quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O Que Fazer Quando Seu Animal Morre? Saiba Mais Sobre As Escolhas Que Você Tem De Fazer

Publicado originalmente por: http://bvsvet.blogspot.com.br/2013/11/o-que-fazer-quando-seu-animal-morre.html
Foto: Wikimedia






Orelacionamento entre um dono e seu animal de estimação não é muito diferente de qualquer outro. Infelizmente, os pets vivem muito menos que os humanos e, por isso, é muito comum que tenhamos de lidar, eventualmente, com o fim da vida deles. Tem aspectos afetivos, claro, mas também práticos. E, às vezes, quando um e outro se misturam, pode ser difícil administrar.

Lidar com a morte de um bichinho é um desses casos: além da perda, que geralmente vem acompanhada de sofrimento (e até muito), muita gente se pega sem saber o que deve fazer em casos assim.

Na maioria das vezes, os donos que perdem seus animais optam por enterrá-los em terrenos baldios ou mesmo em jardins de suas próprias residências. Mas vale lembrar que grande parte dos animais falece através da contaminação de doenças transmissíveis também ao homem, as chamadas zoonoses. E mesmo depois do óbito, essas enfermidades ainda podem ser transmitidas aos humanos e também a outros pets. Por isso, é essencial que estejamos cientes de todos os cuidados que devem ser tomados, inclusive para com a saúde pública.


Além da cremação, existem outras três possibilidades legais em caso de morte de um animal de estimação: entrar em contato com a prefeitura – que em todos os municípios é a responsável por recolher os animais, levar o animal para uma clínica veterinária – que é apenas uma versão mais prática da primeira, já que o recolhimento nas clínicas é realizado pela prefeitura, e as outras duas são enterro e cremação, ambas condicionadas ao contrato com um estabelecimento.


Não é permitido enterrar o animal no quintal ou terreno baldio. Como o corpo está passando pelo processo de decomposição, ele pode contaminar o solo, o lençol freático e transmitir doenças o que representa um risco para a saúde pública.

Agora vamos explicar melhor como proceder quando seu animal de estimação morre.

1. Procure uma clínica veterinária

É muito comum que os donos levem seus animais a uma clínica após o óbito. As clínicas veterinárias pagam uma taxa para a prefeitura e a mesma recolhe todo o lixo hospitalar e, junto a isso, os animais também são levados. Para isso, o pet deve ser deixado no estabelecimento, onde a prefeitura passará para encaminhá-lo ao Centro de Zoonoses.

O dono do animal deverá escolher entre enterro ou cremação. Entretanto, caso o seu animal foi levado ao óbito por alguma doença transmissível, a cremação é obrigatória. Infelizmente, as prefeituras colocam os bichinhos em aterros sanitários, o que também ocasiona a contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

Atenção: visto que as clínicas pagam uma taxa mensal pelo serviço de retirada de lixo hospitalar e de animais, o cliente não deve ser cobrado por isso. Alguns estabelecimentos cobram, no entanto apenas taxas de remoção ou congelamento do animal.

2. Optando pela cremação

Além da cremação pela prefeitura, também é possível optar por crematórios especializados. Nesses locais, os pets são cremados separadamente – diferente do processo feito pela prefeitura – e as cinzas são colocadas em urnas que podem ser levadas pelo dono, se assim desejar.

“Fora o cliente que tem esse carinho e quer dar um fim mais digno para o animal, tem o cliente que se preocupa com o cuidado ambiental”, diz Luiz Henrique, médico veterinário que trabalha num serviço especializado de cremação no estado de São Paulo. Exatamente por isso, os crematórios acabam sendo mais populares que os cemitérios.
Foto: Wikipedia

3. Cemitério para animais

Comprar um jazigo para seus pets é algo que muitos donos gostariam de conseguir.

Da mesma forma que existem os crematórios particulares, também existem os cemitérios para animais, que são pagos e verdadeiramente belíssimos. Neles, são enterradas as mais diferentes espécies de pets e a saúde pública é bastante valorizada através das rígidas exigências da vigilância sanitária.

Alguns desses estabelecimentos oferecem, até mesmo a opção de fazer um velório para seu pet.

4. Recolhimento seletivo

Também é possível optar pelo recolhimento do animal em sua própria casa, contatando diretamente a empresa de recolhimento seletivo, associada aos Centros de Zoonoses das cidades. Para isso, o dono deve embalar o animal em dois sacos plásticos e ligar para a instituição. Vale lembrar que esse serviço é gratuito.

Afinal, qual é a melhor opção para quando o animal morre?

A única forma de evitar a transmissão de doenças através da contaminação do solo é por meio da cremação, seja via empresas particulares ou pelo próprio serviço da prefeitura.

Cuidados após a morte do seu animal

Se existem outros animais em casa, apenas a retirada do animal morto não é suficiente.

Se a intenção for ter outro pet, é necessário limpar sua casa com desinfetante antes de trazer um novo animal. Acredite ou não, algumas doenças ficam no ambiente e podem contaminar filhotes que ainda não são vacinados.

Nos casos em que o pet possuía um Registro Animal (RGA), deve-se entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses e informar o falecimento do animal.

Se o animal de estimação foi sacrificado, é natural que a clínica se responsabilize pelo corpo para a retirada da prefeitura. De qualquer forma, existe a opção de levá-lo, caso queira procurar serviços funerários particulares.

Lista de cemitérios e crematórios para animais

Apesar de existirem empresas especializadas em cremação animal, é muito comum que os cemitérios para animais já possuam o serviço de cremação também. Confira a algumas dessas empresas.

1. Grande São Paulo

a) PetMemorial (http://www.petmemorial.com.br)
Localização: Estrada Sadae Takagi, 860 – Jd. Cooperativa
São Bernardo do Campo – SP
Contato: (11) 4343-0000 / 0800 772 8885

b) Reino Animal (http://www.reinoanimalsp.com.br)
Localização: R. Profº Hasegawa, 719 – Itaquera
São Paulo – SP
Contato: (11) 2522-7000 / (11) 3451-1177 / (11) 2641-6343

c) Cemitério Jardim do Amigo (http://www.cemiteriojardimdoamigo.com.br)
Localização: R. José Aguila Sanches, 64 – Ambuita
Itapevi – SP
Contato: (11) 4144-2512 / (11) 4144-2884

2. Campinas

a) Parque São Francisco de Assis (http://www.cemiteriodeanimais.com.br)
Localização: R. Lauro Vanucci, 1.600 – Jd. Sta. Cândida
Campinas – SP
Contato: (19) 3296-0313

3. Botucatu

a) Cemitério de Animais Botucatu (http://www.cemiteriodeanimaisbotucatu.com.br)
Localização: Rodovia Antônio Butgnoli, Km1 – Rubião Jr.
Botucatu – SP.
Contato: (14) 9775-2898

4. Grande Belo Horizonte
a) Cemitério dos Animais (http://cemiteriodosanimais.com.br)
Localização: R. Neide Andrade Araújo, 280 - Bairro Bandeirinhas
Betim – MG
Contato: (31) 4127-1636

5. Grande Rio de Janeiro

a) Pet’s Garden (http://www.petsgarden.com.br/)
Localização: Estrada do Morro Cavado, 1.485 – Ilha de Guaratiba
Rio de Janeiro – RJ
Contato: (21) 3325-7704

6. Grande Curitiba

a) Pet World (http://www.petworldcrematorio.com.br)
Localização: R. Mário Strapasson, 5 – Imbuial
Curitiba – PR
Contato: (41) 3663-6335

b) PetCéu (http://www.petceu.com.br/)
Localização: R. Santa Helena, 51 – Pinhais
Curitiba – PR
Contato: (41) 3668-5858 / (41) 3668-5859

7. Grande Porto Alegre/ São Leopoldo

a) Vale Liberdade Eterna – Zoobraz Brazcão (http://www.zoobrazcao.com.br/)
Localização: Estrada do Socorro, 1125 – Arrio da Manteiga
São Leopoldo – RS
Contato: (51) 3568-0212 / (51) 9114-5121

b) Memorial Park (http://www.hagah.com.br/rs/sao-leopoldo/local/193613,2,memorial-park-cemiterio-de-animais.html)
Localização: R. Cinco, 45 – Fazenda São Borja – São Borja
São Leopoldo – RS
Contato: (51) 9145-0808

ONU abre inscrições para Programa de Estudos de Pós-Graduação em Genebra; prazo é dia 27/2/15

Os candidatos devem ter entre 23 e 35 anos de idade. Como este é um programa bilíngue, os candidatos devem ter um bom conhecimento tanto em inglês quanto em francês.
Estudantes na ONU em Genebra. Foto: UNIS
Estudantes na ONU em Genebra. Foto: UNIS
Programa de Estudos de Pós-Graduação do Serviço de Informação das Nações Unidas (UNIS), em Genebra, está com inscrições abertas, com prazo até o dia 27 de fevereiro de 2015.
O Programa oferece uma oportunidade para que os participantes aprofundem a sua compreensão do Sistema das Nações Unidas, através da observação em primeira mão e de estudos temáticos. O Programa de Estudos de Pós-Graduação é realizado no Escritório das Nações Unidas em Genebra, anualmente, sempre em julho.
Os participantes formam grupos de trabalho para estudar as questões relacionadas aos direitos humanos, o desenvolvimento e o meio ambiente sob a orientação de especialistas das Nações Unidas. Aos participantes são fornecidos documentos selecionados e publicações sobre o tema em discussão. O programa é realizado em inglês e francês, sem tradução.
Os alunos de pós-graduação convidados a participar do Programa de Estudo são selecionados com base em sua experiência acadêmica e motivação, com o devido respeito à distribuição equitativa em termos geográfico e de gênero. Os candidatos devem ter entre 23 e 35 anos de idade. Como este é um programa bilíngue, os candidatos devem ter um bom conhecimento tanto em inglês quanto em francês.
Estudantes de pós-graduação interessados no Programa de Estudos de Pós-Graduação 2015 devem apresentar a sua candidatura online antes da data limite de 27 de fevereiro de 2015. Não serão aceites candidaturas após esta data.
O formulário de candidatura deve ser preenchido online, acompanhado de uma carta de recomendação (em inglês ou francês apenas) de uma universidade ou autoridade governamental, comprovante de matrícula em um programa de mestrado (ou equivalente) e diplomas universitários obtidos.
Todos os detalhes em www.unog.ch/gsp
http://nacoesunidas.org/onu-abre-inscricoes-para-programa-de-estudos-de-pos-graduacao-em-genebra-prazo-e-dia-272/

OMS alerta para surto de peste negra começando na África

ReproduçãoReprodução

Conhecida por dizimar mais de 30 milhões de pessoas no século 14, a peste negra volta a assustar a humanidade. Desde o final de 2014 a Organização Mundial de Saúde (OMS) está em alerta com casos da doença registrados em Madagascar, ilha situada ao sul da África.

“O surto que começou em novembro passado tem algumas dimensões preocupantes. As pulgas que transmitem essa doença de ratos para os seres humanos desenvolveram resistência aos inseticidas de primeira linha”, afirma comunicado da OMS.

Causada por uma bactéria encontrada em roedores e transmitida por pulgas, a peste negra tem dois estágios. O primeiro, tratável, deve ser diagnosticado em seus primeiros dias e tratado à base de antibiótico. Já o segundo é a pneumônica, quando a bactéria atinge os pulmões. Neste segundo caso, os doentes podem morrer até 24 horas após a infecção. Dados da OMS dão conta de que 8% dos casos avançam para esse estágio.

De acordo com especialistas, a peste já se espalha por Antananarivo, capital de Madagascar. As regiões mais afetadas são as de favelas, que no país africano são densamente povoadas. Até o final de 2014 foram confirmados 119 casos, sendo que 40 deles terminaram com morte.

https://br.noticias.yahoo.com/oms-alerta-para-surto-de-peste-negra-come%C3%A7ando-na-%C3%A1frica-210639360.html?linkId=12276149&linkId=12287492

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

The OIE Tool for the Evaluation of Performance of Veterinary Services (OIE PVS Tool)

O Brasil passou por avaliação de seus serviços veterinários oficiais em 2007.
O Relatório e as conclusões podem ser lidos no link abaixo

http://www.oie.int/fileadmin/Home/eng/Support_to_OIE_Members/docs/pdf/Brazil_OIE-PVS-final_261207.pdf

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

MORMO: Um Animal da raça mangalarga marchador foi sacrificado na unidade de Veterinária da Universidade Federal de Goiás


ASSESSORIA DE IMPRENSA DA SGPA
Os 128 animais da raça mangalarga marchador estão praticamente confinados no Parque Agropecuário de Goiânia por causa de um caso de mormo numa égua. Esses animais participaram de julgamento na 51ª Exposição Agropecuária, realizada nesta Capital no período de 17 a 25 de outubro. O animal da raça mangalarga marchador foi sacrificado na unidade de Veterinária da Universidade Federal de Goiás, no Campus 2, por oferecer melhor bem-estar, ou seja, evitar sofrimento. Mormo trata-se de uma zoonose, doença perigosa para equinos, asininos, muares e para o homem, embora rara e não mortal neste caso. 
Os equinos ficarão de quarentena no Parque Agropecuário de Goiânia por exigência da Agrodefesa e do Ministério da Agricultura. A prevenção proposta pelas autoridades sanitárias animal é a de evitar contatos entre animais sadios e doentes com aqueles que apresentem sintomas semelhantes. Por isso, a interdição do Parque Agropecuário Dr. Pedro Ludovico Teixeira. Os 128 animais retidos nos pavilhões permanecerão por uns 40 dias, ou a chamada quarentena. A partir de ontem (1º), esses animais estão passando por exames, podendo haver repetição depois de 30 anos se der algum caso positivo. Caso contrário, não haverá reteste.
O presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Ricardo Yano, lamentou o Estado perder o status de livre de mormo, transmitido pela bactéria Burkholderia mallei. Essa condição dava direito ao trânsito livre dos equinos. Mas considera que "essa situação não traz maiores prejuízos nos processos de comercialização". As cavalgadas, no entanto, ficam impedidas de realização, para evitar temporariamente fatores de risco. 
A égua abatida na sexta-feira em Goiânia teve a contraprova confirmada em laboratório de Recife (PE). Uma amostra do sangue do animal foi enviada ao Laboratório Nacional Agropecuário, do governo federal, na capital pernambucana. A bactéria é transmitida por secreções do animal doente, como urina, fezes e secreção nasal. Dentre os sintomas do cavalo estão febre, emagrecimento e pneumonia. Não existe vacina para combater o mal e a orientação do Ministério da Agricultura é sacrificar o animal infectado. 
Goiás desconhecia essa doença há 40 anos, segundo o fiscal federal Wendell Amaral. Havia recentes casos de mormo em São Paulo e Minas Gerais. O animal sacrificado era de Itumbiara, município situado no Sul goiano. Os 120 animais da raça mangalarga marchador são considerados de alto padrão genético. 
A SGPA tão logo foi confirmado o caso pioneiro de mormo procurou dar todo apoio aos tratadores e criadores. Para tanto, foram ministradas palestras e orientações, através de João Bosco, da área animal da 51ª Exposição Agropecuária de Goiânia. Como a entrada de veículos foi proibida no local, a alimentação para o rebanho equino só pode ser transportada manualmente

http://www.dm.com.br/texto/195976-alerta-na-sgpa

Boletín de PANAFTOSA - Fiebre Aftosa No. 35

Este Boletín comenzó a editarse en 2006 en formato digital y continuará siendo distribuído mensualmente a la lista de suscriptos en fiebre aftosa y enfermedades vesiculares, para mantener la diseminación selectiva de la información escogida por sus suscriptores, a quienes solicitamos actualizar sus datos en "Change your subscription" al pie. Para quienes estén interesados en recibir el Boletín de PANAFTOSA de los restantes temas, ir a la Web de PANAFTOSA y suscribirse colocando su nombre y su correo electrónico (columna de la izquierda, debajo del título "Boletín Electrónico").Fiebre Aftosa / Foot and Mouth Disease

The association of the time that elapsed from last vaccination and the protective effectiveness against foot-and-mouth disease in small ruminants. Elnekave E, Even-Tov B, Gelman B, Sharir B, Klement E. J Vet Sci. 2014 Oct



Comparative evaluation of non-structural protein-antibody detecting ELISAs for foot-and-mouth disease sero-surveillance under intensive vaccination. Sharma GK, Mohapatra JK, Mahajan S, Matura R, Subramaniam S, Pattnaik B. J Virol Methods. 2014 Oct;207:22-8



Comparison of stabilisers for development of a lyophilised multiplex reverse-transcription PCR mixture for rapid detection of foot and mouth disease virus serotypes. Sharma GK, Mahajan S, Das B, Ranjan R, Kanani A, Sanyal A, Pattnaik B. Rev. sci tech Off int Epiz. 2014; 33 (3): Peer-reviewed paper



Distribution of cow-calf producers' beliefs regarding gathering and holding their cattle and observing animal movement restrictions during an outbreak of foot-and-mouth disease. Delgado AH, Norby B, Scott HM, Dean W, McIntosh WA, Bush E. Prev Vet Med. 2014 Oct



Effectiveness of systematic foot and mouth disease mass vaccination campaigns in Argentina. León EA, Perez AM, Stevenson MA, Robiolo R, Mattion N, Seki C, La Torre J, Torres A, Cosentino B, Duffy SJ. Rev. sci tech Off int Epiz. 2014; 33 (3): Peer-reviewed paper



Membrane topology and cellular dynamics of foot-and-mouth disease virus 3A protein. González-Magaldi M, Martín-Acebes MA, Kremer L, Sobrino F. PLoS One. 2014 Oct;9(9):e106685


Poly ICLC increases the potency of a replication-defective human adenovirus vectored foot-and-mouth disease vaccine. Diaz-San Segundo F, Dias CC, Moraes MP, Weiss M, Perez-Martin E, Salazar AM, Grubman MJ, de Los Santos T. Virology. 2014 Nov; 468-470:283-292



Virus–host interactions in persistently FMDV-infected cells derived from bovine pharynx. O'Donnell V, Pacheco JM, Larocco M, Gladue DP, Pauszek SJ, Smoliga G, Krug PW, Baxt B, Borca MV, Rodriguez L. Virology. 2014 Nov; 468-470:185-196



Recovery of Viral RNA and Infectious Foot-and-Mouth Disease Virus from Positive Lateral-Flow Devices. Fowler VL, Bankowski BM, Armson B, Di Nardo A, Valdazo-Gonzalez B, Reid SM, Barnett PV, Wadsworth J, Ferris NP, Mioulet V, King DP. PLoS One. 2014 Oct;9(10):e109322



WRLFMD Quarterly Report 2014 Jul-Sept

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Boletin de ZOONOSES (PANAFTOSA): Outubro 2014


Este Boletín comenzó a editarse en 2006 en formato digital y continuará siendo distribuído mensualmente a la lista de suscriptos en zoonosis, para mantener la diseminación selectiva de la información escogida por sus suscriptores, a quienes solicitamos actualizar sus datos en "Change your subscription" al pie. Para quienes estén interesados en recibir el Boletín de PANAFTOSA de los restantes temas, ir a la Web de PANAFTOSA y suscribirse colocando su nombre y su correo electrónico (columna de la izquierda, debajo del título "Boletín Electrónico").
Hantavirus

Person-to-person household and nosocomial transmission of Andes Hantavirus, Southern Chile, 2011. Martinez-Valdebenito C, Calvo M, Vial C, Mansilla R, Marco C, Palma RE, Vial PA, Valdivieso F, Mertz G, Ferrés M. Emerg Infect Dis. 2014 Oct; 20 (10):1637-44



Influenza Aviar / Avian Influenza

Global and local persistence of influenza A(H5N1) virus. Li X, Zhang Z, Yu A, Ho SY, Carr MJ, Zheng W, Zhang Y, Zhu C, Lei F, Shi W. Emerg Infect Dis. 2014 Aug;20(8):1287-95



Leishmaniasis

Cutaneous leishmaniasis and sand fly fluctuations are associated with el niño in Panamá. Chaves LF, Calzada JE, Valderrama A, Saldaña A. PLoS Negl Trop Dis. 2014 Oct; 8 (10):e3210



Cutaneous New World Leishmaniasis on a Port-wine stain birthmark. Criado PR, Valente NS, Noda A, Belda Junior W. An Bras Dermatol. 2014 Jul-Aug; 89(4):669-70



Direct comparison of the efficacy and safety of oral treatments with Oleylphosphocholine (OlPC) and Miltefosine in a mouse model of L. major Cutaneous Leishmaniasis. Fortin A, Caridha DP, Leed S, Ngundam F, Sena J, Bosschaerts T, Parriott S, Hickman MR, Hudson TH, Grogl M. PLoS Negl Trop Dis. 2014 Sep; 8 (9): e3144

Ecology of Lutzomyia longipalpis and Lutzomyia migonei in an endemic area for visceral leishmaniasis. Silva RA, Santos FK, Sousa LC, Rangel EF, Bevilaqua CM. Silva RA, Santos FK, Sousa LC, Rangel EF, Bevilaqua CM. Rev Bras Parasitol Vet. 2014 Sep; 23 (3):320-7


The role of inflammatory, anti-inflammatory, and regulatory cytokines in patients infected with cutaneous leishmaniasis in amazonas state, Brazil. Espir TT, Figueira Lde P, Naiff Mde F, da Costa AG, Ramalho-Ortigão M, Malheiro A, Franco AM. Espir TT, Figueira Lde P, Naiff Mde F, da Costa AG, Ramalho-Ortigão M, Malheiro A, Franco AM. J Immunol Res. 2014;2014:481750

Visceral Leishmaniasis and HIV coinfection in Latin America. Lindoso JA, Cota GF, da Cruz AM, Goto H, Maia-Elkhoury AN, Romero GA, de Sousa-Gomes ML, Santos-Oliveira JR, Rabello A. PLoS Negl Trop Dis. 2014 Sep;8(9):e3136


Visceral leishmaniasis: a One Health approach. Vilas VJ, Maia-Elkhoury AN, Yadon ZE, Cosivi O, Sanchez-Vazquez MJ. Vet Rec. 2014 Jul; 175 (2): 42-4




Leptospirosis

Geographical scale effects on the analysis of leptospirosis determinants. Gracie R, Barcellos C, Magalhães M, Souza-Santos R, Barrocas PR. Int J Environ Res Public Health. 2014 Oct; 11 (10): 10366-10383



Socioeconomic factors and vulnerability to outbreaks of leptospirosis in Nicaragua. Bacallao J, Schneider MC, Najera P, Aldighieri S, Soto A, Marquiño W, Sáenz C, Jiménez E, Moreno G, Chávez O, Galan DI, Espinal MA. Int J Environ Res Public Health. 2014 Aug; 11 (8): 8301-18


Rabia / Rabies

Infectious disease. Implementing Pasteur's vision for rabies elimination. Lankester F, Hampson K, Lembo T, Palmer G, Taylor L, Cleaveland S. Science. 2014 Sep; 345 (6204): 1562-4



Inner Workings: 1885, the first rabies vaccination in humans. Rappuoli R. Proc Natl Acad Sci U S A. 2014 Aug; 111 (34): 12273



Rabies control and elimination: a test case for One Health. Cleaveland S, Lankester F, Townsend S, Lembo T, Hampson K. Vet Rec. 2014 Aug; 175 (8): 188-93



Right place, wrong species: A 20-year review of rabies virus cross species transmission among terrestrial mammals in the United States. Wallace RM, Gilbert A, Slate D, Chipman R, Singh A, Cassie Wedd, Blanton JD. PLoS One. 2014 Oct; 9 (10): e107539



Zoonosis / Zoonoses


Fascioliasis and brucellosis in same patient. Deveci O, Aslan E, Tekin A, Toka Özer T, Tekin R, Bozkurt F, Cetinçakmak MG. Turkiye Parazitol Derg. 2014 Sep; 38 (3): 197-200



Prioritizing zoonoses: A proposed One Health tool for collaborative decision-making. Rist CL, Arriola CS, Rubin C. PLoS One. 2014 Oct; 9 (10): e109986




DESTACADOS

La Organización Panamericana de la Salud (OPS-PAHO) ha seleccionado a la profesora de Medicina de la CEU-UCH en Castellón, Paula Sánchez Thevenet, como experta para los contenidos de epidemiología del Curso Internacional sobre Hidatidosis

Sobre el Boletín: Favoreciendo la diseminación equitativa de información relevante en el área de zoonosis, el Boletín surge como una fuente de información estratégica para atender las necesidades técnico-científicas de los profesionales del área así como a quien tenga interés. Algunas informaciones están disponibles solamente en su idioma original.

Preparado y editado por: 
Astrid Pimentel
Alberto Mendía
Gestión del Conocimiento y Comunicaciones - PANAFTOSA

Recebido por e-mail

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ebola: Vírus que mata 90% dos doentes chegou à Europa em garrafa térmica em 1976

BBC
Ebola foi descoberto em 1976, em uma comunidade no antigo Zaire
Há cerca de 40 anos, um jovem cientista belga viajou para um parte remota da floresta do Congo com a tarefa de descobrir por que tantas pessoas estavam morrendo de uma doença misteriosa e aterrorizante.
Em setembro de 1976, um pacote com uma garrafa térmica azul havia chegado ao Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, na Bélgica.
Peter Piot tinha 27 anos e, com formação em medicina, atuava como microbiologista clínico.
"Era um frasco normal, como os que usamos para manter o café quente", lembra Piot, hoje diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
Mas essa garrafa não continha café. Em meio a cubos de gelo derretidos estavam frascos de sangue, com um bilhete.
BBC
Piot (direita) no laboratório em 1976
Vinham de um médico belga que estava no então Zaire, hoje República Popular do Congo. Sua mensagem explicava que o sangue era de uma freira, também belga, contaminada por uma doença misteriosa.
A encomenda incomum tinha viajado da capital do Zaire, Kinshasa, em um voo comercial, na bagagem de mão de um dos passageiros.
"Quando abrimos a garrafa térmica, vimos que um dos frascos havia quebrado e o sangue havia se misturado com a água do gelo derretido", disse Piot.
Ele e seus colegas não sabiam o quão perigoso aquilo era - à medida em que o sangue vazava na água gelada, um vírus mortal e desconhecido também escapava.
Os cientistas colocaram algumas das células sob um microscópio eletrônico e se surpreenderam. Era uma estrutura que lembrava a de um "verme gigantesco para os padrões virais", diz Piot, semelhante a apenas um outro vírus, o Marburg.
O Marburg havia sido descoberto em 1967, quando 31 pessoas tiveram febre hemorrágica na Alemanha e na Iugoslávia. O surto ocorrera entre pessoas que trabalhavam em laboratórios com macacos infectados de Uganda. Sete pessoas haviam morrido.
Piot entendia a gravidade do Marburg mas, depois de consultar especialistas, concluiu que o que estava vendo não era Marburg - era algo diferente, algo nunca visto.
"É difícil de descrever, mas eu senti uma empolgação incrível", diz Piot. "Me senti privilegiado, era um momento de descoberta."

'Adeus'

Os pesquisadores foram informados de que a freira no Zaire havia morrido. A equipe também soube que muitos estavam doentes em uma área remota no norte do país. Os sintomas incluíam febre, diarreia, vômito seguido de sangramento e, por fim, morte.
Crédito: Peter Piot
Médico pessoal do líder do país organizou ida de equipe até aldeia
Duas semanas depois, Piot, que nunca tinha ido à África, pegou um voo para Kinshasa. A equipe viajou para o centro do surto, uma aldeia na floresta equatorial.
Quando o avião pousou em um porto fluvial no rio Congo, o medo da doença misteriosa era visível. Nem os pilotos queriam ficar por muito tempo - eles deixaram os motores do avião ligados enquanto a equipe descarregava seus equipamentos.
"Ao saírem eles gritaram 'Adeus'", conta Piot. "Em francês, as pessoas dizem 'au revoir' para 'até logo', mas quando eles dizem 'adieu' é como dizer 'nunca vamos nos ver novamente'."
"Mas eu não estava com medo. A excitação da descoberta e de querer parar a epidemia guiava tudo."
"
A excitação da descoberta e de querer parar a epidemia guiava tudo."
Peter Piot, médico que descobriu o ebola
O destino final da equipe era a aldeia de Yambuku, sede de uma antiga missão católica. Nela, havia um hospital e uma escola dirigida por um padre e freiras, todos da Bélgica.
As freiras e o padre haviam estabelecido eles próprios um cordão sanitário para prevenir a propagação da doença.
Um aviso no idioma local, lingala, dizia: "Por favor, pare. Qualquer um que ultrapassar pode morrer".
"Eles já tinham perdido quatro colegas. Estavam rezando e esperando a morte."
A prioridade era conter a epidemia, mas primeiro a equipe precisava descobrir como esse vírus se propagava - pelo ar, nos alimentos, por contato direto ou transmitida por insetos. "Era uma história de detetive", diz Piot.

Contaminação

A equipe descobriu que o surto estava ligado a áreas atendidas pelo hospital local e que muitos dos doentes eram mulheres grávidas na faixa de 18 a 30 anos. Em seguida, perceberam que as mulheres que passavam por consulta pré-natal recebiam uma injeção de rotina.
Todas as manhãs, apenas cinco seringas eram distribuídas e as agulhas eram reutilizadas. Assim, o vírus se espalhava entre os pacientes.
A equipe também notou que os pacientes ficavam enfermos depois de ir a funerais. Quando alguém morre de ebola, o corpo está cheio de vírus - qualquer contato direto, como lavagem ou preparação do corpo sem proteção, apresenta um risco grave.
O passo seguinte foi interromper a transmissão do vírus. As pessoas foram colocadas em quarentena e os pesquisadores ensinaram como enterrar corretamente aqueles que faleciam por causa do vírus.
Peter Piot
Vírus foi batizado com nome de rio para evitar estigma na comunidade
O fechamento do hospital, a quarentena e as informações para a comunidade levaram ao fim da epidemia. Mas cerca de 300 pessoas já tinham morrido.
Piot e seus colegas decidiram dar ao vírus o nome de um rio, o Ebola.
"Nós não queríamos batizá-lo com o nome da aldeia, Yambuku, porque é tão estigmatizante. Ninguém quer ser associado a isso", diz Piot.
Em fevereiro de 2014, o pesquisador foi a Yambuku pela segunda vez desde 1976, por ocasião de seu 65º aniversário. Ele encontrou Sukato Mandzomba, um dos poucos que pegou o vírus em 1976 e sobreviveu. "Foi fantástico, muito emocionante", contou.
Naquela época, Mandzomba era enfermeiro no hospital local. "Ele agora está coordenando o laboratório lá, e é impecável. Fiquei impressionado", disse Piot.

'Doença da pobreza'

Passaram-se 38 anos desde o surto inicial e o mundo está vivendo a pior epidemia de ebola que já ocorreu. Mais de 600 pessoas morreram nos países africanos da Guiné, Libéria e Serra Leoa.
Na ausência de vacina ou tratamento, o conselho para este surto é quase o mesmo da década de 1970. "Sabão, luvas, isolar pacientes, não reutilizar agulhas e deixar em quarentena os que tiveram contato com as pessoas que estão doentes. Em teoria, deveria ser muito fácil para conter o ebola", avalia Piot.
Heidi Larson
Visita de Piot, em 2014, ao local onde ebola foi descoberto
Na prática, porém, outros fatores dificultam a luta contra um surto. Pessoas que ficam doentes e suas famílias podem ser estigmatizados pela comunidade, resultando em uma relutância para ajudar. As crenças levam alguns a confundir a doença com bruxaria. Pode haver ainda hostilidade para com os trabalhadores de saúde.
"Não devemos esquecer que esta é uma doença da pobreza, dos sistemas de saúde deficientes -e de desconfiança", diz Piot.
"
Não foi só a descoberta de um vírus, mas também de mim mesmo."
Peter Piot, cientista que identificou o ebola
Por isso, informação, comunicação e envolvimento de líderes comunitários são tão importantes quanto a abordagem médica clássica, argumenta.
O ebola mudou a vida de Piot: após a descoberta do vírus, ele passou a pesquisar a epidemia de Aids na África e se tornou diretor-executivo fundador da organização Unaids.

"O ebola me levou a fazer coisas que eu pensava que só aconteciam nos livros. Isso me deu uma missão na vida para trabalhar nos países em desenvolvimento", diz. "Não foi só a descoberta de um vírus, mas também de mim mesmo."

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140721_descobridor_ebola_lab.shtml