sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cone Sul discute inovação tecnológica e institucional para o setor agropecuário



Para os representantes do Programa Cooperativo para o Desenvolvimento Tecnológico, Agroalimentar e Agroindustrial do Cone Sul (Procisur), fortalecer a inovação aberta e investir em inovação institucional é uma alternativa durável para o desenvolvimento econômico e social que os países latino-americanos almejam. Técnicos doProcisur e de instituições públicas e privadas relacionadas ao setor agropecuário estão discutindo, no auditório da EmbrapaEstudos e Capacitação, em Brasília (DF), o papel da inovação tecnológica e institucional no Brasil e sua ação para o desenvolvimento da região do Cone Sul.



O seminário, aberto no dia 14 de setembro de 2010, reúne representantes das cinco instituições de pesquisa agropecuária do Cone Sul: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta) da Argentina;Instituto Nacional de Inovação Agropecuária e Florestal (Iniaf) da Bolívia; Instituto de Pesquisas Agropecuárias (Inia) do Chile; Instituto Paraguaio de Tecnologia Agrária (Ipta) e Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária (Inia) do Uruguai. 

"Participantes do Procisur vinculam-se com outras 51 instituições estrangeiras", lembra Emilio Ruz, secretário executivo do Programa.

O pesquisador Pedro Arraes, presidente da Embrapa, diz que "há um anseio global de como essa questão da inovação permeia as empresas". O presidente da estatal enfatiza que a inovação envolve todos os níveis institucionais e não pode estar isolada a um setor específico. A integração de 60 pesquisadores brasileiros com 60 pesquisadores africanos, por meio da Plataforma África-Brasil de Inovação, foi citada por Arraes como um bom exemplo a ser introduzido no âmbito da América Latina.

INOVAÇÃO ABERTA

O modelo de inovação aberta, fortalecido com o uso da tecnologia da informação, é visto por Arraes como uma alternativa viável para os representantes do Procisur aumentarem a interação. "Temos afinidade cultural e problemas similares", lembra.

A expansão dos Laboratórios da Embrapa no Exterior (Labex) também é citada por Arraes como um caso de "interação científica na ponta do conhecimento". Instalados nos Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, França e Coréia do Sul, os laboratórios permitem aprendizado mútuo entre pesquisadores de instituições que estão na vanguarda do conhecimento tecnológico em áreas de interesse recíproco.

O diretor-executivo da Embrapa José Geraldo Eugênio de França, que abordou "os avanços da agricultura brasileira", também citou os Labexcomo um modelo que dá retorno na geração de conhecimento. Sobre a Plataforma África-Brasil de Inovação, diz "ter a sensação de que dá para fazer algo diferente".

O papel da Embrapa foi destacado por todos os palestrantes na abertura do Seminário. "A Embrapa tem muito a oferecer, tanto no contexto de tecnologias quanto na evolução institucional", enfatiza Jamil Macedo, Secretário executivo do Programa Cooperativo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Agrícola para os Trópicos Sul-americanos (Procitrópicos). 

Para Carlos Américo Basco, representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA no Brasil), o "paradigma clássico de inovação está superado". Basco salienta que o desafio para todos os países do Cone Sul é fortalecer o trabalho em rede com as universidades.

Além de também mencionar a inovação aberta como um ponto comum a ser incrementado pelos integrantes do Procisur, o secretário executivo Emilio Ruz destaca a importância da inovação institucional como um "complemento indispensável" para o desenvolvimento regional. "A inovação tecnológica só se completa quando olhamos para as instituições", complementa Jamil Macedo.

FONTE

Gustavo Porpino - Jornalista
Telefone: (61) 3448-4335

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