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quinta-feira, 3 de março de 2011

Sexta extinção em massa


Sexta extinção em massa
Cientistas apontam que taxa de extinção de espécies tem aumentado e que conservação é fundamental para que o homem não seja responsável por uma nova extinção em massa vivida pelo planeta



3/3/2011
Agência FAPESP – Estima-se que cerca de 4 bilhões de espécies tenham vivido na Terra. Desse total que evoluiu no planeta nos últimos 3,5 bilhões de anos, nada menos do que 99% deixaram de existir.
O número pode impressionar, mas não envolve nada anormal e demonstra como a extinção de espécies é algo comum e equilibrado pela própria especiação, o processo evolutivo pelo qual as espécies se formam. Eventualmente, esse balanço deixa de existir quando as taxas de extinção se elevam. Em alguns momentos, cinco para ser exato, as taxas são tão altas que o episódio se caracteriza como uma extinção em massa.
Após as extinções em massa nos períodos Ordoviciano, Devoniano, Permiano, Triássico e Cretáceo – quando os dinossauros, entre outros, foram extintos –, cientistas apontam que a Terra pode estar se aproximando de um novo episódio do tipo.
Em artigo publicado na edição desta quinta-feira (3/3) da revista Nature, um grupo de cientistas de instituições dos Estados Unidos levanta a questão de uma eventual sexta extinção em massa. O artigo tem entre seus autores o brasileiro Tiago Quental, que durante a produção do estudo estava no Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia e desde fevereiro é professor doutor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.
“Paleontólogos caracterizam como extinções em massa os episódios em que a Terra perde mais de três quartos de suas espécies em um intervalo geológico curto, como ocorreu apenas cinco vezes nos últimos 540 milhões de anos. Biólogos agora sugerem que uma sexta extinção em massa possa estar ocorrendo, por conta das perdas de espécies conhecidas nos últimos séculos e milênios”, disseram os autores.
O estudo analisou como as diferenças entre dados modernos e obtidos a partir de fósseis e a influência de novas informações paleontológicas influenciam o conhecimento a respeito da crise de extinção atual.
“Os resultados confirmam que as taxas de extinção atuais são mais elevadas do que se esperaria a partir [da análise] dos registros fósseis, destacando a importância de medidas efetivas de conservação”, afirmaram. Como exemplo, citam que, nos últimos 500 anos, das 5,5 mil espécies de mamíferos conhecidas pelo menos 80 deixaram de existir.
“Se olharmos para os animais em perigo crítico de extinção – aqueles em que o risco de extinção é de pelo menos 50% em três gerações ou menos – e assumirmos que seu tempo acabará e que eles sumirão em mil anos, por exemplo, isso nos coloca claramente fora do que poderíamos considerar como normal e nos alerta que estamos nos movendo para o domínio da extinção em massa”, disse Anthony Barnosky, curador do Museu de Paleontologia e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, principal autor do estudo.
“Se as espécies atualmente ameaçadas – aquelas classificadas oficialmente como em risco crítico, em risco ou vulneráveis – realmente se extinguirem, e se essa taxa de extinção continuar, a sexta extinção em massa poderá chegar tão cedo quanto de três a 22 séculos”, disse.
Entretanto, segundo os autores do estudo, não é tarde demais para salvar muitas das espécies em risco de modo a que o mundo não ultrapasse o ponto em retorno rumo à nova extinção em massa.
“Ainda temos muita biota da Terra para salvar. É muito importante que direcionemos recursos e legislação para a conservação de espécies se não quisermos nos tornar a espécie cuja atividade causou uma extinção em massa”, afirmou.
O artigo Has the Earth’s sixth mass extinction already arrived? (doi:10.1038/nature09678), de Anthony Barnosky e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Orangutan Outreach - Site da Web

Divulgando o site: http://redapes.org/


Visite e confira!!!!

Orangutan Genome Sequenced


February 7, 2010


In an international effort, researchers have decoded the orangutan genome, revealing intriguing clues about the evolution of primates, including humans.
Photo of an orangutan.
Image courtesy of Yerkes National Primate Research Center.
Orangutans, known for their distinctive auburn hair, are primarily tree dwellers native to the Southeast Asian islands of Sumatra and Borneo. Of the great apes—a biological family that includes humans—orangutans are our most distant relatives, whereas chimpanzees are the most closely related. Sumatran and Bornean orangutans are both listed as endangered species by the International Union for Conservation of Nature. This can be attributed to loss of habitat, deforestation, hunting and disease.
The orangutan genome sequence comes from the DNA of a single Sumatran female. In addition to this detailed sequence, 5 Sumatran and 5 Bornean orangutan genomes were sequenced at a less detailed level. The study was funded in part by NIH’s National Human Genome Research Institute (NHGRI) and other NIH components. The results appeared in the January 27, 2011, issue of Nature.
The researchers discovered that humans and orangutans share approximately 97% of their DNA. This compares to about 99% sequence similarity between humans and chimps.
The orangutan is the third nonhuman primate to have its genome sequenced, after the chimp and rhesus macaque. Although humans and orangutans are similar at the DNA level, a comparison of the primate genome sequences revealed that orangutans have evolved much more slowly than chimpanzees and humans. The orangutan genome has fewer large DNA rearrangements than its chimpanzee and human counterparts.
"In terms of evolution, the orangutan genome is quite special among great apes in that it has been extraordinarily stable over the past 15 million years," says study coauthor Dr. Richard K. Wilson, director of the Washington University Genome Center in St. Louis. "This compares with chimpanzees and humans, both of which have experienced large-scale structural rearrangements in their DNA that may have accelerated their evolution."
One structural oddity the researchers found is called a neocentromere. Centromeres sit in the middle of chromosomes and help keep the chromosomes properly aligned during the complex process of cell division. A neocentromere is a centromere that appears in a novel location. This is the first neocentromere discovered in a primate genome. The discovery will help researchers understand how centromeres and chromosomes change and evolve.
Analysis of the 10 less detailed orangutan genomes revealed unexpected genetic diversity across and within both orangutan species. Diversity may enhance the ability of different populations to stay healthy and adapt to changes in the environment.
"The average orangutan is still more diverse—genetically speaking—than the average human," says coauthor Dr. Devin Locke of the Washington University Genome Center. "We found deep diversity in both Bornean and Sumatran orangutans, but it's unclear whether this level of diversity can be maintained in light of continued widespread deforestation of their homes."
The researchers say that, given these population variations, their genomic data will provide a valuable resource to aid in the preservation of orangutans.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FMVZ - Unesp: Hospital para animais silvestres



A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp),campus de Botucatu, terá um hospital exclusivo para animais selvagens.

Os recursos da ordem de R$ 4 milhões virão de uma parceria entre a reitoria da Unesp e a Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. Um dos objetivos da unidade é atender animais silvestres vítimas de atropelamentos e de outros acidentes.

Segundo a Unesp, constantes desmatamentos e outras formas de degradação da natureza têm elevado o número de acidentes com tais animais e o projeto pretende mitigar em parte o prejuízo ambiental e preservar espécies.

As instalações terão centros cirúrgicos, laboratórios, aparelhos de diagnóstico por imagem, alojamento para estagiários e residentes, anfiteatro, cozinha industrial, recintos com solário adequados para internação de várias espécies e tanques com água para banhos.

Atualmente, os animais capturados são levados para uma ala dentro do hospital veterinário, que é voltado a espécies domésticas. Mas, segundo a Unesp, esse contato é delicado porque há o risco de transmissão de infecções, sobretudo dos domésticos para os selvagens. A nova estrutura permitirá ampliar o atendimento e evitar transmissão de doenças.

O novo hospital facilitará também a realização dos treinamentos oferecidos pela FMVZ a policiais ambientais, bombeiros, guardas municipais e funcionários da vigilância sanitária, profissionais a quem a população recorre quando um bicho silvestre é encontrado. O objetivo é capacitá-los para que durante as capturas seja preservada a integridade física e a saúde das pessoas e dos animais.

Fonte: Agência FAPESP

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Caça que afeta a flora


Caça que afeta a flora
Estudos indicam que redução de mamíferos e aves em decorrência da caça aumenta predação de sementes, afetando a distribuição das plantas (Foto: Departamento de Ecologia - Unesp)


27/12/2010

Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Uma série de estudos realizados na Mata Atlântica indica que a defaunação – perda de mamíferos e aves devido à caça –, ao modificar as forças seletivas, pode desencadear rápidas mudanças evolucionárias. As pesquisas demonstraram que o processo gera novos impedimentos ecológicos para a população de plantas, afetando sua demografia ao aumentar a predação de sementes.
Os estudos estão relacionados ao Projeto Temático “Efeitos de um gradiente de defaunação na herbivoria, predação e dispersão de sementes: uma perspectiva na Mata Atlântica”, financiado pela FAPESP e coordenado por Mauro Galetti, professor do Instituto de Biociências de Rio Claro da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Galetti, que pesquisa o tema há cerca de 20 anos, apresentou alguns dos resultados do Projeto Temático durante a conferência internacional Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Rightrealizada este mês pelo Programa Biota-FAPESP em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
De acordo com Galetti, o Brasil tem 35% das espécies ameaçadas de mamíferos no mundo. A perda de habitat e a fragmentação da floresta são os principais fatores de ameaça, mas metade das espécies sofre com a caça. O tamanho do corpo é um dos preditores de ameaça de extinção. Segundo o cientista, a escala de defaunação é gigantesca em todo o mundo, chegando a 20 milhões de animais mortos por ano em regiões como a África central.
“Verificamos que na Mata Atlântica do Estado de São Paulo há muita caça também. Um de nossos mestrandos entrevistou caçadores por um ano no Parque Estadual da Serra do Mar e constatou que 96 mamíferos haviam sido abatidos”, disse Galetti.
É um número alto, considerando as características da região, segundo ele. Em um Projeto Temático anterior coordenado por Galetti, sobre a conservação de grandes mamíferos, os dados da Mata Atlântica foram comparados com os da Amazônia, indicando a abundância no número de espécies de mamíferos no primeiro bioma.
A abundância de mamíferos na floresta contínua com pouca caça na Mata Atlântica é muito maior do que em locais com caça. No caso da queixada (Tayassu pecari), por exemplo, a abundância é 30 vezes menor em áreas com caça.
Os mamíferos são responsáveis por pelo menos 30% da dispersão das cerca de 2,5 mil espécies de plantas na Mata Atlântica. Mas isso corresponde a um processo complexo que envolve os efeitos da presença de animais de diversos tamanhos com inúmeras relações com as espécies vegetais.
“Desenvolvemos um modelo de redução de megaherbívoros para estudar esses efeitos. Conforme aumentamos a perturbação no modelo, as populações de grandes mamíferos entraram em colapso. Mas, por outro lado, as populações de mamíferos de médio porte chegam a aumentar em áreas perturbadas”, disse.
O modelo, segundo ele, aponta um aumento quase linear na abundância de roedores quando há uma perturbação que leva as populações de grandes mamíferos ao colapso. “Esse modelo já foi testado experimentalmente na savana africana, na observação da abundância de ratos em áreas com e sem elefantes. Quando não há elefantes, a população de ratos aumenta muito”, contou.
Na savana africana, no entanto, há apenas um roedor. Na floresta tropical, com diversidade muito maior de pequenos mamíferos, os processos são mais complexos.
O grupo de Galetti realizou um estudo comparando a abundância de pequenos mamíferos em duas áreas separadas por uma distância de 15 quilômetros. Ambas apresentavam uma diferença considerável quanto à biomassa de mamíferos.
“A riqueza de espécies nas duas áreas era exatamente igual. Mas há uma estrada que passa entre as duas áreas e, de um lado, o ambiente é dominado por queixadas, enquanto do outro lado predominam os esquilos. Com exceção dessa característica, que resulta em uma diferença na biomassa dos mamíferos, as populações de animais nas duas são muito semelhantes”, explicou.
Duas tecnologias foram usadas para avaliar os mamíferos: as armadilhas de interceptação e queda conhecidas como pitfall traps e as armadilhas do tipo live trap. A primeira mostrou mais eficiência para registrar as diferenças na abundância dos animais.
“Avaliamos se a diferença de abundância das duas espécies nas duas áreas poderia ser decorrência da abundância de cobras, mesopredadores, limitação de recursos e de microhabitat. Mas tudo isso foi rejeitado como hipótese alternativa. A hipótese que estamos aceitando é que a presença da queixada afeta a abundância de pequenos roedores”, disse Galetti.
Dispersão modificada
De acordo com o coordenador do Projeto Temático, espera-se que a predação de sementes seja maior em uma floresta com mais presença de roedores.
“Testamos isso em um estudo com a palmeira Euterpe edulis, que é usada na produção de palmito. Ela tem suas sementes predadas por aves e muitas espécies de mamíferos. Escolhemos quatro áreas sem queixadas e três com queixadas para fazer o estudo”, contou Galetti.
Os pesquisadores instalaram, nas áreas escolhidas, câmeras que permitem calcular o número de sementes predadas. “Nas áreas defaunadas, sem as queixadas, a predação de sementes por roedores cresce consideravelmente. Nos fragmentos defaunados só os roedores predam as sementes da palmeira, mas a proporção dessa predação é aumentada em seis vezes”, disse.
Além do aumento na predação, as áreas defaunadas sofrem com maior dificuldade de dispersão das sementes, que é feita principalmente por animais que as ingerem e as regurgitam em outras partes da floresta.
Em áreas não defaunadas, segundo Galetti, o maior dispersor das sementes do palmito é o tucano. Quando a área é defaunada, o maior dispersor são aves do gênero Turdus, que inclui o sabiá. O problema é que sua capacidade de dispersão não é a mesma, pois trata-se de uma ave sete vezes menor que o tucano.
“As aves grandes consomem sementes maiores. Testamos isso com aves em cativeiro. Na área defaunada, há uma redução do tamanho das sementes dispersas. As plântulas que se originam das sementes grandes têm mais vigor e podem sobreviver mesmo depois de ser parcialmente predadas”, disse.

Os estudos mostraram também que, nas áreas defaunadas, as sementes maiores apresentam maior chance de escapar da predação, devido à ausência de predadores de médio e grande porte. “Sementes menores sofrem maior pressão de predação”, disse Galetti. 
 

sábado, 27 de novembro de 2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

RJ: Seminário Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres

Boas novas para a fauna fluminense!

SEA e INEA realizam 1º Seminário Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres

A Secretaria Estadual do Ambiente em parceria com seu órgão executivo Instituto Estadual do Ambiente realiza no próximo dia 03/12, o I Seminário Estadual de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (TAS). O evento, que acontecerá no auditório do INEA, tem como objetivo promover a discussão sobre as formas de combate ao Tráfico de Animais Silvestres e apresentar as recentes ações desenvolvidas pela SEA/INEA e demais instituições.

A abertura oficial do seminário será realizada  pelo presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Luis Firmino. O evento vai contar com duas mesas redondas, que serão abertas para debate com o público. Na parte da manhã o tema discutido será a Educação Ambiental e Direito dos Animais no Combate ao Tráfico de Animais Silvestres. Na segunda parte do seminário, o Cenário Atual do Tráfico de Animais Silvestres vai ser discutido através de quatro palestras.
 
Com o objetivo de divulgar o "Dia de Repressão ao Tráfico de Animais Silvestres" e de promover uma cultura de respeito pela vida, serão realizados eventos de conscientização com diversas oficinas de Educação Ambiental (Gaiolão Humano, Beija Flor, Solte seu Bicho), exposição de gaiolas reutilizadas, exibição de vídeos, além de apresentação de teatro e grafite.
 
Quando: Quarta (01/12) a partir de 9h
Onde: Largo da Carioca, Centro - Rio de Janeiro
         Clínica Veterinária Animamed, Mury - Nova Friburgo
 
Quando: Sexta-feira (03/12) a partir de 9h
Onde: Auditório SEA/INEA - Av. Venezuela 110, 6º andar, Pça Mauá - Rio de Janeiro
    
Quando: Domingo (05/12) a partir de 9h
Onde: Encontro das Águas, Lagoa Rodrigo de Freitas - Rio de Janeiro



Enviado por Washington Silva

Legislação: Uso de animais para diferentes fins

 LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL

Diretiva 86/609/CEE - 24.11.1986 - Aproximação da legislação dos Estados-Membros referente à Proteção dos animais utilizados para experimentação e outros fins científicos 
 Diretiva 93/35/CEE  - 14.06.1993 - Modifica a Diretiva 76/768/CEE - Relativa à proteção dos animais utilizados para experimentação e outros fins científicos (em matéroa de produtos cosméticos)
Diretiva 2003/15/CE - 27.02.2003 - Modifica a Diretiva 76/768/CEE, de 27.07.1976. Propõe a utilização  de métodos alternativos que reduzam o número de animais utilizados ou que mitiguem o seu sofrimento (em matéria de produtos cosméticos) 
Regulamento 01/2005 - 22.12.2004 - Proteção dos animais durante o transporte e operações afins 
Código Terrestre – 2007 - Código Sanitário para os Animais Terrestres
Regulamento 411/98      16.02.1998          Normas complementares de proteção dos animais, aplicáveis aos veículos para transporte de animais vivos em viagens superiores a oito horas
Diretiva 91/628/CEE - 19.11.1991 - Proteção dos animais durante o transporte
10.03.1976 - Convenção Européia Relativa à Proteção dos Animais nos Locais de Criação

LEGISLAÇÃO FEDERAL

RELAÇÃO GERAL

Constituição - 03.10.1988 - Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 
Decreto 24.645 - 10.07.1934 - Lei de Proteção aos Animais
Decreto-Lei N.º 818 – 25.11.1938 - Dispõe sobre a aceitação, pelo Ministério da Agricultura, para fins relacionados com a Defesa sanitária animal, de atestados firmados por médico-veterinário sem vínculo com o serviço público e dá outras providências. DOU 06/09/69
Lei 5.197 - 03.01.1967 - Dispõe sobre a proteção à fauna  -  Lei de Caça
Lei  6.638 - 08.05.1979 - Normas para a prática didático-científica de vivissecção de animais
Lei 6.938 - 31.08.1981 - Política Nacional de Meio Ambiente - seus fins e mecanismos de formulação e aplicação 
Decreto  97.633 - 10.04.1989 - Dispõe sobre o Conselho Nacional de Proteção à Fauna - CNPF
Decreto 98.830 - 15.01.1990 - Dispõe sobre a coleta, por estrangeiros, de dados e materiais científicos no Brasil 
Decreto 6.041 - 08.02.2007 - Institui a Política de Desenvolvimento da Biotecnologia e cria o Comitê Nacional de Biotecnologia 
Lei 11.794 - 08.10.2008 - Regulamenta o inciso VII do § 1º. do artigo 225 da Constituição Federal, e estabelece procedimentos para uso científico de animais e revoga a Lei 6.638, de 08.05.1979 

CONAMA

Resolução 394 - 06.11.2007 - Estabelece critérios para a determinação de espécies silvestres a serem criadas e comercializadas como animais de estimação 

CFMV

Resolução 714 - 20.06.2002 - Dispõe sobre procedimentos e métodos de eutanásia em animais
Resolução 829 - 25.04.2006 - Disciplina atendimento médico veterinário a animais silvestres / selvagens 
Resolução 877 - 15.02.2008 - Dispõe sobre procedimentos cirúrgicos em animais de produção e silvestres e sobre cirurgias mutilantes em pequenos animais
Resolução 876 - 15.02.2008 - Altera a redação do Anexo I da Resolução 714, de 20.06.2002 
Resolução 879 - 15.02.2008 - Dispõe sobre o uso de animais no ensino e na pesquisa.
Resolução Nº 923 - 09/11/2009 - Dispõe sobre procedimentos e responsabilidades do Médico Veterinário e do Zootecnista em relação à biossegurança no manuseio de microorganismos e de animais domésticos, silvestres, exóticos e de laboratório, inclusive os geneticamente modificados, bem como suas partes, fluidos, secreções e excreções. DOU de 07-12-2009 

LEGISLAÇÃO ESTADUAL – RJ

Lei  3.351 - 05.01.2000 - Institui o Fundo Estadual de Proteção Animal - FEPA 
Lei  3.900 - 19.07.2002 - Código Estadual de Proteção aos Animais 

PROJETOS DE LEI

RELAÇÃO GERAL

1153 / 1995 - 26.10.1995 - Regulamenta o inciso VII, do parágrafo 1º do artigo 225, da Constituição Federal, que estabelece procedimentos para o uso científico de animais 
3964 / 1997 - 09.12.1997 - Dispõe sobre criação e uso de animais para atividades de ensino e pesquisa
5913 / 2001 - 12.12.2001 - Dispõe sobre a proteção aos animais 
1647 / 2003 - 07.08.2003 - Institui o Código Nacional de Proteção aos Animais  
1691 / 2003 - 13.08.2003 - Dispõe sobre o uso de animais para fins científicos e didáticos e estabelece a escusa de consciência à experimentação animal
6131 / 2005 - 27.10.2005 - Regulamenta as atividades de pesquisa, produção, importação, liberação no ambiente e comercialização de clones de mamíferos, exceto humanos, peixes, anfíbios, répteis e aves 
215 / 2007 - 15.02.2007 - Institui o Código Federal de Bem-Estar Animal
2262 / 2007 - 23.10.2007 - Altera a Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, para proibir a clonagem de animais.

Retirado do Blog parceiro PESQUISA BIOMÉDICA, HEMOCOMPONENTES E BIOSSEGURANÇA / BIOMEDICAL RESEARCH (www.http://shdafiocruz.blogspot.com/)

Pesquisa faz levantamento dos morcegos do estado do Rio de Janeiro


Débora Motta
                                                                          Luciana Moraes Costa
   
    Phyllostomus hastatus: o morcego de maior peso e tamanho
    do estado do Rio de Janeiro, capturado na Ilha da Marambaia
Tradicionalmente temidos pela aparência sombria, os morcegos não figuram entre os animais mais queridos no imaginário popular. Mas longe das estórias de ficção que os apresentam sempre dispostos a atacar as jugulares, associando-os aos vampiros e a outras criaturas do mal, eles desempenham, na realidade, um papel fundamental para a preservação das outras espécies na natureza. "Os morcegos controlam o número de insetos nocivos, dispersam sementes e contribuem ativamente para a reprodução de árvores", explica o biólogo Carlos Eduardo Lustosa Esbérard, do Laboratório de Diversidade de Morcegos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ciente da importância da preservação desses animais, ele coordena um minucioso levantamento das diversas espécies que vivem no estado do Rio de Janeiro, com apoio da FAPERJ. "Conhecer bem os morcegos é o primeiro passo para preservá-los", diz.
Contemplado pela Fundação por meio do edital Jovem Cientista do Nosso Estado, o projeto tem como objetivo realizar inventários sobre os morcegos em vários pontos no estado: no noroeste fluminense – municípios de Cambuci, Miracema, Santa Maria Madalena e Cantagalo; nas ilhas da região da Costa Verde, no litoral sul do estado – Ilha Grande, da Gipóia, da Marambaia, Itacuruçá, do Algodão, Jaguanum e do Capítulo; e na região serrana. "Os inventários são importantes para entender a ocorrência e a diversidade dos morcegos no estado e para identificar os padrões temporais de abundância, de reprodução e de comportamento. Já detectamos, por exemplo, que eles realizam deslocamentos entre as ilhas do litoral sul fluminense e o continente. No caso da Ilha da Gipóia, eles foram atraídos devido à construção de um açude", conta Esbérard, que já deu início à elaboração de inventários longos no noroeste do estado e na Costa Verde.
Segundo o professor, apesar do Rio de Janeiro ser um dos estados brasileiros com um bom número de amostras da fauna de morcegos, os inventários realizados anteriormente em outras pesquisas eram principalmente de curta duração e, consequentemente, não apresentavam informações precisas sobre as populações estudadas. "Os inventários de curto prazo desconsideravam fatores importantes, como as migrações entre as populações de morcegos, e trabalhavam com um número reduzido de exemplares coletados", pondera Esbérard. Por esse motivo, além de ter uma abrangência maior em relação às áreas estudadas, considerando pontos do estado onde os morcegos ainda não foram avaliados, os inventários que estão sendo elaborados no projeto do biólogo são de longo prazo, com previsão de pelo menos três anos de duração.
 Luciana Moraes Costa
              
 Equipe do professor Esbérard arma rede acima de curso de água:  
 captura dos morcegos é um processo que leva toda a madrugada

Acompanhado por uma equipe de 14 estudantes, entre alunos de graduação e de pós-graduação em Biologia, o professor coleta periodicamente os mamíferos voadores na natureza para catalogá-los e observar diferenças nas espécies recapturadas, como mudanças no peso do animal, que podem estar relacionadas à degradação do meio ambiente. Para isso, os pesquisadores realizam verdadeiras expedições noturnas em locais de difícil acesso. "A coleta dos morcegos é realizada durante toda a madrugada. Pegamos uma média de 35 a 40 morcegos por noite. A ideia é fazer coletas durante cem noites ao longo de três anos, em cada local estudado." A tarefa não é simples. O sonar biológico dos morcegos é tão aperfeiçoado que é capaz de captar informações exatas sobre o espaço que os cerca, incluindo obstáculos, inimigos e até a textura do alimento desejado. "Eles são capturados com ajuda de redes armadas em suas rotas de voo, muitas vezes montadas sobre espelhos de água", conta. 

Depois da coleta, cada animal recebe uma coleira de identificação e é novamente solto, para ser recapturado em outras coletas futuras. "O momento da recaptura é o mais gratificante. É quando podemos saber o que aconteceu no período em que eles estiveram em seus habitats", diz. Com as informações obtidas na recaptura, os pesquisadores podem descobrir qual é a época de reprodução dos animais, se eles se deslocaram ou não nesse meio tempo, se a relação entre peso e tamanho está relacionada à diversidade vegetal de seus habitats e se existe alguma relação entre os parasitas que os acometem com a má conservação das cavernas e de outros abrigos onde vivem.

                                                                         Luciana Moraes Costa
 
 Depois de capturados, os morcegos são colocados em sacos de
 pano, para então serem medidos e pesados pelos pesquisadores
De acordo com o biólogo, foram coletadas até então, em todo o estado, 75 espécies diferentes de morcegos – número que está em atualização permanente. "A diversidade de espécies no Rio de Janeiro é grande. É preciso saber quantas de fato existem, até para contabilizar alterações que essas populações podem sofrer devido às possíveis mudanças climáticas no futuro", destaca Esbérard, lembrando que das 75 espécies observadas, apenas três são hematófagas (se alimentam de sangue) e duas são carnívoras (se alimentam de pequenos vertebrados inteiros, como os lagartos e pererecas). Todas as outras espécies encontradas são frugívoras (se alimentam de frutos), insetívoras (de insetos) ou nectarívoras (de néctar) e uma delas piscívora (de peixes). "A maioria que vive nas regiões urbanas e nas matas é frugívora. Já nos manguezais, predominam as espécies insetívoras", completa.
Até o momento, as notícias são boas. Não há indícios de extinção de nenhuma espécie de morcegos fluminense. "Descobrimos que algumas das que estão na lista das ameaçadas são mais abundantes no estado do que se imaginava", diz. Um exemplo é Lonchophylla bokermanni, que só existe no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. "Já encontramos essa espécie em 21 localidades fluminenses", conta. Outras espécies raras foram relatadas nos inventários do projeto."Encontramos na ilha da Gipóia a espécie Macrophyllum macrophyllum, que é apenas o segundo exemplar encontrado em todo o estado. Na reserva do Rio das Pedras, em Mangaratiba, encontramos a Thyroptera tricolor, que não era capturada há 70 anos", ressalta Esbérard. "Mas só com um esforço de longo prazo em muitos sítios de coleta poderemos amostrar satisfatoriamente toda a riqueza de espécies de morcegos no estado", conclui. O trabalho já rendeu 14 publicações em renomadas revistas cientificas, como Brazilian Journal of Biology, Zoologia, Memórias da Fundação Oswaldo Cruz, Zootaxa e American Journal of Parasitology.

© FAPERJ – Todas as matérias poderão ser reproduzidas, desde que citada a fonte.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cento e oitenta mil filhotes de tartaruga são soltos em rio no Amazonas

Quelônios ficam 30 dias em piscinas para maior chance de sobrevivência. 

Se saíssem dos ovos para a natureza, virariam alvo fácil de predadores.
Do Globo Amazônia, em São Paulo

O Projeto Quelônios da Amazônia fez, em Itamarati (AM), a 980 km de Manaus, a soltura de 180 mil filhotes de tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa). Moradores da cidade ajudaram, neste domingo (7), a tirar os animais das piscinas plásticas usadas como berçário e devolvê-las às águas do Rio Juruá, afluente do Amazonas.

Foto: Prefeitura de Itamarati/Divulgação

Chegando já maiores ao rio, os animais têm maior chance de sobrevivar ao ataque dos predadores. (Foto: Prefeitura de Itamarati/Divulgação)

Os ovos foram colocados em ‘tabuleiros’ (bancos de areia que aparecem na época de vazante do rio) a partir de agosto por cerca de 2 mil tartarugas adultas.

Quando os ovos se quebram, voluntários levam os filhotes para os berçários, para que possam se fortalecer durante 30 dias e perder o cheiro de recém-nascidos, que atrai os predadores. Já crescidos, as tartarugas são devolvidas ao rio, segundo informações da prefeitura do município, parceira do Ibama no programa de proteção aos quelônios.

Foto: Prefeitura de Itamarati/Divulgação

Moradores ajudaram a devolver os filhotes às aguas do Rio Juruá.  (Foto: Prefeitura de Itamarati/Divulgação)


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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CURSO DE MANEJO DE FELINOS SELVAGENS- Rio de Janeiro

FUNDAÇÃO RIOZOO
11 e 12 de DEZEMBRO


  Alunos e Profissionais de Biologia, Veterinária e Zootecnia.
                         
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