sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

EEB - Comissão científica da OIE aprova mudança de status

Agora, países membros da OIE irão avaliar troca de classificação de risco para EEB
Marcela Caetano

O Ministério da Agricultura recebeu na manhã desta sexta-feira, 24, documento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que confirma a aprovação da Comissão Científica para Enfermidades dos Animais da mudança de classificação de risco de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) de controlado para desprezível. No documento, a comissão avalia que o País “preenche as condições para ser reconhecido como País Membro com risco negligenciável de BSE ”.
A última etapa, conforme o texto, será o envio de correspondência a delegados dos países integrantes da OIE, que terão prazo de 60 dias para questionar a decisão e pedir informações ao Brasil. Caso não sejam feitas objeções, a Comissão Científica levará a recomendação para a Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, em maio.
Segundo Fernando Sampaio, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) esta é a primeira vez que a comissão aprova o pedido brasileiro. Para ele, o tempo decorrente desde a última entrada no País de animais oriundos de nações que registraram a doença contou a favor. “Faz mais de oito anos que ingressaram animais do Canadá. Se algum bovino estivesse doente, isso já teria aparecido”, diz.
O Brasil nunca registrou casos da doença, também conhecima como doença da Vaca Louca. Ele acrescenta que o Brasil está melhor preparado e com uma estrutura de laboratórios melhor em relação às tentativas anteriores. “Será importante a alteração para a imagem do país. Sinal de que o sistema público de segurança está funcionando”, salienta.
Sebastião Guedes, diretor de Sanidade Animal do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC) acredita que o País obterá o consentimento na assembleia geral, em maio. “A aprovação da comissão já é meio caminho andado”, avalia.
Ele ressalta a importância da medida para a abertura de mercados, especialmente de subprodutos de origem animal. A exportação de tripas para a Europa, por exemplo, poderia representar incremento de US$ 100 milhões na receita brasileira, calcula Sampaio.
A mudança também deve permitir a conquista de mercados como a Turquia, que exige que cada animal seja testado para EEB, em razão da classificação de risco brasileira, o que inviabiliza os negócios entre os dois países atualmente. “Eles têm interesse em carne com osso, pois possuem indústria mas falta matéria-prima e estão procurando isso em outros países”, explica Sampaio.

Fonte: Portal DBO

http://www.portaldbo.com.br/novoportal/site/Conteudo/Noticias/2889,,Comissao+cientifica+aprova+mudanca+de+status.aspx

Nenhum comentário:

Postar um comentário