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sexta-feira, 20 de maio de 2011

A melhoria da qualidade do leite e a IN 51

 Por Marcos Veiga

 A qualidade do leite voltou à pauta de discussões da cadeia produtiva do leite. Não é por acaso. Um dos responsáveis por esse repentino interesse é a alteração dos limites de qualidade do leite cru previstos para 2011. Vale lembrar que esta redução dos limites de CCS e CBT estava prevista desde 2002, há mais de 10 anos, quando foi editada a Instrução Normativa 51/2002 do MAPA.

A IN 51/2002 previa a vigência de limites de CCS e CBT no patamar de 1.000.000 células/mL (CCS) e 1.000.000 ufc/mL (CBT) a partir de 2005, além de outras importantes exigências como o resfriamento do leite na propriedade rural e a coleta a granel a cada 48 horas. A coincidência dos valores de CCS e CBT pode ter contribuído para alguma confusão por parte do produtor, mas na época, podemos considerar que foi um avanço para a cadeia produtiva, já que até então o país não tinha limites para CCS e C BT do leite cru tipo C. A partir de julho/2008, os mesmos critérios foram reduzidos de forma idêntica para 750.000 (cel./mL e ufc/mL) e finalmente, em 2011 haverá (ou haveria?) a redução para 100.000 ufc/mL e 400.000 cel./mL, para CBT e CCS.

Não é exagero afirmar que o tema de qualidade do leite está longe de ser uma unanimidade dentro da cadeia produtiva. O que poderia ser uma situação de convergência entre produtores, indústria processadora e consumidores, reflete os vários conflitos de interesse dentro de um setor em fase de consolidação.

Uma importante pergunta a ser respondida pelo setor produtivo é: a) qual a demanda atual de qualidade por parte do consumidor? b) o que as empresas e produtores podem ganhar com a melhoria da qualidade? 

Do lado do consumidor não se nota grande capacidade de diferenciação em relação à qualidade. Para a maioria dos consumidores, com pouco conhecimento sobre os processos produtivos, o s principais critérios são a segurança (ausência de resíduos de antibióticos e inocuidade em relação à transmissão de doenças), sabor agradável e razoável vida de prateleira. É ainda muito incipiente, mas crescente, grupos de consumidores preocupados com os atributos de composição, efeitos benéficos sobre a saúde, respeito ao ambiente e bem-estar animal. Sendo assim, considerando o baixo grau de exigência do consumidor, pois para muitos o leite e derivados é quase uma commodity, cabe ao pode público, em particular a inspeção oficial, determinar os padrões mínimos aceitáveis de qualidade e segurança.

Entre os produtores e a indústria processadora existem visões divergentes sobre a qualidade. Os produtores reclamam que a produção de leite de qualidade gera maiores custos, o que somente seria rentável se o leite for pago por qualidade, o que ainda não ocorre de forma disseminada na cadeia produtiva. As empresas, por sua vez, alegam qu e grande parte dos produtores não atendem aos critérios mínimos de qualidade e dada a concorrência acirrada pela captação de leite, se um determinado laticínio tornar mais rígidos os padrões de qualidade, alguns produtores simplesmente mudariam para um laticínio de menor exigência.

Considerando o histórico de avaliação da qualidade do  leite no Brasil, é forçoso reconhecer que, a despeito de muitos esforços isolados, não houve melhoria substancial das médias de CCS e CBT durante os últimos cinco anos. Em 2007, cerca de 10 e 25% de produtores analisados não atendiam aos padrões de 1.000.000 de CCS e CBT, respectivamente. Em 2009, em um grande levantamento feito pela RBQL (Rede Brasileira de laboratórios de Qualidade do Leite) em quase 1,7 milhão de análises, aproximadamente 21 e 42% das amostras analisadas não atendiam o padrão 750.000 de CCS e CBT, respectivamente. É fácil concluir que com a redução do limite de CCS e CBT em julho/11 esse percentual de não conformidade tende a aumento. Com base nestes números, a qualidade parece não ter sido encarada como questão estratégica para uma parcela significativa da cadeia produtiva.

A alteração dos limites de CCS e CBT, prevista para julho/2011, é vista diferentemente por dois grupos de opiniões: os que propõe adiar os prazos e/ou não reduzir os limites de CCS e CBT e os que torcem para a aplicação dos novos padrões de exigência. As razões alegadas pelo primeiro grupo, que incluem empresas e parte das entidades de classe dos produtores, são de que a redução dos limites traria grandes dificuldade de atendimento aos novos padrões, e consequentemente resultaria em instabilidade ao setor produtivo e potencial exclusão de produtores. Do outro lado, muitos técnicos, laticínios e produtores enxergam que a mudança ou adiamento dos novos padrões geraria total descrédito da IN 51 e desestimularia os produtores e empresas que fizeram a  lição de casa, os quais são hoje a maioria dos produtores. Em outras palavras, uma mudança neste momento traria benefícios justamente aos que não implantaram programas e medidas de controle durante o período de implantação da IN 51.

Acredito que a alteração da data (postergar) ou a não redução dos limites previstos seja uma discussão secundária dentro da atual realidade, pois embute a crença de que tais medidas podem minimizar os atuais problemas de qualidade e permitir mais tempo para que os produtores e empresas possam atuar para reduzir as não-conformidades. Entendo que esta visão de postergar prazos não resolve os problemas, pois a atual legislação de qualidade foi editada em 2002 (IN 51/2002) e previa uma carência de 3 anos para início da vigência efetiva de padrões mínimos de qualidade somente a partir de 2005. Além disso, uma parte das empresas e produtores que investiu em treinamento, melhoria de procedimentos e valorização d a qualidade, já trabalha com mais de 90% do leite atendendo as novas exigências de CBT, o que somente está previsto para entrar em vigor a partir de julho/2011. 

Desta forma, somente postergar sem um plano de ação para atacar os problemas principais da qualidade do leite, significaria empurrar o problema para frente, deixando de buscar as origens: falta de capacitação do produtor, ausência de pagamento por qualidade, indefinição sobre aplicação da legislação, deficiências de infra-estrutura (estradas, eletrificação, equipamentos) e falta de assistência técnica. Esta postura não produz perspectivas de avanços. Além disso, é de se destacar que mesmo com os atuais limites de CCS e CBT (supondo que não haja alteração dos padrões de qualidade da IN 51), cerca de 40% das amostras não atendem os limites máximos para CCS e CBT. Sendo assim, a ideia de prorrogar prazos não traz perspectivas de melhoria da qualidade para uma parcela significativa do leite que atualmente tem qualidade deficiente. Em um estudo recente (Diagnóstico da Cadeia Produtiva do leite de Goiás - FAEG), os produtores indicaram que a melhoria da qualidade do leite tem como pré-requisito básico uma boa assistência técnica, pagamento por qualidade e oferta de financiamentos. Não se menciona, por desconhecimento ou falta de importância, a influência da legislação.

A experiência internacional, de cooperativas e grande empresas que implantaram sistemas de valorização da qualidade (pagamento por qualidade) no Brasil, desde 2005, indica que os produtores respondem de forma imediata aos incentivos de bonificação e penalização com base na qualidade do leite. Deve-se lembrar de que tais programas devem ter como princípios a transparência das análises (realizadas em laboratório oficial), recebimento de extratos mensais de qualidade do leite, possibilidade de acesso a assistência técnica. A lógica do pagamento por qual idade é estimular via bonificação sobre um preço base o produtor de leite de alta qualidade, assim como penalizar o leite de qualidade inferior. É um princípio simples: pagar mais por uma matéria prima de maior valor e potencial de lucratividade para empresa. Tais programas já foram implantados com sucesso em outros países desde a década de 1980e 1990, contudo não houve ampla difusão entre as empresas, cooperativas e laticínios brasileiros, com apenas poucos exemplos de sucesso.

Outro limitante para a melhoria da qualidade do leite e que tem sido pouco abordado é a necessidade de assistência técnica. Dada a complexidade dos sistemas de produção e a farta oferta de tecnologias, é necessário que o produtor tenha auxílio técnico para a tomada de decisões em relação ao manejo de ordenha, controle de mastite, limpeza de equipamentos, entre outros. Muitas vezes encontramos situações nas quais o produtor usa tecnologias sem qualquer comprovaçà £o técnico-cientí fica, por desconhecimento ou falta de assistência técnica competente. É de se destacar que grande parte dos atuais
programas de fomento a produção de leite (Balde Cheio, Educampo, Cati Leite) tem como fundamento básico a necessidade de assistência técnica. É chegada a hora de incluir a qualidade do leite dentro deste contexto produtivo. Temos atualmente um conjunto de tecnologias disponíveis e a baixo custo para produzir leite de alta qualidade, mesmo para pequenos produtores com ordenha manual.

Voltando a IN 51, temos que usar o atual momento de discussão em torno da mudança dos padrões da IN 51 como oportunidade de encontrar soluções mais definitivas para problemas crônicos de qualidade e apontar as possíveis estratégias de ação capazes de abrir oportunidade de melhoria da qualidade. Devemos usar a oportunidade para buscar possíveis soluções para reduzir a zero os atuais problemas de não-conformidades de CCS e CBT (e de  composição) e caminhos para implantar sistemas de valorização da qualidade, pois não temos como exigi-la com sistemas de pagamento que não diferenciam o produtor em função da qualidade diferente. 

Fonte: SANTOS, M. V. A melhoria da qualidade do leite e a IN 51.
Inforleite, São Paulo-SP, abril/2011.
Enviado por e-mail por Roberto Amaral

ENVIADO POR E-MAIL POR rOB

quinta-feira, 24 de março de 2011

MS oficializa adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal


A Superintendência Federal de Agricultura (SFA-MS) recebeu na última quinta-feira (17) o pedido oficial do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Orígem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SISBI/MAPA). O município de Anaurilândia possui um entreposto de mel e um abatedouro de bovinos com desossa que abate 50 animais/dia e será o primeiro a ser beneficiado com a decisão. Os próximos municípios a aderirem ao sistema de inspeção do MAPA serão: Caracol, Chapadão do Sul, Pedro Gomes e São Gabriel do Oeste.

Na prática, a decisão do Governo Estadual implica na ampliação do mercado para os produtos de origem animal (carne, mel, ovos e pescado) produzidos no Estado. As Indústrias com Serviço de Inspeção Estadual (SIE/IAGRO) e Serviço de Inspeção Municipal (SIM/Prefeituras), poderão comercializar seus produtos em todo o Território Nacional e não apenas no MS conforme a legislação estabelece.

Nesse primeiro momento será necessária uma revisão na legislação estadual para dirimir os pontos conflitantes com a legislação federal, adequações de estabelecimentos, treinamento de técnicos e pessoal, entre outras ações que farão parte da nova rotina dos estabelecimentos (frigoríficos, laticínios e entrepostos de ovos, mel e pescado) que desejarem migrar para o sistema SISBI/MAPA.

A decisão também favorece pequenas indústrias com SIE e SIM que atendem a agricultura familiar e que poderão fornecer produtos de origem animal para atender a demanda de consumo durante a realização da Copa do Mundo de 2014.

Fonte: Assessoria de Imprensa Seprotur
(67) 3318-5053

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

RS: Secretaria da Agricultura confirma nomes para a Defesa Animal e Cispoa





Secretaria da Agricultura confirma nomes para a Defesa Animal e Cispoa
28/02/11 - 17:57 
Os médicos veterinários Nelmo Antonio Adams e Ângela Antunes de Souza são os técnicos que passam a chefiar, respectivamente, a Divisão de Fiscalização da Defesa Sanitária Animal e a Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cispoa), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa). Os nomes foram os primeiros a serem confirmados pelo diretor do Departamento de Produção Animal, Eraldo Marques, ao qual os setores são vinculados. 

Natural de Caibaté, Adams integra o quadro funcional da Seapa desde agosto de 1982, já tendo dirigido a Defesa Sanitária Animal. Ultimamente, esteva lotado na Inspetoria Veterinária e Zootécnica (IVZ) de Guaíba e na Supervisão Regional de Porto Alegre. Nos últimos quatro anos, atendia aos municípios de São Leopoldo, Novo Hamburgo e Sapucaia do Sul. 

Ângela de Souza vem desenvolvendo suas atividades junto à Cispoa desde dezembro de 2008. Aprovada no último concurso realizado pela Seapa para médico veterinário, em 2006, Ângela tomou posse em janeiro de 2007. Ficou lotada, até a remoção para Porto Alegre, na Supervisão Regional de São Luiz Gonzaga. 

Ao comunicar os novos dirigentes, Eraldo Marques disse que a escolha foi pautada na competência técnica e na dedicação dos veterinários. A Divisão de Fiscalização da Defesa Sanitária Animal cuida de todos os programas afins, como controle e erradicação da brucelose e tuberculose, da febre aftosa e sanidades avícola e suína, entre outros. À Cispoa cabe inspecionar todos os produtos de origem animal comercializados dentro do Rio Grande do Sul, desde o abatedouro até entrepostos e indústria


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Consumo de leite clandestino volta a ser discutido nacionalmente



A falta de fiscalização na comercialização de leite e seus derivados voltou a ser discutida no cenário nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada dez litros de leite produzidos em todo país, três não passam por nenhum tipo de fiscalização. Em Alagoas, a Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) já vem trabalhando para tentar coibir essa prática. 

No estado, o trabalho começou junto às autoridades da cidade de Arapiraca, região Agreste. Segundo Aldemar Monteiro, presidente da CPLA, órgãos municipais, como vigilância sanitária e Secretaria de Agricultura estão colaborando no processo de identificação dos pequenos produtores da região. A proposta é promover uma campanha para conscientizar sobre os danos do comércio clandestino do leite. 

A campanha ganhou reforço do Ministério Público Estadual, através do promotor Napoleão Amaral, que vai propor uma audiência pública na cidade de Arapiraca para discutir o que pode ser feito junto aos agricultores para garantir leite de qualidade à mesa dos alagoanos. “O leite clandestino além de não passar por nenhuma inspeção pode oferecer risco a saúde da população. Quem julga que aquele leite vindo direto do produtor é fresco e mais saudável pode está enganado”, alertou Monteiro. 

A engenheira de alimentos e coordenadora do Laboratório de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Maria Cristina Delgado, explicou que o leite in natura, que não passa por nenhum processo de industrialização, tem um potencial muito grande, se manipulado e armazenado de forma incorreta, de reproduzir bactérias. Para ela o processo de pasteurização é indispensável, porque elimina a temida Salmonela e garante os valores nutricionais do alimento. 

“Consumir um alimento que não tem procedência pode acarretar doenças e o leite e seus derivados são alimentos altamente perecíveis. A preocupação deve ir desde as condições de tratamento do animal, como alimentação, por exemplo, até a higiene na produção, onde normalmente se apresentam as falhas”, reforçou Maria Cristina. 

Preço

A reclamação sobre os baixos preços praticados por laticínios foi contestada pelo representante da cooperativa, já que Alagoas paga R$ 0,76 por litro de leite, onde São Paulo e Minas Gerais, considerados os melhores mercados do setor no país pagam R$ 0,60 a cada litro de leite. “Alagoas e o Programa do Leite é quem melhor paga ao pequeno produtor. O leite que é vendido de porta em porta é repassado ao consumidor por atravessadores e comprado direto do produtor por preço bem abaixo do praticado”, revelou Aldemar Monteiro. 

A informalidade prejudica o setor como um todo. Hoje o consumo de leite pasteurizado é 72 mil litros dia, incluindo os do Programa do Leite, Fome Zero, estima representantes do setor. “Nosso trabalho é pela valorização do agricultor familiar, não tem produto mais ligado ao pequeno agricultor, que o leite saquinho. Estamos trabalhando para que o alagoano volte a consumir o leite pasteurizado e assim fixar o homem no campo com dignidade”, finalizou Monteiro. 

As informações são da assessoria de imprensa da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Um terço do leite no país chega ao consumidor sem inspeção


JULIANA COISSI DE RIBEIRÃO PRETO 
Três anos após o escândalo que pôs em xeque a qualidade do leite no Brasil, o setor ainda tem problemas. A cada 10 litros produzidos, 3 não passam por inspeção.
Os últimos dados anuais fechados revelam que 9,5 bilhões de litros produzidos em 2009 (33% do total) não passaram pelas autoridades sanitárias, segundo o IBGE.
Os números mostram pouco avanço na fiscalização desde 2007, quando a Polícia Federal deflagrou uma operação que encontrou soda cáustica e água oxigenada adicionadas ao leite.
Naquele ano, 8,2 bilhões de litros (31,5%) de leite ou derivados foram consumidos pelos brasileiros sem qualquer fiscalização sanitária. A repercussão chegou a atingir gigantes, como a Parmalat, e a Anvisa interditou lotes.
O leite informal e ilegal vem geralmente do pequeno produtor, que não conseguiu bom preço na cooperativa e decide vender no varejo.
"Sempre vai haver esse leite informal se a inspeção dos governos não tomar uma atitude e passar a fiscalizar e multar", afirma Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Leite).
Vendido em garrafas pet ou transformado em queijo, esse leite não inspecionado é levado diretamente ao consumidor ou é entregue em feiras livres, quitandas e outros comércios. "Campeãs de consumo de queijo informal são as pizzarias de São Paulo", diz Rubez.
O preço atrai: o litro vendido ao laticínio rende ao produtor de R$ 0,60 a R$ 0,65, segundo pecuaristas ouvidos pela Folha. Na garrafa pet, sai por até R$ 1,30. A peça de queijo, que consome cerca de oito litros, é vendida a R$ 10.

LUCRO MAIOR
A vantagem econômica afastou do laticínio Wilson Couto Rosa Júnior, 57, produtor de leite há 40 anos no interior paulista.
Em 2002, ele decidiu deixar a cooperativa e assumiu a "clientela" de um vizinho. Hoje são 40 fregueses. Ele vende até 50 litros de leite por dia (a R$ 1,25 cada) e ainda faz 20 queijos por semana, que rendem R$ 200.
Se, como cooperado, sobrava renda de R$ 1.000 por mês, como autônomo Wilson obtém o dobro.
Todos os dias, ele sai de casa antes das 7h para entregar as garrafas. O horário cedo é devido à perecibilidade do produto, mas também para evitar fiscais. "É inviável vender para laticínio. A gente faz isso para a sobrevivência."
Outros produtores usam o leite informal como complemento. Um deles em Ribeirão Preto, que pediu para não ser identificado, entrega de 100 a 120 litros por dia ao laticínio, a R$ 0,60. O que sobra (de 30 a 40 litros) vende na rua, a até R$ 1,30, ou transforma em queijo.
"A pessoa que compra da gente sabe que é bom. Prefere o leite natural, puro. O que fazer o pequeno produtor se não puder vender leite na rua?", pergunta.
A falta de inspeção traz riscos à saúde. "Às vezes [o leite] nem sequer passa por pasteurização e, com isso, corre-se o risco de bactérias patogênicas", diz Laerte Cassoli, da Clínica do Leite da USP.
O Ministério da Agricultura e as secretarias da Agricultura de Estados produtores dizem que há falha nas três esferas (inclui prefeituras).


E EU COM ISSO?
É PRECISO CHECAR SE EXISTE O SELO 

Especialistas não recomendam consumo de leite ou derivados não inspecionados, já que não há garantia de salubridade. É importante checar se a embalagem contém o selo de certificação (federal, estadual ou municipal). Telefones para denúncias em SP: 156 e 0/ xx/11/ 3397-8278.


OUTRO LADO

Controle depende da ação de vigilâncias, diz ministério

Órgão de SP diz não poder fiscalizar o que é vendido na rua, apenas o que é comercializado em estabelecimentos

DE RIBEIRÃO PRETO 

O Ministério da Agricultura e os governos paulista e mineiro admitem que é preciso melhorar o controle da venda de leite e de queijo sem inspeção, e dizem que isso depende de um esforço conjunto entre prefeituras, Estados e ministério.
"Infelizmente, ainda existe na população a cultura de que aquilo que vem da roça é melhor, mas não é verdade", diz Carlos Roberto Turchetto Junior, chefe substituto da Divisão de Inspeção de Leite e Derivados do ministério.
Segundo ele, é tarefa das vigilâncias sanitárias de prefeituras e Estados coibir a venda desses produtos em comércios e na rua. A do município de São Paulo, porém, diz só poder controlar o que é vendido em estabelecimentos comerciais.
No ano passado, foram fiscalizados pelo órgão 839 restaurantes, bares e pizzarias na capital. Em 36 locais, os fiscais inutilizaram produtos como queijo ou equipamentos sem procedência.
Sobre a afirmação de que pizzarias compram queijo informal, a Associação Pizzarias Unidas (que representa estabelecimentos do Estado) disse desconhecer a prática.
Em Minas, das 26 mil agroindústrias de leite e outros produtos do campo, só 6.000 estão regulares -metade é do ramo de leite e derivados-, segundo o Instituto Mineiro de Agropecuária.
Para o diretor da entidade Altino Rodrigues Neto, a lei brasileira é "inadequada" e "extremamente exigente" com o pequeno produtor.
"Eles não conseguem e não necessitam seguir a legislação de uma grande empresa. Essa é uma lei antiga, que não se adequou ao mercado brasileiro. Isso gerou uma informalidade."
Rodrigues diz que o Estado criou prazos legais para ajudar empresas a se adaptarem e que abrirá mais laboratórios para controle de qualidade -a maioria fica na capital.
Em São Paulo, o coordenador da Defesa Agropecuária, Cláudio Alvarenga de Melo, diz que o queijo e o leite informais chegam no máximo a 15% da produção e que combater a ilegalidade "é competência de todas as esferas".

FISCALIZAÇÃO


A Operação Ouro Branco da Polícia Federal, em 2007, fez com que o ministério revisse a forma e a frequência com que fiscais visitam as indústrias. Em 2007 e 2008, foram colhidas 1.500 amostras.
Dessas, 29 tiveram indícios de fraude, e as empresas tiveram sanções, como proibição de vender leite até a regularização -algumas fecharam e foram vendidas.
Em 2010, foram 3.000 amostras analisadas, 27 com indícios de leite adulterado.
Por outro lado, regras do ministério tornarão mais rígido, a partir de julho deste ano, o limite de bactérias no leite que chega ao laticínio.


Infraestrutura ruim é entrave à indústria leiteira

DE RIBEIRÃO PRETO

Infraestrutura ruim ainda é ameaça à produção de Minas -maior bacia leiteira do país-, e à das novas áreas de produção, como Mato Grosso, Rondônia e Tocantins.
"Para o leite chegar ao laticínio, tem toda essa infraestrutura necessária de estrada, principalmente, e o armazenamento em frio", disse Leorges da Fonseca, docente da UFMG especializado em tecnologia de alimentos.
Já houve casos em cidades mineiras, segundo Fonseca, em que o laticínio demorou até três dias para conseguir atravessar a estrada e buscar o produto com o pecuarista.
"Se esse leite ficar dois, quatro dias estocado, mais chance tem de as bactérias se multiplicarem", afirma.
O transporte é o maior desafio ao produtor, diz Jorge Rubez, presidente da entidade Leite Brasil. "Os próprios produtores se organizam para arrumar a estrada."


ANÁLISE

Quem ganha e quem perde com a informalidade da indústria de leite

MARCO AURÉLIO BERGAMASCHI
ESPECIAL PARA A FOLHA 

Produzir leite é tão antigo quanto a história do homem.
E uma vaquinha no fundo do quintal é ainda mais comum do que muitos possam supor.
Persiste, entre boa parte da população, a falsa ideia de que, se o leite veio direto da roça, é forte, é puro e é bom.
O Brasil produz cerca de 29 bilhões de litros de leite por ano, incluindo os produtos derivados. A estimativa é de que cerca de 45% venha de produção informal, aquela sem inspeção sanitária e que não recolhe impostos.
Ainda é significativo o número de consumidores que compram esses produtos sem inspeção. É sabido que o leite não pasteurizado pode estar contaminado e é um dos maiores responsáveis por distúrbios gastrointestinais, além de transmissor da brucelose e da tuberculose.
A informalidade ocorre, principalmente, devido aos maiores ganhos. Mas traz prejuízos para o consumidor.
Além disso, o beneficiamento de produtos derivados do leite em estabelecimentos fiscalizados é extremamente concentrado. São priorizadas as bacias leiteiras que proporcionam boa relação entre volume de leite disponível e logística de coleta. O custo do frete, pago pelo produtor, pode tornar inviável a entrega.
A produção leiteira está presente em praticamente todos os municípios do País, mas nem todos são atendidos por processadoras. O leite ali produzido não encontra outro destino senão o mercado informal, de leite em garrafas pet e derivados, como queijos, doces, coalhada.
A informalidade promove ainda uma concorrência desleal. Na atividade inspecionada, produtores e estabelecimentos comerciais recolhem taxas e impostos.
Quanto menor a arrecadação, maior a carga tributária que incide sobre os que trabalham dentro da lei.
A maioria dos pecuaristas leiteiros é de pequeno porte, com pouca produção, e depende de organização para comercializar sua produção.
Uma alternativa é associar-se a uma das cooperativas existentes. Estas respondem por cerca de 50% do leite fiscalizado produzido no Brasil.
Trabalhos de conscientização do produtor informal e da população e fiscalização mais rígida poderão se traduzir, no futuro, em benefícios para a saúde pública.
O resultado será a ampliação da atividade produtiva, nos mais elevados padrões de exigência dos mercados consumidores. A partir de então o Brasil poderá ainda ser um grande exportador de lácteos, com mais empregos e renda no campo.


MARCO AURÉLIO BERGAMASCHI é médico veterinário, doutor e supervisor do Sistema de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste


FONTE INDIRETA: CONTEÚDO LIVRE

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Programa Agregar Carnes reduz abate clandestino no RS



Após nove anos, o Programa Agregar Carnes RS é apontado como fator fundamental para a queda do abate clandestino no Estado. No período, o volume do abate informal passou de 50% para algo entre 15% e 20%.

O programa fomenta o desenvolvimento e a competitividade da cadeia produtiva com a concessão de crédito presumido às empresas habilitadas que adquirem bovinos, bubalinos e ovinos no Rio Grande do Sul. Os participantes pagam 2,5% de ICMS sobre as operações contra a tarifa em vigor de 7%.

Levantamento da Secretaria da Agricultura mostra que, somente no primeiro semestre deste ano, 93 empresas foram beneficiadas. A renúncia fiscal de R$ 41,7 milhões garantiu o abate regular de 682.488 cabeças.

De acordo com o coordenador do Agregar, Hermes Ribeiro, se o segundo semestre prosseguir no mesmo ritmo, será possível superar o recorde de 2006, quando foram abatidos 1,769 milhão de cabeç as pelo programa, que acumula  10,68 milhões de animais desde sua criação em 2002.

Segundo o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, a maioria dos abates dos frigoríficos do Estado está dentro do Agregar. Ele acredita que as estatísticas podem servir como um bom argumento na eventual necessidade de negociar a manutenção do programa com o novo governo estadual que  assume em janeiro. "Temos certeza que o novo governo irá reconhecer a importância do setor pecuário e manterá o Agregar."

Números do programa (abate de bovinos, bubalinos e ovinos):

- 2002 - 520.286 cabeças
- 2003 - 900.237 cabeças
- 2004 - 1.180.392 cabeças
- 2005 - 1.500.559 cabeças
- 2006 - 1.769.245 cabeças
- 2007 - 1.392.848 cabeças
- 2008 - 1.299.234 cabeças
- 2009 - 1.436.406 cabeças
- 2010 - 682.488 cabeças (até junho)

As informações são da Secretaria da Agricultura do RS e do j ornal Correio do Povo.

Enviado por Roberto Amaral

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inspeção Sanitária Animal no Haiti

Inspeção Sanitária Animal no Haiti –
Major Veterinário Francisco Augusto Pereira dos Santos
 A Resolução nº 1.542 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), de 30 de abril de 2004 criou a Missão das Nações Unidas para a Estabilização  do Haiti (MINUSTAH), com a finalidade de pacificação dos conflitos internos daquele país, atribuindo ao Brasil a liderança da missão em sua capital Porto Príncipe.
 Com o advento do terremoto de 7.0 graus na escala Richter que atingiu aquele país em janeiro de 2010, causando um total estimado de 200.000 mortes, centenas de desabrigados e prejuízos incontáveis ao já deficiente sistema sanitário, o Comando de Operações Terrestres (COTER), órgão do Exército Brasileiro responsável pela manutenção da missão no Haiti, em maio deste ano, designou uma equipe com dois oficiais veterinários e um sargento de saúde, a fim de proceder a uma avaliação higiênicosanitária, ambiental e epidemiológica no Contingente Brasileiro (CONTBRAS). O efetivo empregado foi oriundo do Instituto de Biologia do Exército (IBEx) no Rio de Janeiro, instituição responsável pela realização dos exames laboratoriais no Contingente Brasileiro por ocasião de sua partida do Brasil e retorno do Haiti.
  O IBEx também possui em seus quadros, uma Divisão de Ensino e Pesquisa com profissionais capazes de avaliar os resultados obtidos nas diversas análises utilizadas.
 Foram empregados na missão, no período de 5 a 19 de maio, o Major Veterinário Francisco Augusto Pereira dos Santos, formado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, especialista em Inspeção de Alimentos e a 1º Tenente Veterinária Karen Gomes de Souza, formada na Faculdade Estácio de Sá e com Pós-Graduação em Higiene e Saúde Pública e Inspeção de Alimentos de Origem Animal.
 Para atingir os objetivos definidos, foram utilizados equipamentos tais como termômetro espeto, termômetro infra-vermelho, balanças convencionais e analíticas, phmetro, lupas, entre outros, e acondicionados em “cases” especialmente confeccionados para a missão.
 Dividimos em sete as categorias a serem observadas:
 1. Gestão do Controle de Vetores
2. Gestão da Segurança Alimentar
3. Gestão dos Resíduos de Saúde
4. Gestão da Água
5. Gestão do Controle de Pragas
6. Gestão da Prevenção de Zoonoses
7. Gestão dos Resíduos Sólidos e Líquidos de Viaturas e Geradores
 1. Gestão do Controle de Vetores
 Segundo dados da ONU, o Haiti é considerado endêmico para o dengue com transmissão através do mosquito do gênero Aedes aegypti e possui alto risco de acometimento por malária durante todo o ano, tendo como principal transmissor o mosquito do gênero Anopheles albimanus. Em 2008, foram relatados 36.774 casos de malária dos quais 740 ocorreram na capital, Porto Príncipe.
 Quase todos os casos são pelo Plasmodium falciparum, protozoário sensível ao tratamento por cloroquina, droga preconizada como primeira linha de prevenção e tratamento. Com a finalidade de monitoramento da atividade dos mosquitos na Base Brasileira no Haiti, foi realizada uma pesquisa em armadilhas (PAr). Foram colocadas ovitrampas em locais estratégicos da Base. Ovitrampas são depósitos de plástico preto com capacidade de 500 mL, com infusão atrativa para mosquitos e uma paleta de Eucatex, presa por um clips simples e que tem a finalidade de atrair fêmeas do mosquito para oviposição.
 Elas foram instaladas em locais estratégicos da Base a uma certa altura do solo e retiradas 5 dias após. As ovitrampas constituem método sensível e econômico na detecção da presença de Aedes. São especialmente úteis na detecção precoce de novas infestações em áreas onde o mosquito foi eliminado. Após a eclosão dos ovos, foi possível realizar a identificação do vetor e serão realizados ensaios biológicos, moleculares e bioquímicos com a finalidade de avaliar o “status” de resistência aos inseticidas empregados, visando sua utilização de maneira adequada e eficiente, juntamente com outros métodos de controle preconizados como utilização de mosquiteiros, eliminação de focos, uso de repelentes, etc.
 2. Gestão da Segurança Alimentar
 A Portaria Nº 854/SELOM, de 4 de julho de 2005 (Regulamento Técnico de Boas Práticas em Segurança Alimentar nas Organizações Militares), é o regulamento do Ministério da Defesa que estabelece os critérios de higiene e de boas práticas operacionais para alimentos produzidos, fabricados, manipulados e prontos para o consumo no âmbito das Organizações Militares das três Forças Armadas (Marinha, Exército e Força Aérea). Possui uma lista de verificação com todos os itens ligados a saúde dos manipuladores, água para consumo e preparo de alimentos, controle integrado de pragas, estrutura e edificação, higiene do manipulador, transporte, recebimento e armazenamento de gêneros e higiene ambiental. Com o emprego desta lista, foi possível fazer uma avaliação precisa das condições higiênico-sanitária das cozinhas militares do CONTBRAS e propor medidas corretivas para os óbices encontrados. Foram analisados também, aspectos relativos à correta destinação dos resíduos de alimentos.
  3. Gestão dos Resíduos de Saúde
 Em cooperação ao Médico do CONTBRAS, a equipe procedeu à avaliação da correta destinação dos resíduos oriundos das enfermarias. Todo material infectante é enviado à Log Yard, instalação da ONU responsável pela sua destinação final, em conformidade ao manual “Standard Operating Procedure for the Collection of Hazardous Waste and Other Materials for Disposal - DPKO – UN”. Seu acondicionamento é feito adequadamente, em sacos e caixas que atendem o preconizado pelos órgãos reguladores nacionais e internacionais.
 4.Gestão da água
 A interrupção do sistema de fornecimento de água no Haiti e conseqüente contaminação devido aos danos causados na infra-estrutura de esgotos pelo terremoto de 12 de janeiro podem resultar em risco ao consumo aumentando a probabilidade do surgimento de doenças de veiculação hídrica. A Salmonella typhi (causadora da febre tifóide) e a hepatite A estão presentes e possuem potencial epidêmico. A cólera não é endêmica no país. Para prevenir tais agentes, o CONTBRAS utiliza para tratamento de sua água, um equipamento de osmose reversa que é composto por vasos de pressão tubulares, contendo em seu interior as membranas de osmose reversa. As membranas são formadas por um conjunto de filtros semi-permeáveis, enroladas em forma de espiral. A bomba pressuriza a água para dentro dos vasos de forma que o fluxo de água percorre o vaso longitudinalmente no espaço entre a parede interna do vaso e a membrana de osmose reversa.
 Ao longo do vaso, parte do fluxo de água atravessa a membrana em espiral chegando até o meio da membrana livre de sais dissolvidos, onde então é recolhida. Essa parte do fluxo é chamada permeado. A parte que não atravessa a membrana, chamada rejeito, sai pela outra extremidade do vaso carregando consigo todos os sais e impurezas. Foram realizados exames bacteriológicos na água empregada para consumo direto, escovação de dentes e banho, lavagem de utensílios de cozinha e alimentos, utilizando-se o método do substrato cromogênico (Colilert®), obtendo-se resultados de potabilidade para todas as análises realizadas
 5.Gestão do Controle de Pragas
 Ainda com o emprego da lista de verificação do Regulamento Técnico de Boas Práticas em Segurança Alimentar nas Organizações Militares, foram observadas medidas para controle de pragas envolvendo telamento, proteção de ralos, principalmente em área de cozinha, bem como quanto à localização de latas de lixo e correta utilização de raticidas e inseticidas.
 6.Gestão de zoonoses
 Ainda segundo dados da ONU, o Haiti é o maior foco de raiva transmitida por cães das Américas e, ainda segundo seus relatórios, após o terremoto existe a possibilidade de um grande aumento de sua incidência. Graças a isso, especial atenção foi dada ao emprego de barreiras mecânicas para evitar a entrada de cães errantes na Base Brasileira.
 7.Gestão dos Resíduos Sólidos e Líquidos de Viaturas e Geradores
 Uma das principais preocupações da ONU é quanto ao dano ambiental causado pelas diversas missões de paz espalhadas no mundo. Tal preocupação é traduzida na obrigatoriedade do emprego de um oficial de Gestão Ambiental. Ele é o responsável pela fiel observância das medidas empregadas no sentido de minimizar os efeitos impactantes ao Meio Ambiente local. Graças a isso foi observado pela equipe o emprego de medidas de reflorestamento nativo, controle de resíduos perigosos (resíduos sólidos e líquidos de viaturas e geradores, baterias, etc.) que são recolhidos e enviados à mesma Log Yard para destinação final.
 Conclusão:
 A equipe propôs ao Comando do Exército, através das ações acima descritas, a necessidade do emprego regular do médico veterinário na Missão de Paz do Haiti. Ele é o profissional mais habilitado para atuar com os militares da Arma da Engenharia no monitoramento do tratamento da água, através de análises físico-químicas (pH, cor, turbidez) e bacteriológicas; atuar com o aprovisionador na correta gestão de resíduos de alimentos, armazenamento de gêneros secos e frigorificados, cobrança do cumprimento das Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, armazenamento do material de sanitização e inspeção de gêneros alimentícios; atuar com o médico no correto emprego das medidas para controle dos vetores previstas no manual “Medical Support Manual for United Nations Peacekeeping Operations – DPKO – UN” e atuar com o médico no correto emprego das medidas para controle das zoonoses além de executar as medidas de controle de pragas (roedores e baratas) que causam prejuízos materiais e à saúde dos militares.
 Fonte: Informativo do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro I Ano XXII - Nº 229 - agosto de 2010
Enviado por Carlos Flávio

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Encontro reúne técnicos dos serviços de inspeção de oito estados no MS



27/09 
A Superintendência Federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul (SFA/MS) promove nesta segunda-feira (27), a partir das 14h, a segunda reunião técnica sobre harmonização dos procedimentos dos serviços oficias de inspeção em processos de adesão ao SISBI. O objetivo desse encontro é orientar e treinar os técnicos dos serviços oficiais estaduais para que estejam aptos a montar os seus respectivos programas de trabalho, esse é um dos requisitos para que os estados possam aderir ao SISBI. A coordenação nacional do evento estará sob a responsabilidade dos FFA´s, Marcia Batista Costa, do DIPOA/MAPA, Ronaldo Gil Pereira, da SFA/RJ e organização a cargo da Gestora Estadual do SISBI, a FFA Inês Castro do SIPOA/DDA/SFA/MS.

A abertura do evento será no auditório da SFA/MS em Campo Grande e contará com a presença já confirmada, da Secretária de Estado, Tereza Cristina Correia da Costa Dias (SEPROTUR), do Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Dr. Nelmon Oliveira da Costa (DIPOA/MAPA), do Superintendente da Seprotur, Jerônimo Chaves, do Presidente da Agraer, José Antonio Roldão, do Superintendente Federal de Agricultura, Orlando Baez e fiscais federais agropecuários do SIPOA. A oficina com os participantes serão realizadas nas dependências do Hotel Advanced, no período de 28.09 a 01.10.

Na reunião estarão presentes, técnicos dos serviços oficiais de inspeção dos estados do Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal, além de técnicos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), que participarão do encontro, mesmo que o Estado não tenha oficializado sua adesão ao novo sistema de inspeção.

A oficina contará ainda com palestras de diversos fiscais de outros estados que atuam no SISBI em diferentes áreas (aves, suínos, bovinos e pescado) e que também fazem parte do Grupo de Trabalho que vem realizando as auditorias nos estados e municípios interessados em aderir. Até o momento o Ministério da Agricultura já recebeu solicitação de 13 estados e 45 municípios, além de um consórcio de 11 municípios de Santa Catarina, que tem interesse em aderir ao SISBI, e desta forma permitir às industrias registradas nos seus Serviços a realização do comércio em todo o país.

No Mato Grosso do Sul existem vários municípios que também estão buscando orientação e melhorando gradativamente seus Serviços de Inspeção com o objetivo de aderir a este Sistema, que contribuirá para o desenvolvimento das indústrias de produtos de origem animal no nosso Estado.

Informações mais detalhadas, com o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal da SFA/MS através do fone: 3041-9300 / 9303 ou através do e-mail: ines.castro@agricultura.gov.br

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