Está faltando coelho para abastecer o mercado. Um abatedouro de Salto de Pirapora, em São Paulo, aumentou o preço pago pela carne em busca de fornecedores.
Mais um carregamento de coelhos chega ao abatedouro em Salto de Pirapora. Os animais foram trazidos de Tatuí, cerca de 80 quilômetros de distância. Esse já é o terceiro lote que Wagner e Douglas entregam desde quando começaram a criar os animais, em março deste ano.
“Nós estamos ganhando cerca de 50%. Tem sido um excelente negócio. Nós não temos a preocupação de vender”, disse Wagner.
Por falta de matéria prima o abatedouro vem funcionando apenas uma vez por semana. Recebe todos os meses cerca de cinco mil animais, mas tem mercado para muito mais coelho.
O dono do abatedouro Mareck Jan Kac disse que só para atender ao mercado interno precisaria de 20 mil cabeças por mês. Vem aumentando o preço pago ao criador gradativamente. Mesmo assim, falta coelho. “Hoje, estamos pagando R$ 4,60 o quilo do coelho vivo. De um ano para cá aumentou 15% contra uma inflação de 6% a 7% ao ano”, calculou.
O único abatedouro no Brasil credenciado para exportar carne de coelho trabalha com inspeção do Ministério da Agricultura. Os veterinários responsáveis pela fiscalização dizem que o mercado desta carne praticamente não é explorado no país.
“Se compararmos o Brasil com outros países da América do Sul, a Argentina tem nove estabelecimentos habilitados a exportação e o Brasil tem apenas esse habilitado para a exportação de carne de coelho”, disse o veterinário Francisco Tomazella.
São Paulo é o segundo estado que mais cria coelhos no Brasil. O Rio Grande do Sul é o primeiro.