Mostrando postagens com marcador Transgênicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transgênicos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Atraso na regra de transgênicos na UE ameaça setor agrícola


UE não aceita carregamentos de transgênicos não considerados seguros.

Na última semana, autoridades deveriam ter decidido sobre novas regras.

Da Agência Estado

A demora para autorizar a importação de grãos contendo vestígios de organismos geneticamente modificados não autorizados dentro da União Europeia (UE) representa uma séria ameaça ao setor agrícola do bloco, informou na segunda-feira (14) o Comitê de Comércio de Cereais (Coceral).

Atualmente, a UE não aceita carregamentos contendo quantidades, ainda que pequenas, de transgênicos não considerados seguros dentro da Europa e já apreendeu cargas por este motivo no passado.

Sem consenso
Na última semana, autoridades deveriam ter decidido sobre novas regras para aprovar a presença de um baixo nível de organismos geneticamente modificados nos embarques, de modo a aliviar a pressão sobre os produtores do bloco. No entanto, a Comissão Europeia e representantes dos Estados membros não conseguiram chegar a um consenso, adiando novamente a proposta.

"O atraso na aprovação e publicação de uma solução técnica 'praticável' impõe sério risco às operações comerciais e pode impactar seriamente todo o segmento agrícola da UE, incluindo as indústrias de processamento, alimentação e ração animal", disse Teresa Babuscio, secretária-geral da Coceral.
Ela advertiu que, embora a posição do bloco sobre a presença de uma pequena quantia de transgênicos nas importações continue incerta, operadores não assumirão o risco de importar 80% dos grãos e alimentos necessários para indústria. "Isso deixa os importadores europeus de grãos e matérias-primas para ração expostos a altos riscos e a sérias incertezas jurídicas", disse a Coceral em um comunicado. As informações são da Dow Jones.

domingo, 24 de outubro de 2010

Assinado protocolo de Nagoya-Kuala Lumpur sobre responsabilidade e compensação de danos causados por transgênicos



Esta semana, as partes do Protocolo de Biossegurança aprovaram o Protocolo de Nagoya-Kuala Lumpur sobre Responsabilidade e Compensação, que irá estabelecer regras e procedimentos internacionais de responsabilidade e compensação em caso de danos causados à diversidade biológica resultante de organismos geneticamente modificados.

O novo tratado é um documento suplementar ao Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança. Para o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Michihiko Kano, o acordo representa um enorme avanço, já que o novo documento constitui uma boa oportunidade para renovar os esforços e enfrentar os desafios da biodiversidade global, a fim de proteger a vida das gerações atuais e próximas.

“É nosso dever e responsabilidade assegurar para a próxima geração uma riqueza de biodiversidade e estilos de vida que coexistem harmoniosamente com a natureza", disse Kano.

O secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD),  Ahmed Djoghlaf, acredita que o acordo para aprovar o Protocolo Nagoya-Kuala Lumpur sobre Responsabilidade e Compensação é um marco importante no esforço global para proteger a vida na Terra.

"O nome do novo tratado, que inclui cidades dos Hemisférios Norte e Sul, envia uma mensagem política clara e forte, a de que enfrentar os desafios hoje exige uma parceria de cooperação norte-sul, e aponta para uma nova forma de negociação", destacou. (Com informações do MMA) 

Fonte:Gestão CT

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ceará fará leite com proteína humana

Pesquisadores brasileiros acabam de dar dois passos importantes rumo ao objetivo de produzir um tipo de leite “fortificado” com proteínas humanas, capaz de combater a diarreia infantil.
A doença é a sexta principal causa de mortes de crianças de 1 a 5 anos no Brasil. A intenção dos cientistas da Unifor (Universidade de Fortaleza) é usar cabras transgênicas para obter o leite.
Sinal verde - O grupo da Unifor conseguiu sinal verde da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para criar linhagens transgênicas de bovinos e caprinos.
Esses animais serão capazes de produzir, nas glândulas mamárias, as proteínas humanas lisozima e lactoferrina. Elas são encontradas no leite materno humano e têm propriedades antibióticas e antimicrobianas.
Os cientistas também obtiveram, após um ano de negociação, permissão do Ministério da Agricultura para importação de sêmen de caprinos transgênicos da Universidade da Califórnia em Davis, parceira do projeto.
“Importar o sêmen é parte importante da pesquisa”, explica a bióloga Luciana Bertolini, da Unifor. As fêmeas de cabras no Brasil servirão de “mães de aluguel” para produção de clones dos animais americanos, que já possuem transgenia para produção da proteína lisozima.
Os pesquisadores querem desenvolver caprinos transgênicos que carreguem o gene de outra proteína, a lactoferrina humana.
DNA recombinante – A produção será feita por meio de DNA recombinante -mesma metodologia de fabricação de alguns medicamentos. Na indústria farmacêutica, o DNA recombinante costuma ser inserido em bactérias ou leveduras, que funcionam como biofábricas. “Já proteínas muito complexas, como a lactoferrina, precisam ser produzidas em animais”, explica Bertolini.
A Unifor pretende construir o primeiro laboratório de animais transgênicos capazes de produzir as duas proteínas humanas. A ideia é ter um rebanho em dois anos.
A universidade usará, no laboratório, parte dos R$ 6 milhões liberados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia para as pesquisas, que envolvem outras duas universidades cearenses: a Uece, estadual, e a UFC, federal. (Fonte: Sabine Righetti/ Folha.com)

www.noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/08/30/59658-ceara-fara-leite-com-proteina-humana.html 

Enviado por e-mail por natália Nespolo