quarta-feira, 19 de maio de 2010

Módulos de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE)

Disponível em 
http://new.paho.org/bra/index.php?option=com_content&task=view&id=1125&Itemid=371









 Apresentação
                  
A Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil (OPAS) tem grande satisfação em apresentar os Módulos de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE) na versão traduzida para a língua portuguesa.

O MOPECE é um instrumento de capacitação em epidemiologia básica, voltado para profissionais de saúde, especialmente aqueles que atuam nos serviços de saúde locais, que tem por finalidade promover o conhecimento e a aplicação prática dos conteúdos epidemiológicos no enfrentamento dos problemas de saúde local, assim como no apoio ao planejamento e gestão em saúde.

A primeira edição do MOPECE, lançada na década 80, foi escrita em espanhol e teve ampla divulgação na região das Américas. Em 2001, mediante a incorporação de novos conceitos e avanços no campo da epidemiologia, foi proposta uma segunda edição.
Para essa publicação, além da tradução da segunda edição para a língua portuguesa, foram incluídas informações de relevância para a saúde pública, tais como: Orientações sobre o novo Regulamento Sanitário Internacional (RSI-2005), descrição de uma investigação de surto de toxoplasmose realizada por profissionais brasileiros, como parte do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicado aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EPISUS), entre outras.

Este trabalho é resultado da cooperação técnica entre a OPAS/OMS e a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde do Brasil com o objetivo de favorecer o aperfeiçoamento dos profissionais que compõe a força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente aqueles que atuam no programa de saúde da família e em centros de formação em saúde. Em adição, essa publicação contribui com a estratégia de cooperação internacional (sul-sul); particularmente com os países de língua portuguesa.

Está disponível abaixo acesso ao conteúdo completo dos módulos (PDF).


Módulo 1 - Apresentação e marco conceitual: Descreve o contexto, estrutura e objetivos do MOPECE, e apresenta o marco conceitual da epidemiologia e dos determinantes de saúde. Também propõe uma avaliação inicial com o objetivo de mensurar o conhecimento prévio do(s) participante(s).

 Módulo 2 - Saúde na população: Descreve o foco epidemiológico na saúde, a história natural da doença, causalidade, cadeia epidemiológica, e características básicas da ocorrência, transmissão e persistência de doenças na população.

 Módulo 3 - Medição das condições de saúde e doença na população: Apresenta os principais tipos de medidas utilizadas em saúde pública e suas aplicações, além de descrever sua forma de cálculo e interpretação.

 Módulo 4 - Vigilância em saúde pública: Descreve a importância da vigilância em saúde pública, principiais tipos, usos e também a aplicação dos princípios básicos de vigilância no enfrentamento dos problemas de saúde locais. Identifica também os principias componentes de um sistema de vigilância e alguns critérios utilizados para a avaliação deste.  

 Módulo 5 - Investigação epidemiológica de campo- aplicação ao estudo de surtos: Descreve os princípios, métodos e procedimentos básicos de uma investigação epidemiológica de campo, propõe um exercício prático de investigação de campo e apresenta a descrição de algumas experiências, inclusive de uma investigação de surto realizada no Brasil.

 Módulo 6 - Controle de doenças na população: Apresenta os vários tipos de resposta de saúde pública nos distintos níveis do processo saúde e doença, e também o alcance e aplicação das medidas de prevenção e controle de doenças na população.

Série Especial: Bem-Estar Animal - Parte 8


Por Rosangela Poletto



Programa de Garantia da Qualidade Suína (PQA) Plus: Uma proposta para a suinocultura brasileira – Parte 1

     
O programa de “Garantia da Qualidade Suína Plus” (PQA Plus™, Pork Quality Assurance, em inglês) implantado pelo Conselho Nacional de Suinocultores (National Pork Board) dos EUA surgiu em 2006 quando o já existente programa de Garantia da Qualidade Suína foi emendado com normas de produção que prezam o bem-estar de suínos – por isso a adição do termo “Plus”. O PQA Plus™ é parte da iniciativa chamada “Nós Nos Preocupamos” (‘We Care’) criada pela indústria de suínos do pais, e inclui avaliações, certificações e auditorias das granjas dos EUA.  Este processo tem três partes.
O primeiro passo requer que o produtor ou gerente de granja atenda a uma sessão de treinamento sobre o programa, e é seguido por uma avaliação da granja por consultores para então receber a denominação de ‘granja PQA Plus™. O programa também inclui uma avaliação terceirizada da granja, a qual é selecionada de uma forma aleatória dentro de um período de 3 anos.
     
Apesar da certificação pelo PQA Plus™ ser exigida para a comercialização de suínos, o objetivo principal do programa é informar e educar produtores sobre as praticas de produção que asseguram o cuidado e bem-estar dos suínos. Em junho de 2009, Tyson Foods, Inc., EUA, uma das empresas lideres mundialmente no setor de processamento e venda de carne suína, endossou o PQA Plus™ e esta requerendo que todos os produtores que fornecem suínos para a companhia sejam certificados pelo programa ate 30 de junho de 2010, e que completem a avaliação da granja ate dia 1 de janeiro de 2011. Todos os produtores de suínos, de acordo com o Conselho Nacional de Suinocultores, devem ser também certificados pelo programa de “Garantia de Qualidade de Transporte” (TQA, Transportation Quality Assurance, em inglês).
     
A preocupação de consumidores nacionais e internacionais com as praticas de produção, segurança de alimentos, e a garantia do bem-estar de suínos foi o que levou o programa a considerar os critérios de avaliação que serão descritos abaixo. Por isso, o PQA Plus™ envolve as responsabilidades do produtor pelos aspectos de praticas de produção e bem-estar dos suínos os quais incluem a provisão adequada de alojamento, manejo, nutrição, tratamento e prevenção de doenças, cuidado e manejo de animais com responsabilidade e de forma humanitária, e quando necessário também realizar a eutanásia com prontidão e de forma humanitária. O programa é composto por ‘10 Boas Práticas de Produção’ também chamadas GPPs (Good Production Practices, em inglês):
1. Estabelecer e implantar um plano de sanidade do rebanho que seja eficiente e efetivo. Este plano deve incluir uma avaliação regular do estado de saúde dos animais por um veterinário, implementação de medidas internas e externas de biossegurança, controle de roedores e procedimentos de limpeza e desinfecção.

2. Manter uma relação apropriada entre veterinário, cliente e paciente (suínos) como base para as decisões sobre o uso de medicamentos. O veterinário responsável pela granja deve estar ativamente envolvido pela decisão sobre medicamentos (e.x. antibióticos) utilizados pela operação.

3. Usar antibióticos com responsabilidade para proteger a saúde dos animais, enquanto otimizando a eficiência e reduzindo os riscos de desenvolver resistência.

4. Identificar e rastrear todos os animais tratados com medicamentos. Métodos de identificação incluem tatuagem, brincos numerados, ou identificação (mossa) nas orelhas, pinturas (tintas) específicas para marcação animal, alem de utilizar cartões individuais com informação sobre o tratamento (data, nome de produto e quantidade administrada, via de administração, pessoa que administrou e período de carência, se algum).

5. Manter os dados/registros de tratamento e medicamentos administrados; estes dados/informações podem ser usados como ferramenta de manejo do rebanho alem de indicadores do bem-estar dos animais.

6. Identificar e estocar apropriadamente todas as drogas medicamentosas e ração medicada. Os rótulos dos medicamentos e rações adicionadas de medicamentos devem ser lidos e entendidos antes do uso.

7. Educar pessoal responsável pelo cuidado diário dos animais sobre técnicas de administração de medicamentos, uso de procedimentos que fazem o uso de agulhas, observação sobre períodos de carência, e métodos para evitar a comercialização de produtos derivados de suínos adulterados. Todos estes pontos estão relacionados com a garantia da segurança do alimento.

8. Seguir procedimentos apropriados para a formulação e manejo da ração na granja e por processadores comerciais de ração. Devem-se seguir as especificações nutricionais e garantir a segurança e qualidade do alimento (estocagem e distribuição) de acordo com os estágios de produção dos suínos.

9. Desenvolver, implementar e documentar programas de treinamentos direcionados a mão-obra responsável pelo cuidado dos animais. Esses treinamentos devem ter como objetivo garantir a segurança dos trabalhadores, bem como assegurar que os animais sejam tratados humanitariamente e de maneira que não se prejudique a segurança e qualidade do produto final.

10. Oferecer cuidado apropriado aos suínos para melhorar o bem-estar dos mesmos. Este ponto consiste de 12 princípios de cuidado e bem-estar a serem considerados na produção de suínos, os quais serão discutidos no próximo artigo.

Referencia
http://www.pork.org/Producers/PQAP.aspx?c=PQAP

Série Especial: Bem-Estar Animal - Parte7


Por Rosangela Poletto



Auditoria de Bem-Estar em Granjas de Suínos      
A grande maioria dos produtores entende que animais saudáveis, que vivem num ambiente confortável e sob cuidados apropriados são também mais rentáveis. No entanto, uma massa crescente de consumidores e organizações que prezam o bem-estar dos animais em países de primeiro mundo (e.x. Estados Unidos, Canadá, e países da União Europeia), e em desenvolvimento (e.x. Brasil, Índia, e países Asiáticos como a China), estão questionando, e em parte demandando, principalmente através de mudanças na legislação, que os animais de produção (não somente suínos, mas frangos de corte, poedeiras, bovinos de leite e corte) sejam tratados com compaixão, dignidade e respeito. Assim sendo, para atender este mercado ascendente, produtores devem considerar com maior importância suas práticas de produção, e relevar tópicos morais e éticos frente ao processo de decisão sobre cuidados com os animais. O bem-estar dos animais é definido diariamente pelas pessoas responsáveis pelo cuidado dos mesmos na granja.
     
Para demonstrar transparência nas práticas de produção usadas e aumentar a confiabilidade do mercado consumidor, produtores e a indústria têm optado por utilizar métodos de avaliação ou auditorias de bem-estar. O primeiro deles é uma auto-avaliação (conhecida como “first-party”) da granja, na qual o produtor conduz por conta própria a auditoria de sua granja para garantir o bom funcionamento desta. Outra forma de avaliação é aquela aplicada por um indivíduo secundário, mas com conhecimento sobre a operação (“second-party”), como um veterinário ou técnico responsável pela granja. A terceira forma de avaliação é conduzida por uma companhia de auditoria terceirizada sem qualquer interesse (independente) ou relação com a granja sendo avaliada (“third-party”). O auditor deve ter formação profissional, preferencialmente em zootecnia e medicina veterinária, que pode variar desde graduação até o doutorado e ser treinado em práticas de produção e cuidado animal, além de entender o processo de auditoria. Os três níveis de auditoria, mas principalmente a auditoria terceirizada, pode ajudar o produtor a identificar áreas que estão andando bem e áreas que precisam de melhoria.
     
A auditoria terceirizada é baseada num manual composto por normas específicas à espécie que está sendo auditada, e que determina práticas relacionadas à nutrição, manejo, saúde, alojamentos e sua manutenção, movimento (compra e venda) e transporte dos animais, e procedimentos de biossegurança. Documentação de certificação ou treinamento aplicado às pessoas responsáveis pelo cuidado dos animais em áreas como interação homem-animal e eutanásia é questionada. Além disso, deve haver a apresentação de um plano emergencial como epidemia de doenças, situações extremas intempéries (e.x. seca), ou mau funcionamento de sistemas essenciais para o funcionamento adequado da unidade como uma queda prolongada de eletricidade. Auditores também podem requerer a apresentação de registros de saúde do rebanho, composição da alimentação, entrada e saída de animais da granja, entre outros. Essas normas são pré-determinadas, na sua maior parte, com base científica por um grupo de pesquisadores e outros profissionais com conhecimento amplo sobre a espécie, suas necessidades e práticas comuns à indústria. O programa de certificação Human Farm Animal Care (HFAC, ‘Cuidados Humanitários com Animais de Produção’), com crescente aceitação nos EUA e já existente no Brasil, pode ser usado como exemplo de auditoria terceirizada. O manual de certificação de granjas de suínos com as normas avaliadas (Padrões dos Cuidados com Animais) pode ser acessado em português através documento abaixo em anexo.
     
De acordo com a Organização das Nações Unidas Para Agricultura e Alimentação (FAO), produzir animais em conformidade com normas de bem-estar pode servir como uma porta de entrada no mercado internacional para produtos de origem animal provenientes de países economicamente em desenvolvimento. Para reforçar essa iniciativa, a FAO lançou em maio de 2009 um portal chamado ‘Portal para o Bem-Estar de Animais de Produção’ (Gateway for Farm Animal Welfare) com o objetivo de promover o acesso eletrônico a informações atualizadas para governos, profissionais e produtores, de forma a melhorar o bem-estar, a saúde e produtividade de animais de produção no âmbito mundial.
     
Os próximos dois artigos, divididos em parte I e II, descreverão o Programa de Garantia da Qualidade Suína (PQA Plus™), o qual consiste num processo secundário e terceirizado de avaliação de manejo e bem-estar de granjas de suínos, implementado pelo Conselho Nacional dos Suinocultores dos Estados Unidos.

Referência
Portal para o Bem-Estar de Animais de Produção (Gateway for Farm Animal Welfare).www.fao.org/ag/againfo/themes/animal-welfare/en/

Combate à febre aftosa tem balanço positivo na América do Sul


A 37ª Reunião Ordinária da Comissão Sul Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), que reuniu representantes dos serviços veterinários oficiais, organização de produtores agropecuários, da indústria de transformação animal, farmacêutica e de laboratórios, concluiu a necessidade de ações integradas dos governos em todo o continente sul-americano.

O diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA, Altino Rodrigues Neto, que participou como convidado especial na conferência, realizada em Georgetown, Guiana, como representante do Governo do Estado de Minas Gerais, fez um balanço bastante positivo do evento. Para ele, o Brasil teve uma presença significativa no evento, já que o nosso país tem um rebanho comercial bastante significativo e junto com os países que compõem o Mercosul, quer se transformar no maior pólo exportador de proteínas animal do mundo.

Conforme Rodrigues Neto, todos os países presentes ressaltaram a necessidade do fortalecimento dos trabalhos do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), com sede no Rio de Janeiro, e solicitar aos seus membros uma maior atenção nos serviços que não estão sendo realizados pela Bolívia, Equador e Venezuela. “É uma situação que preocupa a todos que fazem parte do bloco hemisférico. Estes três países, diz o diretor-geral do IMA, não estão dando a atenção devida ao problema da febre aftosa em suas regiões, o que poderá enfraquecer todo o trabalho realizado até agora”.

No continente, a febre aftosa necessita de uma ação integrada entre governos de todos os países, coordenados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Pan Aftosa) sempre com o foco nos mecanismos de vigilância e controle sanitário dos rebanhos. Esse sistema, diz Altino, é condição para o controle de outras doenças dos animais mais graves e transmissíveis para pessoas.

Na reunião foi discutido, em detalhes, a situação da doença na América do Sul e a perspectiva do avanço de sua erradicação, além de dar continuidade aos trabalhos do Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), instruindo a criação de um grupo de trabalho, coordenado pelo Panaftosa, para elaborar uma proposta da reformulação técnico-estratégica para aqueles países que não estão colaborando na luta contra a enfermidade.

Igualmente decidiu aprovar o projeto do fortalecimento da cooperação PANAFTOSA-OPS/OMS, e incitou aos países e às agências de cooperação para apoiar e contribuir com recursos humanos e financeiros para que se alcance os resultados esperados.

Altino Rodrigues afirma que há a necessidade do Brasil ser o coordenador na América do Sul de todo esse processo. A erradicação da febre aftosa é o passo definitivo para a implantação de uma estrutura de vigilância e controle no continente sul-americano. Só assim, diz, “teremos capacidade de garantir a qualidade da nossa carne e aumentar a quantidade produzida, ampliando significativamente o trabalho, o emprego e a renda na sua extensa e complexa cadeia produtiva”.

Ficou decidido que a próxima reunião do Cosalfa será realizada no Brasil, em Recife (PE).


ABN - Agência Brasileira de Notícias

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Atualização Sanitária OIE


Vol. 23 - No. 20, 20 May, 2010

Vol. 23 - No. 19, 13 May, 2010

Vol. 23 - No. 18, 6 May, 2010

Vol. 23 - No. 17, 29 Apr, 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

China: resíduos de vacas produzirão 38 mW/h por ano


O esterco de 250 mil vacas de uma fazenda leiteira no nordeste da China servirá de combustível para o maior projeto do mundo de produção de biogás a partir de esterco, que deverá começar a operar em setembro próximo. A Huishan Farm, em Shenyang, gerará 38.000 megawatts por hora (mW/h) de energia anualmente, que será vendida à rede estatal na China. O projeto deverá reduzir em cerca de 180 mil toneladas as emissões de dióxido de carbono anualmente. Além disso, o resíduo do digestor de metano produzirá fertilizante orgânico.

A General Electric fornecerá os quatro equipamentos de biogás JMS420 Jenbacker para o projeto. O gerente de marketing da GE Energy, Michael Wagner, disse que existe um grande potencial nesse tipo de projeto e busca expandir-se globalmente.


O projeto resolve dois problemas - a crescente demanda por eletricidade e a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. De acordo com um recente relatório das Nações Unidas, as pegadas de carbono da produção agrícola até a mesa do consumidor responsabiliza o setor leiteiro por 4% das emissões totais de gases de efeito estufa.

No entanto, o biogás não é uma novidade na China, já que o país conta com 1.500 plantas de biogás de larga escala ou digestores em fazendas pecuárias e depósitos de lixo industrial. A China quer que 300 milhões de moradores da área rural usem biogás como eletricidade até 2020, de acordo com um plano de 2007 da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Nos Estados Unidos, os digestores em fazendas de criação pecuária ficaram para trás, apesar de a Agência de Proteção Ambiental e o Departamento de Agricultu ra do país estarem trabalhando para mudar essa tendência.

A reportagem é do The New York Times.

SC investe em defesa sanitária animal


"Os 120 médicos veterinários que estamos contratando irão atuar na defesa sanitária animal, mantendo Santa Catarina livre de febre aftosa sem vacinação", afirmou o governador Leonel Pavan durante encontro com os novos veterinários da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina - Cidasc, nesta terça-feira (11). A medida visa atender à solicitação apresentada pela auditoria técnica realizada pela União Europeia (UE) em outubro de 2009.

Na oportunidade, Pavan explicou que a contratação dos novos veterinários visa o fortalecimento do sistema de defesa sanitária animal, adequando às exigências internacionais para exportação de carne suína, aves e bovinos para os principais mercados do m undo, a exemplo da UE, Estados Unidos, China e Coréia do Sul. "Todos estão em busca de uma causa muito importante, manter o Estado livre de febre aftosa sem vacinação e desenvolver ainda mais o setor de exportação no Estado", completou o governador.

No Estado são 69 barreiras sanitárias permanentes, que funcionam 24 horas por dia, nas divisas com o Paraná e Rio Grande do Sul e também na Argentina. Atualmente, o sistema de defesa sanitária animal do Estado possui 382 médicos veterinários distribuídos pelos 293 municípios incluindo as barreiras sanitárias. "Com certeza será um grande passo para a abertura de novos mercados para a carne suína catarinense" , disse o secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Enori Barbieri.

Segundo o secretário Barbieri, os funcionários chamados foram aprovados no concurso público que ocorreu em 2006. "Naquele ano foram abertas 40 vagas, mas no total foram chamados 208 médicos veterin ários - sendo 11 em 2009, 37 no início deste ano e agora mais 120", informou.

As informações são da Secretaria de Estado de Comunicação /SC.

Pesquisador se infecta com bactéria em laboratório



MADISON, Wis. (AP) — A University of Wisconsin-Madison employee caught a rare infectious disease after being exposed in a laboratory that has since been closed for unauthorized experiments, the school said Wednesday.
University officials said the employee was not exposed to strains of antibiotic-resistant brucella that had been used in the questioned experiments. Instead, they said the worker caught brucellosis after being exposed to a less dangerous form of the bacteria that had been approved for research. The worker was treated and has recovered.
Still, the infection reveals another safety lapse in the lab of UW-Madison professor Gary Splitter, an expert in brucellosis whose research privileges have been suspended over the unauthorized experiments. The university closed his lab in December 2008.
Splitter on Wednesday blamed the university for failing to train researchers on federal requirements for sensitive biological research and a lack of oversight. He said the infection was irrelevant to his discipline, and was caused when a subordinate mistakenly "put their hand to their face."
"It was a failure of normal lab procedures," he said. He downplayed the seriousness of the infection, saying brucella very rarely kills people and the organism is less dangerous than influenza.
The school on Tuesday released records describing 2007 experiments in which graduate students in Splitter's lab introduced strains of the bacteria that were resistant to the antibiotic used to treat the disease in humans and animals. The concern was that had anyone caught the disease, treating its symptoms would have been more difficult.
The Centers for Disease Control and Prevention says brucellosis can cause recurring fevers, sweats, headaches and other symptoms and can affect humans and animals like cattle, sheep and pigs. Only about 100 to 200 cases are reported in the U.S. per year but it is more common in other parts of the world.
An investigation by the university and CDC determined the worker's infection was "not one of the strains with any antibiotic resistant-genes in them," said associate dean for research policyBill Mellon.
The university destroyed those strains after learning of the experiments, which had not been authorized by a campus review committee or the federal government.
Splitter, a faculty member since 1976, said Wednesday he reported the experiments on his own and was now paying the consequences. He called the suspension of his research privileges through 2013 devastating. While he can continue teaching, he won't be allowed to work with select agents, won't have access to high-level biosafety labs and cannot supervise research.
University officials said Splitter, a professor in the department of veterinary medicine, knew about and may have participated in experiments and his denials lacked credibility. The school faulted him for failing to supervise his highly secure lab.
Mellon said the lab-acquired infection was not a factor in Splitter's discipline. Nonetheless, he said such an infection is "extremely rare" and should not have happened.
"We don't have a reason for the infection, except for human error," he said. He said lab workers were retrained on safety measures to minimize the chances others would be infected, he said.
The university's 500 pages of documents related to the investigation of Splitter's lab only contain passing references to the infection. Stephen Robinson, a retired professor who was asked to investigate allegations against Splitter, said in his May 2009 report he purposely ignored the incident.
"I did not find any information given to me about this event to be relevant to the charges I was asked to investigate," he wrote.

terça-feira, 11 de maio de 2010

UPDATED LIST OF BAT SPECIES POSITIVE FOR RABIES IN BRAZIL

Rev. Inst. Med. Trop. Sao Paulo
52(2):75-81, March-April, 2010
doi: 10.1590/S0036-46652010000200004

Miriam Martos SODRÉ(1), Adriana Ruckert da GAMA(1) & Marilene Fernandes de ALMEIDA(1)

(1) Centro de Controle de Zoonoses São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
Correspondence to: Marilene Fernandes de Almeida, Rua Santa Eulália 86, 02031-020 São Paulo, SP, Brasil. Tel.: 55.11.2251-2666, Fax: 55.11.2251-2249. E-mail: marilene@prefeitura.sp.gov.br




SUMMARY
This paper presents an updated list of bat species positive for rabies in Brazil. It was developed based on database research via the internet, of international and national literature and annals of the most important technical and scientific meetings related to rabies and chiroptera in Brazil from 1996 to 2009. The new list of rabies positive bats consists of 41 species, belonging to 25 genera and three families: Phyllostomidae 43.9%, Vespertilionidae 29.3% and Molossidae 26.8%. In addition, questions were raised regarding the lack of data, including sex, age, circumstances and location of bat capture and incomplete and outdated species identification. Results of genetic and antigenic studies performed on Brazilian rabies positive bats were shown.
KEYWORDS: Chiroptera; Rabies; South America.


RESUMO
Lista atualizada das espécies de morcegos positivas para raiva no Brasil
Esse artigo apresenta uma lista atualizada de espécies positivas para raiva no Brasil e foi desenvolvida a partir da base de dados na internet da literatura nacional, internacional e dos anais das mais importantes reuniões técnicas e científicas, envolvendo raiva e morcegos no Brasil durante o período de 1996 a 2009. A nova lista de morcegos positivos para raiva consiste de 41 espécies, pertencentes a 25 gêneros e três famílias: Phyllostomidae 43.9%, Vespertilionidae 29.3% e Molossidae 26.8%. Também foram discutidas questões como a falta de dados sobre sexo, faixa etária e circunstâncias de captura dos animais e identificação incompleta ou desatualizada das espécies. Resultados dos estudos genéticos e antigênicos realizados em amostras de morcegos brasileiros positivos para raiva foram apresentados.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Malária no pulmão


Por Fábio de Castro

Malária no pulmão
Estudo realizado por pesquisadora da Unifesp desvenda mecanismo fundamental para o desenvolvimento da síndrome respiratória aguda associada à malária, que atinge principalmente crianças e mulheres grávidas

Agência FAPESP – As lesões respiratórias agudas estão entre os vários problemas de saúde causados pela malária. Esse comprometimento pulmonar atinge, com frequência, crianças de até 3 anos de idade e mulheres grávidas e pode gerar um quadro de insuficiência respiratória que leva à morte. Os mecanismos que desencadeiam essas lesões, no entanto, eram até agora desconhecidos.
Uma nova pesquisa desvendou um dos mecanismos fundamentais para o desenvolvimento da síndrome respiratória aguda associada à malária. Os resultados do estudo serão publicados na edição de 20 de maio da revista PLoS Pathogens.
De acordo com a autora principal do estudo, Sabrina Epiphanio – professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Diadema (SP) –, o tema começou a ser estudado durante seu pós-doutorado, realizado entre 2003 e 2008 no Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa e no Instituto Gulbenkian de Ciência, ambos em Portugal e foi finalizado no Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP).
De volta ao Brasil, Sabrina, que atualmente é professora do Departamento de Ciências Biológicas da Unifesp, retomou o trabalho que deu origem ao artigo e à sua linha de pesquisa atual, que trata da identificação e caracterização da síndrome respiratória associada à malária em modelos animais. Para o projeto de pesquisa, conta com apoio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes da FAPESP.
     “Muitos relatos de casos envolvendo malária pulmonar têm sido descritos na região amazônica, além de em regiões africanas e asiáticas. Pela primeira vez conseguimos desvendar um importante mecanismo envolvido na injúria respiratória aguda associada à doença”, disse à Agência FAPESP.
Alguns dos experimentos envolvidos no trabalho, de acordo com Sabrina, foram desenvolvidos em parceria com Claudio Marinho, professor do Departamento de Parasitologia do ICB-USP, que estuda – também com apoio do Programa Jovens Pesquisadores – os mecanismos imunopatológicos envolvidos na malária durante a gravidez.
     “A síndrome respiratória não é muito frequente, mas quando ocorre muitas vezes leva à morte. Além de acometer muitas crianças e mulheres grávidas, o problema também atinge amplamente os pacientes logo após o tratamento antimalárico. Ainda não sabemos por que isso ocorre”, explicou.
Segundo Sabrina, além de descobrir que um importante mediador inflamatório conhecido como VEGF está diretamente envolvido no desenvolvimento das lesões pulmonares, o trabalho propõe um novo modelo para futuros estudos das afecções respiratórias associadas à malária.
“Começamos trabalhando com outro enfoque, testando parasitas da malária em diferentes linhagens de camundongo. Mas observamos que determinada linhagem desenvolvia a síndrome respiratória aguda. Isso nos motivou a começar os estudos, já que não havia um modelo animal definido para isso. Desenvolvemos o modelo e começamos a montar um verdadeiro quebra-cabeça para descobrir os mecanismos que desencadeiam a síndrome”, disse Sabrina.

Monóxido de carbono

     O VEGF (sigla em inglês para fator de crescimento endotelial vascular) é uma molécula responsável pelo aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos. Os pesquisadores observaram que sua presença promovia o aumento da permeabilidade vascular no pulmão, gerando edemas e hemorragias característicos de uma injúria pulmonar aguda.
     “Utilizamos várias técnicas para desvendar os mecanismos. Observamos, por exemplo, que havia aumento do VEGF no soro dos animais que desenvolviam a síndrome respiratória. Depois utilizamos adenovírus que bloqueavam os receptores solúveis de VEGF e observamos que, com isso, o mediador inflamatório voltava aos níveis basais e o animal não desenvolvia o problema pulmonar”, explicou.
     Os cientistas utilizaram também o monóxido de carbono – que é uma molécula anti-inflamatória – para tratar os animais, conseguindo uma reversão do processo de injúria respiratória aguda. “O monóxido de carbono tem uma potente ação anti-inflamatória, antiapoptótica e antiproliferativa. Com ele, revertemos o quadro clínico dos animais, que não chegaram a desenvolver a síndrome”, disse Sabrina.
     Depois de desvendar o mecanismo crucial para o desenvolvimento da lesão respiratória associada à malária, os cientistas agora querem entender melhor a síndrome em relação a outros fatores inflamatórios. “O principal objetivo é avançar nos estudos com esse modelo que desenvolvemos e também gerar outros modelos, de forma a compreender cada passo do processo”, afirmou.
Segundo Sabrina, na década de1970 havia sido proposto um modelo animal com outra linhagem de camundongos, mas sua eficiência foi criticada e sua aplicação não evoluiu. “Consideramos que conseguimos desenvolver o primeiro modelo realmente eficiente”, disse.