Mostrando postagens com marcador Segurança Alimentar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Segurança Alimentar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Produtos lácteos: aumenta exigência de qualidade para venda na Ceasa de Minas Gerais



A regularização do comércio produtos lácteos será ampliada em 2011 nos Mercados Livres do Produtor (MLPs) da CeasaMinas, conforme as normas de qualidade e segurança alimentar. Desde junho de 2009, está em vigor o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a venda de derivados do leite, um compromisso de cada produtor junto ao Ministério Público para adequação às normas. Neste ano, além do queijo, a regularização também irá atingir outros produtos.

“Em 2010, técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) visitaram 91 produtores de queijo que comercializam no MLP da Ceasa em Contagem. Trinta e duas queijarias encontram-se em fase de regularização sanitária, duas se cadastraram no IMA e as demais desistiram de fornecer o produto ao MLP daquele entreposto”, explica o superintendente de Segurança Alimentar e Apoio à Agricultura Familiar (Susaf) da Secretaria de Estado de Agricultura, Lucas Scarascia.

Segundo o superintende, outros benefícios foram gerados, como a melhoria de condições higiênicas e sanitárias das propriedades produtoras de leite e o aumento do índice de vacinação contra doenças que atingem o rebanho bovino.

O trabalho, coordenado pela Secretaria da Agricultura, foi realizado também junto aos produtores que comercializam nas Ceasas de Barbacena, Caratinga, Governador Valadares, Juiz de Fora e Uberlândia para garantir o compromisso de ajuste às normas sanitárias.

Novos produtos

Neste ano, além do queijo, a regularização também irá atingir demais derivados lácteos (doce de leite, manteiga e requeijão) colocados à venda nos MLPs das unidades da Ceasa no Estado.

De acordo com a assessora técnica da Susaf, Luciana Rapini, “existe ainda a proposta de que, nos mercados livres de todos os entrepostos, sejam iniciadas neste ano ações educativas para transporte e venda de produtos de origem vegetal seguindo as normas de qualidade e segurança alimentar”. Será usado como referência o trabalho desenvolvido com os produtos de origem animal.

O grupo de trabalho criado para acompanhar o cumprimento das ações do Termo de Ajustamento de Conduta é constituído pelas seguintes instituições: Secretaria da Agricultura com suas vinculadas – IMA e Emater – Ceasaminas, Secretaria de Estado de Saúde, Prefeitura de Contagem e Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros de Minas Gerais (Aphcemg).

Caixas plásticas

Lucas Scarascia destaca também a implantação do uso de caixas plásticas higienizáveis no MLP usadas para o comércio de hortigranjeiros. “Vamos difundir neste ano o uso dessas caixas no MLP. Hoje a maioria dos produtores ainda utiliza as caixas de madeira. Além de diminuir a propagação de pragas e doenças que podem representar riscos para a saúde, o uso das caixas plásticas sanitizadas vai possibilitar a redução de perdas dos alimentos entre a pós-colheita até a mesa do consumidor”, explica.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Autoridades alemãs questionam segurança alimentar


A descoberta da substância química altamente tóxica dioxina em ovos e carne de aves na Alemanha desencadeou uma extensa investigação e chamou para uma reavaliação das normas de segurança alimentar. Promotores no estado da Renânia do Norte-Vestfália lançaram uma investigação a fim de comprovar se produtores de ração para frangos usaram de fato ingredientes contaminados com a substância tóxica dioxina. O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Johannes Remmel, exigiu ontem (04/01/11) que os responsáveis pela contaminação sejam punidos.


"Isso é um escândalo, cujas consequências políticas terão que ser discutidas. Temos que falar sobre a cadeia (produtiva) e avaliar se o controle é suficiente", disse Remmel à emissora alemã ARD. 

Remmel disse ainda que mais produtores poderão ainda ser interditados ao longo das investigações. "Não acho que haja um risco muito sério, mas a dioxina simplesmente não faz parte dos alimentos. Existe uma razão para termos limites máximos permitidos. Adioxina é perigosa para a saúde e pode causar câncer", disse ele.

A Secretaria de Agricultura da Baixa Saxônia, no entanto, qualificou as normas atuais como suficientes para a proteção dos consumidores.

"Pelas informações que temos, não há sério risco para os consumidores ao ingerir ovos", disse Helmut Schafft, diretor de alimentação animal do Instituto Federal de Avaliação de Risco. A Sociedade Alemã de Nutrição (DGE) alertou também contra reações de pânico, mas disse que, por medidas de segurança, as crianças não devem ingerir ovos diariamente.

Mais de mil granjas em toda a Alemanha foram proibidas de vender ovos e carne de aves, e mais de 8 mil frangos foram sacrificados depois que a substância cancerígena foi encontrada na ração animal.

Autoridades nos estados de Brandemburgo e Saxônia-Anhalt disseram que, de um total de 527 toneladas de ração animal, pelo menos 55 toneladas de ração suspeita foram utilizadas para alimentar frangos. E mais de 100 mil ovos contaminados já foram destinados ao mercado.

CONEXÕES FORA DO PAÍS

Acredita-se que as propriedades rurais afetadas tenham comprado ração animal contaminada com dioxina do fabricante de ração animal Harles & Jentzsch, no estado de Schleswig-Holstein, no norte da Alemanha. A empresa teria, por sua vez, comprado produtos de um parceiro comercial na Holanda. O ministério público investiga a responsabilidade da empresa.

O diretor da empresa Harles & Jentzsch, Siegfried Sievert, disse ontem (04/01/11) que há anos mistura-se resíduos da produção de biodiesel à ração animal. "Acreditamos equivocadamente que os resíduos de ácidos graxos da produção de óleo de palma, soja e canola (utilizados na produção de biocombustíveis e fornecidos pela companhia holandesa) seriam adequados para a alimentação animal", declarou.

A empresa alemã Petrotec, que fornece os ácidos graxos para a empresa alimentícia holandesa, disse que seus produtos são adequados apenas para lubrificantes industriais e não para a alimentação animal.

No entanto, a fonte exata da contaminação por dioxina ainda não foi identificada. O porta-voz da Secretaria Estadual da Agricultura da Baixa Saxônia, Gert Hahne, disse que pode levar semanas até que todos os produtos das granjas afetadas possam ser testados para detectar a presença de dioxina.

A previsão que deixou a Associação Alemã de Agricultores indignada. Seus representantes alertam que a medida pode levar os agricultores à falência e exigem que os culpados paguem pelos danos.

FF/dpa/ap/afp
Revisão: Soraia Vilela


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Japão reclama de carne contaminada



Japão reclama de carne contaminada
26/10/10 - 00:00 
Uma remessa de carne bovina brasileira processada encaminhada ao Japão teve atestado excesso de resíduos de ivermectina, medicamento utilizado para o controle de parasitas em bovinos. O governo brasileiro confirmou a informação, contudo, a assessoria do Ministério da Agricultura informou tratar-se de um caso "não alarmante". O presidente da Abiec, Antônio Camardelli, explicou que tratam-se de amostras que chegaram ao Japão para avaliação de potenciais clientes e que apresentaram níveis de resíduos acima do permitido pela lei japonesa. Conforme o dirigente, após a identificação recente de resíduos em cargas encaminhadas aos EUA, o Japão alterou sua legislação. Os produtos embarcados ao país teriam sido elaborados antes da mudança. "É mercado que nos interessa muito." O Brasil já exportou ao Japão 9,3 milhões de dólares em carne processada neste ano.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sauditas apostam no Brasil para garantir segurança alimentar



Arábia Saudita quer garantir a segurança alimentar de sua população. E para isso vai investir na produção e compra de alimentos no exterior. Neste contexto, o Brasil é um dos principais aliados. Tanto que o país árabe pretende aumentar o comércio de produtos do agronegócio com o Brasil e ainda investir no setor dentro do país. 



O assunto foi discutido nesta ontem (04/10/10), durante o Encontro Empresarial Brasil-Arábia Saudita, em São Paulo (SP), do qual o ministro da Agricultura saudita, Fahad Abdulrahman Bal Ghunaim, participou com uma missão de representantes do governo e empresários de seu país. Eles se reuniram com membros do governo e do empresariado brasileiro.

De acordo com Ghunaim, a escassez de recursos hídricos obrigou o governo da Arábia Saudita a reduzir a produção de grãos no país, que gera um grande consumo de água. "Assim, o rei Abdullah [bin Abdel-Aziz al-Saud] recomendou aos empresários sauditas a investirem nos países que dispõem de boas condições para a agricultura", explicou.

Com isso, o Brasil está no topo da lista de interesse de investimentos sauditas no agronegócio. Além de aumentar a compra de alimentos do país, os árabes também buscam oportunidades de aplicação de seu capital. Segundo o ministro saudita, ainda não foi definido o montante total a ser investido no plano de segurança alimentar. A missão que está no Brasil deverá ajudar a delinear o tamanho do aporte que o país poderá receber e as áreas do agronegócio que serão beneficiadas. "A ideia desta missão é ver o que o setor de agricultura no Brasil alcançou em termos de desenvolvimento", declarou Ghunaim.

Arábia Saudita é o maior comprador de produtos do agronegócio do Brasil no mundo árabe. Entre os artigos importados, os principais são carne, açúcar e cereais. Segundo Ghunaim, seu país também tem interesse em importar milho, arroz e trigo. De janeiro a agosto de 2010, as importações sauditas do setor somaram US$ 1,18 bilhão. Se forem consideradas as exportações brasileiras de todos os setores ao país árabe, este ano os embarques já somaram US$ 3,5 bilhões.

"Temos todas as condições de contribuir para que a Arábia Sauditaseja bem sucedida no seu projeto de garantir a segurança alimentar para sua população", afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Miguel Jorge, durante o evento. Ele também destacou o papel do país árabe nas exportações brasileiras. "A Arábia Saudita é hoje nosso principal parceiro no Oriente Médio. Precisamos diversificar muito nossa pauta comercial".

Para dar início a esta diversificação, Miguel Jorge irá liderar uma nova delegação de empresários brasileiros à Arábia Saudita no início de dezembro deste ano. "Temos a missão de atrair investimentos sauditas para a área de petróleo, energia, infraestrutura, portos, aeroportos, etc. Eu acho que há boas oportunidades, principalmente para grandes fundos estrangeiros aplicarem nesses projetos. São poucos os países que têm as oportunidades de investimentos como as que nós temos no Brasil", ressaltou.

Para Salim Taufic Schahin, presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, esta é uma das mais importantes missões da Arábia Saudita que o Brasil já recebeu. "A missão veio estruturada, com vontade de investir, o Brasil está no radar saudita e, tenho certeza que, depois dessa missão, muitos negócios irão frutificar".

Célio Porto, secretário de Relações Internacionais do Agronegócio doMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), destacou que o Brasil é uma das poucas fronteiras agrícolas com capacidade de expansão no mundo. "O Brasil é um país de grandes oportunidades na área agrícola, mas precisa de capitais, pois não tem recursos financeiros abundantes". Para ele, há uma convergência entre os interesses sauditas e brasileiros. "Entendemos que o Brasil tem condições de gerar ao mundo segurança alimentar no fornecimento de alimentos".

Para Carlos Leopoldo, chefe da Divisão do Oriente Médio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a Arábia Saudita deve ver no Brasil um parceiro para garantir sua segurança alimentar. Ele disse também que espera a cooperação do país árabe para a conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, composto por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Omã e Bahrein).

A delegação saudita ficará em São Paulo até amanhã (06/10/10). Durante este período, fará visitas a entidades setoriais, terá reuniões com exportadores brasileiros e encontrará o secretário-executivo do MAPA, Gerardo Fontelles.

LEIA TAMBÉM 


FONTE