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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Extinção da Zona Tampão da Bahia é reconhecida internacionalmente pela OIE


 Por Editor em 18/02/2011

 
A extinção da Zona Tampão da Bahia, já reconhecida em todo o território nacional, acaba agora de ser reconhecida internacionalmente. A Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aprovou relatório da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), encaminhado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre a extinção da Zona Tampão e criação da Zona de Proteção no Estado. Com isso, a Bahia passa a ser mundialmente reconhecida como zona livre de aftosa com vacinação, colocando toda a pecuária baiana no mesmo status sanitário, e sem restrições quanto ao comércio e trânsito de animais.

O reconhecimento definitivo da criação da Zona de Proteção deve ocorrer em maio deste ano [2011], após a realização da Plenária Anual da OIE, organizada para discutir os assuntos relacionados à sanidade animal em todo o mundo. "Este é mais um momento para comemorar por se tratar de mais uma etapa conquistada pelo Governo do Estado que tem o objetivo maior de tornar a Bahia livre de aftosa sem vacinação até 2014", ressaltou o secretário de Agricultura do Estado, engenheiro agrônomo Eduardo Salles. "Agora projeta-se um fortalecimento do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa e um novo cenário para a pecuária nacional, tornando-a mais igualitária, competitiva e com possibilidades reais de inclusão social", salientou.

A zona tampão foi oficialmente extinta na Bahia após a publicação da Instrução Normativa nº 45 do Diário Oficial da União (DOU), de 28 de dezembro pelo MAPA. A partir dela, cerca de 10 mil criadores, com um rebanho de aproximadamente 255 mil cabeças, passaram a integrar a comercialização e o trânsito de animais em todo o Estado. 

"Com isso, houve um fortalecimento da agropecuária baiana, na medida em que tornou o negócio pecuário mais justo e igualitário nos oito municípios componentes da região", destacou o diretor da Adab em exercício, Paulo Emílio Torres, lembrando que os índices de vacinação contra febre aftosa nas cidades de Casa Nova, Remanso, Campo Alegre de Lourdes, Pilão Arcado, Buritirama, Mansidão, Santa Rita de Cássia e Formosa do Rio Preto, acima de 97%, estão entre os maiores do Estado.

O ex-diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, que participou ativamente e acompanhou de perto todo o processo para a criação da Zona de Proteção, também comemorou a aprovação preliminar da OIE. "O reconhecimento internacional do fim da zona tampão é emblemático por representar o sucesso da parceria entre governo, produtores e iniciativa privada, todos unidos em busca de um objetivo único. Ganha a pecuária baiana, cada vez mais forte, e a sociedade, com o aquecimento da economia e a geração de emprego e renda", avaliou Peixoto.

Aspectos relacionados à sanidade do rebanho baiano foram fundamentais para a decisão da Comissão Científica da OIE. "A Bahia é detentora do maior rebanho bovino da região Nordeste e tem apresentado, nos últimos anos, uma estabilidade sanitária referenciada nacionalmente, apontando para o fortalecimento da defesa agropecuária baiana", apontou o diretor de Defesa Sanitária Animal, Rui Leal, salientando o trabalho dos técnicos e fiscais agropecuários da Adab em campo como outro fator para o sucesso das atividades contra a febre aftosa na Bahia. "Os índices de imunização contra a febre aftosa nos municípios componentes da atual Zona de Proteção comprovam a evolução da qualidade pecuária e da consciência do criador quanto aos novos rumos da atividade".

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), João Martins, a pecuária baiana está pronta para crescer ainda mais "o referendo da Comissão Científica da OIE, aprovando a extinção da zona tampão era um anseio do governo e dos municípios, que agora vão viver outro momento, com importantes impactos sociais e econômicos".

FONTE

Telefone: (71) 3115-2737

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Reunião no Mapa definirá medidas para regulamentar ZAV


15/02 

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) participa nesta terça-feira (15), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, de uma reunião para definir as medidas que serão tomadas após o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) da Zona de Alta Vigilância (ZAV) como região livre da aftosa com vacinação. A reunião terá participação do diretor secretário da Famasul, Dácio Queiroz, do presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã, Jean Pierre Martins, e representantes da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Mato Grosso do Sul (SFA) e da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro/MS).

“A quarentena dificulta a vida do produtor. Com o reconhecimento, esse procedimento não deve continuar. Esperamos que as medidas adotadas sejam possíveis de serem executadas pelos produtores rurais”, assinala o médico veterinário da Famasul, Horácio Tinoco, que irá participar amanhã da reunião. Além de não terem que deixar os animais permanecer em esquema de quarentena para transitar fora da região da fronteira, os produtores rurais esperam que com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), não seja mais necessário realizar teste sorológico nos bovinos e búfalos localizados na fronteira. Entretanto, deve continuar acontecendo o controle intensivo do trânsito.

A ZAV de Mato Grosso do Sul foi reconhecida pela OIE como livre de febre aftosa com vacinação no dia 4 de fevereiro, quando o Estado passou a ter um status único de classificação. Em 2001, MS já havia alcançado o status de livre de febre aftosa com vacinação, porém com o surgimento de um foco da doença, em 2005, o organismo internacional decidiu suspender esse reconhecimento..

Ao todo 13 municípios compõem a ZAV: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista, Caracol, Coronel Sapucaia, Corumbá, Japorã, Ladário, Mundo Novo, Paranhos, Ponta Porá, Porto Murtinho e Sete Quedas. Os municípios fazem fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Nessa região, existem cerca 800 mil cabeças de gado.

Na sexta-feira (18), a Famasul reunirá na sede da Casa Rural representantes de produtores da ZAV para repassar as medidas definidas na reunião de amanhã, bem como o calendário de vacinação da região.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

OIE amplia para todo MS status de área livre de aftosa


Agencia Estado

Região que se integrou ao restante do estado é composta por 13 municípios.

São 5,9 mil propriedades na zona com cerca de 800 mil bovinos e búfalos.

Da Agência Estado

A comissão científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu nesta sexta-feira (4) a zona de alta vigilância de Mato Grosso do Sul como livre de febre aftosa com vacinação. Esta era a única área do estado que ainda não tinha o reconhecimento. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Agricultura, que recebeu comunicado da OIE por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária.
A região que se integrou ao restante do estado nessa classificação é composta por 13 municípios. Entre eles estão Corumbá, Japorã, Ponta Porã e Porto Murtinho. No total, existem 5,9 mil propriedades nessa zona com cerca de 800 mil bovinos e búfalos.
O trabalho para que todo o estado fosse reconhecido como livre da doença com vacinação era intenso desde abril de 2005, quando a organização rebaixou a região por conta de um foco de aftosa em alguns municípios que têm fronteira com Paraguai e Bolívia. O Brasil pedia a retomada do reconhecimento desde agosto de 2010.
Para conceder o status novamente, o OIE levou em consideração alguns pontos específicos, conforme o Ministério da Agricultura: controle do trânsito efetivo, identificação dos animais (brinco), vacinação oficial e a instalação de postos de fiscalização ao longo da fronteira.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Agências de Defesa agropecuária do Norte e Nordeste se reúnem para discutir ações contra Febre Aftosa

Fonte: ADAGRO 
O encontro aconteceu no dia 18 deste mês e reuniu na Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, em Recife, técnicos dos estados do Nordeste – Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Alagoas e o representante do Pará com o objetivo de conseguir a reclassificação sanitária de risco médio de febre aftosa para área livre da doença com vacinação.
Na ocasião os diretores dos órgãos executores de defesa agropecuária redigiram uma carta ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento solicitando a nomeação de um interlocutor que monitore e avalie as ações destes estados para conseguirem o almejado status sanitário de área livre de febre aftosa.
Em Pernambuco o trabalho de prevenção da doença é realizado pela Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco – Adagro, que obedece a um calendário de vacinação dividido em duas etapas, a primeira em abril e a segunda em outubro. Há mais de 10 anos o Estado não registra mais casos da doença e desde 2005 é considerado risco médio para a febre aftosa.
Se a programação proposta pelo Ministério for seguida Pernambuco que já cumpriu todas as exigências deverá ganhar a certificação de zona livre da doença ainda no primeiro semestre de 2011. A demora nessa reclassificação está acontecendo porque o MAPA só acha economicamente viável a mudança sanitária de todo o bloco do nordeste.
O certificado de zona livre da doença é de extrema importância, pois além de assegurar que a região possui um bom status sanitário, há uma valorização do animal. "Um animal foi vendido por 400 mil em Pernambuco, daqui a seis meses o mesmo animal será vendido em Minas por 1,5 milhão", afirmou a Gerente Geral da Adagro, Erivânia Camelo.
No Nordeste, apenas Sergipe e Bahia são áreas livres de febre aftosa. Os outros sete Estados da região, que respondem por 15% do rebanho nacional, e o Pará, no Norte, são considerados áreas de risco médio.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Informativo da Aliança para o Controle da Raiva

Está disponível  o último informativo da Aliança para o Controle da Raiva em Portugues. 
Esperamos que seja útil.
http://www.rabiescontrol.net/MordidasRaivosas19

Jane Coutts/Phyllis Romijn/Louise Taylor,
Aliança para o Controle da Raiva.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Projeto Brucelose distribui 24,5 mil doses de vacina no ES


As atividades do Projeto Brucelose estão a todo vapor. O comitê gestor da ação já distribuiu 24,5 mil doses da vacina contra a doença e, com o apoio dos sindicatos rurais do Espírito Santo, tem levado 50 agentes de saúde animal às propriedades rurais capixabas para realizar a imunização do rebanho.

Vários municípios do Estado têm se destacado no andamento das ações, como é o caso de Pedro Canário, Nova Venécia, Mimoso do Sul, Afonso Cláudio e Cachoeiro de Itapemirim. Com o projeto, os criadores pagam no máximo R$ 4 por bezerra vacinada, com o deslocamento do agente incluso. É
o caso de Itaguaçu, onde as vacinações estão em andamento.


“Fazemos tudo a um custo bem abaixo do que é praticado no mercado. A intenção é atender exclusivamente ao produtor, com um serviço de qualidade”, conta o coordenador Estadual do Projeto Brucelose, junto à Faes – Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo e ao Senar/ES – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo, Antonio Carlos de Souza.

Metas
Formada pela Faes, Senar/ES, Seag - através do Incaper e Idaf - OCB e Superintendência Federal da Agricultura (SFA), a iniciativa pretende, ainda este ano, atingir cerca de 65% de vacinação no Estado. Antonio Carlos de Souza afirma que o resultado pode vir a longo prazo. “Sabemos que não é em 30 dias que vamos obter o resultado esperado. O trabalho pode levar de três a cinco meses para  deslanchar, pois há uma preparação que precede o trabalho de campo e isso leva tempo”, declara.

Mais informações: Faes – (27) 3185-9200

Caroline Csaszar
Iá! Comunicação
(27) 3314-5909

Publicado por Marcus Vinícius Sandim 

Vacinação contra aftosa no Rio de Janeiro será em novembro



Os 2,1 milhões de bois e búfalos criados no Rio de Janeiro vão receber a segunda dose anual da vacina contra a febre aftosa entre 1º e 30 de novembro. Na primeira etapa da campanha, realizada em maio, a cobertura foi de 92,74% do rebanho.
O coordenador estadual do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), Roberto Souza Barbosa, lembra que ampliar a cobertura é essencial para manter o status sanitário do Rio de Janeiro, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre da doença com vacinação. “O sucesso da campanha está diretamente ligado à sanidade do rebanho, ao status sanitário e à manutenção da abertura do mercado em outras regiões do país”, destaca.
Para organizar a campanha, a coordenação de defesa sanitária animal da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seappa) tem promovido reuniões com secretários municipais de Agricultura, técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e lideranças regionais.
Mais de 41,5 mil propriedades rurais com bovinos estão cadastradas nos 92 municípios fluminenses. O pecuarista tem cinco dias após a vacinação para levar o comprovante em um dos 27 Núcleos de Defesa Agropecuária e nos 14 escritórios de atendimento à comunidade (EAC), os postos municipais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Aftosa - Dicas importantes para uma vacinação eficiente e racional

Dia primeiro começa mais uma fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso do Sul, excetuando-se a região da Zona de Alta Vigilância - ZAV, nas fronteiras, onde a imunização iniciou em 17 de setembro por ser desenvolvida de forma orientada e excepcional.  Para o restante do Estado, segunda a Iagro, o início está previsto para o próximo dia primeiro de novembro, tanto para a região do planalto quanto para a região pantaneira. Só o encerramento difere: planalto dia 30 de novembro e pantanal dia 15 de dezembro.

Orientações importantes - Nos últimos anos cresce nas fazendas a utilização de técnicas de manejo racional envolvendo o manuseio, transporte e a aplicação de vacinas nos rebanhos bovinos. Essa tendência, que vem sendo fortemente estimulada pela indústria frigorífica, visa, acima de tudo, elevar o nível de qualidade e a padronização das carcaças de animais enviados ao abate.  Segundo Marcos Malacco, médico veterinário e gerente técnico da Merial Saúde Animal, a execução do manejo de vacinação começa com o planejamento de cada uma das etapas, processo esse que define, por exemplo, quem serão os profissionais responsáveis pela vacinação e o que farão durante o procedimento.  A orientação tem sempre como preocupação qualificar gestores, peões, capatazes, vaqueiros para pontos importantes do manejo de vacinação, como a estruturação do calendário anual, definindo quais as vacinas que precisam ser aplicadas, em que data elas devem acontecer, quais categorias de animais serão vacinadas e, por fim, o local e a forma como a vacinação será realizada.  "O uso incorreto das vacinas pode, ao invés de proteger o rebanho, colocar todo um trabalho em risco, já que a administração da dose errada, a aplicação em local impróprio no corpo do animal e a ocorrência de refluxos da vacinas após aplicadas podem gerar conseqüências danosas, além de sérios prejuízos", esclarece Mallaco.  Ao ser feito o transporte das vacinas, é fundamental observar que se tratam de produtos biológicos que, em sua grande maioria, devem ser mantidos sob temperatura de refrigeração, ou seja, entre 2º e 8ºC. Para isso, os frascos deverão ser colocados em caixas isotérmicas (de isopor, por exemplo) em bom estado, com gelo em quantidade compatível ao número de frascos de vacinas, que deverão ser bem tampadas lacradas, a fim de não permitir a perda excessiva de frio em seu interior.  Outro ponto importante relacionado ao transporte das vacinas é evitar que os frascos de vacinas congelem. Isso poderá ser facilmente resolvido com a colocação de "separadores" entre os frascos de vacinas e o gelo, ou vice-versa. Tais separadores poderão ser pedaços de papelão com alguns furos para facilitar a passagem do frio, que serão colocados entre o gelo e os frascos de vacinas, evitando o contato direto entre tais materiais.  As seringas e agulhas a serem utilizadas nas vacinações deverão estar previamente lavadas e esterilizadas. Ainda no caso das seringas, as mesmas deverão estar bem lubrificadas. O melhor processo para esterilização do material é a fervura. Antes de cada vacinação, as seringas deverão ser convenientemente desmontadas e todos os seus componentes deverão ser lavados com água, sabão e detergente.  Após a lavagem, todos os componentes das seringas que entrarem em contato com as vacinas e as agulhas que serão empregadas deverão ser colocados em recipiente contendo água limpa, sendo então, submetidos à fervura. A completa esterilização do material ocorrerá quando, após a "abertura" da fervura, o material permanecer no recipiente sobre o fogo por mais 15 a 20 minutos. Na esterilização nunca devermos utilizar desinfetantes usuais, pois os mesmos poderão comprometer a qualidade das vacinas, concluiu o médico-veterinário. (Correio do Estado)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Encontro discute zona livre de aftosa na Amazônia


Representantes das agências de Defesa Agropecuária dos estados do Pará, Amazonas, Roraima e Amapá participaram da reuni ão que discutiu a área livre de febre aftosa na Amazônia, ocorrida nesta sexta-feira (22), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). O encontro contou ainda com a presença de representantes da própria Faepa, Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Pará (Fundepec).

Com fronteiras mais extensas que a maioria dos países do mundo, a Amazônia precisa combinar todos os recursos dos estados que a compõem para combater seus problemas, segundo declarou Eliomar Arapiraca, diretor geral da Adepará. A Faepa reafirmou o compromisso do setor produtivo com o Programa de Erradicação da Febre Aftosa, inclusive com aporte de recursos financeiros, haja vista que existe hoje em todo o mundo uma demanda premente por produtos oriundos de processos saudáveis e sustentáveis.

A importância da reunião desta sexta para a Amazônia, e principalmente o estado do Pará pode ser medida pelo tamanho do seu rebanho de cerca de 20 milhões de cabeças de gado. Sendo que em 2009 foram exportados U$ 510 milhões de produtos pecuários. Com a área livre de aftosa, o Pará pode multiplicar substancialmente esses números. A reunião concluiu com a formação de uma comissão com representantes das agências de Defesa Agropecuária e das Federações de Agricultura e Pecuária de cada estado envolvido, que trabalharão uma agenda comum para formar uma Amazônia livre da Aftosa até 2012. (Ascom / Adepará)




quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Aftosa: Dicas importantes para uma vacinação eficiente e racional



Dicas importantes para uma vacinação eficiente e racional
20/10/10 - 00:00 
Dia primeiro começa mais uma fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso do Sul, excetuando-se a região da Zona de Alta Vigilância - ZAV, nas fronteiras, onde a imunização iniciou em 17 de setembro por ser desenvolvida de forma orientada e excepcional.

Para o restante do Estado, segunda a Iagro, o início está previsto para o próximo dia primeiro de novembro, tanto para a região do planalto quanto para a região pantaneira. Só o encerramento difere: planalto dia 30 de novembro e pantanal dia 15 de dezembro.

Orientações importantes

Nos últimos anos cresce nas fazendas a utilização de técnicas de manejo racional envolvendo o manuseio, transporte e a aplicação de vacinas nos rebanhos bovinos. Essa tendência, que vem sendo fortemente estimulada pela indústria frigorífica, visa, acima de tudo, elevar o nível de qualidade e a padronização das carcaças de animais enviados ao abate.

Segundo Marcos Malacco, médico veterinário e gerente técnico da Merial Saúde Animal, a execução do manejo de vacinação começa com o planejamento de cada uma das etapas, processo esse que define, por exemplo, quem serão os profissionais responsáveis pela vacinação e o que farão durante o procedimento.

A orientação tem sempre como preocupação qualificar gestores, peões, capatazes, vaqueiros para pontos importantes do manejo de vacinação, como a estruturação do calendário anual, definindo quais as vacinas que precisam ser aplicadas, em que data elas devem acontecer, quais categorias de animais serão vacinadas e, por fim, o local e a forma como a vacinação será realizada.

"O uso incorreto das vacinas pode, ao invés de proteger o rebanho, colocar todo um trabalho em risco, já que a administração da dose errada, a aplicação em local impróprio no corpo do animal e a ocorrência de refluxos da vacinas após aplicadas podem gerar conseqüências danosas, além de sérios prejuízos", esclarece Mallaco.

Ao ser feito o transporte das vacinas, é fundamental observar que se tratam de produtos biológicos que, em sua grande maioria, devem ser mantidos sob temperatura de refrigeração, ou seja, entre 2º e 8ºC. Para isso, os frascos deverão ser colocados em caixas isotérmicas (de isopor, por exemplo) em bom estado, com gelo em quantidade compatível ao número de frascos de vacinas, que deverão ser bem tampadas lacradas, a fim de não permitir a perda excessiva de frio em seu interior.

Outro ponto importante relacionado ao transporte das vacinas é evitar que os frascos de vacinas congelem. Isso poderá ser facilmente resolvido com a colocação de "separadores" entre os frascos de vacinas e o gelo, ou vice-versa. Tais separadores poderão ser pedaços de papelão com alguns furos para facilitar a passagem do frio, que serão colocados entre o gelo e os frascos de vacinas, evitando o contato direto entre tais materiais.

As seringas e agulhas a serem utilizadas nas vacinações deverão estar previamente lavadas e esterilizadas. Ainda no caso das seringas, as mesmas deverão estar bem lubrificadas. O melhor processo para esterilização do material é a fervura. Antes de cada vacinação, as seringas deverão ser convenientemente desmontadas e todos os seus componentes deverão ser lavados com água, sabão e detergente.

Após a lavagem, todos os componentes das seringas que entrarem em contato com as vacinas e as agulhas que serão empregadas deverão ser colocados em recipiente contendo água limpa, sendo então, submetidos à fervura. A completa esterilização do material ocorrerá quando, após a "abertura" da fervura, o material permanecer no recipiente sobre o fogo por mais 15 a 20 minutos. Na esterilização nunca devermos utilizar desinfetantes usuais, pois os mesmos poderão comprometer a qualidade das vacinas, concluiu o médico-veterinário.

sábado, 9 de outubro de 2010

VACINA RAIVA ANIMAL, OBITOS: BRASIL

Vacina contra Raiva Canina e Felina em Cultivo Celular –(RAI-PET® do laboratório Bio-Vet®) 07- 10- 10

O Ministério da Saúde (MS), em comum acordo com o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, diante do aumento das  notificações e dados preliminares das investigações laboratoriais referentes aos eventos adversos graves após vacinação contra raiva animal, determina que sejam interrompidas preventivamente, e por período indeterminado, as campanhas de vacinação contra raiva animal com uso da vacina RAI-PET®, em todo o País. Esta medida permanecerá em vigor até que sejam concluidas as demais etapas da investigação pelo Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Segundo resultados preliminares encaminhados pelo MAPA ao Ministério da Saúde no dia 06.10, nas amostras colhidas no campo, indicam alterações não observadas nos testes iniciais, que foram utilizados como referência para liberação do uso da vacina, bem como nas amostras de vacina armazenadas para eventual análise de contraprova (Retem). Os resultados indicaram ocorrência de mortes de animais utilizados como modelo para os testes, com algumas manifestações clínicas que foram relatadas nos eventos ocorridos durante a realização da campanha. Estas manifestações que incluem hemorragia, dificuldade de locomoção, hipersensibilidade de contato e prostração intensa, não haviam sido registradas anteriormente na escassa literatura mundial existente sobre o tema. 

Entretanto, estes resultados preliminares não são suficientes para determinar a causa dos eventos, sendo necessário maior tempo para aplicação de outros métodos na busca de elucidação desses achados. Desse modo, o MAPA recomendou a interrupção temporária do uso desse imunobiológico, como medida cautelar, até a finalização das investigações.

Cabe ressaltar que as partidas da vacina RAI-PET® haviam sido aprovados pelo controle oficial do MAPA, antes da distribuição aos Estados, conforme norma estabelecida para comercialização dos produtos de uso veterinário, incluindo vacinas. Após a ocorrência dos eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro, mediante solicitação do Ministério da Saúde, o MAPA vem realizando novas investigações laboratoriais da vacina.

Em agosto de 2010, o MS recebeu as primeiras notificações de eventos adversos temporalmente associados à vacina contra raiva animal nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Para tanto, foram padronizadas as definições de casos de eventos adversos relacionados à vacina contra raiva animal e instrumento de notificação disponível no site www.saude.gov.br/svs no local “Vacina Raiva - Notifique Aqui”.

A partir dessas ocorrências iniciou-se um processo de investigação e foram intensificadas, pelo MS, MAPA e Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde as ações de vigilância desses eventos, pois os dados até então disponíveis não apresentavam evidências que justificassem a interrupção da campanha em todo país, uma vez que a raiva humana tem altíssima letalidade.

Os eventos adversos acima mencionados estavam localizados inicialmente nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro e os demais Estados que utilizavam os mesmos lotes da vacina não haviam notificado eventos. Além disso, os achados de necropsias em 15 animais do estado de São Paulo não permitiram uma associação causal com a vacina e adicionalmente, um laudo de necropsia do Rio Grande do Norte descartou a possibilidade de associação com a mesma. 

Com a realização da campanha em 23 unidades federadas até o momento e, com a implantação do instrumento de notificação foi possível monitorar diariamente os eventos adversos graves ocorridos. No período de 12 de agosto a 06 de outubro de 2010 foram notificados 1.401 eventos graves, dentre esses 217 mortes em 12 unidades federadas (Espírito Santo, Distrito Federal, Bahia,
Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins), com uma taxa de incidência de 0,02% (1.401/5.840.633) e taxa de mortalidade 0,004% (217/5.840.633).

Diante do exposto, o MS reitera que seja interrompida preventiva e temporariamente, a campanha de vacinação contra raiva animal e determina que todos os eventos ocorridos até então sejam notificados por meio Formulário de Notificação via online –FORMSUS, disponível no site www.saude.gov.br/svs no local “Vacina Raiva - Notifique Aqui”. As vacinas que foram enviadas pelo Ministério da Saúde deverão permanecer armazenadas nos Estados e Municípios de destino  até a conclusão dos estudos.

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Uma mensagem / Una mensaje / de ProMED-mail <http://www.promedmail.org>
ProMED-mail e um programa da / es un programa de la International Society for Infectious Diseases <http://www.isid.org>
    
Data: Sexta-feira / Viernes, 08 de outubro / Octobre de 2010
De: Promed-Port <Promed-Port@promedmail.org>
Fonte MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA [07.10.2010]