segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pneumonia enzoótica suína exige cuidados do suinocultor

05/07/2010 - 12:00 
A grande variação de temperatura durante o inverno dificulta o manejo dos suínos e exige do produtor maior cuidado para controlar a pneumonia enzoótica. A doença é crônica e muito contagiosa, caracterizando-se por uma broncopneumonia catarral que clinicamente se manifesta por tosse seca, atraso no ganho de peso, alta morbidade, baixa mortalidade e geralmente cursa com complicações broncopulmonares purulentas. Pesquisas revelam que ela pode ocasionar perdas econômicas de cerca de 20% sobre a conversão alimentar e até 30% sobre o ganho de peso. Segundo o médico veterinário Alexandre Frizzo, da área de suinocultura da Cotrijal, para reduzir os riscos de perdas, o produtor deve estar atento principalmente à temperatura e à umidade dentro das instalações. Oscilação maior que 10° C dentro das instalações provoca estresse com redução do consumo de ração e consequentemente a diminuição na taxa de crescimento dos animais. "Nos dias de grande variação de temperatura o suinocultor deve conduzir adequadamente o manejo das cortinas", alerta. "O ideal é tentar manter a temperatura dentro do alojamento o mais estável possível, evitando, especialmente, correntes de ar frio sobre os suínos". A fonte de infecção mais importante é a porca, que transmite a doença à sua leitegada, logo após o nascimento. Mas esses leitões, quando misturados com outros, no desmame ou no início do crescimento, também podem transmitir a doença via oral. 

Outro cuidado importante é diminuir a umidade nas instalações. Alojamentos muito úmidos podem provocar mais frio nos animais, que ao invés de utilizar a ração ingerida para ganhar peso vão necessitá-la para manter o corpo aquecido, reduzindo o seu crescimento. As informações são de assessoria de imprensa.

EUA querem reduzir antibiótico na carne

05/07/2010 - 00:00 
Alimentos de origem animal são novo alvo na luta contra micro-organismos ultrarresistentes ao medicamento. Estudos mostram que o uso desse remédio em animais contribui para o surgimento de novas linhagens de bactérias 

A batalha para evitar o crescimento de cepas de bactérias ultrarresistentes aos antibióticos tem uma nova frente: os alimentos de origem animal. 

O alerta foi feito na semana passada pelo FDA, órgão regulador de medicamentos e alimentos dos EUA, que produziu um relatório sobre a importância de reduzir e controlar o uso desses medicamentos em animais destinados ao consumo humano. 

O documento, que não tem caráter de lei, busca conscientizar os produtores. 

O FDA emitiu o alerta baseado em estudos mostrando que o uso desses remédios contribui para o desenvolvimento de bactérias que infectam seres humanos e não respondem aos medicamentos. 

Para David Uip, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo, o problema da resistência bacteriana é multifatorial e é preciso reavaliar as práticas de vários setores para combatê-lo. 
"O surgimento de novas cepas nas comunidades também está relacionado ao uso de antibióticos em produtos alimentares, mas é claro que não é só isso", diz Uip. 

Entre os antibióticos usados em animais, há medicamentos que combatem bactérias como estafilococos e enterococos, que contaminam humanos e desafiam a medicina com o surgimento de cepas mais resistentes. 

"Para criar novos antibióticos, precisamos de milhões de anos. Temos de criar políticas globais para evitar que as bactérias [em circulação] parem de responder aos remédios existentes", diz Uip. 

Antibióticos são usados em gado e em aves para tratar doenças que podem vitimar os animais e contaminar humanos. O animal só é encaminhado para abate após estar curado e passar por um período de carência, no qual os resíduos do medicamento são eliminados. 

"De três a cinco dias após a medicação ser suspensa, não há mais resíduo do antibiótico na carne", diz Cláudio Alvarenga, coordenador de defesa agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP. 

Mas as bactérias resistentes se desenvolvem antes de o animal ser destinado ao consumo, especialmente com o uso prolongado de baixas doses de antibióticos nos animais, segundo a Organização Mundial da Saúde. 

A utilização de antibióticos, assim como de outros medicamentos veterinários, é regulamentada pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento. Na lista de produtos autorizados estão alguns grupos de antibióticos. 

Como o produtor não precisa de receita médica para adquirir os remédios, é difícil saber se o antibiótico está sendo usado sem exagero. 

"Exigir receita e orientação de um veterinário pode ajudar no controle e reduzir o risco de criarmos bactérias resistentes", diz Alvarenga.

Folha de São Paulo
Autor: Iara Biderman

Controle de Parasitoses na Bovinocultura


A verminose nos bovinos, tanto de leite como de corte, é uma doença silenciosa que confunde o produtor, porque os sintomas só aparecem entre seis meses a um ano de idade. O produtor deve sempre ter em mente que o recomendável para o controle da verminose não é o tratamento curativo, quando o animal está com sintomas severos de emagrecimento, pêlo arrepiado, diarréia, mas preventivo e estratégico.



A mosca-dos-chifres é um inseto pequeno que permanece constantemente no corpo dos bovinos. Um animal com mais ou menos 500 moscas perde, em média, por ano, dois litros e meio de sangue, 40 quilos de peso, sofre redução de 5% a 15% na produção de leite, 15% de redução na taxa de prenhez e diminuição da libido dos touros.



sábado, 3 de julho de 2010

Ordenha higiênica de bovinos: Kit econômico da Embrapa

Parte 1


Parte 2



Kit de ordenha manual pode diminuir 98% das bactérias do leite

Materiais podem ser comprados em lojas agropecuárias e supermercados, por R$ 150, e não precisam ser trocados todo mês

14/06/2010 - Juliana Royo

Melhorar a qualidade do leite e reduzir a contagem bacteriana e a possibilidade de doenças são os principais objetivos do Kit Embrapa de Ordenha Manual. Inicialmente, o kit foi desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite para bovinos leiteiros, mas, com o sucesso de resultados, a Embrapa Caprinos e Ovinos fez algumas adaptações e está lançando o kit para ser usado na ordenha de cabras também. Por possibilitar uma ordenha mais higiênica e correta, o kit consegue diminuir em até 98% a quantidade de bactérias encontradas no leite de cabra, evitando doenças e contaminação dos produtos derivados como queijos e doces.

— Ele é um jeito eficiente de controlar a qualidade do leite na fazenda de uma forma simples, com materiais fáceis de serem encontrados e com custo baixo. Provou-se nos bovinos leiteiros que o kit diminui a contagem bacteriana total no leite que provoca uma série de doenças que podem até ser transmitidas para o consumidor, podem diminuir o rendimento da indústria láctea porque algumas bactérias prejudicam a produção de queijo e o kit também pode diminuir a contagem de células somáticas, que são as células da glândula mamária. Quando o animal está com o peito inflamado, a chamada mastite, estas células somáticas aumentam. Se for feita uma higiene de forma correta, o produtor tem uma diminuição bem significativa na contagem de células somáticas e na contagem bacteriana total. Na experiência que já tivemos na Paraíba, houve propriedades em que o kit diminuiu 98% das bactérias no leite — explica Léa Chapaval, pesquisadora na área de qualidade do leite da Embrapa Caprinos e Ovinos.

O kit foi desenvolvido para a agricultura familiar com custo estimado em R$ 150 no total. As peças devem ser repostas entre três e seis meses, o que faz o kit custar cerca de R$ 30 por mês durante o ano. Os materiais podem ser encontrados em lojas agropecuárias e supermercados com facilidade pela maioria dos produtores, sendo que os 90 produtores que estão participando dos testes em campo nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará ganharam o kit inicial. Além da vantagem principal, que é a melhora significativa da qualidade do leite, fazendo com que ele seja valorizado no mercado na hora da venda e diminua os riscos de contaminação dos produtos derivados para não afetar a saúde humana, o volume do leite também é maior. A produtividade consegue ser aumentada porque, na ausência de bactérias e doenças como a mastite, não há nenhum impedimento ou inflamação na glândula mamária fazendo com que as cabras produzam na sua capacidade ideal, sem restrições.

O Kit Embrapa de Ordenha Manual para leite de cabra é composto por um caneco de inox de dois litros, uma caneca de fundo escuro para o exame da mastite clínica (em que a inflamação da glândula mamária é visível ao olho nu com pus e sangue e provoca alteração no leite), um balde plástico simples de oito litros que tem um furo no final para encaixar os adaptadores onde vai ser armazenada a água clorada. Além disso, é preciso uma mangueira para jardim de cerca de cinco metros, de preferência transparente, um adaptador de caixa d'água, um adaptador de pressão, um registro de cera, um esguicho de jardim, um filtro para coar o leite ao final da ordenha, uma siringa de 20 mililitros para dosar o cloro, um copo graduado para medir o detergente, o detergente alcalino em pó, o cloro comercial, o papel toalha descartável, uma escova ou uma bucha natural para lavagem dos equipamentos e um par de luvas de borracha para a manipulação do detergente alcalino em pó.

Fonte: Portal Dia de Campo 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Alguns Manuais Úteis

Controle da circovirose suína


A circovirose é causada por um vírus e debilita o animal. Assim, outras doenças acabam se associando à circovirose e aumentando a mortalidade dentro do rebanho. Não existem ainda dados sobre o impacto da doença no Brasil, mas sabe-se que em granjas infectadas a mortalidade já chegou a 30% do plantel...

Enfermedades Zoonóticas Asociadas a Reptiles.

Martín Carriquiriborde

Los reptiles son vertebrados terrestres o semiacuáticos, que evolucionaron a partir de los primitivos anfibios, siendo los primeros vertebrados que se extendieron por tierra firme, gracias a que sus huevos de cáscara dura no necesitaron del agua para su desarrollo; la fecundación es interna y el macho posee órgano copulador.
Son incapaces de regular su temperatura (poiquilotermos), tanto los procesos físiológicos como la temperatura corporal dependen de la temperatura ambiente y de la presencia de dispositivos de calor. La piel es gruesa, cornificada y en muchos casos escamada; esta estructura contribuye en gran medida a impedir la deshidratación.
El uso de reptiles con fines científicos es limitado. Dentro de este grupo los más utilizados son los quelonios (tortugas), ofidios (serpientes) y lagartos. Las principales áreas de investigación son la zoología, inmunología y endocrinología. Además, la popularidad de los reptiles produjo un incremento considerable en la utilización de éstos como mascotas; las tortugas terrestres y acuáticas son las más comunes, pero las iguanas y ofidios son también criados frecuentemente en los hogares. Los reptiles en cautiverio son más vulnerables a estar colonizados por microorganismos zoonóticos que los que se encuentran en estado salvaje.
La flora microbiana que poseen es muy diferente a la que se encuentran en animales homeotermos, es así que microorganismos como Salmonella spp son considerados flora normal del tracto gastrointestinal en muchas de estas especies. Los huevos muchas veces se contaminan por su paso a través de la cloaca.
Los agentes infecciosos involucrados en zoonosis pueden ser transmitidos a través de distintos mecanismos: contacto directo, ingestión, inhalación, por vectores intermediarios, arañazos o mordeduras. Ciertos agentes pueden ser transmitidos por más de un mecanismo, por ejemplo, Salmonella spp. Algunos de los animales que portan agentes patógenos zoonóticos pueden desarrollar enfermedad clínica.
La salmonelosis es la zoonosis más importante en este grupo de animales, sin embargo, también se puede encontrar otros microorganismos o parásitos. Algunos de ellos son Aeromonas spp., Campylobacter jejuni y Campylobacter fetus, Klebsiella spp., Staphylococcus spp., Proteus spp., Pseudomonas aeriginosa, Yersinia pseudotuberculosis, Clostridium spp., Bacteroides spp., Pasteurella spp, hongos comoMucor spp.; parásitos como Cryptosporidium.; y virus como el alfavirus, causante de la Encefalitis Equina de Oeste (Cuadro N° 1).
Asimismo, gran variedad de bacterias se localizan en la cavidad bucal de los reptiles como Serratia spp., Providencia spp., Citrobacter spp., Campylobacter spp., Proteusspp., Bacteroides spp. y Pseudomonas spp., las cuales son causa de numerosas infecciones en el hombre.
Bacterias. 
Salmonella 
spp. 
La clasificación de Salmonella es compleja. Si bien hay más de 2.400 serovares descriptos, el que presenta mayor importancia dado su poder patógeno para humanos y animales es Salmonella enterica subespecie enterica, serovar Enteriditis. Pertenecen a la familia Enterobacteriaceae, es un bacilo gram negativo, anaerobio facultativo, oxidasa negativo y catalasa positivo. Es de distribución mundial. Su excreción provoca la contaminación del agua, alimento y el medio ambiente.
Cuadro N° 1. Potenciales zoonosis transmitidas por reptiles.
1111
El microorganismo se aisló de mamíferos salvajes y domésticos, aves, reptiles e insectos. Aunque puede sobrevivir por largos períodos en el medio ambiente, es el estado de portador el que provee la mayor fuente de infección para los animales y los humanos. La naturaleza zoonótica de la salmonelosis en los animales en cautiverio puede resultar del intercambio entre los cuidadores y ellos.
La salmonelosis se presenta en tres formas diferentes: entérica, septicémica y abortiva, pudiendo bajos ciertas circunstancias, encontrarse las tres formas en uno o varios individuos. La manifestación clínica depende de la virulencia del serotipo actuante, la naturaleza y la cronicidad de la lesión y de la inmunidad innata del hospedador.
Una gran variedad de serovares de Salmonella de todas las subespecies se aislaron de reptiles, muchos de los cuales representan serovariedades raras o exóticas (Cuadros 2 y 3) 1. Por ejemplo, en EEUU aumentó el aislamiento de Salmonella enterica subsp.houtemae serovar Marina en humanos, de 2 casos en 1988 a 47 en 1998 y de S.enterica serovar Poona se incrementó de 199 a 341 casos en los mismos años. Los serotipos aislados con mayor frecuencia en pacientes con salmonelosis asociada en reptiles incluyen S. enterica subsp. diarizonae serovar (IIIb)2, S. enterica subsp.houtenae (IV) serovares Chamaleon y Marina y Salmonella enterica subsp. enterica (I) serovares Java, Stanley y Poona.
Generalmente, no se observan en estos animales signos clínicos por esta infección, pero pueden ocurrir diarreas esporádicas. En el humano, la infección produce dolores abdominales, gastroenteritis, diarreas mucosas sanguinolentas, náuseas, vómitos y fiebre. Según estudios recientes, son difíciles de tratar por el carácter multirresistente de las cepas implantadas.
La salmoneolosis asociada al uso de reptiles como mascotas fue reconocida en Canadá como un serio problema en la Salud Pública en las décadas de 1960 y 1970. En EE.UU., el CDC (Centre for Disease Control and Prevention) estimó que ocurrieron 50.000 casos de salmonelosis asociado a reptiles en 19963.
Yersinia spp. 
Yersinia es un género de bacterias que pertenecen a la familia de las enterobacterias. Son patógenos humanos y animales. Yersinia es un bacilo, gram negativo, aeróbico y anaeróbico facultativo.
Los reptiles pueden ser portadores asintomáticos ocasionales o desarrollar enfermedad entérica denominada “red mouth” , la transmisión se produce a través del manejo de los animales. En el hombre se aloja en el intestino delgado, particularmente en el íleon, provocando gastroenteritis aguda, nefritis y adenitis en el mesenterio.
Edwardsiella spp.
Pertenece a la familia Enterobacteriacea. Es poco frecuente la infección del hombre conEdwardsiella tarda. Este microorganismo se encuentra principalmente en animales de sangre fría. En humanos causa gastreoenteritis semejante a la infección de Salmonellaspp. Hasta el momento se ha reportado un solo caso asociado a una tortuga4.
267 11Klebsiella spp. – Enterobacter spp. 
De la misma familia que las Salmonellas, es raro que infecten a reptiles, se considera flora entérica normal, se reportaron casos de ofidios con infecciones pulmonares causadas por estos agentes. El hombre se puede contagiar por manipuleo o contacto directo provocando infecciones del tracto respiratorio y septicemia.
Aeromonas spp. 
Las Aeromonas pertenecen a la familia Vibrionacaece, son bacterias gram negativas que se localizan principalmente en la cavidad orofaríngea. Las infecciones se producen por el contacto con el agua contaminada en heridas abiertas, mordidas o arañazos producidos por reptiles. En los ofidios produce ulceraciones gástricas y septicemia hemorrágica. En el hombre se manifiesta con fiebre, heridas infecciosas, diarrea y septicemia en personas inmunocomrprometidas.5.
Campylobacter spp. 
Son bacterias curvas, microaerófilas. En humanos pueden producir diarrea, gastroenteritis aguda, vómitos y fiebre. El principal vector son las tortugas acuáticas, pudiendo actuar como reservorios. Se transmite por manipuleo, ingestión de los animales o de agua contaminada6.
267 111
Mycobacterium spp. 
Las micobacterias son bacilos  ácido alcohol  resistentes que no se aíslan por técnicas simples de cultivo. Pueden causar una gran variedad de enfermedades en reptiles, normalmente crónicas, incluyendo lesiones granulosas con células epitelioides en varios órganos, y no granulosas, implicando diversos órganos como hígado, bazo, piel, pulmón. La infección en el hombre se produce a través de heridas, arañazos, mordeduras, inhalación y contacto con mucosa oral y respiratoria. La enfermedad en el hombre se circunscribe a infecciones localizadas.
Coxiella burnxetti. 
Esta bacteria se aisló de serpientes, lagartos y tortugas de agua. Se sospecha que los reptiles actúan como reservorio. La transmisión al hombre se produce a través de garrapatas.
Plesiomonas spp. 
Plesiomonas shigelloides es una bacteria gram-negativa que causa estomatitis ulcerativa en víboras (“mouth-rot disease”); en humanos gastroenteritis. Un caso de gastroenteritis aguda de reportó en una boa constrictora proveniente de un zoológico.
Hongos
Zygomycosis (Phycomycosis-Mucormycosis). 
Son microorganismos oportunistas que sólo producen infección en individuos inmunocomprometidos. Se encuentra normalmente en el tracto digestivo de reptiles y anfibios y es típico encontrarlos en material en descomposición. Afecta el tracto respiratorio superior, es causal de neumonía y necrosis en la piel. El contagio en el hombre se produce por inhalación, ingestión, inoculación o contaminación de la piel mediante las esporas de los hongos; produciendo sinusitis agudas, disnea pulmonar, pústulas, úlceras y abscesos cutáneos, dolor abdominal y vómitos sanginolentos.
Parásitos.
Cestodes: 
Spirometra spp.: los ofidios actúan como hospedadores secundarios, el hombre se puede contagiar por ingesta de animales contaminados o agua de bebida contaminada.
Diphyllobothrium spp.: es un parásito principalmente de mamíferos con hábitos ictiófagos. También parasita crustáceos, peces, anfibios y reptiles, el principal hospedador dentro de los reptiles son los ofidios. El humano es un huésped ocasional.
Protozoos.
Hay una gran variedad de especies de protozoos digestivos (Entamoeba spp., Cryptosporidium spp., Giardia spp., Trichomonas spp.), de la sangre (Plasmodium spp., Trypanosoma spp.), urinarios (Spironucleus spp.), aisladas en reptiles y su significancia como patógenos zoonóticos se desconoce, aunque debería considerarse en individuos susceptibles.
Cryptosporidium spp. La criptosporidiosis es una enfermedad parasitaria grave debida a coccidios del género Cryptosporidium spp. Se encuentra ubicado en el epitelio intestinal y respiratorio  de diversos mamíferos, aves y reptiles, el cual por muchos años fue considerado como apatógeno. Este concepto cambió en los últimos años, dado que se determinó que este organismo puede ser una importante causa de enterocolitis y diarrea en numerosas especies. Aunque la enfermedad tiene una mayor incidencia en serpientes, también se describió en aproximadamente 15 especies de saurios. La mayoría de los casos de criptosporidiosis en saurios se asociaron con infestaciones gástricas subclínicas, aunque también se describieron cuadros clínicos con anorexia, letargia y emaciación en camaleones y lagartos ocelados. Los ooquistes que se aislaron de reptiles (Criptosporidium serpentis), no se transmiten a mamíferos, por lo que no se consideran zoonosis. Las serpientes pueden transmitir mecánicamente en  sus heces ooquistes de C. parvum que son ingeridos junto con la presa (roedores)7.
Artrópodos.
Pentastomiasis.

Los pentastómidos fueron descriptos por primera vez en el año 1787 por el veterinario francés Chabert. El pentastoma (Armillifer spp.) es un parásito artrópodo casi exclusivo del sistema respiratorio de reptiles y algunos lo son de mamíferos, aves o peces. Son de aspecto vermiforme de conflictiva posición taxonómica, que comparten características morfológicas con anélidos, arácnidos, insectos y crustáceos, y que merecen, según algunos autores, ser incorporados a un phylum separado que se llamaría Pentastomida. Las víboras son hospedadores definitivos y varios roedores salvajes, que son alimento de los ofidios, son los hospedadores intermedios. Los parásitos adultos viven en bronquios, tráquea y fosas nasales de las serpientes. La hembra deposita sus huevos en la cavidad respiratoria de los reptiles, eliminándose con el moco nasal o las heces siendo resistentes a la desecación. Contiene una larva en su interior con cuatro patas rudimentarias provistas de garras. Cuando un mamífero ingiere los huevos, la larva eclosiona, atraviesa la pared intestinal, sufre varias mudas, se desplaza por las serosas y puede enquistarse en la pared abdominal, el pulmón u otros órganos. El humano es un hospedador accidental por manipulación de reptiles o por llevarse las manos sucias a la boca. En el hombre la infección es generalmente asintomática, el parásito se calcifica después de un período de años. Las larvas encapsuladas son diagnosticadas por laparoscopía o exámenes radiológicos.
Referencias bibliográficas.
  1. Ebani W, C Cerri, F Frantini et al. Salmonella enterica isolates from faeces of domestic reptiles and study of their antimicrobial in vitro sensitivity. Res. in Vet. Science. 2005. Vol. 78 (2): 177-121.
  2. Schröter M, P Roggentin, J Hofmann et al. Pet Snakes as Reservoir forSalmonella enterica subsp. diarizonae (Serogroup IIIb): a Prospective Study. Applied and Environmental Microbiology. 2004. 70 (1): 613-615.
  3. Centers for Desease Control and Prevention. Reptile-associated salmonellosis selected states, 1994-1995, MMWR. 1995. 44: 347-350.
  4. Nagel P, A Serrietta,TJ Layden. Edwardsiella tarda gastroen-teritis associated with a pet turtle. Gastroenterology. 1982. 82: 1436-1437.
  5. Davis WA II, JH Chretien et al. Snake-to-human transmission of Aeromonas (PI)shigelloides resulting in gastroenteritis. South Med J. 1978. 71: 474-476.
  6. Zheng-Chao T, G Zeitin, J-P Gagner et al: Campylobacter fetus of Reptile Origin as s Human Pathogen. Clin Microbiol. 2004. 42(9): 4405-4407.
  7. SJ Upton, CT McAllister, PS Freed et al Cryptosporidium spp. in wild and captive reptiles. Journal of wildlife Diseases. 1989. 25 (1): 20-30.
  8. Hendrix CM, BL Blagburn. Reptile pentastomiasis: a possible emerging zoonosis. Compendium Samll Anim. 1988. 10:46-51.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pará vai erradicar febre aftosa do Estado

Doenças em regiões de fronteira



A América Latina é a maior produtora mundial de carne de gado, aves e ovos. Mas toda essa produção pode estar ameaçada pelas enfermidades transfronteiriças.

Diagnóstico Parasitológico automatizado



1/7/2010
Por Alex Sander Alcântara
Agência FAPESP – Após desenvolver um método considerado mais sensível em relação aos convencionais para o diagnóstico parasitológico das fezes, um grupo de pesquisadores começa a testar a automatização do sistema.
De acordo com Jancarlo Ferreira Gomes, pesquisador dos Institutos de Biologia (IB) e de Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a proposta da Técnica Coproparasitológica de TF-Test (Three Fecal Test) é garantir diagnósticos de alta eficácia com baixo percentual de erro. “Com a automatização, pretendemos ampliar a modalidade do diagnóstico parasitológico das fezes”, disse à Agência FAPESP .
A automatização envolveu duas etapas. A primeira se referiu à análise de imagens e à regulagem e aquisição de imagem e detecção de estruturas parasitárias (em lâmina de microscopia) por computador.
“A segunda foi justamente promover a interação do equipamento – que contém câmera digital, platina motorizada e microscópio – com o computador, para a realização dos procedimentos de forma automática”, explicou Gomes.
O processo automatizado ainda está em fase de testes, mas os resultados obtidos até agora são promissores. “Nossa intenção é que em mais um ano a automatização esteja concluída e pronta para ser industrializada e comercializada”, disse.
O TF-Test foi criado em 2004 por pesquisadores da Unicamp, em colaboração com colegas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Taubaté (Unitau), e em parceria com a empresa Immunoassay.
Desde 2005, o kit é comercializado para testes manuais. Atualmente, são vendidos cerca de 45 mil kits por mês a laboratórios de análises clínicas. Gomes e colegas concluíram a técnica a partir do projeto “Desenvolvimento de novos kits destinados ao diagnóstico de parasitoses intestinais em amostras fecais”, coordenado por Sumie Hoshino Shimizu, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, e apoiado pelo Programa FAPESP na modalidade Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).
“Fizemos melhorias no TF-Test e obtivemos imagens de maior qualidade para detecção de estruturas parasitárias. A sensibilidade da técnica está acima de 90%”, afirmou. Segundo ele, a maior parte dos métodos convencionais empregados nos exames de fezes para detectar parasitos apresenta diagnóstico com sensibilidade entre 48% e 76%.
Para aprimorar o diagnóstico laboratorial das enteroparasitoses e a técnica de TF-Test, o grupo finalizou em 2008 um projeto para análises de imagens de parasitos intestinais, apoiado pela FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular.
Na atual etapa, que envolve o melhoramento da imagem, foram obtidas lâminas mais limpas de impurezas fecais, comuns nos testes convencionais, e com maior concentração de parasitos que as convencionais, segundo Gomes. Esse novo desdobramento da técnica foi denominado de TF-Test Modified.
Nas duas etapas finais, o projeto está sob a coordenação do professor Alexandre Xavier Falcão, do IC da Unicamp. Atualmente, Gomes desenvolve o projeto de pós-doutorado “Análise automatizada de enteroparasitos para finalidade diagnóstica”, com Bolsa da FAPESP.
Patentes
O TF-Test Modified consiste na análise a partir da coleta de três amostras, realizadas em dias alternados. “Cada coletor contém um líquido conservante à base de solução neutra de formalina, que conserva as estruturas coletadas por até 30 dias sem necessidade de refrigeração. Além disso, usamos alguns reagentes para eliminação de impurezas fecais”, explicou.
Com as melhorias da técnica foi possível, segundo Gomes, detectar com maior exatidão as estruturas de parasitos como a giárdia, que é de difícil diagnóstico por meio de exames convencionais devido a seu complexo ciclo vital.
A técnica concentra as amostras, fazendo o diagnóstico mesmo em casos mais difíceis, em que o indivíduo apresenta baixa e moderada intensidade de infecção. “Nos testes tradicionais, muitos casos dão como resultados falsos negativos”, disse.
Gomes afirma que a técnica é abrangente e permite detectar a maioria das espécies parasitárias. Ao fazer um levantamento epidemiológico com o TF-Test convencional, concluído no início de 2010, com 737 alunos da Escola Municipal Professor José Jurandyr Piva, no município de Pedreira (SP), os pesquisadores registraram alta positividade de enteroparasitos.
Os resultados apontaram que 342 crianças estavam com enteropasitoses, sendo que 194 apresentavam parasitismo simples e 148 poliparasitismo.“Atualmente trabalhamos com a validação das 16 espécies de helmintos e protozoários mais prevalentes no Brasil. Nos estudos que realizamos, procuramos trabalhar a prevalência e não a patogenicidade, pois nosso interesse foi validar a tecnologia”, disse.
O TF-Test resultou em duas patentes solicitadas pela empresa Immunoassay junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e outra solicitada à World Intellectual Property Organization (WIPO).
As duas fases posteriores – que incluem a análises de imagens e a atual fase de automatização – geraram mais quatro solicitações de patentes, três nacionais e uma internacional, solicitadas pela Agência de Inovação da Unicamp (Inova).