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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Orangutan Genome Sequenced


February 7, 2010


In an international effort, researchers have decoded the orangutan genome, revealing intriguing clues about the evolution of primates, including humans.
Photo of an orangutan.
Image courtesy of Yerkes National Primate Research Center.
Orangutans, known for their distinctive auburn hair, are primarily tree dwellers native to the Southeast Asian islands of Sumatra and Borneo. Of the great apes—a biological family that includes humans—orangutans are our most distant relatives, whereas chimpanzees are the most closely related. Sumatran and Bornean orangutans are both listed as endangered species by the International Union for Conservation of Nature. This can be attributed to loss of habitat, deforestation, hunting and disease.
The orangutan genome sequence comes from the DNA of a single Sumatran female. In addition to this detailed sequence, 5 Sumatran and 5 Bornean orangutan genomes were sequenced at a less detailed level. The study was funded in part by NIH’s National Human Genome Research Institute (NHGRI) and other NIH components. The results appeared in the January 27, 2011, issue of Nature.
The researchers discovered that humans and orangutans share approximately 97% of their DNA. This compares to about 99% sequence similarity between humans and chimps.
The orangutan is the third nonhuman primate to have its genome sequenced, after the chimp and rhesus macaque. Although humans and orangutans are similar at the DNA level, a comparison of the primate genome sequences revealed that orangutans have evolved much more slowly than chimpanzees and humans. The orangutan genome has fewer large DNA rearrangements than its chimpanzee and human counterparts.
"In terms of evolution, the orangutan genome is quite special among great apes in that it has been extraordinarily stable over the past 15 million years," says study coauthor Dr. Richard K. Wilson, director of the Washington University Genome Center in St. Louis. "This compares with chimpanzees and humans, both of which have experienced large-scale structural rearrangements in their DNA that may have accelerated their evolution."
One structural oddity the researchers found is called a neocentromere. Centromeres sit in the middle of chromosomes and help keep the chromosomes properly aligned during the complex process of cell division. A neocentromere is a centromere that appears in a novel location. This is the first neocentromere discovered in a primate genome. The discovery will help researchers understand how centromeres and chromosomes change and evolve.
Analysis of the 10 less detailed orangutan genomes revealed unexpected genetic diversity across and within both orangutan species. Diversity may enhance the ability of different populations to stay healthy and adapt to changes in the environment.
"The average orangutan is still more diverse—genetically speaking—than the average human," says coauthor Dr. Devin Locke of the Washington University Genome Center. "We found deep diversity in both Bornean and Sumatran orangutans, but it's unclear whether this level of diversity can be maintained in light of continued widespread deforestation of their homes."
The researchers say that, given these population variations, their genomic data will provide a valuable resource to aid in the preservation of orangutans.

domingo, 7 de novembro de 2010

Cell homeostasis in a Leishmania major mutant overexpressing the spliced leader RNA is maintained by an increased proteolytic activity

Genética da leishmania
Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas brasileiros, com colaboração de colegas de outros países, acaba de trazer um novo avanço para a compreensão dos mecanismos de controle da expressão gênica do parasita causador da leishmaniose.

A expressão gênica é o processo pelo qual a informação hereditária contida em um gene é transcrita no RNA, ou em proteínas, por exemplo. No novo estudo, o grupo investigou as alterações moleculares, bioquímicas e morfológicas observadas em um parasita mutante que teve sua virulência atenuada devido à superexpressão dos chamados miniéxons – ou spliced leader RNA –, curtas sequências de nucleotídeos que são adicionadas aos RNA mensageiros, tornando-os "maduros" e funcionais.

O trabalho foi publicado na edição de outubro do The International Journal of Biochemistry & Cell Biology e faz parte de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e coordenado por Angela Kaysel Cruz, professora do Departamento de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (BIOCEL-FMRP), da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com Angela, o grupo envolvido com o Temático já havia demonstrado anteriormente que a presença de uma quantidade aumentada de transcritos dos miniéxons diminuía a virulência do parasita.

“Desta vez, investigamos como se dá o envolvimento dos miniéxons com a atenuação da virulência que foi observada. Verificamos que a superexpressão dos miniéxons não afeta a multiplicação de promastigotas –a forma infecciosa, flagelada, do parasita –, mas parece impossibilitar a multiplicação dos amastigotas, ou seja, o parasita em sua forma intracelular, que se estabelece no homem e em outros mamíferos”, disse.

A ineficácia do parasita mutante para se multiplicar na forma de amastigotas parece estar relacionada com um esforço do parasita para manter sua homeostase celular – a propriedade da célula de regular seu ambiente interno para manter uma condição estável, por meio de múltiplos ajustes controlados por mecanismos de regulação.

“O esforço do parasita para reverter esse desequilíbrio da homeostase celular parece impedir que os amastigotas se multipliquem como eles fariam naturalmente no interior da célula do hospedeiro vertebrado – isso parece causar a perda de virulência observada”, indicou Angela.

A descoberta é importante porque o mecanismo descrito pode contribuir para elucidar diferentes níveis de controle da expressão gênica dos parasitas. Além disso, a revelação das moléculas envolvidas na atenuação de virulência observada pode representar uma rota para identificação de novos alvos para o desenvolvimento de drogas contra a leishmania.

“O estudo representa mais um passo no caminho que leva à compreensão dos processos de controle de expressão gênica em leishmania. Outro aspecto importante é que a identificação de um ou mais genes diminuídos nesse superexpressor poderá nos ajudar a gerar mutantes que possam ter esses genes desligados. Com isso, talvez possamos gerar um parasita que é incapaz de se multiplicar no meio intracelular”, explicou Angela.

Futura vacina viva
Segundo a professora da FMRP-USP, as pesquisas se voltaram para a questão do desequilíbrio homeostático por essa ser considerada uma peça- chave no processo de expressão gênica.

“Quando a homeostase está desbalanceada, a célula do parasita precisa fazer uma série de processos para se estabelecer intracelularmente – livrando-se de certas proteínas, por exemplo – e não consegue se multiplicar”, disse.

Entender a ligação entre o desequilíbrio da homeostase celular e a atenuação da virulência é fundamental, segundo Angela, para verificar se a atenuação poderá ser utilizada, no futuro, como uma ferramenta para gerar uma vacina viva.

“Acredita-se que as vacinas vivas são a única forma para prevenir leishmaniose, pois as vacinas de subunidades – que usam somente os fragmentos antigênicos de um microrganismo que mais estimulam a resposta imune – não estão se mostrando eficientes”, disse Angela.

“Nada do que foi feito até agora está funcionando, mesmo as experiências mais interessantes com combinação de diversos determinantes antigênicos. Seria interessante se pudéssemos localizar um ou mais genes que atenuem a ação do parasita – impossibilitando que ele se multiplique no hospedeiro”, destacou.

Além de Angela, participaram da elaboração do artigo Juliano Toledo, Tiago Ferreira e Tânia Defina, também da FMRP-USP,Fernando Dossin, atualmente no Centro de Deonças Negligenciadas do Instituto Pasteur Coreia, em Bundang-gu(Coreia do Sul), Sergio Schenkman, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Kenneth Beattie e Douglas Lamont, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Dundee(Escócia), e Serge Cloutier e Barbara Papadopoulou, doCentro de Pesquisa em Infectologia da Universidade Laval, em Quebec (Canadá).

O artigo Cell homeostasis in a Leishmania major mutant overexpressing the spliced leader RNA is maintained by an increased proteolytic activity, de Angela Kaysel Cruz e outros, pode ser lido por assinantes da The International Journal of Biochemistry & Cell Biology

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

domingo, 3 de outubro de 2010

Conheça o cavalo capaz de sobreviver em ambiente hostil


O Globo Rural foi ao Maranhão conhecer um cavalo muito rústico, capaz de sobreviver num ambiente hostil. O valente "baixadeiro" foi a última raça a entrar para o programa da Embrapa.

sábado, 2 de outubro de 2010

Genética da leishmania


Genética da leishmania
Estudo amplia conhecimento sobre controle da expressão gênica do protozoário causador da leishmaniose. Parasita mutante não consegue se multiplicar em sua forma intracelular

1/10/2010
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas brasileiros, com colaboração de colegas de outros países, acaba de trazer um novo avanço para a compreensão dos mecanismos de controle da expressão gênica do parasita causador da leishmaniose.
A expressão gênica é o processo pelo qual a informação hereditária contida em um gene é transcrita no RNA, ou em proteínas, por exemplo. No novo estudo, o grupo investigou as alterações moleculares, bioquímicas e morfológicas observadas em um parasita mutante que teve sua virulência atenuada devido à superexpressão dos chamados miniéxons – ou spliced leader RNA –, curtas sequências de nucleotídeos que são adicionadas aos RNA mensageiros, tornando-os "maduros" e funcionais.
O trabalho foi publicado na edição de outubro do The International Journal of Biochemistry & Cell Biology e faz parte de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e coordenado por Angela Kaysel Cruz, professora do Departamento de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Angela, o grupo envolvido com o Temático já havia demonstrado anteriormente que a presença de uma quantidade aumentada de transcritos dos miniéxons diminuía a virulência do parasita.
“Desta vez, investigamos como se dá o envolvimento dos miniéxons com a atenuação da virulência que foi observada. Verificamos que a superexpressão dos miniéxons não afeta a multiplicação de promastigotas –a forma infecciosa, flagelada, do parasita –, mas parece impossibilitar a multiplicação dos amastigotas, ou seja, o parasita em sua forma intracelular, que se estabelece no homem e em outros mamíferos”, disse à Agência FAPESP.
A ineficácia do parasita mutante para se multiplicar na forma de amastigotas parece estar relacionada com um esforço do parasita para manter sua homeostase celular – a propriedade da célula de regular seu ambiente interno para manter uma condição estável, por meio de múltiplos ajustes controlados por mecanismos de regulação.
“O esforço do parasita para reverter esse desequilíbrio da homeostase celular parece impedir que os amastigotas se multipliquem como eles fariam naturalmente no interior da célula do hospedeiro vertebrado – isso parece causar a perda de virulência observada”, indicou Angela.
A descoberta é importante porque o mecanismo descrito pode contribuir para elucidar diferentes níveis de controle da expressão gênica dos parasitas. Além disso, a revelação das moléculas envolvidas na atenuação de virulência observada pode representar uma rota para identificação de novos alvos para o desenvolvimento de drogas contra a leishmania.
“O estudo representa mais um passo no caminho que leva à compreensão dos processos de controle de expressão gênica em leishmania. Outro aspecto importante é que a identificação de um ou mais genes diminuídos nesse superexpressor poderá nos ajudar a gerar mutantes que possam ter esses genes desligados. Com isso, talvez possamos gerar um parasita que é incapaz de se multiplicar no meio intracelular”, explicou Angela.
Futura vacina viva
Segundo a professora da FMRP-USP, as pesquisas se voltaram para a questão do desequilíbrio homeostático por essa ser considerada uma peça- chave no processo de expressão gênica.
“Quando a homeostase está desbalanceada, a célula do parasita precisa fazer uma série de processos para se estabelecer intracelularmente – livrando-se de certas proteínas, por exemplo – e não consegue se multiplicar”, disse.
Entender a ligação entre o desequilíbrio da homeostase celular e a atenuação da virulência é fundamental, segundo Angela, para verificar se a atenuação poderá ser utilizada, no futuro, como uma ferramenta para gerar uma vacina viva.
“Acredita-se que as vacinas vivas são a única forma para prevenir leishmaniose, pois as vacinas de subunidades – que usam somente os fragmentos antigênicos de um microrganismo que mais estimulam a resposta imune – não estão se mostrando eficientes”, disse Angela.
“Nada do que foi feito até agora está funcionando, mesmo as experiências mais interessantes com combinação de diversos determinantes antigênicos. Seria interessante se pudéssemos localizar um ou mais genes que atenuem a ação do parasita – impossibilitando que ele se multiplique no hospedeiro”, destacou.
Além de Angela, participaram da elaboração do artigo Juliano Toledo, Tiago Ferreira e Tânia Defina, também da FMRP-USP, Fernando Dossin, atualmente no Centro de Deonças Negligenciadas do Instituto Pasteur Coreia, em Bundang-gu (Coreia do Sul), Sergio Schenkman, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Kenneth Beattie e Douglas Lamont, da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Dundee (Escócia), e Serge Cloutier e Barbara Papadopoulou, do Centro de Pesquisa em Infectologia da Universidade Laval, em Quebec (Canadá).
O artigo Cell homeostasis in a Leishmania major mutant overexpressing the spliced leader RNA is maintained by an increased proteolytic activity, de Angela Kaysel Cruz e outros, pode ser lido por assinantes da The International Journal of Biochemistry & Cell Biology em http://www.sciencedirect.com/science/journal/0020711X

Enviado por Marcio José Corrado

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pesquisadores da Embrapa buscam linhagens de búfalos mais produtivas




Animais com menor tempo de engorda, com carne de melhor qualidade e com maior produção de leite. É isso que buscam pesquisadores da Embrapa que avaliam diferentes rebanhos de búfalo de Norte a Sul do país. Por meio de avaliações em campo e análises de DNA em laboratório, os cientistas esperam identificar ao menos duas linhagens de búfalos com características produtivas desejáveis.

A pesquisadora Luciana Gatto Brito, da Embrapa Rondônia, explica que as avaliações são feitas basicamente em duas etapas. A primeira delas é o monitoramento das características dos rebanhos. É acompanhado o ganho de peso dos animais, a produção de leite, o tempo de lactação, o intervalo entre partos e outros índices zootecnicos.

Em Rondônia, o monitoramento é feito em propriedades localizadas nos municípios de Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste, Nova União, Mirante da Serra e Ji-paraná. A cada mês, os profissionais daEmbrapa Rondônia pesam os animais e anotam outros indicadores de desempenho.

Os dados colhidos em campo serão confrontados com análises em laboratório. Os cientistas pretendem identificar no DNA dos animais os genes responsáveis pelas características desejáveis, como curto tempo no ganho peso, deposição de gordura na carcaça, marmoreio da carne e produção de leite. Além de Rondônia, fazem parte do trabalho rebanhos do Pará, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Ana Karina Dias Salman, pesquisadora da Embrapa Rondônia, explica que os exames de DNA são importantes para verificar se os reprodutores possuem capacidade de transmitir a seus descendentes os genes responsáveis pela manifestação das boas características de produção. Com softwares estatísticos será possível ranquear os animais avaliados em todo o país e identificar os mais promissores.

Os resultados podem indicar a formação de linhagens de búfalo mais produtivas. O objetivo é ter ao menos uma linhagem com aptidão leiteira e outra para a produção de carne. De acordo com os pesquisadores, isso pode representar um importante avanço para a criação de búfalos, uma vez que o país possui um rebanho pouco representativo e com pouca variabilidade genética, se comparado com o rebanho bovino.


FONTE

Embrapa Rondônia
Daniel Medeiros - Jornalista
Telefone: (69) 3225-9387