quinta-feira, 14 de março de 2013

Carne de cavalo: mesmo com polêmica, frigorífico uruguaio investe na produção no Brasil


Cerca de 99% do volume será exportado para países da Europa, África e Ásia

por Hanny Guimarães
Kenji Honda
(Foto: Kenji Honda/Ed. Globo)
Consumidores europeus foram pegos de surpresa em janeiro deste ano, quando testes comprovaram que diversosprodutos industrializados, rotulados como contendo carne bovina, tinham, na verdade, sinais de carne de cavalo. Autoridades do Reino Unido identificaram a fraude em hambúrgueres e, em seguida, outros produtos como a lasanha, na Itália, também foram notificados.

O caso repercutiu por todo o mundo e se tornou um escândalo, fazendo com que os governos dos países afetados ordenassem novos testes em todos os tipos de comida processada com carne bovina. Mesmo com indicações das autoridades de que o consumo desse tipo de alimento não traz nenhum risco à saúde, os consumidores se sentiram lesados e, hoje, reforçam o movimento de compra por itens produzidos localmente.
 

Que carne é essa?
Embora o fato tenha causado certo rebuliço, não é novidade que a carne de cavalo é produzida e tem o consumo liberado em muitos países como França, Japão e até mesmo no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, há alguns anos o restaurante japonês Hideki mantinha o produto no cardápio e o vendia como iguaria, mas o item saiu do menu, pois nunca fez muito sucesso entre os brasileiros, que resistem ao consumo desse tipo de alimento. A curiosidade fica por conta das características da carne que, segundo chefs de cozinha, é mais avermelhada em relação à bovina e tem sabor mais adocicado. 

Luiz Francisco Prata, médico veterinário e especialista em inspeção sanitária de carnes e pescados da Unesp em Jaboticabal, explica que nós não temos o hábito de consumo e que 99% da carne equina produzida no país é exportada. “Não há qualquer restrição do consumo desse tipo de carne a não ser a questão cultural. Não faz parte do nosso hábito, embora ele seja um animal herbívoro muito semelhante ao bovino”. Ele acredita que a questão do escândalo da carne de cavalo é mais empresarial já que se trata de uma fraude e orienta: “o consumidor não precisa ficar preocupado, pois a carne equina não faz mal desde que devidamente obtida”. De acordo com o especialista, ela é indicada para atletas ou pessoas que controlam peso, porque tem menor teor de gordura e maior teor de ferro – e por isso também seria indicada para casos de anemia. Mas afirma que a escolha depende da vontade do consumidor e não de um processo fraudulento. 

Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) fiscaliza os alimentos que contenham carne de estabelecimentos inscritos no Serviço de Inspeção Federal (SIF). O trabalho é feito dentro das unidades de abate frigoríficas, com rastreabilidade dos produtos de origem animal congelados, de circulação nacional ou para exportação. 

No Brasil, a produção e comercialização da carne de equídeos não é proibida, mas a lei é clara quanto à indicação na embalagem sobre alimentos que contenham o produto. O decreto 30691, que aprova o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal – RIISPOA, estabelece no artigo 202: Art. 202 – “A carne de equídeos e produtos com ela elaborada, parcial ou totalmente, exigem declaração nos rótulos: ‘Carne de equídeo, ou preparado com Carne de Equídeos ou contém Carne de Equídeos.’"
 

Produção no Brasil
Segundo o Mapa, há registros no SIF de quatro estabelecimentos de abate de equídeos, porém atualmente somente dois estão em funcionamento. Hoje, cerca 2.375.961 quilos da carne são produzidos são produzidas anualmente, mas esta produção já foi de 13.101,952 quilos em 2007. O volume segue para a Europa, África e Ásia. 

Na última quarta-feira (6/3), o frigorífico Prosperidad S.A., do Uruguai, anunciou que no máximo até junho vai reabrir sua unidade localizada em Araguari, no Triângulo Mineiro. No local, deve ser feito o abate de até mil cavalos por dia, sendo toda a produção destinada a países europeus, principalmente Bélgica e Holanda, além de África do Sul e Japão. A fábrica tinha sido fechada em setembro do ano passado após focos da doença de mormo serem detectados no Parque de Exposições de Araguari, a apenas quatro quilômetros do frigorífico. Uma norma da União Europeia não permite focos da doença a menos de 10 quilômetros do local do abate. A empresa resolveu, então, encerrar as operações, mas agora, com a situação controlada, a unidade será reaberta. 

mormo é uma doença infectocontagiosa que atinge os equinos, mas que pode ser contraída também por cães, gatos e até mesmo pelo homem. No ano passado, em Araguari, a contaminação levou ao sacrifício de dois cavalos e ao confinamento por um determinado período de cerca de cem animais. A doença já teria desaparecido da cidade e a representante da empresa uruguaia, Sandra Catharina Jorge, diz que está sendo solicitada junto ao Ministério da Saúde a inspeção necessária para a instalação da planta. 

Fundado há 52 anos, o frigorífico tem sede brasileira em São Paulo, onde ocupa uma área de 78 mil metros quadrados. Ele já vinha processando em média 680 toneladas de carne de cavalo antes de fechar. Reabre no momento em que o mercado ainda avalia o impacto do escândalo na Europa envolvendo o uso de carne de cavalo no lugar da de gado em alimentos processados. Em Araguari isso parece não preocupar, pois representantes do frigorífico demonstraram otimismo e até sinalizaram a possibilidade de contratação de 300 funcionários.

Fiscais culpam Mapa sobre denúncia de irregularidades em abatedouros


Após denúncias exibidas no programa Fantástico, agentes federais cobram posicionamento do órgão

por Globo Rural On-line
 Shutterstock
Reportagem levanta discussões sobre abates sem fiscalização no país (Foto: Shutterstock)
No último domingo (10/3), o programa de televisão Fantástico mostrou uma série de irregularidades cometidas por abatedouros sem fiscalização no país. A reportagem, que apresenta um caso de ameaça à saúde pública, causou polêmica e levantou discussões entre representantes da sociedade e autoridades do setor. 


Fiscais Federais Agropecuários, em nota à imprensa nesta terça-feira (13/3), disseram que as denúncias são “extramente graves” e que as péssimas condições de abate, armazenamento e transporte da carne bovina apontam o estado de ameaça a que consumidores estão sujeitos. 



Segundo os agentes, a principal causa da situação apresentada na reportagem é a “omissão e o desinteresse doMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)em se posicionar e agir para resolver os problemas”. OSindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) afirma que há muito alerta para as condições deste cenário, mas os dirigentes da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa não tomam iniciativa. 



Eles explicam que a responsabilidade de inspeção dos produtos de origem animal e vegetal está dividida nas instâncias administrativas federal, estadual e municipal. “Os fiscais federais respondem pela verificação da qualidade dos produtos comercializados entre Estados e com o exterior; os estaduais, entre os municípios do Estado; e os municipais, dentro dos municípios”, comenta a categoria em nota. De acordo com os fiscais agropecuários, “as três esferas administrativas atuam sem hierarquização definida e falta uma comunicação técnica condizente com a complexidade dos processos de fiscalização, o que também prejudica a atuação do fiscal de forma regular, profissional e padronizada”. Um fiscal federal não pode, por exemplo, autuar um estabelecimento cuja fiscalização seja de responsabilidade do município, mesmo que flagre uma irregularidade. 



A categoria aponta caminhos e soluções para melhorar o sistema de fiscalização, como o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), criado em 2006. Mas, segundo os fiscais, o sistema nunca foi colocado em prática. “A gestão adotada pelo Mapa enfraquece deliberadamente o Suasa, o que não permite a integração das três esferas – federal, estadual e municipal – de forma harmônica e organizada. As soluções propostas pela Anffa Sindical para a melhoria da fiscalização e combate às irregularidades sanitárias em abatedouros clandestinos não foram autorizadas pelo Ministério”, diz a nota. 



A nota diz, ainda, que a postura do Mapa “deixa a população vulnerável, pois permite que os consumidores comam alimentos que não passaram por nenhum controle de qualidade”. Para a Anffa Sindical, o Ministério “precisa assumir o papel de regente nesse processo e garantir a eficiência das ações de defesa agropecuária, em benefício da sociedade brasileira”. 



Globo Rural entrou em contato com o Ministério da Agricultura para que o órgão pudesse comentar as afirmações da Anffa Sindical, mas até o momento de fechamento desta nota o órgão não respondeu.



Entenda o caso e assista a reportagem do Fantástico sobre o abate sem fiscalização dos animais clicando aqui.

http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI333298-18530,00-FISCAIS+CULPAM+MAPA+SOBRE+DENUNCIA+DE+IRREGULARIDADES+EM+ABATEDOUROS.html

quarta-feira, 13 de março de 2013

Ubabef e OIE debaterão programa para a Avicultura e vaca louca

São Paulo, SP, 12 de Março de 2013 - O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, informou que na reunião que terá nesta terça-feira (12), às 15h, com o diretor-geral da Organização Mundial para Saúde Animal (OIE), Bernard Vallat, em Paris (França), será apresentado o Programa de Compartimentação da Avicultura Brasileira e o apoio que a OIE está dando ao Brasil na questão do evento priônico em uma vaca morta no Paraná, em 2010.

'Farei questão de agradecer a OIE pela postura que teve com a questão do evento priônico ou caso atípico da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), a doença da vaca louca, que permitiu o País seguir como grande exportador de proteína animal do mundo', disse Turra. A OIE, mesmo com o episódio, manteve a classificação do status do Brasil como risco insignificante para a doença.

Com relação à compartimentação, que consiste na estruturação da produção em compartimentos, que mapeiam e isolam plantas e estruturas produtoras de granjas, o objetivo da apresentação do programa ao diretor-geral da OIE é mostrar que a qualidade sanitária da cadeia produtiva da avicultura brasileira pode ser considerada uma das melhores do mundo. 'Pensamos proativamente para garantirmos nossa rápida reação contra eventuais problemas nos plantéis. Dessa forma, asseguramos nossa produção, nossas exportações e a sanidade dos plantéis, um dos maiores bens da avicultura nacional', destacou. Turra ainda vai aproveitar a ocasião para convidar Vallat para participar do Salão Internacional da Avicultura (SIAV), que será realizado entre 25 e 27 de agosto de 2013 no Anhembi, em São Paulo (SP).

Depois de Paris, o presidente executivo da Ubabef seguirá para Bruxelas para encontros com autoridades do Parlamento Europeu ligadas à Diretoria Geral para a Saúde e Consumo (DG Sanco) e à Diretoria Geral para a Agricultura (DG Agri). Nos encontros, Turra quer 'desfazer mitos que circulam nos corredores do Parlamento Europeu em torno da nossa produção.' O executivo também participará de um encontro com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ocasião em que o convidará para a solenidade de abertura do SIAV.


(Agência Estado) (Redação )
http://www.avisite.com.br/clipping/index.php?codclipping=20506

segunda-feira, 11 de março de 2013

Brasileiros se encontram com técnicos europeus para treinamento em inspeção agropecuária


Em busca de aperfeiçoamento no sistema de inspeção agropecuária, técnicos brasileiros estão em treinamento com técnicos da União Europeia. As palestras, apresentações e reuniões estão sendo realizadas em Brasília.
Com foco em assuntos relacionados à inspeção de produtos de origem animal, a intenção é estreitar as relações comerciais entre o Brasil e o bloco. O treinamento terá duração de quatro dias e reúne seis técnicos agropecuários europeus e quarenta brasileiros. Os profissionais estão focados em três assuntos: rastreamento de produtos, desde a origem até a chegada aos mercados para venda ao consumidor, manual de boas práticas regulatórias e auditorias, vistorias e supervisão.
Segundo o secretário de Defesa Agropecuária substituto, Ricardo Cavalcanti, os novos processos podem reduzir algumas atividades operacionais que o país tem, além de custos adicionais com repetidas visitas e repetidas inspeções. Isso tudo criaria mais credibilidade entre os sistemas. O Brasil ainda tem uma meta ousada em relação ao tema: ter o melhor serviço de inspeção sanitária do mundo.
O secretário afirma que se o país não acompanhar essas mudanças, ficará a mercê do mercado. Com o advento da Organização Mundial do Comércio, as barreiras sanitárias e fitossanitárias passaram a ser praticamente os reguladores de mercado internacional, ou seja, tal produto pode deixar de ser vendido com base nessas restrições fitossanitárias.
Fonte: Ruralbr, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Medidas sanitárias gerais para ovinos e caprinos


Medidas sanitárias gerais para ovinos e caprinos

Por *Tânia Valeska M Dantas Simões

A sanidade abrange uma série de atividades técnicas, conduzidas para manter as condições de saúde dos animais, as quais são influenciadas pelo meio ambiente, práticas inadequadas de manejo, pelo genótipo, entre outras causas. Os problemas de erro de manejo incluem: nutrição inadequada, limpeza, desinfecção e higiene precária, instalações mal planejadas, manejadores despreparados, criação conjunta de animais de diferentes espécies, presença de ratos, pássaros e moscas. Problemas relacionados ao meio ambiente são: escassez de alimentos e água, mudanças bruscas de temperatura, presença de ventos frios, poeira, calor, radiação entre outros. 

Considerando os inúmeros fatores que podem influenciar na saúde dos animais sabe-se que não são fáceis as soluções para enfrentar estes fatores, por isso o produtor, antes de tudo, deverá estar adiante das enfermidades, adotando programas rigorosos de higiene e um plano de profilaxia preventiva, segundo os problemas identificados em cada região. Várias medidas poderão ser tomadas com o objetivo de minimizar as condições ambientais adversas, permitindo a saúde do animal e/ou rebanho, bem como a viabilidade da exploração.

O manejo sanitário inclui ações nas instalações, nos comedouros, bebedouros e saleiros, aplicação de vacina, vermífugo, limpeza e desinfecção, realização de quarentena e isolamento, entre outras. Com relação às instalações, primeiramente devemos considerar cada tipo de sistema de produção e estas devem apresentar condições de boa ventilação, temperatura amena, baixa umidade e lotação adequada, de modo geral, deve ser de 0,8 a 1,0m2/animal. A limpeza geral do aprisco deverá ser realizada diariamente ou pelo menos a cada dois dias, sendo o esterco colocado em local apropriado, de preferência em esterqueira. 

Esterqueira é um local do destino dos dejetos sólidos e/ou líquidos. Tem por finalidade, armazenar o esterco produzido, de forma que seja permitida uma adequada fermentação do material, resultando em um produto final de qualidade, com higiene e segurança. O uso de esterqueiras permitirá ao produtor, aproveitar um rico material orgânico disponível nas propriedades, trabalhando sempre com higiene e profilaxia. As esterqueiras podem ser basicamente de três tipos: esterqueira subterrânea, de encosta e de três celas. Após trinta dias ou mais de armazenamento, o esterco poderá ser utilizado para adubar culturas e pastagens. 

Dentre as instalações, devemos considerar um local para o isolamento, a quarentena, o manejo específico, comedouros, bebedouros e saleiros, curral de manejo e sala de ordenha. Isolamento é um local destinado a isolar animais doentes do rebanho, para observação e eventuais tratamentos. Este setor deve ser rigorosamente desinfectado com solução de creolina, vassoura de fogo, ou uma camada fina de cal virgem nas paredes e piso. E deve ficar afastado do curral de manejo. 

O quarentenário é um local imprescindível no ato da aquisição de novos animais. É uma construção isolada das demais. Deve dispor de local próprio para acesso ao pasto, onde os animais recém-adquiridos permanecerão por um período pré-determinado pelo veterinário. Neste período, os animais serão examinados clinicamente e submetidos a testes laboratoriais no intuito de detectar possível (is) sintoma(s) ou alterações, que indiquem a presença de enfermidade(s). 

Aprisco é uma estrutura que tem o objetivo de abrigar as espécies e categoria de animais, para que o manejo possa ser diferenciado. Devendo proporcionar segurança aos animais e ficar próximo ao centro de manejo. Os comedouros, bebedouros e saleiros devem permanecer do lado de fora da instalação/aprisco. Os bebedouros podem ser em vasos comunicantes para prevenir contaminação por fezes na água de bebida, e, os saleiros poderão estar dentro ou fora do aprisco, dado o fato de serem suspensos e, de preferência a 1,0 m de altura do solo dependendo da categoria animal. 

Curral de manejo destina-se ao manejo dos animais durante os procedimentos de vacinação, seleção, vermifugação de forma a proporcionar maior segurança aos animais e técnicos, permitindo-se observar todos os animais do rebanho. A sala de ordenha é para uso exclusivo de animais em lactação. Deverá ser construída com critérios que permita a limpeza e higienização, bem como conforto aos animais e seja funcional. Sempre seguir as orientações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e outras instituições de pesquisa e extensão. 

Existem ainda os pedilúvios que são destinados à desinfecção de animais, veículos e manejadores, evitando assim, que atuem como disseminadores de doenças através dos diferentes setores e entre propriedades. Devem ser construídos nas entradas da fazenda e nos apriscos, principalmente. 

Partindo dos cuidados com as instalações para os cuidados com os animais de forma geral, inclui atenção especial à aquisição de animais, verificando a aparência dos mesmos, a procedência, o estado de saúde geral do rebanho, solicite sempre que possível sorologia para a Artrite encefalite caprina e para a Maedi-visna, para caprinos e ovinos, respectivamente. Mantenha os animais sempre com uma alimentação balanceada e com água e sal a vontade. 

È importante na propriedade ter um manejo para as controlado para as vermifugações e vacinações, com calendário anual. Apresentar fichas de controle individual e coletiva com informações sobre nascimento, mortalidades e sintomas de doença. Ter um manejador preparado e conhecedor dos principais sintomas das doenças mais frequentes auxilia no diagnóstico e tratamento precoce e isolamento do animal evitando a disseminação. Promover o descarte orientado, determinar a quantidade de piquetes para o pastejo rotacionado. Realizar o casqueamento frequentemente a fim de evitar infecções podais e perdas econômicas. Combater a presença de outros animais e insetos. Realizar a limpeza diária das instalações. Realizando concomitantes as ações citadas o produtor mantém o rebanho saudável evitando perdas econômicas.

*Tânia Valeska M Dantas Simões é pesquisadora da área de Sanidade Animal da Embrapa Tabuleiros Costeiros


quinta-feira, 7 de março de 2013

México vacina para conter surto de Influenza Aviária


O Serviço Nacional da Saúde, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar (SENASICA) do México confirmou ontem que dois milhões de aves terão que ser sacrificadas em uma tentativa de conter o surto que assola o país. As informações foram divulgadas pelo World Poultry. 


De acordo com a última notificação reportada para a OIE no dia 28 de fevereiro, existem 11 focos de IA na região de Guanajuato e mais de um milhão de aves estão suscetíveis ao contágio. As autoridades estão temerosas porque o número está aumentando com rapidez e o impacto logo vai ser sentido no mercado, como ano passado, quando o aumento dos preços foi às alturas em conseqüência de um surto de IA. Das 11 unidades afetadas, cinco são granjas de poedeiras, uma de frango de corte e cinco são de matrizes de corte.

O SENASICA planeja distribuir cerca de 210 milhões de doses por mês da vacina AHN3 em nove estados em todo o país em uma tentativa de conter futuros focos. No final de janeiro, foi detectado a presença do vírus em uma granja em Aguascalientes, no centro do País, graças ao alerta levantado por um produtor de ovos, que notificou aos serviços sanitários o incremento anormal de mortalidade em duas granjas de postura. De imediato, mais de 30 técnicos foram deslocados para a região com o intuito de identificar a causa da alta mortalidade. Exames laboratoriais revelaram tratar-se de um vírus do tipo H7N3 da Influenza Aviária. O sequenciamento genético do organismo apresentou 99% de similaridade com o vírus isolado em junho do ano passado em Jalisco.

Para Ariel Mendes, Diretor de produção da Ubabef, a vacinação pode ser utilizada como uma ferramenta a mais para a contenção do foco. “O México teve uma relativa sorte, se podemos dizer assim, por ter isolado o vírus anteriormente de um pato selvagem. A indicação em casos assim é o sacrifício sanitário, mas nesse caso pode-se utilizar as vacinas nas regiões perifocais”.
O México vive uma situação complicada. Os oficiais estão particularmente preocupados em manter a doença sob controle na região de Jalisco, o maior estado produtor do México. A vacinação de frangos de corte, poedeiras e matrizes está sendo prioridade e a meta é imunizar as regiões de San Luis Potosi, Hidalgo, Tlaxcala, Michoacán, Morelos, Coahuila, Puelbla e Querétaro, a fim de garantir a exportação e o abastecimento interno. Mendes relembra que a utilização de vacinas é uma situação que deve ser avaliada com muita delicadeza. “Tem que estar associado a um programa de sacrifício e utilizado em situação como a do México, onde cerca de um quarto do plantel teve que ser abatido. Deve ter uma utilização criteriosa principalmente por causa da monitoria sorológica que deve ser realizada depois”.

Controle no Brasil
O Diretor da Ubabef acredita que o surto no México é uma preocupação a mais para o Brasil e que o país deve reforçar o monitoramento das aves migratórias que vêm da região. “Alertamos o governo sobre a importância de redobrar a atenção. Apesar de o assunto ter saído um pouco da mídia, o vírus está circulando. O trânsito de pessoas vai aumentar com a chegada da Copa das Confederações. Vamos ter muitos estrangeiros dentro das nossas fronteiras”.

Mendes conta que em reunião com o MAPA, a UBABEF requisitou a inclusão de folhetos explicativos nos aviões desaconselhando aos turistas visitar granjas e a proibição da entrada de alimentos no País.

Queda de energia mata mais de 30 mil frangos perto de Maringá


De acordo com os criadores, barracões ficaram sem resfriamento por duas horas e meia, o que causou a morte das aves
Uma queda de energia em Mandaguaçu, na Região Metropolitana de Maringá (RMM), causou a morte de mais de 30 mil frangos, segundo estimativa dos criadores do Município.
De acordo com eles, o sistema de resfriamento dos barracões que abrigam as aves ficou sem funcionar por duas horas e meia, por conta da pane elétrica. O problema provocou a morte dos animais, que não resistiram ao calor.
“Isso são 60, 70 toneladas de carne que estamos jogando fora. Como é que fica? Quem vai ressarcir esse prejuízo para a gente?”, revoltou-se Valmor Ceratto, dono de um aviário mandaguaçuense, em entrevista à RPC TV Maringá.
Segundo os donos dos aviários, houve queda de energia 11 vezes nos últimos quatro meses. ACopel informou que, no último caso, o desligamento foi acidental e, por isso, não foi possível avisar os criadores com antecedência.
A empresa também afirmou que os produtores afetados pela queda de energia devem procurá-la.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cientistas anunciam cura para Doença de Chagas


Cientistas anunciam cura para Doença de Chagas
Rhodnius prolixus, o barbeiro da Doença de Chagas, que recentemente começou a se alastrar pelo sul dos EUA.[Imagem: Wikipedia]
Coincidências
doença de Chagas é uma infecção fatal, causada pelo protozoárioTrypanosoma cruzi e transmitida pelo barbeiro (Rhodnius prolixus).
Ela sempre assolou os chamados trópicos, onde se concentram os países mais pobres.
Mundialmente ela tem sido considerada uma "doença negligenciada" - males para os quais não se desenvolvem novos medicamentos e cujos tratamentos estão parados no tempo.
De fato, o tratamento atual para o Mal de Chagas é tóxico e limitado à fase aguda da doença. Pior ainda, um tipo específico de malária começou a apresentar resistência aos medicamentos.
Mais recentemente, a doença começou a dar ares de globalização, e passou a causar vítimas também nos países mais ricos, incluindo os EUA.
Agora, Galina Lepesheva e seus colegas da Universidade de Vanderbilt (EUA) anunciaram ter conseguido curar ambas as formas - aguda e crônica - da doença de Chagas em camundongos.
Cura para a Doença de Chagas?
Para curar a doença de Chagas nas cobaias, os pesquisadores utilizaram uma pequena molécula, chamada VNI.
A VNI inibe especificamente uma enzima essencial para a multiplicação celular e a integridade do T. cruzi.
Nos modelos animais da doença de Chagas, a VNI alcançou a cura com 100% de sobrevivência e sem efeitos colaterais tóxicos.
A descoberta "representa um possível novo caminho para combater uma ameaça grave a nível mundial, para a qual atualmente existem poucas opções terapêuticas," disse Richard Okita, do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA.
Globalização da Doença de Chagas
Cerca de 8 milhões de pessoas estão infectadas pelo T. cruzi, principalmente na América Latina, mas barbeiros foram recentemente encontrados em todo o sul dos Estados Unidos.
Como o parasita fica nas fezes do inseto, a doença também pode ser transmitida através de alimentos e bebidas contaminadas, através do sangue e de mãe para filho.
O sintoma mais comum da fase aguda da doença de Chagas é a febre, mas o parasita também pode provocar inflamação do coração e do cérebro, o que pode ser fatal.
Na fase crônica, a doença de Chagas afeta mais severamente o coração e o trato gastrointestinal.

Pará deve alcançar neste semestre status livre de febre aftosa com vacinação


No final de janeiro de 2013, as últimas propriedades rurais no Pará que aguardavam o resultado dos novos testes de controle da febre aftosa tiveram confirmada a negatividade sorológica dos animais sentinelas. Com o resultado favorável, foram encerradas as atividades de campo do inquérito soroepidemiológico no Estado, onde foram testadas mais de 13 mil amostras, coletadas em 382 propriedades, em 58 municípios.


Depois de cumprir todas as exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Pará se prepara para receber o reconhecimento nacional de status livre de febre aftosa, o que está previsto para acontecer ainda no primeiro semestre de 2013. A expectativa é que em 2014 o Estado receba o reconhecimento internacional.



Mas antes, por decisão do Ministério da Agricultura, é preciso aguardar a confirmação da ausência da circulação viral nos Estados vizinhos do Nordeste - Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas.



Investimentos



Para erradicar a febre aftosa do território paraense, só em 2012 aAgência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) investiu na melhoria da saúde animal mais de R$ 6.600 mil referente ao convênio firmado com o Ministério da Agricultura, valor acrescido dos 10% de contrapartida estadual. Em 2011, o repasse foi de R$ 10.780 mil totalizando em dois anos mais de R$ 17.400 mil.



Para atender a defesa vegetal, o convênio com o MAPA repassou mais de R$ 3.330 mil, no período de 2011 a 2012. O total de recursos para o Estado, destinados a ações de defesa animal e vegetal, em 2011 e 2012 foi de mais de R$ 20.736 mil. O convênio com o Ministério, em vigência até 2015, totalizará mais que R$ 59.280 mil.



Os investimentos do Estado e do governo federal se refletem nos resultados atuais. 



"Para que o mercado externo esteja atento aos produtos paraenses de origem animal e vegetal, a orientação é reforçar o trabalho da defesa agropecuária, a fim de evitar a entrada de pragas e doenças, e manter a vigilância constante em nossas fronteiras -- ressaltou Mário Moreira, diretor geral da Adepará.



O rebanho do Pará, hoje, é de 19.483.636 de bovinos e bubalinos, distribuídos por 108.412 propriedades rurais. O Estado tem 15 matadouros frigoríficos SIF (Serviço de Inspeção Federal) e 12 matadouros frigoríficos SIE (Serviço de Inspeção Estadual), e 26 laticínios SIF e 23 SIE.



FONTE



Los animales más nerviosos presentan una calidad de carne peor en el ganado vacuno


(Foto: Sxc.hu)


Ya que su carne presenta menos grasa veteada

Por Agricultural Research Service (ARS)

Científicos del ARS, junto con científicos universitarios, han descubierto que el carácter del ganado bovino influye en su manejo, en su rendimiento y en cómo responden a las enfermedades. 
Según publica el Servicio de Investigación Agrícola estadounidense (ARS), un equipo de investigadores ha estudiado ciertos hechos estresantes (el destete, el transporte y la vacunación) que ocurren durante las prácticas de rutina en la producción del ganado bovino, y ha investigado la relación entre este estrés y el carácter del animal con el transporte, la reacción inmunitaria y las características productivas.
Para la realización del trabajo se utilizaron de 24 a 36 terneros, dependiendo del estudio. Se utilizó un sistema de velocidad de salida, que mide la velocidad a la que un animal sale de una manga y recorre una distancia determinada, para seleccionar a los animales según su temperamento. Además, se usó un sistema de puntuación del corral junto con la velocidad de salida para calcular el carácter en general de los animales y clasificarlos como como los más tranquilo, los más nerviosos o como intermedios.
Cuando se expuso a los animales a una toxina bacteriana, los terneros mostraron importantes diferencias en su comportamiento, dependiendo de su carácter. Los terneros más temperamentales no mostraron ningún comportamiento que permitiera la detección de la enfermedad, pero los animales más tranquilos mostraron rápidamente signos visuales y enfermaron. Los estudios también revelaron que los animales con más carácter no presentaron la misma reacción inmunitaria vigorosa a las vacunas, comparados con los animales más tranquilos en el mismo rebaño.
En un estudio relacionado, los científicos descubrieron que la causa principal de estrés en el ganado bovino no fue el transporte en sí mismo, sino el manejo y la carga de los animales en un remolque.
Sin embargo, la duración y las condiciones del transporte tuvieron efectos negativos en el veteado de la carne. Los animales usan esta grasa como una fuente de energía durante el transporte. El veteado determina el grado de calidad de la carne. Niveles más bajos del veteado tienen un impacto negativo en el grado de calidad. El ganado bovino con más carácter tiene menos grasa, lo que indica que puede tener un impacto en el grado de calidad.

Potencia y eficacia de las vacunas frente a la rinotraqueítis infecciosa bovina


(Foto: Sxc.hu)
En general, las vacunas contra BoHV-1 disponibles en el mercado evitan la manifestación de síntomas clínicos graves y reducen la liberación del virus después de la infección, pero no evitan la infección.
Viviana Parreño [1], Virginia Barros [2], Alejandra Romera [1]
1. Instituto de Virología, CICV y A, INTA (Castelar, Argentina)
2. Servicio de control de vacunas virales no vesiculares, DILAB, SENASA (Argentina)
Imágenes cedidas por las autoras

El herpesvirus bovino 1 (BoHV-1) es el agente etiológico de la rinotraqueítis infecciosa bovina, enfermedad respiratoria, reproductiva y eventualmente neurológica del ganado bovino doméstico y salvaje, de distribución mundial.
La enfermedad provoca un amplio rango de manifestaciones clínicas que incluyen rinotraqueítis, vulvovaginitis/balanopostitis pustular infecciosa, conjuntivitis, aborto, enteritis y también encefalitis. Los casos de enfermedad respiratoria o genital provocados por BoHV-1, en ausencia de complicaciones bacterianas secundarias, tienen una duración promedio de 5-10 días. La infección por BoHV-1 comprende tres diferentes estadios: enfermedad aguda, latencia y reactivación.
La transmisión de la infección
En la infección respiratoria directa, el virus penetra en el animal por vía nasal, a través de aerosoles o por contacto de mucosas entre animales infectados, y se replica en el tracto respiratorio. Después se disemina y replica en la conjuntiva ocular y mediante su transporte por el axón de las neuronas alcanza el ganglio trigémino.
En una infección genital, el agente se replica en la mucosa genital y se establece de forma latente en los ganglios sacros. Una vez superada la fase aguda de la enfermedad, el ganado se recupera, aunque el virus se aloja en las neuronas y se mantiene latente de por vida: el animal no presenta síntomas y no puede diferenciarse de los animales  vacunados, ya que ambos presentan los mismos anticuerpos.
El estrés asociado a diferentes manejos, como el transporte o el parto, puede inducir la reactivación de la infección latente. Así, los animales seropositivos se convierten en una importante fuente de transmisión de la infección.
Signos clínicos de IBR (desde la izquierda): conjuntivitis, vulvovaginitis y rinitis.
La erradicación de la infección por BoHV-1
La infección por BoHV-1 induce una respuesta inmunitaria en 7–10 días. Los anticuerpos neutralizantes pueden persistir hasta cinco años después de la infección si son reestimulados (reactivación o vacunación) adecuadamente. Los anticuerpos evaluados por técnicas de ELISA que utilizan el virus completo, permanecen detectables toda la vida. Si bien la protección frente a la infección está dada principalmente por la inmunidad celular, niveles elevados de anticuerpos se asocian a mayores índices de protección al desafío experimental.
En varios países de Europa se están realizando campañas de erradicación con o sin vacunación (obligatorias o voluntarias) que han tenido éxito en Noruega, Finlandia, Suecia, Austria, Dinamarca, Suiza y algunas regiones de Italia y Alemania. En el resto del mundo (incluyendo toda América y países europeos como España) la infección es endémica. Las diferencias del estatus sanitario frente a IBR en los diferentes países de la Comunidad Europea han generado restricciones para la libre circulación del ganado y sus productos. Esta normativa impulsa a todos los países con producción pecuaria a optimizar sus planes de control y aumentar la calidad de sus herramientas sanitarias (métodos de diagnóstico, vacunas, métodos de control de potencia y eficacia de dichas vacunas).
En general, las vacunas contra BoHV-1 disponibles en el mercado evitan la manifestación de síntomas clínicos graves y reducen la liberación del virus después de la infección.
En la actualidad se dispone de varias vacunas con BoHV-1 atenuado e inactivado. Para los planes de erradicación se recomienda el uso de vacunas marcadoras o DIVA (que permiten la diferenciación entre animales infectados y vacunados) y se basan en mutantes delecionados (por ejemplo gE-) y su aplicación conlleva el uso de pruebas diagnósticas paralelas que permiten distinguir entre el ganado infectado y el ganado vacunado. Este tipo de vacunas se utiliza en Europa en los países que aplican programas de erradicación con campañas de vacunación. En algunos países, los animales infectados restantes se eliminan dando como resultado una región libre de BoHV-1. En países endémicos, como Argentina, Brasil y España se aplican programas voluntarios de vacunación intensiva que logran reducir la prevalencia de los animales infectados.
Los organismos de control internacional (APHIS, USA; EMEA-CVMP, UE; OIE; VICH) exigen para la aprobación de vacunas que contienen IBR ensayos de potencia y eficacia en la especie de aplicación, que implican la vacunación e infección de bovinos susceptibles y seronegativos. Una vez aprobado el producto, el control de calidad de cada serie debe realizarse por medio de una prueba de potencia que determine la inmunogenicidad del producto en bovinos o en otro modelo animal de laboratorio (prueba in vivo) que haya sido estadísticamente validado y posea un grado de concordancia aceptable respecto de la prueba de potencia en la especie destino y que funcione como una herramienta predictiva de la eficacia de la vacuna. Es por ello que en Argentina se decidió desarrollar y validar una prueba estandarizada en animales de laboratorio (cobayas) que permita evaluar la potencia de cada lote de vacuna, garantizando así la presencia en el mercado de productos eficaces. En relación al bienestar animal, la prueba en cobayas es sólo serológica y no implica maniobras cruentas para los animales, por lo que cumple con el principio de la 3 R (reducción, reemplazo y refinamiento).
Control de potencia en cobayas
El modelo desarrollado en Argentina se trata de un ensayo in vivo que utiliza 6 cobayas por vacuna y 3 testigos/placebos y sólo una toma de muestras a los 30 días posvacunación. Es importante destacar que las cobayas son una especie libre de BoHV-1 y, por lo tanto, naturalmente seronegativas para anticuerpos contra este agente viral. Además, con el volumen de muestra obtenida se puede evaluar la calidad de las vacunas polivalentes para todos los antígenos virales que la componen; las que, en algunos casos llegan a contener hasta cuatro valencias virales.
La validación del modelo indicó que la respuesta de anticuerpos inducida por las vacunas de BoHV-1 en bovinos y cobayas fue directamente proporcional a la concentración de antígeno vacunal y permite diferenciar las vacunas en tres categorías: no satisfactoria, satisfactoria y muy satisfactoria. Se evaluaron vacunas representativas de cada categoría en una prueba de desafío experimental con IBR en bovinos seronegativos, demostrándose diferente grado de protección para cada categoría.
El modelo de cobaya presentó una concordancia casi perfecta con el del bovino para clasificar las vacunas y logró predecir adecuadamente no sólo la calidad inmunogénica de las vacunas, sino también su grado de eficacia frente al desafío experimental en bovinos. Las vacunas clasificadas como muy satisfactorias o satisfactorias por el modelo cumplieron con los requisitos exigidos por el CFR americano y el manual de diagnóstico y vacunas de los animales terrestres de la OIE para su aprobación. La prueba fue evaluada por el SENASA-Argentina durante tres años (2008-2010) y actualmente ha sido adoptada como prueba oficial para el control de vacunas de IBR en Argentina.
La prueba propuesta no necesita infraestructura ni tecnología compleja, sólo un bioterio con cobayas y técnicas serológicas corrientes (ELISA, VN) de uso rutinario en los laboratorios de virología.
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terça-feira, 5 de março de 2013

Dieta rica em carboidrato separou os cães dos lobos



Mutações genéticas permitiram aos cães se adaptarem a uma dieta contendo mais amido (Foto: Schutterstock)
Segundo estudo da Universidade Uppsala (Suécia), liderada por Erik Axelsson, mutações genéticas permitiram aos cães se adaptarem a uma dieta contendo mais amido, encontrado nas plantas que passaram a ser cultivadas pelo homem. Já os lobos continuaram dependentes de uma dieta carnívora.
A pesquisa foi publicada na revista científica "Nature". Axelsson e colegas identificaram 36 regiões do DNA com genes ligados tanto ao desenvolvimento do cérebro como do metabolismo do amido que estariam em seleção intensa nos cães. Três genes foram identificados com papéis nítidos na digestão de amido.
"Durante a domesticação, era crucial para os cães serem capazes de digerir amido eficientemente. Animais que eram melhores no processamento de amido ganhavam tamanha vantagem que todos os cachorros modernos que nós analisamos são descendentes desses cães eficientes na digestão de amido", disse Axelsson em entrevista à Folha de São Paulo.
A hipótese mais comum sobre a domesticação do cão sugere que os animais teriam sido atraídos pelas sobras de comida em torno das aldeias humanas. Poder comer alimentos ricos em amido seria uma vantagem para esses "vira-latas" pré-históricos.
CÃES E LOBOS
Como é praxe para entender o processo de domesticação do cão, os pesquisadores também vasculharam os genes do ao mesmo tempo "primo" contemporâneo e "ancestral" remoto, o lobo. Cães e lobos pertencem à mesma espécie biológica e podem cruzar entre si deixando híbridos férteis, mas derivaram para "subespécies":Canis lupus lupus (lobo) e Canis lupus familiaris (cão).

Os fósseis mais antigos confirmados como sendo de cães domésticos foram encontrados junto a esqueletos humanos em Israel entre 12 mil e 11 mil anos atrás.