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Data: Sexta-feira / Viernes, 17 de setembro / Septiembre de 2010
De: Promed-Port
Fonte: Diário Catarinense [13.09.2010]
http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2§ion=Geral&newsID=a3038522.htm
Vigilância Epidemiológica investiga casos de leishmaniose em Florianópolis
Quatro cães, hospedeiros da doença, foram sacrificados
A Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina investiga casos de leishmaniose em Florianópolis. Quatro cães foram identificados como hospedeiros da doença e por isso sacrificados. Até o fim desta semana, exames de outros cem animais devem ficar prontos.
Os cães que tinham a doença eram todos da localidade do Canto do Araçá, na Lagoa da Conceição. Três pertenciam a uma mesma família. Quando um deles ficou doente (com feridas) foi levado ao veterinário, que diagnosticou a doença e logo informou a Vigilância.
- Os veterinários já são orientados a comunicar a vigilância em casos da leishmaniose visceral, que é mais grave, pois em seres humanos pode afetar órgãos - explica o diretor da Vigilância Epidemiológica Estadual, Luis Antonio Silva.
Os cães sacrificados foram acondicionados em embalagens individuais e enterrados em aterros sanitários. Segundo Silva, depois de mortos, não há como os animiais transmitirem a doença.
Vale salientar que, mesmo antes de serem abatidos, os cachorros apenas são hospedeiros da leishmaniose, transmitida a humanos por meio de insetos que se alimentam de sangue, como pernilongos.
Além das amostras de sangue extraídas dos cem cachorros das proximidades, que resultarão em um inquérito sorológico, armadilhas para captura de insetos também foram montadas.
Por enquanto, segundo Luis Antonio Silva, os proprietários dos cães e outras pessoas não apresentaram sintomas de leischmaniose visceral como febre, palidez e indisposição.
Dois tipos
Conforme explica o chefe da vigilância, não há registros de epidemia de leishmaniose visceral no Estado. Por outro lado, há mais ou menos dois anos, houve um surto de leishmaniose tegumentar no Litoral Norte.
Diferente da visceral, ela tem como hospedeiros animais silvestres como gambás, quatis e até ratos. Em humanos ela causa inflamações com secreção no local da picada do inseto ou lesões nas mucosas. Nos últimos anos, 200 casos foram registrados em Santa Catarina.
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