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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mosquitos transgênicos serão soltos em Juazeiro, na Bahia, para combater a dengue


Solução genética
Evanildo da Silveira

Eliminar as fêmeas ainda na fase larval, estratégia que começa a ser testada
Para os animais, o ato sexual é o caminho para a perpetuação da espécie. Um objetivo primordial que está se invertendo – pelo menos para o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Por meio de manipulação genética, uma população de machos criados em laboratório recebeu um gene modificado que produz uma proteína que mata a prole do cruzamento com fêmeas normais existentes em qualquer ambiente. Essa estratégia pode levar à supressão de um grande número de indivíduos dessa espécie, reduzir a pulverização de inseticidas para eliminar os mosquitos e, consequentemente, diminuir a incidência da doença entre seres humanos.
A primeira liberação na natureza desses animais geneticamente modificados no Brasil foi aprovada em dezembro de 2010 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A linhagem transgênica do Aedes aegypti desenvolvida pela empresa britânica Oxford Insect Tecnologies (Oxitec) deverá ser liberada no município de Juazeiro, no estado da Bahia, a partir deste mês pela bióloga Margareth Capurro, do Instituto de Ciên­cias Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a empresa Moscamed Brasil, instalada na mesma cidade baiana.
A dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo, especialmente em paí­ses tropicais como o Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 50 milhões de pessoas contraem a doença anualmente, causando 550 mil internações hospitalares e 20 mil mortes. Hoje a única forma de controlá-la é eliminando seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Os insetos transgênicos desenvolvidos pela Oxitec poderão se transformar em uma opção para essa tarefa. Os machos da linhagem OX513A, como foi denominada pela empresa, são liberados para copular com fêmeas selvagens. Os descendentes desses acasalamentos herdam a proteína letal, morrendo ainda na fase de larva ou pupa. Para que sua produção seja possível em laboratório, eles foram programados para sobreviver quando recebem o antibiótico tetraciclina. Sem esse antídoto, que reprime a síntese da proteína letal, não haveria sobreviventes para serem soltos na natureza. A cepa transgênica contém um marcador genético fluorescente que se torna visível nas larvas quando elas recebem luz ultravioleta. Isso garante um controle maior de qualidade na produção e na dispersão no campo. A liberação contínua e em número suficiente desses insetos geneticamente modificados em ambientes infestados deve reduzir com o tempo a população dos mosquitos selvagens a um nível abaixo do necessário para transmitir a doença.
A história do trabalho de Margareth com esses mosquitos começou num encontro casual, numa conferência em 2007, que ela teve com o cientista britânico Luke Alphey, da Universidade de Oxford, fundador da Oxitec. Ele propôs que ela testasse no Brasil os transgênicos que ele havia desenvolvido. Na ocasião a pesquisadora brasileira achou que não seria viável a experiência, por causa dos entraves burocráticos e legais. Pouco depois mudou de ideia e resolveu fazer a experiência. Então, ela solicitou autorização da CTNBio, responsável pela regulamentação de transgênicos no país, para importar os insetos. “A importação foi concedida no dia 21 de setembro de 2009”, recorda Margareth. “Uma semana depois recebemos da Oxitec, sem custos, um envelope com 5 mil ovos.” A pesquisadora começou então a criar o Aedes aegypti transgênico no insetário de seu laboratório no ICB. Mas para eles serem soltos e testados na natureza precisariam ser criados em grande escala. Além disso, também seria necessário um local adequado, isolado e com incidência de mosqui­­tos selvagens, para sua liberação. Foi então que o ex-professor da USP e fundador da Moscamed, Aldo Malavasi, se propôs a produzir os mosquitos transgênicos em sua biofábrica e sugeriu que eles fossem soltos lá mesmo, em vilas isoladas de Juazeiro. Margareth aceitou a proposta. Para colocá-la em prática, foi assinado um convênio entre a empresa e a USP. A Moscamed também não está cobrando pelo trabalho. “Com esses testes ganhamos visibilidade, capacitação técnica, ao mesmo tempo que podemos ter uma alternativa para o controle desses insetos”, justifica Malavasi. A empresa dele tem experiência na criação em massa de insetos. Ela produz machos estéreis por irradiação de cobalto da mosca-do-mediterrâneo (Ceratitis capitata) e da mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax), que são soltos nas plantações de frutas da região de Juazeiro e Petrolina, Pernambuco, no Vale do São Francisco, para competir com os selvagens pelas fêmeas (ver Pesquisa FAPESP nº 133).
Insetos em massa – Quando acontece a cópula, não nascem novas moscas. Com o tempo as populações desses insetos vão diminuindo. “Como criamos insetos em massa já há algum tempo, vamos entrar com essa experiência e a infraestrutura da Moscamed para a multiplicação dos mosquitos transgênicos”, explica Malavasi. “Para isso construímos um laboratório para trabalhar com transgênicos que já foi aprovado pela CTNBio.”
A equipe da Moscamed escolheu os locais favoráveis para os testes de campo na região de clima semiárido do entorno de Juazeiro. “São cinco bairros isolados, por plantações, rodovias ou áreas despovoadas, com alta incidência de Aedes aegypti”, conta Margareth. “Só numa caixa-d’água de uma residência encontramos cerca de 300 larvas do mosquito.” A pesquisadora cita outra vantagem dos locais escolhidos. “Por causa da atua­ção da Moscamed na região, a população local está acostumada com a liberação de insetos no ambiente”, explica. “Por isso não ficará com receio dos mosquitos que vamos liberar.” Nesse sentido, Margareth faz questão de dizer que apenas os machos, que não picam e não transmitem a doença, serão soltos. Com a autorização da CTNBio em mãos, o próximo passo será fazer um estudo de dispersão, para avaliar o tamanho das populações locais doAedes aegypti. Isso é necessário para calcular quantos transgênicos terão de ser soltos. Margareth explica que para cada macho selvagem devem ser liberados de 5 a 10 transgênicos. A pesquisadora não espera uma diminuição significativa das populações selvagens com as primeiras liberações dos insetos produzidos em laboratório. “Para que isso ocorra é necessário que sejam soltos transgênicos em pelo menos dois verões”, explica.
Aedes: macho, à esquerda, é inofensivo. A fêmea transmite a dengue



A julgar pelos resultados obtidos em outros lugares do mundo, onde os mosquitos produzidos pela Oxitec foram soltos, há bons motivos para se esperar que a experiência dê certo no Brasil. Testes realizados no ano passado nas Ilhas Cayman, no Caribe, com 3 milhões de mosquitos geneticamente modificados, mostraram que houve uma supressão de 80% da população selvagem no local da liberação. Na Malásia foram obtidos resultados semelhantes. Eles motivam outros países a também realizar experiên­cias com os transgênicos da empresa britânica. A Oxitec informa em seu site que França, Índia, Cingapura, Tailândia, Estados Unidos e Vietnã já aprovaram a importação dos insetos.
O caminho escolhido pela Oxitec para desenvolver mosquitos geneticamente modificados é apenas um dos vários que são trilhados mundo afora. Um exemplo veio a público no início de 2010, por meio de um artigo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), assinado por uma equipe de cientistas internacionais, que inclui o biólogo brasileiro Osvaldo Marinotti, ex-pesquisador da USP e atualmente professor da Universidade da Califórnia de Irvine (UCI), nos Estados Unidos. Em vez de criar machos da espécie Aedes aegypti que deixam uma herança genética mortal para seus descendentes, eles desenvolveram uma fêmea transgênica que é incapaz de voar. Para isso, eles se aproveitaram de uma diferença natural entre os sexos.
Sobram os machos – Os músculos que dão sustentação à capacidade de voar são mais fortes nas fêmeas. Não se sabe exatamente por que, mas supõe-se que isso se deva ao fato de serem os mosquitos do sexo feminino que sugam o sangue de outros animais, inclusive o homem, e carregam os ovos. Elas levam mais peso e por isso precisam de mais força nas asas. Em nível genético essa diferença se explica porque os músculos que impulsionam o voo das fêmeas dependem de uma proteína, chamada actina-4, que é codificada (produzida) por um gene bem mais ativo nelas que nos machos. Eles possuem o mesmo gene, mas que se expressa de forma mais branda. Os machos têm outro tipo de actina que atua nos músculos responsáveis pelo voo. Sabendo disso, os cientistas projetaram um gene que produz uma substância tóxica para a actina-4, impedindo que essa proteína, presente nas células dos músculos do voo, desempenhe sua função. O resultado são fêmeas que se desenvolvem normalmente até a fase de larva, mas que, ao se tornarem adultas, são incapazes de voar. Por causa disso, elas não conseguem sair da água e morrem, sem se reproduzir e se alimentar de sangue. Assim, não deixam descendentes nem transmitem a dengue. Os machos transgênicos conseguem voar, mas isso não causa problemas. Eles não se alimentam de sangue, e sim de néctar e sucos vegetais. Também continuam ativos sexualmente e cruzam com as fêmeas selvagens, passando à sua descendência o gene que impede os mosquitos do sexo feminino de voar.
Outras linhas de desenvolvimento de mosquitos transgênicos estão no foco dos estudos da própria professora Margareth. Uma para o transmissor da malária e outra para o da dengue. No primeiro caso, ela retira um gene de carrapato, que é responsável pela produção de um peptídeo, um fragmento de proteína, antimicrobiano, chamado microplusina. “Esse gene é alterado para que possa ser inserido num mosquito”, explica a pesquisadora. “Uma vez no genoma do inseto, ele passa a produzir a microplusina, que elimina o proto­zoário Plasmodium, microrganismo unicelular agente da malária, antes que ele seja transmitido ao ser humano.”
No caso do mosquito da dengue, em projeto financiado pela FAPESP, Margareth manipula o genoma do inseto de tal forma que, quando a fêmea transgênica é infectada pelo vírus da dengue ao se alimentar de sangue, são produzidas proteínas que aceleram o processo de morte celular (apoptose), causando também a do próprio inseto. “A presença do vírus da dengue desencadeia a ativação da proteína indutora de apoptose causando a morte celular em todos os tecidos dos mosquitos infectados, levando essa fêmea à morte, o que resulta em 100% de bloqueio da transmissão viral”, explica Margareth. Para inserir esses mosquitos transgênicos na natureza existem algumas técnicas de introdução gênica que estão sendo testadas. Uma delas recebe o nome de Medeia porque induz, por meio de sistemas biotecnológicos, a morte de filhotes não transgênicos do cruzamento de fêmeas normais com aqueles machos com genoma manipulado. “Somente a prole que carrega o transgene sobrevive. A introdução do transgene em uma população de mosquitos, via Medeia, leva apenas oito gerações.”
Se as pesquisas e o tempo mostrarem que essas estratégias, de usar engenharia genética para criar mosquitos transgênicos, são eficientes para controlar doen­ças como a dengue e a malária, haverá ainda outra vantagem. Essa forma de controle diminuirá a necessidade do uso de inseticidas e larvicidas. A curto prazo esses venenos podem ser mais baratos, mas com o tempo os insetos adquirem resistência a eles. Por isso, o uso de mosquitos transgênicos e estéreis parece ser uma boa opção para o futuro.
O PROJETO
Promovendo mortalidade em Aedes aegypti infectado pelo vírus da dengue – nº 08/10254-1


Modalidade

Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa


Co­or­de­na­dora
Margareth Capurro – USP




Investimento

R$ 347.263,34 (FAPESP)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O mais novo aliado no combate à dengue e outras pragas

Vinicius Zepeda


Fotos: Divulgação/Fumajet 
        
     Ladeiras de declive acentuado, inacessíveis aos carros
     fumacê, podem ser pulverizadas pelo Motofog
Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde apontam para o aumento do estado de alerta para a infestação do mosquito Aedes Aegypti, vetor da dengue, em diversos municípios fluminenses. Denominado Levantamento do Índice de Infestação Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), esse monitoramento, feito por amostragem, é realizado periodicamente pelos municípios através da visita de agentes às residências e outros imóveis, originando o Índice de Infestação Predial (IIP), que representa o percentual de imóveis com a presença de criadouros com larvas do mosquito.  O LIRAa pode ser acompanhado pelo site Rio Contra a Dengue, mantido pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro (SESDEC), site que também apresenta importantes informações de combate ao mosquito e sobre a dengue.  Quanto aos índices de infestação pelo Aedes aegypti, a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que para ser considerado de baixo risco para ocorrência de surtos ou epidemias, o IIP deve estar situado abaixo de 1%. Índices de infestação acima de 1% e até 3,9% são classificados como de alerta, enquanto índices superiores a 3,9% de IIP são de alto risco para a ocorrência da doença. Ainda que nenhum município fluminense tenha atingido o índice de alto risco, com a aproximação da chegada do verão, estação que oferece condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti, a atenção da população precisa estar redobrada para o combate aos criadouros do mosquito.
Algumas iniciativas vêm sendo intensificadas, entre elas, campanhas educativas e publicitárias para reforçar a necessidade do engajamento da população na eliminação dos criadouros do Aedes aegypti e a visita domiciliar dos agentes de saúde - a participação da população é considerada uma das formas mais eficazes de combate à doença. Outra iniciativa é o uso dos veículos fumacê, muito comuns na década de 90 e recomendados para o combate coadjuvante ao mosquito adulto, particularmente em áreas vulneráveis, e de preferência no início da manhã e no final do dia, períodos de maior atividade do mosquito e também de maior suspensão do inseticida – condição essencial para sua eficácia. O problema é que, por seu tamanho, nem sempre esses veículos conseguem atingir certos locais, como becos em favelas, áreas íngremes, terrenos baldios, beira de canais e ferro-velhos, entre outros. Para solucionar esse problema, empresas cariocas acabam de criar um kit para motocicletas, que libera inseticida em forma de fumaça pelo cano de descarga. Já patenteado e pronto para ser comercializado, o produto foi desenvolvido com auxílio do edital Apoio à Inovação e Difusão Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro.
Fruto de uma parceria entre a Ativa Tecnologia e Desenvolvimento Ltda. e a Fumajet Comércio de Equipamentos Ltda. – ligada à Incubadora de Empresas da Universidade Veiga de Almeida (UVA), o veículo, batizado de Motofog Fumacê, é uma moto de 125 a 150 cilindradas, adaptada para liberar inseticida por termonebulização. Para tanto, na parte traseira, foi instalado um tanque onde o inseticida fica estocado. Dele, saem dois tubos com saídas conectadas a um sistema eletrônico, a chamada Central Microprocessada de Vazão (CMV), que controla a mistura de inseticida com óleo mineral. "A CMV fica acoplada a uma mangueira de alta pressão, com um bico injetor eletrônico na ponta externa, ligado ao escapamento da moto", explica um dos dois sócios da Fumajet, Marcelo Machado. Na parte de fora da caixa, uma válvula de registro geral libera a mistura de inseticida, enquanto um botão de acionamento do sistema, com luzes semelhantes às de uma sirene, indica o funcionamento de operação. "Próximo ao guidom, há um sistema de controle digital de vazão, com quatro níveis para liberação do produto", complementa.
     
 Além de combater a dengue, a moto pode ser empregada  
        para pulverizar inseticida contra pragas em plantações
Além de chegar a locais onde o tradicional carro fumacê não atinge, o Motofog conta com diversas vantagens operacionais e de custo. Enquanto o automóvel necessita 
de dois motores e dois operadores, a motocicleta precisa de apenas um motor e um operador. Outra vantagem é o custo do combustível por hora. "Para uma hora de operação com a moto, o consumo médio do combustível é quase dez vezes menor do que o de um automóvel", afirma o gerente de projetos da Ativa, Daniel Almeida Camerini. O custo de manutenção também é bem mais baixo. "A mecânica de uma moto é bem menos complexa do que a de um automóvel", comenta Camerini. Há ainda vantagens ecológicas: a moto emite 70% menos gás carbônico. O sistema já foi testado num ensaio biológico, realizado pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacenn), e obteve 100% de sucesso na eliminação de mosquitos em 24 horas utilizando inseticida do grupo químico piretróide.
Marcelo Machado chama a atenção para o fato de que o Motofog pode ter várias outras utilizações além do combate coadjuvante ao mosquito da dengue. "Nosso produto pode ser empregado no combate a outros insetos, como os transmissores da febre amarela, malária e doença do Nilo, e na agricultura, contra pragas em canaviais, ou em culturas de frutas, por exemplo", destaca. Ele frisa que o uso do inseticida só deve ser feito com a orientação de um agrônomo e autorização dos órgãos governamentais. Mesmo nos diversos programas de controle de vetores no País, necessariamente se deve obedecer às preconizações da OMS, em especial ao Chemical Methods for the Control of Vectors and Pests of Public Health Importance. "Não se deve usar o produto sem orientação, já que seu emprego de forma errada pode provocar desequilíbrio no ecossistema de uma região e possibilidade de intoxicação ao aplicador", alerta.
        
    Projeto foi premiado no Desafio Brasil 2010 competição de
    start-ups de base tecnológica realizada em São Paulo

Daniel Camerini sonha com a criação de uma parceria com órgãos governamentais para usar o Motofog como gerador de empregos em comunidades de baixa renda. 
Produto ganha destaque internacional
A empresa Fumajet surgiu em 2007. "Na época, meu sócio Marcius Victorio da Costa estudava termodinâmica e pensou na adaptação de motos para pulverizar inseticida. Ao procurarmos uma empresa para desenvolver o projeto, nos associamos à Ativa", lembra Machado. "Elaboramos todo sistema de engenharia eletrônica e, em 2008, concorrermos ao edital da FAPERJ. Ganhamos recursos para viabilizar a transformação do protótipo em projeto pronto", explica Daniel Almeida Camerini.
Com o produto pronto, a Fumajet resolveu inscrevê-lo para concorrer à primeira edição nacional do Desafio Brasil 2010 – competição de projetos elaborados por empresas surgidas em incubadoras tecnológicas de universidades que ocorre desde 2006, apenas em São Paulo. "Tiramos o primeiro lugar e fomos selecionados para Desafio Intel 2010, competição que reuniu concorrentes brasileiros e mais quatro classificados de diferentes países, como Chile, México, Argentina e República Dominicana", conta Marcelo Machado. "Agora meu sócio está na Califórnia, Estados Unidos, representado a empresa, que foi selecionada para a competição IBTEC Challenge, da Intel e da UC Berkeley Technology Entrepreneurship", completa. 
Mesmo em situações em que o fumacê é indicado – surtos ou epidemias – a eficiência do bloqueio da transmissão aumenta consideravelmente quando se eliminam os criadouros, intensificando visitas domiciliares, realizando mutirões de limpeza e contando com a colaboração da população. Por isso tudo, essa arma na luta contra a dengue deve ser empregada em situações tecnicamente indicadas, de acordo com os critérios e recomendações para a aplicação do produto. Ou seja, os cuidados básicos de combate ao Aedes aegypti não devem ser esquecidos e, mais do que isso, devem ser priorizados. O ideal é realizar o controle das formas larvárias ao longo de todo o ano. O trabalho de combate à dengue é muito mais extenso e pede a participação de toda a sociedade.

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Controle de Pombos

Veja no link um arquivo muito interessante.

http://xa.yimg.com/kq/groups/2162322/164817341/name/Pombos-domesticos+sugest%C3%B5es+de+controle+em+escolas+publicas+estaduais+de+Porto+Alegre.pdf

Quantidade de abelhas está aumentando nas cidades


As abelhas são fundamentais para a polinização das flores e para a produção de mel, mas na cidade são um incômodo. O número desses animais vem aumentando na área urbana em todo o Brasil nos últimos dez anos. De acordo com especialistas em apicultura, isso acontece porque os agrotóxicos usados na zona rural fazem as abelhas procurarem um refúgio em outro ambiente

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novos produtos podem remover petróleo derramado no mar

TECNOLOGIA | ENGENHARIA AMBIENTAL
Entre esponjas e detergente

Evanildo da Silveira e Marcos de Oliveira

© MARK RALSTON/AFP
 
Derramamento de petróleo no golfo do México

O vazamento de petróleo no mar é um problema de países como o Brasil, que concentra grande parte da exploração de óleo em ambiente marinho e com tráfego de navios petroleiros entre os locais de exploração e os terminais marítimos. Por isso, não foi preciso nem a eclosão do maior acidente do gênero no golfo do México, iniciado em abril deste ano com a explosão e o afundamento de uma plataforma da British Petroleum (BP), que resultou no derramamento de mais de 4 milhões de barris de petróleo, contido completamente apenas em setembro, para que pesquisadores brasileiros aprofundassem os estudos sobre soluções para esse tipo de desastre ambiental. Pelo menos três grupos apresentaram recentemente resultados de pesquisas que poderão se transformar em breve em produtos para descontaminar o oceano. Eles trazem duas vantagens, a de serem biorremediadores – porque são menos tóxicos ao ambiente – e mais baratos que os produtos químicos utilizados atualmente. A primeira tecnologia é de um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) composto pelos professores Rochel Lago, Flávia Moura e Maria Helena Araújo. Eles desenvolveram um material capaz de absorver petróleo em acidentes na água ou em terra, denominado nanoesponja hidrofóbica, que repele a água e tem grande afinidade por compostos orgânicos, especialmente óleos.
O grupo foi sondado recentemente por uma empresa norte-americana interessada em utilizar o material no golfo do México. Mas ainda serão necessários alguns testes laboratoriais para que o produto possa ser testado no mar. A pesquisa iniciada em 2005 por Flávia e Lago levou ao desenvolvimento de um material macroscópico granular feito do mineral vermiculita com grânulos medindo entre três e cinco milímetros de diâmetro recobertos com uma camada nanoestruturada que confere ao material uma cor preta. Esse mineral já é utilizado há muitos anos, oferecido por várias empresas no mundo, inclusive no Brasil, para absorver óleo. O experimento do grupo da UFMG adiciona carbono e transforma esse mineral num material com melhor capacidade de absorção. “O carbono faz a vermiculita ter mais afinidade pelo óleo que pela água”, diz Maria Helena. O mineral isoladamente, de cor clara, quando aquecido adquire o aspecto de uma estrutura sanfonada e leve, parecida com uma esponja que flutua na água. O problema é que sem as nanoestruturas de carbono ele absorve mais água do que óleo. O que pesquisadores fizeram foi inverter essa característica com nanotecnologia.
Flávia explica que para produzir as nanoesponjas hidrofóbicas, a vermiculita, após ser esfoliada, é submetida a um processo de aquecimento controlado em um forno, com a introdução de uma fonte de carbono como etanol, gás natural ou mesmo glicerina, hoje um subproduto da fabricação do biodiesel. “Essas fontes decompõem-se na superfície da vermiculita, formando carbono de diferentes formas, como nanotubos, filamentos, grafite ou carbono amorfo”, explica. O processo altera as características da vermiculita. “Após a deposição do carbono, o mineral passa a absorver preferencialmente o óleo”, explica o doutorando Aluir Purceno, integrante do grupo. “A sua capacidade de absorção de até seis gramas de óleo por grama de material é superior à de outros produtos disponíveis no mercado.”
O produto tem mais vantagens. “O Brasil é um dos maiores produtores de vermiculita do mundo e, quando comparado a outros materiais, ela tem um custo muito baixo”, diz Purceno. O carbono usado para compor as nanoesponjas hidrofóbicas pode ser extraído de fontes abundantes e baratas como a glicerina.“Além de ser usado para remediar os derramamentos de óleo, consome parte da produção de glicerina, que poderá se tornar um problema ambiental nos próximos anos”, diz Miguel de Araújo Medeiros, professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT) que fez seu doutoramento no grupo.
As nanoesponjas de vermiculita fazem parte de uma plataforma tecnológica do grupo da UFMG que ganhou em setembro deste ano o primeiro lugar na etapa da América Latina da competição internacional Idea to Product (“da ideia ao produto”), promovida pela Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, e no Brasil organizada pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. Os ganhadores vão participar da etapa mundial em novembro nos Estados Unidos. Eles tiveram como parceira a empresa mineira Verti Ecotecnologias, que tem como sócio o professor Lago e fez o estudo da viabilidade técnica e econômica do projeto. “Apresentamos uma plataforma tecnológica que, além da nanoesponja, é composta por um produto chamado nanoamphil contendo nanopartículas de vermiculita, núcleos de ferro e nanoestruturas de carbono. Ele atua como um desemulsificante, substância que separa o petróleo da água do mar nas plataformas de exploração. As nanopartículas misturadas no petróleo aderem às gotas de água. Quando aproximamos um ímã as nanopartículas magnéticas do nanoamphil são atraídas pelo campo do ímã provocando a união das gotas. Após poucos minutos ocorre a completa separação da água do petróleo”, diz Purceno.
A terceira tecnologia que compõe a plataforma é um produto que retira o enxofre do petróleo nas refinarias. O trabalho rendeu quatro artigos científicos e duas patentes. Os pesquisadores foram financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe) do Ministério da Ciência e Tecnologia, a empresa Vermiculita Isolantes Termoacústicos participou da elaboração das nanoesponjas de vermiculita. A empresa é uma produtora dessa argila e se interessou na parceria fornecendo o mineral e participando do processo de escalonamento da tecnologia, da passagem da produção em laboratório para a de maior escala.
© UFMG
 
À esquerda, vermiculita natural. Ao lado, com carbono

Detergente de bactéria – No segundo grupo, em vez de esponjas, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras, desenvolveram um detergente biodegradável produzido por uma bactéria para uso em derramamento de petróleo. Chamada de biossurfactante, essa substância reduz a tensão superficial da área fronteiriça entre água e óleo, facilitando a mistura desses líquidos e a posterior degradação do petróleo. O estudo começou em 1999, quando pesquisadores da empresa e da universidade isolaram uma cepa, a PA1, da bactéria Pseudomonas aeruginosa em águas residuárias da exploração petrolífera na Região Nordeste do país. Esse microrganismo já era conhecido por produzir biossurfactante do tipo ramnolipídeo, um detergente natural existente nos poços petrolíferos, e até testado em acidentes ambientais nos Estados Unidos. Em 1989, no derramamento de óleo do navio petroleiro Exxon Valdez, no mar do Alasca, foi usado um biossurfactante de P. aeruginosa com bons resultados, produto desenvolvido pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento do Campo de Provas de Aberdeen do Exército norte-americano em parceria com a Universidade de Illinois. Mas o produto desenvolvido com outra cepa não se tornou comercial porque ninguém conseguiu produzir em escala, em biorreatores de grande porte. Essa espécie de pseudomonas transforma naturalmente fontes de carbono, como o petróleo, do qual se alimentam, num detergente biodegradável. O desafio dos pesquisadores era fazer esses microrganismos produzirem o biossurfactante em escala industrial. Os estudos começaram por iniciativa das pesquisadoras Denise Freire, do Instituto de Química da UFRJ, e Lídia Santa Anna, da Petrobras.
Denise e o professor Cristiano Borges, do Programa de Engenharia Química, do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, orientaram a tese de doutorado de Frederico Kronemberger, desenvolvida entre 2002 e 2007, que teve como tema a viabilização da produção desses biossurfactantes em biorreatores. “Desenvolvemos um inovador sistema de oxigenação com o uso de membranas poliméricas”, conta Kronemberger. Até então o fornecimento de oxigênio nesses biorreatores – essencial para o crescimento das bactérias e para a produção dos biossurfactantes – era realizado por injeção de ar, o que inviabilizava a produção.
Apesar do avanço, a produção em biorreatores em escala de laboratório ainda não viabilizava a realização de testes de aplicação de biossurfactantes em campo. “Com a parceria e o financiamento da Petrobras, iniciamos o projeto para o desenvolvimento de uma unidade em escala piloto para a produção de biossurfactantes, com um biorreator de 200 litros”, diz Kronemberger. “Em julho de 2009, essa unidade foi inaugurada. Desde então são realizados testes de produção.” Os pesquisadores estão acumulando o material para repassar ao Cenpes, que se encarregará de fazer os testes no mar. O trabalho resultou em três artigos científicos e uma patente.
Microesferas de quitosana – As bactérias também são as principais fornecedoras de biossurfactantes em um projeto do Parque de Desenvolvimento Tecnológico (Padetec) da Universidade Federal do Ceará (UFC). A pesquisa, que contou também com pesquisadores das universidades federais de Pernambuco e da Bahia, desenvolveu, sob a coordenação da professora Vânia Melo, da UFC, microesferas de quitosana com células da bactéria Bacillus subtilis capazes também de absorver e se alimentar de petróleo. A quitosana, um polímero natural, é extraída principalmente do exoesqueleto (casca) e da cabeça do camarão rejeitados pela indústria de criação desses crustáceos. É um material já utilizado para absorver óleo, inclusive nos Estados Unidos. A inovação do grupo foi juntar a quitosana e a bactéria também usada para produzir biossurfactantes. A novidade fez o grupo ser um dos ganhadores do Prêmio Inventor 2009 da Petrobras. “Agora estamos desenvolvendo um equipamento para produzir essas microesferas de três milímetros de diâmetro”, diz o professor Afrânio Craveiro, diretor presidente do Padetec e um dos inventores das microesferas. O grupo quer agora gerar cerca de 300 quilos e, na forma de spray, realizar testes no mar e em lagoas. “Esse não é um produto para grandes áreas como o golfo do México, e sim para contaminações bem menores.” A empresa candidata para fazer esse produto é a Polymar, que foi incubada no Padetec e hoje fabrica quitosana para uso como suplemento alimentar. “A Polymar tem prioridade, mas já existem outras empresas interessadas”, diz Craveiro.
> Artigos científicos
1. Medeiros, M.A.; Sansiviero, M.T.C.; Araújo, M.H.; Lago, R.M. Modification of vermiculite by polymerization and carbonization of glycerol to produce highly efficient materials for oil removal. Applied Clay Science. v. 45, n. 4, p. 213-19. ago. 2009.
2. Kronemberger, F.A; Santa Anna, L.M. et al. Oxygen-controlled biosurfactant production in a bench scale bioreactor. Applied Biochemistry and Biotechnology. v. 147, p. 33-45. mar. 2008.
3. Barreto, R.V.G.; Hissa, D.C.; Paes, F.A.; Grangeiro, T.B.; Nascimento, R.F. ; Rebelo, L.M.; Craveiro, A.A.; Melo, V.M.M. New approach for petroleum hydrocarbon degradation using bacterial spores entrapped in chitosan beads. Bioresource Technology. v. 101, n. 7, p. 2.121-25. abr. 2009.

Novos produtos podem remover petróleo derramado no mar

TECNOLOGIA
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Entre esponjas e detergente
Evanildo da Silveira e Marcos de Oliveira
© MARK RALSTON/AFP
Derramamento de petróleo no golfo do México
O vazamento de petróleo no mar é um problema de países como o Brasil, que concentra grande parte da exploração de óleo em ambiente marinho e com tráfego de navios petroleiros entre os locais de exploração e os terminais marítimos. Por isso, não foi preciso nem a eclosão do maior acidente do gênero no golfo do México, iniciado em abril deste ano com a explosão e o afundamento de uma plataforma da British Petroleum (BP), que resultou no derramamento de mais de 4 milhões de barris de petróleo, contido completamente apenas em setembro, para que pesquisadores brasileiros aprofundassem os estudos sobre soluções para esse tipo de desastre ambiental. Pelo menos três grupos apresentaram recentemente resultados de pesquisas que poderão se transformar em breve em produtos para descontaminar o oceano. Eles trazem duas vantagens, a de serem biorremediadores – porque são menos tóxicos ao ambiente – e mais baratos que os produtos químicos utilizados atualmente. A primeira tecnologia é de um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) composto pelos professores Rochel Lago, Flávia Moura e Maria Helena Araújo. Eles desenvolveram um material capaz de absorver petróleo em acidentes na água ou em terra, denominado nanoesponja hidrofóbica, que repele a água e tem grande afinidade por compostos orgânicos, especialmente óleos.
O grupo foi sondado recentemente por uma empresa norte-americana interessada em utilizar o material no golfo do México. Mas ainda serão necessários alguns testes laboratoriais para que o produto possa ser testado no mar. A pesquisa iniciada em 2005 por Flávia e Lago levou ao desenvolvimento de um material macroscópico granular feito do mineral vermiculita com grânulos medindo entre três e cinco milímetros de diâmetro recobertos com uma camada nanoestruturada que confere ao material uma cor preta. Esse mineral já é utilizado há muitos anos, oferecido por várias empresas no mundo, inclusive no Brasil, para absorver óleo. O experimento do grupo da UFMG adiciona carbono e transforma esse mineral num material com melhor capacidade de absorção. “O carbono faz a vermiculita ter mais afinidade pelo óleo que pela água”, diz Maria Helena. O mineral isoladamente, de cor clara, quando aquecido adquire o aspecto de uma estrutura sanfonada e leve, parecida com uma esponja que flutua na água. O problema é que sem as nanoestruturas de carbono ele absorve mais água do que óleo. O que pesquisadores fizeram foi inverter essa característica com nanotecnologia.
Flávia explica que para produzir as nanoesponjas hidrofóbicas, a vermiculita, após ser esfoliada, é submetida a um processo de aquecimento controlado em um forno, com a introdução de uma fonte de carbono como etanol, gás natural ou mesmo glicerina, hoje um subproduto da fabricação do biodiesel. “Essas fontes decompõem-se na superfície da vermiculita, formando carbono de diferentes formas, como nanotubos, filamentos, grafite ou carbono amorfo”, explica. O processo altera as características da vermiculita. “Após a deposição do carbono, o mineral passa a absorver preferencialmente o óleo”, explica o doutorando Aluir Purceno, integrante do grupo. “A sua capacidade de absorção de até seis gramas de óleo por grama de material é superior à de outros produtos disponíveis no mercado.”
O produto tem mais vantagens. “O Brasil é um dos maiores produtores de vermiculita do mundo e, quando comparado a outros materiais, ela tem um custo muito baixo”, diz Purceno. O carbono usado para compor as nanoesponjas hidrofóbicas pode ser extraído de fontes abundantes e baratas como a glicerina.“Além de ser usado para remediar os derramamentos de óleo, consome parte da produção de glicerina, que poderá se tornar um problema ambiental nos próximos anos”, diz Miguel de Araújo Medeiros, professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT) que fez seu doutoramento no grupo.
As nanoesponjas de vermiculita fazem parte de uma plataforma tecnológica do grupo da UFMG que ganhou em setembro deste ano o primeiro lugar na etapa da América Latina da competição internacional Idea to Product (“da ideia ao produto”), promovida pela Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, e no Brasil organizada pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo. Os ganhadores vão participar da etapa mundial em novembro nos Estados Unidos. Eles tiveram como parceira a empresa mineira Verti Ecotecnologias, que tem como sócio o professor Lago e fez o estudo da viabilidade técnica e econômica do projeto. “Apresentamos uma plataforma tecnológica que, além da nanoesponja, é composta por um produto chamado nanoamphil contendo nanopartículas de vermiculita, núcleos de ferro e nanoestruturas de carbono. Ele atua como um desemulsificante, substância que separa o petróleo da água do mar nas plataformas de exploração. As nanopartículas misturadas no petróleo aderem às gotas de água. Quando aproximamos um ímã as nanopartículas magnéticas do nanoamphil são atraídas pelo campo do ímã provocando a união das gotas. Após poucos minutos ocorre a completa separação da água do petróleo”, diz Purceno.
A terceira tecnologia que compõe a plataforma é um produto que retira o enxofre do petróleo nas refinarias. O trabalho rendeu quatro artigos científicos e duas patentes. Os pesquisadores foram financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Por meio do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe) do Ministério da Ciência e Tecnologia, a empresa Vermiculita Isolantes Termoacústicos participou da elaboração das nanoesponjas de vermiculita. A empresa é uma produtora dessa argila e se interessou na parceria fornecendo o mineral e participando do processo de escalonamento da tecnologia, da passagem da produção em laboratório para a de maior escala.




À esquerda, vermiculita natural. Ao lado, com carbono
Detergente de bactéria – No segundo grupo, em vez de esponjas, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras, desenvolveram um detergente biodegradável produzido por uma bactéria para uso em derramamento de petróleo. Chamada de biossurfactante, essa substância reduz a tensão superficial da área fronteiriça entre água e óleo, facilitando a mistura desses líquidos e a posterior degradação do petróleo. O estudo começou em 1999, quando pesquisadores da empresa e da universidade isolaram uma cepa, a PA1, da bactéria Pseudomonas aeruginosa em águas residuárias da exploração petrolífera na Região Nordeste do país. Esse microrganismo já era conhecido por produzir biossurfactante do tipo ramnolipídeo, um detergente natural existente nos poços petrolíferos, e até testado em acidentes ambientais nos Estados Unidos. Em 1989, no derramamento de óleo do navio petroleiro Exxon Valdez, no mar do Alasca, foi usado um biossurfactante de P. aeruginosa com bons resultados, produto desenvolvido pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento do Campo de Provas de Aberdeen do Exército norte-americano em parceria com a Universidade de Illinois. Mas o produto desenvolvido com outra cepa não se tornou comercial porque ninguém conseguiu produzir em escala, em biorreatores de grande porte. Essa espécie de pseudomonas transforma naturalmente fontes de carbono, como o petróleo, do qual se alimentam, num detergente biodegradável. O desafio dos pesquisadores era fazer esses microrganismos produzirem o biossurfactante em escala industrial. Os estudos começaram por iniciativa das pesquisadoras Denise Freire, do Instituto de Química da UFRJ, e Lídia Santa Anna, da Petrobras.
Denise e o professor Cristiano Borges, do Programa de Engenharia Química, do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, orientaram a tese de doutorado de Frederico Kronemberger, desenvolvida entre 2002 e 2007, que teve como tema a viabilização da produção desses biossurfactantes em biorreatores. “Desenvolvemos um inovador sistema de oxigenação com o uso de membranas poliméricas”, conta Kronemberger. Até então o fornecimento de oxigênio nesses biorreatores – essencial para o crescimento das bactérias e para a produção dos biossurfactantes – era realizado por injeção de ar, o que inviabilizava a produção.
Apesar do avanço, a produção em biorreatores em escala de laboratório ainda não viabilizava a realização de testes de aplicação de biossurfactantes em campo. “Com a parceria e o financiamento da Petrobras, iniciamos o projeto para o desenvolvimento de uma unidade em escala piloto para a produção de biossurfactantes, com um biorreator de 200 litros”, diz Kronemberger. “Em julho de 2009, essa unidade foi inaugurada. Desde então são realizados testes de produção.” Os pesquisadores estão acumulando o material para repassar ao Cenpes, que se encarregará de fazer os testes no mar. O trabalho resultou em três artigos científicos e uma patente.
Microesferas de quitosana – As bactérias também são as principais fornecedoras de biossurfactantes em um projeto do Parque de Desenvolvimento Tecnológico (Padetec) da Universidade Federal do Ceará (UFC). A pesquisa, que contou também com pesquisadores das universidades federais de Pernambuco e da Bahia, desenvolveu, sob a coordenação da professora Vânia Melo, da UFC, microesferas de quitosana com células da bactéria Bacillus subtilis capazes também de absorver e se alimentar de petróleo. A quitosana, um polímero natural, é extraída principalmente do exoesqueleto (casca) e da cabeça do camarão rejeitados pela indústria de criação desses crustáceos. É um material já utilizado para absorver óleo, inclusive nos Estados Unidos. A inovação do grupo foi juntar a quitosana e a bactéria também usada para produzir biossurfactantes. A novidade fez o grupo ser um dos ganhadores do Prêmio Inventor 2009 da Petrobras. “Agora estamos desenvolvendo um equipamento para produzir essas microesferas de três milímetros de diâmetro”, diz o professor Afrânio Craveiro, diretor presidente do Padetec e um dos inventores das microesferas. O grupo quer agora gerar cerca de 300 quilos e, na forma de spray, realizar testes no mar e em lagoas. “Esse não é um produto para grandes áreas como o golfo do México, e sim para contaminações bem menores.” A empresa candidata para fazer esse produto é a Polymar, que foi incubada no Padetec e hoje fabrica quitosana para uso como suplemento alimentar. “A Polymar tem prioridade, mas já existem outras empresas interessadas”, diz Craveiro.
> Artigos científicos

1. Medeiros, M.A.; Sansiviero, M.T.C.; Araújo, M.H.; Lago, R.M. Modification of vermiculite by polymerization and carbonization of glycerol to produce highly efficient materials for oil removal. Applied Clay Science. v. 45, n. 4, p. 213-19. ago. 2009.
2. Kronemberger, F.A; Santa Anna, L.M. et al. Oxygen-controlled biosurfactant production in a bench scale bioreactor. Applied Biochemistry and Biotechnology. v. 147, p. 33-45. mar. 2008.
3. Barreto, R.V.G.; Hissa, D.C.; Paes, F.A.; Grangeiro, T.B.; Nascimento, R.F. ; Rebelo, L.M.; Craveiro, A.A.; Melo, V.M.M. New approach for petroleum hydrocarbon degradation using bacterial spores entrapped in chitosan beads. Bioresource Technology. v. 101, n. 7, p. 2.121-25. abr. 2009.


Anvisa orienta estabelecimentos de saúde sobre KPC


Saúde pública

Anvisa orienta estabelecimentos de saúde sobre KPC

Cultura de bactéria Klebsiella pneumoniae em uma placa de Petri
Cultura de bactéria Klebsiella pneumoniae em uma placa de Petri (Larry Mulvehill/Latinstock)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira uma nota técnica direcionada a hospitais, secretarias de saúde e comissões de controle de infecção hospitalar com diretrizes para identificação, prevenção e controle de infecções por microrganismos multirresistentes. De acordo com o documento, é necessário “enfatizar a importância da higienização das mãos para todos os profissionais de saúde, visitantes e acompanhantes”. Além disso, acrescenta que é preciso “reforçar a aplicação de precauções de contato”. As medidas são decorrentes do surto da superbactéria KPC.

Ainda segundo a nota da Anvisa, é recomendada a “implementação de medidas de precauções de contato para pacientes admitidos em hospitais brasileiros, oriundos de instituições hospitalares no exterior, ou que tenham sido recentemente hospitalizados no exterior”. Essa recomendação ocorre por conta dos recentes relatos de disseminação de outras superbactérias produtoras de carbapenemases em diversos países, como o tipo NDM, oriundo da Índia e do Paquistão, relatado em hospitais da Europa. 




Regras - Após reunião ocorrida na sexta-feira entre profissionais da Anvisa, Ministério da Saúde, microbiologistas e infectologistas, a agência deverá publicar nesta semana, no Diário Oficial da União, medidas obrigatórias sobre o uso do álcool gel nos estabelecimentos de saúde e novas regras sobre a venda de antibióticos em drogarias. Trinta dias após a publicação, que ocorrerá nesta terça, as farmácias serão obrigadas a exigir e reter uma cópia da receita médica na hora da venda.  No caso do álcool em gel, hospitais públicos e particulares terão 60 dias para cumprir a norma a partir da publicação da resolução, que deve ocorrer na próxima quarta. 





Mutação - A KPC (Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase) é uma mutação genética responsável por tornar a bactéria resistente aos principais grupos de antibióticos utilizados no tratamento de pacientes debilitados, por isso, ela é conhecida como multirresistente. Em geral, o corpo humano é habitado por milhares de bactérias, que nem sempre fazem mal à saúde. O uso indevido de antibióticos é responsável pelo fortalecimento e pela mutação de algumas bactérias, que se tornam imunes aos antibióticos.

domingo, 24 de outubro de 2010

UFRJ: Pesquisa sobre enzimas pode ajudar no controle de infecções por fungos e protozoários (Candida albicans e parapsllosis)



Estudo de enzimas pode ajudar no controle de infecções por fungos e protozoários
Cientistas ao redor do mundo procuram entender os processos de infecção que causam as mais variadas doenças, para que possam elaborar os tratamentos adequados. É o que faz o professor José Roberto Meyer Fernandes, do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM-UFRJ), que realiza pesquisas com protozoários parasitas e fungos patogênicos. Ele estuda ecto-enzimas, tipos de enzimas que são as primeiras moléculas dos organismos invasores a entrarem em contato com o hospedeiro. Recentemente, o professor analisou essas estruturas nos fungos Candida albicans e Candida parapsllosis, o que lhe rendeu duas publicações em periódicos internacionais.

As enzimas são, em sua maioria, biomoléculas proteicas que aceleram reações químicas dentro das células. Segundo José Roberto, ecto-enzimas são enzimas que expõem seus sítios catalíticos (locais onde ocorrem as reações químicas) para fora da célula de um organismo unicelular ou um tecido. O estudo de Candida albicans, fungos que podem causar infecções orais e vaginais, foi focado em um tipo de ecto-enzima, a ecto-fosfatase. "Nós temos trabalhado com a caracterização destas enzimas com os patógenos vivos, íntegros, nas condições de infecção", conta o professor.

Ele constatou que a Candida albicans isolada, quando obtida de pacientes HIV positivo, apresenta maior atividade da ecto-fosfatase. "Assim, o tratamento destes fungos com inibidores específicos desta enzima é eficaz contra a infecção", concluiu ele. O trabalho foi divulgado na Oral Diseases.

O grupo do professor também estudou outra ecto-enzima, a ecto-ATPase, em um fungo patogênico, a Candida parapsllosis, que acomete indivíduos imunocomprometidos, principalmente os infectados pelo HIV. A pesquisa originou um artigo publicado recentemente no FEMS Yeast Research, cujos resultados mostram que inibidores para essa enzima reduzem drasticamente a infecção de células epiteilais pela Candida parapsllosis.

O professor e seu grupo de alunos de doutorado, mestrado e iniciação científica propõem, desde 2001, que as ecto-enzimas são mecanismos que permitem a invasão do hospedeiro. Esta descoberta tem sido comprovada por outros pesquisadores em diversos países e já é assunto de várias revisões publicadas. "No caso das ecto-ATPases, nós temos evidências tanto em fungos, quanto em protozoários como a Leishmania, de que existe a participação delas no processo de resistência a drogas", revela o cientista.

Em um artigo publicado na Experimental Parasitology, em 2006, por exemplo, ele mostrou que a Leishmania amazonensis (agente causador da Leishmaniose cutânea) com maior atividade ecto-ATPásica infecta muito mais a célula hospedeira do que aqueles com menos atividade nesse sentido. O trabalho ainda apontou que o bloqueio desta enzima com anticorpos específicos diminui a infecção de macrófagos (células de grandes dimensões do tecido conjuntivo).

Fonte: Cília Monteiro / Olhar Vital-UFRJ

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Produtores rurais e usinas buscam alternativas para o combate a mosca do estábulo

A chegada da época das chuvas pode agravar um problema que atrapalha a pecuária, a mosca do estábulo. Com o objetivo de buscar soluções, principalmente através da prevenção de focos do inseto, a Federação da Agricultura e Pecuária (Famasul) e a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) procuraram a Embrapa para discutir técnicas que possam ajudar no combate a mosca, que pode causar perdas de 15 a 20% no peso dos animais de corte e diminuição de 40 a 60% no volume de leite produzido.

Um workshop sobre o problema reuniu pesquisadores, médicos veterinários, representantes dos produtores rurais e técnicos de usinas nesta quinta-feira, 23 de setembro, na Embrapa Gado de Corte em Campo Grande. O setor de bioenergia busca alternativas porque a mosca pode se desenvolver também nos resíduos orgânicos liberados pelas usinas. De acordo com o presidente da Comissão de Bioenergia da Famasul, Luiz Alberto Novaes, a solução está em envolver todos os interessados no fim do problema para que seja encontrada uma solução em conjunto. “Nossa ideia é resolver a questão. Pedimos a ajuda da Embrapa, pois é ela quem tem o conhecimento técnico para ajudar o campo”, aponta. 

Além das perdas de produtividade com os animais parasitados pela mosca do estábulo, esses insetos podem transmitir doenças como a brucelose e a tripanossomíase. O médico veterinário e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Fernando Paiva, explica que as moscas incomodam muito o animal, que passa a se mexer mais e a comer menos tentando se livrar do inseto, por isso ocorre a perda de peso. “A picada da mosca do estábulo é muito dolorida, e pode ainda causar feridas. Ela ataca principalmente as pernas e em uma tentativa de se ver livre do incômodo, o gado fica inquieto”, explica. 
A proximidade das usinas sucroalcooleiras com áreas de pecuária, oferece um ambiente mais propício ao desenvolvimento da mosca, mas segundo o professor Paiva, dá para conciliar as duas atividades sem prejuízo, principalmente porque segundo ele, o controle de focos do inseto é o responsável por 90% do sucesso no combate ao problema. O presidente da Biosul, Roberto Hollanda, ressaltou a importância de unir produtores rurais e as usinas para ações de prevenção. “Nós estamos aqui, em parceria com a Famasul, buscando alternativas. O apoio técnico da Embrapa oferece medidas que aplicadas trarão benefícios para as duas cadeias produtivas, a do boi e a da cana”, conclui.
Congresso de Parasitologia

Para tratar de outras parasitoses que prejudicam a pecuária, nos dias 11 a 14 de outubro acontece em Campo Grande o XVI Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Como apoiadora do evento, a Famasul sugeriu alguns temas importantes que serão tratados em palestras de interesse do setor produtivo. As palestras serão “Controle da mosca-dos-estábulos em áreas de cultivo de cana” e “Medidas de controle para a cisticercose bovina”, que serão realizadas durante o Congresso no auditório da Famasul. Realizado pelo Colégio Brasileiro de Parasitologia Veterinária, o evento traz uma programação que inclui diversas atividades como mesas redondas, painéis com a participação de especialistas reconhecidos internacionalmente e a apresentação de trabalhos que representem o atual estado da parasitologia animal no Brasil. Mais informações através do site www.cbpv.org.br e pelo telefone (67) 3301 8915.

Fonte: Folha de Dourados

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cães de rua atacam e matam 11 das 12 emas do Zoo Safári de SP



Casal de emas brancas que foi levado para o Zoo Safári em 2003. De um total de 12 aves, 11 foram atacadas e mortas por cães.


Agências - 23/9/2010 - 20h30
A segurança externa e a vigilância noturna no Zoo Safári (o antigo Simba Safári) foram reforçadas para evitar novos ataques como o ocorrido na madrugada do último domingo, quando cães de rua invadiram o parque, atacaram e mataram 11 das 12 emas que lá viviam. O anúncio do reforço na segurança, que incluiu a construção de um muro ao longo do perímetro do parque, foi feito ontem pela Fundação Parque Zoológico de São Paulo.
A entidade informou ainda não sabe por onde entraram os cães, mas descartou outra causa para as mortes das aves. Em nota, informou que três cães de rua foram reconhecidos e identificados na vizinhança, mas "o número real não é conhecido".
O ataque foi percebido quando funcionários que faziam a ronda noturna na área viram as emas já feridas e três cachorros. Um dos cães chegou a correr na direção de um dos funcionários, que conseguiu escapar. “Eles são asselvajados, formam uma matilha. Não temos uma resposta do porquê do ataque. As emas são sensíveis ao estresse, os cães provavelmente as cercaram e elas não conseguiram se defender”, disse o veterinário Rodrigo Lopez, chefe do departamento técnico e da divisão veterinária da fundação.
Na segunda-feira, a fundação acionou o Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) da Prefeitura de São Paulo para fazer a captura dos cães identificados pelos funcionários. Um deles foi capturado anteontem. Os outros dois ainda não foram encontrados.
Do total de emas atacadas, nove morreram e duas foram sacrificadas devido aos ferimentos. "As lesões encontradas consistiram em lacerações e perfurações por mordidas principalmente na região posterior, ocasionando laceração de musculatura, fraturas ósseas em costelas, perfuração pulmonar, luxação de articulações, rompimento de ligamentos e trauma e fratura craniana. Alguns dos animais tiveram parte de suas carcaças devoradas", informou a Fundação Parque Zoológico.
Apenas uma ema sobreviveu. Ela passa por cuidados dos veterinários e está estável. A Polícia Civil investiga o caso. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, um representante do parque esteve no 83º DP (Parque Bristol) e relatou o ataque.
Cães  – Segundo a Fundação Parque Zoológico, os cães invadiram o Zoo Safári durante a madrugada de domingo e permaneceram no território das emas até serem flagrados por funcionários, pela manhã, quando fugiram. Na segunda-feira, foi solicitada ajuda do Centro de Controle de Zoonoses para a captura dos animais, e um deles foi localizado na quarta, quando tentava se aproximar da entrada do Zoo Safári, informou a Fundação Parque Zoológico.
Envenenamento – Há seis anos também foi registrada uma onda de mortes de animais dentro da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. A primeira leva de mortes vitimou 73 animais, incluindo um elefante. Na segunda leva, foram cerca de 30 mortes, mas neste último caso a principal suspeita era de uma doença transmitida por ratos. As análises feitas nas vísceras dos animais detectou que a maioria foi morta por envenenamento. Entre os animais mortos estavam porcos-espinhos e chimpanzés, além de outros que figuravam na lista de espécies em extinção.

Para evitar novos ataques como o de domingo passado, um muro está sendo construído em torno do parque.

Enviado por Milena Câmara