quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pasto enfermaria evita contaminação e prejuízos aos rebanhos



Espaço facilita o tratamento de doenças e a correção de comportamentos impróprios em bovinos
Juliana Royo e Nivea Schunk06/07/2010  
Pastagens nutritivas, água limpa, abrigo à sombra e facilidade de alimentação em locais bem projetados são características fundamentais para os chamados pastos enfermarias, nas propriedades rurais. Exclusivamente dedicado ao acompanhamento de sintomas, tratamento de doenças e correção de comportamentos impróprios em bovinos, o espaço deve ser instalado bem próximo às residências dos peões. Além de permitir um atendimento mais adequado e eficaz, o recurso sanitário retira o animal contaminado da convivência do resto do rebanho.


Pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Pedro Paulo Pires, enfatiza a necessidade de promover essa separação ao surgimento dos primeiros sintomas. De acordo com ele, não adianta aplicar remédios sem observar o consumo de água, comida e excreção do gado. Como alternativa para regiões com forragens de baixa qualidade, a recomendação é cortar o pasto verde em outras áreas e oferecer juntamente com os concentrados de proteína nos coxos.
— A escolha da planta mais própria para cada solo é muito importante. Em solo ácido, por exemplo, é difícil colocar um pasto que não seja braquiária. Entretanto, uma braquiária bem adubada e irrigada estará sempre farta. E para solos mais ricos podemos usar panicuns e outros materiais — afirma.
Pires explica que esse período de isolamento pode variar. Enquanto as enfermidades mais corriqueiras da bovinocultura não demandam muito tempo, pela dificuldade de manejar animais pesados, a solução para questões comportamentais demora mais. Bezerros que perderam a mãe,  por exemplo, têm que receber leite na mamadeira. Outro desafio são os filhotes a quem a mãe se recusa a amamentar. Segundo o pesquisador, essas são situações de adaptação que sempre exigem mais tempo.

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