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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Deputados aprovam medicamento genérico veterinário

[17/12/2010]

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou nesta quarta-feira (15) proposta que institui o medicamento genérico de uso veterinário e regulamenta seu uso. Foi aprovado o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 1089/03, do deputado Benedito de Lira (PP-AL).


Na opinião do relator, deputado Zonta (PP-SC), a medida terá "efeito altamente benéfico no País". "Espera-se que os preços desses medicamentos sejam reduzidos, beneficiando diretamente o pecuarista, os demais criadores de animais domésticos, o consumidor de produtos de origem animal, e tornando o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional", disse.

O texto do Senado traz pequenas alterações em relação à proposta aprovada na Câmara em 2004. Basicamente, os senadores estabeleceram os requisitos necessários ao registro desse tipo de remédio. Para isso, os fabricantes deverão comprovar, por exemplo, equivalênc ia biológica e terapêutica em relação ao produto de referência.

O substitutivo também determina que caberá ao Ministério da Agricultura fiscalizar o medicamento genérico de uso veterinário. O órgão deverá coletar amostras do produto na indústria e no comércio para confirmação da bioequivalência.

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado pelo Plenário.

Íntegra da proposta:


A matéria é de Maria Neves, publicada na Agência Câmara.
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Matéria repassada ao e-grupo por Roberto Amaral

domingo, 28 de novembro de 2010

Farmanguinhos desenvolve novo fármaco para combater a malária



Novo fármaco para malária
Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos)da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está desenvolvendo um novo produto farmacêutico para combater a malária.

O sal híbrido Mefas é um insumo farmacêutico ativo (IFA)resultante da combinação de duas substâncias: artesunato emefloquina. O novo fármaco está sendo desenvolvido em colaboração com o Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR)em Minas Gerais.

Atualmente, o Farmanguinhos produz o ASMQ, formulação em dose fixa combinada de artesunato e mefloquina, que é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o tratamento da malária.

Segundo a Fiocruz, o Mefas é mais eficaz contra a malária do que os medicamentos artesunato e mefloquina, tanto usados separadamente como sob a forma do ASMQ.

Outra vantagem é que o novo fármaco causa menos efeitos colaterais – o sal híbrido não apresentou toxicidade mesmo quando utilizado em dose 100 vezes superior à necessária. Nos testes feitos em animais, o Mefas conseguiu curar a malária com metade da dose do ASMQ.

A Fiocruz já começou a realizar o estudo comparativo da biodisponibilidade, teste que avalia o grau de absorção da substância pelo organismo e sua disponibilidade no local de ação.

O próximo passo será encontrar um parceiro (empresa farmacêutica ou entidade financiadora internacional) que viabilize a realização dos estudos finais para se chegar ao produto registrado.

Após essa etapa, o fármaco será disponibilizado à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e a outros países endêmicos, tal como ocorre com o ASMQ.

Fonte: Agência FAPESP

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Efeito de antibiótico dura 2 anos no corpo

Estudo mostra que uso dessas drogas por 7 dias desequilibra flora intestinal por mais tempo do que se pensava. Remédio só deve ser usado em caso de não haver opção e quando os benefícios compensam o risco, dizem médicos.


Tomar antibiótico por uma semana pode prejudicar as defesas do organismo por até dois anos, segundo estudo feito pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas e publicado na revista "Microbiology" . Flora intestinal é o nome dado às bactérias que vivem na parede do intestino. Lá existem centenas de espécies de micro-organismos, protetores ou nocivos à saúde, que convivem em equilíbrio.
As bactérias "boas" têm funções metabólicas, como ajudar no funcionamento do intestino, na absorção de 
gordura e vitamina B12 e na produção de ácido fólico.
"A função mais importante é controlar bactérias desfavoráveis. Sem elas, nós viveríamos constantemente com infecções", diz Ricardo Barbuti, médico endocrinologista da Federação Brasileira de  Gastroenterologia.
Segundo o especialista, há muito se sabe que os antibióticos têm efeito na flora intestinal. O que o
estudo recém-publicado mostra é que essas alterações duram muito mais tempo do que se pensava.
"Além de causar um desequilíbrio passageiro, o remédio também seleciona bactérias resistentes.
Agora sabemos que essa resistência pode durar mais tempo", explica André Zonetti de Arruda Leite, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.



CONSEQUÊNCIAS
Diarreias, disfunção intestinal e inflamações (colites) são as consequências mais comuns do desequilíbrio da flora intestinal. Tanto faz se o uso do antibiótico é feito de forma correta ou incorreta -por mais ou  menos tempo do que o necessário.
"O medicamento deve ser usado só quando o benefício compensa o risco e não há outra alternativa" , diz Barbuti. Gripes, resfriados ou dores de cabeça não devem ser tratados com antibiótico.



JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

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Matéria repassada  por R oberto Amaral

sábado, 6 de novembro de 2010

CFMV TEME O CONSUMO DE ANTIBIÓTICOS VETERINÁRIOS POR HUMANOS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu a Resolução no. 44, de 26 de outubro de 2010, que dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação. A medida é muito positiva, porém, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) teme que, de forma irresponsável, aumentem-se os casos de humanos intoxicados por medicamentos veterinários.
 
De acordo com a Resolução da Anvisa, estão estabelecidos critérios de embalagem, rotulagem, dispensação e controle de medicamentos destinados à humanos. Dentre as principais determinações do documento está a obrigatoriedade de receituário de controle especial, sendo que uma das vias deve ficar retida na farmácia.
 
O CFMV acompanhou, durante o ano, o desenvolvimento desse projeto e alertou a Anvisa para a necessidade de maior amadurecimento da proposta. Preocupado com a saúde pública, o CFMV teme que as pessoas passem a buscar medicamentos similares em farmácias veterinárias. Diferente dos medicamentos humanos, os produtos veterinários estão sob responsabilidade do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) que ainda não apresenta um sistema equivalente de controle como o que há na Anvisa (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados - SNGPC). 
 
O consumo de medicamentos veterinários por humanos é errado, mas já ocorre em outras categorias de produtos devido aos hábitos de automedicação da população. “A compra de produtos veterinários por humanos para fins terapêuticos seria desastrosa. Os produtos apresentam diferenças devido à farmacocinética, ou seja, os processos relacionados à ingestão do produto por um organismo. Essas diferenças devem-se às espécies para os quais eles são fabricados”, explica a especialista em farmacologia Silvana Lima Górniak, da Universidade de São Paulo e representante do CFMV para o tema.
 
De acordo com Benedito Fortes de Arruda, Presidente do CFMV, este Conselho, há mais de 15 anos, propôs ao Mapa a exigência da comercialização de medicamentos veterinários mediante receita. O CFMV também elaborou uma minuta que estabelece as regras e a lista de medicamentos e ofereceu ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. “Passam-se os anos e nenhuma decisão foi tomada. Novamente o assunto foi apresentado ao atual chefe de gabinete do Secretario de Defesa Agropecuária do Mapa”, informou Arruda.
 
Ele lembra que as essas medidas teriam por objetivo proteger a população, racionalizar o uso de medicamentos veterinários e, indiretamente, proteger os interesses comerciais do País. Recentemente, pela identificação de resíduo de medicamentos no produto, a credibilidade da carne bovina exportada foi questionada.
 
Assessoria de Comunicação CFMV

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Anvisa lança selo de segurança para Medicamentos


Quem comprar um medicamento nas farmácias brasileiras poderá conferir, no próprio estabelecimento, se o medicamento é verdadeiro. É que, a partir de janeiro de 2012, cada caixa de medicamento conterá um selo de segurança fornecido pela Casa da Moeda que será reconhecido por leitores óticos em todas as farmácias e drogarias do país. A autenticidade do produto será indicada quando o consumidor aproximar a etiqueta de segurança ao visor do terminal ótico.

O objetivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é minimizar os riscos causados pela existência de medicamentos falsificados, roubados, sem registro ou contrabandeados, no mercado nacional.
“É uma medida que vai garantir ao consumidor um mecanismo seguro de saber na própria farmácia se o medicamento é verdadeiro. Além disso a falsificação desta etiqueta hoje é praticamente impossível”, afirmou o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello.
Etiquetas de segurança
O modelo de etiqueta desenvolvido é simples e de fácil reconhecimento pelo usuário final. Os selos, autoadesivos, serão aplicados diretamente nas embalagens secundárias (caixa) dos medicamentos e terão um marcador especial, único e exclusivo, reconhecido apenas pelo Leitor Específico de Autenticação. Cada etiqueta terá, ainda, uma numeração individual não repetitiva (Identificador Único de Medicamento – IUM), que será a ferramenta de base para o sistema eletrônico de rastreabilidade.
Não serão produzidas etiquetas diferenciadas por estado ou fabricante de medicamento. Todas as etiquetas autoadesivas, em todo o país, terão o mesmo formato e características físicas.
Principais características de segurança das etiquetas:
- padrão único, no tamanho de 19 X 25 milímetros;
- existência de fibras e micro esferas coloridas, visíveis sobre luz ultravioleta;
- micro cortes para proteção contra tentativas de violação;
- existência de número serial, de 13 dígitos. Os dois primeiros dígitos representam os dois últimos algarismos do ano em que a etiqueta foi impressa, e os 11 números seguintes representam uma sequência numérica, não repetitiva, dentro do ano em que a etiqueta for impressa. Não existirão etiquetas com números repetidos;
- código bidimensional Datamatrix impresso, que corresponderá ao respectivo número de série da etiqueta;
- marcador invisível de autenticação. Este marcador permitirá o reconhecimento da etiqueta pelos leitores que serão disponibilizados às farmácias e drogarias. Esses leitores serão específicos para essa finalidade e somente eles poderão fazer a leitura dos marcadores das etiquetas.
- etiqueta impermeável, não ocorrendo a penetração de óleo ou produtos químicos;
- etiqueta resistente à água e à umidade. Possui resistência à exposição prolongada ao sol, não apresentando alterações em sua coloração.
- etiqueta não apresentará, com o tempo, deformação em seu formato;

Leitor Específico de Autenticação
Para a leitura das etiquetas, a Anvisa solicitou à Casa do Moeda a produção de leitores óticos, desenvolvidos especialmente para reconhecer o marcador invisível de autenticação inserido no selo. O equipamento funcionará por meio do contato da etiqueta com o visor e, automaticamente, fará a leitura e o reconhecimento da autenticidade do elemento de segurança da etiqueta. Luz verde e sinal sonoro do equipamento indicam que o medicamento é verdadeiro.
Todos os leitores fixos possuirão números individuais e lacres de inviolabilidade de fácil identificação visual para o consumidor e para os agentes de fiscalização. Qualquer tentativa de violação dos lacres ficará evidente: além da impressão do número serial, os lacres possuirão impressões de segurança.
A tecnologia utilizada na fabricação dos leitores específicos de autenticação da Casa da Moeda do Brasil é robusta e segura. Os testes de confiabilidade de leitura indicam 100% de confiabilidade.
Cada farmácia terá um equipamento de leitura instalado em área de fácil acesso para uso livre e gratuito dos consumidores de medicamentos. A Casa da Moeda do Brasil efetuará a entrega dos leitores para todas as farmácias regularizadas na Anvisa, sem nenhum ônus para o estabelecimento. Leitores portáteis também serão entregues à Agência para serem utilizados nas ações de fiscalização.
Mercado
O valor do selo será de R$ 0,07, sem a incidência de impostos. Como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é variável nos diversos Estados da Federação, os preços das etiquetas terão variação conforme o Estado.
Verifica-se que, sobre o mercado total, o impacto do valor do selo é de 0,05% (média). Sobre o mercado de produtos de até R$ 5,00, o impacto do selo é de 2,58% (média).
“O custo do selo no custo total de produção do medicamento é muito baixo, logo o governo não vai aceitar nenhum tipo de aumento de preço dos medicamentos por conta da instituição do selo”, informou o diretor Dirceu Raposo de Mello.
Rastreabilidade
Em 2010, a Anvisa iniciou interlocução com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), por meio de representantes da Receita Federal do Brasil e das Secretarias Estaduais de Fazenda, para inclusão do número Identificador Único de Medicamento (IUM) como dado das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) do setor farmacêutico.
A NF-e será usada como meio transmissor dos números IUM, desde os fabricantes até os distribuidores varejistas de medicamentos. A associação do IUM às demais informações fiscais constitui-se um dos principais pilares do Sistema Nacional de Controle de Medicamento. Por meio da NF-e, será possível recuperar informações históricas e geográficas sobre o caminho percorrido pelos medicamentos, desde sua produção até a entrega ao consumidor.
O teste-piloto virtual para o uso da NF-e está em fase de finalização. A partir de 1º de janeiro de 2011, já estará disponível na NF-e o campo destinado ao IUM para preenchimento pelas empresas farmacêuticas em todas as transações comerciais envolvendo medicamentos.
Histórico
Para aprimorar continuamente os mecanismos de rastreabilidade e autenticidade de medicamentos no país e dar uma resposta efetiva à informalidade, foi criado o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos, por meio da lei 11903/09.
A lei prevê que o Sistema será implantado gradualmente em até três anos.
Nesta quarta-feira (6/10), a Anvisa assina nova instrução normativa que define os prazos para a implantação do sistema de rastreamento de medicamentos. A norma será publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Só em 2010, a Agência apreendeu 53.575 mil unidades de medicamentos falsificados e contrabandeados e 62,9 toneladas de medicamentos sem registro. “Hoje nós estamos articulados com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias civis e as vigilâncias sanitárias dos estados e municípios para combater a fraude”, informou Raposo de Mello. “A Anvisa foi criada para combater a falsificação de medicamentos, mas, na prática, o instrumental que havia antes era muito frágil”.
Confira o quadro com as apreensões feitas pela Anvisa de 2007 a 2010:
OPERAÇÕES CONJUNTAS2007200820092010
(jan-set)
Apreensões de Medicamentos Falsificados e Contrabandeados
(Em unidade farmacêutica)
6201.00053.53553.5755
Apreensão de Medicamentos da Portaria SVS/MS nº 344/98
(em caixas)
-20.00061.495155.817
Apreensão de Medicamentos sem Registro
(em toneladas)
54423562,9
Apreensão de Saneantes, Cosméticos, Alimentos, Produtos para Saúde sem Registro ou Impróprios (em toneladas)1171,215679,6
Assessoria de Imprensa da Anvisa

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

UE vai estabelecer limite de resíduo de um remédio utilizado na prevenção de doenças em aves


Novidade vai diminuir riscos de embargo à carne brasileira

Daniela Castro | Brasília (DF)Atualizada às 20h16min
A União Européia vai estabelecer o limite de resíduo de um remédio utilizado na prevenção de doenças em aves. A novidade vai diminuir os riscos de embargo à carne brasileira.
Doença comum entre aves, a eimeriose ataca o sistema digestivo, podendo levar o animal à morte. Para evitar perdas, um medicamento específico é jogado na ração. Até agora, a União Europeia não havia definido um limite de tolerância do remédio na carne de frango, o que provocava instabilidade para os exportadores. Entretanto, a partir do dia 26 deste mês, a UE passará a exigir como limite de resíduo a proporção de 15 mil microgramas por quilo, situação, que segundo o Ministério da Agricultura deixará os produtores brasileiros bem tranqüilos já que eles seguem atualmente um limite bem mais apertado de 200 microgramas por quilo, seguindo a orientação do Códex Alimentarius, organismo internacional que trata da qualidade dos alimentos.
– A chance de ter um rechaço desse carregamento vai ser muito pequena, porque de forma geral o que a gente vem trabalhando nos fóruns internacionais é que os países aceitem e reconheçam os índices estabelecidos pelo Códex Alimentarius – diz o coordenador do Programa Nacional de Controle de Resíduos do Ministério da Agricultura, Leandro Feijó.
Para a indústria avícola brasileira, o limite estabelecido pelo bloco favorece o setor.
– Para o país, isso é bom, porque o nosso risco de ter alguma carga rejeitada é muito menor. Além disso, a UE é formadora de opinião. Muitos países não têm um serviço veterinário tão bem organizado, então muitos seguem os padrões definidos para União Européia – explica o diretor de produção da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ariel Mendes.

CANAL RURAL

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Nanotecnologia para transporte eficaz de medicamentos


Nanotecnologia para transporte eficaz de medicamentos
Pesquisadores da FFCLRP-USP e do IPT inovam ao desenvolver nanocarreador capaz de levar drogas solúveis em água pelo organismo até o local em que devem agir (divulgação)

14/10/2010
Por Fabio Reynol
Agência FAPESP – Uma nova geração de sistemas nanométricos capazes de levar medicamentos até o local do organismo no qual devem agir foi desenvolvida em um trabalho conjunto feito entre pesquisadores da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
O trabalho gerou um depósito de patente feito com apoio do Programa de Apoio à Propriedade Intelectual da FAPESP e foi apresentado na 2nd Conference Innovation in Drug Delivery, em Aix-en-Provence, na França, na semana passada.
“Trata-se de um nanocarreador capaz de levar drogas hidrofílicas (solúveis em água), o que é inédito”, disse o professor Antonio Cláudio Tedesco, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, à Agência FAPESP.
Ele conta que os nanocarreadores já desenvolvidos só obtiveram sucesso ao transportar substâncias hidrofóbicas, as quais não se dissolvem na água, o que limitava o campo de aplicação.
Tedesco é coordenador de um Projeto Temático FAPESP voltado ao desenvolvimento de nanocarreadores de fármacos aplicados à saúde (câncer, doenças degenerativas do sistema nervoso central, entre outros). O produto desenvolvido em parceria com o IPT surgiu do projeto de doutorado em desenvolvimento da bioquímica-farmacêutica Natália Neto Pereira Cerize, orientanda de Tedesco.
Natália tinha Bolsa de Doutorado Direto da FAPESP até o início de 2010, quando passou em um concurso para pesquisadora do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas (LPP) do IPT. A pesquisa desenvolvida desde o início na USP em parceria com o instituto contou sempre com a coorientação da pesquisadora Maria Inês Ré, do LPP.
“Tivemos a preocupação de utilizar substâncias biocompatíveis, de modo que não apresentem problemas em uma futura aplicação em humanos”, afirmou Natália.
Ela também salientou a versatilidade do produto, que poderá ser empregado em diferentes partes do organismo, como pele e mucosas. “Por esse motivo, patenteamos o processo de fabricação do nanocarreador e não de um medicamento ou de uma aplicação específica”, explicou.
Diferentemente dos medicamentos convencionais, que precisam ser administrados em doses maiores a fim de que uma parte deles chegue ao local desejado, os nanocarreadores podem levar quantidades bem menores do princípio ativo.
Além de gerar economia de fármacos, essa característica reduz os efeitos colaterais causados pelas drogas. Isso ocorre porque as nanopartículas são projetadas para apresentar seletividade para um determinado alvo biológico.
Outra vantagem é que as partículas nanométricas executam uma liberação controlada do medicamento. Essa ação evita os picos de dosagem que ocorrem com os remédios convencionais. Ao serem liberados continuamente, os princípios ativos mantêm níveis constantes no organismo.
Escala industrial
O novo nanocarreador começou a ser aplicado em testes laboratoriais no tratamento de câncer de pele. A ideia é que uma solução tópica aplicada sobre a pele atinja as células tumorais. O estímulo para a ação do medicamento é dado pela exposição à luz, na chamada terapia fotodinâmica.
Ao serem expostas à luz, as substâncias utilizadas no medicamento dão início a um processo complexo que resulta na liberação de radicais livres, que funcionariam como disparadores da apoptose (morte celular programada) das células doentes.
“A célula neoplásica não dispara a apoptose. É como se ela se esquecesse de morrer e assim se reproduz indefinidamente. Ao receber um choque de radicais livres disparados por um flash de luz, a célula reativa o sistema de apoptose”, explicou Tedesco.
Natália ressalta que outra preocupação da equipe foi produzir um nanocarreador que pudesse ser fabricado em larga escala e com os equipamentos já existentes na indústria farmacêutica. “Há muita pesquisa que gera produtos eficazes, mas que são comercialmente inviáveis, pois apresentam incompatibilidade com a tecnologia farmacêutica atual”, pontuou.
No entanto, apesar de apresentar grande potencial, a tecnologia patenteada ainda terá de percorrer um longo caminho antes de ser disponibilizada nas farmácias, ressaltam os pesquisadores.
O grupo acaba de iniciar a etapa laboratorial dos testes e ainda virão as fases in vitroin vivo em animais e, finalmente, testes clínicos, com muitos ativos de interesse.
“Trata-se de um produto inovador e promissor, com perspectivas de aplicação, mas que ainda precisa de muitos estudos para que seja disponibilizado no mercado”, disse Natália. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Indústria veterinária quer evitar problema com resíduo


A indústria veterinária brasileira está se movimentando para amenizar os problemas de resíduos encontrados na carne bovina industrializada exportada pelo Brasil e evitar que a situação respingue também na imagem do setor. As empresas acataram uma "recomendação" do Ministério da Agricultura e farão alterações no rótulo de todos os produtos que exijam prazos de carência antes do abate dos animais.

O prazo dado pelo governo para alteração foi 31 de dezembro. Dessa forma, a partir de 2011 as informações sobre a carência dos produtos ganharão maior destaque nos rótulos, com letras diferenciadas em relação ao restante da bula e localizados na face principal da embalagem.

O assunto ganhou destaque após terem sido identificados resíduos acima do limite de ivermectina - antiparasitário usado no controle de vermes e carrapatos em bovinos - na carne exportada pelo JBS aos EUA em maio. O episódio gerou um recall do produto nos EUA e levou o governo a suspender a venda do produto brasileiro àquele país. Na última quarta-feira, foi a vez de a União Europeia rejeitar um lote de carne industrializada, também exportada pela JBS.
"O que ocorreu nesses casos ainda está em análise. O ministério tem tomado todas as medidas para orientar o produtor", diz Marcos Vinícius Leandro Júnior, coordenador de fiscalização de produtos veterinários do Ministério da Agricultura. Ele lembra que no site (www.agricultura.gov.br) está disponível uma série de publicações com orientações ao produtor.

Para Emílio Salani, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), o problema com os EUA foi um marco. "O assunto resíduo ganhou muito destaque e não é possível operar mais nesse mercado sem pensar na questão de segurança alimentar", diz.

Diante disso, as empresas que desenvolvem produtos à base de ivermectina estão se antecipando e atualizando os relatórios junto ao governo. "Aliado a isso, reunimos a cadeia para tratar do assunto e ficou acertado que a CNA e o CNPC serão responsáveis por treinar os produtores por meio do Senar", afirma Salani.

Para Sebastião Costa Guedes, presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), o trabalho de comunicação precisa ser feito com maior ênfase nos confinamentos. Segundo ele, em muitos casos, os bois recebem a medicação quando chegam, mas são enviados ao abate antes de vencer o prazo de carência dos produtos.

Responsável por descobrir e desenvolver a molécula da ivermectina, a Merial lembra que para um produto com 1% de concentração, o prazo de carência exigido no Brasil é de 35 dias. "Temos testes que apontam que uma carência de 21 dias não deixaria resíduos, mas preferimos manter um prazo maior só por garantia", afirma Alfredo Ihde, presidente da Merial.

A matéria é de Alexandre Inacio, publicada no Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.
Enviado por Fabiano Fiuza

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

New Test Detects TB in Less than 2 Hours


Scientists have developed an automated test that can rapidly and accurately detect tuberculosis and drug-resistant TB bacteria in patients. The finding could pave the way for earlier diagnosis and more targeted treatment of this disease.
Microscope image of yellow-stained TB bacteria.
Smear microscopy, the most widely used diagnostic test for TB, reveals yellow-glowing TB bacteria in a patient's sputum. Scientists have developed a new automated TB test that's faster and more accurate than current diagnostic tests. Image by Ronald W. Smithwick, Centers for Disease Control and Prevention
TB kills about 1.8 million people each year, mainly in developing countries, and drug-resistant TB is a growing threat. Early detection and treatment helps stop the disease from spreading, but current diagnostic tests have many shortcomings. The most widely used test, called smear microscopy, misses more than half of TB cases and can’t determine whether the bacteria are drug resistant. A more sensitive test involves growing bacterial cultures. It can spot drug resistance but may take up to 6 weeks to get results. Both tests require assessment by trained staff.
To develop a faster and easier-to-use test, researchers led by Dr. David Alland of the University of Medicine and Dentistry of New Jersey collaborated with Cepheid, a diagnostics company, to create a DNA-based test called Xpert MTB/RIF. The test detects the TB-causing bacteriumMycobacterium tuberculosis and also resistance to rifampin (RIF), one of the most common treatments. RIF resistance is a good indicator of multidrug resistance. Drug-resistant TB requires different treatment than drug-susceptible TB.
Development of the MTB/RIF test has been supported for more than 8 years by NIH’s National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID). To use the test, a technician adds a small sample of a patient’s sputum to a plastic test cartridge and loads it into the machine. The instrument then automatically performs a series of steps that ultimately leads to an analysis of DNA from bacteria in the sample. A computerized printout reports the presence of TB bacteria and whether or not the bacteria are resistant to RIF.
As described in the September 1, 2010, issue of the New England Journal of Medicine, the researchers assessed the performance of the new automated test on 1,730 patients with suspected TB in 4 countries. Each patient provided 3 sputum specimens. The samples were assessed by MTB/RIF and by conventional smear microscopy and bacterial culture tests. The clinical trial was led and supported by the Foundation for Innovative New Diagnostics, a Swiss-based nonprofit organization.
The new automated test successfully identified 98% of all confirmed TB cases and 98% of patients with RIF-resistant bacteria in less than 2 hours. In addition, a single MTB/RIF analysis detected TB in over 72% of patients who did not appear to have TB according to smear microscopy but who were later found to have TB in culture tests. When the automated test was repeated, the sensitivity increased by about 13%. When the test was run a third time, it detected about 90% of TB cases that were missed by smear microscopy.
The scientists note that the MTB/RIF test makes it possible to detect TB and drug resistance in a single clinic visit and perhaps begin treatment immediately, a significant advantage in developing countries. “The test also indicates rapidly whether difficult-to-treat drug-resistant forms are present,” says Alland. “This is a major advance over other rapid TB detection methods, which are complex, labor-intensive, and technically challenging.”

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sanidade: Comissão do senado aprova genérico para uso veterinário


A medida, que depende de análise do Plenário, visa a redução de preços e aumento da concorrência.


A Comissão de Assuntos Sociais aprovou nesta quarta feira, 1º de setembro, a utilização de medicamentos genéricos para o uso veterinário. A proposta que cria um sistema semelhante à medicação genérica de uso humano segue agora para análise do Plenário.

A entrada dos medicamentos genérico de uso veterinário no mercado brasileiro visa a redução de preços, aumento da concorrência entre fabricantes, impulso na fabricação nacional e maior confiabilidade dos produtos.

O texto aprovado determina ainda prioridade para o medicamento genérico de uso veterinário nas aquisições do setor público e autoriza o Ministério da Agricultura a adotar medidas especiais relacionadas ao registro, à fabricação, à tributação e à distribuição com a finalidade de estimular o uso do genérico veterinário no país.

Com informações da Agência Senado 

Fonte: Portal DBO
enviado por Marcos Sandim 
Disponível em Inovadefesa