segunda-feira, 31 de março de 2014

GO: Produtores desaprovam retirada de vacina contra a Febre Aftosa


Proposta para fim da vacinação contra aftosa está em debate em Goiás


Pecuaristas de Goiás avaliaram como precipitada a proposta do governo de Goiás para a retirada da vacinação contra a febre aftosa no Estado. A medida foi debatida na tarde desta quinta-feira, 27, em reunião entre representantes de entidades e da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
A proposta foi apresentada pela Secretaria da Agricultura Pecuária e Irrigação (Seagro) e pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) no último dia 18 e um novo encontro entre governo e produtores será realizado em 14 de abril para bater o martelo sobre a questão.
“Os produtores não querem correr o risco de perder o que já conseguiram com a possibilidade de que não haja fiscalização. Se tiver um caso a gente regride”, afirma a assistente técnica de pecuária da Faeg, Christiane de Paula Rossi Carvalho. O estado não registra casos da doença há 19 anos.
Segundo ela, os produtores reconhecem que há uma situação boa na defesa agropecuária do Estado, mas afirmam que não há garantia de que os pontos positivos apresentados pelo governo, como a possibilidade de aumento de preços e acesso a novos mercados, irão se concretizar.
Por outro lado, a proibição da entrada de animais de outros estado pode prejudicar os confinamentos e também a realização de exposições. “Fechar a comercialização entre estados também pode gerar a saída de frigoríficos do Estado”, argumenta a assistente técnica.
O presidente da Agrodefesa, Antenor Nogueira, afirma que o estado apenas colocou o tema em debate, mas que a decisão será do setor privado.
Vacinação – Apesar de serem contra a retirada da vacinação, os pecuaristas apoiam a proposta de redução do número de campanhas para imunização do rebanho. Os produtores querem que o Ministério da Agricultura realize estudo para alteração do calendário para apenas uma etapa para vacinação de todo o rebanho.
Atualmente, a vacinação ocorrem em duas etapas: em maio, são vacinados todos os bovinos e bubalinos. Em novembro, apenas animais com até 24 meses. “A vacina tem validade de um ano, não há necessidade de vacinar duas vezes”, justifica Christiane. Em 2013, 99,52% dos animais foram vacinados.

Fonte: Portal DBO
http://www.portaldbo.com.br/Portal/Conteudo/Noticias/9254,,Produtores+desaprovam+retirada+de+vacina.aspx

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