade de utilizar chip no gado bovino do país para ter um melhor controle e evitar o contrabando aos países vizinhos.

Uma empresa que representa a marca Samsung propôs ao Senacsa a utilização desse dispositivo tecnológico, indicando que os chips terão um custo de US$ 1,5 por cabeça. Para isso, deve-se realizar uma modificação nos artigos da lei 808/96 que “declara obrigatório o Programa Nacional de erradicação de febre aftosa em todo o território nacional”, disse Otazú.

“Nossa conclusão é que fornecerá uma seriedade e, sobretudo, a credibilidade para que o gado esteja vacinado. É muito interessante a ferramenta tecnológica, de maneira que vai influenciar para melhorar a eficácia e, sobretudo, evitar manuseios de documentos. O que seria muito importante é evitar as corrupções no momento de emitir documentos”, disse ele.

O sistema já se aplica em países vizinhos, como Brasil, Argentina e Uruguai, e o Paraguai analisa a possibilidade de também o utilizar, de maneira gradual. “Se isso se concretizar, seria também de comum acordo com os países vizinhos para poder controlar melhor a fronteira, que não haja contrabando de gado”.

A reportagem é do site ABC Color Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/paraguai-senacsa-analisa-controlar-rebanho-bovino-com-chip/

Mike Nidd, da Nova Zelândia, apresenta recomendações para melhorar frigoríficos da Bahia

Conheça Michael Nidd, especialista neozelandês em frigoríficos, que veio ao Brasil prestar consultoria a frigoríficos na Bahia. Saiba quais são suas recomendações para aumentar a produtividade, eficiência e qualidade sanitária da carne bovina produzida no Brasil.

Em Julho de 2011, a Associação de Frigoríficos do Nordeste- AFIN esteve na Nova Zelândia (NZ) para conhecer o setor frigorífico do país e foi recepcionada pelo neozelandês Michael J. Nidd (Mike), consultor especialista em indústrias frigoríficas pelo mundo.

O BeefPoint conheceu Mike por meio do Alex Bastos, Diretor Executivo da AFIN, e preparou uma entrevista para conhecer mais o sistema de frigoríficos defendido por Mike.

Mike é Engenheiro Industrial, tem mais de 40 anos de experiência com indústrias frigoríficas, é Diretor da Proand, empresa responsável por novos projetos de indústrias já consolidadas e em instalação em várias partes do mundo, como Arábia Saudita, Chile, Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, Islândia, Rússia, México e recentemente no Brasil.

Sua experiência começou como operador na linha de abate enquanto era estudante. Passou a fiscal do governo de qualidade e higiene em plantas frigoríficas até ter a oportunidade de entrar em uma empresa inglesa de processamento de carne bovina e ovina com quatro plantas na Nova Zelândia. Mike diz que o trabalho foi interessante, pois ficou envolvido com desenvolvimento de novos sistemas e visitava inúmeras plantas buscando aperfeiçoamento de processos, ficando responsável também pelo treinamento das pessoas após as modificações implantadas.

Em 1984, Mike saiu da empresa e junto com um sócio fundou a Proand, especializada em consultoria técnica e design exclusivos para indústria de carne vermelha.

Nos anos 80 e 90, muitas das plantas da NZ já tinham sido desenhadas pela Proand, que tem como significado produção, análise e design. A partir daí foram convidados para montar plantas na Austrália e seguiram conquistando clientes. “Nós acreditamos que o que temos a oferecer é único no mundo”, diz Mike.

Além de projetar novas plantas, a adaptação de plantas existentes é o principal foco de negócio da Proand, sendo esse o motivo de sua visita ao Brasil em novembro/2011, a convite da AFIN para conhecer e analisar plantas frigoríficas de bovinos e ovinos na Bahia.

Nidd defende uma operação nas plantas com velocidade de 30 a 50 animais abatidos/hora, diferente das plantas brasileiras e americanas que tem capacidade de abater de 70 a 100 animais/hora. O método implantado pela Proand otimiza o processo interno da indústria reduzindo necessidade de mão-de-obra, melhorando o controle da higiene e diminuindo as chances de contaminação das carcaças.

Mike diz: “esse é o principal ponto do sistema neozelandês, linhas mais curtas, de 35 animais/hora com 17 a 20 pessoas na planta. Enquanto 100 animais/hora são necessárias por volta de 80 pessoas…”. Ele completa dizendo que na NZ “as plantas trabalham de 6 a 7 dias por semana, as plantas são menores só que com turnos de 16 ou 20 horas de trabalho”.

Outros dois pontos importantes citados por Mike responsáveis por garantir a qualidade final da carne são a lavagem completa dos animais antes de entrarem na linha de abate, diminuindo assim a entrada de contaminantes na indústria; o segundo ponto é a limpeza dos equipamentos e mãos dos funcionários, sendo a lavagem e esterilização constantes. Este segundo ponto depende de muito treinamento até se tornar “automático”, comenta Mike, enfatizando que o treinamento é um ponto chave para o bom funcionamento da linha de produção.

O grande benefício do controle da higiene na indústria é manter a boa qualidade da carne. Segundo Mike, a vida de prateleira da carne neozelandesa é de 16 semanas, o que é necessário ao país devido ao seu mercado consumidor ser praticamente todo no exterior. Quanto maior for a vida de prateleira da carne, menores serão os prejuízos causados pelo tempo de viagem até seu destino.

Questionado sobre o que reparou em sua visita às plantas da Bahia, Mike disse que alguns equipamentos não estavam esterilizados adequadamente, e que na NZ seriam casos de paralisação da planta até sua regulamentação. Como solução, o treinamento dos funcionários seria a melhor opção no caso brasileiro.

Continuando a conversa, o principal ponto negativo observado por Mike no Brasil foi a tecnologia antiquada dos equipamentos utilizados no país em comparação com os equipamentos da NZ, tanto nas plantas para bovinos quanto para ovinos. E são nestes casos que foram levantadas as maiores oportunidades de melhoria, disse Mike, “para tornar as plantas mais eficazes, reduzindo o tempo do processo, custos e mão-de-obra“, com equipamentos que demandam menos pessoas em diversos passos no processo de abate e limpeza da carcaça.

Já os pontos positivos levantados pelo consultor foi a qualidade da carcaça dos animais abatidos, “a conformação da carcaça é fantástica, os animais são maravilhosos”, disse. A receptividade dos brasileiros em começar a implementar as mudanças sugeridas também o surpreendeu positivamente. Principalmente com os objetivos de aumentar a higiene e a vida de prateleira da carne produzida.

Os maiores benefícios a serem alcançados pelas plantas brasileiras após implementarem as mudanças sugeridas são a melhor qualidade da carne, melhor higiene, redução da mão-de-obra, sempre com o objetivo de otimizar a utilização das instalações da planta, permitindo melhor resultado financeiro. Mike incentiva visitas à NZ para verificar o uso dessas tecnologias e ver que é possível implementá-las. Durante toda a conversa ele foca em transferência de tecnologia, dizendo que a utilizada na NZ é aplicável em qualquer outra planta no mundo.

Sobre a redução da velocidade de abate proposta, questionamos se os frigoríficos brasileiros não perderiam em produtividade e Mike respondeu que “não, queremos abater com o maior retorno financeiro possível. Se modificarmos as plantas brasileiras aumentando a eficiência (qualidade e rendimento), abatendo menos animais por hora, fazendo dois turnos de trabalho de 8 ou de 10 horas como na NZ e trabalhando de 6 a 7 dias/semana (no Brasil são 5 ou 5,5), podemos aumentar o número de abate anual com menor necessidade de mão-de-obra e consequentemente maior lucratividade para a planta.”

Sobre o padrão das indústrias frigoríficas pelo mundo, Mike explica que a Austrália tem um alto nível tecnológico, já que o país segue o padrão neozelandês. Explicando o que seria esse alto nível tecnológico, Mike diz que na NZ todas as plantas são preparadas para vender (ou exportar) para qualquer mercado, porque praticamente toda carne produzida é exportada, o mercado consumidor interno é muito pequeno. Por exemplo, todas plantas fazem o abate halal, mesmo que ainda não exportem para países muçulmanos. Mike diz que é preciso se antecipar para aproveitar futuras oportunidades de abertura de mercado. Além disso, todas plantas da NZ são autorizadas à exportar para a UE, aprovadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) e também para a China, mercado bastante restrito quanto aos pré-requisitos para importação. Outro ponto favorável à NZ para o mercado internacional é a ausência do vírus de aftosa no país, o que facilita as exportações.

Mike também explica que na NZ “qualquer um pode construir um frigorífico”, e que a fiscalização governamental é feita após a planta estar pronta. Desta forma ele diz que “são livres para desenvolver novas tecnologias por nossa conta, o que é uma dificuldade vista no Brasil, onde não há essa oportunidade. O Governo limita a criação de novas tecnologias”, se referindo ao sistema brasileiro de fiscalização e autorização, que limita o uso só para determinados equipamentos e a burocracia necessária para criação de novas estruturas e/ou equipamentos.

Uma das tecnologias desenvolvidas que Mike descreveu foi um sistema que mede o rendimento da desossa durante o processo e não pelo peso bruto no final da desossa. Nesse sistema, as peças de carne são pesadas assim que desossadas e seu peso é comparado a um banco de dados, indicando qualquer falha no processo caso o peso real estiver acima ou abaixo da média prevista. Dessa maneira é possível identificar a carcaça em questão e a pessoa responsável pelo corte, identificando o erro antes do final da desossa e melhorando seu rendimento. “Acompanhamento de resultados em tempo real, esse é o futuro para o Brasil”, comenta Mike, que pode ser considerado como o futuro da indústria frigorífica para qualquer outro país.

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/entrevistas/mike-nidd-da-nova-zelandia-apresenta-recomendacoes-para-melhorar-frigorificos-brasileiros/

EUA: pesquisadores vêm ao Brasil conhecer tecnologia reprodutiva

A população brasileira de bovinos é considerada para o mundo da carne o que a população humana da China é para o mundo em geral. Em ambos os casos, seus números são tão vastos que mesmo uma mínima mudança nesses epicentros cria ondas sentidas globalmente.

“Nós realmente precisamos prestar atenção no que o Brasil está fazendo e buscar oportunidades para aplicar isso à nossa indústria”, disse o estudante de pós-graduação em fisiologia reprodutiva da Universidade de Missouri, Ky Pohler. Ele e seu colega, Dan Mallory, gastaram parte do ano passado trabalhando para o Grupo Marfrig e para a Lageado Consultoria Agropecuária Ltda. Pohler e Mallory foram os primeiros estudantes a trabalhar no Brasil como parte de um estágio de manejo reprodutivo patrocinado pela Universidade de Missouri e pela Select Sires, Inc e trabalharam com 20.000 vacas e novilhas de corte em 15 fazendas de três estados brasileiros.

Quando Pohler retornou para casa à sua operação familiar de produção de carne bovina no Texas, seu pai perguntou a ele se tinha se sentido seguro vivendo e trabalhando no Brasil. Pohler disse que somente uma vez ele se sentiu inseguro, quando pegou o avião de volta para casa. “Foi quando comecei a pensar sobre o que a indústria de carne bovina está fazendo lá e o que temos que fazer nos Estados Unidos para competir com eles”, disse ele.

Muitos produtores dos Estados Unidos estão cientes de que o Brasil contém mais de duas vezes a quantidade de vacas de corte que nos Estados Unidos (76 milhões versus 32 milhões). Muitos também estão cientes de que os animais Bos indicus dominam a indústria brasileira de carne bovina e que a indústria no país tem historicamente dependido da terminação a pasto. Dessa forma, a noção popular nos Estados Unidos é que o Brasil não pode competir com os Estados Unidos em termos de eficiência de produção ou alta qualidade da carne bovina oriunda de animais alimentados com grãos. No entanto, isso parece estar mudando rapidamente.

Primeiro, Pohler expliou que os brasileiros têm adotado a genética Angus, principalmente como um cruzamento terminal com seu gado Bos indicus, que são predominantemente da raça Nelore. Apesar de haver interesse e alguma experimentação nisso, com as novilhas meio-sangue usadas como reposição, Pohler disse que “os produtores no Brasil perceberam que a Nelore precisa continuar sendo um grande componente de seu rebanho”.

Pohler, Mallory e outros pesquisadores da Universidade de Missouri fizeram uma apresentação na Conferência de Estratégias Reprodutivas em Bovinos de Corte, em agosto. Eles explicaram que 80% do rebanho bovino brasileiro é de animais Bos indicus ou híbridos de Bos indicus. Entretanto, o Bos indicus representa somente cerca de 10% da população bovina dos Estados Unidos, com a maioria sendo produto de raças Bos taurus. A principal razão para essa homogeneidade no Brasil é seu clima menos diverso. O especialista em gado de corte da Universidade de Nebraska, Rick Funston, trabalhou com produtores brasileiros no Brasil e nos Estados Unidos e disse que existem mais bovinos Nelore registrados no Brasil do que o total de bovinos de corte nos Estados Unidos.

Principalmente, os produtores brasileiros estão utilizando tecnologia reprodutiva em um ritmo que os produtores dos Estados Unidos só podem imaginar. Os produtores brasileiros estão utilizando sincronização de cio e inseminação artificial em tempo fixo (IATF) em novilhas e vacas maduras; ultrassom para determinar prenhes de forma que podem re-sincronizar e re-criar se necessário. Eles também estão utilizando cruzamentos de raças complementares. Nesse caso, o Angus e a heterose resultante são usados para adicionar qualidade à carcaça.

Pohler enfatizou que os produtores no Brasil estão usando todas essas tecnologias visando acelerar o progresso genético tão rápido quanto é praticamente possível. De acordo com pesquisadores da Universidade de Missouri, estatísticas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disseram que cerca de 55% das vacas nos Estados Unidos foram expostas a uma estação definida de cria em 2007-2008. Dessas, 5%-10% (1,6-3,0 milhões de cabeças) foram estimadas como tendo sido inseminadas artificialmente. No Brasil, cerca de 7%-12% são inseminadas artificialmente, mas isso equivale a 5-9 milhões de vacas.

O número de bovinos e a vastidão dos pecuaristas brasileiros significam que grande parte da inseminação artificial em bovinos de corte é feita via sincronização de cio e IATF. Pohler disse que as taxas de concepção usando essa estratégia são de 50% no Brasil. Ele explicou que o Bos indicus e o Bos taurus diferem na base de resposta aos protocolos de sincronização de cio e o período anestro pós-parto é mais longo entre as raças Bos indicus. Esse é o motivo pelo qual os produtores dos Estados Unidos usando as mesmas tecnologia podem esperar tipicamente taxas de concepção de 60%-65%, disse ele.

A adoção brasileira dessas tecnologias é ajudada pelo tamanho do rebanho e do número relativamente pequeno de produtores, comparado com os Estados Unidos. “Você pode ir a uma única operação no Brasil e sincronizar um rebanho de 10.000 cabeças de vacas e novilhas”, disse Pohler. “Aqui, você precisa agrupar muitos produtores para sincronizar tantos animais”.

Pohler explicou que o tamanho médio do rebanho bovino no Brasil é estimado em 2.000-4.000 cabeças, dependendo do Estado e região. A média simples nos Estados Unidos é de cerca de 50 cabeças, quando você divide o número de 32,9 milhões de bovinos em 2007 pelo número de operações de criação de bovinos citadas no Censo de 2007. No Brasil, existe um número estimado de 35.000 operações de carne bovina. Consequentemente, poucos produtores adotando uma tecnologia são responsáveis por uma porcentagem maior do pool operacional; um tamanho médio maior significa que a adoção envolve mais vacas.

Os brasileiros estão utilizando também uma abordagem sistemática, considerando a operação onde Pohler trabalhou. Essa tinha quatro fazendas separadas, duas eram a porção de vacas e bezerros das empresas, enquanto outra era para o desenvolvimento de novilhas e a quarta era de pastagem e alimentação dos bezerros produzidos nas outras porções.

Refletindo sobre operações como Marfrig e Lageado, Pohler disse: “Eles colocaram seus planos em prática. Eles fizeram um tremendo compromisso financeiro. Agora, você está vendo um crescimento exponencial em seu uso de tecnologia reprodutiva”. Pohler disse que empresas como essas estão trabalhando em um modelo integrado da concepção ao consumidor que até agora tem sido evitado pela indústria dos Estados Unidos, pelo menos em larga escala.

Patterson comparou a atual situação à entrada da Toyota no mercado de carros dos Estados Unidos há alguns anos. Nessa ocasião, poucos levaram a companhia ou seus carros pequenos a sério. Similarmente, disseram os pesquisadores da Universidade de Missouri, existe uma especulação de que, dentro de 10 anos, a indústria de carne bovina do Brasil estará bastante transformada por causa das melhoras na produtividade e na eficiência.

A apresentação feita pelos pesquisadores da Universidade de Missouri pode ser acessada aqui.

A reportagem é da BeefMagazine.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/eua-estudantes-vem-ao-brasil-conhecer-tecnologia-reprodutiva/

A grande política da bovinocultura de corte brasileira

Por: celso de almeida gaudencio

A bovinocultura de corte brasileira sempre soube acompanhar o crescimento da demanda de carne no mercado interno. Tenta também exportar, embora sofrendo embargos comerciais a todo o momento. Nem sempre, ao atender o mercado, obtém lucro em função da oferta excessiva denominada de ciclo pecuário, entretanto nunca houve falta de bois para abate.

A grande política consiste então em ajustar a oferta, evitando a super-oferta em determinados momentos do ciclo da pecuária de corte, para que alcance viabilidade econômica suficiente para investir em qualidade do plantel e dos pastos.

A grande política consiste também em centrar esforços na melhoria do plantel visando a diminuição da idade de abate, evitando que ocorram prejuízos de tempo em tempo no ciclo do boi. De nada adianta usar da pecuária intensiva na melhoria produtiva se, em dado momento, o aumento da oferta abarrota o mercado de bois.

A grande política deve prever simbolicamente que, para cada dez mil reais em faturamento, devem ser reservados R$ 500,00 (quinhentos reais) para a compra de fertilizantes para a pastagem; já que o ambiente produtivo das pastagens está ou em solos ácidos e/ou com limitações químicas no solo.

As reservas florestais exigidas por lei reduzem o quantitativo bovino com qualidade natural a pasto. Aliás, o grande trunfo comercial brasileiro. Essa diminuição deve ser observada no planejamento, quando situado no Domínio de Florestas e Campos Meridionais, entre 20% a 50% da área total de produção de carne. Qualquer compromisso assumido, no chamado sustentável, pode diminuir o correspondente no renovável, os pastos. Não será exagero dizer que a queda pontual média do plantel atinja 30% no referido domínio ecológico. Naturalmente, há muito tempo, muitos já têm definidas tais áreas florestadas; daí então o impacto parece ser menor, amortizado no tempo.

Mas, em todos os casos, se deve considerar, nos custos da produção, a fração da terra reservada para florestas como se fosse uma área arrendadas para pecuária.

Na verdade deve-se engrossar os itens de custos para se fazer frente à diminuição da oportunidade produtiva. Quando estabelecer o valor da carne bovina, o produtor deve adicionar esse montante destinado à preservação florestal.

Diante dessa análise, a intensificação produtiva no cocho é uma saída que muitos propõem. Mas quando a mesma transpõe o uso de resíduos e subprodutos agrícolas, a área ocupada para produção de grãos, a necessidades de parque de máquinas e os insumos, inclusive os importados, precisam ser contabilizados na produção. Há que ser considerado o preço de mercado, a comparação com a produção de outras proteínas animais e a localização logística. Deve-se também avaliar a necessidade de grãos para produzir determinada unidade de proteína animal, o acréscimo de área de grãos, o tempo, o custo total e o valor do produto.

As áreas promovidas há muito tempo pelo Estado na ocupação e conquista territorial por projeto consolidado de colonização ou de aumento subsidiado da fronteira agrícola, caso ocorram penalidades, para contrapor, devem ser previstas na Grande Política, como instrumentos de defesa e diminuição de plantel, guardadas as liberdades individuais, até que as ameaças cessem.

Dessa forma, passa a ser delineada a Grande Política da Bovinocultura de Corte Brasileira, diante das incertezas vindas de fora da porteira. É claro que muitos não vão entender esse intento, e a Grande Política redundará em fracasso.

No terceiro quadrimestre de 2011, a oferta de bois para abate atendeu plenamente a demanda, inclusive refluindo os preços de mercado no fim do mesmo. Dessa forma, não existem evidências da necessidade de aumentar a oferta de animais para atender a demanda, tanto internamente como na exportada. Mas, diante da corrente contraria à pecuária a pasto, deve-se cuidar melhor do ambiente produtivo, sem aumentar o plantel bovino. Isso parece ser uma boa norma e, como já foi exposto anteriormente, deve ser usada para estabelecer a Grande Política da Bovinocultura de Corte Brasileira.

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/espaco-aberto/a-grande-politica-da-bovinocultura-de-corte-brasileira/

A lenta reforma do Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura ainda patina desde a posse do ministro Mendes Ribeiro, em agosto do ano passado. Ao assumir o cargo, Mendes prometeu uma reformulação para “enxugar” e “dar gestão” à Pasta, extinguindo secretarias e mudando a estrutura deixada pelo antecessor Wagner Rossi. As iniciativas, porém, não têm saído na mesma velocidade prometida pelo ministro.

Alguns desses problemas prejudicam a rapidez de ação do ministério. O embargo da Rússia à compra de carnes brasileiras, iniciado em junho de 2011, ainda não foi resolvido. A barreira foi colocada em segundo plano pelo ministério, já que os exportadores abriram novos mercados para as carnes e reduziram a dependência de Moscou. Uma fonte que acompanha as negociações disse que a dificuldade em resolver o problema esbarra em questões políticas e comerciais. Mas o prejuízo é evidente. A Rússia encolheu de 5,9% para 2,4% sua fatia nas exportações do agronegócio brasileiro em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2011. A queda se deve, principalmente, ao embargo.

Além disso, a febre aftosa voltou a rondar o país após a descoberta de um foco no Paraguai, e a vigilância do governo tem se mostrado frágil. Em 27 de janeiro, o ministério teve que sacrificar, em Boa Vista (MS), 266 animais suspeitos de entrar clandestinamente em Mato Grosso do Sul via Paraguai. A lentidão nas respostas dos dois casos, do embargo e da aftosa, segundo uma fonte da pasta, deriva de uma briga política entre o secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, e o diretor de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Luiz Carlos de Oliveira.

A crise gerada pela seca no Sul ainda não recebeu uma resposta enfática. Por enquanto, foram anunciados apenas pequenos repasses de dinheiro para a perfuração de poços artesianos e compra de equipamentos, além da promessa da avaliação das perdas para cobertura de seguros agrícolas.

Fonte: jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/a-lenta-reforma-do-ministerio-da-agricultura/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

MAPA licencia seis antígenos para diagnóstico aviário

Campinas, 9 de Fevereiro de 2012 - O Diário Oficial da União de 6 de fevereiro publicou em Licenciamento de Produtos Veterinários a aprovação, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de seis antígenos (descritos no quadro abaixo), produzidos internamente pelo Laudo Laboratório Avícola (Uberlândia, MG). Como a produção e a disponibilidade interna de produtos voltados para o diagnóstico de doenças em aves para a avicultura têm sido, há tempos, problemática, o significado desta aprovação vai além. A questão é fundamental para a avaliação do status sanitário do plantel avícola: como chegar a um diagnóstico se não há antígenos para realizá-lo?
A aprovação é importante para o setor avícola, que se queixava do desabastecimento de parte desses produtos, essenciais para o diagnóstico de doenças avícolas, desde que um dos principais fornecedores do mercado brasileiro suspendeu as importações de antígenos.
Para Edison Rossi, sócio proprietário do Laudo Laboratório, a falta de antígenos no mercado deve-se, entre outros fatores, a um processo de produção caracterizado como “artesanal” e que, por isso, não se encaixa na rotina de grandes empresas.
Cita a propósito, que o Laudo – em sua essência, um laboratório de diagnóstico – já vinha produzindo seus próprios antígenos. O “know-how” acumulado a partir daí levou a empresa a decidir-se por produzi-los comercialmente. Mas, para isso, foram necessários três anos de investimento, período no qual o Laudo construiu e equipou duas novas instalações (área total de 1.000 m²), que atendem às exigências para produção e armazenagem desse tipo de insumo e que podem servir também para produção de vacinas.
Rossi também explica que os três primeiros produtos descritos no quadro são utilizados como testes de triagem, enquanto os demais têm por finalidade confirmar ou não as reações encontradas nos testes de triagem. Já os três últimos também são novidade no mercado, uma vez que serão comercializados pela primeira vez.

http://www.avisite.com.br/noticias/default.asp?codnoticia=12908

Diagnóstico de encefalomielite aviária pela metodologia Elisa

Belo Horizonte, MG, 9 de Fevereiro de 2012 - A Encefalomielite Aviária (EA) é causada por um picornavírus pequeno que contém RNA. Eles estão entre os menores vírus conhecidos e pertencem a um ramo de picornavírus conhecidos como enterovírus. Os vírus da EA não têm invólucro. Uma vez que a maioria dos desinfetantes comuns agem destruindo o invólucro viral, o vírus da EA torna-se resistente aos desinfetantes comuns, bem como aos ácidos, clorofórmio e calor. Seu reduzido tamanho auxilia-o também a resistir à desinfecção.
Todos os vírus da EA são de um só sorotipo. Entretanto cepas diferentes variam em seu grau de patogenicidade. Todas as cepas de campo têm uma tendência a crescer nos tecidos dos intestinos (enterotrópicas). As cepas mais patogênicas são também neurotrópicas e causam sintomas associados à EA. Os vírus de vacinas comerciais são atenuados pela passagem em embriões. O vírus muda suas características se for passado muitas vezes em embriões dos ovos. Os vírus da EA que passaram pelos ovos muitas vezes tornam-se mais suaves se administrados oralmente às aves, porém mais patogênicos se administrados por injeção.

Curso da doença

O curso da EA nas aves depende da idade na qual a ave for infectada. O vírus é ingerido e se multiplica nos tecidos do intestino. À medida que multiplica-se, ele causa uma resposta imunológica. Por volta de três a quatro semanas de idade, a ave produz anticorpos e apresenta uma doença clínica. O vírus pode, porém, espalhar-se até o aparelho reprodutor da galinha, causando uma queda temporária na produção de ovos. O período de incubação, desde o momento da infecção até a queda na produção de ovos é de pelo menos onze dias em matrizes. O vírus da EA pode ser transmitido do intestino à cloaca, onde pode contaminar as cascas dos ovos e infectar os pintos quando estes estão sendo incubados.
Quando pintos com quatro semanas de idade são infectados, o vírus multiplica-se no intestino, mas as aves não estão ainda completamente desenvolvidas quanto à imunidade. Assim, as cepas patogênicas entram na corrente sangüínea e infectam o cérebro, causando sintomas neurológicos. O período de incubação, desde a infecção até o surgimento dos problemas neurológicos é de onze dias, a menos que as aves tenham sido infectadas ainda quando embriões. Neste caso o período de incubação varia de um a sete dias. As cepas de campo patogênicas não afetam nem matam o embrião. As aves jovens aumentam em muito o alastramento do vírus.

Aves infectadas pelo vírus da Encefalomielite Aviária apresentando paralisia e prostração

Não existem sinais clínicos patognomônicos da EA em aves adultas. Os plantéis de poedeiras geralmente apresentam uma queda na produção de ovos, mas pode ser apenas uma queda leve. Pode ocorrer ainda inchaço e azulamento dos olhos. Nas aves jovens (com menos de quatro semanas de vida), os sintomas clínicos começam com apatia e baixa atividade. Pintos afetados logo tornam-se descoordenados e apresentam dificuldades ao se mover. Ocorre também um tremor na cabeça e no pescoço, semelhantes a calafrios. Deve-se lembrar que as aves não tremem quando tem frio, mas sim eriçam as penas. Calafrios ou tremores são sinais de doença neurológica. As aves afetadas eventualmente tornam-se imóveis e 60 a 90% delas morrem.

Olho esquerdo apresentando opacidade (ave com EA) e olho direito normal

Diagnóstico de EA

De um modo geral, como conseqüência do moderno sistema de produção, as aves de produção industrial tornaram-se muito mais susceptíveis às doenças. Permanentemente, surgem novas doenças e síndromes devido à quebra no equilíbrio entre os hospedeiros, os agentes etiológicos e o ambiente das criações. Neste contexto, os problemas da sanidade dos plantéis devem ser rapidamente identificados, controlados e superados a fim de se evitar conseqüências devastadoras para a granja ou mesmo a região afetada.
O monitoramento sorológico de lotes de aves é uma importante ferramenta que deve sempre ser usada. O monitoramento auxilia na detecção de desafios, falhas nas vacinações e diagnóstico de doenças.
A metodologia ELISA pode ser usada para mensurar os títulos de anticorpos contra a Encefalomielite Aviária. O kit ELISA para EA é rápido e apresenta boa especificidade e sensibilidade.

O monitoramento pode ser feito:

• Monitoramento de anticorpos maternos (20 a 25 soros de pintos de 1 a 3 dias de idade).
• Avaliação das vacinações (é recomendado a coleta de 20 a 25 soros de aves antes da vacinação e 14 a 18 dias pós vacinação mais 20 a 25 soros).
• No caso de suspeita de doença clínica podem ser enviados soros para sorologia junto com tecidos com alterações macroscópicas (no caso de suspeita de EA enviar SNC, moela, pâncreas e proventrículo) encontradas na necropsia para histopatologia para fechamento de diagnóstico.


http://www.avisite.com.br/clipping/maisnot.asp?codnoticia=18233&codCategoria=&Mes=2&Ano=2012&utm_source=informativo&utm_medium=diario&utm_campaign=email

Emater-RO orienta agricultores no curtimento de peles de ovinos

08/02/2012
Técnicas simples e baratas de curtimento para melhor aproveitamento e agregação de valor ao produto.

Os agricultores tiveram a oportunidade de praticar o ato de curtir cada um a pele de seus animais.

Extensionistas da chamada pública de assistência técnica e extensão rural (Ater), do contrato entre a Emater e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) realizaram no Território da Cidadania Central, na região de Ji-Paraná, um curso para capacitação em curtimento de peles de ovinos. O curso foi realizado na Linha 208, Lote 34, Gleba 33, km 11, na propriedade do produtor José Ely Santos de Oliveira e contou com a participação de 15 agricultores familiares.

O curtimento é o processo pelo qual a pele passa para se transformar em substâncias estáveis, imputrescíveis capazes de durar anos, preservando suas características naturais. Segundo artigo publicado pelo engenheiro agrônomo Ph D. Enéas Reis Leite, da Embrapa Caprinos, em Sobral, no Ceará, “o Brasil tem um grande mercado potencial para produtos derivados das peles de pequenos ruminantes domésticos, apresentando, também, condições favoráveis para a produção de calçados e vestuário em quantidades suficientes para suprir a demanda interna e gerar excedentes exportáveis”

Em Rondônia alguns criadores de ovinos, através da Associação de Ovinocultores de Rondonia (AORO), vêm lutando para disseminar a criação do animal em pequenas propriedades e a ideia de se trabalhar a pele vem ganhando força. O curso realizado pela Emater teve por objetivo reforçar essa ideia e orientar os agricultores para um melhor aproveitamento das peles desses animais, através de técnicas simples e baratas de curtimento.

Segundo o extensionista da Emater, Alexandre Notti Miranda, zootecnista que ministrou o curso, o agricultor tem grande dificuldade para conservar e armazenar as peles dos ovinos na propriedade rural, e isso faz com que ele não tenha o aproveitamento desejado dessa matéria prima, onerando ainda mais sua atividade. “O que propomos é ensinar técnicas simples e baratas de curtimento visando o seu aproveitamento com o objetivo de agregar valor aos produtos da ovinocultura”, diz.

O curso apresentou técnicas que vão desde o abate, esfola, lavagem, descarne e desengorduramento da pele, até a conservação, acondicionamento e análise de defeitos. No decorrer do curso foram apresentados também, estudos sobre os diferentes tipos de curtimento (vegetal e mineral). Os agricultores tiveram a oportunidade de praticar o ato de curtir cada um a pele de seus animais através da metodologia “aprender a fazer fazendo” e assim obter melhor conhecimento sobre a atividade.

Wania Ressutti
Jornalista – SRTE/DRT/RO-959
EMATER-RO

http://www.emater-ro.com.br/noticiaview.php?id=643

Reagentes facilitam diagnóstico de vírus emergentes

09/02/2012
Por Karina Toledo

Agência FAPESP – No jargão científico, vírus emergente é o recém-descoberto ou aquele cuja incidência aumenta em uma determinada região. No Brasil, alguns exemplos são o Oropouche e o Mayaro – arbovírus como os da dengue e também causadores de doenças febris agudas que estão se tornando epidêmicas no Norte do país.

Há ainda o hantavírus, responsável por uma forma grave de pneumonia capaz de matar quase metade dos infectados. Ele foi encontrado pela primeira vez no Brasil em 1993 e, desde então, cerca de 1,4 mil casos já foram notificados.

Durante os últimos três anos e meio, cientistas do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo se dedicaram a estudar esses e outros vírus emergentes em um Projeto Temático financiado pela FAPESP e coordenado pelo infectologista virologista Luiz Tadeu Moraes Figueiredo.

Foram ao todo 52 subprojetos, dos quais participaram mais de 50 pessoas. Até o momento, os resultados deram origem a sete teses de doutorado, nove dissertações de mestrado e 22 artigos publicados em revistas científicas – 15 deles no exterior.

Entre os avanços, destacam-se o isolamento do hantavírus Araraquara, inédito no Brasil, e o desenvolvimento de um reagente que facilitou o diagnóstico da hantavirose. “Antes, dependíamos de insumos importados. Hoje, distribuímos esses antígenos para vários locais no Brasil e também para Colômbia e Argentina”, disse Figueiredo.

Também foram criados reagentes para diagnosticar o Oropouche e três vírus causadores de encefalite: Saint Louis, Rocio e Oeste do Nilo. Este último acreditava-se não existir no Brasil, mas, recentemente, estudos sorológicos feitos em cavalos comprovaram sua presença.

O próximo passo, contou Figueiredo, é testar em animais se esses reagentes – obtidos a partir de genes do vírus inoculados em uma bactéria – também são capazes de funcionar como vacina. Leia a seguir trechos da entrevista concedida pelo infectologista à Agência FAPESP:

Agência FAPESP – Na sua avaliação, qual foi a principal contribuição do Projeto Temático “Estudos sobre vírus emergentes incluindo arbovírus, robovírus, vírus respiratórios e de transmissão congênita”, que o senhor coordenou?
Luiz Tadeu Moraes Figueiredo – A principal foi a produção de insumos para diagnóstico. Estruturamos metodologias para diagnosticar o hantavírus, o Oropouche e três microrganismos causadores de encefalite: Oeste do Nilo, Rocio e vírus da encefalite de Saint Louis. Isso não só tem possibilitado o diagnóstico de indivíduos em diversas regiões como também tem permitido estudos populacionais. Nesse tipo de estudo, coleta-se sangue de uma amostra relevante da população de uma comunidade e aplica-se o teste contra um determinado vírus. Obtêm-se então os níveis de anticorpos contra aqueles patógeno naquela população. No caso do hantavírus, por exemplo, há cerca de dez estudos populacionais recém-publicados ou prestes a serem publicados. Foram feitos em locais como Amazonas, Santa Catarina, Mato Grosso e até na Colômbia. Em Ribeirão Preto, aplicamos o teste em amostras coletadas nos anos 1980 e encontramos resultados positivos. Isso mostrou que a hantavirose é antiga no país e o que emergiu foi nosso conhecimento sobre a existência desses vírus e a doença que eles causam. No Ceará e na Colômbia, o primeiro diagnóstico de infecção humana por hantavírus foi feito usando nosso antígeno.

Agência FAPESP – Como foram desenvolvidos esses reagentes?
Figueiredo – Pegamos o sangue de um indivíduo doente, detectamos o vírus, retiramos parte do seu material genético e inoculamos em uma bactéria Escherichia coli. O bacilo passou a produzir a proteína N do hantavírus com segurança e em grande quantidade. Com esse peptídeo, produzido pela técnica do DNA recombinante, conseguimos estruturar métodos de diagnóstico de Elisa – Enzyme-Linked Immunoabsorbent Assay, um teste imunoenzimático que permite a detecção de anticorpos contra o hantavírus no plasma sanguíneo. Nosso próximo objetivo é testar esses peptídeos como vacinas. Queremos verificar se eles são capazes de imunizar animais.

Agência FAPESP – Que tipo de estudos o isolamento do hantavírus Araraquara tem permitido realizar?
Figueiredo – Estamos sequenciando o genoma completo do vírus, pois até hoje tínhamos apenas pedacinhos de RNA. Isso permitirá conhecer como ele funciona, como se multiplica, como evolui e se tem particularidades que o diferenciam de outros vírus. Para estudar vários aspectos da epidemiologia também é preciso ter o vírus isolado. Por exemplo, para entender melhor como ocorre a transmissão para o homem – acreditamos que seja pela aspiração de poeira contaminada com a urina de roedores infectados, mas queremos entender melhor esse processo. Queremos saber quanto tempo o vírus fica viável na urina do rato. Já sabemos que o reservatório do hantavírus Araraquara é Necromys lasiurus, popularmente chamado de rato do rabo peludo. O Araraquara é o hantavírus mais agressivo conhecido, pois quase 50% dos que são infectados e apresentam a doença morrem. Existem outros hantavírus no Brasil, mas que não foram isolados. Para manipulá-los, é preciso um laboratório de biossegurança nível 3, no qual o risco de contaminação do pesquisador e do ambiente com o vírus é muito reduzido. Os hantavírus são causadores de doença grave. Isso dificulta e encarece as pesquisas.

Agência FAPESP – Quais os avanços alcançados nos estudos sobre o vírus da dengue?
Figueiredo – Fizemos um estudo filogenético grande. Graças a computadores de alta capacidade, conseguimos alinhar as sequências nucleotídicas e mapear o genoma de centenas de vírus. Cada um dos quatro sorotipos do vírus da dengue – DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4 – se divide em vários subtipos e, dentro de cada subtipo, já descobrimos variantes. Chegamos a propor criar um novo subtipo dentro do DEN-3. Em outro estudo, desenvolvemos um exame de PCR [reação em cadeia da polimerase] em tempo real para diagnóstico rápido da dengue. Esse exame procura o genoma do vírus no sangue do paciente com enorme sensibilidade. Nossos testes mostraram que ele é eficaz também com amostras de saliva e urina. Agora, o exame está sendo aplicado em uma situação real de epidemia na região Norte. A grande vantagem em relação à sorologia, método mais usado hoje, é a rapidez. Para fazer a sorologia é preciso esperar até o quinto dia da doença, quando os anticorpos começam a ser detectados, para colher o sangue. Depois, ainda demora uma semana para sair o resultado. Para o médico isso não tem muita utilidade. O ideal seria ter a resposta em algumas horas para orientar a conduta terapêutica. Como o vírus da dengue está se tornando hiperendêmico no Brasil, é importante ter maneiras de diagnosticar rapidamente a doença.

Agência FAPESP – Por que está se tornando um vírus hiperendêmico?
Figueiredo – Nós temos os quatro sorotipos do vírus circulando continuamente no país. Cada ano as epidemias são causadas por um sorotipo diferente. Isso aumenta o risco de as pessoas contraírem a doença pela segunda ou terceira vez e, consequentemente, aumenta o número de casos graves e mortes. Antes, você não via manifestações graves em crianças e hoje elas estão se tornando frequentes, pois até crianças já estão contraindo a doença pela segunda ou terceira vez.

Agência FAPESP – Como se comprovou que o vírus do Oeste do Nilo está presente no Brasil?
Figueiredo – Quando esse vírus foi introduzido nas Américas, em 1999, tornou-se um problema gravíssimo de saúde pública nos Estados Unidos. Além de muitas mortes por encefalite, o vírus causou também problemas em bancos de sangue. Muitos se contaminaram com transfusão. Com as aves migratórias o vírus chegou à América Central, Venezuela e Colômbia. Depois foi encontrado na Argentina. Não seria possível que ele tivesse pulado o Brasil. Mas não havia reagentes para fazer o diagnóstico da encefalite do Nilo Ocidental no país. No primeiro estudo brasileiro sobre o vírus, o pesquisador teve de realizar seus testes na Argentina. Tivemos de desenvolver os peptídeos e, para testá-los, fizemos um inquérito sorológico em cavalos de diversas regiões. Encontramos vários resultados positivos.

Agência FAPESP – Por que cavalos?
Figueiredo – Tanto o vírus do Oeste do Nilo, como o Rocio e o da encefalite de Saint Louis são zoonoses de aves que causam infecção no sistema nervoso central do homem e de animais domésticos, principalmente o cavalo. Se você quiser procurar um vírus como o do Oeste do Nilo, a melhor maneira de detectá-lo seria no cavalo. É um animal grande, fica ao ar livre e é bastante picado por pernilongos, que são os transmissores da doença. Outra possibilidade seria fazer em aves, mas é mais difícil.

Agência FAPESP – Há risco de o vírus do Oeste do Nilo causar no Brasil um problema tão sério quanto nos Estados Unidos?
Figueiredo – É muito provável que na América Latina não cause o mesmo problema que causou nos Estados Unidos. Primeiro porque nós temos a dengue, que é causada por um vírus da mesma família e gênero que o Oeste do Nilo. As pessoas são vacinadas contra febre amarela, que é outro vírus da família. Temos ainda outros arbovírus endêmicos circulando, como o da encefalite de Saint Louis e o Rocio, que são primos do Oeste do Nilo. Essa imunidade cruzada deve conferir alguma proteção. O que se espera é que as pessoas tenham uma doença branda ou nem manifestem os sintomas. Ainda assim, é preciso ter atenção e capacitar os laboratórios de saúde pública para que possam fazer o diagnóstico dessa virose.

Agência FAPESP – Quais outros vírus emergentes existem no Brasil?
Figueiredo – Graças a uma parceria com pesquisadores do Amazonas, conseguimos mostrar que já estão ocorrendo epidemias causadas pelo vírus Oropouche e pelo Mayaro na cidade de Manaus. Antes, eles estavam restritos às regiões de floresta. Desenvolvemos os métodos de diagnósticos em Ribeirão Preto, mas, como esses vírus não ocorrem em nossa região, testamos no Norte. Esses vírus causam uma doença parecida com a dengue. O Oropouche pode causar meningite em alguns casos. Já é a segunda arbovirose no país, atrás apenas da dengue. O Mayaro é um vírus primo do Chikungunia, que está causando uma enorme epidemia na Ásia. Em países como Índia e Indonésia são milhões de casos. Os serviços de saúde têm medo de que ele seja introduzido no Brasil, pois sua transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti. O Mayaro, por enquanto, não é transmitido pelo aedes, mas em laboratório já foi demonstrado que isso é possível. Se essa adaptação ocorrer, poderá haver grandes epidemias, será uma nova dengue.

Agência FAPESP – Qual é a letalidades desses vírus?
Figueiredo – Como ainda são pouco estudados, não se sabe ao certo. Mas acredito que tenham potencial para matar em alguns casos. Tanto o Mayaro como o Chikungunia causam sintomas similares à dengue, mas também costumam inflamar as articulações. Pretendemos agora produzir reagentes para facilitar o diagnóstico desses patógenos. A medicina no Brasil, sobretudo nessa área que lida com vírus mais exóticos, carece de reagentes. E quem tem de produzi-los somos nós, pois ninguém está mais interessado em Oropouche ou Mayaro do que os afligidos por eles. É diferente do HIV ou da hepatite C, por exemplo, que ocorrem em todo o mundo. Estão surgindo novos vírus e os já conhecidos estão em constante mutação. Temos de ter armas diagnósticas e ficar atentos a isso.

http://agencia.fapesp.br/15155

Schmallenberg Virus in Europe

Schmallenberg es una ciudad alemana localizada en el estado de Renania del Norte-Westfalia. Pero lo que les quiero contar no es precisamente sobre turismo. Pues resulta que desde Agosto de 2011, se empezó a detectar una enfermedad en el ganado bovino, vacuno y otros, pero no solo en
Schmallenberg, también más de 50 localidades en Alemania, 240 granjas en Holanda, 126 granjas en Bélgica y un número indeterminado en Reino Unido, y que ocasiona abortos y malformaciones congénitas. Según como lo cuenta el Guardian, la semana pasada el Friedrich-Loeffler-Instituts logró identificar al agente responsable, el virus de Schmallenberg, y que ha recibido varios nombres con anterioridad. Pertenece a la familia de los Orthobunyavirus. Algunas fotografías de como afecta al ganado pueden verlo en la "European Livestock Association". Aunque faltan más investigación sobre la forma de transmisión, se cree que se transmite por mosquitos.
http://ela-europe.org/ELA%20Schmallenberg%20virus.htm
Hasta el momento, se considera que no afecta a humanos, dado que no se han reportados casos, pero no se excluye completamente la posibilidad. La relevancia de la enfermedad está relacionada a la gran número de granjas afectadas y los costos económicos que está ocasionado por la pérdida de ganado, ya que no existe vacuna o tratamiento conocido.
Risk assessment: New Orthobunyavirus isolated from infected cattle and small livestock ─ potential implications for human health http://ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/Forms/ECDC_DispFor...
10 things you didn't know about Schmallenberg virus (aka WTF is
“Schmallenberg virus”?)
http://www.microbiologybytes.com/blog/2012/01/25/10-things-you-didnt-...
Statement of the Friedrich-Loeffler-Instituts on „Schmallenberg Virus“
http://ela-europe.org/ELA%20teksten/Schmallenberg%20virus/Statement%2...

Schmallenberg virus hits UK farms

Deformed lambs are born on farms across south-east England as the first cases of Schmallenberg virus are confirmed in the UK

Government scientists called for vigilance as the disease was identified on 11 farms across the counties of Norfolk, Suffolk, Essex, Kent and East Sussex.

These counties are in the area already identified as potentially at risk from infected midges being blown across the Channel from affected areas in continental Europe.

Frustration at Schmallenberg virus delays

More suspected cases of Schmallenberg virus are being reported amid growing frustration at the time it is taking to confirm outbreaks.

Three farmers who reported deformities among new-born lambs up to a week ago are still waiting for test results.

The government says identification is taking time due to laboratory procedures samples because the virus is new.


Bélgica detecta el nuevo virus del ganado 'Schmallenberg' en 80 granjas, confirmando su expansión
Se confirma su expansión desde que fue detectado el otoño pasado en Alemania
http://goo.gl/9faeX

Bélgica: Confirman la presencia del virus ´Schmallenberg` en 80 granjas
Publicada el 06/02/2012
Los predios afectados, en su mayoría dedicados a la crianza de ganado
ovino, se ubican en el noroeste del país.
http://goo.gl/D6Hpq

BBC PODCAST. 31 JAN 12: Schmallenberg's Disease Cases.
Duration: 14 mins
Available: 1 day remaining
Vets say thousands of animals could be infected with Schmallenberg's
disease, which causes birth defects in lambs and calves.
http://soundcloud.com/klintsy-torres/schmallenbergs-disease-cases

Retirado e modificado de http://groups.google.com/group/BlogBioseguridad/browse_thread/thread/d78798745089f506

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SEAPA-RS faz a maior apreensão em barreiras da Operação Verão

08/02
Na manhã desta terça-feira, fiscais do Departamento de Defesa Agropecuária, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, ´fizeram a maior apreensão de carne da Operação Verão Numa Boa, do Governo do Estado, nesta temporada.
Uma equipe que realiza barreiras no litoral norte apreendeu quatro toneladas de carne bovina com temperatura acima da permitida para transporte. A legislação federal que regula estes procedimentos de transporte de produtos de origem animal determina que a temperatura para transporte de carne bovina resfriada deve ser de no máximo 7ºC.
Os cortes apresentavam temperaturas que variavam entre 10 e 17,9ºC, portanto muito acima da permitida. O carregamento, proveniente de um estabelecimento com Serviço de Inspeção Federal, estava sendo transportado para Capão da Canoa, local da abordagem dos fiscais do DDA.
A ação foi realizada em conjunto com a Brigada Militar. A ação foi comandada pelos Médicos Veterinários Endrigo Pradel e Robson Garragory e contaram com o apoio dos técnicos Antônio Carlos Dutra Rathje e José Fernando Folliatti.

Assessoria de Comunicação Social

Rebanho morre após vacina em São Gabriel

Suspeita é que 43 bovinos tenham sido vítimas do carbúnculo
Sangue dos animais foi coletado para confirmar diagnóstico
Crédito: marcelo ribeiro / especial / cp

Quarenta e três cabeças de gado morreram na última segunda-feira até 30 minutos após a aplicação de vacina contra carbúnculo hemático na propriedade de Darci Langbecker, na localidade de Piray, em São Gabriel. Segundo o veterinário da IVZ do município Alamir Lisboa Melo, que realizou a necrópsia e coletou amostras, é possível que tenha ocorrido alguma reação durante a imunização, causando uma espécie de efeito reverso. Todos os sintomas, garante ele, indicam para a doença: sangue não coagulado em orifícios, evolução superaguda e inchaço no abdômen. Comum na região, a doença infecciosa também pode ser contraída por equinos, ovinos, suínos e humanos. A bactéria Bacillus anthracis produz esporos que permanecem por anos no solo, causando a transmissão pelo contato com feridas ou ingestão de pasto, por exemplo.

Ontem, os animais mortos foram colocados em uma vala e incinerados. Conforme Melo, este é o procedimento padrão para evitar disseminação. Hoje, as amostras de sangue e das vacinas serão enviadas ao laboratório da Universidade Federal de Santa Maria para análise e confirmação do diagnóstico. O presidente do Sindicato Rural de São Gabriel, Tasso Teixeira, espera que os resultados sejam liberados o mais rápido possível para evitar novos casos, já que o rebanho está em plena vacinação.

http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=131&Caderno=0&Noticia=390237

Identificação eletrônica de bovinos

08/02
A identificação de animais é a primeira etapa para implantação de sistema de rastreabilidade, mas não se deve confundir o fato de identificar o animal com o sistema de rastreamento em si. Um sistema de rastreamento é aquele que permite o acompanhamento do bovino desde o nascimento até o consumidor final.

No Brasil existem diferentes formas de identificação, sendo a marcação a ferro quente a mais utilizada, porém a sua utilização causa danos ao couro, o que diminui a área utilizável, e também apresenta problemas para a leitura devido a distorções nas marcações. O método de tatuagem também é utilizado, porém também apresenta problemas de leitura, tornando a identificação pouco visível. Os brincos são uma importante forma de identificação e também muito utilizado, apresentando o inconveniente de um índice de perda que varia entre 15% e 20%.

Devido a esses inconvenientes a identificação eletrônica (IE) aparece como alternativa. A tecnologia utilizada na IE é a RFID, abreviação da expressão em inglês de “Identificação por Rádio Frequência”, um método automático de identificação que utiliza transponders eletrônicos, sendo os principais tipos o brinco auricular com botton, bolus intra-ruminal e o implante de chip subcutâneo.

O brinco auricular com transponders (ou tags ou bottons) permite a identificação eletrônica do animal, mas com o mesmo inconveniente dos brincos sem o transponder. O implante subcutâneo ou microchips injetáveis são dispositivos que permitem a identificação eletrônica de cada animal. Apresentam a dificuldade de se localizar o transponder já que este pode migrar para outras posições do corpo, dificultando a recuperação após o abate, além disso, por estar na camada subcutânea o aparelho pode se quebrar com golpes externos.

O bolus intra-ruminal é o que apresenta menos inconvenientes, pois o artefato, que é de cerâmica, é engolido pelo animal alocando-se no retículo, proporcionando perdas insignificantes e com recuperação fácil após o abate.

No entanto, o fator predominante na escolha do tipo de identificação eletrônica é o custo. Verificou-se que o microchip de aplicação subcutânea é o de maior custo, 50% mais que o bolus intra-ruminal e 65% mais que o brinco eletrônico. Aliado aos inconvenientes apresentados, é um método caro e, aparentemente, de baixa eficiência.

Por outro lado, o bolus intra-ruminal apresenta um custo mediano, 31% mais que o brinco eletrônico e 50% menor que o do microchip. Avaliando-se o custo beneficio apresentado pelo bolus intra-ruminal pode-se dizer que é um tipo de identificação eficaz para o controle do rebanho bovino e importante etapa para implantação de um sistema de rastreamento.

Para implantação de um método de identificação eletrônica é necessário considerar também o custo com as leitoras dos transponders. Existem diversos modelos, com mais ou menos funções (GPS e Bluetooth, por exemplo) e capacidade de armazenamento de dados. O preço médio das leitoras, segundo o levantamento da Scot Consultoria foi de R$1,8 mil.

Existe ainda o custo da antena, a responsável por captar o sinal do transponder e transmitir a leitura que identificará a numeração do dispositivo eletrônico implantado no animal. Normalmente são vendidos os conjuntos antena e leitora, cujo preço médio é de R$6,0 mil. Porém, é possível encontrar os aparelhos separadamente, neste caso a antena teria um custo médio de R$368,00.

Todo esse aparato para identificação do animal gera um banco de dados que, conectado a um computador pode ser “descarregado” através de um software básico, permitindo a identificação e controle do rebanho. Entretanto, existem empresas que oferecem softwares mais elaborados que permitem ir além do controle do rebanho, possibilitando buscar no banco de dados informações como datas das pesagens, vacinações e outras. Nesse caso os preços são individualizados, e conforme a assistência oferecida, como o treinamento, por exemplo, podem chegar ao valor de R$9,0 mil. *Colaborou Fábio Luiz Martins da Silva, graduando em zootecnia.

http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=165489

Animais idosos não perdem neurônios

07/02/2012
Por Fábio de Castro
Trabalho feito por cientistas da USP com preás mostra que animais idosos não apresentam redução do número de neurônios e que células nervosas continuam se dividindo na velhice (divulgação)

Agência FAPESP – Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em preás mostrou que, diferentemente do que se imaginava, animais idosos não sofrem redução do número de neurônios do sistema nervoso autônomo periférico – a parte do sistema nervoso situada nos diversos órgãos do indivíduo e fora do cérebro.

O estudo foi publicado no International Journal of Developmental Neuroscience – revista de referência da Associação Internacional da Neurociência do Desenvolvimento.

O trabalho corresponde à tese de mestrado conduzida por Aliny Antunes Barbosa Lobo Ladd na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, com Bolsa da FAPESP e sob a supervisão do professor Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP).

O estudo se soma a uma série de trabalhos do grupo que reforçam a tese de que os animais idosos não sofrem necessariamente redução do número de neurônios. “Além disso, o trabalho teve o mérito de observar neurônios se dividindo em animais idosos – algo que há alguns anos era considerado impossível na literatura médica”, disse Coppi à Agência FAPESP.

De acordo com Coppi, já é possível afirmar que o envelhecimento não corresponde necessariamente a uma condenação à perda de células nervosas. Essa perda, segundo ele, era um dogma da neurociência há algumas décadas.

“De 1954 a 1984, vários trabalhos indicavam que havia perda de neurônios durante o envelhecimento. Mas atribuímos essa conclusão ao método bidimensional utilizado na época para quantificar as células nervosas. A partir de 1984, quando um grupo da Dinamarca publicou o primeiro trabalho utilizando o método de estereologia em três dimensões chamado de ‘Disector’, a contagem de células em geral passou a ser muito mais acurada e precisa”, explicou.

Desde então, a comunidade científica internacional começou a refazer os trabalhos realizados nas décadas anteriores, com resultados mais acurados, mas os estudos em geral são voltados para o sistema nervoso central. Os trabalhos na FMVZ-USP são voltados especificamente a neurônios do sistema autônomo periférico, procurando confirmar as conclusões dos demais estudos realizados no cérebro.

“Iniciamos essa linha de pesquisa em 2002 e esse é o sétimo trabalho internacional que publicamos sobre o tema. Estamos confirmando por meio desses estudos que o número de neurônios do sistema nervoso periférico não diminui necessariamente durante o envelhecimento. Ao contrário, na maior parte das vezes se mantém estável”, disse Coppi.

Divisão celular

O grupo já realizou estudos com ratos, cobaias, cavalos, cães, gatos, capivaras, pacas, cutias e, agora, preás – incluindo estudos com modelos de doença de Parkinson e de doença de Huntington. No caso dos preás, aos três anos e meio os animais são considerados idosos.

“Por meio dos métodos imuno-histoquímicos associados à estereologia, pudemos detectar neurônios uninucleados e binucleados em pleno processo de divisão em animais idosos. Nossa hipótese é que o número de células nervosas que se dividem é maior que o número de neurônios que morrem e isso permite que o número total de neurônios permaneça estável”, disse Coppi.

Em meio aos muitos modelos animais estudados pelo grupo nos últimos dez anos, só uma exceção foi registrada: as cobaias. “No caso das cobaias tivemos uma redução de 21% no número total de neurônios entre os animais idosos. Não sabemos explicar as causas dessa redução. Em compensação, no caso do cão, houve um aumento incrível do número de neurônios em animais idosos: 1.700%”, afirmou.

Apesar da exceção, o conjunto dos estudos mostra que a tendência na velhice é uma estabilidade ou aumento do número total de neurônios. “Esse dado por si só quebra o dogma de que o número de neurônios deveria necessariamente diminuir”, afirmou.

O diferencial do estudo com os preás, segundo Coppi, é que pela primeira vez foram observados neurônios do sistema nervoso autônomo em pleno processo de divisão celular, os quais foram quantificados em três dimensões pelo método estereológico do fractionator óptico.

“Dessa vez utilizamos marcadores imunohistoquímicos especiais para detectar as células que estavam se dividindo. Mostramos que o número de células em divisão é uma proporção constante em cada faixa etária. Assim, o número total de células se mantém exatamente o mesmo em cada uma das quatro faixas etárias que observamos: animais neonatos, jovens, adultos e idosos”, explicou.

O artigo SCG postnatal remodelling - hypertrophy and neuron number stability – in Spix's Yellow-toothed Cavies (Galea spixii), de Aliny Ladd, Antonio Coppi e outros, pode ser lido por assinantes da International Journal of Developmental Neuroscience em www.ncbi.nlm.nih.gov .

Mais informações sobre a pesquisa: www2.fmvz.usp.br/lssca e guto@usp.br.

http://agencia.fapesp.br/15144

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eight-year-old survives rabies

Published: Feb. 2, 2012 at 9:34 PM

ATLANTA, Feb. 2 (UPI) -- U.S. health officials said Thursday an 8-year-old girl was hospitalized, ultimately diagnosed with rabies and survived, even though rabies is usually fatal.

A report published by the Centers for Disease Control and Prevention's Morbidity and Mortality Weekly Report said the girl caught the disease after contact with free-roaming cats.

"To help make recovery possible, a process was initiated that suppresses brain activity in order to help the immune system fight the rabies virus. The girl survived and was discharged after a 52-day hospitalization," the report said. "This is the third reported case of recovery from rabies in a patient who was unvaccinated before illness onset."

Despite these cases, rabies is usually fatal, CDC officials said. However, it is preventable via vaccination of domestic animals such as dogs and cats and avoidance of wild or unfamiliar animals.

"When an exposure has occurred, a preventive vaccine known as PEP can prevent infection," the report said.

In addition, physicians caring for patients with acute progressive encephalitis should consider rabies in the differential diagnosis and pursue laboratory diagnostic testing when indicated, CDC officials said.

http://www.upi.com/Health_News/2012/02/02/Eight-year-old-survives-rabies/UPI-86541328236444/