quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Fator humano influencia ocorrência de mastite


Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, mostrou que as fazendas com alta prevalência de gado de leite com mastite não se diferem das propriedades com baixa prevalência. "Porém, quando observamos o fator humano, identificamos que os produtores de rebanhos com baixa Contagens de Células Somáticas (CCS) [menos que 200 mil células por ml de leite], apresentam uma atitude mais favorável para o controle da doença do que os produtores de rebanhos com altas contagens", explica o pesquisador Juan Camilo Esguerra.
Créditos: Wikimedia Commons
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"Isso evidencia o melhor comportamento frente à doença que estes produtores adotam. Um exemplo de ação positiva seria o descarte de animais doentes com maior frequência, diferente do que foi identificado nos rebanhos de alta prevalência", completa.

Causada por bactérias encontradas no ambiente onde vivem gado de leite, a mastite (ou mamite), é uma infecção que atinge a glândula mamária do animal. Dados da Embrapa Gado de Leite apontam que, no rebanho brasileiro, a prevalência da doença seja de 20% a 38%, o que representaria uma perda de 12% a 15% da produção. A contaminação pode ocorrer tanto por falta de boas práticas no ambiente, quanto por meio do contato com leite contaminado de outros animais no momento da ordenha.

Esguerra é autor da dissertação de mestrado A influência do homem na mastite de gado leiteiro realizada no Programa de Pós-graduação em Ciência Animal e Pastagens da Esalq, sob orientação do professorPaulo Fernando Machado. O pesquisador avaliou, por meio de questionários, 68 rebanhos comerciais do sudeste brasileiro, concentrados nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Os rebanhos foram divididos em dois grupos. O primeiro com 34 rebanhos, incluía apenas propriedades onde era possível identificar no gado leiteiro baixas Contagens de Células Somáticas (CCS) -- menos que 200 mil células por ml de leite; no segundo, com os 34 rebanhos restantes, o gado produzia leite com alto índice de CCS -- mais do que 700 mil células por ml de leite, o que diagnostica a mastite. "Foram avaliadas as características gerais dos rebanhos, como número de animais em lactação, produção diária do rebanho, raça, entre outros fatores. Porém, o foco da pesquisa foi o ser humano inserido nestes ambientes. Neste caso, avaliamos o pecuarista e o empregado, mais especificamente, o ordenhador", explica.

Foi aplicado um questionário com 180 questões. "Com ele, pudemos avaliar o dono da propriedade e o empregado abordando assuntos como: atitude, autoconfiança, nível de pressão social, habilidades e conhecimentos técnicos, dificuldades gerenciais e o comportamento do produtor frente à mastite. Da mesma forma, foi avaliada a situação dos equipamentos disponíveis para o ordenhador, seu nível de competência, motivação, satisfação de suas necessidades e sua postura ante a mastite."

O homem como fator de maior influência

No caso do ordenhador, Esguerra aponta que os resultados foram semelhantes. Os empregados nas propriedades de baixa CCS também demonstraram ações que remetem à postura de seus empregadores, favoráveis ao controle da doença. "Estes ordenhadores aplicam corretamente o desinfetante pós-ordenha e com maior frequência do que os ordenhadores de rebanhos com alta CCS, entre outras ações".

Mas o pesquisador ressalta que este comportamento depende das ferramentas e equipamentos adequados e de uma atitude positiva do ordenhador frente ao trabalho. "Portanto, se o produtor apresenta a atitude correta, o funcionário da fazenda vai apresentar comportamentos favoráveis para o controle da mastite", afirma. "Se além de não descartar vacas doentes ele não faz a manutenção adequada do equipamento de ordenha, o risco da infecção na glândula mamária do animal aumentará."

Esguerra resume a conclusão do trabalho em relação à interferência do homem e as relações administrativas de uma fazenda pecuarista: "Se o meu chefe não se preocupa com a produção de leite, por que eu me preocuparia?", e aponta que "não importa quantas máquinas existam na fazenda, se o produtor ou o ordenhador não apresentam a atitude e comportamento corretos tanto em relação aos animais quanto aos equipamentos, as situações de risco da mastite estarão sempre presentes", comenta.

Prevenção

Segundo o professor Paulo Fernando Machado, não há como erradicar a doença, mas é possível controlá-la. "Para isso, dispomos de metodologia capaz de atingir este resultado. O Método de Análise e Solução de Problemas de Mastite (MASP Mastite), desenvolvido na Clínica do Leite da Esalq, é composto por procedimentos operacionais, ferramentas e capacitações de técnicos para identificar a doença, bem como suas principais causas nos confinamentos de gado leiteiro", afirma o professor.

Por outro lado, Esguerra indica que, posteriormente, possa ser desenvolvido um questionário que sirva como ferramenta para o diagnóstico da mastite nos rebanhos. "Porém, este primeiro material tinha o propósito de explorar a situação destas variáveis e constituir a base para futuros trabalhos que permitirão sua depuração", conclui.

FONTE

Lucas Jacinto - Jornalista

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Pesquisa detecta bactérias e fungos em 62,5% de passarinhos traficados

Microrganismos encontrados na cloaca de 158 passarinhos silvestres apreendidos do tráfico podem causar doenças em humanos e animais e disseminar resistência a antimicrobianos (foto: A. Saidenberg)

Por Jussara Mangini
Agência FAPESP – As campanhas educativas para desestimular a compra de animais silvestres comercializados ilegalmente ganharam um reforço em seus argumentos com um estudo concluído recentemente na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP).
A pesquisa “Caracterização da microbiota intestinal bacteriana e fúngica em passeriformes silvestres confiscados do tráfico que serão submetidos a programas de relocação”, desenvolvida com Auxílio à Pesquisa da FAPESP, encontrou microrganismos com potencial patogênico – que podem apresentar risco à saúde humana e animal – em 62,5% de 253 amostras de material coletado na cloaca (órgão por onde as aves eliminam as fezes e a urina e põem os ovos) de 34 espécies de passarinhos silvestres resgatadas do tráfico de animais e encaminhadas ao Departamento de Parques e Áreas Verdes de São Paulo (Depave) para avaliação, reabilitação e relocação no ambiente.
Segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), as aves são o principal alvo do comércio ilegal de animais. Os passeriformes silvestres (pássaros nativos com pequenas dimensões como sabiás, canários, curiós, entre outros) são os mais traficados, seguidos por papagaios, araras e demais gêneros.
Estima-se que 90% das aves capturadas para tráfico morram antes de chegar ao destino final. Quando resgatadas por órgãos fiscalizadores, muitas já se encontram com a saúde debilitada por causa de condições sanitárias inadequadas na captura, no transporte e na manutenção em cativeiro.
“A pesquisa de alguns microrganismos como Salmonella spp., Cryptococcus spp. e Candida spp. é prevista na lista de exames sanitários recomendados pela Instrução Normativa 179 do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis]”, disse Priscilla Anne Melville, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da FMVZ, responsável pelo estudo. “No entanto, quisemos fazer um estudo mais abrangente para descobrir quais outros patógenos podem ser carreados por esses animais.”
O trabalho contou com a participação dos pesquisadores da FMVZ/USP Nilson Roberti Benites, Paulo Eduardo Brandão, André Becker Simões Saidenberg, Patrícia Braconaro e Eveline Zuniga e das veterinárias do Depave Adriana Joppert da Silva, Thaís Sanches e Ticiana Zwarg.
De acordo com os pesquisadores, o material coletado na cloaca das aves é mais preciso como indicador da microbiota intestinal do que as fezes, já que, em condições normais, os microrganismos presentes ali são oriundos somente do trato intestinal. Já a análise das fezes pode levar a falsos resultados pela contaminação do material por bactérias presentes no ambiente.
Segundo Melville, exames de verificação de ocorrência e frequência de fungos e bactérias mostraram que em 158 (62,5%) das 253 amostras havia presença de microrganismos. Em 123 delas (77,84%) havia somente bactérias; em outras quatro somente fungos; e em 31 fungos e bactérias.
“Foram isolados ao menos 15 gêneros de bactérias, três gêneros de leveduras e quatro gêneros de fungos filamentosos. Alguns deles apresentam potencial zoonótico, ou seja, podem causar doenças em humanos e em animais e alguns desses apresentaram resistência a determinados antimicrobianos”, disse Melville à Agência FAPESP.
Microrganismos mais encontrados
Foram encontradas 13 espécies de Staphylococcus spp. em 38 amostras. O gênero Micrococcusspp. foi localizado em 29 amostras, enquanto Klebsiella spp. e Escherichia coli estavam em 27 amostras, cada.
Em testes de suscetibilidade a diferentes antibióticos e quimioterápicos, essas bactérias apresentaram multirresistência a determinados antimicrobianos. Foram encontradas ainda as bactérias Enterococcus spp. (em 11 amostras); Enterobacter spp. (10); Streptococcus spp. (8) eCitrobacter spp. (7).
“Cada microrganismo tem suas peculiaridades e causa doenças específicas. As bactériasEscherichia coli, por exemplo, podem estar associadas a distúrbios gastrointestinais. Espécies deStaphylococcus podem estar associadas a infecções cutâneas, sinusites, artrites e pneumonias. A transmissão se dá principalmente por meio do contato com as fezes do animal, com posterior ingestão acidental ou mesmo inalação de material contaminado”, afirmou a pesquisadora.
Alguns microrganismos encontrados no estudo ainda não haviam sido mencionados em trabalhos semelhantes. Entre eles, há a Rhodotorula spp. (levedura oportunista que pode causar doença em paciente imunossuprimido), Edwardsiella (bactéria associada a meningites e gastroenterites, entre outras) e Pasteurella multocida (agente associado à cólera aviária).
O estudo confirmou a presença de fungos filamentosos e leveduras encontrados em estudos anteriores, de outros autores, tais como Candida spp. (fungo associado a distúrbios gastrointestinais e respiratórios), Penicillium spp. (fungo associado a doenças como ceratites, endocardites, entre outras), Mucor spp. (fungo que pode acometer pacientes imunossuprimidos, causando infecções no trato respiratório e gastrointestinal, no sistema nervoso ou na pele),Aspergillus spp. (fungo que acomete principalmente o trato respiratório de aves), e Trichosporonspp. (patógenos oportunistas que podem acometer pacientes imunossuprimidos).
A pesquisa revelou ainda que é baixo o risco de transmissão de microrganismos sugeridos para investigação pela Instrução Normativa do Ibama como Salmonella spp., Cryptococcus spp. (ausentes nas amostras) e Candida spp. (baixa ocorrência).
Também é baixo o risco de transmissão para humanos, pelas aves avaliadas, de bactérias E.colicomo a Escherichia coli enteropatogênica (EPEC), Escherichia coli patogênica aviária (APEC) eEscherichia coli uropatogênica (UPEC). Por outro lado, há risco de transmissão intra ou interespécies ou introdução no ambiente de E.coli multirresistentes a antimicrobianos.
Bactérias resistentes
A investigação da microbiota intestinal das aves antes do processo de soltura é importante, pois pode esclarecer sobre possíveis riscos relativos à presença de resistência bacteriana aos antimicrobianos. “Ao serem eliminadas no ambiente, as bactérias multirresistentes a antimicrobianos podem se multiplicar e infectar diferentes hospedeiros, disseminando a resistência antimicrobiana entre as bactérias”, explicou Melville.
“Isso pode levar ao desencadeamento de doenças de difícil tratamento, já que a resistência antimicrobiana reduz as possibilidades terapêuticas. Por outro lado, muitas bactérias podem se tornar resistentes a um antimicrobiano, mesmo sem nunca terem tido contato com o mesmo”, disse a pesquisadora.
O alerta deve ser considerado principalmente quando se leva em conta que grande parte dos indivíduos que adquirem animais traficados mantém as aves como animais de estimação em suas residências.
“As pessoas devem ter ciência que podem ser contaminadas por determinados agentes bacterianos, virais e fúngicos transportados pelos animais traficados, especialmente os grupos de risco – idosos, crianças e pessoas imunossuprimidas ou que são submetidas a algum tratamento imunossupressor”, disse Melville.
Saidenberg esclareceu que, mesmo em liberdade, aves podem hospedar microrganismos com potencial para causar doenças na própria espécie, em outros animais e em humanos. No entanto, em geral, observa-se um equilíbrio entre o microrganismo e o hospedeiro como parte de um processo de coevolução e que também atua sobre o controle populacional.
A presença de determinado microrganismo não representa obrigatoriamente que a doença se manifeste. “No entanto, quando são traficadas, esse equilíbrio pode ser alterado em razão dos elevados níveis de estresse, das péssimas condições de higiene e alimentação inadequada a que são submetidos os animais, o que pode acarretar o desencadeamento de doenças infecciosas causadas por microrganismos com os quais estavam anteriormente em equilíbrio”, disse Saidenberg.
Legislação
Embora a legislação brasileira determine que animais silvestres só possam ser criados se adquiridos de criadores autorizados e que possuam documentação de comprovação de origem, somente em São Paulo, a Polícia Militar Ambiental apreendeu ou resgatou mais de 187 mil animais silvestres do tráfico de animais nos últimos 10 anos.
De 2006 a 2012, 82% dos animais confiscados do tráfico eram aves. Segundo dados do Ibama, a maioria dos pássaros silvestres comercializados ilegalmente vem das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e os estados com o maior mercado consumidor estão na região Sudeste: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
As espécies apreendidas em maior quantidade no período do estudo foram pixarro (Saltator simillis), canário-da-terra (Sicalis flaveola), galo-de-campina (Paroaria dominicana), coleirinho-paulista (Sporophila caerulescens), azulão (Cyanoloxia brissoni) e pássaro-preto (Gnorimopsar chopi), segundo os pesquisadores. 

http://agencia.fapesp.br/19558

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Frascos de varíola 'esquecidos' são encontrados em caixa de papelão nos EUA

Varíola (Smallpox (EYE OF SCIENCE/SCIENCE PHOTO LIBRARY))
Varíola foi oficialmente declarada erradicada na década de 80
Frascos de varíola esquecidos havia muito tempo foram encontrados dentro de uma caixa de papelão por um cientista do governo americano em um centro de pesquisa perto de Washington, segundo autoridades.
Os vírus, que estariam mortos, foram achados em seis frascos congelados e lacrados, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês).
Trata-se da primeira vez em que frascos não registrados e "esquecidos" contendo o vírus da varíola são encontrados nos Estados Unidos.
A doença foi oficialmente declarada erradicada na década de 1980.
"Os frascos parecem datar da década de 1950. Após a descoberta, eles foram imediatamente guardados e colocados em segurança", diz um comunicado do órgão.
"Não há nenhuma evidência de que qualquer um dos frascos tenha sido quebrado, e a equipe de biossegurança não identificou risco de exposição infecciosa aos trabalhadores de laboratório ou para o público em geral", acrescentou o comunicado.
As agências governamentais foram notificadas da descoberta no dia 1º de julho, depois que funcionários do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) descobriram os frascos rotulados com "varíola".
Os frascos foram localizados em uma área não utilizada de um depósito em um campus do NIH em Bethesda.
Eles foram posteriormente transportados para uma área segura em Atlanta, no Estado da Geórgia, no dia 7 de julho.
Testes serão realizados para determinar o estado do material, que será destruído em seguida, disse o CDC.
O vírus pode ter sobrevivido a temperaturas de congelamento.
O CDC também notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) da descoberta. A OMS atualmente supervisiona dois locais que armazenam a varíola: um em Atlanta e outro em Novosibirsk, na Rússia.

Estes não são os primeiros frascos de varíola descobertos de forma inesperada. Vários frascos foram encontrados no fundo de um freezer na Europa Oriental na década de 1990, de acordo com relatos da mídia.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140708_frascos_variola_eua_kb.shtml

Intoxicación por Clostridium botulinum en un perro

Aunque en algunos casos la sintomatología que presenta el paciente es bastante característica, siempre es necesario realizar una anamnesis minuciosa para no descartar posibles causas de enfermedad.
Ana María Martínez Munera, Alessandro Monaldi, Javier Santano Esquiu, Víctor Almagro Carrión
Clínica Veterinaria VetAMMolina de Segura (Murcia)
Imágenes cedidas por los autores

Se expone el caso de un paciente que presentaba síndrome neurológico periférico con parálisis flácida de evolución progresiva. Los datos clínicos y la falta de alteraciones en las pruebas colaterales, junto con una anamnesis meticulosa, despertaron la sospecha de la posible existencia de botulismo. Posteriormente se confirmó con el hallazgo de la toxina botulínica en la sangre.

Reseña y anamnesis
Lula es una perra mestiza de 30 kg de peso esterilizada de tres años de edad. Vive en una zona de Murcia cercana a ganaderías de cerdos, con zonas pantanosas y acequias. El animal se escapó de su finca junto con otro perro, el cual no fue encontrado.
El animal presenta incoordinación, debilidad y caídas. Fue ingresada en un centro veterinario cercano donde se describe con un estado de sopor y parálisis flácida progresiva hasta terminar en un estado de decúbito lateral. Se mantiene atenta en todo momento y presenta midriasis bilateral (figura 1).
Figura 1. Lula presenta mirada atenta.
La primera sospecha, teniendo en cuenta su fuga en el mencionado entorno rural, fue una posible intoxicación. La falta de convulsiones y la progresión de la sintomatología hacia una flacidez generalizada hizo replantear la sospecha del diagnóstico, si se tiene en cuenta que la mayoría de los tóxicos son agentes que provocan convulsiones.

Examen clínico
El animal se mantiene en todo momento en decúbito lateral y presenta flacidez de todas las extremidades, incluyendo cabeza y cuello (figura 2). La respiración es superficial y taquipneica, el color de las mucosas es normal y presenta taquicardia. La condición corporal es óptima, así como su estado de hidratación. Lo que más destaca es su estado mental, que parece normal y con una mirada de auxilio (figura 3). A la total parálisis e impedimento de poder girar la cabeza o cambiar de postura se contrapone la posibilidad de leves movimientos de la cola.
Figura 2. Flacidez generalizada.
Figura 3. Decúbito lateral y administración de fluidoterapia.

Examen neurológico
El estado mental es normal; muestra una mirada de auxilio. Respecto a la postura, el animal está en decúbito lateral y muestra flacidez e hipotonía generalizadas. Su cabeza queda totalmente en ventroflexión y sin tono alguno. La respuesta a la amenaza es de normal a levemente disminuida.
Considerando el tamaño del animal y su total flacidez, es difícil determinar las reacciones posturales, pero están ausentes en los cuatro miembros. La sensibilidad profunda se mantiene (percepción del dolor), pero el reflejo de retirada está ausente.
Respecto a los reflejos craneales, hay midriasis bilateral, con poca respuesta fotomotora; palpebral disminuido; trigémino facial ausente. La deglución es dificultosa, con sialorrea.
Los reflejos espinales están muy disminuídos en las cuatro extremidades; el perineal disminuido y el panicular presente.
También se le practican exámenes complementarios. En la bioquímica sérica los valores de gpt, creatinina y urea son normales; hay un aumento de la creatinquinasa. El hemograma completo es totalmente normal. El estudio radiológico cervical tampoco demuestra alteraciones.

Diagnóstico diferencial
Resulta difícil intuir la etiología de este cuadro, aunque la sintomatología que presenta Lula es muy característica. Nos encontramos frente a un caso de pérdida de los reflejos, con hipotonía generalizada y leve midriasis. La midriasis podría hacer pensar en una posible intoxicación, pero en realidad, la mayoría de los agentes tóxicos causan convulsiones. Un posible traumatismo, que en este caso sería cervical, no encajaría con la flacidez total de las extremidades y del cuello, y un estado de conciencia normal. El diagnóstico diferencial se basa en las posibles causas que pueden producir síndrome de motoneurona inferior, que son:
a)      Polirradiculoneuritis.
b)      Miastenia gravis.
c)      Botulismo.
Si se considera la anamnesis ambiental y reciente del animal (es decir, la fuga en la zona pantanosa) el diagnóstico más probable en este caso podría ser botulismo. Para el diagnóstico definitivo de esta enfermedad hay que aislar la toxina en líquidos biológicos (vómito, diarrea, orina o sangre). Por este motivo se envía al laboratorio de referencia una muestra de sangre obtenida en las primeras fases sintomatológicas, en busca de la toxina botulínica. Mientras tanto, el tratamiento que se plantea es de mantenimiento.
El tratamiento higiénico-sanitario incluye cambio de decúbito y vaciado manual de la vejiga tres veces al día. Se le da apoyo con fluidoterapia: Ringer lactato complementado con glucosa y aminoácidos en función de su peso.
Se empieza una terapia antibiótica con enrofloxacino y se añade terapia hepatoprotectora.

Diagnóstico definitivo
Hay presencia de toxina botulínica en la muestra sanguínea del paciente. De este modo se confirma la toxinfección.

Evolución
Durante los cuatro días siguientes, el animal empezó a recuperar la movilidad de las extremidades y la tonicidad del cuello (figura 4). El cuarto día consiguió sentarse (aunque todavía con ventroflexión del cuello), recuperó la deglución totalmente y se solucionó el ptialismo. El quinto día consiguió dar cuatro o cinco pasos. Actualmente está totalmente recuperada (figura 5).
Figura 4. Decúbito esternal y flacidez del cuello.
Figura 5. Lula durante su recuperación.
A partir del cuarto día, cuando estábamos totalmente seguros de que el animal podía deglutir sin problemas, se empezó a alimentar por sí sola con dieta blanda.

Discusión
El botulismo es una enfermedad neuroparalítica aguda y progresiva. Está causada por la ingestión de la toxina botulínica preformada en alimento o cadáveres en descomposición. La toxina la produce Clostridium botulinum, una bacteria anaerobia grampositiva, formadora de esporas y altamente resistente en el ambiente; la espora resiste temperaturas de 120 °C, mientras que la toxina se inactiva a los 85 °C.
La toxina provoca un proceso paralítico de motoneurona inferior con evolución rápida. Comienza de forma típica con debilidad del tren posterior con progresión craneal y evolución hacia la cuadriplejia, hay 
hiporreflexia y reducción muy marcada del tono muscular (el animal está como anestesiado). Resulta muy característico que se mantenga el nivel de consciencia y la nocicepción. El movimiento del rabo también se mantiene, lo que indica que no hay compromiso de los tramos motores de la médula.

Se presenta discreta midriasis arrefléctica o con poca respuesta fotosensible. Algunos animales presentan disfagia, disfonía y dilatación esofágica. La incapacidad de deglutir desencadena una sialorrea, a veces contrarrestada por la disminución de la producción de saliva (bloqueo parasimpático). En casos graves se puede complicar con neumonía por aspiración.
Los músculos respiratorios también pueden verse afectados y se produce taquipnea. Primero, los intercostales y, por último (afortunadamente) el diafragma, ya que presenta una mayor resistencia a la toxina.
La enfermedad siempre se produce por ingestión de la toxina preformada; solo en medicina humana se describe de forma esporádica la formación de toxina en el tramo intestinal por parte del Clostridium (botulismo infantil) o contaminación de una herida cutánea por la misma bacteria que empieza a producir la toxina.
La incubación tras la ingestión va desde las 12 h hasta los 6 días. La sintomatología varía en función de la cantidad de toxina ingerida y de la sensibilidad de cada paciente: puede ser muy leve y limitarse a producir ligera debilidad motora, o solo afectación de algún nervio craneal con cambio de voz (disfonía) o atonía mandibular.
La toxina es capaz de producir parálisis de motoneurona inferior al evitar la liberación presináptica de acetilcolina en la unión neuromuscular. Si se considera que la acetilcolina es un neurotransmisor a distintos niveles, pueden coexistir signos de disfunción del SNP (musculoesquelético) y autónomo (simpático y parasimpático). La toxina botulínica está formada por una cadena pesada que permite el enganche a la membrana presináptica, y una cadena ligera que entra en el espesor de la membrana e impide la liberación de las vesículas de acetilcolina en el espacio sináptico; por esto se considera una patología presináptica (figura 6).
Figura 6. Modo de actuación de la toxina botulínica en la neurona.
Existen siete serotipos de toxina (A-G) y todas son capaces de bloquear la exocitosis de acetilcolina en el espacio sináptico.

Importancia del diagnóstico diferencial
Entre los diagnósticos diferenciales, hay que considerar que son pocas las enfermedades que pueden producir esta sintomatología. Es muy importante saber interpretar la midriasis y la flacidez muscular en este caso, porque en la mayoría de intoxicaciones por agentes que producen convulsión se presenta la primera de ellas, pero en este caso tenemos una flacidez marcada con hipotonía grave.
Las enfermedades que hay que considerar en el diagnóstico diferencial son:
  1. Parálisis por garrapata. Esta enfermedad no es frecuente en Europa, incluso existen autores que dicen que aquí no existe, pero constituye un peligro en Australia y Norteamérica. La toxina (holociclotoxina) contenida en la saliva de la garrapata produce una unión reversible a la membrana presináptica. La producion de la toxina aumenta en la fase de cría de las garrapatas. El tratamiento consiste en la eliminación del parásito; en Australia se dispone de una antitoxina.
  2. Polirradiculoneuritis aguda y polimiositis, enfermedades ambas que demostrarían hiperestesia. Las polirradiculoneuritis pueden ser primarias (idiopáticas) o secundarias inducidas por parasitosis hemáticas (ricketsiosis, ehrlichiosis, borreliosis, etc.).
  3. Miastenia gravis. En su forma adquirida, la formación de autoanticuerpos contra los receptores posinápticos de la acetilcolina produce un desorden compatible con motoneurona inferior.
  4. Mordedura y envenenaminto por serpiente coral (en Norteamérica).
El diagnóstico anamnésico es lo más importante en el caso de animales que viven libres en zonas rurales con acceso a basura y carroñas o alimentos enterrados que favorecen las condiciones de anaerobiosis para la producción de la toxina. Por la sintomatología podemos sospechar que existe esta enfermedad en caso de parálisis flácidas generalizadas. Los casos leves con simple debilidad, disfagia o afonía se quedan sin diagnosticar, pero afortunadamente no suelen progresar.
El diagnóstico definitivo consiste en el aislamiento de la toxina de vómito, suero, orina y heces, que solo se puede demostrar en las primeras fases de la enfermedad. Estas muestras se tienen que extraer en las primeras fases sintomatológicas y se recomienda no congelarlas (la simple refrigeración no interfiere).
Otra posibilidad es la inoculación intraperitoneal de una muestra del paciente en ratones a la espera del desarrollo de la sintomatología
En la mayoría de los casos los tratamientos disponibles se refieren a cuidados de soporte. Si se tiene en cuenta que la toxina está preformada muchas veces resulta infructuosa la utilización de los antibióticos. Incluso la utilización de antibióticos aminoglucósidos podría estar contraindicada, si se considera que producen una reducción de la liberación de acetilcolina.
La antitoxina es una utopía ya que funcionaría solo en las primeras fases. La única disponible es la antitoxina en comercio para humanos frente a los serotipos A, D y E, y la toxina equina frente a los serotipos A, B y E. Teniendo en cuenta que la toxina canina es el serotipo C, cualquier intento de administración sería inútil.
Otros tipos de tratamientos descritos serían los potenciadores musculares y los tratamientos con anticuerpos solo disponibles en humanos, creados y fabricados en masa por peligro de bioterrorismo.
El pronóstico dependerá en todo momento de la cantidad de ingestión de la toxina.
La neurona queda irreversiblemente dañada pero no hay muerte celular. La irreversibilidad, si el animal sobrevive a la enfermedad, puede ser resuelta por restauración de uniones neuromusculares, consiguiendo así una recuperación total.
Si consideramos que todas las sinapsis cuyo neurotransmisor es la acetilcolina se ven afectadas, se justifica fácilmente la sintomatología que se presentaba en nuestro paciente.
Bibliografia
Zuranita, Garibaldi, Pellegrino. El libro de neurología para la practica clínica; interemedica, 2003.
Greene. Enfermedades infecciosas del perro y del gato, vol. 1; intermedica, 2008
Cuddom Paul. Diagnosi di neuropatía e mioipatia, valutazione funzionale e strutturale; -reprinted en ivis with permission of 59 congreso SCIVAC.
V. Lorenzo/M.Bernardini. Neurología del Perro y el Gato; intermedica, 2007.
Castro Dominguez A. et al. Reporte técnico de vigilancia, Vol. 9, No. 5 Septiembre-Octubre, 2004 ISSN 1028.

Historia de la enfermedad
La palabra botulismo procede del latín: botulus significa “salsa”, pues se sospechaba que la causa de esta enfermedad se encontraba en la salsa de las carnes.
El primer estudio data de 1820, cuando Justinus Kerner detalla las manifestaciones clínicas observadas en grupos de pacientes con esta patología. Ya en 1895, Van Ermengem demostró que el botulismo estaba causado por una toxina de un bacilo anaerobio, el Clostridium botulinum, el cual consiguió aislar por primera vez del bazo de una persona víctima de esta patología tras ingerir unos alimentos en mal estado. Posteriormente reprodujo con éxito los síntomas en animales de laboratorio.
En 1900 se empezó a utilizar la toxina de forma experimental con fines médicos terapéuticos: contra el estrabismo en niños y sucesivamente por distintos neurólogos frente a enfermedades neurológicas como las distonías. Hoy en día es muy conocida en medicina estética y se utiliza como tratamiento de otros trastornos como hiperhidrosis (hipersudoración), bruxismo, sialorrea, temblores y otros problemas.
Epidemiología
Se considera que la toxina botulínica es el veneno más poderoso que existe, 10.000 veces más potente que el cianuro. En España, aun hoy, se describen casos en humana, aunque se trata de una enfermedad poco frecuente. Los casos que se notificaron al Sistema de Vigilancia Epidemiológica fueron 13 en 2009, 8 en 2010 y 91 en 2012. En gatos es poco frecuente posiblemente por la selectividad a la hora de comer y por la propia resistencia.
http://argos.portalveterinaria.com/noticia/10900/Articulos/intoxicacion-clostridium-botulinum-perro.html

Canileish, evidencia científica.

Virbac organizó una charla en Zaragoza para remarcar que varios estudios científicos avalan la validez de su vacuna contra la leishmaniosis.

Para que una vacuna vea la luz es necesario que pase por estrictas medidas de control realizadas por organismos independientes. Canileish, la vacuna de Virbac contra la leishmaniosis, no ha sido una excepción. La empresa ofreció una charla el pasado 18 de junio en el Colegio Oficial de Veterinarios de Zaragoza para comentar, entre otras cosas, los estudios científicos que avalan el producto. Para ello contó con la presencia de Javier Moreno y Javier Nieto, del Instituto de Salud Carlos III, centro colaborador de la OMS para la leishmaniosis, responsables del diseño, validación y monitorización de la mayor parte de dichos estudios.
En la primera de estas publicaciones (1) se demostró que Canileish era capaz de inducir una respuesta celular en los perros vacunados y que esta tenía una capacidad leishmanicida. Un segundo estudio (2) confirmaba que, además de producir dicha respuesta inmunitaria, esta se mantenía por lo menos un año después de la vacunación. Por último, los expertos presentaron otro trabajo (3) en el que se infectaba con Leishmania infantum a un grupo de perros que habían sido vacunados con Canileish con el resultado de que se reducía notablemente la progresión de la enfermedad.

Con estos estudios científicos Virbac quería enfatizar que si bien Canileish presenta una serie de particularidades que la hacen diferente a otras vacunas, como son el hecho de tener como antígenos ciertas partes del patógeno y necesitar un adyuvante muy potente para estimular al sistema inmunitario, no por ello deja de ser eficaz. Mientras que la eficacia de las vacunas víricas, sin ser tampoco del 100 %, suele ser muy elevada, la de las vacunas parasitarias oscila entre el 30 y el 90 % (la eficacia de la vacuna contra la malaria es del 38 %). CaniLeish demostró en los estudios clínicos una eficacia relativa del 68 % y una tasa de protección del 93 %. Por este motivo, y considerando que nos encontramos en un país donde la enfermedad es endémica, los expertos aconsejan vacunar a los animales. Los responsables del ISC III hicieron hincapié en los aspectos zoonóticos de la enfermedad y en la importancia de la vacunación de los perros para la salud pública.

Las reacciones adversas
A continuación Fernando Fariñas habló sobre las reacciones adversas del producto y comentó que es normal que se produzca una inflamación en el punto de inoculación, y que eso es señal de que el sistema inmunitario está actuando. Algunas razas desarrollan respuestas hiperpotentes, tanto que generan una lesión que se convierte en un nódulo. Para evitar en la medida de lo posible estas reacciones Fariñas recomendó atemperar la vacuna con las manos y masajear la zona tras la inoculación.

En la parte final se abrió un turno de preguntas en el que los numerosos asistentes plantearon sus dudas, principalmente sobre cómo informar a los clientes. En este sentido, Javier Moreno aseguró que hay una desinformación muy grande entre los veterinarios de lo que es la leishmaniosis y que hay que estar muy bien informado para presentar al cliente las respuestas adecuadas. Para ello Virbac ofrece un teléfono de atención profesional: 902 090 667 (infocliente@virbac.es).

Bibliografía
1. Moreno J, et al. (2012) Use of a LiESP/QA-21 Vaccine (CaniLeish) Stimulates an Appropriate Th1-Dominated Cell-Mediated Immune Response in Dogs. PLoS Negl Trop Dis 6(6).
2. Moreno J, et al. Primary vaccination with the LiESP/QA-21 vaccine (CaniLeish) produces a cell-mediated immune response which is still present 1 year later. Vet Immunol Immunopathol. 2014 Apr 15;158(3-4):199-207 (en prensa).
3. Bongiorno G et al. Vaccination with LiESP/QA-21 (CaniLeish®) reduces the intensity of infection in Phlebotomus perniciosus fed on Leishmania infantum infected dogs--a preliminary xenodiagnosis study. Vet Parasitol. 2013 Nov 8;197(3-4):691-5).
Más de cien veterinarios acudieron a la charla.

http://argos.portalveterinaria.com/noticia/10882/Actualidad/canileish-evidencia-cientifica.html

Los alimentos crudos para mascotas pueden contener Listeria monocytogenes y Salmonella

(Foto: hennasabel - CC License)

La FDA recomienda manejar con precaución estos alimentos a los consumidores

Por Joaquín Ventura García

Científicos de la Food and Drug Administration de Estados Unidos han llevado a cabo un estudio para ver la seguridad microbiana de alimentos secos, húmedos, crudos, premios y alimentos para animales exóticos. Mientras que los piensos secos y comida húmeda mostraron ser muy seguros, los alimentos crudos no lo fueron tanto.
El Veterinary Laboratory Investigation and Response Network (Vet-LIRN), el Food Emergency Response Network (FERN) y sus laboratorios del Microbiology Cooperative Agreement Program (MCAP), en Estados Unidos, han llevado a cabo un estudio* para evaluar la prevalencia de varios microorganismos peligrosos para la salud en varios tipos de alimento para mascotas. Su objetivo ha sido ayudar al Center for Veterinary Medicine a priorizar qué análisis debe llevar a cabo primero cuando se analicen alimentos para mascotas, por un lado, y mejorar la capacidad de los laboratorios incluidos en el FERN para detectar patógenos alimentarios zoonóticos en comida para animales.
Seis laboratorios oficiales de Estados Unidos han analizado más de 1.000 muestras durante dos años. Se ha analizado la presencia de SalmonellaListeria y Escherichia coli (tanto la bacteria como la shigatoxina). Durante la primera fase se analizaron alimentos secos y húmedos comprados en tiendas; en una segunda fase se analizaron alimentos crudos para perros y gatos, alimentos para exóticos y premios comprados por Internet.
De las 480 muestras de pienso seco y húmedo, tan solo dos resultaron positivas: una para Salmonella y otra para Listeria greyii. Pero de las 576 muestras analizadas durante la segunda fase, 66 fueron positivas para Listeria (32 para L. monocytogenes) y 15 para Salmonella. Los patógenos se aislaron de las muestras de comida cruda y de los premios, ninguna de las muestras de alimento para animales exóticos resultó positiva.
Según los resultados del estudio, los autores afirman que los alimentos crudos para mascotas pueden contener bacterias peligrosas para la salud, como L. monocytogenes y Salmonella, y recomiendan a los consumidores que tengan precaución al manejar este tipo de productos ya que pueden suponer un riesgo para la salud animal y humana.
*Investigation of Listeria, Salmonella, and Toxigenic Escherichia coli in Various Pet Foods. Nemser SM, Doran T, Grabenstein M, McConnell T, McGrath T, Pamboukian R, Smith AC, Achen M, Danzeisen G, Kim S, Liu Y, Robeson S, Rosario G, Wilson KM, Reimschuessel R. Foodborne Pathog Dis. 2014 May 13. doi:10.1089/fpd.2014.1748


http://argos.portalveterinaria.com/noticia/10904/Actualidad/alimentos-crudos-mascotas-pueden-contener-listeria-monocytogenes-salmonella.html

domingo, 8 de junho de 2014

4th Death From Mad Cow Disease Confirmed in U.S.

Health officials believe the victim was infected overseas


A photo of a cow in South Korea.
A homebred cow in South Korea, where some have called for a renewed ban on U.S. beef because of fears about mad cow disease
PHOTOGRAPH BY LEE JAE-WON, REUTERS
Andrea Stone
PUBLISHED JUNE 4, 2014
Scientists at the Centers for Disease Control and Prevention have confirmed the fourth death in the United States from a rare, fatal brain disorder linked to eating meat from cows with bovine spongiform encephalopathy(BSE), also known as mad cow disease.
The latest case renewed questions from some advocates about the safety of the food supply.
The case involves a patient in Texas who died in May. Lab tests from an autopsy confirmed the patient had variant Creutzfeldt-Jakob disease(vCJD), a deadly disorder first reported in 1996 in the United Kingdom that has killed more than 220 people and prompted the slaughter of millions of cattle. Victims of the degenerative disease, which attacks the nervous system, suffer from depression and dementia before they die.
The CDC said the victim had traveled extensively in Europe and the Middle East and that "supports the likelihood that infection occurred outside the United States." All three previous U.S. deaths were linked to an infection acquired elsewhere—two in the U.K. and one in Saudi Arabia.
"There is no evidence to suggest that other people in the United States have been exposed to variant CJD because of this patient," said CDC spokeswoman Christine Pearson.
Carrie Williams of the Texas State Department of Health Services agreed. "Travel history suggests overseas exposure," she said. The department's website states, "There are no Texas public health concerns or threats associated with this case."
Kathy Simmons, chief veterinarian for the National Cattlemen's Beef Association, an industry group, also cited the infection's likely overseas origins. "There have been no documented cases of vCJD associated directly with beef consumption in the United States," she said in a statement.
She noted that the World Organization for Animal Health last year changed the U.S. status for BSE to negligible, the lowest possible risk, citing safeguards that include an FDA ban on mammalian-derived proteins in livestock feed and random testing of cattle.
The U.S. Department of Agriculture tests the brains of 40,000 dead animals, or less than 0.1 percent of all U.S. cattle, for BSE each year. That's down 90 percent since 2005, when the department announced a limited-time surge to sample high-risk cattle.
Variant CJD is a newer form of Creutzfeldt-Jakob disease, which is not linked to BSE. About 300 cases of CJD are reported each year in the U.S. The median age of those it kills is 68 versus younger than 30 for those infected with vCJD.
Michael Hansen, senior staff scientist at Consumers Union, said the international organization's rating is problematic because it's "based on self-reporting in the U.S. that's not based on anything that's real scientific." He said he is not convinced that government agencies are doing enough to protect the public from tainted food.
The consumer advocate reiterated concerns the group raised in 2012—after the last U.S. case of mad cow disease made headlines—that "safeguards against BSE are not adequate and FDA should take additional steps to protect the health of animals and of the beef-eating public."
BSE was found in a dairy cow during a routine inspection in April 2012 at a rendering plant in California's Central Valley. The cow, which exhibited signs of BSE such as aggression and unsteadiness, never got into the food chain.
Hansen said "huge loopholes" remain in the FDA's feed ban.
"You can take all the blood you want from cows and feed them back to cows because blood and blood products are exempted. So is chicken litter," he said, noting that the nation's largest restaurant buyer of beef,McDonald's, has for years urged that poultry feces be banned from cattle feed.
http://news.nationalgeographic.com/news/2014/06/140604-world-mad-cow-disease-health-death/?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_content=link_tw20140605news-cowdisease&utm_campaign=Content&sf3187653=1

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O mito do frango com hormônio


Fonte: Suinocultura Industrial. 


Fonte: Reprodução.

Quem nunca ouviu falar que é melhor não comer muita carne de frango, pois estão cheias de hormônios? Mas, como explica o veterinário Rhoger Messias dos Santos da Frangos Pioneiro, esse é apenas um mito difundido erroneamente entre a população. “O uso de qualquer substância com a finalidade de estimular o crescimento e a eficiência alimentar é proibida no Brasil pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Além disso, os hormônios de crescimento demoram cerca de 60 dias para começarem a agir no organismo da ave e o seu abate é feito em, no máximo, 45 dias”, afirma. Um dos motivos que contribuíram para a criação deste mito foi a comparação entre os frangos de granja, geralmente maiores e com carne mais macia, e os caipiras, menores e com menos carne. “Nas granjas, os animais são criados com temperatura e umidade controladas, horários para alimentação e descanso, água tratada e uma dieta balanceada para cada fase, sendo que o alimento fica disponível o tempo todo. Já os frangos caipiras são criados sem nenhum controle e são alimentados poucas vezes por dia, muitas vezes apenas uma única refeição, e somente com milho”, esclarece Carla Rodrigues, supervisora da Garantia da Qualidade da Frangos Pioneiro.

Para atingir o peso ideal e garantir a qualidade da carne dos frangos, todas as granjas usam uma fórmula básica na ração, composta basicamente por milho, soja, farinha de carne, gordura, vitaminas, minerais e aminoácidos, e também podem ser adicionados prebióticos, probióticos, ácidos orgânicos e enzimas. “A alimentação é desenvolvida de acordo com cada fase da vida do frango. Nos primeiros 22 dias, a ração possui componentes que ajudam no crescimento e desenvolvimento dos órgãos. A partir do 23º dia, o alimento é desenvolvido e administrado para o ganho de peso da ave”, conta Carla Rodrigues. 

Certificações de qualidade e exportaçãoNa hora do abate e processamento, os frangos ainda passam por inspeções municipais, estaduais ou federais que verificam se o frango está saudável e apto para o consumo humano. “São diversos procedimentos de gestão sanitária, de qualidade e boas práticas de fabricação que todas as indústrias precisam seguir, sempre com acompanhamento de um médico veterinário. Para aquelas que desejam comercializar seus produtos para outros estados ou países, é obrigatório ter a fiscalização do SIF (Serviço de Inspeção Federal), que estabelece diversas regras e práticas mais detalhadas e específicas”, declara a supervisora de Garantia de Qualidade.

Uma indústria ter a certificação para exportação assegura ainda mais a qualidade da carne frango. “A maioria dos países possui normas sanitárias e de qualidade específicas que precisam ser atendidas pelos exportadores. As indústrias ainda ficam sujeitas a auditorias dos países importadores, que são realizadas em qualquer época do ano, sem um aviso prévio”, salienta a supervisora.

Desde 2010, a Frangos Pioneiro tem habilitação para exportação, sendo que o seu maior mercado são os países islâmicos, que exigem a obtenção do Selo de Qualidade Islamic Halal, do Serviço de Inspeção Islâmica. “Esse selo é um comprovante de empresa sustentável, pois exige rigorosas condições de higiene e animais saudáveis”, ressalta Carla Rodrigues. 

Sobre a Frangos Pioneiro

Fundado em 1983, no norte Pioneiro do Paraná, o Grupo Pioneiro hoje conta com três empresas: a Maná Alimentos, a Frangos Pioneiro e a Rações Pioneira, que juntas produzem cerca de 270 toneladas de alimentos por dia. Todos os frangos são de origem de aviários que fazem parte do Sistema de Integração de Frango de Corte, que ajuda no controle da saúde das aves e incentiva a agricultura familiar. A sustentabilidade é outra preocupação do Grupo, que possui Estações de Tratamento de Efluentes e Água e produz adubo orgânico por meio da compostagem.Em 2010, a empresa reestruturou seu complexo industrial e recebeu a certificação para exportações do Ministério da Agricultura Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Selo de Qualidade Islamic Halal, obrigatório em países islâmicos. Hoje, os produtos da Pioneiro estão presentes em 16 estados brasileiros, no Japão e em diversos países da África e Oriente Médio.

http://www.iepec.com/noticia/o-mito-do-frango-com-hormonio