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quinta-feira, 24 de março de 2011

Secretário da Agricultura do RS aprova ampliação do projeto piloto de controle de brucelose e tuberculose


O Projeto Piloto de controle e erradicação de Brucelose e Tuberculose, implantado em seis municípios gaúchos do Vale do Taquari, poderá se transformar em Programa Estadual. O assunto foi debatido pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, na tarde desta segunda-feira (21), em Porto Alegre/RS, com representantes da cadeia leiteira e de corte. As atividades em solo gaúcho, inéditas no Brasil, visam certificar as propriedades rurais em livres das doenças e, consequentemente, auferir melhor renda ao produtor.


Mainardi aprovou a ampliação do projeto e ressaltou que está sendo feito um trabalho de informatização referente à rastreabilidade dos animais. “Pretendemos criar um banco de dados do rebanho de todo o Rio Grande do Sul, por meio da implantação de um chip em cada exemplar, num processo de georreferenciamento das propriedades. Trata-se de um programa que temos condições de implantar porque ajuda a diminuir o abate clandestino e o abigeato”, ressaltou o Secretário.

Segundo o promotor Paulo Estevão Araújo, de Arroio do Meio, o Projeto Piloto começou a ser pensado quando um produtor buscou o Ministério Público para falar da constatação de que 60% de seu rebanho estava contaminado. Então, o MP procurou informações e auxílio da Univates, depois Fundesa, secretarias municipais e estadual Mapa, dando início às atividades. Atualmente, o projeto está em fase final, com algumas das 2.700 propriedades de sete municípios da região já certificadas. O trabalho abrange os municípios de Arroio do Meio, Capitão, Coqueiro Baixo, Nova Bréscia, Pouso Novo e Travesseiro.

Pelos estudos, 1% do rebanho deve apresentar exame positivo para brucelose e cerca de 120 mil exemplares para tuberculose. Atualmente, cada animal analisado – passa por três testes - ganha um brinco para identificação e controle do processo. Luiz Fernando Mainardi acredita que esse projeto deve ser transformado em programa a ser inserido no de modernização e informatização. “Precisamos incorporar esse projeto no de modernização do sistema como um todo, enviado ao Banco Mundial e BNDES em busca de subsídios”, declarou o Secretário.

Segundo ele, a organização de todo o processo significa cerca de 500 mil bovinos a mais abatidos na legalidade. “Só daí, disse, teremos o pagamento do investimento feito no programa”. O Projeto Piloto Micro-região Vale do Taquari é realizado em acordo com a metodologia do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose – PNCEBT.

Participaram da reunião os presidentes do Fundesa, Rogério Kerber; do Conselho Técnico Operacional de Pecuária de Corte, Fernando Adauto;do Conselho Técnico Operacional da Pecuária Leiteira, Jorge Luiz; do Sindilat, Carlos Marcílio Feijó, o representante do Mapa, Jorge Meana; secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini e o coordenador do Projeto Piloto, Oreno Ardêmio Heineck, além dos diretores do DPA, Eraldo Marques e geral da Seapa, Cláudio Fioreze.

Clarice Lena Mateuzzi Giorgi
Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio - SEAPA
(51) 3288-6211

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nova medida fortalece combate à brucelose e tuberculose em bovinos


 Por Editor em 08/02/2011
 Em vigor desde janeiro de 2011, a Instrução Normativa nº 2 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprimora as regras sobre certificação de propriedades no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). Esta normatização prevê novas regras para o ingresso de bezerras com até 24 meses em propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose.
A partir de agora, bezerras com idade inferior a 24 meses provenientes de fazendas não certificadas contra a brucelose poderão ingressar em propriedades em processo de certificação ou certificadas como livre das doenças, mediante apresentação do atestado individual de vacinação. Anteriormente, somente era permitida a entrada de fêmeas, nesta faixa etária, provenientes de propriedades já certificadas como livre de brucelose e tuberculose.
O objetivo da nova medida, com validade até 31 de janeiro de 2015, é incentivar a adesão de produtores ao PNCEBT e criar um número significativo de propriedades certificadas que ofereçam ao consumidor final produtos de baixo risco sanitário.
Durante o ano de 2010, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) juntamente com a coordenação do PNCEBT de Minas Gerais e Brasília realizaram reuniões com diversos produtores, dentre eles os de queijo minas artesanal, além de responsáveis por cooperativas e laticínios para buscar entendimento para uma maior adesão ao programa.
De acordo com a médica veterinária e coordenadora do PNCEB do IMA, Luciana Oliveira, a principal dificuldade apontada pelos produtores para adesão à certificação das propriedades foi a exigência da entrada de fêmeas com até 24 meses provenientes exclusivamente de propriedades certificadas.
"O IMA repassou as informações ao Ministério da Agricultura, que por sua vez acatou as reivindicações dos produtores e demais integrantes do setor produtivo. A partir disso, para estimular a adesão ao programa, foi realizada a alteração da Instrução Normativa nº 6/2004, que trata das regras do PNCEBT", explica Luciana Oliveira.


O PROGRAMA



O PNCEBT é de adesão voluntária e tem como objetivo baixar a prevalência e incidência de novos casos de brucelose e tuberculose bovinas, bem como certificar propriedades como livres destas doenças.



IMA é o órgão responsável pela execução das ações de defesa sanitária animal em Minas Gerais e adota, desde 2001, os procedimentos previstos no PNCEBT.
De acordo com o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, o setor público atua como agente certificador de um processo que envolve diretamente toda a cadeia produtiva do leite. "O PNCEBT é um importante instrumento para que os produtores rurais e o setor agroindustrial agreguem valor aos produtos, além de atestar ao consumidor final a qualidade do alimento", explica.
O produtor que se interessar em certificar sua propriedade deve procurar o escritório do IMA ao qual pertence sua propriedade, acompanhado de médico veterinário habilitado.



FONTE



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

RS: Mapa busca erradicação de brucelose e tuberculose

 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconhece 25 propriedades do município de Capitão (RS) como livres de brucelose e tuberculose, nesta quinta-feira, 16 de dezembro. O secretário de Defesa Agropecuária, Francisco Jardim, fará a entrega do documento, às 14h, na Câmara Municipal. Essa será a primeira certificação de fazendas que fazem parte do projeto Arroio do Meio, que envolve mais cinco municípios da região Sul: Coqueiro Baixo, Nova Bréscia, Pouso Novo, Travesseiro e Arroio do Meio.


"A certificação vai permitir a oferta de produtos lácteos com alta qualidade, aptos a atender à demanda de importadores mais exigentes. Além disso, vai contribuir para a segurança alimentar, desde o campo até a mesa", explica Jardim. Capitão fica na região centro-oeste do estado, a 130 km de Porto Alegre.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PN CEBT) do Ministério da Agricultura, José Ricardo Lobo, para uma propriedade conseguir essa classificação, é necessário realizar três testes consecutivos contra as doenças e apresentar resultados negativos. "Os pecuaristas interessados em obter o status devem fazer o requerimento numa unidade local do serviço de defesa sanitária animal, antes de iniciar os testes. Ao todo, 2,7 mil propriedades estão em processo de certificação", declara. 

Hoje, 153 propriedades localizadas em 13 unidades da Federação possuem o status de livres de brucelose e tuberculose. São elas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e o Distrito Federal. A região Sul destaca-se no número de fazendas livres, com 117, sendo 65 no Rio Grande do Sul, 37 no Paraná e 15 em Santa Catarina.

O projeto piloto Arroio do Meio é a primeira iniciativa no país de certificação de todas as propriedades de uma microrregião. A área é de 634,7 km², com 34,4 mil animais, em 2.723 mil propriedades. O programa é conduzido por um comitê gestor formado pelo Ministério da Agricultura, Ministério Público Estadual, Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária do Estado do Rio Grande do Sul (Fundesa), prefeituras municipais envolvidas e Centro Universitário Comunitário de Lajeado.

A brucelose (Brucella abortus) e a tuberculose (Mycobacterium bovi) são doenças crônicas causadas por bactérias. No caso da brucelose, os principais sintomas nos animais são aborto, nascimentos prematuros, esterilidade e baixa produção de leite. Já a tuberculose caracteriza-se pela evolução lenta, com sinais clínicos pouco frequentes em bovinos e búfalos. Em estágios avançados, os bovinos podem apresentar dispnéia, tosse, mastite e infertilidade.

"Os prejuízos podem ocasionar a morte dos a nimais, queda no ganho de peso e na produção de leite, descarte precoce e condenação de carcaças no abate. Estima-se que os animais infectados percam de 10 a 25% da sua eficiência produtiva", informa Lobo.

A certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose é uma das estratégias do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). "Como são doenças com significativo impacto econômico e que podem ser transmitidas aos seres humanos, a certificação contribui para a agregação de valor ao produto e traz benefícios diretos aos pecuaristas, às indústrias de lácteos e aos consumidores", finaliza Lobo.

As informações são do Mapa.

sábado, 13 de novembro de 2010

São Paulo inicia estudo de prevalência da brucelose e tuberculose bovina

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, iniciou a capacitação de médicos veterinários e técnicos de apoio agropecuários para executar o estudo de prevalência da tuberculose e da brucelose no rebanho bovino e bubalino do Estado. Esses profissionais serão capacitados para realizar a colheita de sangue para análise da brucelose e aplicação da tuberculina para verificar a incidência da tuberculose.

O último estudo da prevalência para a brucelose foi realizado no Estado em 2001 e apresentou como resultado a prevalência de 9,7% em propriedades e 3,8% em animais. Para a tuberculose, esta é a primeira prevalência a ser realizada. Segundo o médico veterinário Heinz Otto Hellwig, responsável pelo Programa Estadual de Erradicação da Brucelose e da Tuberculose, “o objetivo é conhecer a ocorrência e a incidência das duas doenças no Estado para traçar as políticas sanitárias e escolher as melhores estratégias nas ações, com vistas à erradicação.”

O diretor da Defesa Sanitária Animal da CDA, João Carlos Renofio Hoppe, explica que o estudo será feito com base nas diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As orientações serão repassadas pelo professor titular da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), José Soares Ferreira Neto. A USP faz parte do comitê consultivo do Mapa que promove o estudo.

As equipes treinadas começam a trabalhar na colheita de amostra de sangue para diagnóstico da brucelose e na inoculação de PPD bovino e aviário para teste da tuberculose. Os dados obtidos nos testes serão lançados em um programa informatizado para análise dos resultados, feita com base em dados matemáticos estabelecidos pela FMVZ para serem validados pelo Mapa.

“O estudo visa acompanhar o andamento do programa e julgar, racionalmente, se há necessidade de fazer correções”, afirma o professor Ferreira Neto, que coordena o Centro Colaborador do Ministério para Saúde Animal.

O Instituto Biológico (IB), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), também da Secretaria de Agricultura, participa do estudo. As pesquisadoras Eliana Roxo e Vera Curci são as responsáveis por transferir as informações técnicas e instruções sobre as colheitas e inoculação da tuberculina, bem como os procedimentos necessários para que o material colhido esteja em conformidade com as normas internacionais. Todas as análises sorológicas de brucelose serão realizadas pela pesquisadora Lília Paulin, do próprio IB.

Para a realização do estudo, o Estado foi dividido em sete macrorregiões. A primeira capacitação, realizada de 15 a 17 deste em Araçatuba e Andradina, abrangeu três macrorregiões que envolvem 21 regionais de defesa. O próximo treinamento será realizado com as outras quatro, que totalizam 19 regionais. As aulas teóricas foram realizadas no auditório do Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran), em Araçatuba, e a prática no Polo Regional Extremo Oeste da Apta, em Andradina.

Euzi Dognani
Assessoria de Comunicação
(11) 5067-0069

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Avaliação do PNCEBT-Vídeos

Os vídeos abaixo foram feitos no último encontro de avaliação do PNCEBT (Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose) ocorrido na USP em SP no mês de setembro.
Os vídeos foram retirados de http://vetvideos.wordpress.com/2010/08/31/integra-do-pncebt/ de responsabilidade de MV Fabio Hosoi.

Abertura 1/3



Abertura2/3



Abertura 3/3



PNCEBT – mvsilva



PNCEBT – Prof Vitor Salvador Picão Gonçalves – UNB



Dr. Andrei



Dr. Oreno Ardêmio



Dra. Luciane F. Oliveira



Dr. Jeferson Farias- Br Foods



Dr. carlos Alberto P. Cunha- Laticínios Alhambra



Professor Fernando Ferreira – VPS – FMVZ-USP – O sistema desenvolvido para colheita de dados para o PNCEBT



PNCEBT – Prof Vitor Salvador Picão Gonçalves – UNB 1/2



PNCEBT – Prof Vitor Salvador Picão Gonçalves – UNB 2/2



PNCEBT – José Ricardo Lobo PNCEBT/MAPA 1/3



PNCEBT – José Ricardo Lobo PNCEBT/MAPA 2/3



PNCEBT – José Ricardo Lobo PNCEBT/MAPA 3/3



PNCEBT – Situação da Brucelose no Brasil – Prof. José Soares Ferreira Neto 1/2



PNCEBT – Situação da Brucelose no Brasil – Prof. José Soares Ferreira Neto 2/2




domingo, 19 de setembro de 2010

GO: rebanho é sacrificado depois da confirmação de casos de tuberculose


Criadores de gado estão preocupados com o aparecimento da tuberculose bovina no rebanho. A Defesa Agropecuária acompanhou o sacrifício de animais numa propriedade de Formoso, no norte do estado.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Projeto propõe tratamento individualizado para combater turbeculose


 Gutemberg Brito / IOC
 
 Para a pesquisadora Raquel Teixeira, dosagens do remédio
   devem ser ajustadas ao perfil genético de cada paciente
 
Estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que um terço da população mundial, ou 2 bilhões de pessoas, está infectada pelo Mycobacterium tuberculosis. Destes, 8 milhões desenvolverão a doença e 2 milhões morrerão a cada ano. Entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos no mundo, o Brasil ocupa o 15º lugar. Estima-se que de 50 milhões de infectados, surjam cerca de 111.000 casos novos, dos quais 6.000 terminarão em óbito, a cada ano. Diante desse quadro e sabendo-se dos altos índices de abandono do tratamento, uma equipe do Instituto Oswaldo Cruz vem desenvolvendo estudo que identifica as diferenças genéticas na população que estão associadas a uma melhor, ou pior, resposta à isoniazida, um dos medicamentos mais usados no combate à doença. Pelo que já foi avaliado, como a composição das populações difere em regiões distintas do país, os pesquisadores propõem que, em vez de uma padronização no tratamento, ele seja individualizado, adaptando-se drogas e dosagens ao perfil genético de cada paciente. Desde que foi iniciado, em 2003, o projeto já recebeu recursos dos editais Pronex e Pensa Rio, da FAPERJ.
"Em geral, como as drogas usadas no combate à tuberculose são tóxicas ao fígado, os pacientes costumam ter acompanhamento médico durante os seis meses de tratamento e aos primeiros sinais de hepatite medicamentosa, são internados. Mas acontece também que muitos desses doentes, ao apresentar os sintomas desses efeitos colaterais, simplesmente abandonam a medicação e o tratamento", relata Raquel Lima de Figueiredo Teixeira, formada em Microbiologia e Imunologia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em Biologia Celular e Molecular, pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Em 2003, ela teve apoio como pesquisadora visitante em convênio Fiocruz /FAPERJ.
Com base em amostras de mais de 400 pacientes com tuberculose e indivíduos saudáveis, no Rio de Janeiro e de Goiás, o grupo de pesquisa estudou alterações no gene responsável pela metabolização da isoniazida. "Ele produz a enzima N-acetiltransferase 2, a NAT 2, que é aquela que metaboliza a isoniazida. Em algumas pessoas, houve mutações que interferem na atividade dessa enzima e consequentemente na metabolização do medicamento. Ou seja, nos casos em que esse medicamento não é metabolizado adequadamente, há uma sobrecarga para o fígado. E em nosso estudo, já conseguimos estabelecer que existe uma correlação entre alterações genéticas do NAT 2 e hepatotoxicidade", confirma.
Raquel e a equipe envolvida no projeto relatam que o perfil de acetilação, ou seja, de metabolização da substância, pode ser de três tipos. Certos indivíduos eliminam a isoniazida lentamente, permitindo o acúmulo de derivados tóxicos, o que favorece a ocorrência de efeitos colaterais. Segundo a pesquisa, nesse tipo, foram identificados 46,6% de fluminenses contra 55,4% de goianos. Nos tipos de metabolização intermediária, foram 42,5% de fluminenses e 25% de goianos, enquanto na metabolização rápida, foram 10,9% de fluminenses e 19,6% de goianos. "Metabolizar rapidamente a substância medicamentosa significa que, nestes indivíduos, a isoniazida não atinge a concentração ótima no local de ação, e parte dela termina sendo excretada pelo organismo. Isso, no entanto, não chega a causar nenhum problema porque as outras drogas que fazem parte do coquetel terapêutico se encarregam de eliminar o bacilo da tuberculose", esclarece a pesquisadora.
O problema é exatamente com os indivíduos de metabolização lenta. Eles se mostram mais suscetíveis à hepatotoxicidade, já que, como se sabe, a medicação contra a tuberculose é metabolizada no fígado. "Devido a essas mutações, eventos que não são determinantes, mas que são estatisticamente significativos, podem levar a uma hepatite medicamentosa ou a uma sobrecarga tóxica para o fígado", diz Raquel. Caso em que os sintomas logo costumam aparecer: icterícia, vômitos e dores abdominais.
Para Raquel, o número amostral precisa ser ampliado. E da mesma forma também será preciso analisar os outros medicamentos que compõem o coquetel antituberculose. Mas embora a pesquisa ainda esteja em suas etapas iniciais, a equipe está animada com os resultados preliminares. "Os estudos sugerem que se conseguirmos desenvolver um kit molecular para identificar, antes do tratamento, essas alterações genéticas que interferem na metabolização dos medicamentos, poderemos substituir ou ajustar a dosagem das drogas empregadas com base no DNA do indivíduo", diz.
Ampliando todo esse universo, Adalberto Rezende Santos, contemplado no edital da FAPERJ de apoio ao Estudo de Doenças Negligenciadas, em 2008, é o responsável por outra linha de pesquisa, que visa mapear as variações genéticas que interferem na ocorrência da hepatotoxicidade. A diferença é que o projeto de Adalberto estuda, em cinco regiões do país, a atuação da enzima NAT 2 frente à dapsona, substância terapêutica empregada no tratamento da hanseníase. "Como o local de metabolização também é o fígado, o paciente fica sujeito à possibilidade de efeitos colaterais semelhantes. Alterações genéticas no NAT 2 fazem com que determinados indivíduos não metabolizem bem nenhuma das duas substâncias, seja a isoniazida, seja a dapsona", explica.
Como conta Raquel, Adalberto vem recebendo amostras de vários pontos do país. "Como a nossa população é bastante miscigenada e sua composição recebeu diferentes influências em determinadas regiões, isso muda também seu perfil genético e, consequentemente, o perfil de metabolização de dadas substâncias." Segundo a pesquisadora, o projeto de desenvolver o kitmolecular para testar esse perfil genético antes de aplicar o tratamento já está em andamento. "Estamos expandindo nossos estudos e paralelamente também estamos desenvolvendo um método molecular que atenda às particularidades da população brasileira. Por enquanto esse projeto está em fase de padronização e validação em laboratório. Porque acreditamos que individualizar a terapêutica é uma forma de evitar desperdício na aplicação de medicamentos, de recursos e principalmente um meio de prevenir o abandono do tratamento, tornando-o mais eficaz", conclui.

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

BOVINE TUBERCULOSIS - UK (03): NEW CONTROL PROGRAM

A ProMED-mail post
ProMED-mail is a program of the International Society for Infectious Diseases

[1]
Date: Wed 15 Sep 2010
Source: Defra press release [edited]

Proposals for additional measures to help control bovine tuberculosis  in cattle were published for public consultation today [15 Sep 2010]  by Agriculture Minister Jim Paice.

Defra is consulting on a proposal to issue licences to farmers and landowners who wish to cull and/or vaccinate badgers at their own expense. These licences would be subject to strict licence criteria to ensure badger control is done effectively, humanely and with high regard for animal welfare.

Jim Paice said: "Bovine TB is having a devastating effect on many farm businesses and families, especially in the West and South West of England. Last year [2009], 25 000 cattle were slaughtered because of the disease, and it cost the taxpayer over GBP 63 million [USD 98.4 million] in England alone."

"We can't go on like this. It's clear that the current approach has failed to stop the spread of this terrible disease. We need to take urgent action to halt its spread. No single measure will be enough to tackle the disease on its own. But the science is clear: there is no doubt that badgers are a significant reservoir for the disease, and without taking action to control the disease in them, it will continue to spread. No country in the world has eradicated bovine TB without dealing with the reservoir in wildlife. That's why I'm today [15 Sep 2010] launching a consultation on how we can tackle the disease in badgers. A decision on our approach will be taken following the consultation. I intend to publish a comprehensive and balanced bovine TB eradication programme early in 2011."

The consultation proposes issuing licences under the Protection of Badgers Act 1992 to enable farmers and landowners to cull badgers, at their own expense. Under the government's new proposal, they will be able to use vaccination either on its own or in combination with culling. Licences would be subject to strict criteria to ensure culling is carried out effectively, humanely and with high regard to animal welfare. They will also be asked to explain how they intend to minimise the negative effect in the surrounding area identified by the Randomised Badger Culling Trial (RBCT). Farmers and landowners are already able to apply for licences to vaccinate badgers.

Culling will only be allowed in areas where there is a high incidence of bovine TB in cattle.

Jim Paice added: "I have looked carefully at the potential for using badger vaccination. Based on veterinary advice and the available scientific evidence, the government's assessment is that vaccination on its own will not reduce disease as quickly as culling. However, by using it in combination with culling, it is possible to maximise the effectiveness of badger control in reducing bovine TB in cattle."

"Cattle measures will remain central to the government's bovine TB programme, though some changes are planned to ensure that they are better targeted on the basis of disease risk. Most existing cattle measures will remain firmly in place; in some cases, controls will be tightened where we know there is a higher disease risk, and in some cases, burdens on farmers will be reduced, but only where we are confident that this will not increase disease risk." Jim Paice confirmed that pre-movement testing will remain in place following a review and announced some minor changes to TB testing that will take effect immediately.

Further details can be found via .

Notes

1. The consultation closes on 8 Dec 2010 and can be found at .

2. Badger culling has the potential to reduce bovine TB in cattle by rapidly reducing the overall number of infected badgers, thus reducing the rate of transmission of the disease to cattle. The main body of evidence on the impact badger culling has on incidence of bovine TB in cattle is the Randomised Badger Culling Trial (RBCT), which took place between 1998 and 2007. The results of this major government-funded trial demonstrate that badger culling, done on a sufficient scale, in a widespread, coordinated and efficient way, and over a sustained period of time, would reduce the incidence of bovine TB in cattle in high incidence areas. No other country in the world with a similar reservoir of bovine TB in wildlife has eradicated TB from cattle without stringent wildlife control measures.

3. The RBCT showed that incidence of TB in cattle on land immediately surrounding the culling area increased initially. Over the course of the trial, this negative effect tailed off, and the latest RBCT analysis shows that the level of TB in cattle in the surrounding area is comparable with the un-culled survey-only areas. However, measures can be put in place to mitigate the negative effects seen in the surrounding area, such as setting a required minimum area over which culling must take place and making use of barriers such as coastlines and major rivers, to limit badger movement. Also badgers in the surrounding area could be vaccinated.

4. Badger control licences would be subject to strict criteria to ensure that measures are carried out effectively, humanely, and with high regard to animal welfare. This will include a requirement that any culling must take place over a minimum area of 150 sq/km so we can be confident it will have a net beneficial effect. This means that we would expect to receive licence applications from groups of farmers and landowners rather than individuals. Applicants will also need to demonstrate that they have considered taking further steps to minimise the potential detrimental effect at the edge of a culling area.

5. Licences will only permit culling by cage-trapping and shooting, and by shooting free-running badgers, carried out by trained, competent operators with appropriate firearms licences. Defra ruled out gassing and snaring on the basis that we do not have sufficient evidence to demonstrate that they are humane and effective methods of culling.

6. The government will fund the cost of the licensing operation and monitor the effects of the policy. We expect the farming industry to bear the direct costs of badger control.

7. We will continue to look over the next few months at: Changes to TB terminology; strengthening controls on high risk unconfirmed breakdowns; extending the use of gamma interferon testing to all confirmed breakdown herds in the 2-year testing areas; providing better support for TB restricted farmers by enhancing their options for selling surplus stock.

8. In 2009/10, controlling bovine TB cost the taxpayer GBP 63 million [USD 98.4 million] in England. An additional GBP 8.9 million [USD 13.9 million] was spent on research.

- --
Communicated by:
Sabine Zentis
Gut Laach
52385 Nideggen, Germany

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[2]
Date: Wed 15 Sep 010
Source: Written Ministerial Statement [edited]


Bovine Tuberculosis, by the Minister of State for Agriculture and
Food (Jim Paice)
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Bovine TB is having a devastating effect on many farm businesses and families. The situation is steadily getting worse; the number of animals slaughtered each year is unacceptable, and more farms are affected as the disease spreads across the country. The area of England affected by bovine TB has grown from isolated pockets in the late 1980s to cover large areas of the West and South West of England. 6.4 percent of herds in England were under bovine TB restriction at the end of 2009. The figure was 14.3 percent in the South West. In 2009, over 25 000 cattle were slaughtered due to TB in England.

The cost to government of controlling bovine TB in England was over GBP 63 million [USD 98.4] in 2009/10 (excluding scientific research). These costs are rising year by year, and there is a strong case for early effective action to turn this around. Furthermore, this has been raised as a concern by others across Europe, and we are under increasing pressure from the European Commission to strengthen our controls.

Eradicating bovine TB is our long term goal, but it is clear that the approach to date has failed. We need to take additional measures urgently to stop the disease spreading and to start to reverse the rising trend. The farming industry, veterinary profession and government need to work in partnership to achieve this.

There is no single solution to tackling bovine TB; we need to use every tool in the toolbox. Cattle measures will remain the foundation of our bovine TB control programme, but we will not succeed in eliminating the disease in cattle unless we also tackle the disease in badgers. The science is clear; there is no doubt that badgers are a reservoir of the disease and transmit bovine TB to cattle. No other country in the world with a similar reservoir in wildlife has eradicated TB from cattle without stringent wildlife control measures.

That is why the Coalition Government has committed, as part of a package of measures, to develop affordable options for a carefully-managed and science-led policy of badger control in areas with high and persistent levels of bovine TB in cattle. I am today [15 Sep 2010] launching a consultation on the government's proposed approach to badger control in England.

Badger culling has the potential to reduce bovine TB in cattle by rapidly reducing the overall number of infected badgers, thus reducing the rate of transmission of the disease to cattle. The main body of evidence on the impact badger culling has on incidence of bovine TB in cattle is the Randomised Badger Culling Trial (RBCT) which took place between 1998 and 2007. The results of this major government-funded trial demonstrate that badger culling, done on a sufficient scale, in a widespread, coordinated and efficient way, and over a sustained period of time, would reduce the incidence of bovine TB in cattle in high incidence areas. Analysis of the results covering the whole period from the beginning of culling to July 2010 show that the beneficial effects of culling persist over this time and that the initial detrimental effect seen at the edge of the culled area had disappeared by 12-18 months after culling stopped.

The proposal on which I am launching the consultation today [15 Sep 2010] is to issue licences under the Protection of Badgers Act 1992 to enable farmers and landowners to cull badgers, at their own expense. Under existing arrangements, farmers and landowners are already able to apply for licences to vaccinate badgers. Under the government's new proposal, they will be able to use vaccination either on its own or in combination with culling. The government's proposal will empower farmers to take control of reducing the risks of transmission from the wildlife reservoir at the local level.

Licences would be subject to strict criteria to ensure that the badger control measures are carried out effectively, humanely, and with high regard to animal welfare. This will include a requirement that any culling must take place over a minimum area of 150 square km so we can be confident it will have a net beneficial effect. This means that we would expect to receive licence applications from groups of farmers and landowners rather than individuals. Applicants will also need to demonstrate that they have considered taking further steps to minimise the potential detrimental effect at the edge of a culling area. Culling licences will only permit culling by cage-trapping and shooting, and by shooting free-running badgers, carried out by trained, competent operators with the appropriate licences. We have ruled out gassing and snaring on the basis that we do not currently have sufficient evidence to demonstrate that they are humane and effective methods of culling.

I have looked carefully at the potential for using badger vaccination. Based on veterinary advice and the available scientific evidence my assessment is that vaccination will not be as effective as culling in quickly lowering the weight of infection in the badger population. Vaccination does not guarantee that all badgers are fully protected from infection, and it would take some time to develop immunity within a local population. In addition, the fact that the 1st injectable badger vaccine was only licensed in March 2010 means that there is only very limited experience of using vaccination in the field and no hard evidence on the contribution badger vaccination would make to reducing the disease in cattle. However, vaccination is still likely to reduce disease risk and have greater disease control benefits than taking no action to tackle bovine TB in badgers. In addition, when used in combination with culling, vaccination could help to mitigate the perturbation effects of culling.

The government's highest priority is to reduce the deficit, and it is vital that any new policy is affordable. This is why we expect the farming industry to bear the direct costs of badger control. Government will fund the licensing operation and monitor the impacts of the policy.

I do not approach these issues lightly. No one wants to kill badgers, but the scientific evidence and veterinary advice clearly suggests that this is the quickest and most effective way to bring down the weight of infection in the badger population and in turn reduce the rate of transmission of bovine TB to cattle. We also don't want to see culling for longer than is necessary, and we intend to review how the policy is working after 4 years.

I have met with the Badger Trust and separately with other interested stakeholders to explain the evidence and rationale behind the proposal. All have been offered the opportunity to discuss the consultation in further detail with Defra.

The consultation is available on Defra's website () from today [15 Sep 2010] and will close on 8 Dec 2010. A decision on this policy will be made early in 2011, taking account of views provided during this consultation and the available scientific and economic evidence.

The consultation document also highlights that we are planning a number of changes to existing cattle measures to ensure that they are better targeted on the basis of disease risk. Most existing cattle measures will remain firmly in place; in some cases, we will be looking to tighten controls where we know there is a higher disease risk; and in some cases we will be looking to reduce burdens on farmers, but only where we are confident that this will not increase disease risk.

I am today [15 Sep 2010] publishing the report of a review of pre-movement testing which is available on the Defra website ().
This has concluded that the current policy has been successful in reducing bovine TB spread, provided a significant benefit for the taxpayer and a net benefit for the farming industry. The pre-movement testing policy will, therefore, remain in place, though we plan to look again at the current exemptions to see whether they are still necessary.

We will be making some minor changes to TB testing with immediate effect. These include reducing the testing of new and reformed herds, stopping the testing of young calves, rationalising post-breakdown testing in low-risk herds where bovine TB is not confirmed and rationalising the testing of herds neighbouring a confirmed TB breakdown. These changes will reduce costs to the taxpayer and the burden on farmers without increasing disease risk, and will ensure we are not gold-plating EU legal requirements.

Over the next few months, I also intend to make changes to TB terminology, strengthen controls on high risk unconfirmed breakdowns, reduce the number of tracing tests and extend the use of gamma interferon testing to all confirmed breakdown herds in the 2 yearly testing areas. And I will ensure better support for TB restricted cattle farmers by enhancing their options for selling surplus stock. Further details of these changes will be announced in due course.

The Coalition Government is committed to dealing with this terrible disease and reducing its burden on farmers and the taxpayer as quickly as possible. A decision on our approach will be taken following the consultation on badger control being launched today [15 Sep 2010]. I intend to publish a comprehensive and balanced bovine TB eradication programme early in 2011.

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Communicated by:
Sabine Zentis
Gut Laach
52385 Nideggen, Germany