Mostrando postagens com marcador Clonagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Clonagem. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Bovinocultura: Clones à venda


Clones à venda
FAPESP realiza reunião técnica para interessados em apresentar propostas ao programa PIPE. Projeto de clonagem comercial de bovinos é apresentado como exemplo de caso bem-sucedido (Foto: Clonest)


20/4/2011

Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Uma das condições para que uma pequena empresa obtenha sucesso em sua proposta ao Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) é apresentar um projeto inovador, de alta qualidade, que possa gerar soluções para um problema científico e tecnológico bem delimitado, atingindo, ao mesmo tempo, objetivos comerciais.
A questão foi abordada no dia 15 de abril, em São Paulo, durante Reunião Técnica sobre o PIPE, voltada para empresas que apresentaram ou têm interesse em apresentar projetos ao programa.
De acordo com João Furtado, membro da Coordenação Adjunta de Pesquisa para Inovação da FAPESP e professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), além de se enquadrar em todas as regras do programa, as propostas devem enfocar questões relevantes para a economia e a sociedade e precisam ser bem fundamentadas e conduzidas por uma equipe adequada, tendo em vista a aquisição de conhecimento inovador.
“Além da qualidade do projeto científico e tecnológico, também é necessário que as propostas tenham qualidade em aspectos como o arranjo institucional, o planejamento orçamentário, o entrosamento da equipe e a organização da documentação apresentada”, disse.
A documentação relacionada com a questão da propriedade intelectual é um dos itens relevantes da análise do projeto, segundo Furtado. “Quanto melhor organizadas estiverem as relações entre os pesquisadores, as empresas e os eventuais prestadores de serviços, mais ágil será a tramitação da proposta e maiores as chances de aprovação”, afirmou.
Para obter sucesso, é importante ainda que a empresa faça um investimento prévio de capacitação intelectual e tecnológica, a fim de delimitar com precisão o desafio a ser enfrentado. Nessa preparação do projeto, segundo Furtado, o ideal é que ocorra uma convergência entre as competências do pesquisador responsável pelo projeto, as competências complementares de outros pesquisadores e da empresa.
Durante a reunião foi apresentado o projeto PIPE coordenado pelo biólogo Tiago Henrique Camara De Bem, da empresa Clonest, e dedicado à produção comercial de clones bovinos. Segundo Furtado, o caso é um bom exemplo de proposta que alia um objetivo comercial à solução de um problema científico complexo, além de contar com parcerias bem articuladas.
“Os desafios científicos, tecnológicos e comerciais estavam bem definidos, e a equipe, bem preparada para enfrentá-los. É um caso bem-sucedido de um projeto PIPE que já finalizou a fase 2 e está em pleno funcionamento em escala comercial. Agora, a empresa já anda com suas próprias pernas”, disse.
De Bem contou que o problema de pesquisa consistia em aumentar a eficiência da técnica de clonagem e baratear os custos da produção de embriões clonados. O projeto estabelecia também o objetivo de montar um laboratório independente para a prestação do serviço de clonagem de bovinos.
“Fizemos um levantamento e verificamos que havia mercado para a clonagem de bovinos, mas a eficiência da técnica era baixíssima. Acabamos alcançando todos os objetivos: aumentamos a eficiência, baixamos os custos de produção e montamos um laboratório independente com tecnologia e equipe integralmente brasileiras”, disse à Agência FAPESP.
De Bem explica que a ideia do projeto surgiu em 2004 com uma parceria entre o Laboratório de Morfofisiologia Molecular e Desenvolvimento da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), da Universidade de São Paulo (USP) de Pirassununga – coordenado pelo professor Flávio Vieira Meirelles – e a empresa de biotecnologia Vitrogen. O resultado da parceria foi a primeira clonagem de bovinos em escala comercial no Brasil.
“A gestação do bovino dura mais de nove meses e não podíamos iniciar a Fase 1 do PIPE sem deter a tecnologia necessária para a clonagem. Por isso, fizemos a parceria e o resultado foi o sucesso da clonagem em escala comercial. Durante a Fase 1, utilizamos o espaço físico e a tecnologia da universidade”, disse.
O sucesso da primeira fase, segundo De Bem, viabilizou a implantação de uma estrutura autônoma independente. Assim, em 2007, com o início da Fase 2, o projeto se desvinculou da universidade e foi estabelecida uma nova empresa, a Clonest.
“A partir daí, o projeto se voltou para o desenvolvimento de uma estratégia comercial e modificações no sistema de cultivo dos embriões, visando à otimização do processo para melhorar as taxas de blastocistos, prenhez, nascimento e sobrevivência, diminuindo os custos”, disse.
A equipe envolvida com o projeto, segundo o coordenador, fez uma análise dos riscos envolvidos. “Analisamos o mercado e detectamos uma grande dificuldade de tecnologia e um problema de ordem biológica. Havia um risco, que enfrentamos com ousadia, mas com os pés no chão. Fizemos a proposta de uma forma que acabou se mostrando viável”, afirmou.
Redução de custos
Segundo De Bem existem várias empresas de fecundação in vitro (FIV) atuando no Brasil e muitas vezes elas não querem utilizar os serviços de clonagem de empresas que estejam associadas a uma concorrente.
“Por isso criamos uma empresa independente, voltada exclusivamente para a prestação de serviços de clonagem. Assim, várias empresas de FIV encaminham à Clonest seus clientes. Dessa forma, podemos abranger um mercado muito mais amplo”, explicou.
Inicialmente, a empresa comercializava o animal nascido por cerca de R$ 60 mil. Mas o processo gerou um problema de liquidez para a empresa. “O comprador dava entrada no pagamento e nós produzíamos os embriões. Nove meses depois, o bezerro nascia e era entregue com dois meses de vida. Só então o comprador pagava o valor restante. Durante todos esses meses, não tínhamos dinheiro em caixa”, disse.
A forma de comercialização foi modificada. A empresa continuou vendendo os animais, mas privilegiou a venda de embriões. Com isso, o comprador passou a arcar com os custos de nascimento e de veterinário. Atualmente compra-se um pacote de 50 embriões, com o custo de R$ 500 por embrião.
“Dessa maneira, conseguimos reduzir o custo de nascimento dos clones. É mais viável para nós, porque toda produção de embriões gera liquidez constante. O cliente, por outro lado, consegue o animal com custo menor”, disse.
O uso da clonagem em larga escala possibilita um melhoramento genético mais eficiente e uniforme do rebanho, em comparação com a inseminação artificial ou a monta natural.

De acordo com o pesquisador, os produtores costumam clonar animais de alto potencial genético, que geralmente são muito valiosos. “A média de preço desses animais é de R$ 500 mil, mas há bovinos de R$ 2 milhões. O interesse é manter esse potencial genético na fazenda. Por isso, ele pode optar pela clonagem”, disse. 

PIPE

O PIPE se destina a apoiar a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em pequenas empresas sediadas no Estado de São Paulo. Os projetos de pesquisa selecionados para apoio no PIPE devem ser desenvolvidos por pesquisadores que tenham vínculo empregatício com pequenas empresas ou que estejam associados a elas para sua realização.
As propostas de pesquisa submetidas ao programa devem ser organizadas em três fases: Fase 1 – Análise de Viabilidade Técnico-Científica; Fase 2 – Desenvolvimento da Proposta de Pesquisa; e Fase 3 – Aplicação dos resultados visando à comercialização do produto ou processo que foi objeto da inovação criada a partir da pesquisa apoiada na Fase 1 e/ou Fase 2.
As propostas de pesquisa para a Fase 1 ou Fase 2 Direta do PIPE são avaliadas em lotes, três vezes ao ano. Em 2011, as datas são 16 de maio e 15 de agosto, além do lote de 7 de fevereiro, já encerrado. A proposta de pesquisa deve ser encaminhada à FAPESP pelo pesquisador responsável. A proposta deve ser endossada pela pequena empresa que o sedia.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ingleses estudam consumo de carne de animal clonado

A carne e o leite de animais clonados e de suas crias "não apresentam diferenças substanciais" em relação aos produtos de animais não clonados, o que torna seu consumo seguro, afirmou um organismo independente que assessora o governo britânico. As conclusões do Comitê Consultor de Novos Alimentos e Processamentos (ACNFP, na sigla em inglês), que trabalha para a Agência de Segurança Alimentar (FSA) britânica, podem acelerar a polêmica liberação do comércio destes produtos na Europa.


"A ACNFP confirmou que a carne e o leite de animais clonados e seus descendentes não têm diferença em relação à carne e o leite produzidos de maneira convencional, e portanto é improvável que apresentem riscos para a segurança alimentar", declarou Andrew Wadge, diretor científico da FSA. O comitê indicou, no entanto, que são necessários mais estudos para avaliar como a carne e o leite podem afetar os diferentes ambientes onde os animais c lonados são criados.

Ao mesmo tempo, o grupo estimou que qualquer diferença que possa existir entre o gado clonado e o não clonado desaparecerão depois da segunda geração.

A FSA examinará as conclusões do relatório em uma reunião, marcada para dezembro, na qual também será debatida a recente proposta europeia de proibir a venda de carne de animais clonados e seus descendentes de primeira geração, antes de fazer suas recomendações ao governo.

A discussão sobre produtos de animais clonados no Reino Unido chegou ao auge no início do semestre, depois que o jornal "International Herald Tribune" afirmou que criadores de gado europeus estavam começando a comercializar ilegalmente produtos oriundos de animais clonados. A FSA deu início a várias investigações para apurar o caso, alegando que jamais autorizara a comercialização e tampouco havia recebido solicitações de permissão para que os produtos fossem vendi dos.

A venda de produtos de animais clonados e suas crias, autorizada em países como os Estados Unidos, requer, segundo a legislação europeia, uma permissão específica para chegar ao mercado.

Depois de uma reunião pública na quinta-feira, o Comitê Consultivo sobre Novos Alimentos e Processos disse que, apesar das suas conclusões, os consumidores têm o direito de receber nos rótulos a informação de que se trata de produto de origem clonada - em parte devido às preocupações com o bem-estar dos animais.

O tema da clonagem sempre levantou polêmica entre a opinião pública europeia. Segundo a última pesquisa disponível, que data do final de 2008, 58% dos europeus acham que a clonagem para a produção alimentar "não se justifica", e mais de 43% acreditam que "provavelmente não consumirão este tipo de produto".

As informações são da Folha de S.Paulo e do jornal O Estado de S.Paulo.


Enviado por Roberto Amaral

domingo, 21 de novembro de 2010

Embrapa avança nas técnicas de clonagem animal


Veja o que está sendo feito pela Embrapa em Brasília e o trabalho de laboratórios e criadores no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.

Disponível em GLOBO RURAL

terça-feira, 19 de outubro de 2010

UE quer proibir clonagem animal para fins alimentares

A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) proporá nesta terça-feira proibir, ao menos por cinco anos, a clonagem de animais para obter alimentos, como a carne ou o leite.


A Comissão apresentará um relatório na qual pedirá "suspender temporariamente" a técnica da reprodução de gado para a produção de alimentos, segundo uma minuta a qual a agência de notícias Efe teve acesso. 

No entanto, o órgão quer permitir que os animais sejam clonados para objetivos relacionados à pesquisa ou para conservar espécies em risco de extinção. O relatório sugerirá também vetar as importações de carne, leite e outros alimentos procedentes de gado obtido a partir dessa técnica.

A comissão deve justificar a pertinência da proibição, que pode ser revista em cinco anos, por conta das preocupações morais na sociedade e do bem-estar dos animais. A proposta deverá ser aprovada pelo conselho de ministros da UE e pelo Parlamento Europeu. 

Atualmente, a clonagem animal é praticada por alguns países do bloco, mas apenas para pesquisa, visto que no mercado europeu não há carne, nem leite procedentes de clones. Os Estados Unidos são o país mais avançado do mundo nessa tecnologia, embora Argentina, Brasil e Japão também tenham pesquisas bastante desenvolvidas no assunto.

As informações são da Folha Online. 

Enviado por Roberto Amaral