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sexta-feira, 6 de maio de 2011

11ª. Expoepi 2011 será realizada em novembro



A 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (11ª Expoepi) já tem datas marcadas: será de 1º a 3 de novembro próximo, em Brasília.
 Nesta sua 11ª edição, a Expoepi contará com dez áreas para a Mostra Competitiva. As nove primeiras áreas e seus temas estão abertos aos serviços de saúde do SUS que desenvolveram ações nas áreas de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos em âmbitos municipal, estadual e no Distrito Federal, nos anos de 2009 e 2010.
 A área 10 é destinada aos profissionais do SUS que concluíram, no decorrer dos anos de 2009 e 2010, cursos de pós-graduação – especializações, mestrados ou doutorados – na área de saúde coletiva ou afins -, oferecidos por instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).
 Promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, a Expoepi foi criada em 2001, sendo seu principal objetivo difundir os serviços de saúde dos SUS que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades relevantes para a saúde pública (Artigo 2º da Portaria Nº 21, de 18 de maio de 2006).
 Além da mostra competitiva, na Expoepi são promovidos, por meio de painéis e mesa redonda, debates de cunho técnico-científico relevantes para a vigilância em saúde.
 Segue a relação das áreas e temas priorizados para a 11ª Expoepi:

Área I : Saúde ambiental e do trabalhador


Temas:



a)
Vigilância da qualidade da água para a prevenção e controle de doenças de veiculação hídrica; ou


b)
Vigilância em saúde do trabalhador.

Área II: Integração das ações de vigilância, prevenção e controle das doenças e agravos com os serviços de saúde


Temas:



a)
Integração com a atenção básica; ou


b)
Integração com a rede hospitalar. 
Área III: DST/AIDS e Hepatites Virais


Temas:



a)
Eliminação da sífilis congênita como problema de saúde pública; ou


b)
Redução da transmissão do HIV; ou


c)
Redução da transmissão das hepatites virais. 
Área IV: Controle da dengue


Tema:



a)
Vigilância, prevenção e controle da dengue com ênfase no trabalho de campo ou na redução da letalidade da doença. 
Área V: Aperfeiçoamento da cobertura e qualidade dos sistemas de informação


Temas:



a)
Sistema de informação sobre mortalidade (SIM); ou


b)
Sistema de informação de nascidos vivos (SINASC); ou


c)
Sistema de informação de agravos de notificação (SINAN); ou


d)
Vigilância de óbitos fetais, infantis ou maternos. 
Área VI: Agravos e doenças não transmissíveis e Promoção da Saúde


Temas:



a)
Vigilância dos fatores de risco dos agravos e doenças não transmissíveis; ou


b)
Implementação de ações de promoção da saúde. 
Área VII: Tuberculose, Hanseníase e Doenças negligenciadas


Temas:



a)
Controle da Tuberculose; ou


b)
Eliminação da hanseníase como problema de saúde pública; ou


c)
Vigilância, prevenção e controle de doenças negligenciadas, com ênfase em esquistossomose, geohelmintíases, tracoma, filariose e oncocercose. 
Área VIII: Eliminação e Controle das doenças imunopreviníveis


Temas:



a)
Melhoria das coberturas vacinais;


b)
Estratégias de eliminação e controle das doenças imunopreviníveis. 
Área IX: Investigações de surtos conduzidas pelas esferas estadual ou municipal do SUS – Prêmio Carlos Chagas




Área X: Produção técnico-científica por parte de profissionais do Sistema Único de Saúde que contribuem para o aprimoramento das ações de Vigilância em Saúde, em três categorias:


a)
Monografia de especialização; ou


b)
Dissertação de mestrado; ou


c)
Tese de doutorado.









O Edital da 11ª Expoepi será divulgado em breve, através do endereço eletrônico www.saude.gov.br/svs. Vale ressaltar que as inscrições serão realizadas apenas pela internet. Outras informações pelos telefones (61) 3213- 8391/8392/8397.
 Enviado por e-mail por Jonas Brant

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Prêmio Fundação Bunge 2011: DEFESA SANITÁRIA ANIMAL E VEGETAL


Prêmio Fundação Bunge 2011


DEFESA SANITÁRIA ANIMAL E VEGETAL

A história da agricultura e da pecuária no mundo é uma história de luta. Desde quando aprendeu a cultivar alimentos e domesticar animais, há mais de 10 mil anos, o homem vem desenvolvendo técnicas cada vez mais evoluídas para fazer frente a pragas e doenças em suas lavouras e rebanhos – ameaças à produtividade e à saúde humana que, infelizmente, também evoluem.
A sobrevivência da nossa espécie até hoje, portanto, é a prova de que, nessa luta permanente, ainda somos os vencedores.
A Defesa Sanitária Animal e Vegetal é um dos campos científicos que mais têm contribuído para isso. Para cada epidemia de febre aftosa em rebanhos, para cada surto de ferrugem em culturas agrícolas, para cada suspeita de que os insumos utilizados em lavouras e criações trazem efeitos nocivos ao ser humano; para cada novo obstáculo, enfim, a ciência entra em campo com novos estudos, novas vacinas, novas variedades de plantas, novas recomendações de prevenção e contenção de doenças.

IMPORTÂNCIA PARA A ECONOMIA

No Brasil, um dos maiores exportadores de alimentos do planeta, a Defesa Sanitária Animal e Vegetal tem uma história para se orgulhar. O que significa dizer: uma história de crises superadas.
Foi assim no final dos anos 1930 e durante os anos 1940, quando os laranjais paulistas foram acometidos pelo vírus da Tristeza dos Citros. A doença atacava as laranjeiras através dos porta-enxertos – suportes para a planta obtidos de uma variedade imprópria para o consumo, porém mais resistente. E até que se descobrisse a natureza virótica da Tristeza e se substituísse a laranja-azeda pelo limão-cravo como porta-enxerto, quase 90% das lavouras de São Paulo foram destruídas, em mais de uma década de pesquisas que, ao final, resultaram vitoriosas.
Hoje, o Brasil é o principal exportador mundial de suco de laranja.
Foi assim, também, em 2005, quando um foco de febre aftosa foi identificado no Mato Grosso do Sul, principal produtor de bois do País. Mais de 50 países pararam de importar a carne brasileira, até que a vacinação e medidas sanitárias mais rigorosas tranquilizassem o mundo novamente.
Hoje, 30% da carne bovina exportada no mundo é brasileira.
Exemplos como esses explicam como a Defesa Sanitária Animal e Vegetal contribui para a produtividade agropecuária brasileira, que desde 2003 tem crescido a taxas anuais de 5,8%, conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2010).

IMPORTÂNCIA PARA A SAÚDE HUMANA

Mas, se aumentar a produtividade agropecuária é um dos objetivos a que se propõe a Defesa Sanitária Animal e Vegetal, outro de igual importância é o cuidado com saúde humana. No mundo inteiro, cada vez mais a ciência vem se debruçando sobre possíveis efeitos nocivos dos insumos agropecuários – como defensivos agrícolas, hormônios e antibióticos veterinários – na saúde do homem, sem falar nos impactos ambientais dos mesmos.
“Um dos desafios dessa ciência consiste na legitimação dos produtos utilizados”, diz Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. “É preciso a articulação de órgãos como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), em parceria com o Ministério, para termos o equilíbrio entre a produtividade e a saúde humana.”
E esse é um desafio que vai além das fronteiras de um país. A própria OMC (Organização Mundial do Comércio) tem marcos regulatórios para a questão. O Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC estabelece normas específicas relacionadas à segurança alimentar e à sanidade animal e vegetal, mas, para além dessas regras básicas, os países são livres para estabelecer níveis de proteção ainda mais rigorosos. Um fator que, diante de uma economia globalizada, pode influenciar decisivamente a economia de um país exportador, o que torna ainda mais estratégico o desenvolvimento da pesquisa e das tecnologias de Defesa Sanitária Animal e Vegetal no Brasil.

O PAPEL DA CIÊNCIA E O PAPEL DA POLÍTICA

“O nível da pesquisa no Brasil está up to date com o mundo contemporâneo, o suficiente para contribuir para o crescimento espantoso do agronegócio brasileiro”, diz Roberto Rodrigues.
O maior desafio, segundo o ex-ministro, é fazer a pesquisa chegar ao produtor, bem como aplicar os programas de defesa sanitária. “O País é grande e o Ministério tem de trabalhar em convênio com os estados. Mas a definição das prioridades políticas de cada um é difícil e pode trazer problemas. Se determinado estado não vacinar contra febre aftosa, por exemplo, isso pode prejudicar os demais.”
Para Rodrigues, o papel da ciência é “criar mecanismos de prevenção de doenças e pragas, desenvolver tecnologias, variedades resistentes, produtos veterinários e agrícolas que não deixem resíduos nocivos”. Cabe aos governos, porém, sistematizar a informação produzida e regular sua aplicação nas lavouras e pastagens, para que o Brasil continue à frente de uma luta da qual depende a sobrevivência de um estado, de um país e de toda a humanidade.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Lógica da redação científica


Lógica da redação científica
Novo livro de Gilson Volpato, da Unesp, reúne dicas práticas para que artigos tenham base na lógica da ciência e não em regras estabelecidas pelo costume

9/2/2011
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Escrever um artigo, o chamado paper, é uma etapa importante do processo de produção da ciência. Desse ponto de vista, a lógica e a metodologia são tão imprescindíveis para a redação científica como para a própria pesquisa. Essa é a ideia que sustenta as propostas do livro Método lógico para redação científica, de Gilson Volpato, lançado no fim de janeiro.
Convicto de que a redação científica deve se pautar pela lógica da pesquisa e não por costumes acadêmicos, Volpato, que é professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), sistematizou na publicação o conhecimento acumulado ao longo de mais de 25 anos de dedicação ao tema.
“A proposta de um método lógico pressupõe que exista um ‘método ilógico’. Isso pode parecer inusitado, mas foi o que constatei a partir da experiência com a pesquisa e o ensino da redação científica. Todas as decisões do autor de um artigo devem ser produto da lógica científica e não de pequenas regras extraídas dos costumes, que reproduzem e perpetuam equívocos conceituais”, disse àAgência FAPESP.
Volpato, que há anos apresenta cursos sobre redação científica em todo o país, publicou sete livros sobre o assunto, incluindo Bases teóricas da redação científica ... por que seu artigo foi negado, Pérolas da redação científica (2010) e Dicas para redação científica (2010).
“Ao escrever sobre o assunto, ao longo do tempo percebi que havia chegado a um método lógico para a redação científica e decidi sistematizar essas ideias de forma que elas se tornassem uma espécie de manual prático para a redação científica. O livro é um resultado dessa visão de conjunto sobre minha trajetória”, contou.
O livro é voltado para interessados de todos os patamares da produção de artigos, desde iniciação científica até a pesquisa internacional de alto nível. “A proposta se aplica a todo tipo de ciência empírica, isto é, aquela cuja conclusão exige evidências. Portanto, não se aplica tanto à filosofia, mas serve para praticamente todas as áreas”, disse.
A própria forma de apresentação segue uma organização lógica coerente com os objetivos. O livro tem 147 pranchas nas páginas da direita, que são brevemente explicadas nas páginas da esquerda. “Ao seguir essa sequência, o leitor aprende a base da ciência e como revertê-la em um artigo científico internacional”, disse.
“Procurei mostrar como usar a lógica não apenas na concepção e execução da pesquisa, mas também na produção do artigo, desde o título e a introdução, até o uso de gráficos e conclusões. A proposta é que o autor busque a lógica científica quando tiver uma dúvida de redação. A lógica da ciência vem em primeiro lugar e, em seguida, vêm os atributos de comunicação do artigo”, disse.
O livro apresenta também algumas novidades teóricas, como a definição de revista científica internacional e uma classificação dos periódicos com base no método lógico.
“Não basta que uma revista seja publicada em língua inglesa para que se caracterize como revista internacional. Ela precisa ter necessariamente dois atributos: deve publicar artigos de pesquisadores de várias nacionalidades e ser citada em vários países”, explicou.
As revistas científicas, segundo o método de Volpato, dividem-se em quatro níveis. O primeiro corresponde às revistas de baixo impacto, que são conhecidas apenas dentro dos institutos onde são publicadas. O segundo nível abrange as revistas que têm mais impacto, mas não se encaixam na definição de revistas internacionais, limitando-se à sua região.
“Os outros são os das revistas internacionais. O terceiro corresponde às revistas que são conhecidas em sua área. Uma revista sobre biologia dos peixes, por exemplo, que pode ter excelente nível e ser muito conhecida, mas apenas entre os que trabalham com peixes. O quarto nível é o das revistas que extrapolam especialidades, seja por abarcar todas elas ou por ter um impacto tão alto que extrapola sua área”, disse.
As revistas do quarto nível, segundo Volpato, se caracterizam por ter preocupação não apenas com a qualidade científica do artigo, mas também com a qualidade da comunicação.
“As revistas do terceiro nível se preocupam com a robustez científica do conteúdo, mas são ingênuas do ponto de vista da comunicação. Atraem os especialistas, mas têm um texto bastante feio e desagradável. No entanto, essas revistas estão começando a importar conceitos de comunicação do nível mais alto. Os cientistas devem ficar atentos a essa transformação”, afirmou. 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

INFORMATIVO ONLINE - CRMV/RS

INFORMATIVO ONLINE Nº 439
SEMANA 27/11/2010 a  03/12/2010
Na próxima terça-feira (07), às 22h, na TVE, o Mundo em Sintonia irá abordar a leptospirose e a relação dos proprietários com seus cães. O programa de TV é realizado pelo CRMV-RS, com o apoio do Fundesa. A atração é reapresentada aos domingos, às 14h.

FÉRIAS COLETIVAS
O CRMV-RS terá férias coletivas no período de 22 a 31/12, retomando o atendimento na sede e nas secretarias regionais às 8h de 3 de janeiro de 2011.

RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Seminário reúne 76 participantes em Santa Maria
O CRMV-RS realizou na sexta-feira (26), mais uma edição do Seminário de Responsabilidade Técnica – Módulo Básico, em Santa Maria, com a participação de 76 pessoas, entre profissionais e estudantes. A atividade de qualificação profissional e educação continuada contou com palestras sobre ética, marketing profissional, perspectivas do mercado de trabalho, campos de atuação da Medicina Veterinária e Responsabilidade Técnica. Foram recolhidos 34 quilos de alimentos e 14 quilos de ração, doados a entidades do município.

ANUIDADE
Carnês são enviados para os profissionais inscritos no CRMV-RS
Os carnês para pagamento da anuidade 2011 já foram enviados para os médicos-veterinários, zootecnistas e empresas inscritos no CRMV-RS. O pagamento integral da anuidade pessoa física até 31 de janeiro tem desconto de 10%. Os profissionais também podem optar pelo pagamento parcelado, sem o desconto, com vencimento no final dos meses de janeiro, fevereiro e março, ou integralmente, em 31 de março. Os profissionais e empresas que não receberem seu carnê nos próximos dias devem entrar em contato com o CRMV-RS.

MEDICAMENTOS
CRMV-RS cria comissão para tratar do receituário médico-veterinário
O CRMV-RS, em sua última Sessão Plenária, realizada na segunda-feira (29), aprovou a criação da Comissão Pró-Receituário Médico-Veterinário. O grupo, formado por médicos-veterinários professores de farmacologia, dará atenção especialmente ao uso indiscriminado de antibióticos e outros produtos químicos que deixam resíduos nos alimentos de origem animal, em defesa da saúde pública e dos animais. Além disso, a Comissão terá o apoio de uma série de consultores ad hoc dos cursos de Medicina Veterinária do estado e de outros profissionais que estejam envolvidos com a utilização e o estudo de produtos veterinários. O convite fica aberto a todo profissional que desejar colaborar com o Conselho, trazendo seu conhecimento e experiência sobre esse assunto complexo.

BOVINOCULTURA I
ABHB encerra atividades do ano e realiza entrega de prêmios
A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), presidida pelo produtor rural Fernando Lopa, celebrou o encerramento das atividades deste ano na quinta-feira (02). No ato, foram entregues prêmios e reconhecimentos à imprensa e a criadores que se destacaram em 2010. Compareceram inúmeras autoridades do Rio Grande do Sul, além da presença do governador eleito de Santa Catarina e uma delegação do Uruguai. Na entrega de prêmios, o CRMV-RS esteve representado por seu presidente e vice-presidente.

BOVINOCULTURA II
ABA inaugura nova sede no centro de Porto Alegre
A Associação Brasileira de Angus (ABA), presidida pelo engenheiro agrônomo e pecuarista Joaquim Francisco de Assumpção Mello, inaugurou sua nova sede no centro de Porto Alegre na quarta-feira (01), obtida graças a cotização de recursos de sócios e empresas. A sede, além do conforto que oferece ao trabalho da Associação, permite observar uma vista panorâmica sobre o Rio Guaíba e suas ilhas, o que torna o ambiente bastante acolhedor e agradável para o trabalho. O CRMV-RS esteve na inauguração representado pelo seu presidente.

RAIVA
Ministério da Agricultura publica nota técnica com orientações sobre vacina
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou uma nota técnica relatando os procedimentos adotados para averiguar as ocorrências relacionadas ao uso da vacina Rai-Pet no país. O documento apresenta resultados de testes realizados e as medidas tomadas. A nota técnica também informa qual o destino que estados e municípios devem dar às doses e como irá ocorrer a substituição (clique aqui para ler a nota técnica).

LAZER
Fundação Cavalgada do Mar detalha novidades para a edição de 2011
Na Sessão Plenária nº 506 do CRMV-RS, na segunda-feira (29), aberta ao público, o médico-veterinário Alexandre Monteverde, responsável técnico da Fundação Cultural Cavalgada do Mar, ministrou palestra sobre os procedimentos técnicos para realização da Cavalgada do Mar 2011. Acompanhavam o médico-veterinário, o vice-presidente da entidade, Sérgio Paulo Hoffmann Porto, o 1º tesoureiro, Anderson Batista Urbim. Participaram também os presidentes da Academia Rio-Grandense de Medicina Veterinária e da Sociedade de Veterinária. Na exposição e nos debates foram ressaltados os principais objetivos: divulgar a cultura gaúcha; estimular o turismo equestre; fomentar alternativas de lazer; estimular o comércio de animais e insumos etc. Foram destacadas preocupações com bem-estar, normas de segurança e, naturalmente, com a preparação atlética e saúde do cavalo. Para assegurar esses objetivos serão contratados médicos-veterinários para o evento. A visão dos veranistas a respeito da cavalgada, já que deverá acontecer no mês de janeiro, foi bastante discutida entre conselheiros e convidados. A cavalgada deve reunir 3 mil participantes.

LITERATURA
Huldo Cony lança livro com colunas publicadas no Correio do Povo
O professor e acadêmico Huldo Cabral Cony lança na próxima sexta-feira (10) o livro Consultório Veterinário, compilação de artigos publicados ao longo de 20 anos no jornal Correio do Povo Rural. O lançamento é uma promoção da Academia Riograndense de Medicina Veterinária e está marcado para às 10h30, no auditório Adriana Pereira Druck, na sede do CRMV-RS. Em seguida haverá um almoço por adesão. Informações podem ser obtidas pelo e-mailacademiamedvet.rs@gmail.com e telefone 51 3344 8210.

AFTOSA
Mapa autoriza prorrogação da vacinação em cinco estados
A campanha de vacinação contra a febre aftosa foi prorrogada no Amazonas, Mato Grosso e em quatro municípios do Acre até 15 de dezembro. No Mato Grosso do Sul, o prazo foi estendido até 25 de dezembro na zona de alta vigilância. No Rio Grande Sul, a campanha teve autorização para seguir até o dia 10 apenas em municípios que enfrentaram atrasos na logística de disponibilidade de vacinas. “As vacinas chegaram depois da metade da campanha em alguns municípios. E essa é uma área que concentra grande número de pequenas propriedades”, informa o chefe do Serviço de Saúde Animal no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini. A campanha deveria ter terminado no dia 30.

REENCONTRO
Formandos de 1970 da UFRGS reúnem-se em almoço
No dia 23 de novembro, reuniram-se os médicos-veterinários da turma ATMV-70 da Faculdade de Veterinária da UFRGS. O evento, de iniciativa de Carlos Quintana da Rosa, ocorreu na Sociedade Libanesa, em Porto Alegre, e teve a presença de 26 dos 47 formandos alguns dos quais não se viam desde a data da formatura. Um pouco vacilantes até o reconhecimento recíproco, a lembrança dos tempos de estudantes universitários, dos almoços no RU e da Casa do Estudante acabou por provocar uma animada confraternização. Além dos porto-alegrenses, estiveram presentes profissionais que vivem no interior do estado, Santa Catarina, Paraná, Brasília e Rio de Janeiro. O comendador e acadêmico honorário da Academia Riograndense de Medicina Veterinária (Arimeve), professor Cláudio Martins Real, e o acadêmico e professor Huldo Cony, respectivamente paraninfo e professor homenageado da turma de formandos, prestigiaram o evento. A expectativa manifestada pelos presentes é que os encontros sejam mais frequentes, se possível a cada ano.

NATUREZA
Casal de graxaim-do-campo recebe atendimento especializado

Dentro da campanha lançada pelo CRMV-RS para coletar relatos sobre a fauna gaúcha, publicamos nesta semana a contribuição do médico-veterinário Edson Luiz Salomão, de Cachoeira do Sul.

“Envio a foto de um casal de graxaim-do-campo (Pseudalopex gymnocercus) que foram encaminhados pela Patrulha Ambiental de Cachoeira do Sul até minha clinica. O macho tinha fratura de fêmur e a fêmea apresentava uma fratura de úmero e um dente quebrado. Foram agredidos por caçadores no interior de Cachoeira do Sul e um cidadão os encontrou agonizando. Foi feito soro endovenoso, raio-x e cirurgia para redução das fraturas. Após retirados os pinos, os animais foram devolvidos à natureza. Tivemos o cuidado de evitar ao máximo o contato com humanos e a alimentação foi o mais natural possível, com pássaros, ratos, vísceras e frutas para terem mais chances de sobreviver. Ficaram muito bem após o tratamento.”

Participe também deste espaço. Envie sua contribuição com relatos sobre a observação de animais de vida livre em nosso estado, juntamente com uma fotografia, para o e-mail ouvidoria@crmvrs.gov.br.

OUVIDORIA RESPONDE
Qual é uma das principais responsabilidades do médico-veterinário em relação a sua profissão?
O presidente do CRMV-RS, Air Fagundes, responde:
“Pela Resolução Nº 722 do CFMV, de 16/08/2002 (publicado no DOU em 16/12/2002), e que aprovou o atual Código de Ética do Médico Veterinário, dividido em 27 capítulos e com 50 artigos, de acordo com  o art. 6º (Capítulo II) - Dos Deveres Profissionais, é de "combater o exercício ilegal da Medicina Veterinária denunciando toda violação às funções específicas que ela compreende, de acordo com o art. 5º da Lei nº 5.517/68, que trata da competência privativa do médico-veterinário. Portanto, essa é uma responsabilidade de todos e, caso deixe de denunciar, estará cometendo grave falta ética.”

ENTREVISTA: Renato Kreimeier
Jovens precisam de alternativas de produção para permanecer no campo
Assistência técnica, programas de incentivo, remuneração justa pela produção e investimentos com excelentes perspectivas de futuro foram observadas em estudo feito pelo especialista em gestão de cooperativas Renato Kreimeier como razões que ajudam a manter os jovens no meio rural. O crescimento da participação de associados jovens no quadro social da Cooperativa Languiru foi seu objeto de estudo. Assim, o trabalho identificou as razões do aumento da participação de associados jovens no quadro social da organização, como mostra o especialista.

Como surgiu a ideia de desenvolver este projeto?
O projeto surgiu a partir do momento que observamos que muitos jovens estavam se associando à cooperativa. Nesse contexto surgiu a ideia de estudar o motivo pelo qual os jovens estavam voltando às propriedades rurais ou ficando na propriedade do pai para trabalhar na atividade do agronegócio, no leite, no frango e no suíno. Diante disso, fizemos a pesquisa e comprovamos com dados que os filhos dos produtores estavam ficando na atividade junto com a família. Não temos êxodo rural na Cooperativa Languiru, em 20 municípios de atuação e mais de 4 mil associados.

Na sua opinião, por qual motivo os jovens saem das propriedades rurais contribuindo com o êxodo rural?
O produtor precisa de uma alternativa viável para a produção, que ele tenha uma renda fixa garantida e, de preferência, mensal. Se ele trabalha numa indústria ele tem um uma renda mensal. O leite, que é objeto dessa pesquisa, propicia que o produtor tenha uma receita mensal, semelhante a um salário. O frango e o suíno também proporcionam ganho fixo, diferentemente do grão. Para o jovem ficar no campo, ele precisa de alternativas de produção que garantam receita. Hoje temos muitos bons exemplos de cooperativas e empresas privadas que atraem os jovens com alternativas de produção, para que ele tenha renda. Isso é um processo que está crescendo nos últimos tempos.

CURSOS E EVENTOS

Residência em Clínica e Cirurgia de Equinos (seleção de veterinários recém formados), em Porto Alegre (RS). Informações: 51 3241 7925 ou henrique@pampacomercial.com.br.

Processo seletivo de residência médica-veterinária da Ulbra: Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, Clínica de Grandes Animais e Reprodução, Diagnóstico por Imagem e Doenças Infecciosas e Parasitárias. Inscrições e informações: www.ulbra.br, no link Especialização/Presencial.

Clínica Médica de animais de companhia – Curso de Férias, com data a confirmar, em Porto Alegre e Santa Maria (RS). Informações: 0800 725 63 00 ou www.qualittas.com.br.

Curso de atualização em eletrocardiograma em pequenos animais – inscrições até 06/12. Informações:www.equalis.com.br.

I Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental, de 06 a 10/12, em Belém (PA). Informações: www.iec.pa.gov.br.

VIII Encontro Cepan – A produção voltada para o mercado, dia 08/12, em Porto Alegre (RS). Informações: 51 3308 6586 ou www.ufrgs.br/cepan.

Curso Manejo de Felinos Selvagens, dias 11 e 12/12, no Rio de Janeiro. Informações:http://www.sollarisambiental.com.br/ver-cursos-eventos/11.

Curso de Cirurgias de tecidos moles em pequenos animais, de 16 a 18/12, em Viçosa (MG). Informações: 31 3899 8300 ou www.cptcursospresenciais.com.br.

Curso Prático de Cirurgia em Animais de Produção, de 17 a 19/12, em Presidente Bernardes (SP). Informações: 18 9774 1122 ou www.ctveterinario.com.br.

Primeiros socorros em bovinos, de 17 a 19/01/2011, em Tapes (RS). Informações: 53 9115 0167 oupmahfuz@gmail.com.

Curso de Inseminação Artificial em ovinos, de 18 a 20/12, em Viçosa (MG). Informações: 31 3899 8300 ouwww.cptcursospresenciais.com.br.

Curso de emergências e prontoatendimento em pequenos animais, de 19 a 21/12, em Viçosa (MG). Informações: 31 3899 8300 ou www.cptcursospresenciais.com.br.

Dermatologia, Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais; Clínica Médica e Cirúrgica de felinos; Higiene e Inspeção em Produtos de Origem Animal; Vigilância Sanitária e Controle dos Alimentos; Manejo Produtivo de Bovinos; Clínica Médica, Cirúrgica e Reprodução de Bovinos - inscrições abertas. Cursos de 21/01/11 a 30/07/2012. Informações: 19 3797 6300 ou www.qualittas.com.br.

Curso de Especialização – Treinamento em Serviço em Medicina Veterinária (UFPR) – incrições abertas até 28/01/2011. Informações: 41 3350 5663 ou www.treinamentoveterinaria.webs.com.

32º Congresso Brasileiro da Anclivepa, de 27 a 30/04/2011, em Gioânia (GO). Informações: 62 3565 4608 ousecretaria@anclivepa2011.com.br.

Avesui 2011, de 17 a 19/05/2011, em Florianópolis (SC). Informações: 11 2118 3133 ou avesui@gessulli.com.br.

Zootec 2011, de 23 a 27/05/2011, em Maceió (AL). Informações: 82 3315 3922 ou www.zootec.com.br.

VIII Simpósio de bovinocultura de leite do alto uruguai e II Fórum nacional de lácteos, dias 28 e 29/06/2011, em Erechim (RS). Informações: 54 3321 5445 ou 9982 4991.



CONCURSOS


Medicina Veterinária e Zootecnia
Pará
Universidade Federal do Pará – inscrições até 27/12 (classe de adjunto), 04/02 (classe de assistente) e 05/03 (classe de auxiliar. Informações http://www.ceps.ufpa.br.


EXPEDIENTE

O Informativo Online é uma publicação semanal do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), distribuído por e-mail a usuários cadastrados. As edições anteriores estão disponíveis no site www.crmvrs.gov.br.

Jornalista responsável: Leandro Brixius (MTb/RS 9468)
Colaboração: acadêmica de jornalismo Hosana Aprato
Formatação web: Carlos André Santiago
Foto: Divulgação, Horst Knak/Agência Ciranda e Ivan de Andrade/Seappa