segunda-feira, 6 de abril de 2015

Testes em animais são reduzidos com novos ensaios in vitro e simulações

Especialistas discutem métodos para substituir uso de animais em testes de laboratório, minimizar o sofrimento de cobaias e garantir melhores resultados (foto: divulgação)
Diego Freire | Agência FAPESP – Impulsionada pela opinião pública e pelo desenvolvimento científico e tecnológico da toxicologia, que estuda os efeitos de substâncias químicas sobre os organismos, a busca por métodos alternativos aos testes de laboratório em animais já apresenta resultados: simulações de interações moleculares em computador e novas tecnologias para ensaios in vitro minimizam o uso de cobaias e apontam para um futuro livre de testes in vivo.
Esforços de instituições nacionais e estrangeiras nesse sentido foram apresentados no workshop Challenges and perspectives in research on alternatives to animal testing, realizado na FAPESP no dia 31 de março. Para os especialistas participantes, é preciso desenvolver e adotar alternativas aos testes em animais para a redução do uso de cobaias e dos riscos para o próprio ser humano, pois, dadas as particularidades das espécies, os resultados dos experimentos não são suficientemente eficazes.
“Os testes em animais vêm sendo usados há muitas décadas, mas nunca refletiram de maneira adequada os efeitos das substâncias testadas quando aplicadas ao organismo do ser humano. É preciso avançar por questões éticas e também científicas, incorporando novas tecnologias e abordagens à toxicologia”, disse Thomas Hartung, do Center for Alternatives to Animal Testing do Johns Hopkins University Hospital, em Maryland, nos Estados Unidos, à Agência FAPESP.
No workshop, Hartung tratou da implementação do princípio dos três Rs da experimentação animal, elaborados em 1959 pelos ingleses William Russel e Rex Burch: refinamento, redução e substituição (replacement, em inglês), que consistem na diminuição da quantidade de animais utilizados na pesquisa, na melhora na condução dos estudos para minimizar o sofrimento das cobaias e no desenvolvimento de sistemas experimentais que reproduzam as condições dos organismos, dispensando modelos vivos.
“A ideia é utilizar novos métodos que, em vez de comprometer a qualidade do trabalho, ampliem a confiança nos resultados. O refinamento, por exemplo, ao aprimorar os procedimentos para minimizar a dor e o estresse das cobaias, tem impacto também nos resultados por controlar alterações psicológicas nos animais, que aumentam a variabilidade experimental dos resultados”, afirmou.
Maria José Soares Mendes Giannini, pró-reitora de Pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenadora do workshop, enfatizou que a busca por alternativas aos testes em animais é condição para o avanço da ciência.
“Além das razões de ordem ética, que estão no cerne da busca por alternativas aos testes in vivo e de toda a demanda para diminuir e evitar o sofrimento dos animais, é urgente a questão do avanço científico. Os modelos animais são comprovadamente limitados, não permitem obter respostas de qualidade suficientemente boas”, afirmou Giannini, que também é membro do Conselho Superior da FAPESP.
“Novos medicamentos muito avançados, como os imunobiológicos, se aplicados em um modelo animal não provocarão reações comparáveis à maneira como nós, humanos, reagiríamos. Os testes toxicológicos precisam acompanhar esse desenvolvimento, avançando para além dos modelos animais”, disse.
Órgãos em chips
Durante o workshop, Wagner Quintilio, do Instituto Butantan, apresentou uma série de resultados de estudos empregando métodosin vitro para substituir o uso de animais no desenvolvimento e controle de qualidade de imunobiológicos produzidos na instituição.
Para Chantra Eskes, da European Society of Toxicol in vitro, a humanidade caminha para dispensar o uso de animais em testes de laboratório especialmente por conta da evolução dos testes in vitro.
“A humanidade vive uma grande revolução científica com a possibilidade de retornar células ao seu estado inicial e, a partir delas, produzir tecidos e órgãos para aplicar testes com substâncias tóxicas nas células do próprio paciente. Com o conhecimento crescente do genoma, do transcriptoma e do proteoma humanos, o caminho para a substituição dos testes in vivo por ensaios in vitro mais avançados está traçado”, disse Eskes.
Nesse sentido, Silvya Maria-Engler, da Universidade de São Paulo (USP), apresentou resultados promissores sobre o modelo tridimensional de epiderme desenvolvido no Brasil.
Empregando células primárias de pele humana, o modelo tem sido adotado em estudos de irritação e corrosão cutânea em substituição aos ensaios em animais e na avaliação da eficácia de moléculas candidatas a fármacos antimelanoma, além de estudos de doenças de pele e outras pesquisas.
Essa revolução, agregada a novas tecnologias aplicadas aos testes in vitro, compensa a deficiência dos modelos animais na similaridade com o organismo humano, disse Eduardo Pagani, do Laboratório Nacional de Biociência (LNBio).
“Além de culturas celulares, podemos ter tecidos, que são grupos de células organizadas e que podem ser cultivados em dimensões mais complexas, buscando-se uma maior correspondência com a morfologia normal dos tecidos humanos”, explicou Pagani, referindo-se às culturas organotípicas, que combinam diferentes tipos celulares.
O pesquisador apresentou, em sua palestra, o conceito de organs-on-a-chip, tecnologia em fase inicial de desenvolvimento em algumas instituições estrangeiras que utiliza células-tronco para fazer crescer órgãos humanos integrados a microchips capazes de reproduzir o funcionamento de órgãos vivos, como o pulmão e o coração.
De acordo com Pagani, o LNBio, junto com a Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama), está buscando associação com grupos que possuem a tecnologia para trabalhar em parceria no desenvolvimento de testes de avaliações de toxicidade em organs-on-a-chip.
Testes in silico
Outra importante frente de desenvolvimento de alternativas a testes em animais é a simulação em computador, chamada de teste in silico.
“Nos testes computacionais, o que se faz é acessar bases de dados de drogas já testadas e buscar semelhanças com as drogas novas, efeitos semelhantes de toxicidade e absorção farmacocinética ou até mesmo eficácia para determinadas indicações. Trata-se de predições teóricas feitas por comparações da molécula nova com outras já testadas”, disse Pagani.
No entanto, o pesquisador explica que “os testes in silico ainda não eliminam a necessidade de experimentações com animais, mas reduzem a quantidade de substâncias a serem testadas in vivo”. 
Raymond Tice, do National Institute of Environmental Health Science dos Estados Unidos, apresentou no workshop os resultados do programa norte-americano Toxicologia do Século 21 (Tox 21), que mostra os efeitos de diversas substâncias químicas sobre diferentes vias de sinalização celular em modelos robóticos de alto desempenho (high throughput screening). A iniciativa apresenta uma nova visão da avaliação de risco, diferente da toxicologia tradicional, para caracterizar as vias de toxicidade e doença.
Foram apresentados ainda, nas palestras de Cláudia Vianna Maurer Morelli, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Giannini, modelos alternativos ao uso de mamíferos, como o peixe-zebra, popularmente conhecido como paulistinha, e o insetoGalleria mellonella, a traça da cera. 
Regulação
A comunidade científica internacional adota uma série de métodos alternativos que têm reduzido e substituído o uso de animais em testes toxicológicos. Os parâmetros variam entre os países. Na União Europeia, por exemplo, desde 2003 nenhum cosmético pode ser vendido se o produto final ou qualquer um de seus ingredientes tiver sido testado em animais – a não ser que não haja métodos alternativos validados.
“O Brasil caminha para acompanhar o que está acontecendo em países como os Estados Unidos e os da Europa, com importantes avanços nessas áreas, mas é preciso acelerar e avançar mais”, disse Giannini.
Ano passado, em resposta a solicitação do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deliberou pela aceitação de 17 métodos alternativos ao uso de animais validados internacionalmente.
“São testes in vitro que medem o potencial de irritação e corrosão da pele e dos olhos, a absorção cutânea e outras interações. Os laboratórios do Brasil têm até 2019 para adotar os 17 métodos validados que substituem ou reduzem o uso de animais em testes toxicológicos”, disse José Mauro Granjeiro, coordenador do Concea.
Em março, o órgão abriu consulta pública para sugestões que aprimorem o capítulo sobre primatas não humanos mantidos em cativeiro do Guia Brasileiro de Produção e Utilização de Animais para Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica. O texto compila informações necessárias para garantir boas condições de produção, manutenção ou utilização dos animais, com foco no bem-estar das espécies e na qualidade das pesquisas e dos procedimentos didáticos.
O workshop contou ainda com palestra de Joel Majerowicz, da Diretoria de Gestão Institucional da Anvisa, que apresentou a estrutura da instituição e demonstrou o interesse em políticas para adoção de novas abordagens de avaliação toxicológica.
Apresentações feitas pelos pesquisadores no workshop estão disponíveis em: www.fapesp.br/9310. 

http://agencia.fapesp.br/testes_em_animais_sao_reduzidos_com_novos_ensaios_in_vitro_e_simulacoes/20928/

terça-feira, 31 de março de 2015

Comissão aprova veterinário gratuito para animais de pessoas carentes Custeado pelo Ministério da Saúde.

(Foto: Divulgação)
O Ministério da Saúde, em parceria com as prefeituras e os estados brasileiros, pode ser obrigado a disponibilizar atendimento veterinário gratuito aos animais de pessoas carentes, com renda familiar inferior a três salários mínimos. A Comissão de Seguridade Social aprovou o projeto de lei (PL 3765/12) que diz que caberá ao poder público municipal providenciar não só as consultas veterinárias, mas também a realização de cirurgias em geral.
A empresária e protetora de animais Leda Frota acredita que abandonos acontecem porque muitas pessoas não conseguem custear o atendimento veterinário e a aprovação desse projeto poderia mudar esse quadro.
“O mais caro para a pessoa que tem um animal de estimação e para quem também ajuda animais de rua é o veterinário, porque às vezes o caso nem é grave. Aí você leva, o veterinário diz: ‘é só essa medicação e o resto de remédio você dá em casa’. A gente pode comprar o remédio, pode comprar a ração, mas a consulta, o atendimento, eles cobram muito caro. Então, facilitaria muito e isso, sim, não geraria o abandono.”
O deputado autor do projeto, Ricardo Izar, do PSD paulista, critica o fato de, segundo ele, o Brasil não investir em políticas públicas para tratar dos direitos dos animais domésticos. Ele também explica como o projeto vai ser viabilizado.
“Na verdade, quem faz o grande papel que o Estado deveria fazer são as ONGs de proteção animal, são as protetoras, os ativistas que trabalham na causa animal e que fazem um papel que deveria ser de responsabilidade do Estado. O projeto contempla que podem ser firmados convênios com ONGs, universidades, com clínicas veterinárias particulares. Isso vai ficar a critério dos municípios, dos estados e da federação. Quem vai regulamentar isso vai ser o Ministério da Saúde.”
Paula Galera é professora em um hospital veterinário de Brasília e, para ela, mais do que oferecer atendimento, o governo deve fazer campanhas de conscientização com a população no que se refere à prevenção de doenças que coloquem em risco a saúde humana e o controle de natalidade dos animais.
“Dependendo da maneira como esse programa for feito e administrado, eu acredito sim que isso venha trazer um grande beneficio à população carente. E que seja dado foco, primordial, na educação dessa população, principalmente no que se refere à prevenção das doenças transmitidas entre os animais e dos animais para o ser humano, que são as zoonoses, e também no controle de natalidade desses animais.”
O projeto de lei ainda deve ser analisado pelas comissões de Meio Ambiente, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça.
Fonte: Câmara dos Deputados 28 de março de 2015 às 20:30
Publicado em 
https://simverj.wordpress.com/2015/03/30/comissao-aprova-veterinario-gratuito-para-animais-de-pessoas-carentes-custeado-pelo-ministerio-da-saude/

domingo, 29 de março de 2015

Programação preliminar do 15º Congresso de Medicina Veterinária Militar



Logo Cong med Vet Mil

Caros,
Já está no ar a programação preliminar do 15º Congresso de Medicina Veterinária Militar, evento que ocorrerá paralelamente ao 42º Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária, o Conbravet, no período de 31 de outubro a 02 de novembro, em Curitiba.
Veja a programação:

31/10 – sábado
9:00 Abertura oficial do 42º Congresso Brasileiro de Medicina Veterinário (uniforme 3º A ou correspondente)
14:00 A medicina veterinária dentro da Diretoria de Abastecimento do Exército
General Figueiredo – Diretoria de Abastecimento – Exército Brasileiro (a confirmar)

15:00 Os Laboratórios de Inspeção de Alimentos e a defesa nacional
Tenente Coronel Francisco Augusto Pereira dos Santos – Escola de Equitação do Exército – Exército Brasileiro

16:00 Debate: o papel da medicina veterinária militar na defesa nacional
Moderador: Tenente Coronel Carlos Henrique Coelho de Campos – Instituto de Biologia do Exército – Exército Brasileiro

17:30 A ameaça bioterrorista na ótica do Ministério da Defesa
Coronel Newton Santa Rosa – Ministério da Defesa

18:30 Ameaças emergentes: a hantavirose no Brasil
Tenente Renato Lemos Pereira – Centro de Instrução de Guerra na Selva – Exército Brasileiro (a confirmar)


01/11 – domingo
14:00 O Regimento Dragões da Independência e a medicina veterinária
Tenente Coronel Meryonne Moreira – 1º Regimento de Cavalaria de Guardas – Exército Brasileiro
15:00 Os principais desafios do médico veterinário no cuidado dos cães militares
Capitão Arístides Maganin Junior – Canil Central – Polícia Militar do Estado de São Paulo

16:00 Debate: novas perspectivas no emprego de animais militares
Moderador: Capitão Otavio Augusto Brioschi Soares – 2º Batalhão de Polícia do Exército – Exército Brasileiro

17:30 O Instituto de Biologia do Exército e a medicina veterinária militar
Major Adriana Pinheiro Ribeiro – Instituto de Biologia do Exército – Exército Brasileiro

18:30 O médico veterinário na missão de paz da ONU no Haiti
Tenente Coronel Carlos Baptista Sobrinho – Comando Militar do Sudeste – Exército Brasileiro

19:20 Debate: os diversos papéis do médico veterinário militar
Moderador: Tenente Coronel Beatriz Helena F. F. Teles Ferreira – Academia Militar das Agulhas
Negras – Exército Brasileiro


02/11 – segunda-feira
Manhã – Reunião de encerramento dos Médicos Veterinários militares
Plenária de encerramento: apresentação de moções

Veja mais detalhes no site oficial do Conbravet, no menu “eventos paralelos”

https://medicinaveterinariamilitar.wordpress.com/2015/03/27/veja-a-programacao-preliminar-do-15o-congresso-de-medicina-veterinaria-militar/

sexta-feira, 27 de março de 2015

MANUAL TRAZ MELHORES PRÁTICAS PARA PEQUENOS NEGÓCIOS DO SETOR DE SUÍNOS

“O Manual será fundamental para melhorar todos os procedimentos para a industrialização da carne suína, fortalecendo a cadeia produtiva do setor”, destacou o gestor de Agronegócios do Sebrae Nacional, João Fernando de Almeida, ressaltando a importância de disseminar o material para um grande número de empresários do setor em todo o país.
O livro, que tem distribuição gratuita, tem uma tiragem inicial de 1.500 exemplares e está disponível neste link também para download. Aborda, por meio do conhecimento de especialistas em cada tema discutido, desde a fase de preparação dos animais na granja, passando pelas técnicas de transporte e receptação dos animais no abatedouro até a etapa de abate e desossa, além de informações técnico-econômicas úteis para auxiliar no início ou no aperfeiçoamento do negócio.
O gestor de Agronegócios do Sebrae destacou que o Manual é complementar às iniciativas do Sebrae com a ABCS, desenvolvidas pelo Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS). O foco do PNDS está voltado para o atendimento da cadeia seguindo o conceito de encadeamento produtivo e também as bases de produção, indústria e comercialização para o incremento de carne suína no país.
A iniciativa é parte do projeto Pesquisa e sistematização tecnológica de produtos e processos voltados para a pequena e média indústria de abate e processamento de suínos, financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e executado pela ABCS, Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O lançamento contou com a presença do presidente da ABCS, Marcelo Lopes, e do secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, além de representantes das entidades envolvidas no projeto e da área de suinicultura.
FONTE
Telefone: (61) 3243-7851


http://inovadefesa.ning.com/group/suinocultura/forum/topic/show?id=2874953%3ATopic%3A336790&xg_source=msg

Definem-se as bases para o desenho de um protótipo vacinal contra a Peste Suína Africana



     O grupo de investigação do Dr. Rodríguez, investigador do IRTA do programa de Sanidade Animal no CReSA, confirmou que, contrariamente ao descrito até agora, existem múltiplos antegenes com potencial protector no VPSA candidatos para o desenho futuro de uma vacina. Além disso, demonstrou que o grau de protecção depende em grande medida da capacidade destes antigenes de induzir uma resposta celular citotóxica (mediada por células T-CD8+), capaz de eliminar o vírus intracelularmente, onde os anticorpos nunca teriam acesso.
   
    Os estudos realizados no CReSA demostraram que após a vacinação com ADN utilizando uma livraria de expressão génica (uma mistura de plásmidos codificando múltiplos fragmentos do genoma do VPPS) conseguiram-se níveis de protecção nunca antes atingidos com vacinas ADN baseadas num ou nuns poucos determinantes do vírus. Esta livraria de expressão desenhou-se expressamente para optimizar uma resposta T-CD8+ específica.
     
   No trabalho participaram investigadores do Programa de Sanidade Animal do Institut de Recerca i Tecnologia Agroalimentàries (IRTA) no Centre de Recerca en Sanitat Animal (CReSA), em Bellaterra (Espanha), Centro de Biología Molecular Severo Ochoa (CBMSO) em Madrid (Espanha) e a Agence Nationale de Sécurité Sanitaire de l'Alimentation, de l'Environnement, et du Travail (ANSES) em Ploufragan (França).

https://www.3tres3.com.pt/ultima-hora/definidas-as-bases-para-o-desenho-de-um-prototipo-vacinal-contra-a-psa_8646/

quarta-feira, 25 de março de 2015

Proposta para terceirizar inspeção agropecuária é estudada

katia abreu
Na comissão de agricultura, ministra destacou medidas de controle a doenças no gado leiteiro

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, reuniu-se nesta quinta-feira (19) com os senadores da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Em debate, as prioridades da pasta. Os parlamentares presentes centraram o foco na defesa agropecuária. O número insuficiente de fiscais agropecuários, que é uma das principais preocupações dos empresários do setor, foi uma das preocupações colocadas pelos parlamentares.
Segundo Kátia Abreu, é impossível para o Estado manter servidores públicos em número suficiente para realizar fiscalização e inspeção de estabelecimentos agropecuários, atividades indelegáveis da Pasta da Agricultura. Como solução, informou que está em estudo proposta de mudança da legislação para que apenas a fiscalização permaneça como atividade de Estado, podendo a inspeção ser terceirizada.
“Precisamos do apoio dos parlamentares para separarmos isso”, pediu, ao informar que a medida conta com o apoio do sindicato dos fiscais agropecuários. O bom diálogo de Kátia Abreu com servidores do setor foi elogiado pelo senador Donizeti Nogueira (PT-TO).
A ministra revelou ainda que o ministério está reavaliando todos os acordos comerciais firmados com outros países, que poderão ser ajustados conforme normas internacionais, removendo-se medidas unilaterais que prejudiquem as exportações brasileiras.
Plano
Entre as medidas anunciadas pela ministra está o Plano Nacional de Defesa Agropecuária, resultado de estudos sobre formas de melhorar a defesa sanitária e fitossanitária. “Estamos revisando, com secretários de Agricultura dos estados e a iniciativa privada, dando um ordenamento para todas as ações de Defesa Agropecuária”, explicou a ministra.
Kátia Abreu destacou ainda medidas de controle da tuberculose e brucelose no gado leiteiro, necessárias para atender exigência para a exportação de leite em pó. E, sobre o combate à febre, aftosa, informou que o ministério pretende apoiar os governadores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul na proteção das fronteiras, para evitar movimentação de animais sem fiscalização.
Grande empresário do setor de sojicultura, o senador Blairo Maggi (PR-MT), destacou que o Brasil, como grande produtor de commodities agrícolas e pecuárias, “luta com grandes dificuldades” para atender às exigências sanitárias, que se multiplicam na medida em que o país conquista novos mercados. “É a forma que os países têm para colocar barreiras, pois não existem apenas barreiras comercias ou financeiras, de preços, mas também barreiras ambientais e fitossanitárias”, explicou o senador.
Política agrícola
No debate, Kátia Abreu classificou como madura a política agrícola do país, mas apontou a necessidade de adoção de novos instrumentos que garantam maior estabilidade de planejamento para o setor. Entre esses instrumentos ela citou o seguro rural, que deverá ficar mais articulado com instrumentos de comercialização e a definição de preços mínimos mais de uma vez ao ano.
No início de sua apresentação na CRA, Kátia Abreu se disse otimista com as perspectivas do agronegócio e contou que o setor reage bem aos ajustes fiscais e restrições da econômica.
Ao contrário de pessimismo, tenho recebido empresários sempre querendo ampliar, investir, modelar situações que não estão adequadas para sua produção. São dificuldades pontuais, mas o mundo real está andado, é essa a expressão – frisou.
Com informações da Agência Senado


http://www.ptnosenado.org.br/site/noticias/ultimas/item/46886-proposta-para-terceirizar-inspecao-agropecuaria-e-estudada-diz-katia-abreu

sábado, 21 de março de 2015

MAPA anunciará reconhecimento do Estado do Paraná como livre de PSC


O Ministério da Agricultura anunciará, nesta quinta-feira, o reconhecimento do Estado do Paraná como livre de Peste Suína Clássica. As informações sobre o reconhecimento internacional serão reveladas pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Décio Coutinho, e o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, em entrevista coletiva, às 10h30, na sede do Adapar, em Curitiba. Além do Paraná, outros 13 estados também serão anunciados como livres da doença.
Atualmente, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram reconhecidos pelo MAPA como livres da Peste. Há cerca de um mês, a Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que faz o reconhecimento mundial, aprovou o extenso relatório brasileiro que solicita o reconhecimento da área, com a oficialização marcada para Paris, na última semana de maio, após votação dos 180 países-membros da organização.
Diante da aprovação, após o reconhecimento internacional, o setor da suinocultura deverá ser bastante beneficiado, segundo José Roberto Tosato, engenheiro do núcleo regional do Departamento de Economia Rural. O segmento, que não é tão desenvolvido no estado, deverá receber mais investimentos, como um incentivo na produção – principalmente no atual patamar do dólar. “O reconhecimento é importantíssimo, porque se não tiver sanidade, não consegue exportar. O mercado interno vai ficar favorecido para os produtores que poderão fazer ótimos negócios ao exportar – e com isso pode encarecer a carne no mercado interno. Toda a cadeia da suinocultura será beneficiada e todas as cooperativas da região que estão nessa área irão serão favorecidas”, diz Tosato.
Luiz Henrique Volpato, coordenador de suinocultura da Cooperativa Capal, considera que a medida será um estímulo aos cooperados para continuarem investindo na atividade, e que isso pode ampliar mercados às cooperativas integrantes na construção da unidade de carnes, em Castro (Castrolanda, Batavo e Capal). “A Capal, como uma das sócias na nova Unidade Industrial de Carnes, visualiza que, no futuro, isso irá representar um diferencial bastante importante para a abertura de novos mercados internacionais”, declara.
Peste foi erradicada em 2009
Os outros estados brasileiros que buscam a certificação são: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Rondônia, Acre e Distrito Federal. Estes, no entanto deverão obter o reconhecimento até março de 2016, tendo em vista que há três etapas, por parte da OIE, para o reconhecimento oficial de zona livre da Peste. Uma rigorosa análise é realizada em um relatório completo. Desde 2009, a Peste Suína Clássica não tem incidência no Brasil.



http://www.suinoculturaindustrial.com.br/noticia/mapa-anunciara-reconhecimento-do-estado-do-parana-como-livre-de-psc/20150319094019_F_560

terça-feira, 17 de março de 2015

A History of Veterinarians and Biological Weapons During the World Wars

O papel do médico veterinário na pesquisa e controle de armas biológicas nas Guerras Mundiais


Susan D. Jones, DVM PhD

University of Minnesota
Abstract

During the past century, veterinarians played important roles in both developing and guarding against the use of biological weapons. The causative agents of zoonotic diseases such as anthrax, tularemia, and plague were often developed as weapons. Therefore, veterinary researchers were invaluable for their knowledge and access to experimental animals. Veterinary schools and other institutions contributed to biological weapons programs in many nations, including the United States. This article briefly analyzes veterinarians’ participation in biological weapons programs and agroterrorism surveillance during World War I and World War II. The article focuses on veterinarians in the United States, but includes information about veterinary participation on other nations as well.
Keywords: Veterinarians, biological weapons, wars

Resumen

Durante el siglo pasado, los médicos veterinarios jugaron importantes roles tanto en el desarrollo de armas biológicas como en la protección contra su uso. Los agentes causantes de enfermedades zoonóticas como el ántrax, la tularemia y la peste fueron con frecuencia desarrollados como armas. Por lo tanto, los investigadores veterinarios fueron invaluables por su conocimiento y su acceso a los animales de experimentación. Las escuelas de veterinaria y otras instituciones contribuyeron a los programas de armas biológicas en muchos países, incluyendo los Estados Unidos. En este artículo se analiza brevemente la participación de los médicos veterinarios en los programas de armas biológicas y vigilancia del agroterrorismo durante la Primera y la Segunda Guerra Mundial. El artículo se centra en los médicos veterinarios en los Estados Unidos, pero también incluye información sobre la participación veterinaria en otras naciones.
Palabras clavePalabras clave: Veterinarios, armas biológicas, guerras.

In histories of biological weapons (hereafter BW), veterinarians and veterinary institutions have been neglected. This is surprising, since most BW programs during the twentieth century focused on microorganisms of veterinary interest (such as anthrax, plague, and tularemia, for example). Another potential threat was agroterrorism, especially the use of foot-and-mouth disease targeting populations of food-producing animals. This article briefly analyzes veterinarians’ participation in state-sponsored BW programs and agroterrorism surveillance during World War I and World War II. The analysis begins with a German BW program that targeted animals during World War I; then discusses the American-Canadian-British cooperative BW program during World War II. Two themes emerge from this analysis: the importance of existing civilian and military veterinary institutions in supplying experts and materials for the weapons programs; and the debate within the profession about the role of civilian veterinarians in surveillance for biocriminality and agroterrorism.

Targeting Animals and Developing Weapons Programs, 1914-1939

The modern era of BW development, and its involvement with veterinary medicine, dates to World War I. In 1915, the German Army sponsored a crude anthrax weaponization program that targeted animals supplied to the Allies by neutral nations. (Wheelis 1998; Wheelis 1999)1 This program used disease pathogens that targeted animals or were zoonotic (transmissible from animals to humans), and the same agents continued to be mainstays of BW programs until the Biological Weapons Convention agreement ended most state-sponsored programs in the 1970s. During World War I, American horses and mules, Norwegian reindeer, and pack animals from Argentina, Romania, Spain, and Mesopotamia moved supplies, artillery, and even soldiers from one place to another. (Farrar 1995)2 The reindeer, for example, carried British supplies across Norway to Russia, an Allied combatant that also depended on Romanian horses. (Wheelis 1998)1 Samples of sugar cubes, intended for pack animals, carried into Norway by a German spy in January 1917 still contained viable Bacillus anthracis spores when analyzed 80 years later. (Redmond et al 1998)3 Food animals, such as cattle, were targeted in neutral Spain and Argentina; so were American animals shipped from eastern ports to France. In the United States, civilian veterinarians were generally not aware of the danger. We would expect veterinarians to have been on the front line of surveillance for such diseases, but they were not informed about the covert activities suspected of the German operatives, nor did case reports of anthrax outbreaks appear in the major veterinary journals or military veterinary communications.[a] (As we will see, this pattern continued during World War II.)

The German program, which continued for almost two years before the Allies had discovered its full extent, depended on the availability of microbes and specialists from the Koch Institute for Infectious Diseases (Berlin) and the Army veterinary corps. This set the pattern for the years leading into World War II. American and British veterinary institutions—London’s Royal Veterinary College and Cornell University in New York, for example—often donated strains of anthrax and glanders derived from animals to laboratories creating BW. France also had a well-developed system of veterinary research institutes, university laboratories, and military research facilities that contributed to its mainly defensive BW program in the 1920s and 1930s. The German concentration on animals and zoonotic diseases guided the French program. The military Veterinary Research Laboratory (Paris, transferred to Maison-Alfort in 1938) conducted most of the early work on anthrax and glanders. Veterinary Lieutenant-Colonel Velu directed the Prophylaxis Laboratory and led the later biological weapons research; and a pair of less well-known veterinarians, Lieutenant-Colonels Soulié and Guillot, managed to hide documentary evidence of the biological weapons research program from the occupying Germans during World War II. French research focused mainly on zoonotic and animal pathogens as potential biological weapons—as did the state-sponsored programs of Britain and North America. (Lepick 1998)4

Veterinarians in the Trilateral Anglo-American BW Program During WW II

            In the United States, veterinary scientists and institutions played important roles in the development of weapons and surveillance as the clouds of war gathered over Europe in the late 1930s. At the Army’s veterinary research laboratory, researchers tested the dispersal of B. anthracis spores transported by a standard aerial bomb; they also experimented with aerosols of Brucella and Pasteurella tularensis(later renamed Francisella tularensis). (Lepick 2006)4 This cooperative effort between veterinary scientists and the military matured in the late 1930s, laying the groundwork for veterinary participation in BW development during World War II.

After the Pearl Harbor bombing in December 1941, the British, Canadian, and American BW research programs formed a trilateral partnership aimed at defending against potential Japanese and German biological attacks. (Avery 1999)5In this trilateral partnership, veterinarians cooperated with other scientists in interdisciplinary teams. American BW researcher Theodor Rosebury later remembered how exciting the war years were, when “bacteriologists, physiologist, pathologists, chemists, physicians, veterinarians, botanists, physicists, engineers, and machinists” worked together. (Rosebury 1949)6

American veterinarians Harry W. Schoening (Bureau of Animal Industry, U.S. Department of Agriculture [hereafter BAI]) and William Arthur Hagan (Dean of the Cornell Veterinary School) were particularly important to the cooperative development of anthrax weapons against livestock. The leading U.S. government veterinary officer at the time was A.W. Miller, the Chief of the BAI. Miller worked in secret cooperation with George Merck, head of the American pharmaceutical company of the same name, who directed the War Research Service and became Chairman of the United States Biological Warfare Committee during World War II. Schoening and Hagan both officially worked for Miller during the war (Hagan took a leave of absence from his position as Dean at Cornell in the early 1940s to serve as Miller’s “Special Consultant”).7 (Baker, Fincher & Bruner 1963) The BAI was a perfect “cover story” for veterinarians’ activities in the BW program: the BAI supervised national meat inspection and animal disease research, and this agency employed hundreds of veterinarians at this time. It was not unusual for veterinarians at the universities to work at the BAI for periods of time.

During 1942-43, the director of the American BW program, George Merck, sent Hagan and Schoening to Britain to help develop anthrax-laced cattle feed (Britain planned to drop the feed over Germany if invaded). (Avery 1999)8Schoening was a member of the joint U.S.-Canadian Commission that administered the covert Canadian weapons facility at Grosse –Île, Quebec (an island in the St Lawrence seaway that had previously served as a quarantine station for immigrants from Ireland and the British Isles). Foot-and-mouth disease was an important focus of research at this facility, but Schoening and his colleagues also worked on B. anthracisand other pathogens. American veterinarians also participated in British field tests ofB. anthracis at Gruinard Island off the coast of Scotland, a fact that came to light after the war had ended. (Anonymous 1947)9

            As they had done during World War I, veterinary schools and institutions supplied microorganisms used in BW programs. Pathogens came from both local veterinarians and veterinary schools—in Britain, London’s Royal Veterinary College in London, for example. (Auerbach and Wright 1955)10 In the United States, Iowa State University and the National Veterinary Diagnostic Laboratory (located in Ames, Iowa) maintained a “library” of B. anthracis and other microorganisms dating back to the 19th century. Many of these microorganisms had been collected by civilian veterinarians from sick animals in the field; once in the laboratory, the organisms could be cultured and manipulated. Clearly, many veterinary institutions, military veterinarians, and even civilian veterinarians were involved with programs to develop and defend against BW.

            Thus it is particularly interesting that civilian veterinarians were told so little about the threat of BW. As had happened during World War I, no discussion of surveillance for BW appeared in the major veterinary journals or on the programs of the major veterinary congresses. This reflected a disagreement among American veterinary leaders about how much information should be given to veterinarians who were not working directly in BW programs. William A. Hagan felt that veterinarians should be alerted to the possibility of BW targeting American livestock; but another eminent research veterinarian involved in BW, William H. Feldman of the Mayo Clinic, opposed any discussion at conferences or in veterinary journals of the pathogens being used for BW development. Any mention of the diseases anthrax, rinderpest, and foot-and-mouth disease worried Feldman. In September 1943, Hagan wrote to Feldman: “I am not so sure that you are right in thinking that foot-and-mouth disease and rinderpest ought not to be discussed at veterinary meetings at present. …I think it might be well to “sensitize” the profession, calmly of course, to the possibilities that exist of those [diseases] being used against us as weapons of war.” Hagan reminded Feldman that “our practitioners are our first line of defense,” and veterinarians could be trusted “not to inflame the public.” (Hagan to Feldman 1943)11 Nonetheless, almost no information about agroterrorism surveillance appeared in the veterinary journals, and civilian veterinary practitioners probably knew nothing about their profession’s participation in state-sponsored BW programs during World Wars I and II.

Conclusion

In this brief study of veterinarians and BW, two themes emerge clearly. First, we have seen the importance of existing civilian and military veterinary institutions in supplying experts and materials for the weapons programs. Veterinarians collected the microorganisms that would be studied, converted into weapons, and made into vaccines against BW. Veterinarians and laboratories in veterinary institutions in the USA, Britain, Canada, France and many other nations participated in state-sponsored BW programs. The wartime fear of a BW attack motivated them. After the war, most veterinarians moved to other types of research for moral reasons. As veterinary researcher Karl F. Meyer (a bubonic plague expert) later explained, “one didn’t like to get one’s hands dirty” working on BW (Daniel 1962)12 However, it is clear that BW programs and the veterinary profession were closely related during times of war.

            The other theme concerns the debate within the profession about the role of civilian veterinarians in surveillance for biocriminality and agroterrorism. Today, in our post-9/11 world, veterinarians are regularly instructed to watch for and report suspicious disease outbreaks. But this was not the case during most of the 20thcentury. Leaders of the veterinary profession in the United States debated the question privately and decided that the potential to cause panic among civilians outweighed the need to enlist civilian practitioners in BW surveillance. This change in attitude reflects a change in public discourse, at least in the United States, where the threat of a BW attack seems very real since 2001. Veterinarians are now openly on the “front lines” of animal disease surveillance, and we can expect this situation to continue in the future.


Referencias

1.- Mark Wheelis, “First shots fired in biological warfare” (correspondence),Nature 395 (September 17, 1998): 213; Wheelis, “Biological warfare before 1914,” in E. Geissler and J. E. van Courtland Moon, (eds), Biological and Toxin Weapons: Research, Development and Use from the Middle Ages to 1945 [SIPRI (Stockholm international Peace Research Institute) Chemical and Biological Warfare Studies No. 18] (Oxford: Oxford University Press, 1999), pp. 8-34; “Biological Sabotage in World War I,” in Geissler and Moon, Biological and Toxin Weapons, pp. 35-62.

2.- W.E. Farrar, “Anthrax from Mesopotamia to Molecular Biology,” Pharos Alpha Omega 58, 2 (1995): 35-38.

3.- Caroline Redmond, Martin J. Pearce, Richard J. Manchee, and Bjorn P. Berdal, “Deadly Relic of the Great War,” Nature 393 (25 June 1998): 747-748.

4.- Olivier Lepick, “French Activities Related to Biological Warfare,” pp. 70-90 in Geissler and Moon, Biological and Toxin Weapons, (1999) see pp. 70, 74, 75.

5.- Donald Avery, “Canadian Biological and Toxin Warfare Research, Development and Planning, 1925-45,” pp. 190-214 in Geissler and Moon, Biological Weapons (1999).

6.- Theodor Rosebury, Peace or Pestilence: Biological Warfare and How to Avoid It (New York: McGraw-Hill, 1949), pp. 195-6.

7.- Donald W. Baker, Myron G. Fincher, & Dorsey W. Brunner, “William Arthur Hagan,” 1963; Cornell University ecommons,http://ecommons.cornell.edu/bitstream/1813/18636/1/Hagan_William_Arthur_1963.pdf, accessed 7 June 2013.

8.- Donald Avery, “Canadian Biological and Toxin Warfare Research, Development and Planning, 1925-45,” pp. 190-214 in Geissler and Moon, Biological Weapons (1999).

9.- Anonymous, “Notes” Veterinary Medicine 42 (March 1947): 90.

10.- Sidney Auerbach and George G. Wright, “Studies on Immunity in Anthrax. VI. Immunizing Activity of Protective Antigen Against Various Strains of Bacillus Anthracis,” Journal of Immunology 75, 2 (1955): 129-133, see p. 129.

11.- William Hagan to William Feldman, September 13, 1943, in William Arthur Hagan Papers, Cornell University, Box 1. Also cited in Ellis Pierson Leonard, In the James Law Tradition 1908-1948 (Ithaca NY: Cornell University Press, 1982), pp. 324-5.

12.- Edna Tartaul Daniel, “Karl F. Meyer: Medical Research and Public Health. Interviews with Dr. Karl F. Meyer,” typescript, Bancroft Library, University of California Berkeley, 1962.
 


[a]The American Veterinary Medical Association recorded no deliberations on the possibility of biological agents used against animals; nor did its major means of communication with American veterinarians, The Journal of the American Veterinary Medical Association, advise its readers to watch for unusual disease outbreaks among livestock.

https://medicinaveterinariamilitar.wordpress.com/2015/03/16/veja-artigo-sobre-o-papel-do-medico-veterinario-na-pesquisa-e-controle-de-armas-biologicas-nas-guerras-mundiais/

http://revistacmvl.jimdo.com/suscripci%C3%B3n/volumen-5/world-wars/